quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Relatório revela que mulheres eram sistematicamente violadas e torturadas em campos de “reeducação” uigures !

Mulheres detidas em campos de “reeducação” uigures, na província chinesa de Xinjiang, têm sofrido violação, abuso sexual e tortura, revelou um novo relatório, que inclui depoimentos de algumas das vítimas.


Como relatou a BBC esta quarta-feira, várias ex-reclusas e um guarda relataram as experiências e o que viram nesses campos, que a China tem insistido servirem para “reeducar” os uigures e outras minorias.

Para Adrian Zenz, especialista em políticas chinesas em Xinjiang, os relatos das vítimas são “das evidências mais terríveis” que já ouviu “desde o início das atrocidades”. “Isto confirma o pior” e “fornece evidências confiáveis ​​e detalhadas de abuso sexual e tortura, num nível claramente maior do que o que havíamos presumido”, referiu.

Uma das ex-reclusas, Tursunay Ziawudun, disse que durante nove meses foi torturada em três ocasiões, por dois ou três homens de cada vez. Gulzira Auelkhan, detida por 18 meses, foi forçada a despir outras mulheres e a agarrá-las “para que não se mexessem”, indicando que havia um sistema de violação organizado nos campos.

A China tem sido sistematicamente criticada pelo tratamento aos uigures muçulmanos. Em janeiro, o governo norte-americano acusou o Partido Comunista Chinês (PCC) de genocídio e crimes contra a humanidade, devido à “prisão arbitrária” de mais de um milhão de pessoas, tortura e trabalhos forçados.

No ano passado, Adrian Zenz publicou um relatório no qual acusava a China de utilizar a esterilização e o aborto forçados e o planeamento familiar coercitivo contra a minoria muçulmana – alegações que Pequim afirmou serem infundadas e falsas.

O relatório foi corroborado por Tursunay Ziawudun, que contou à BBC que as mulheres detidas foram forçadas a usar o DIU (dispositivo intrauterino) ou a serem esterilizadas, tendo ainda sido submetidas a “exames médicos inexplicáveis” e obrigadas a tomar comprimidos e ‘vacinas’ a cada 15 dias, que “causavam náuseas e dormência”.

Um guarda, que falou à BBC sob anonimato, revelou que os detidos, levados pelo próprio para o campo, “sofreram vários tipos de tortura”. Embora tenha indicado nada saber sobre as violações, apontou para tortura recorrente.

O porta-voz do Ministério das Relações Externas, Wang Wenbin, negou os depoimentos incluídos no relatório, dizendo à Reuters que “não têm base factual” e acusando os entrevistados pela BBC de “atores que disseminam informações falsas”.

Pequim negou e rejeitou as acusações de abuso nos campos de “reeducação” e disse que o seu objetivo é fornecer treino vocacional e ajudar a erradicar o extremismo e o separatismo islâmico, discurso reforçado num comunicado enviado à BBC.

https://zap.aeiou.pt/mulheres-violadas-campos-uigures-378035

 

Emirados Árabes Unidos estão a criar um “Tribunal Espacial” para disputas judiciais fora da Terra !

Os Emirados Árabes Unidos estão a criar um “Tribunal Espacial” que ficará responsável de lidar com disputas judiciais fora do nosso planeta.


À medida que mais países tornam os olhos para o Espaço, a perspetiva de disputas diplomáticas e/ou comerciais fora da Terra parece cada vez mais palpável.  Foi nesta conjuntura que foi criada a Força Espacial dos Estados Unidos, com o objetivo de resolver possíveis conflitos futuros além do domínio do nosso planeta.

Agora, conta o Mashable, os Emirados Árabes Unidos decidiram criar um “Tribunal Espacial” para resolver disputas judiciais relacionadas com o Espaço. Na segunda-feira passda, o Dubai lançou a iniciativa The Courts of Space como uma parceria entre o Dubai International Financial Centre (DIFC) e a Dubai Future Foundation.

Outrora um domínio ocupado exclusivamente por agências nacionais e instituições governamentais, a lei espacial tem sido tradicionalmente regida por uma série de convenções, incluindo o Tratado do Espaço Exterior da ONU de 1967 e vários outros acordos entre nações para regular as suas operações no Espaço.

Porém, as coisas mudaram. Nos últimos anos, as viagens espaciais deixaram de ser uma arena para os Governos e abriram-se a empresas privadas que procuram comercializar voos espaciais em grande escala.

Com os Emirados Árabes Unidos a procurar envolver-se mais fortemente em atividades astronáuticas, a iniciativa Courts of Space servirá para lidar com quaisquer desentendimentos futuros que envolvam empresas de voos espaciais comerciais. Algumas dessas disputas podem ser, por exemplo, colisões entre naves espaciais e desentendimentos sobre a compra de satélites.

“Uma indústria espacial integrada, apoiada por recursos humanos, infraestrutura e investigação científica, está em andamento”, disse Zaki Azmi, chefe de Justiça dos Tribunais DIFC, em comunicado. “The Courts of Space é uma iniciativa global que operará em paralelo, ajudando a construir uma nova rede de apoio judicial para atender às rigorosas demandas comerciais da exploração espacial internacional no século XXI.”

Embora os tribunais do DIFC tenham presidido muitas disputas comerciais estrangeiras, nenhum deles teve a especialidade de arbitrar questões relacionadas com o Espaço até agora.

O envolvimento dos Emirados Árabes Unidos na exploração espacial tem crescido significativamente nos últimos anos, com a sua sonda “Hope” esperada para chegar a Marte no início de fevereiro de 2021, após o sucesso de enviar o seu primeiro astronauta ao Espaço em 2019.

Esses eventos foram a força motriz por trás da decisão de criar os Tribunais Espaciais. “Isto foi para nós uma revelação de que precisamos de fornecer aos Emirados Árabes Unidos a infraestrutura certa”, disse Amna Al Owais, registadora chefe nos Tribunais DIFC. “Queremos definir o cenário em termos do que os tribunais podem fazer. Acreditamos que haverá um grande apetite por isso.”

Os Tribunais Espaciais serão abertos a empresas e instituições locais e estrangeiras e será uma das opções para resolver oficialmente divergências num ambiente neutro. Embora o tribunal trate de questões relacionadas com o Espaço, o próprio tribunal estará sediado nos Tribunais DIFC.

https://zap.aeiou.pt/dubai-esta-criar-um-tribunal-espacial-disputas-judiciais-da-terra-377665

China envia 10 milhões de doses da vacina a países em desenvolvimento !

A China anunciou esta quarta-feira um plano para fornecer 10 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus aos países em desenvolvimento, através da iniciativa COVAX.


O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Wang Wenbin, afirmou que a China está a responder a um pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS), enquanto os países em desenvolvimento procuram suprir a escassez de vacinas.

Wang considerou que a iniciativa constitui uma “importante decisão política” da China, para garantir a distribuição equitativa de vacinas e promover a cooperação internacional nos esforços contra a pandemia.

A COVAX, programa coordenado pela OMS e pela Aliança Global para as Vacinas (GAVI), visa garantir que os países de baixo e médio rendimento tenham vacinas contra o coronavírus suficientes, já que as nações ricas absorveram a totalidade dos primeiras milhões de doses produzidas.

“Esperamos que os países da comunidade internacional com capacidade entrem em ação, apoiem a COVAX por meio de ações práticas, apoiem o trabalho da Organização Mundial da Saúde, ajudem os países em desenvolvimento na obtenção de vacinas em tempo útil e contribuam para a sociedade internacional vencer a pandemia o mais cedo possível”, afirmou Wang, em conferência de imprensa.

A China já exportou grandes quantidades de vacinas desenvolvidas internamente para os países em desenvolvimento e a OMS está em processo de aprovação de vacinas chinesas para uso de emergência.

Isto é visto como uma tentativa de aumentar a reputação da China, face a preocupações sobre a sua crescente influência militar e económica além-fronteiras.

A China também quer evitar críticas sobre a forma como lidou com os estágios iniciais do surto de covid-19, inicialmente detetado na cidade de Wuhan, no centro do país, no final de 2019.

Embora as vacinas chinesas sejam consideradas uma alternativa mais barata e possivelmente mais abundante, farmacêuticas internacionais também estão a fornecer vacinas através da COVAX.

A norte-americana Pfizer comprometeu-se, no mês passado, a disponibilizar até 40 milhões de doses da sua vacina este ano.

https://zap.aeiou.pt/china-envia-doses-vacina-378039

 

Países europeus estão a forçar refugiados a passar por labirintos de regras prejudiciais !

Alguns países europeus, embora se mostrem acolhedores perante os refugiados, obrigam-nos a passar por um labirinto de burocracia e regras prejudiciais.


Quando pensamos nas jornadas cansativas que os refugiados muitas vezes fazem para chegar à Europa, as nossas mentes costumam regressar a 2015, quando mais de um milhão de pessoas fugiram do perigo em busca de uma vida melhor.

Para muitos refugiados, destinos no norte da Europa, como Alemanha e Suécia, eram o derradeiro objetivo. Dizia-se que nesses Estados sociais, a estabilidade, a democracia e os direitos humanos que procuravam trariam novos começos e sonhos realizados.

No entanto, chegar a estes países costumava revelar uma realidade diferente. As respostas oficiais do Governo aos refugiados, muitos dos quais escaparam de guerras em países como Síria, Afeganistão e Iraque, foram um tanto hostis.

Num livro recentemente publicado, “Refugees and the Violence of Welfare Bureaucracies in Northern Europe”, investigadores analisaram como é que os refugiados são tratados pelos Estados sociais e os resultados dessa hospitalidade nas suas vidas e experiências.

Uma das colaboradoras, Wendy Pearlman, entrevistou Mahmoud, um jovem engenheiro de Damasco que vivia na Alemanha, que fugiu da Síria e encontrou subemprego e exploração na Turquia. Quando questionado sobre por que decidiu arriscar a vida e mudar-se para a Europa, ele explicou a sua escolha da Alemanha como destino:

“Ouvi dizer que aqui a educação é quase gratuita. Eles ensinam-te a língua, põe-te numa casa e assim por diante… Então eu decidi que ou vivo em humilhação na Turquia ou agarro o meu futuro na Alemanha”.

Então, o que aconteceu com os refugiados que chegaram ao norte da Europa? Quais foram as suas experiências e tiveram eles uma vida melhor como esperavam?

Refugiados vistos como um risco

O trabalho dos autores do livro na Suécia, Dinamarca, Noruega, Alemanha e Reino Unido mostrou que os Estados sociais viam os refugiados como um risco que deveria ser controlado através de uma série de intervenções. Isto significa que, apesar de receberem asilo, muitos refugiados enfrentam obstáculos que geram frustrações e até desespero.

Os autores viram como os Estados sociais mantêm um alto nível de disciplina e controlo sobre a vida das pessoas, especialmente os refugiados recém-chegados. Casos na Dinamarca, no Reino Unido e na Suécia fornecem exemplos de uso mais óbvio de força física na detenção e deportação de migrantes.

Em Portugal, há o caso de Ihor Homeniuk, o migrante ucraniano alegadamente morto por inspetores do SEF num centro de detenção do aeroporto de Lisboa.

Na Dinamarca, Suécia e Reino Unido, as mulheres que já foram vítimas de violência doméstica nos seus países de origem são presas e removidas para centros de detenção quando os seus casos de asilo são recusados. Incapazes de cozinhar a sua própria comida nos centros de detenção dinamarqueses ou mesmo de sair das instalações (mesmo quando têm o direito legal), as mulheres que falaram com a coautora Victoria Canning não conseguiram encontrar alegria nas poucas atividades disponíveis para elas.

Diferentes instituições impõem limitações e regulamentos relativos ao acesso ao ensino superior, trabalho, habitação e mobilidade. Tudo isto tem efeitos duradouros na vida dos refugiados e forçam-nos a uma posição de subordinação.

Os efeitos da espera

Talvez uma das partes mais frustrantes da experiência do refugiado seja a inação. Refugiados passam por adiamentos de duração indeterminada antes de começarem a procurar um emprego ou estudar.

Observando as experiências de refugiados palestinianos e sírios na Suécia e na Alemanha, respetivamente, os autores encontraram obstáculos significativos para entrar no mercado de trabalho. Os refugiados com quem falaram descreveram requisitos extensos para programas de integração, certificação oficial de diplomas e estágios.

Esses obstáculos forçam os refugiados a desistir dos seus sonhos. Um número considerável de pessoas conseguiu asilo e autorizações de residência na Noruega, mas estão presas durante anos em centros de asilo, incapazes de iniciar cursos de línguas, reunir-se com as famílias ou procurar emprego. Em vez disso, esperam que um município os receba.

Embora sejam forçados a esperar, muitas vezes acabam por sentir-se impotentes e sem valor. Em diferentes casos, não é apenas o longo processo de asilo que suspende a sua vida, mas também esperar que as instituições governamentais considerem os refugiados capazes de começar uma nova vida.

Refugiados são bem vindos?

As interações do dia-a-dia com representantes do Estado, como polícias e agentes de imigração e assistentes sociais, lembram aos refugiados que eles são vistos como uma imposição ao Estado social, ao mesmo tempo que lhes é negada a capacidade de se tornarem membros contribuintes para ele.

Numa entrevista, o coordenador nacional de uma organização de apoio a mulheres refugiadas no Reino Unido disse a uma das autoras:

“O ‘ethos’ do sistema de asilo… desde dispersar as pessoas, ou dar-lhes pequenas quantias de dinheiro, a não deixá-las trabalhar, a deter pessoas – parece muito claro que em todas essas fases do processo de asilo vemos um sistema que não quer que essas pessoas estejam aqui”.

Encontros entre representantes do Estado e recém-chegados destacam a diferença entre as suposições dos refugiados sobre um norte da Europa relativamente acolhedor e as realidades de leis e regulamentos restritivos, processos de asilo demorados, programas de integração condescendentes, para não mencionar um debate público geralmente hostil.

https://zap.aeiou.pt/paises-europeus-estao-forcar-refugiados-passar-labirintos-regras-prejudiciais-377325

 

Covid-19 e emergência climática revertem décadas na redução da pobreza extrema

Duas décadas de progresso na redução da pobreza extrema – cuja eliminação é uma das metas de desenvolvimento sustentável – foram revertidas devido ao impacto da pandemia da covid-19, à crescente emergência climática e ao aumento do endividamento dos países.


De acordo com um artigo do Guardian, divulgado esta quarta-feira, o Banco Mundial já havia alertado para um “aumento sem precedentes” nos níveis de pobreza. Apelando ao perdão da dívida, os especialistas apontaram para uma crise em várias áreas nos próximos anos, desde a educação ao emprego. Em janeiro, o número de pessoas na pobreza extrema calculado pela organização passou de 88 a 115 milhões para 119 a 124 milhões.

A pobreza global tem visto um declínio desde 1960, quando cerca de 80% da população mundial vivia em pobreza extrema. Atualmente, esse número foi reduzido para cerca de 10%. Contudo, em 2021, este deve aumentar, revelaram os especialistas.

Nos últimos meses, a crise foi sinalizada em vários relatórios, que apontam indicadores que vão desde a taxa de evasão na educação no mundo em desenvolvimento até à queda dos salários e ao aumento do desemprego, em grande parte impulsionado pela pandemia, que levou ao encerramento de postos de trabalho, escolas e fronteiras.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) informou que os trabalhadores perderam 3,7 biliões de dólares (cerca de 3 biliões de euros) durante a pandemia. No seu relatório anual, indicou que os ordenados caíram ou cresceram mais lentamente nos seis primeiros meses de 2020.

“Com esta crise assistamos a uma reversão na redução sustentada da pobreza extrema, e agora aumentos. As estimativas atuais são de 150 milhões a mais até o final deste ano”, disse Axel van Trotsenburg, diretor administrativo de operações do Banco Mundial. Esta crise “mostrou o quão frágil é esse progresso e o esforço necessário para reconstruí-lo”.

Há “mil milhões de crianças fora das escolas e a educação ‘online’ não é acessível para muitas” das que vivem “em países em desenvolvimento. Há também um número desproporcional de meninas que, ao deixarem a escola, abandonarão definitivamente a educação e perderão ainda mais”, acrescentou.

Embora a pandemia tenha afetado tanto países ricos e pobres, Van Trotsenburg considerou que os desafios que os países mais pobres enfrentam são mais profundos. “Um dos maiores desafios nos países em desenvolvimento é que a garnde parte do emprego está no setor informal”, notou.

Segundo Andrew Shepherd e os colegas da Rede de Aconselhamento sobre Pobreza Crónica do Overseas Development Institute, sediado em Londres, Reino Unido, os cortes nos orçamentos de ajuda ocidental complicaram ainda mais essa situação.

Esses cortes diminuem os “recursos para enfrentar os desafios de longa data” e as “lutas imediatas de subsistência e proteção diárias”. “Os impactos sociais e económicos da covid-19 continuarão a pesar sobre os países de baixa e média receita. E, “sem os recursos adequados para enfrentar a pobreza”, essas lutas “serão ampliadas” pelas alterações climáticas, conflitos, crises nos governos e relações desiguais na economia global.

Shepherd salientou o risco de um novo empobrecimento em países de média receita – onde as famílias deixaram a pobreza recentemente -, os efeitos do abandono escolar e o impacto da crise sobre os migrantes e a aposta.

Homi Kharas, especialista em economia global e desenvolvimento na Brookings Institution, em Washington, Estados Unidos (EUA), disse que o impacto da crise de covid-19 pode permanecer até depois de 2030. Num artigo divulgado no ano passado, escreveu que “o cenário de longo prazo sugere que metade do aumento da pobreza pode ser permanente”.

Em janeiro, o presidente do Fórum Económico Mundial, Børge Brende, afirmou que, “se quisermos colocar o PIB global nos níveis anteriores à covid-19, precisaremos começar a investir nos países uns dos outros por meio de investimento estrangeiro direto – que caiu drasticamente no último ano e meio”.

“Também sabemos que as cadeias de valor globais e o comércio estão a lutar para voltar aos níveis anteriores à covid-19. E sabemos que o comércio tem sido um motor de crescimento e tirou milhões de pessoas da pobreza extrema nas últimas três décadas”, notou ainda o responsável.

https://zap.aeiou.pt/covid-emergencia-climatica-reducao-pobreza-378050

Reino Unido sofre a maior queda populacional desde a 2ª Guerra - Êxodo afeta sobretudo Londres !

No ano passado, o Reino Unido sofreu a maior queda populacional desde a Segunda Guerra Mundial. O declínio é impulsionado por um êxodo em massa que está a acontecer sobretudo em Londres.


Cerca de 1,3 milhões de estrangeiros abandonaram o país entre o terceiro trimestre de 2019 e o mesmo período de 2020, segundo dados do Centro de Excelência de Estatísticas Económicas (ESCOE).

Esta situação manifesta-se sobretudo na capital inglesa: 700 mil estrangeiros deixaram a cidade, segundo estimativas feitas pelos economistas Jonathan Portes e Michael O’Connor, que cruzaram dados oficiais sobre emprego e população. “É um êxodo sem precedentes”, afirmam os especialistas.

A pandemia como impulsionador

Sonia G. é uma médica espanhola que decidiu abandonar Londres. “No meu caso, a pandemia foi a gota de água”, disse à BBC.

“Não é pelo volume de trabalho devido ao coronavírus, que é o mesmo que no meu país, mas sim pelo desgaste de não poder visitar a minha família, principalmente a minha avó, que tenho medo de não ver mais. Estou há quase um ano sem poder vê-los, e as dificuldades para entrar e sair do Reino Unido são cada vez maiores. Sinto-me isolada, e a pandemia ainda vai durar muitos meses”.

A pandemia é o principal fator que Portes e O’Connor usam para explicar a fuga de cidadãos nascidos fora do Reino Unido para o seu país de origem. “O Reino Unido tem estado relativamente mal em termos económicos e sanitários durante a pandemia”, analisam.

Os economistas acreditam que “para muitos imigrantes a escolha implicaria ficar no Reino Unido durante a pandemia, sem emprego, sem dinheiro e a pagar uma casa com um aluguer relativamente caro”.

Alberto Domínguez identifica-se com o diagnóstico feito pelos especialistas. O tatuador espanhol estava em Londres há quase seis anos e há cerca de duas semanas decidiu fazer as malas e voltar para o seu país.

“Amo Londres, mas é extremamente difícil viver nesta cidade neste momento devido à pandemia, sobretudo devido ao custo de vida e ao facto de não ter nenhuma fonte de rendimento”.

Imigrantes são os mais afetados

Dinheiro, casa e trabalho. De acordo com os especialistas, estes são os três pilares para a imigração, e começaram a ficar afetados com a pandemia.

Antes da chegada do novo coronavírus, a taxa de desemprego do Reino Unido situava-se no nível mais baixo desde 1975 (3,8%), mas agora encontra-se no ponto mais alto dos últimos quatro anos.

Mais de 1,7 milhões de pessoas estão desempregadas, e a taxa de desemprego pode variar entre 7% e 10% até meados do ano, segundo as projeções do Banco da Inglaterra.

Segundo os investigadores do ESCOE, grande parte das sanções económicas impostas pela crise de saúde pública está a recair sobre os migrantes. “Parece que grande parte da perda de postos de trabalho durante a pandemia recaiu sobre os trabalhadores estrangeiros e se manifestou numa migração de retorno, ainda mais do que nos próprios números do desemprego”, considera Portes.

“Esse é claramente o meu caso”, explica Angela, uma esteticista italiana que voltou no fim do ano passado para Carpinone, em Itália.

“As condições do meu contrato mudaram com a pandemia, passei a ter menos horas e menos rendimentos. A ajuda do governo não compensou a diferença. Não valia mais a pena ficar mais tempo em Londres”, explica à BBC.

Muitos estrangeiros apontam o preço das casas como um dos motivos para não conseguirem aguentar mais tempo no país. A capital britânica é a cidade com o aluguer mais caro da Europa e o quarto mais caro do mundo, segundo dados da consultora ECA International.

Preocupação em alguns setores económicos

Antes da pandemia, “Londres ainda era atraente para os trabalhadores do Reino Unido e do exterior, apesar dos transtornos económicos previstos pelo Brexit”, avalia Alec Smith, responsável pelo estudo habitacional da consultora ECA.

Contudo, a evolução do êxodo acendeu alguns alertas nos setores económicos mais dependentes da imigração europeia no Reino Unido.

A maior preocupação está em setores como a agricultura, onde “99% da mão de obra agrícola sazonal vem da União Europeia”, de acordo com um relatório da Câmara dos Comuns.

Uma pesquisa recente da Make UK, organização que reúne a indústria da manufatura, revelou que um terço dos fabricantes britânicos acredita que a capacidade do país para atrair talentos internacionais diminuiu.

O facto é que, à medida que a pandemia avança, o Brexit também se tornou realidade. E com este, as novas regras de imigração.

Agora, os cidadãos da União Europeia que deixaram o Reino Unido no ano passado vão precisar de visto de trabalho caso queiram voltar e trabalhar no país.

“Eu posso voltar, mas embora tenha medo da precariedade do trabalho no meu país, espero não precisar de fazer isso”, disse Sonia, a médica espanhola.

Já o tatuador Alberto Domínguez, mostra-se com dúvidas em relação ao futuro: “Não sei, talvez volte no futuro”, acrescentando que o Brexit traz algumas incertezas.

Angela também não está convencida de que irá regressar ao país que a acolheu. “Prefiro ficar no meu país agora, mas veremos quando a pandemia acabar”, realça.

https://zap.aeiou.pt/reino-unido-queda-populacional-londres-377422

Estudo revelou que taxa de mortalidade por covid-19 diminuiu desde o início da pandemia !

As taxas de mortalidade entre pacientes com covid-19 nos cuidados intensivos melhoraram desde o início da pandemia, graças aos avanços nos tratamentos, revelou uma nova pesquisa.


Segundo noticiou na terça-feira o Guardian, em março de 2020, a taxa de mortalidade para os pacientes em cuidados intensivos era de 60%, tendo caído em outubro de 2020 para 36%, de acordo com o estudo. Essa queda revela uma tendência positiva, visto que em maio do mesmo ano já tinha baixado para 42%.

Esta descoberta, que tem por base 52 estudos de diferentes países, envolvendo 43.128 pacientes, foi publicada na segunda-feira na Anesthesia. Os cinco autores, especialistas em terapia intensiva e anestesistas, foram liderados por Tim Cook, que trabalha no Royal United Hospital, em Bath, Inglaterra.

Apesar do resultado obtido, o grupo alertou que o progresso observado na mortalidade por covid-19 no último ano pode ter atingido um platô. Além disso, o surgimento de novas variantes do vírus poderá aumentar as taxas de mortalidade, ao passo que o programa de vacinação ajudará a reduzir o número de pessoas infetadas nos cuidados intensivos.

“No geral, a mortalidade em todos os estudos é menor no final de setembro (35,5%) do que” a observada “no final de maio (41,6%)”, relataram os especialistas. Esta melhoria deve-se a um maior uso de esteróides, às mudanças na forma como os pacientes recebem tratamento com oxigénio e fluídos e ao controlo dos coágulos sanguíneos.

A mortalidade na maioria das regiões do mundo varia agora entre de 30% e 40%. Na Europa, a média é de 33,4%, na América do Norte é 40%. Já no estado de Victoria, na Austrália, é de 11%. No outro extremo, no Médio Oriente é de 62%.

O estudo incluiu números da Inglaterra, do País de Gales e da Irlanda do Norte, coletados e publicados todas as semanas pelo Centro Nacional de Auditoria e Pesquisa de Terapia Intensiva (ICNARC). O seu último relatório, divulgado na sexta-feira, mostrou que a mortalidade era de 45% quando a pandemia surgiu, estando atualmente nos 40%.

“A mortalidade observada [nos três países] foi a mais baixa durante o verão de 2020, [quando era de] 27% para pacientes internados em cuidados intensivos, em junho ou julho”, indicou o estatístico do ICNARC James Doidge.

“Embora a mortalidade observada tenha aumentado novamente nos últimos meses, permanece menor do que seria previsto com base nas características dos pacientes internados. Por exemplo, 38% para pacientes [que estavam] gravemente enfermos em dezembro versus 43%-46% previstos” para esse período, acrescentou.

https://zap.aeiou.pt/estudo-mortalidade-covid-diminuiu-pandemia-377975

 

Boris Johnson ameaça suspender Acordo se UE recusar simplificar fronteiras !

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ameaçou hoje invocar um artigo que permite suspender o Protocolo da Irlanda do Norte se a União Europeia recusar simplificar os controlos aduaneiros pós-Brexit.


Numa resposta hoje no Parlamento ao deputado Ian Paisley, do Partido Democrata Unionista (DUP), Johnson disse que o Governo fará “tudo o que for preciso, seja legislativamente ou invocando o artigo 16.º do Protocolo [do Acordo de Saída da União Europeia], para assegurar que não existem barreiras no Mar da Irlanda”.

Disse também partilhar a “frustração pela forma como a UE, em particular a Comissão Europeia, parecia estar a usar temporariamente o Protocolo de forma a impor uma fronteira, contrariando o espírito e lei do Acordo de Sexta-Feira Santa”, o acordo de paz assinado em 1998.

Na semana passada, Bruxelas invocou o artigo 16.º do Protocolo, que permite a suspensão caso a sua aplicação “origine graves dificuldades económicas, societais ou ambientais” para travar a chegada de vacinas ao Reino Unido via Irlanda do Norte.

A decisão foi tomada por suspeitar que a farmacêutica AstraZeneca poderia enviar doses fabricadas na Europa para fornecer o Reino Unido em vez da UE, mas a Comissão Europeia acabou por recuar devido aos protestos de políticos de todos os quadrantes partidários na Irlanda do Norte.

Hoje, o Governo britânico propôs à UE prolongar até 2023 a tolerância na circulação de certos produtos, incluindo medicamentos e encomendas postais entre o Reino Unido e a Irlanda do Norte para aliviar os problemas registados pós-Brexit.

Desde que o Reino Unido deixou definitivamente o mercado único europeu, no final de 2020, as mercadorias que se deslocam entre o Reino Unido e o bloco europeu passaram a ser sujeitos a controlos alfandegários e veterinários, incluindo alguns produtos britânicos que vão para a Irlanda do Norte porque a região faz fronteira com a Irlanda, membro da UE.

Numa carta ao vice-presidente da Comissão Europeia Maroš Šefčovič, o ministro do Estado, Michael Gove, sugere tomar “uma série mínima de passos” para estabilizar a situação na região e tranquilizar partidos políticos, sociedade civil e empresas.

As duas partes já tinham concordado num período de tolerância para produtos alimentares frescos ou de origem animal que simplificava a documentação necessária durante alguns meses, até as empresas se habituarem aos novos processos de inspeções aduaneiras e sanitárias entre o Reino Unido e a Irlanda do Norte.

Este expediente foi encontrado para responder à insatisfação de grupos de supermercados britânicos, que encontraram dificuldade em fazer chegar certos produtos às suas lojas na Irlanda do Norte, e de empresas de transporte devido à burocracia associada a encomendas postais.

Alguns destes acordos iriam terminar dentro de poucos meses, mas o Governo britânico quer prolongar a sua aplicação pelo menos até ao fim de 2022, ou até serem encontradas soluções permanentes.

Aproveitando esta situação, o Governo britânico diz também na carta, tornada pública, que pretende implementar “soluções” para outros problemas criados pelo Acordo de Comércio pós-Brexit, como a falta de reconhecimento de qualificações profissionais e proibição de batatas de semente entre a Irlanda e Irlanda do Norte.

Gove vinca ser necessário resolver estes problemas urgentemente e que “o que é preciso agora são soluções políticas, não técnicas”, ameaçando “usar todos os instrumentos ao seu dispor” para ultrapassá-los.

Gove e Šefčovič têm prevista uma reunião hoje por videoconferência, juntamente com os líderes do governo de coligação da Irlanda do Norte, para discutir os problemas encontrados apenas um mês após a aplicação do Acordo de Saída do Reino Unido da UE e do Acordo de Comércio e Cooperação entre as duas partes.

Esta semana, as autoridades da Irlanda do Norte suspenderam os controlos veterinários e retiraram os funcionários aduaneiros dos portos de Belfast e Larne, e a polícia intensificou as patrulhas, depois que ter sido encontrado grafite ameaçador apontando os trabalhadores portuários como alvos.

Os funcionários também relataram sinais de comportamento suspeito, incluindo de pessoas a tomar nota dos números das matrículas de veículos.

A região ainda está marcada pelo conflito sectário entre ‘unionistas’ pró-britânicos, que querem continuar no Reino Unido, e nacionalistas republicanos irlandeses, que defendem a reunificação com a vizinha República da Irlanda num só país, cuja violência matou mais de 3.500 pessoas em três décadas.

https://zap.aeiou.pt/boris-ameaca-suspender-acordo-378032

Espanha prepara-se para permitir mudança de sexo e de nome a partir dos 16 anos !

O projeto de lei elaborado pelo Ministério da Igualdade espanhol prevê que jovens a partir dos 16 anos possam mudar de sexo e de nome no registo civil e o reconhecimento de pessoas não binárias.


De acordo com o jornal El País, o Ministério da Igualdade espanhol já preparou o projeto de lei que assegura a igualdade real e efetiva das pessoas transexuais, no qual se destaca a medida para a livre autodeterminação de género.

Caso seja aprovado, isto significa que qualquer pessoa a partir dos 16 anos poderá mudar de sexo e de nome no registo civil, bastando para isso uma declaração expressa do interessado.

O diploma estipula ainda que é a partir desta idade que qualquer cidadão pode tomar decisões para iniciar tratamentos hormonais. No caso dos menores de idade, em primeiro lugar, contempla-se um tratamento de bloqueio hormonal “no início da puberdade” para ajudar a travar o desenvolvimento dos seios ou da barba. Numa fase posterior, segue-se o tratamento hormonal cruzado, isto é, testosterona para os rapazes transexuais e estrogénios para as raparigas transexuais.

Segundo o jornal espanhol, o projeto de lei também prevê o reconhecimento de identidades não binárias, ou seja, pessoas que não se identificam como sendo homem ou mulher, e a possibilidade de eliminar o sexo dos seus documentos oficiais.

O diploma abre ainda o acesso a tratamentos reprodutivos “para pessoas trans com capacidade de conceber”.

O El País recorda que esta foi uma das regras incluídas no acordo governamental entre os socialistas do PSOE e a coligação de esquerda Unidas Podemos, mas que gera muita controvérsia entre alguns dos seus membros.

Alguns representantes históricos do movimento mais próximo do PSOE, incluindo a vice-primeira-ministra Carmen Calvo, acreditam que este reconhecimento pode introduzir “conceitos ambíguos e juridicamente inseguros” que modificam o que se entende por sexo, género, identidade ou igualdade.

https://zap.aeiou.pt/espanha-mudanca-sexo-nome-16-anos-377904

 

Estados Unidos ratificaram prorrogação de tratado nuclear com a Rússia !

Os Estados Unidos ratificaram a prorrogação por cinco anos do tratado de limitação de armas nucleares New START, já assinado pela Rússia, anunciou hoje o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.


“Ao mesmo tempo que trabalhamos com a Rússia para promover os interesses norte-americanos, também trabalharemos para responsabilizar a Rússia pelos seus atos antagónicos e pelas violações dos direitos humanos, em estreita coordenação com os nossos aliados e parceiros”, disse Antony Blinken, num comunicado.

Na passada semana, o Presidente russo, Vladimir Putin, já tinha assinado o prolongamento por cinco anos do tratado russo-americano New START, para a limitação de armas nucleares, dizendo que se tratava de “um passo na direção certa, embora admitindo que a segurança global continuava ameaçada por causa das crescentes tensões internacionais.

“A extensão do tratado New START garante que temos limites verificáveis para mísseis balísticos lançados por submarinos e bombardeiros pesados, até 5 de fevereiro de 2026”, disse Antony Blinken.

“O novo regime de verificação permite-nos monitorizar a conformidade russa e fornece-nos uma maior compreensão da postura nuclear da Rússia, incluindo por meio de trocas de dados e inspeções no local, que permitem que os inspetores dos EUA avaliem as forças e as instalações nucleares russas”, acrescentou o secretário de Estado norte-americano.

O New START é o mais recente, e único em vigor, acordo bilateral deste tipo, que regula o controlo de armas destas duas potências nucleares mundiais.

O seu prolongamento cria a esperança de uma melhoria no diálogo entre Washington e Moscovo, uma semana após a chegada à Casa Branca de Joe Biden, ainda que os dois países já tenham avisado que permanecem firmes nos seus interesses nacionais.

O tratado vai expirar a 5 de fevereiro e é o último acordo remanescente que limita as armas nucleares dos EUA e da Rússia, depois de ter sido assinado, em 2010, pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, e pelo Presidente russo, Dmitri Medvedev, para limitar cada país a instalar um máximo de 1.550 ogivas nucleares e restringir a 800 o número de aviões bombardeiros com capacidade de lançar mísseis nucleares.

Durante a campanha presidencial para as eleições, Joe Biden disse ser favorável à extensão do New START, até que seja encontrada uma nova solução, depois de o seu antecessor, o republicano Donald Trump, ter procurado uma substituição para este acordo, incluindo a China nas suas negociações, o que Pequim rejeitou.

Há duas semanas, o secretário-geral da NATO, Jen Stoltenberg, tinha pedido aos dois países para se entenderem à volta do atual tratado New START, acrescentando que um entendimento com a China deve ser tentado mais tarde.

“Contribuição crucial” para a segurança europeia

O Alto Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Josep Borrell, saudou a prorrogação do tratado de limitação de armas nucleares New START.

“A UE saúda o acordo encontrado entre os Estados Unidos e a Federação Russa para prolongar o tratado New START durante mais cinco anos. A UE atribui a maior importância ao tratado e considera-o uma contribuição crucial para a segurança internacional e europeia”, lê-se numa nota publicada pelo chefe da diplomacia europeia em nome dos Estados-membros da UE.

Frisando que a “redução dos arsenais nucleares mobilizados” prevista no tratado New START é “significativamente melhorada” pelo “sistema de verificação robusto” que contém, Borrell refere também que o acordo contribui para a “redução da reserva global de armas nucleares mobilizadas”.

https://zap.aeiou.pt/eua-tratado-nuclear-russia-378001

 

Jovem acorda de coma sem saber da pandemia de covid-19 mas já esteve infectado duas vezes !

Um jovem de 19 anos esteve em coma até ao mês passado, depois de ter sido atropelado por um carro 10 meses antes, e não faz ideia que o mundo se encontra no meio de uma pandemia.


Quando Joseph Flavill, o jovem de 19 anos, entrou em coma depois de ser atropelado por um carro, a 1 de março de 2020, já se ouvia falar sobre a covid-19, mas ainda não se fazia ideia das proporções que iria tomar.

Além disso, e apesar de não ter conhecimento da pandemia, o jovem contraiu SARS-CoV-2 duas vezes enquanto estava em coma, conta o jornal britânico The Guardian.

Depois de ter sofrido um traumatismo craniano, Joseph Flavill esteve em coma – do qual acordou recentemente – e só agora começou a responder, apesar de ainda não conseguir falar.

Sally Flavill Smith, a tia do jovem, explicou que Joseph “não sabe nada sobre a pandemia porque esteve a dormir nos últimos 10 meses”. Apesar de apresentar melhorias, a família não sabe exatamente o que é que ele sabe, disse ao The Guardian.

“Eu não sei por onde começar. Se há um ano atrás alguém me dissesse o que ia acontecer durante o ano que passou, eu não teria acreditado. Não sei como é que o Joseph vai compreender o que se passou”, acrescentou.

Além disso, devido às restrições em vigor nos hospitais britânicos, que impossibilitam as visitas, a família do jovem de 19 anos só tem contacto com ele através do vídeo-chamada, o que tem dificultado a revelação das proporções que a pandemia tomou.

“Tentamos fazer com que ele perceba que nós queremos mesmo estar lá a segurar-lhe nas mãos, mas que não conseguimos fazê-lo”, disse a tia, garantindo que quando estiverem com ele “cara a cara, haverá a oportunidade para tentar explicar-lhe o que se passou”.

Depois de contrair covid-19 duas vezes, enquanto esteve em coma, Joseph Flavill foi agora transferido do hospital Leicester General para o centro de cuidados continuados Adderley Green, onde irá continuar a sua recuperação.

Apesar de ainda ter um longo caminho pela frente, o jovem consegue mexer as pernas, os braços e interagir com a família, sorrindo e piscando os olhos para dizer “sim” e “não”.

“Ainda temos uma longo caminho pela frente, mas os passos que ele deu nas últimas três semanas foram absolutamente incríveis”, disse a tia.

https://zap.aeiou.pt/jovem-acorda-coma-nao-sabe-pandemia-377853

 

Golpe de Estado em Myanmar “é um mistério” e pode ter sido provocado por um General !

Os militares voltaram a tomar o poder em Myanmar, país que já foi um dos mais ricos da Ásia e que hoje vive uma profunda crise, política e económica, motivada por disputas étnicas, religiosas e pelos abundantes recursos naturais. Numa nação de muitas cores, nem a outrora heroína dos Direitos Humanos Aung San Suu Kyi é a preto e branco.


Myanmar está de novo nas mãos dos militares que detiveram a chefe de Governo Aung San Suu Kyi, bem como outros políticos do seu partido, a Liga Nacional pela Democracia.

O General Min Aung Hlaing é o novo líder no comando. Trata-se de um militar sénior que foi acusado, em 2019, pelo Tribunal Penal Internacional de Haia, de violações graves aos direitos humanos relacionadas com atrocidades cometidas contra a minoria muçulmana Rohingya.

Golpe com motivações pessoais?

Há especialistas que consideram que este golpe de Estado foi, sobretudo, motivado pelas ambições pessoais do General que estará a segurar-se ao poder para evitar ser julgado internacionalmente e para defender os seus investimentos.

“Enfrentando a reforma obrigatória dentro de meses, sem caminho para um papel de liderança civil e entre apelos globais para que enfrente as acusações de Haia, [Min Aung Hlaing] estava encurralado“, explica na CNN o advogado especializado em Direitos Humanos Jared Genser, que foi conselheiro de Suu Kyi.

Oficialmente, os militares justificaram o Golpe de Estado como uma resposta a alegadas irregularidades nas eleições de Novembro de 2020, onde o partido de Suu Kyi reclamou uma vitória esmagadora por 83% dos votos.

O Partido União Solidária e Desenvolvimento, que é apoiado pelos militares, só conseguiu 33 dos 476 lugares possíveis no Parlamento do país.

Min Aung Hlaing já prometeu que haverá eleições “livres e justas” e que só depois disso é que “as responsabilidades do Estado vão ser entregues ao partido vencedor, indo ao encontro das normas e padrões da democracia”.

Suu Kyi está, novamente, detida na sua residência oficial e foi acusada pelos militares de violar as Leis de Importação e Exportação do país, de acordo com o porta-voz do seu partido, Kyi Toe.

O presidente de Myanmar, Win Myint, também está sob a custódia dos militares.

Enquanto isso, sucedem-se os apelos internacionais para a libertação de Suu Kyi e dos restantes detidos. O presidente dos EUA, Joe Biden, até ameaçou com possíveis sanções.

Contudo, a líder birmanesa está, actualmente, longe da unanimidade que tinha aquando da sua eleição como Prémio Nobel da Paz.

Filha do herói da independência da Birmânia, Suu Kyi foi celebrada em livros, em filmes e até na música pop e tornou-se num símbolo da luta pelos Direitos Humanos. Mas desde que chegou ao poder, a sua aura internacional foi manchada por decisões questionáveis.

Em Myanmar, continua a ser muito popular, sobretudo entre a maioria étnica Bamar, mas foi acusada internacionalmente de ser cúmplice dos militares na tentativa de genocídio dos Rohingya.

Futuro é um “verdadeiro mistério”

Com o país a meio de uma pandemia, é imprevisível o curso que vai tomar este golpe de Estado.

“Ninguém será capaz de controlar o que vem a seguir”, escreveu nas redes sociais o historiador birmanês Thant Myint-U, realçando que “Myanmar é um país repleto de armas, com profundas divisões entre linhas religiosas e étnicas, onde milhões mal se conseguem alimentar”.

Para o Relator Especial das Nações Unidas sobre Direitos Humanos para Myanmar, Tom Andrews, é um “verdadeiro mistério” o rumo que este golpe vai tomar, conforme declarações à CNN, onde destaca que os militares têm, neste momento, “um poder enorme”, não só político como económico.

“As pessoas de Myanmar já passaram por tanto. Viveram décadas de um regime militar brutal. Estão a atravessar uma pandemia. A economia está em má forma para muitos. É incrivelmente injusto para ter que passar por isto novamente”, destaca Tom Andrews.

E há receios de que a violência e a brutalidade cometida pelos militares durante décadas, com as prisões dos opositores e as torturas, voltem ao país.

De heroína dos direitos humanos, a cúmplice de genocídio

Após 50 anos de ditadura militar, o poder nunca saiu, verdadeiramente, das mãos dos homens das armas.

Entre 1989 e 2010, o exército manteve Suu Kyi detida em casa, na cidade de Yangon. Essa resistência pacífica contra os militares valeu-lhe o Prémio Nobel da Paz em 1991, galardão que deu visibilidade à situação de Myanmar.

Pelo meio, os militares acabaram por ceder às pressões internacionais, abrindo a porta a eleições livres no país.

Mas antes fizeram questão de mudar a Constituição, ficando com o poder de veto em certos assuntos e mantendo 25% dos lugares do Parlamento, bem como a garantia do controle de ministérios fundamentais, tais como a Defesa e a Administração Interna.

Em 2015, cinco anos depois de ter sido libertada, Suu Kyi liderou o seu partido rumo à vitória nas primeiras eleições livres depois da ditadura militar.

A Constituição aprovada pelos militares impedia Suu Kyi de ser presidente do país por ter um marido estrangeiro. Por isso, foi criado o cargo de Conselheiro de Estado, o equivalente a primeiro-ministro, que lhe permitiu tornar-se chefe do Governo.

Só que os tempos de Suu Kyi no poder não foram fáceis. Ela pegou nas rédeas de um país em clima de guerra civil, com acesas disputas étnicas e religiosas, bem como guerras pelos recursos naturais do país.

A economia não melhorou e as tensões persistiram, com os militares sempre à espreita.

Os Rohingya são o exemplo flagrante do poder militar.

Em 2017, 750 mil pessoas desta minoria fugiram para o vizinho Bangladesh, procurando escapar ao aumento da violência do exército contra eles após uma campanha de aldeias queimadas, execuções sumárias e violações.

A ONU classificou as acções militares como uma tentativa de genocídio.

E foi então que Aung San Suu Kyi passou de resistente pacifista do exército à sua maior defensora. A líder birmanesa foi ao Tribunal de Haia rejeitar as acusações de genocídio contra os militares, defendendo-os em nome de Myanmar.

Uma atitude que levou algumas entidades, incluindo a Amnistia Internacional, a retirarem-lhe prémios atribuídos pela sua defesa dos Direitos Humanos.

Mas se internacionalmente virou pária, dentro de portas ganhou ainda mais popularidade e os anteriores inimigos, os militares, tornaram-se poderosos aliados. Porque, na verdade, esteve sempre nas mãos deles.

Entre os refugiados Rohingya, a detenção de Aung San Suu Kyi começou por ser recebida como uma boa notícia. Mas a certeza de que o poder está de novo nas mãos dos militares deixa-os certos de que tão cedo não poderão voltar a casa.

https://zap.aeiou.pt/10-anos-aung-san-suu-kyi-ja-nao-heroina-377878

 

Igreja e oposição angolanas denunciam “massacre” de manifestantes na Lunda Norte !

A Igreja Católica, a oposição angolana e várias organizações de defesa dos direitos humanos estão a denunciar aquilo que consideram ter sido um “grave massacre” de manifestantes em Cafunfo, na província de Lunda Norte.

Em causa está a morte de um número ainda não determinado de manifestantes, que no sábado terão tentado invadir uma esquadra policial em Cafunfo, na província de Lunda Norte, afetos ao Movimento do Protetorado Português da Lunda Tchokwe (MPPLT).

Um vídeo que circula nas redes sociais, filmado no passado dia 30 de janeiro e divulgado pela SIC Notícias, mostra vários corpos no chão, enquanto um polícia pontapeia e pisa a cabeça de uma vítima gravemente ferida. As imagens ainda não foram desmentidas pelas autoridades angolanas.

Para já, o balanço oficial do Comando Provincial da Polícia Nacional da Lunda Norte aponta para seis mortos e cinco feridos durante esta tentativa de invasão a que chama de “rebelião armada”, lembrando ainda que o protesto não tinha sido autorizado.

Num comunicado divulgado no domingo, o MPPLT recusou essa acusação de “rebelião armada”, condenou “o ato bárbaro perpetrado por agentes das forças de defesa e segurança contra populações indefesas” e lembrou que o protesto pacífico estava marcado há pelo menos um mês.

A versão da polícia também já foi contrariada não só pela Igreja Católica e oposição angolanas, como também por várias organizações de defesa dos direitos humanos. Todas afirmam que as forças de segurança dispararam de forma indiscriminada contra cidadãos desarmados, tendo provocado pelo menos 15 mortos e dez feridos.

Segundo o jornal Público, as duas principais formações da oposição, UNITA e CASA-CE, referiram-se a este episódio como “um ato bárbaro” e uma “selvajaria” e pedem justificações ao Presidente de Angola, João Lourenço.

O Partido de Renovação Social (PRS), terceira maior força política da oposição e com forte representação nas províncias das Lundas Norte e Sul, também exigiu às autoridades explicações concretas sobre “tamanha brutalidade”.

Vários bispos católicos angolanos que integram a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) também já condenaram estas mortes às mãos da polícia, considerando que se tratou de um “massacre” e defendendo investigações independentes que levem à responsabilização dos culpados.

Esta terça-feira, a Amnistia Internacional (AI) confirmou a morte de pelo menos 10 pessoas e alertou que “as autoridades continuam a perseguir manifestantes pacíficos cujo único ‘crime’ tem sido contestar as condições de vida deploráveis” na província. A ONG angolana OMUNGA reforça, por sua vez, que o número de mortos pode ser muito superior, pois muitos manifestantes continuam desaparecidos.

O comandante-geral da polícia nacional angolana, Paulo de Almeida, visitou, no domingo, a região, e garantiu um inquérito para se apurar responsabilidades.

Ministro do Interior angolano elogia ação da polícia

Ontem, numa conferência de imprensa para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido, o ministro do Interior de Angola, Eugénio Laborinho, louvou a ação das forças de segurança.

O governante angolano disse que cerca de 300 pessoas, divididos em três grupos, atacaram a esquadra da polícia, às 04h00, munidos de “armas de guerra, objetos contundentes, meios artesanais e instrumentos cortantes”, usando “indumentária de rituais tradicionais e supersticiosos”, causado ferimentos a dois agentes.

“Não é possível estar num posto a fazer a guarnição e aparecer um grupo armado e atacar o posto. Eu sou o garante da ordem, o que é que vou fazer? Tenho que responder. Se estão a atirar contra mim, com catanas e armas, a resposta é igual e a proporção diferente”, disse.

“A autoridade do Estado tem que ser mantida a todo o custo. Nós apelamos mais uma vez que entendam, compreendam, que a atitude de resposta da polícia foi de acordo à situação surgida no momento”, sublinhou.

Segundo o ministro, “o grupo de rebeldes” não está autorizado por lei a fazer qualquer manifestação, admitindo que no dia 16 de janeiro, num dia de semana, os mesmos pretenderam realizar uma manifestação contra o governo provincial, mas foram impedidos.

O ministro repetiu que atacar uma esquadra policial “é um ato de rebeldia”. “E a razão da nossa força é a força da nossa razão. Não tivemos outra hipótese se não nos defendermos. E temos de facto que louvar o esforço e o desempenho das forças de segurança e ordem interna, que tudo fizeram para não haver de facto demasiado luto naquela localidade de Cafunfo”, exprimiu.

De acordo com o governante, esta não é a primeira vez que tentativas de ataque ocorrem na zona do Cafunfo, “esta é a terceira, quarta ou quinta vez que ocorre”, acrescentou.

O MPPLT luta pela autonomia da região das Lundas (Lunda Norte e Lunda Sul), no Leste-Norte de Angola, área rica em diamantes mas onde a população vive em pobreza extrema. O movimento baseia-se num Acordo de Protetorado celebrado entre nativos Lunda-Tchokwe e Portugal, nos anos 1885 e 1894, que daria ao território um estatuto internacionalmente reconhecido.

https://zap.aeiou.pt/massacre-lunda-norte-angola-377879


 

Macron promete vacinar todos até ao fim do verão - México aprova uso de emergência de vacina !

 

Emmanuel Macron prometeu vacinar todos os franceses que assim o desejem até ao fim do verão. O México aprovou o uso de emergência da vacina russa.

Numa entrevista televisiva esta terça-feira, Emmanuel Macron prometeu que toda a população francesa que deseje vacinar-se contra a covid-19 poderá fazê-lo até ao fim do verão. No início de março, o Presidente francês estima que já estarão imunizados 80% dos pensionistas de lares.

Macron garantiu que a campanha de vacinação contra o coronavírus decorre “ao ritmo previsto” e que quatro instalações em França produzirão vacinas contra a covid-19 ainda este mês. O chefe de Estado esteve reunido com representantes de grandes laboratórios franceses e europeus antes da entrevista.

De momento a oferta disponível não permite ao país vacinar todos os idosos, mas com o início da produção da vacina em França deverá ser possível atingir as metas traçadas por Macron.

Macron alertou ainda que a estratégia de vacinação “não permitirá, a curto prazo, evitar que o vírus circule a grande velocidade”, pelo que as medidas de prevenção continuam a ser necessárias.

De acordo com o Expresso, o Ministério da Saúde francês indica que já foram dadas quase milhão e meio de primeiras doses da vacina no país e quase 50 mil segundas doses. Esta semana deverão ser feitas mais 1,1 milhões de inoculações.

México aprova uso de emergência da vacina russa

O México aprovou o uso de emergência da vacina russa Sputnik V contra a covid-19, informaram hoje as autoridades mexicanas, numa altura em que a situação da pandemia se agravou no país.

O anúncio foi feito pelo subsecretário da Saúde e estratega do Governo mexicano contra a covid-19, Hugo López-Gatell, horas depois da publicação dos resultados provisórios da fase III dos ensaios da vacina na revista científica The Lancet, que apontam para uma eficácia de 91,6%.

A Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris) autorizou o recurso à vacina russa na terça-feira (madrugada de quarta-feira em Lisboa), tendo o Ministério da Saúde assinado igualmente o contrato para o fornecimento de 24 milhões de doses, informou o responsável pela luta contra a pandemia no país.

As primeiras 400 mil doses deverão chegar ao país já este mês, disse López-Gatell.

O México foi um dos primeiros países do mundo a iniciar a vacinação, em 24 de dezembro, apostando em imunizar a população, de 130 milhões de habitantes, até março de 2022, mas o plano de imunização atrasou-se, devido a atrasos nas entregas da Pfizer e BioNTech.

A procura de vacinas é tão grande que o site lançado pelo Governo mexicano na terça-feira, para permitir o registo das pessoas com mais de 60 anos que desejam ser vacinadas, ficou demasiado congestionado, deixando de estar acessível.

A situação agravou-se nas últimas semanas. Em janeiro, o país contabilizou o maior número de mortes provocadas pela covid-19 desde o início da pandemia, um total de 32.729 óbitos.

Com a agravamento da situação, o México passou esta semana a ser o terceiro país no mundo com mais mortes por covid-19, depois dos Estados Unidos e Brasil, ultrapassando a Índia.

Na capital, 87% das camas dos hospitais estão cheias, com as ambulâncias que transportam os doentes infetados com o novo coronavírus a terem de esperar várias horas até receberem luz verde.

“Infelizmente, por causa da saturação dos hospitais e das linhas telefónicas, temos de esperar três a quatro horas antes de nos designarem um hospital e chegarmos lá”, disse à agência de notícias Associated Press (AP) o chefe de ambulância Eduardo Vigueras.

Devido às dificuldades nos cuidados de saúde, algumas famílias acabam por optar por não enviar os doentes em estado grave para o hospital, temendo não voltar a vê-los, segundo os paramédicos.

Desde o início da pandemia, o México contabilizou 159.533 mortes e 1.874.092 casos confirmados de covid-19.

Só nas últimas 24 horas, o país registou 433 mortes provocadas pelo novo coronavírus e 4.384 casos, segundo os dados oficias.

O México iniciou a campanha de vacinação em 24 de dezembro, tendo já vacinado mais de 677 mil trabalhadores do setor da saúde, com mais de 45 mil a terem recebido a segunda dose, informaram as autoridades sanitárias.

O país conta com acordos para 34,4 milhões de doses da vacina da Pfizer, 77,4 milhões da britânica AstraZeneca, 35 milhões da CanSino e 51,5 milhões da plataforma Covax da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Países Baixos prolongam maioria das medidas restritivas

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, anunciou hoje o prolongamento até 2 de março da maioria das medidas restritivas para travar a propagação da covid-19 atualmente em vigor nos Países Baixos.

No entanto, Rutte confirmou a reabertura das escolas primárias e das creches a partir de 8 deste mês, bem como a possibilidade, a partir de 10 de fevereiro, de se vender a partir das chamadas lojas não essenciais, fechadas desde 15 de dezembro.

O prolongamento das medidas foi decidido no mesmo dia em que o Instituto de Saúde Pública holandês indicou que as novas infeções pelo novo coronavírus desceram 20% na semana passada, embora as variantes mais transmissíveis sejam já responsáveis por dois terços dos casos.

O instituto indicou que as novas infeções baixaram para as 28.628 na semana passada, mas pediu “o maior cuidado possível” para qualquer alívio do confinamento devido às novas variantes do novo coronavírus.

Os bares e restaurantes estão fechados desde meados de outubro.

No domingo, o governo anunciou que as creches e as escolas primárias irão reabrir na próxima segunda-feira.

O instituto de saúde pública holandês disse que a redução das novas infeções é resultado do confinamento, mas considerou prematura a avaliação do recolher obrigatório, que só começou a 23 de janeiro.

A introdução do recolher obrigatório entre as 21:00 e as 04:30 gerou tumultos em várias cidades holandesas, com lojas saqueadas e um centro de testes ao vírus incendiado.

Na segunda-feira, os Países Baixos anunciaram ter registado 3.280 infeções em 24 horas, o número mais baixo dos últimos quatro meses.

O país de 17 milhões de habitantes conta com mais de um milhão de infetados, incluindo mais de 14 mil mortos, desde o início da pandemia.

https://zap.aeiou.pt/macron-promete-vacinar-fim-verao-377842

 

OMS visita laboratório de Wuhan e não descarta possibilidade de o vírus ter escapado de lá !

Investigadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) visitaram esta quarta-feira o laboratório na cidade chinesa de Wuhan que tem sido objeto de especulação sobre a origem do novo coronavírus, sustentada pela anterior administração dos Estados Unidos.


A visita da equipa da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao Instituto de Virologia de Wuhan faz parte da missão para reunir dados e pistas sobre a origem e a disseminação do vírus.

Jornalistas estrangeiros acompanharam a equipa até à instalação de alta segurança, mas tal como em visitas anteriores, não houve acesso direto aos investigadores, que deram poucos detalhes sobre a investigação em Wuhan até à data.

Guardas de segurança em uniforme e à paisana ficaram de vigia, mas não havia sinal dos trajes de proteção que os membros da equipa usaram na terça-feira, durante uma visita a um centro de pesquisa de doenças animais.

O instituto, que é um dos principais laboratórios de pesquisa de vírus da China, construiu um arquivo de informações genéticas sobre coronavírus em morcegos, após o surto da Síndrome Respiratória Aguda Grave, em 2003

Isto levou a alegações de que a covid-19 pode ter escapado daquelas instalações, teoria promovida pelo anterior presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A China negou veementemente essa possibilidade. O Governo chinês promoveu teorias de que o surto pode ter começado com a importação de frutos do mar congelados contaminados com o vírus, uma ideia totalmente rejeitada por cientistas e agências internacionais.

O vice-diretor do instituto é Shi Zhengli, um virologista que trabalhou com Peter Daszak, zoólogo na equipa da OMS, para rastrear as origens da SARS, que teve origem na China e levou ao surto de 2003. Shi publicou estudos em revistas académicas e trabalhou para refutar as teorias defendidas por Trump de que o vírus é uma arma biológica que escapou do laboratório do instituto.

Depois de duas semanas em quarentena, a equipa da OMS, que inclui especialistas de 10 países, visitou hospitais, institutos de pesquisa e um mercado de frutos do mar ligado a muitos dos primeiros casos.

Determinar a origem de um surto requer uma grande quantidade de pesquisas, incluindo amostras de animais, análises genéticas e estudos epidemiológicos. Uma possibilidade é que um caçador de animais selvagens tenha passado o vírus para comerciantes, que o levaram para Wuhan.

OMS está a “chegar realmente a algum lugar”

Em entrevista ao jornal britânico Sky News, Peter Daszak, que faz parte da equipa da OMS, disse que “estamos a ver novas informações e são boas, são coisas muito valiosas que estão a começar a ajudar-nos a encontrar as direções corretas para este vírus.”

O investigador explicou o que a equipa anda a fazer em Wuhan: “Estamos no mercado a olhar em redor por conta própria e a fazer perguntas, estamos a reunir com gerentes de mercado, com fornecedores que trabalharam lá e pessoas da comunidade”.

Segundo Daszak, “existem pequenas pistas que encontramos aqui e ali na riqueza de dados”.

O investigador adiantou também que os cientistas chineses “estão a partilhar dados que não vimos antes – que ninguém viu anteriormente”. “Estão a falar abertamente connosco sobre todos os caminhos possíveis. Estamos realmente a chegar a algum lugar“.

Daszak disse ainda que a possibilidade de o vírus ter escapado do laboratório de Wuhan não foi descartada. “Estamos todos cientes das hipóteses em torno do envolvimento potencial do laboratório. Se há dados que apontam para alguma hipótese, vamos seguir os dados, vamos seguir as evidências para onde nos levarem. Tudo está sobre a mesa e estamos a manter a mente aberta.”

“Chegaremos lá e ao final desta missão produziremos um relatório que terá algumas indicações de quais são os cenários mais prováveis”, disse.

Porém, mesmo que a origem seja descoberta, Daszak explicou que novas variantes do vírus significam que viveremos com a covid-19 para sempre. “Este é um dos vírus que invadem os humanos e depois tornam-se endémicos e estarão connosco para sempre”.

https://zap.aeiou.pt/equipa-da-oms-visita-laboratorio-de-wuhan-e-nao-descart-377830

 

Mario Draghi vai formar Governo de emergência em Itália !

Sergio Mattarella, chefe de Estado italiano, convidou o ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, para formar um Governo de unidade em Itália, desafio que o italiano já aceitou.

A agência Ansa avança que Sergio Mattarella convocou Mario Draghi para uma reunião esta quarta-feira, no palácio Quirinale, para formar um Governo de emergência. A decisão do Presidente surge depois de as negociações dos partidos para formar um novo Governo terem falhado, na sequência do colapso da coligação liderada por Giuseppe Conte.

Mattarella “exige um Governo na plenitude das suas funções e não um Governo com atividade reduzida ao mínimo”. Nesse sentido, quer “atribuir o mais rápido possível” a uma alta personalidade “a tarefa de formar um Governo que enfrente rapidamente emergências graves que não podem ser adiadas”.

O objetivo do chefe de Estado italiano é que o novo Governo tenha apoio parlamentar. “Tenho o dever de apelar a todas as forças políticas [para apoiar] um Governo de alto nível.”

Segundo o Jornal de Negócios, Mario Draghi já aceitou o desafio lançado pelo chefe de Estado de Itália.

Segundo o Público, se esta nova tentativa fracassasse, Mattarella disse que terão que ser convocadas eleições antecipadas, alertando para a incerteza que delas pode resultar. Para além de a Liga de Matteo Salvini (extrema-direita) continuar na frente das sondagens, a votação teria que ser feita em plena crise de covid-19.

“Tenho o dever de enfatizar que o longo período de campanha eleitoral, assim como a redução da atividade governativa, seria coincidente com um momento crucial para o destino de Itália”, disse o Presidente italiano.

Giuseppe Conte demitiu-se do cargo de primeiro-ministro de Itália no dia 26 de janeiro, depois de o Italia Viva ter abandonado o acordo de coligação que tinha com o Governo, juntamente com o Movimento 5 Estrelas.

https://zap.aeiou.pt/draghi-governo-emergencia-italia-377809

 

Síria sob ataque a meio da noite !


Rogério Anitablian

Bill Gates e a agenda de despovoamento - Robert F. Kennedy Junior pede uma investigação !

Por mais de vinte anos, Bill Gates e sua Fundação, a Fundação Bill e Melinda Gates (BMGF), têm vacinado crianças aos milhões em áreas remotas de países pobres, principalmente na África e na Ásia. A maior parte de seu programa de vacinação teve resultados desastrosos, causando a própria doença (poliomielite, por exemplo na Índia) e esterilizando mulheres jovens (Quênia, com vacinas antitetânicas modificadas). Muitas crianças morreram. Muitos dos programas foram realizados com o apoio da OMS e - sim - da Agência das Nações Unidas responsável pela Proteção de Crianças, UNICEF.
A maioria dessas campanhas de vacinação foi implementada sem o consentimento informado das crianças, pais, responsáveis ​​ou professores, nem com o consentimento informado, ou com consentimento forjado, das respectivas autoridades governamentais. Em consequência, a Fundação Gates foi processada por governos de todo o mundo, Quênia, Índia, Filipinas - e mais.
(https://www.youtube.com/watch?v=JaF-fq2Zn7I).
Bill Gates tem uma imagem estranha de si mesmo. Ele se vê como o Messias que salva o mundo por meio da vacinação - e da redução da população.
Por volta da época, quando o Relatório Rockefeller de 2010 foi publicado, com seu cenário ainda mais infame de “Lock Step”, exatamente o cenário que estamos vivendo agora, Bill Gates falou em um programa TED na Califórnia, “Innovating to Zero ”Sobre o uso de energia.
Ele usou esta apresentação do TED para promover seus programas de vacinação, literalmente dizendo: “Se estivermos fazendo um trabalho realmente bom vacinando crianças, podemos reduzir a população mundial em 10% a 15%”.

Isso soa muito como eugenia. O vídeo, o primeiro 6’45 ”,“ A verdade sobre Bill Gates e seu programa de vacinação desastrosa ”, vai falar sobre isso. Leia também Gates ’Globalist Vaccine Agenda: uma win-win para Pharma e obrigatória vacinação por Robert F. Kennedy Jr Robert F. Kennedy Jr, um ávido Defensor dos Direitos da Criança e ativista antivacinação, lançou uma petição enviada à Casa Branca, pedindo "Investigações sobre a‘ Fundação Bill e Melinda Gates ’para Malversação Médica e Crimes Contra a Humanidade"
Coronavirus – No Vaccine Is Needed to Cure It


Screenshot “Na vanguarda disso está Bill Gates, que declarou publicamente seu interesse em“ reduzir o crescimento populacional ”em 10-15%, por meio da vacinação. Gates, UNICEF e OMS já foram acusados de esterilizar intencionalmente crianças quenianas por meio do uso de um antígeno oculto de HCG em vacinas contra o tétano ”. (Trecho do texto da Petição) Link para a petição. Se você deseja assinar a petição clique aqui (No momento da redação, a petição tinha mais de 265.000. Requer 100.000 para uma resposta da Casa Branca) Vídeo: Robert F. Kennedy Junior 

Robert. F. Kennedy expõe a agenda de vacinação de Bill Gates Agora o Sr. Gates e seus aliados, incluindo Big-Pharma, OMS, UNICEF, Dr. Anthony Fauci, Diretor do NIAID / NIH, um aliado próximo do Sr. Gates - e, claro, a Agenda ID2020, estão propondo (forçar) a vacinação 7 bilhões de pessoas em todo o mundo, com sua preparação de uma vacina contra o coronavírus (até agora) não testada. Esta é uma mina de bilhões de dólares para a Big Pharma e para todos aqueles que apóiam a vacina. Ninguém saberá realmente o que o coquetel de vacina conterá. Eles pretendem começar com o Sul Global (Países em Desenvolvimento) e então mover-se gradualmente para o Norte (Países Desenvolvidos). Veja bem, não há necessidade de vacina para curar o vírus corona. Existem muitas curas: O professor francês Didier Raoult, que é um dos 5 maiores cientistas do mundo em doenças transmissíveis, sugeriu o uso de hidroxicloroquina (cloroquina ou plaquenil), uma droga conhecida, simples e barata, também usada no combate à malária, e que demonstrou eficácia com coronavírus anteriores, como SARS. Em meados de fevereiro de 2020, testes clínicos em seu instituto e na China já confirmavam que o medicamento poderia reduzir a carga viral e trazer melhora espetacular. Cientistas chineses publicaram seus primeiros ensaios em mais de 100 pacientes e anunciaram que a Comissão Nacional de Saúde da China recomendaria a cloroquina em suas novas diretrizes para tratar Covid-19. (Peter Koenig, 1º de abril de 2020) Esteja atento, desperto, alerta e advertido. Peter Koenig é economista e analista geopolítico. Ele também é especialista em recursos hídricos e meio ambiente. Ele trabalhou por mais de 30 anos com o Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde em todo o mundo nas áreas de meio ambiente e água. Ele dá palestras em universidades nos Estados Unidos, Europa e América do Sul. Ele escreve regularmente para a Global Research; ICH; RT; Sputnik; PressTV; O século 21; Greanville Post; Defend Democracy Press, TeleSUR; The Saker Blog, New Eastern Outlook (NEO); e outros sites da Internet. Ele é o autor de Implosion - um thriller econômico sobre guerra, destruição ambiental e ganância corporativa - ficção baseada em fatos e em 30 anos de experiência do Banco Mundial em todo o mundo. Ele também é co-autor de The World Order and Revolution! - Ensaios da Resistência.

Peter Koenig é Pesquisador Associado da Centre for Research on Globalization.

https://www.globalresearch.ca




Presença norte-americana no Mar Negro gera tensões com a Rússia !


 

A política agressiva dos EUA no Mar Negro continua. A presença de contratorpedeiros das Forças Armadas americanas na costa russa é notória e causa desconforto entre os russos devido à proximidade da região com seu território nacional. Num contexto de forte presença estrangeira, qualquer exercício militar ou teste de armas que as Forças Armadas russas realizem na região - o que seria absolutamente normal, considerando que se trata da fronteira russa - torna-se imediatamente um foco de tensões e ameaças internacionais. No entanto, Moscou não desistirá de suas estratégias de simplesmente aceitar a presença americana. 

A frota russa conduziu recentemente um combate naval simulado no Mar Negro, onde dois destróieres americanos permanecem. Apesar de ser um exercício comum e rotineiro das forças navais de qualquer país, a situação gerou grande preocupação na sociedade internacional devido à proximidade entre navios russos e destróieres americanos. É claro que, neste caso, a Rússia está apenas realizando manobras comuns em sua área de influência e o fator “atípico” seria a presença americana.
O exercício russo foi uma simulação de uma situação de combate naval, com foco na detecção de inimigos e neutralização por meio de guerra eletrônica. A primeira fase de operações já foi concluída, mas posteriormente, novos testes com o mesmo objetivo serão realizados. Uma das razões pelas quais as tensões aumentaram na região foi também o fato de os exercícios russos serem realizados em um período quase simultâneo aos exercícios americanos. No final de janeiro, foi realizada uma grande operação ar-naval da OTAN no Mar Negro, com a participação dos contratorpedeiros americanos atualmente alocados na região (USS Porter e USS Donald Cook).

Há muito tempo está claro que Washington pretende cercar a Rússia pelos mares. A presença de navios americanos ao longo da costa russa é uma prova clara de que existe um projeto para monitorar e patrulhar as atividades russas em sua própria zona de influência. A presença americana é particularmente forte no norte e sudeste da costa e significa uma clara tentativa de Washington de demonstrar força, tentando atestar sua capacidade de monitorar as atividades navais russas.
Além do fato de Washington manter navios de combate em uma região sob a influência de uma potência inimiga potencial, um fator de grande preocupação é a capacidade de guerra desses navios americanos. Os contratorpedeiros americanos atualmente alocados na costa russa se destacam por serem equipados com cerca de 90 mísseis de cruzeiro com alcance de cerca de 3.000 quilômetros. Juntos, a capacidade desses navios pode cobrir quase todo o território russo, incluindo Moscou. Em outras palavras, a presença americana na costa russa atingiu níveis intoleráveis ​​de provocação e afronta à soberania nacional.
Em resposta, a estratégia de Moscou é simplesmente manter sua rotina comum de testes e exercícios - o que é suficiente para Washington elevar ainda mais a tese de uma "ameaça russa".
Essa política não é por acaso. Washington teme o processo avançado de declínio de sua hegemonia naval, por isso passa a se concentrar em pontos estratégicos com táticas específicas, que buscam inibir seus inimigos - e não enfrentá-los diretamente. Sob o discurso da “ameaça russa”, os EUA e a OTAN colocam navios e realizam testes de guerra na costa russa porque sabem que, na verdade, não há ameaça russa ou plano de guerra por parte de Moscou, o que significa que os russos evitará, tanto quanto possível, responder às provocações com força equivalente. Trata-se de uma tentativa de conter as atividades militares para que a zona costeira russa permaneça vulnerável à presença da OTAN.

O cenário não tende a melhorar no futuro próximo. Com Biden, a política externa americana ficará ainda mais agressiva e o novo presidente deverá investir pesado na recuperação do domínio naval americano - o que é um passo importante para recuperar o status hegemônico global. Provavelmente teremos um futuro de muitos conflitos na região costeira russa - talvez não confrontos diretos, mas testes cada vez mais fortes e frequentes, gerando constantes tensões e preocupações.

http://infobrics.org/post/32708/

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