sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Golpe com cartão SIM - Hackers terão roubado 100 milhões em criptomoedas a celebridades !

 

Oito homens suspeitos de roubar mais de 100 milhões de dólares em criptomoedas de influencers da Internet, estrelas do desporto e músicos foram presos esta terça-feira após uma investigação de um ano por várias autoridades policiais.

O grupo cibercriminoso foi desmantelado esta semana depois de os membros terem atacado “milhares” de vítimas nos Estados Unidos no ano passado através de ataques de “troca de SIM”, que são usados para se infiltrar em aplicações ou contas online, abusando o número de telefone de um smartphone.

Segundo a revista Newsweek, a agência europeia de aplicação da lei Europol disse que a investigação, que foi lançada na primavera passada, descobriu uma rede de cerca de uma dúzia de criminosos coordenados.

Num esquema de “troca de SIM”, os criminosos podem intercetar informações confidenciais, assumindo o número de telefone da vítima associado ao cartão SIM do seu dispositivo. Os hackers desativam o cartão SIM e transferem o seu número para um novo controlado por um membro da quadrilha.

Especialistas dizem que o processo de troca é geralmente feito por um hacker que se faz passar pelo proprietário e entra em contacto com a operadora para solicitar a mudança. Também é auxiliado por ataques de phishing para obter informações pessoais.

Depois de ter controlo sobre o número, os hackers podem alterar as senhas das aplciaçõese receber os códigos necessários para redefinir as credenciais da conta. Depois de alterar os códigos, os criminosos têm acesso a bancos, e-mail e redes sociais.

“Isso permitiu que roubassem dinheiro, criptomoedas e informações pessoais, incluindo contactos sincronizados com contas online. Também sequestraram contas de redes sociais para publicar conteúdo e enviar mensagens disfarçadas de vítima”, segundo a Europol.

As identidades das vítimas não foram divulgadas. A Europol disse que mais membros da gangue foram detidos recentemente em Malta e na Bélgica. A agência de polícia pediu a qualquer pessoa preocupada com este tipo de ataque que não vinculasse o seu número de telefone a contas online.

A National Crime Agency (NCA), que liderou a investigação do lado britânico sobre os ataques, disse que os homens presos tinham entre 18 e 26 anos e foram detidos em Inglaterra e na Escócia. Tal como a Europol, não revelou a identidade de suspeitos ou vítimas.

“A troca de Sims requer uma organização significativa por uma rede de criminosos cibernéticos, em que cada um comete vários tipos de criminalidade para alcançar o resultado desejado”, disse Paul Creffield, chefe de operações da Unidade Nacional de Crimes Cibernéticos da NCA. “Esta rede tinha como alvo várias vítimas nos EUA e regularmente atacava aqueles que acreditavam que seriam alvos lucrativos, como estrelas do desporto e músicos famosos”.

“Nesse caso, os presos enfrentam processo por crimes sob a Lei de Uso Indevido de Computadores, bem como fraude e lavagem de dinheiro, bem como extradição para os EUA para processo. Além de causar muita angústia e perturbação, sabemos que roubaram muito somas das suas vítimas, das suas contas bancárias ou carteiras de bitcoin. ”

Ataques de troca de SIM já existem há anos. Um dos incidentes mais notáveis ocorreu em 2019, quando o perfil do CEO do Twitter, Jack Dorsey, escreveu uma série de calúnias raciais e mensagens anti-semitas. Os hackers aparentemente conseguiram fazer com que uma operadora transferisse o número de Dorsey para um dispositivo controlado por eles.

https://zap.aeiou.pt/golpe-cartao-sim-hackers-terao-roubado-100-milhoes-criptomoeda-379748

 

Relatório revela que mais de 330 defensores de direitos humanos foram assassinados em 2020 !

 

Pelo menos 331 ativistas que promoviam a justiça social, ambiental, racial e de género em 25 países foram assassinados em 2020, enquanto outras dezenas foram agredidos, detidos e criminalizados por causa do seu trabalho, revelou um relatório divulgado esta quinta-feira.

Segundo noticiou o Guardian, a América Latina é a zona mais perigosa para os ativistas, contabilizando mais de três quartos de todos os assassinatos. Na Colômbia, onde são constantemente atacados por grupos armados, registaram-se 177 das mortes. Seguem-se na lista as Filipinas (25 assassinatos), Honduras, México, Afeganistão, Brasil e Guatemala.

Embora 69% das vítimas trabalhassem com o meio ambiente ou com os direitos dos indígenas, os ativistas transformaram-se também em alvos por auxiliarem no combate à covid-19 nas suas comunidades, de acordo com o relatório do Front Line Defenders (FLD).

Num ano em que muitos países implementaram medidas de contenção para controlar a pandemia, os ativistas têm ajudado na entrega de medicação e alimentos a doentes e idosos, preenchendo as lacunas dos governos. Apesar dessa assistência, enfrentam represálias que vão desde a prisão e assédio até à violência física e assassinato.

“A pandemia de covid-19 expôs muitas falhas nas muitas sociedades – como as desigualdades sistémicas e falhas dos governos em fornecer serviços eficazes aos seus cidadãos, o que às vezes é intencional”, disse o diretor da FLD, Ed O’Donovan.

“Os defensores dos direitos humanos e a sociedade civil têm preenchido essas lacunas – apesar de ainda serem alvos -, oferecendo serviços e uma visão alternativa para as sociedades”, acrescentou.

Para o responsável, não é surpresa que, nas Américas, os ativistas que trabalham com questões relacionadas à Justiça tenham sofrido o segundo maior índice de violência, estando somente atrás dos que trabalham com direitos indígenas e ambientais.

O relatório mostrou igualmente que os ativistas que defendem os indígenas equivalem a quase um terço dos 331 mortos, embora esses povos representem 6% da população global; que um número significativo trabalhava para impedir projetos da indústria de extração; que 13% eram mulheres e seis transexuais.

Embora a pandemia tenha travado manifestações, os ativistas ajudaram a iniciar movimentos durante a última metade de 2020 em locais como a Polónia, a Bulgária, os Estados Unidos e em Hong Kong, apontou o relatório.

Os 331 assassinatos em 25 países em 2020 comparados aos 304 registados em 31 nações em 2019 mostram que a impunidade prevalece quando se trata de crimes contra ativistas, referiu Ed O’Donovan, acrescentando que Estados como Afeganistão, a Colômbia e o Peru foram dos principais responsáveis ​por esse aumento.

Este relatório foi divulgado na mesma semana em que a Amnistia Internacional acusou o governo do Reino Unido de não cumprir a sua promessa de proteger os ativistas no exterior. A análise revelou que profissionais de saúde, advogados, jornalistas e ativistas de direitos humanos em todo o mundo lutam para obter apoio das embaixadas britânicas.

A FLD destacou ainda a perseguição chinesa em relação aos membros da etnia uigur, que resultou em detenções em massa, trabalho forçado e esterilização de mulheres.

A vice-diretora da organização, Olive Moore, indicou que os números de 2020 demonstraram uma tendência para a violência contra ativistas e pediu que os defensores dos direitos humanos fossem incluídos no planeamento pós-covid dos governos e nas negociações climáticas da Cop26, agendadas para novembro deste ano.

“Embora 2020 tenha sido um ano difícil para todos, foi especialmente desafiador para os defensores dos direitos humanos, que se levantaram para enfrentar desafios sem precedentes. Enfrentaram ataques crescentes, insegurança económica e o impacto de doenças e mortes nas suas comunidades, mas trabalharam para preencher as lacunas deixadas pelas respostas insuficientes do governo”, sublinhou.

https://zap.aeiou.pt/330-defensores-direiros-humanos-assassinados-2020-380020

Anthony Fauci prevê que em abril todos possam ser vacinados nos EUA !

O epidemiologista norte-americano Anthony Fauci assegurou hoje que, em abril, todos os cidadãos dos Estados Unidos poderão receber a vacina contra a covid-19 graças à aceleração da produção e às melhorias na distribuição.


“Quando chegarmos a abril […] será aberta a temporada, no sentido de que, virtualmente, todas as pessoas de qualquer categoria social poderão ser vacinadas”, declarou Fauci, assessor científico do Presidente norte-americano, Joe Biden, numa entrevista ao programa televisivo Today, da cadeia NBC.

De qualquer forma, Fauci sublinhou que a imunidade de grupo só poderá alcançar-se “no fim de verão.

Segundo divulgou hoje o Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) norte-americano, os Estados Unidos já alcançaram uma taxa de vacinação de 10%, depois de 33,7 milhões de cidadãos terem recebido pelo menos uma das 44,7 milhões de doses administradas.

Fauci reconheceu, porém, que um dos problemas é o “ceticismo” face à eficácia da vacina, salientando ser “importante” reafirmar a segurança do medicamento.

Os ex-Presidentes norte-americanos Barack Obama (2009/2017), George W. Bush (2001/2009) e Bill Clinton (1993/2001) já se manifestaram dispostos a serem vacinados diante das câmaras de televisão, numa iniciativa para promover a confiança entre a população.

O Presidente Joe Biden prometeu que a sua administração vai conseguir vacinar com a primeira dose nos primeiros 100 dias de governo (até 30 de abril) 150 milhões de pessoas.

Dados do CDC indicam que foram já administradas 23,4 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech, enquanto a da Moderna, a segunda a ser autorizada no país, já permitiu inocular 21,1 milhões de doses.

A Administração de Biden espera que a aprovação de novas vacinas possa aumentar o número diário de vacinação, aguardando-se ainda para este mês que possa ser autorizada, com caráter de emergência, a produzida pela Johnson & Johnson, que, segundo um estudo da empresa farmacêutica, tem uma eficácia de 66% na prevenção de doenças moderadas a graves associadas à covid-19.

Os Estados Unidos são o país mais afetado do mundo pelo novo coronavírus, com mais de 27 milhões de casos e cerca de 470 mil mortes, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.355.410 mortos no mundo, resultantes de mais de 107,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

https://zap.aeiou.pt/fauci-abril-vacinados-eua-380101

 

Tóquio - Chefe de comité das Olimpíadas demite-se após comentários sexistas !

O presidente do comité organizador das Olimpíadas de Tóquio, Yoshiro Mori, vai deixar o cargo após uma semana de críticas devido a comentários sexistas, com os especialistas a defenderem que esta dificilmente será uma vitória para os direitos das mulheres no Japão.


De acordo com os especialistas, a renúncia – que será formalmente anunciada na sexta-feira – não teria acontecido se não fosse pela atenção internacional sobre o caso, noticiou esta quinta-feira a Time.

A 03 de fevereiro, Mori, de 83 anos, disse num encontro do comité olímpico que as mulheres falam demais nas reuniões. “Se aumentarmos o número de mulheres no conselho, temos que garantir que o tempo de uso da palavra seja um pouco restrito, elas têm dificuldade em terminar, o que é irritante”, referiu.

Mori, que foi primeiro-ministro de 2000 a 2001, desculpou-se no dia seguinte, afirmando, contudo, que não tencionava renunciar.

“Já houve muitos comentários desse tipo por parte políticos e pessoas tantas vezes antes, mas nunca renunciaram”, disse Kazuko Fukuda, que iniciou uma petição pedindo uma ação contra Mori, na qual classifica os seus comentários como “preconceituosos, tacanhos e discriminatórios”. A iniciativa já conta com quase 150 mil assinaturas.

No início da polémica, o Comité Olímpico Internacional (COI) aceitou as desculpas de Mori, emitindo depois um comunicado onde declarava que os comentários eram “absolutamente inadequados”. A 10 de fevereiro, a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, disse que faltaria a uma reunião com Mori e com o presidente do COI, Thomas Bach, na semana seguinte.

A tenista Naomi Osaka, que nasceu no Japão, considerou os comentários de Mori “muito desinformados” e “ignorantes”. Cerca de 500 voluntários olímpicos desistiram, segundo a media japonesa.

“Se Mori não tivesse tanta visibilidade na representação do Japão no cenário internacional, é provável que houvesse muito mais complacência em relação aos seus comentários”, indicou Grace En-Yi Ting, professora da Universidade de Hong Kong.

Durante a sua governação, o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe pediu às empresas que atribuíssem às mulheres 30% dos cargos gestão até 2020. Quando essa meta não foi cumprida, a data foi adiada. As mulheres ocupam menos de 15% dos cargos de gestão média e sénior – uma das piores taxas no grupo das 20 grandes economias.

Abe indicou apenas uma mulher para seu gabinete, e o atual primeiro-ministro, Yoshihide Suga, escolheu somente duas, num contexto de 21 funcionários.

Grace En-Yi Ting hesita em dizer que a renúncia de Mori possa despertar um senso significativo sobre a igualdade de género no Japão. “Este é um problema de sexismo sistémico; Mori e outros são sustentados por um ambiente que tolera o sexismo”, siublinhou a professora.

Espera-se que o substituto de Mori seja Saburo Kawabuchi, o ex-presidente da Federação Japonesa de Futebol, de 84 anos.

https://zap.aeiou.pt/toquio-chefe-comite-olimpiadas-comentarios-sexistas-379994

Número de nascimentos na China caiu 15% durante pandemia

O número de recém-nascidos na China caiu 15% em 2020 quando comparado com o ano anterior, situação em parte influenciada pela pandemia e pelo seu impacto na economia e nas decisões das famílias.


Segundo noticiou na quarta-feira a Reuters, que cita dados avançados pelo Governo chinês, nasceram no país 10,035 milhões de crianças em 2020 – 52,7% eram meninos e 47,3% meninas – e 11,79 milhões em 2019. Em 2019, o número já tinha caído para um novo mínimo em quase seis décadas.

Nos últimos anos, os custos com a saúde, a educação e a habitação têm pesado na decisão dos chineses em ter filhos. A China aboliu a política do filho único em 2015, mas isso não impulsionou a taxa de natalidade como esperado.

Cerca de um quinto dos cidadãos chineses (aproximadamente 250 milhões de pessoas) tem 60 anos ou mais. O envelhecimento rápido criará dificuldades para o Governo, que prometeu pagar os planos de saúde e as pensões, apesar do já esperado encolhimento da força de trabalho.

Durante três décadas, o país impediu os chineses de terem mais do que um filho. Estima-se que esta medida, lançada para controlar a explosão de nascimentos, tenha evitado o nascimento de 400 milhões de bebés.

https://zap.aeiou.pt/numero-nascimentos-china-caiu-pandemia-379989

 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

JAPÃO E EUA PREPARAM-SE PARA GUERRA CONTRA CHINA !

Casando O Verbo

A guerra dos tempos modernos - Índia recruta 500 mil “soldados das redes sociais” !

O próximo tipo de guerra está a chegar e exige um novo tipo de tropas. Em vez de se equiparem com capacetes e armaduras, os “soldados das redes sociais” estão armados com smartphones, contas em várias plataformas e experiência em tecnologia.

Não é novidade que certos Governos estão a usar as redes sociais como uma ferramenta para controlar a sua população, influenciar resultados e decisões ou espalhar desinformação através de campanhas online.

Porém, segundo o Interesting Engineering, a forma como os outros estão a aprender a responder através da tecnologia está agora na linha de frente da agenda.

Em comunicado, a Freedom of House, uma organização sem fins lucrativos que classifica os países quanto à liberdade na Internet, destaca o aumento da vigilância das redes sociais em todo o mundo e afirma que o “novo campo de batalha” das forças democráticas está a ser travado nas plataformas digitais.

Em alguns países, como a China e a Rússia, onde a liberdade na Internet tem uma classificação baixa, as redes sociais são silenciadas ou censuradas, bem como usadas para propaganda.

Já na Turquia, por exemplo, uma nova lei de 2020 impõe requisitos rigorosos às empresas de redes sociais e aumenta a capacidade do Governo de censurar o discurso online.

As redes sociais têm a capacidade de fazer crescer determinados assuntos e temas, como como quando ocorreu o movimento Black Lives Matter, após o homicídio de George Floyd.

Assim, para contra-atacar, certos partidos governamentais estão a reunir tropas para ficar de olho nas ações dos oponentes e responder. Por exemplo, esta segunda-feira, o Congresso Nacional Indiano anunciou estar ativamente à procura de 500 mil “guerreiros das redes sociais” para desafiar o partido adversário, o Partido do Povo Indiano, online.

“Este é um exército de verdade. Este é um exército que defenderá a ideia da Índia. Estamos a construir esta plataforma para vocês. Para vos dar ferramentas para lutar esta batalha e vencer”, disse Rahul Gandhi, membro do parlamento indiano, citado pelo The Indian Express.

O Congresso vai alistar 50 mil titulares de cargos em todos os distritos da Índia e será ajudado pelos 450 mil voluntários na sua “guerra”. Todos vão receber treino apropriado para saber como combater adequadamente a propaganda do partido adversário.

A guerra através das redes sociais e de outras plataformas digitais está apenas a começar. Certas nações, instituições e pessoas estão a esforçar-se por encontrar formas de lidar com isso e usá-las em seu benefício e, com sorte, do mundo.

https://zap.aeiou.pt/guerra-tempos-modernos-recrutam-379420
 

 

“Incitador-chefe” - No primeiro dia de julgamento, procuradores mostram vídeo inédito do ataque ao Capitólio !

No arranque do julgamento do ex-Presidente dos Estados Unidos pelo Senado, os membros do Partido Democrata, que defende a condenação de Trump, exibiram um vídeo inédito da invasão do Capitólio, a 6 de janeiro.

O vídeo arrepiante, apresentado por procuradores durante o julgamento de Donald Trump, mostrou a entrada violenta de uma multidão no Capitólio, a partir vidros e portas e gritando ameaças ao vice-presidente e à presidente da Câmara dos Representantes.

As imagens mostram também agentes da polícia a pedirem ajuda pelos rádios.

As imagens divulgadas pelos procuradores do Congresso, que estão a dirigir o julgamento de Trump, revelam o quão perto os amotinados estiveram dos líderes dos Estados Unidos, enchendo os corredores enquanto cantavam “enforquem Mike Pence”.

Entre os primeiros a entrar no Capitólio estavam homens uniformizados com roupa de combate e membros de grupos extremistas.

O vice-presidente Pence, que estava a presidir a sessão no Congresso para certificar a vitória eleitoral de Joe Biden sobre Trump, o que lhe valeu a censura deste, é mostrado a ser conduzido apressadamente para um local seguro com a sua família, a escassa distância dos invasores.

A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, foi retirada do complexo, enquanto os seus colaboradores se escondiam atrás das portas.

Os agentes policiais, submersos pela multidão, gritavam de forma frenética “Perdemos a linha! Perdemos a linha” e aconselhavam-se a procurar segurança.

As imagens mostram um agente a ser esmagado pela multidão e os procuradores adiantaram que outro sofreu um ataque cardíaco. Um terceiro morreu mais tarde.

Se bem que muitos dos jurados do Senado já se decidiram em relação à absolvição ou condenação de Trump, a exibição das imagens, com a multidão a ocupar a câmara do Congresso onde decorre o julgamento, criou alguma comoção. Os gritos da gravação áudio encheram a sala.

“Eles fizeram isto porque Donald Trump os enviou com esta missão“, afirmou o procurador Stacey Plaskett, um democrata eleito para a Câmara dos Representantes pelas Ilhas Virgens.

A apresentação destas imagens fortes abriu o primeiro dia de argumentos no julgamento, com os procuradores a defenderem que Trump não era um qualquer “espetador inocente”, mas sim o “incitador-chefe” do mortífero ataque ao Congresso, alguém que passou meses a espalhar mentiras sobre as eleições e a construir uma multidão de apoiantes da sua intenção de impedir a vitória de Biden.

Os democratas da Câmara dos Representantes mostraram muitas provas oriundas do próprio Trump – centenas de mensagens da rede social Twitter e comentários -, que culminaram no seu apelo, de 6 de janeiro, para a multidão ir para o Capitólio e “lutar como nunca” para inverter a sua derrota.

Depois, Trump não fez o que quer que fosse para interromper a violência e assistiu com “alegria” ao ataque da multidão ao edifício, adiantaram. Cinco pessoas morreram.

“Para nós, isto parece caos e loucura, mas houve método na loucura deste dia”, afirmou o representante Jamie Raskin, democrata leito pelo Estado do Maryland, que acusou Trump de ser o instigador dos atacantes. “E enquanto a sua multidão atacava e ocupava o Senado e atacava a Câmara e os agentes da polícia, ele via isto na televisão como se fosse um reality show“.

O Senado norte-americano aprovou, esta terça-feira, com os votos dos senadores democratas e de alguns republicanos, a continuação do processo judicial de destituição do ex-Presidente.

Apesar disto, a condenação de Trump não parece provável, uma vez que seria necessária uma maioria de dois terços – 67 senadores. Para isso, 17 republicanos teriam de associar-se aos democratas. Na votação de terça-feira, só seis se dispuseram a fazê-lo.

Trump é o primeiro Presidente dos Estados Unidos a ser sujeito duas vezes a um processo de destituição no mesmo mandato e o único a ser julgado politicamente depois de já ter abandonado o cargo.

O primeiro impeachment foi aprovado pela Câmara dos Representantes, em dezembro de 2019, por abuso de poder e obstrução do Congresso, ao ter pressionado a Ucrânia a lançar uma investigação contra Joe Biden, agora Presidente, e o seu filho Hunter. O Senado acabou por absolver Trump em fevereiro do ano passado.

https://zap.aeiou.pt/incitador-chefe-video-inedito-capitolio-379856

 

 

Macron tem um plano traçado para as Presidenciais de 2022 e Le Pen é outra vez uma pedra no sapato !

As sondagens das últimas semanas colam Marine Le Pen ao atual Presidente francês, Emmanuel Macron, que tem em mãos a difícil tarefa de unir o país e acalmar a contestação popular.


De acordo com o Público, Emmanuel Macron resiste em decretar um terceiro confinamento em França com a justificação do impacto económico da decisão e dos eventuais efeitos nefastos da mesma na saúde mental e no estado anímico da população.

O Presidente vai apostar no aumento dos controlos fronteiriços, nas restrições à mobilização, em diminuir os horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e em mobilizar a polícia para garantir que o recolher obrigatório é cumprido.

Com a sua presidência em jogo, e uma pandemia nos braços, Macron vai tentar reduzir os níveis de tensão popular.

O diário escreve que o principal objetivo é não dar motivos aos descontentes para se reagruparem debaixo de uma só bandeira, seja a da União Nacional, de Marine Le Pen, ou a de qualquer outro movimento de protesto.

Várias sondagens, divulgadas nas últimas semanas, mostram uma aproximação acelerada de Marine Le Pen, da União Nacional. O Público lembra que a líder da extrema-direita francesa tem sido uma das principais críticas da imposição de um novo confinamento e procurado dar voz aos desempregados e aos mais afetados pelas restrições.

Uma sondagem publicada no dia 19 de janeiro, da Harris Interactive, dá a vitória a Le Pen na primeira volta das presidenciais de 2022, com uma percentagem de 26% a 27%, contra 23% ou 24% de Macron. Na segunda volta, é o Presidente a vencer, mas por uma curta diferença de apenas quatro pontos percentuais (52% contra 48%).

Na sondagem da Ipsos, publicada há uma semana, Macron alcança entre 24% e 27% dos votos e Le Pen entre 25% e 26,5%, na primeira volta. No combate eleitoral final, o chefe de Estado leva uma vantagem considerável de 12%.

Certo é que não resta muito tempo para o Presidente francês desenhar e preparar uma estratégia agregadora. O plano, que passa por não decretar um terceiro confinamento, é arriscado, não só por ir contra as recomendações da maioria dos especialistas epidemiológicos, como pela incapacidade que Macron tem demonstrado para unir o país.

https://zap.aeiou.pt/macron-plano-presidenciais-2022-379886

 

China e Índia começam a reduzir escalada militar na fronteira dos Himalaias

O Governo indiano anunciou hoje que a Índia e a China começaram a reduzir a escalada militar das suas tropas na fronteira oeste dos Himalaias, após meses de tensão e confrontos que deixaram dezenas de soldados mortos ou feridos.


“Tenho o prazer de informar à Câmara que, como resultado da nossa estratégia e discussões com o lado chinês, conseguimos chegar a um acordo sobre a redução da escalada [militar] nas margens norte e sul do Lago Pangong”, disse o Ministro da Defesa indiano, Rajnath Singh, numa apresentação perante o parlamento.

A implementação deste acordo, disse o ministro, “começou ontem [quarta-feira] nas margens norte e sul do Lago Pangong”, no oeste do Himalaia.

O acordo alcançado após meses de negociações e tensão militar irá “restaurar substancialmente a situação para o nível em que se encontrava antes do início do confronto no ano passado”, disse Singh.

O compromisso entre a China e a Índia prevê que as partes cessem os seus desdobramentos militares de maneira escalonada e coordenada, explicou.

Além disso, foi acordada uma moratória temporária às atividades militares dos dois lados em certos setores da fronteira, incluindo o patrulhamento em áreas tradicionais.

O ministro da Defesa indiano garantiu ao parlamento que o Governo da Índia “não concedeu nada” à China nas negociações. As partes continuarão as conversações, tanto na esfera diplomática quanto militar, para acertar os detalhes da retirada e demais pendências.

“Existem algumas questões pendentes em relação à implantação e patrulhamento em alguns outros pontos ao longo da Linha de Controlo Atual (LAC) no leste de Ladakh. Essas serão o foco de futuras discussões com o lado chinês”, acrescentou.

Índia e China começaram a fortalecer a sua presença militar na fronteira após um confronto o no Vale Galwan, a oeste do Lago Pangong, em junho passado, o pior em 45 anos entre os dois países e no qual pelo menos foram mortos 20 soldados indianos e 76 ficaram feridos.

Os dois países reagiram ao confronto enviando tropas para a LAC, o que manteve a tensão militar na região crescendo desde aquela altura. Desde então, Nova Deli e Pequim tentaram resolver a crise através dos canais diplomáticos.

As duas potências nucleares mantêm uma disputa histórica por várias regiões dos Himalaias, com Pequim a reivindicar Arunachal Pradesh, controlado por Nova Deli, que por sua vez reivindica Aksai Chin, administrada pelos chineses.

https://zap.aeiou.pt/reduzir-escalada-militar-himalaias-379889

Mulher de Alexei Navalny deixou a Rússia e voltou à Alemanha

A mulher do líder da oposição russa detido Alexei Navalny, Yulia Navalnaya, abandonou a Rússia e voltou para a Alemanha, indicou esta quarta-feira a agência noticiosa russa Interfax. Segundo as fontes da agência, Yulia apanhou um voo para Frankfurt no aeroporto moscovita de Domodedovo.


As advogadas da mulher de Navalny disseram às agências russas RIA Novosti e TASS desconhecerem se a sua cliente viajou para a Alemanha.

Yulia Navalnaya regressou a 17 de janeiro à Rússia, com o seu marido, depois de terem estado quase cinco meses na Alemanha, onde o opositor foi tratado e recuperou do envenenamento de que foi alvo em agosto de 2020.

Navalny diz ter sido envenenado por ordem do presidente russo, Vladimir Putin, e após regressar à Rússia foi detido e condenado a cumprir uma pena de três anos de prisão que tinha sido suspensa em 2014 e que foi classificada de arbitrária pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Nas recentes manifestações em apoio de Navalny, durante as quais foram detidas mais de 11.000 pessoas, Yulia Navalnaya também foi presa nas marchas de dia 23 e 31 de janeiro, refere a agência noticiosa espanhola EFE.

Além disso a sua casa foi alvo de buscas e um tribunal multou-a a 1 de fevereiro em 20.000 rublos (220 euros) por ter participado nos protestos.

Por outro lado, as autoridades russas emitiram esta quarta-feira um novo mandado de prisão contra um colaborador de Alexei Navalny, um militante que Moscovo classificou de traidor na terça-feira após o seu apelo a sanções europeias.

Léonid Volkov, que vive na Lituânia, já era alvo de uma ordem de detenção na Rússia.

O tribunal moscovita de Basmanny indicou à agência France-Presse que Volkov foi agora incluído na base de dados das pessoas procuradas da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que inclui a maior parte das ex-repúblicas soviéticas, aliados da Rússia.

A porta-voz do tribunal, Irina Morozova, precisou que Volkov é procurado por ter “incitado menores a cometerem atos ilegais”, numa referência às manifestações não autorizadas de janeiro em defesa de Navalny. O delito é passível de uma pena máxima de três anos de prisão.

“Eis como reagir: (…) não prestar atenção, continuar a trabalhar”, indicou o opositor após aquele anúncio através do serviço de mensagens Telegram.

Volkov disse na segunda-feira à noite ter discutido com representantes europeus a possível adoção de sanções contra altos responsáveis russos e próximos de Vladimir Putin.

“De um ponto de vista moral e ético, é uma traição”, reagiu na terça-feira a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, em declarações à rádio Vesti FM.

A União Europeia pediu por diversas vezes a libertação de Navalny, além de acusar Moscovo de recusar investigar o envenenamento de que o adversário do Kremlin foi vítima em agosto e que levou os europeus a sancionarem vários responsáveis russo.

Na terça-feira, o Alto Representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell, informou que irá propor aos líderes europeus a adoção de sanções à Rússia, no Conselho Europeu de 25 e 26 de março.

https://zap.aeiou.pt/mulher-navalny-voltou-alemanha-379911

 

A casa mais estreita de Londres está à venda e tem apenas 1,80 metros de largura !

Casa mais estreita de Londres

Localizada entre um salão de beleza e um consultório médico, a casa mais estreita de Londres está à venda por 1,1 milhões de euros.

Com apenas um metro e oitenta de largura e uma área de 1.034 metros quadrados, a propriedade de cinco andares já foi uma chapelaria e está agora à venda por 1,1 milhões de euros, segundo a Winkworth.

A moradia localiza-se no bairro de Shepherd’s Bush, distingue-se por uma pequena faixa azul muito discreta e foi colocada à venda recentemente. David Myers, diretor de vendas da agência responsável pelo imóvel, diz que o preço se explica porque o prédio, construído no final do século XIX ou início do século XX, é “uma parte única da história de Londres”.

É um pouco da magia de Londres“, disse à agência AFP.

De acordo com a CNN, a casa tem dois quartos; a cozinha, localizada no mezanino, é o local mais estreito; e a sala de jantar tem o dobro do tamanho se comparada a esta última divisão. As portas de vidro duplo dão acesso a um jardim de 2,5 metros de largura.

A escada em espiral dá acesso ao segundo andar, que alberga um escritório, um quarto e um terraço. O terceiro andar abriga duas casa de banho, uma com chuveiro, e um closet. No topo da casa fica o quarto principal.

As características “únicas” de época, misturadas com as inovações ecléticas do interior, podem atrair compradores “artísticos” ou “boémios”. Além disso, casas estreitas como esta oferecem uma solução atraente para cidades populosas.

Apesar de o preço deste imóvel o colocar como um dos menos acessíveis, as casas estreitas estão cada vez mais populares, à medida que os arquitetos respondem aos altos custos de vida, à maior densidade urbana e ao maior interesse em reduzir e simplificar as nossas vidas.

https://zap.aeiou.pt/casa-mais-estreita-londres-venda-379410

 

Com a SIDA a escalar, Margaret Thatcher recusou-se a avançar com campanha sobre sexo de risco !

Conhecida como a “Dama de Ferro”, Margaret Thatcher opôs-se à ideia do Governo de avançar com uma campanha de consciencialização sobre “sexo de risco”, numa altura em que o Reino Unido estava a começar a viver a realidade da SIDA. A informação é divulgada por um ex-ministro conservador.


Norman Fowler revelou ao The Independent que, no final dos anos 80, Margaret Thatcher, a então primeira-ministra do Reino Unido, se recusou a avançar com a campanha do Governo que tinha como intuito alertar para os riscos de fazer sexo sem proteção e tentar, assim, diminuir o risco de contágio do HIV.

De acordo com o ex-ministro, Thatcher acreditava que mencionar práticas sexuais de risco numa campanha poderia ter o efeito inverso e encorajar as pessoas a “experimentar”.

Lord Fowler, que na altura era secretário de saúde, recorda que tentou que a ministra mudasse de ideias e lhe disse que estava “completamente errada” sobre o assunto.

O político, hoje com 83 anos de idade, afirma que Thatcher era cética em relação a fazer qualquer campanha de informação sobre a SIDA, mas que esta posição não lhe garantiu muitos simpatizantes.

O sucesso do documentário do Channel 4 It’s a Sin – que retrata o caos que o Reino Unido sofreu durante a crise da SIDA nos anos 1980, levantou algumas questões sobre a resposta do governo Thatcher.

Apesar das dúvidas da primeira-ministra conservadora, Norman Fowler lançou a campanha governamental “SIDA: Não morra de ignorância”, em 1986.

Porém, “havia uma secção [no folheto] sobre sexo de risco e Margaret disse: ‘Precisamos de ter isto sobre sexo de risco?’ Como o objetivo era alertar as pessoas sobre o assunto, parecia-me que era essencial incluir o tema”, conta Fowler.

O conservador lembra que a secção sobre sexo de risco acabou por não ser incluída na campanha, pois o texto final advertia para o facto de os que correm maior risco serem “os homens que fazem sexo anal com outros homens. Utilizadores abusivos de drogas que partilham equipamentos. Qualquer pessoa com muitos parceiros sexuais” – e estes argumentos não caíram nas graças da “Dama de Ferro”.

“A preocupação dela era que estivéssemos a ensinar às pessoas coisas sobre as quais elas não sabiam nada – a implicação era que, uma vez que soubessem, poderiam experimentar”, diz Fowler, relembrando a posição da emblemática primeira-ministra.

Nos primeiros anos da década de 1980, pouco se sabia sobre a “doença misteriosa” que afetava os homossexuais. Apenas em 1984 é que os cientistas revelaram a descoberta do vírus causador da SIDA – oficialmente denominado HIV.

Relativamente a alegações de que o governo demorou a agir, e que isso pode ter custado alguma vidas, Lord Fowler diz que “poderia dizer que deveríamos ter começado mais cedo, mas acho que começamos mais ou menos na hora certa, porque foi a altura em que a preocupação estava a crescer”.

Margaret Thatcher exerceu o cargo de primeira-ministra do Reino Unido entre 1979 e 1990.

https://zap.aeiou.pt/margaret-thatcher-recusou-sexo-risco-379159

 

Explosivos desaparecem da maior base dos Marines nos EUA !

Uma quantidade desconhecida de material explosivo desapareceu da maior base dos Marines norte-americanos, no estado da Califórnia, estando o caso a ser investigado desde a semana passada pelo Serviço de Investigação Criminal da Marinha dos Estados Unidos (EUA).


Segundo a agência Associated Press, a base localiza-se no deserto do Mojave, no Sul da Califórnia, perto da cidade de Twentynine Palms, tendo sido inaugurada em 1952 e mantendo-se como a maior instalação dos Marines norte-americanos.

Desde 15 de janeiro, a base tem sido o palco de exercícios de fuzileiros e marinheiros de diferentes unidades, num programa que terminará a 18 de fevereiro.

Jeff Houston, um dos responsáveis pelas investigações, recusou-se a avançar pormenores sobre a data do desaparecimento, a quantidade e o tipo de material explosivo.

A CNN avançou que o corpo de investigação da Marinha alertou as autoridades da região, no condado de San Bernardino, mas não requisitou auxílio externo.

https://zap.aeiou.pt/explosivos-maior-base-marines-eua-379702

 

Freira com 117 anos é a pessoa mais velha a recuperar da covid-19 !

Lucile Randon

O teste positivo para o coronavírus SARS-CoV-2 chegou a 16 de Janeiro. A freira é considerada a segunda pessoa mais idosa do mundo. “Nem percebi que estava infetada”, contou a irmã Lucile Randon à imprensa francesa.

A freira francesa Lucile Randon, conhecida como Irmã André e considerada a pessoa mais idosa da Europa, recuperou da covid-19 a dois dias de celebrar o seu 117.º aniversário, avança a imprensa gaulesa.

Lucile Randon, nascida na cidade de Alés, no Sul da França, a 11 de fevereiro de 1904, teve resultado positivo para o novo coronavírus em 16 de janeiro e foi colocada em confinamento no quarto que ocupa na casa de repouso Sainte Catherine Labouré, em Toulon.

“Nem percebi que estava infetada“, disse a centenária ao jornal local “Var Matin”.

Algumas semanas depois, a irmã Lucile Randon já está recuperada da Covid-19.

Um porta-voz da residência explicou ao mesmo jornal que a irmã não tinha medo do vírus, embora expressasse preocupação com a saúde dos demais moradores.

“Também a preocupava saber se a hora de dormir ou de comer mudaria por estar infetada”, acrescentou o porta-voz.

A freira é considerada a segunda pessoa viva mais idosa do mundo, atrás apenas da japonesa Kane Tanaka, nascida em 2 de janeiro de 1903.

https://zap.aeiou.pt/freira-117-anos-pessoa-velha-recuperar-da-covid-19-379634

 

Raptos na Nigéria - Pagar resgates seria colocar “à venda e em perigo todos os padres” !

A onda de raptos de membros da Igreja na Nigéria tem preocupado os bispos do país, que se recusam a pagar resgates, por considerarem que estes só colocariam as vidas desses religiosos em risco.

“Pagar um resgate significa colocar todos à venda e em perigo todos os padres, irmãs e colaboradores da Igreja que se movem continuamente entre as aldeias, sem usufruir de qualquer tipo de conforto, mas sempre prontos a sacrificar-se pelo amor de Deus”, afirmou o arcebispo de Abuja, D. Ignacio Kaigama, à Fundação AIS, citada esta quarta-feira pela Rádio Renascença.

As declarações surgem na sequência do sequestro do bispo Moisés Chikwe, da arquidiocese de Owerri, no final de 2020, o primeiro bispo da Igreja Católica sequestrado na Nigéria.

“Antes, a 15 de dezembro, o padre Valentin Ezeagu esteve também em cativeiro, após ter sido raptado por homens armados. A sua libertação aconteceu ao fim de 36 horas. Em novembro, o padre Matthew Dajo, da arquidiocese de Abuja, foi raptado e libertado após dez dias de cativeiro. Bem mais trágico foi o rapto, a 15 de janeiro, do padre John Gbakaan, da Diocese de Minna e que acabaria assassinado em menos de 24 horas”, disse a AIS em comunicado.

Este é uma “doença que se está a espalhar”, sem “esforço significativo” por parte das autoridades para o impedir, referiu D. Ignacio Kaigama. “Os raptos já duram há muito tempo e as pessoas pensavam que isso não aconteceria aos líderes religiosos”, indicou.

“Há muitos nigerianos que também são raptados, que sofrem o mesmo destino, mas sem que ninguém saiba disso. São aquilo a que eu chamaria de vítimas silenciosas. E há muitas delas”, acrescentou.

Os raptos estão a tornar-se frequentes no país, associados à atuação de grupos terroristas, como o Boko Haram. “Os criminosos, bandidos ou o que quer que lhes chamem, estão cientes de que quando tocam num padre ou numa freira católica rapidamente [isso] se torna notícia”, explicou D. Ignacio, tratando-se de “uma estratégia dos terroristas”.

https://zap.aeiou.pt/pagar-resgates-venda-perigo-padres-379671

Alerta de tsunami para Austrália e Nova Zelândia - Sismos abalam ilhas no Pacífico Sul !

As autoridades da Austrália e da Nova Zelândia pediram hoje à população que vive nas costas para se afastar do litoral, pelos riscos de tsunami, depois de um sismo de magnitude 7,5 no Pacífico Sul.

“Contamos que as regiões costeiras da Nova Zelândia sejam expostas a correntes invulgarmente fortes e ao aumento imprevisível das águas”, disse a agência de gestão de emergências neozelandesa.

“As pessoas no mar ou no litoral devem voltar para o interior, longe das praias, litorais, portos e estuários”, acrescentou a agência.

Também as autoridades australianas estão a confirmar o “risco iminente” de tsunami para a costa norte e, em particular, para a ilha de Lord Howe, a cerca de 550 quilómetros da Austrália.

O Centro de Alertas de Tsunamis do Pacífico reportou a possibilidade de ondas entre 30 centímetros e um metro ao largo das costas da Nova Caledónia, Vanuatu e Fidji.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica global, localizou o hipocentro de ambos os sismos a 10 quilómetros de profundidade.

Um sismo de magnitude 6,1, seguido por uma réplica de magnitude 7,5 meia hora depois, abalou hoje as Ilhas Loyalty, um arquipélago no território francês da Nova Caledónia, no Pacífico Sul, produzindo alertas de tsunami.

A Nova Caledónia está localizada perto do chamado Círculo de Fogo do Pacífico e dos vulcões subaquáticos da Bacia de Lau, razão pela qual regista regularmente terremotos de origem sísmica.

https://zap.aeiou.pt/alerta-tsunami-australia-nova-zelandia-379794

 

OMS recomenda vacina da AstraZeneca para pessoas acima dos 65 anos !

O Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização (SAGE, na sigla em inglês) da Organização Mundial de Saúde (OMS) defendeu hoje que a vacina AstraZeneca pode ser administrada a pessoas com mais de 65 anos.


A posição foi transmitida em conferência de imprensa, no seguimento de uma reunião do grupo realizada na segunda-feira, para analisar a eficácia da vacina.

Vários países, incluindo Portugal, recomendaram que a vacina não fosse administrada a pessoas com mais de 65 anos, por haver dúvidas sobre a eficácia nesse grupo etário.

Portugal apenas recomenda a vacinação dessas faixas etárias com a vacina da AstraZeneca se não existir outra opção disponível.

Alejandro Cravioto, presidente do SAGE, recomendou que a vacina fosse administrada a todos os grupos etários (com algumas exceções por falta de informação, como mulheres grávidas), independentemente das variantes que predominem nos países.

A decisão do grupo consultivo da OMS foi anunciada após uma reunião para analisar a eficácia da vacina.

Os especialistas estão confiantes que os benefícios da vacina pesam mais que os riscos. A vacina deve ser administrada em duas doses, com um intervalo de 8 a 12 semanas entre a primeira e a segunda dose.

Parceria para acelerar produção de vacinas

A AstraZeneca estabeleceu uma parceria com a alemã IDT Biologika, para aumentar a capacidade de produção de vacinas contra a covid-19 destinadas à Europa a partir do segundo trimestre, anunciou hoje o grupo farmacêutico anglo-sueco.

Os dois laboratórios realçaram, em comunicado, que estão a “examinar as possibilidades de acelerar a produção da vacina AstraZeneca”, com o anúncio a surgir depois de a farmacêutica – que desenvolveu a vacina com a Universidade de Oxford -, ter sido acusada de atrasos nas entregas para a União Europeia (UE).

O grupo anglo-sueco informou que começou a expedir em 05 de fevereiro as primeiras dos 17 milhões de doses de vacinas que vão ser entregues na UE nas próximas semanas, a que se seguirão novas entregas em março.

Ainda assim, a AstraZeneca vincou que esta parceria com a empresa alemã, que visa acelerar a produção de vacinas “para ajudar imediatamente a vacinação na Europa”, contempla também uma segunda etapa, para aumentar a capacidade de uma unidade da IDT Biologika em Dessau, na Alemanha, para produzir milhões de doses por mês até ao final de 2022.

Este investimento, cujos detalhes ainda não foram divulgados, deverá permitir a produção de outras vacinas do mesmo tipo da AstraZeneca e fará do laboratório alemão um dos maiores fabricantes na Europa.

“Este acordo ajudará muito a Europa a aumentar as suas próprias capacidades de produção de vacinas, o que permitirá responder aos desafios atuais da pandemia e garantir uma oferta estratégica no futuro”, salientou, citado no comunicado, Pascal Soriot, presidente executivo da AstraZeneca, agradecendo o apoio ao projeto do governo federal alemão e da Comissão Europeia.

https://zap.aeiou.pt/oms-recomenda-astrazeneca-65-anos-379774

 

Especialista da OMS questiona informações da inteligência dos EUA sobre vírus

Um dos especialistas da missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Wuhan, na China, que investiga as origens do novo coronavírus, questionou esta quarta-feira as informações dos serviços de inteligência norte-americanos sobre a pandemia, após críticas de Washington.


“Não confiem muito nos serviços de inteligência norte-americanos”, visto que estão “errados em muitos aspetos”, escreveu Peter Daszak, no Twitter, no último dia no país, reagindo às declarações do porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA), que pareceu distanciar-se das primeiras conclusões dos especialistas da OMS.

Depois de uma missão de quatro semanas em Wuhan, onde foram diagnosticados os primeiros casos de covid-19, os especialistas indicaram na terça-feira que não conseguiram apurar as origens. A missão considerou, porém, “altamente improvável” a teoria de que o vírus escapou de um laboratório, hipótese sustentada pela anterior administração dos EUA.

Como lembrou a agência Lusa, o governo do ex-Presidente Donald Trump acusou o Instituto de Virologia de Wuhan de ter deixado o vírus escapar, voluntariamente ou não.

Peter Daszak é o presidente da EcoHealth Alliance, associação com sede nos EUA e especializada em prevenção de doenças que tem colaborado com o Instituto de Virologia de Wuhan em vários projetos.

O novo governo de Joe Biden distanciou-se na terça-feira da teoria defendida pela anterior administração. No entanto, pareceu acolher com ceticismo as primeiras conclusões dos especialistas da OMS e pediu que fossem verificadas pelos serviços norte-americanos.

“Em vez de tirar conclusões precipitadas que podem ser conduzidas por qualquer coisa menos a ciência, queremos ver aonde os dados nos levam, para onde a ciência nos leva, e as nossas conclusões serão baseadas nisso”, disse o porta-voz da diplomacia norte-americana, Ned Price.

O anterior secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo acusou Pequim de ter ocultado o número real de pacientes da covid-19. Pompeo também não descartou totalmente a hipótese de uma disseminação deliberada do vírus pela China.

O Instituto de Virologia de Wuhan, um dos principais laboratórios de pesquisa de vírus da China, construiu um arquivo de informações genéticas sobre coronavírus em morcegos, após o surto da Síndrome Respiratória Aguda Grave, que surgiu no país asiático, em 2003.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.325.744 mortos no mundo, resultantes de mais de 106,4 milhões de casos de infeção, segundo a agência francesa AFP. Em Portugal, morreram 14.557 pessoas dos 770.502 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

https://zap.aeiou.pt/especialista-oms-informacoes-eua-virus-379660

 

Acidente de helicóptero de Kobe Bryant terá sido causado por “piloto desorientado” nas nuvens !

O piloto do helicóptero que, ao cair, provocou a morte do antigo basquetebolista Kobe Bryant e sete outras pessoas, estava desorientado pelo nevoeiro e nuvens, disseram esta terça-feira os investigadores do caso.


Segundo os especialistas das autoridades encarregadas do caso, Ara Zobayan, um piloto experiente de 50 anos, indicou uma subida até aos 1.200 metros, para sair do nevoeiro, pouco antes de o veículo se despenhar, há cerca de um ano.

Segundo as descobertas elencadas por Robert Sumwalt, a subida não se deu, mas antes uma manobra para a esquerda, “consistente com um piloto desorientado no espaço e com visibilidade limitada”. “Teria tido a perceção incorreta de que o helicóptero se elevava enquanto o veículo perdia altitude”, acrescentou.

Zobayan, que também morreu na queda, tinha mais de 8.500 horas de voo a seu crédito, incluindo mais de mil aos comandos de um helicóptero como o que se despenhou.

Segundo os investigadores, o piloto não tinha submetido um plano B e recusou-se a aterrar num aeroporto local para esperar que o mau tempo passasse.

Não há sinais de falha mecânica, mas o helicóptero não estava equipado com uma caixa negra, usada para determinar as causas de um acidente.

O incidente causou processos judiciais atrás de processos judiciais, com a mulher de Bryant, Vanessa, a processar Zobayan e a empresa que operava o veículo por negligência, com outros familiares de vítimas a processarem a empresa.

Kobe Bryant, conhecido como “Black Mamba”, ex-basquetebolista norte-americano dos Los Angeles Lakers, cinco vezes campeão da Liga norte-americana de basquetebol (NBA) e duas vezes campeão olímpico, morreu aos 41 anos, no dia 26 de janeiro de 2020.

O helicóptero atingiu o solo a 296 km/h. Kobe Bryant viajava com oito outras pessoas num helicóptero privado, que se despenhou. Também uma das suas filhas, Gianna​ Maria Onore, de 13 anos, perdeu a vida.

A aeronave ter-se-á despenhado numa montanha na zona de Las Virgenes Road, alegadamente devido ao intenso nevoeiro que se fazia sentir na manhã daquele dia.

A aeronave ter-se-á incendiado ao embater no chão.

https://zap.aeiou.pt/kobe-bryant-acidente-de-helicoptero-tera-sido-causado-po-379622

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Joe Biden e o seu foco em desmontar a Rússia !

As escolhas do Gabinete de Joe Biden revelam muito. Suas principais escolhas de política externa - Tony Blinken como Secretário de Estado e Victoria Nuland como Subsecretária de Estado para Assuntos Políticos; Bill Burns como chefe da CIA; Jake Sullivan como Conselheiro de Segurança Nacional; Avril Haines como Diretora de Inteligência Nacional - todos são do governo Obama-Biden e todos trabalharam juntos. Da mesma forma, todos veem a Rússia, não a China, como a principal ameaça à segurança para a hegemonia global dos Estados Unidos.

Como candidato, Joe Biden afirmou isso com frequência. Suas principais escolhas de política externa ressaltam que o foco com o governo Biden, independentemente de quão apto o próprio Biden seja, mudará das ameaças da China para a Rússia de Putin. O chefe da CIA de Biden, Bill Burns, é ex-embaixador em Moscou e foi secretário de Estado adjunto durante o golpe de Estado de Obama na CIA na Ucrânia em 2014. Notavelmente, quando Burns deixou o Estado em novembro de 2014, foi sucedido por Tony Blinken, agora secretário do Estado. Blinken supostamente formulou a resposta do Departamento de Estado dos EUA à anexação da Crimeia pela Rússia.

Todas as escolhas de Biden são uniformemente claras ao culpar a Rússia de Putin por tudo, desde a interferência nas eleições dos EUA em 2016 até o recente hack de computador do governo americano da SolarWinds, a todas as outras reivindicações apresentadas contra a Rússia nos últimos anos, sejam comprovadas ou não.

Na tentativa de determinar o que a nova administração Biden e as agências de inteligência dos EUA têm guardado em relação a Putin e a Rússia, no entanto, a melhor indicação é o papel proeminente dado a Victoria Nuland, a pessoa, junto com o então vice-presidente Joe Biden, que comandou o lado político do golpe de estado dos EUA na Ucrânia em 2013-14. Ela foi gravemente grampeada em um telefonema para o Embaixador dos EUA em Kiev durante os protestos da Praça Maidan 2013-14, dizendo ao Embaixador Geoffrey Pyatt, sobre as escolhas da UE para um novo regime da Ucrânia, "F ** k a UE." Seu marido, Robert Kagan, é um notório neoconservador de Washington.

Ao deixar o governo na eleição de Trump em 2016, Nuland se tornou um conselheiro sênior no Albright Stonebridge Group, chefiado pela ex-secretária de Estado de Clinton, Madeline Albright, que também é presidente da filial do National Endowment for Democracy (NED), National Democratic Institute. Nuland também passou a integrar o Conselho de Administração do NED, a partir de 2016, mantendo contato próximo com as operações de mudança de regime do NED . Ela é uma especialista em Rússia, fluente em russo e especialista em regimes de derrubada.

Como secretário de Estado adjunto de Obama para Assuntos Eurasianos e Europeus em 2013, Nuland trabalhou em estreita colaboração com o vice-presidente Joe Biden para colocar no poder Arseniy Yatsenyuk em um golpe de Estado na Ucrânia amigável aos Estados Unidos e hostil à Rússia. Ela promoveu meses de protesto contra o regime do presidente eleito da Ucrânia, Victor Yanukovych, para forçar sua demissão após sua decisão de ingressar na União Econômica da Eurásia da Rússia. O fundador do grupo de inteligência privada Stratfor, George Friedman, em uma entrevista logo após o golpe de fevereiro de 2014 em Kiev, chamou-o de "o golpe mais flagrante da história (dos EUA)".

Novas Iniciativas

Em um artigo importante na revista Foreign Affairs de agosto de 2020, do Conselho de Relações Exteriores (CFR) de Nova York, Nuland descreve o que provavelmente será a estratégia dos EUA para minar a Rússia nos próximos meses. Ela reclama que "a renúncia se estabeleceu sobre o estado das relações EUA-Rússia, e os americanos perderam a confiança em sua própria capacidade de mudar o jogo". Em outras palavras, ela trata de "mudar o jogo" com Putin. Ela acusa que, nos últimos 12 anos, "a Rússia violou os tratados de controle de armas; colocou em campo novas armas desestabilizadoras; ameaçou a soberania da Geórgia; apreendeu a Crimeia e grande parte do Donbass; e déspotas sustentados na Líbia, Síria e Venezuela. Putin usou armas cibernéticas contra bancos estrangeiros, redes elétricas e sistemas governamentais; interferiu em eleições democráticas estrangeiras; e assassinou seus inimigos em Solo europeu . "

Ela prossegue dizendo que as repetidas sanções econômicas dos EUA contra bancos e empresas russos selecionados, bem como apoiantes de Putin, fizeram pouco para mudar a política russa, alegando que "as sanções dos EUA e dos aliados, embora inicialmente dolorosas, tornaram-se vazias ou impotentes com o uso excessivo e não impressiona mais o Kremlin. "

Mas Nuland sugere que a Rússia de Putin hoje está vulnerável como nunca nos últimos 20 anos: "a única coisa que deve preocupar o presidente russo: o clima dentro da Rússia. Apesar da transferência de poder de Putin para o exterior, 20 anos sem investir na modernização da Rússia podem estar o alcançando. Em 2019, o crescimento do PIB da Rússia foi anêmico 1,3%. Este ano, a pandemia do coronavírus e a queda livre nos preços do petróleo podem resultar em uma contração econômica significativa ... As estradas, trilhos, escolas e hospitais da Rússia estão desmoronando. Seus cidadãos ficaram inquietos, pois os gastos com infraestrutura prometidos nunca aparecem, e seus impostos e a idade de aposentadoria estão aumentando. A corrupção continua galopante,e o poder de compra dos russos continua a encolher . "

Em seu artigo do CFR, Nuland defende o uso de "Facebook, YouTube e outras plataformas digitais ... não há razão para que Washington e seus aliados não estejam mais dispostos a dar a Putin uma dose de seu próprio remédio na Rússia, mantendo a mesma negação . " Ela acrescenta que, como os russos usam amplamente a Internet e ela é amplamente aberta, "Apesar dos melhores esforços de Putin, a Rússia de hoje é mais permeável. Os jovens russos têm muito mais probabilidade de consumir informações e notícias pela Internet do que pela TV ou mídia impressa patrocinada pelo Estado. Washington deve tentar alcançar mais deles onde estão: nas redes sociais Odnoklassniki e VKontakte; no Facebook, Telegram e YouTube; e nas muitas novas plataformas digitais em russo que estão surgindo. "

Navalny

Na época em que Nuland enviou seu artigo de julho-agosto no Foreign Affairs, perene oponente de Putin, Alexey Navalny estava em Berlim, aparentemente se recuperando do que ele afirma ter sido uma tentativa da inteligência de Putin de matá-lo com o agente nervoso altamente tóxico Novichok. Navalny, uma figura da oposição educada nos Estados Unidos que foi bolsista da Universidade de Yale em 2010 tem tentado ganhar um grande número de seguidores por mais de uma década, foi documentado recebendo dinheiro do National Endowment for Democracy de Nuland, cujo fundador nos anos 1990 o descreveu como fazendo, "o que a CIA costumava fazer, mas em particular". Em 2018 de acordo com a NPR nos EUA,Navalny tinha mais de seis milhões de assinantes no YouTube e mais de dois milhões de seguidores no Twitter. Não se sabe quantos são bots pagos pela inteligência dos EUA. Agora, cinco meses após o exílio em Berlim, Navalny faz um retorno ousado, onde sabia que enfrentaria uma provável prisão por acusações anteriores. Era obviamente um cálculo claro de seus patrocinadores ocidentais.

A ONG do governo dos EUA para a mudança de regime da Revolução da Cor, a NED, em um artigo publicado em 25 de janeiro ecoa o apelo de Nuland por uma desestabilização de Putin liderada pelas mídias sociais. Escrevendo sobre a prisão de Navalny em Moscou apenas três dias antes da posse de Biden, o NED afirma que, "Ao criar um modelo de guerra política de guerrilha para a era digital, Navalny expôs a total falta de imaginação e incapacidade do regime ...". Eles adicionam, "Putin está em um Catch-22: se Putin matar Navalny, isso poderia chamar mais atenção para o problema e exacerbar a agitação. Se Putin deixar Navalny viver, então Navalny permanecerá um foco de resistência, esteja ele na prisão ou não ... Navalny tem manobrado Putin em cada turno desde o envenenamento. Está se tornando um pouco humilhante para ele. "

Desde seu alegado envenenamento fracassado em agosto no Extremo Oriente russo, Navalny foi autorizado pelo governo russo a voar para Berlim para tratamento, um ato estranho se Putin e a inteligência russa realmente o quisessem morto. O que claramente aconteceu nos cinco meses intermediários no exílio sugere que o retorno de Navalny foi preparado profissionalmente por especialistas em mudança de regime de inteligência ocidentais não identificados. O Kremlin alegou inteligência que mostra que Navalny estava sendo ensinado diretamente durante o exílio por especialistas da CIA.

Na prisão de Navalny em Moscou em 17 de janeiro, sua ONG anticorrupção lançou um documentário sofisticado no YouTube no canal de Navalny, pretendendo mostrar um vasto palácio supostamente pertencente a Putin no Mar Negro, filmado com o uso de um drone, um feito nada fácil. No vídeo, Navalny pede aos russos que marchem contra o suposto "Palácio de Putin" de bilhões de dólares para protestar contra a corrupção.

Navalny, que claramente está sendo apoiado por sofisticados especialistas em guerra de informação dos EUA e grupos como o NED, provavelmente está recebendo ordens para construir um movimento para desafiar os candidatos do partido Rússia Unida nas eleições de setembro para a Duma, nas quais Putin não é candidato. Ele até recebeu uma nova tática, que ele chama de estratégia de "votação inteligente", uma tática característica do NED.

Stephen Sestanovich, especialista do Conselho de Relações Exteriores em Rússia de Nova York e ex-membro do conselho do NED, sugeriu o provável plano de jogo da nova equipe de Biden. Em 25 de janeiro, Sestanovich escreveu no blog do CFR: "O regime de Putin continua forte, mas os protestos nacionais em apoio a Alexei Navalny são o desafio mais sério em anos. O líder da oposição Alexei Navalny está mostrando uma criatividade política e habilidade tática que Putin nunca havia enfrentado. Se os protestos continuarem, eles podem revelar vulnerabilidades em suas décadas de controle do poder. " Isso foi dois dias depois de protestos em toda a Rússia exigindo a libertação de Navalny da prisão."Com sua decisão ousada de retornar a Moscou e o lançamento de um vídeo amplamente assistido que pretendia expor a corrupção do regime, Navalny mostrou ser uma figura política capaz e imaginativa - mesmo na prisão, talvez o adversário mais formidável que Putin já enfrentou". ele escreveu. "A sofisticação estratégica da equipe de Navalny é ressaltada tanto por seu lançamento em vídeo e, antes disso, por sua denúncia do pessoal dos Serviços Federais de Segurança (FSB) que o envenenou pela última vez"A sofisticação estratégica da equipe de Navalny é ressaltada tanto por seu lançamento em vídeo e, antes disso, por sua denúncia do pessoal dos Serviços Federais de Segurança (FSB) que o envenenou pela última vez"A sofisticação estratégica da equipe de Navalny é ressaltada tanto por seu lançamento em vídeo e, antes disso, por sua denúncia do pessoal dos Serviços Federais de Segurança (FSB) que o envenenou pela última vez verão . "

A decisão clara da equipe de Biden de nomear um ex-embaixador de Moscou para chefiar a CIA e Victoria Nuland para a posição número 3 no Departamento de Estado, junto com suas outras opções de inteligência indicam que desestabilizar a Rússia será o foco principal de Washington no futuro. Como disse o NED alegremente, "a prisão de Navalny, três dias antes da posse de Biden, o ex-embaixador dos Estados Unidos na Rússia, Michael McFaul, disse, tem todos os ingredientes para a" primeira crise de política externa de Biden. O que quer que estivesse em seus documentos de transição , agora é o ponto principal para eles. "

A razão, entretanto, não é a corrupção interna do círculo interno de Putin, verdade ou não. Biden não dá a mínima. Em vez disso, é a própria existência da Rússia sob Putin como uma nação soberana independente que tenta defender essa identidade nacional, seja na defesa militar ou na defesa de uma cultura russa tradicionalmente conservadora. Desde a desestabilização da União Soviética apoiada pelos Estados Unidos em 1990 durante a administração Bush, tem sido política da OTAN e dos influentes interesses financeiros por trás da OTAN dividir a Rússia em muitas partes, desmantelar o estado e saquear o que resta do seu enormes recursos de matérias-primas. é a mensagem que a nova equipe Biden irá transmitir claramente agora.

F. William Engdahl é consultor de risco estratégico e palestrante, ele é formado em política pela Princeton University e é um autor de best-sellers sobre petróleo e geopolítica, exclusivamente para a revista online

"New Eastern Outlook" .
Em 31 de janeiro de 2021 " Câmara de Compensação de Informações " - Desde o primeiro dia, a nova administração Biden deixou claro que adotará uma política hostil e agressiva contra a Federação Russa de Vladimir Putin. A política por trás dessa postura não tem nada a ver com quaisquer atos infames que a Rússia de Putin possa ou não ter cometido contra o Ocidente. Não tem nada a ver com alegações absurdas de que Putin envenenou o dissidente pró-EUA Alexei Navalny com o agente nervoso Novichok ultra-mortal. Isso tem a ver com uma agenda muito mais profunda dos poderes globalistas que existem. Essa agenda é o que está sendo avançado agora.
 

Arqueólogos encontram sepulturas da Idade do Bronze perto de Stonehenge !

Uma equipa de arqueólogos encontrou vestígios de sepulturas da Idade do Bronze e de cerâmicas neolíticas perto de Stonehenge, num local onde será construído um novo túnel rodoviário.


Arqueólogos realizaram escavações na estrada A303, que liga as cidades inglesas de Amesbury e Berwick, e descobriram vestígios de sepulturas da Idade do Bronze e de cerâmicas neolíticas a cerca de 260 quilómetros de Stonehenge.

De acordo com o The Guardian, as descobertas incluem vários túmulos que datam da Idade do Bronze e duas sepulturas do povo Beaker, que chegou à Grã-Bretanha há cerca de 4,5 mil anos, depois de Stonehenge ter sido erguido no final do período neolítico, há cerca de 5 mil anos.

Os especialistas acreditam que os artefactos encontrados durante as escavações podem revelar hábitos dos povos que viviam na região naquele período e, no futuro, podem ajudar a desvendar as teorias da origem do monumento.

“Encontramos muita coisa – evidências sobre as pessoas que viveram nesta região durante milénios, vestígios da vida quotidiana e até da morte”, disse Matt Leivers, arqueólogo e membro da Wessex Arqueologia, ao diário britânico.

A equipa suspeita de que os objetos do período neolítico encontrados, incluindo vestígios de cerâmicas e chifres de veado, possam ter sido deixados pelas mesmas pessoas que construíram o monumento. “Cada detalhe permite-nos descobrir o que estava a acontecer antes e depois da construção de Stonehenge.”

Os arqueólogos afirmam ter encontrado os restos de ossos de um jovem e de um bebé e um recipiente de cerâmica simples, que pode ter pertencido ao povo Beaker. A simplicidade da peça pode refletir a idade da pessoa que foi ali enterrada, já que a cultura Beaker é conhecida pelos seus objetos ornamentados.

Mais a sul, a equipa descobriu valas em forma de C. “É um estranho padrão de valas“, disse Leivers ao The Guardian. “É difícil dizer o que era, mas sabemos quantos anos tem porque encontramos um pote quase completo da Idade do Bronze numa delas.”

Os planos da empresa Highways England passam por construir um túnel com dupla faixa de rodagem para retirar a vista e o ruído do tráfego que passa ao lado do monumento. Em comparação com a A303, a nova estrada irá também reduzir o tempo de viagem.

https://zap.aeiou.pt/sepulturas-idade-bronze-stonehenge-379097

 

Hackers norte-coreanos roubaram entidades na internet para financiar mísseis !

Ao longo do ano de 2020, um “exército” norte-coreano de hackers roubou centenas de milhões de dólares através da internet para financiar os programas nucleares e de mísseis balísticos do país. Uma atitude que viola os princípios do direito internacional.


De acordo com o El País, um relatório confidencial das Nações Unidas mostra que o regime liderado por Kim Jong-un ordenou a realização de “operações contra instituições financeiras e casas de câmbio virtuais” para poder ter fundos para pagar armas.

Segundo o documento, os hackers roubaram ativos virtuais no valor de 316,4 milhões de dólares (cerca de 261,4 milhões de euros) entre 2019 e novembro de 2020.

O relatório também alega que a Coreia do Norte “produziu material físsil, manteve instalações nucleares e atualizou a sua infraestrutura de mísseis balísticos” enquanto continuava “a comprar material e tecnologia para esses programas no exterior”.

A Coreia do Norte tem procurado, desde há vários anos, desenvolver armas nucleares e mísseis avançados, apesar do seu vasto custo e do facto desta conduta já ter levado o país a receber pesadas sanções por parte da ONU.

Os investigadores da ONU, que citam fontes de um país que não identificam, consideram “muito provável” que a Coreia do Norte possa montar um artefacto nuclear num míssil balístico de qualquer alcance. No entanto, ainda não é possível determinar se esses mísseis poderiam entrar com sucesso na atmosfera da Terra.

O documento foi redigido pelo Painel de Peritos da ONU sobre a Coreia do Norte, órgão encarregado de monitorizar a aplicação e eficácia das sanções impostas ao regime de Kim, como punição pelo desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos.

Os detalhes do relatório, atualmente em sigilo, foram obtidos pela CNN através de fonte diplomática do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que partilhou partes do documento sob condição de anonimato.

No relatório constam informações recebidas de países membros da ONU, agências de inteligência, órgãos de comunicação social e fugitivos do país.

A CNN lembra que não está claro quando é que o relatório será publicado, mas recorda que informações anónimas anteriores incomodaram a China e a Rússia, ambos membros do Conselho de Segurança da ONU.

https://zap.aeiou.pt/hackers-norte-coreanos-roubaram-misseis-379458

 

Agência russa diz que a covid-19 matou três vezes mais em 2020 do que o reportado pelo Governo !

O número de mortes por covid-19 na Rússia, em 2020, foi quase o triplo daquele que o Governo divulgou inicialmente, segundo os dados da agência federal de estatística. A diferença nos números está relacionada com o método utilizado para contabilizar o número de óbitos.


A Rosstat, a agência federal de estatísticas russa, revelou que, no ano passado, morreram 162.429 pessoas infetadas com covid-19 na Rússia. Os números apresentados pela equipa encarregue pelo Governo da gestão do combate à pandemia apontavam para 57.555.

O Público explica que a diferença está relacionada com as diferentes metodologias que os dois organismos utilizam para contabilizar o número de óbitos causados pelo vírus.

Enquanto que a task force do Governo russo inclui as mortes causadas comprovadamente pela doença associada ao vírus SARS-CoV-2, a Rosstat contabiliza todas as mortes de pessoas que tenham contraído o vírus, e até casos suspeitos, independentemente da causa do óbito.

Os dados governamentais colocam a Rússia em oitavo lugar em termos de mortes, mas os novos dados catapultam o país para o quarto lugar a nível mundial. Só é superado pelo México, Brasil e Estados Unidos.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que os países contabilizem todos os óbitos de pessoas infetadas com o novo coronavírus, “a não ser que exista uma causa de morte alternativa clara que não possa estar relacionada com a doença covid-19”, como por exemplo, um traumatismo.

O diário escreve que esta não é a primeira vez que a Rosstat desdiz as contabilizações de mortes atribuídas à covid-19. Em agosto, os números publicados pela agência apontavam para um número de mortes em maio e junho três vezes superior ao que vinha sendo reportado nos balanços diários.

Foram também detetadas inconsistências na forma como muitas regiões disponibilizavam os seus dados sobre óbitos causados pela covid-19. Na altura, alguns investigadores diziam que o receio de retaliação política por parte do Kremlin poderia estar por trás da relutância de governadores provinciais em divulgar balanços de mortes rigorosos.

“Essencialmente, todas as regiões russas estão a fazer o máximo para suprimir artificialmente a contagem de mortes”, disse em agosto, ao Moscow Times, o estatístico Mikhail Tamm.

“A forma mais inocente de o fazerem é distinguir mortes ‘por coronavírus’ de mortes ‘com coronavírus’ – em que a principal causa da morte é catalogada por outra doença crónica qualquer – e depois reportar apenas o número ‘por coronavírus’ como a estatística principal”, acrescentou.

https://zap.aeiou.pt/covid-matou-tres-vezes-mais-russia-379607

 

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