sexta-feira, 11 de junho de 2021

China - Uigures vivem num “cenário infernal distópico”, diz Amnistia Internacional !

A Amnistia Internacional (AI) recolheu novas provas de abusos dos direitos humanos na região de Xinjiang, na China, que afirma se ter tornado num “cenário infernal distópico” para centenas de milhares de muçulmanos sujeitos a internamento em massa e tortura.


A organização de direitos humanos coletou mais de 50 novos relatos de uigures, cazaques e outras minorias étnicas predominantemente muçulmanas que afirmam ter sido submetidas a internamento em massa e tortura, noticiou na quinta-feira o Guardian.

Depoimentos de ex-reclusos incluídos num novo relatório divulgado na quinta-feira revelaram o uso de “cadeiras tigre” – cadeiras de aço com ferros e algemas que prendem o corpo em posições dolorosas – durante os interrogatórios.

O relatório também apontou para agressão física, privação de sono e sobrelotação nas esquadras de polícia. Muçulmanos uigures indicaram que foram encapuzados e acorrentados durante o interrogatório e a transferência para os campos, classificados pelo Governo como locais de reeducação.

Nos campos, os detidos revelaram que não tinham privacidade ou autonomia e enfrentavam punições severas. Nas primeiras semanas, eram forçados a ficar sentados ou ajoelhados na mesma posição durante horas, não tinham permissão para praticar o Islão, eram proibidos de usar a sua língua materna e forçados a frequentar aulas de mandarim e de propaganda do Partido Comunista Chinês.

Além de serem escoltados por guardas armados quando iam às cantinas, aulas ou interrogatórios, os detidos raramente saíam das suas celas ou tinham acesso a áreas externas e exercícios.

“As autoridades chinesas criaram um cenário infernal distópico numa escala impressionante” em Xinjiang, referiu Agnès Callamard, secretária-geral da AI. A organização pede que todos os campos na região sejam fechados e que a Organização das Nações Unidas (ONU) investigue esses crimes ao abrigo da lei internacional.

A China tem negado todas as acusações de irregularidades em Xinjiang, referindo que os campos foram projetados para oferecer aulas de chinês e apoio no trabalho, bem como para combater o extremismo religioso.

Este relatório aumenta a pressão sobre as autoridades chinesas, surgindo após parlamentares britânicos aprovarem uma moção na qual declararam que a China está a cometer genocídio contra os uigures e outras minorias em Xinjiang.

https://zap.aeiou.pt/uigures-cenario-infernal-distopico-amnistia-408600

 

Encontrado num saco no mar o corpo de Olivia, uma das irmãs raptadas pelo pai em Tenerife !

O corpo da pequena Olivia, de 6 anos, uma das duas irmãs raptadas pelo pai em Tenerife, nas Ilhas Canárias, foi encontrado no fundo do mar, dentro de um saco. Ao seu lado, estava outro saco, mas vazio.


O aparecimento do cadáver da pequena Olivia vem confirmar o cenário que já se temia, indiciando que a menina, e provavelmente também a sua irmã, Anna, de 1 ano, foram assassinadas pelo pai, Tomás Gimeno, de 37 anos.

As duas menores estavam desaparecidas desde 27 de Abril, altura em que o pai as foi buscar para exercer os seus deveres parentais, uma vez que estava separado da mãe das meninas, Beatriz Zimmermann.

Entretanto, terá chegado a enviar mensagens à ex-companheira, alertando-a de que “nunca mais” ia ver as filhas.

O pior dos desfechos confirmou-se, nesta quinta-feira, com a descoberta do corpo de Olivia dentro de um saco de desporto, no fundo do mar.

O corpo da mais velha das irmãs foi encontrado por um robô submarino de um navio do Instituto Espanhol de Oceanografia, como reporta o El País.

Estava a 1000 metros de profundidade a cerca de 3 milhas da costa de Tenerife, “dentro de um saco amarrado à âncora do barco do pai das menores”, segundo o mesmo jornal. Ao seu lado foi encontrado um outro saco, mas vazio, ainda segundo o El País.

O barco já tinha sido encontrado à deriva no dia a seguir à mãe das crianças ter reportado o seu desaparecimento.

Nesse dia de 27 de Abril, Tomás Gimeno foi visto a levar seis sacos para o seu barco. Mas as crianças não foram vistas a entrar com ele na embarcação.

As autoridades ainda realizaram buscas em terra, mas acabaram por concentrar-se no mar, em busca de pistas que levassem ao paradeiro das duas menores.

O navio oceanográfico estava a investigar a zona onde o corpo foi agora encontrado desde o passado dia 30 de Maio.

A zona foi definida como área de interesse para as buscas com base na geo-localização do telemóvel do pai das crianças.

As equipas de busca procuram agora os corpos de Anna e do pai.

Entretanto, o Instituto de Medicina Legal vai realizar a autópsia ao corpo de Olivia para apurar as causas da morte.

“Violência contra mulheres mães é questão de Estado”

O caso causou consternação em Espanha e a ministra da Igualdade do país, Irene Montero, expressa o seu lamento público pela confirmação da morte de Olivia. “Esta violência que se exerce contra as mulheres mães para ferir onde mais dói é uma questão de Estado”, aponta numa publicação no Twitter.

Não é um assassino louco, é a cara do machismo, de esse homem que não tolera a liberdade da mulher ou a sua igualdade, e contra isso temos de lutar”, aponta, por seu lado, a delegada do Governo espanhol contra a Violência de Género, Vicky Rosell, numa entrevista a um programa de Rádio.

Já o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, lamenta a tragédia.

Não posso imaginar a dor da mãe das pequenas Anna e Olivia, desaparecidas em Tenerife, perante a terrível notícia que acabamos de conhecer. O meu abraço, o meu carinho e o de toda a minha família que hoje se solidariza com Beatriz e os seus entes queridos”, aponta Sánchez no Twitter.

https://zap.aeiou.pt/encontrado-corpo-olivia-tenerife-408566

França vai enviar uma segunda Estátua da Liberdade para os Estados Unidos !

França vai enviar uma segunda Estátua da Liberdade para os Estados Unidos, a propósito do Dia da Independência que se avizinha, comemorado a 4 de julho.


De acordo com a cadeia televisiva CNN, esta segunda Estátua da Liberdade, já apelidada de “irmã mais nova”, é feita de bronze e tem um décimo sexto do tamanho da original, que pode ser visitada na Ilha da Liberdade, em Nova Iorque.

Esta segunda-feira, durante uma cerimónia especial, a nova estátua foi içada e colocada num contentor, no Museu de Artes e Ofícios (CNAM), em Paris, local onde estava instalada desde 2011.

Esta “irmã mais nova”, que pesa mais de 450 quilos e tem quase três metros de altura, vai ser erguida na Ilha Ellis, bem perto da ilha onde se encontra a estátua original, e vai lá ficar de 1 a 5 de julho.

“A estátua simboliza a liberdade e a luz em todo o mundo. Queremos enviar uma mensagem muito simples: A nossa amizade com os Estados Unidos é muito importante, particularmente neste momento. Temos de conservar e defender a nossa amizade“, disse Olivier Faron, administrador geral do CNAM, citado pela estação televisiva.

A réplica tem o mesmo design neoclássico da “irmã mais velha”, que representa a deusa romana Libertas e chega aos 50 metros de altura no topo de um pedestal. Também está imbuída de simbolismo: tem a coroa com sete pontas, que representam os raios do sol que se estendem para o mundo; uma pequena tabuleta com a data da independência da América em numeração romana; e as correntes e algemas quebradas no seu pé esquerdo, que representam a abolição da escravidão nos Estados Unidos.

A data da cerimónia também foi simbólica, uma vez que aconteceu logo após o 77.º aniversário do Dia D, ocorrido durante a II Guerra Mundial, quando soldados norte-americanos e outros Aliados desembarcaram em solo francês, em 1944, marcando o início da libertação da Europa Ocidental da ocupação nazi.

Recorde-se que a icónica Estátua da Liberdade, que chegou à cidade nova-iorquina em 1886, também teve como objetivo fortalecer a amizade franco-americana, numa época em que Paris e Washington estavam lentamente a distanciar-se, tal como o historiador francês André Kaspi lembrou num discurso durante o evento.

Agora, a “irmã” também já tem viagem marcada para terras norte-americanas e vai seguir os passos da estátua original. Segundo a CNN, a réplica vai embarcar, a 19 de junho, na cidade portuária de Le Havre e, se tudo correr como previsto, chega a Nova Iorque no primeiro dia de julho.

Depois de uma breve passagem pela Ilha Ellis, o destino final será Washington, DC, capital dos Estados Unidos, onde ficará durante uma década em exibição na residência do embaixador francês.

https://zap.aeiou.pt/franca-enviar-estatua-liberdade-eua-408233

 

Trabalho infantil no mundo aumenta pela primeira vez em duas décadas !

O número de crianças vítimas de trabalho infantil aumentou pela primeira vez em 20 anos, atingindo 160 milhões no mundo, anunciaram hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a UNICEF.


No relatórioTrabalho Infantil: estimativas globais de 2020, tendências e o caminho a seguir“, da OIT e da UNICEF, a propósito do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, que se assinala em 12 de junho, destaca-se a necessidade de se porem em prática medidas para combater o fenómeno, que poderá ser agravado pela pandemia.

O documento acentua que pela primeira vez em 20 anos a evolução da erradicação do trabalho infantil “inverteu o seu sentido“, contrariando a tendência de queda registada entre 2000 e 2016, período durante o qual se assistiu a uma redução de menos 94 milhões de crianças no mundo do trabalho.

Nos últimos quatro anos, esse aumento foi de 8,4 milhões de pessoas, refere.

De acordo com o relatório, hoje tornado público, “nove milhões a mais de crianças estão em risco devido aos efeitos da covid-19″ até ao final de 2022 e “esse número poderá aumentar para 46 milhões de crianças, caso não venham a ter acesso a medidas de proteção social essenciais”.

“Novas crises económicas e o encerramento de escolas, devido à covid-19, podem significar que as crianças trabalham mais horas, ou em condições agravadas, enquanto muitas outras podem ser forçadas às piores formas de trabalho infantil, devido à perda de emprego e rendimento em famílias vulneráveis”, alerta-se no documento.

A diretora-executiva da UNICEF, Henrietta Fore, avisou, citada num comunicado, que se está “a perder terreno na luta contra o trabalho infantil”, referindo que “o ano passado não facilitou” esse trabalho.

Henrietta Fore defendeu a importân

https://zap.aeiou.pt/trabalho-infantil-no-mundo-aumenta-pela-primeira-408443

 

“Vitória histórica” - Israel é o primeiro país a proibir o comércio de peles de animais para moda !

Israel proibiu hoje por decreto ministerial o comércio de peles de animais para a moda, tornando-se no primeiro país a aprovar essa estrita legislação, anunciou o Ministério do Ambiente.


“O comércio de peles de animais, importação e exportação, vai ser proibido, exceto para as necessidades de investigação, educação e certas tradições religiosas”, indicou o ministério em comunicado, especificando que a proibição vai entrar em vigor dentro de seis meses.

O uso de pele, ritualmente utilizado para o “Shtreimel”, um chapéu de pele verdadeira usado por alguns judeus ultraortodoxos, permanece então autorizado.

“A indústria do comércio de peles causa um sofrimento inimaginável aos animais e este decreto transformará o mercado de moda israelita tornando-o melhor no cumprimento das normas ambientais”, afirmou a ministra do Ambiente, Gila Gamliel.

O ministério publicou também uma carta enviada por Jane Halevy-Moreno, diretora da Coligação Internacional Anti-Pele (IAFC, na sigla em inglês), saudando este decreto que descreveu como “gesto histórico”.

“Israel é o primeiro país do mundo a fechar as portas a esta indústria cruel”, escreveu Halevy-Moreno.

O grupo de direitos dos animais PETA saudou o país pela decisão. “Esta vitória histórica irá proteger incontáveis raposas, visons, coelhos e outros animais de serem violentamente mortos pelas suas peles”, pode ler-se no comunicado citado pelo The Times of Israel.

Em 1976, o país já tinha proibido a criação de animais para o aproveitamento das peles.

Vários países em todo o mundo introduziram proibições parciais ao comércio de peles, particularmente para espécies em vias de extinção, como as focas.

A proibição total do comércio de peles está em vigor apenas em algumas cidades, como São Paulo, no Brasil, ou no estado norte-americano da Califórnia.

De acordo com a Humane Society, a cada ano cerca de 100 milhões de animais são criados e mortos em quintas de peles para abastecer a indústria da moda.

https://zap.aeiou.pt/israel-proibe-comercio-peles-animais-408394

 

Apenas um terço dos adultos americanos tomaria uma pílula da imortalidade !

Uma nova pesquisa com cerca de 900 norte-americanos adultos revelou que nem todas as pessoas querem viver para sempre. Dos inquiridos, apenas 33% responderam que gostariam de tomar uma pílula que lhes permitisse viver para sempre com a idade que têm atualmente.


De acordo com uma pesquisa, publicada no início de junho no Journal of Aging Studies, 42% indicaram que não gostariam de tomar a pílula, enquanto 25% não tinham certeza. Estes resultados mostraram que grande parte das pessoas prefere a sua mortalidade aos tratamentos de longevidade tão discutidos na atualidade.

Contudo, é de notar que os inquiridos foram divididos em três grupos etários: adultos entre 18 e 29 anos, idosos com idade média de 72 e outro grupo com idade média de 88. Embora os três grupos tenham respondido de forma semelhante, tinham opiniões diferentes sobre a idade em que gostariam de ser “congelados”, se pudessem.

As duas ‘coortes’ com mais idade sugeriram que, se fossem “congeladas”, preferiam que isso acontecesse com idades bem inferiores. Essa tendência vai ao encontro de pesquisas semelhantes, nas quais a resposta sobre viver mais anos foi mais mais positiva após ser esclarecido que os entrevistados seriam saudáveis ​​para sempre.

https://zap.aeiou.pt/terco-americanos-pilula-imortalidade-408202

 

As Maldivas vão construir uma cidade flutuante para responder à subida das águas

Uma empresa holandesa está a colaborar com o Governo das Maldivas para construir uma cidade flutuante como resposta à subida do nível do mar.

As Maldivas correm o risco de desaparecer completamente a menos que o Governo consiga aceder a financiamentos para combater a subida das águas. Atualmente, 80% do país está um metro abaixo do nível do mar.

“Não podemos esperar”, alertou o ministro dos Negócios Estrangeiros das Maldivas, Abdula Shahid, em declarações à agência Reuters no ano passado. “Para pequenos Estados, não é fácil. Quando obtivermos o financiamento, podemos estar debaixo de água”, lamentou.

Volvido um ano, o problema permanece e esta pequena nação começa a procurar alternativas sustentáveis. Como tal, uma empresa holandesa de arquitetura está a trabalhar com as Maldivas para criar uma cidade flutuante de 200 hectares.

É inspirada nos recifes de coral e alimentada por energia verde, escreve o Good News Network.

Como o próprio nome indica, os Países Baixos não são alheios à situação das Maldivas e a Dutch Docklands promete usar o seu expertise para ajudar o país que vive em pleno Oceano Índico e cuja economia depende fundamentalmente do turismo.

A ideia é que a ilha artificial fique numa lagoa de água quente a apenas dez minutos de barco de Malé, a capital das Maldivas. A “Cidade Flutuante das Maldivas” (CFM) será construída ao longo de uma rede flexível e cercada por ilhas maiores para quebrar a força das ondas do mar.

“No topo, a arquitetura tradicional das Maldivas dá o tom do plano de design da CFM, apoiada abaixo pela construção mais ecológica possível”, explica a Dutch Docklands. “A CFM oferece uma solução acessível, escalonável e vendível para um desenvolvimento aquático verdadeiramente sustentável”.

O plano também inclui a construção de estruturas artificiais de coral dentro e ao redor dos bairros para atrair vida marinha e proteger ainda mais a cidade das tempestades. A construção deve começar no próximo ano e terminar em 2027.

Adicionalmente, vai ser construída uma escola e um hospital, uma rede de energia renovável abastecerá a cidade.

https://zap.aeiou.pt/maldivas-construir-cidade-flutuante-408244

 

 

Biden chega à Europa para discutir com amigos e avisar rivais !

O Presidente dos EUA, Joe Biden, chega esta quarta-feira à Cornualha, para uma demorada e intensa visita à Europa, onde começará a reunir com aliados ocidentais e terminará a discutir com a velha rival Rússia.


“Neste momento de incerteza global, enquanto o mundo ainda luta com uma pandemia que ocorre uma vez a cada século, esta viagem servirá para perceber o compromisso renovado da América com os nossos aliados e para provar a capacidade das democracias enfrentarem os desafios e deterem as ameaças desta nova era”, escreveu Biden sobre a sua digressão, num artigo de opinião publicado no jornal The Washington Post.

Quando aterrar no Reino Unido, Biden descerá as escadas do avião para cumprimentar os responsáveis da única base de reabastecimento da Força Aérea dos EUA na Europa, em Mildenhall, símbolo da presença militar norte-americana, que servirá de mote e de inspiração para a cimeira da NATO, na segunda-feira.

Aproveitando a estada em Bruxelas, para essa cimeira, o Presidente dos EUA terá uma conversa privada com o seu homólogo turco, Recep Erdogan, líder de um país que também pertence à NATO, mas que não tem escondido fortes divergências com Washington, nomeadamente quando se encosta a Moscovo para negócios de armas que preocupam os aliados atlânticos.

Em Bruxelas, Biden vai insistir numa tecla que foi muitas vezes tocada pelo seu antecessor, Donald Trump, pedindo aos aliados para investirem mais em defesa, seguindo a linha do que já vinha dizendo quando ainda era vice-Presidente de Barack Obama, mas suavizando a mensagem com a promessa de que os EUA estão empenhados em realçar o artigo cinco do tratado, que obriga todos os membros a sair em defesa de um deles, sempre que este esteja ameaçado.

A NATO será um bom palco para Biden ensaiar o discurso da necessidade de união perante as crescentes ameaças da China e da Rússia e lembrando que essa coesão não pode ser posta em causa por atitudes como as da Turquia.

“As portas têm dois lados, mas abrem e encerram com uma mesma fechadura”, disse Biden, numa recente entrevista, defendendo que mesmo os fóruns de parceiros devem ser lugares de cautela e desconfiança política, onde as soluções devem ser sempre partilhadas.

Este princípio pode ser-lhe igualmente útil para a primeira de várias cimeiras em que participará na visita à Europa, no G7 (o grupo da sete economias mais desenvolvidas do planeta), que se inicia na sexta-feira, na Cornualha, e a que Biden levará a sua mais arrojada proposta em termos de política externa: criar uma poderosa frente de países democráticos para enfrentar os regimes ditatoriais e contrariar a tentação hegemónica e totalitária da China.

Para este propósito, Biden precisa dos seus mais próximos aliados, começando pelo Reino Unido, com cujo primeiro-ministro, Boris Johnson, se reunirá já na quinta-feira, com uma agenda em que as “relações especiais” entre os dois países terão lugar primordial, levando os dois líderes a procurarem soluções para definir o espaço desse entendimento na geoestratégia e, em particular, na forma como os britânicos se posicionarão na era pós-‘Brexit’.

Logo a seguir à cimeira da NATO, e sem sair de Bruxelas, no início da próxima semana, Biden reúne-se com os líderes da União Europeia (UE), naquele que parece ser o menos relevante dos pontos da agenda da digressão presidencial, se confiarmos na atenção dada pelos ‘media’ norte-americanos nos dias que antecedem a viagem.

Mas as reuniões com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, acabarão, certamente, por dar bons títulos nas páginas dos jornais do outro lado do Atlântico, ou não fosse a China um dos temas das conversas.

E, perante Von der Leyen e Michel, Biden repetirá a mensagem que levou ao G7 e que deixou claro no seu texto de opinião do The Washington Post:

“Vamos concentrar-nos em garantir que as democracias de mercado, e não a China ou qualquer outro, escreverão as regras do século XXI sobre comércio e tecnologia”, escreveu Biden sobre a cimeira com a UE, antecipando que não escamoteará as divergências que tem com Bruxelas a propósito dos entendimentos comerciais dos 27 com Pequim.

Após uma semana de cimeiras e encontros bilaterais, Biden guardou para o fim da digressão europeia um dos mais delicados desafios, em termos de política externa, do seu início de mandato: o relacionamento com o emblemático arquirrival dos Estados Unidos, a Rússia.

Numa recente entrevista televisiva, Biden chamou “assassino” ao Presidente russo, Vladimir Putin, com quem se irá encontrar na próxima quarta-feira, em Genebra, e a quem prometeu dizer, olhos nos olhos, que não tolerará “comportamentos que violem a soberania dos Estados Unidos”, depois de o acusar de ter comandado ações de interferência nas eleições presidenciais norte-americanas.

“O Presidente Putin sabe que eu não hesitarei em responder a futuras ações danosas”, ameaçou Biden, referindo-se à conversa “franca e direta” que quer ter com o líder russo e na qual os tratados de controlo de armas, os mísseis russos apontados à Europa, a ameaça à soberania da Ucrânia ou a prisão do opositor Alexei Navalny serão, todos, assuntos incómodos.

O que realmente será dito nessa reunião, poderemos não o vir a saber tão cedo, porque o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, já avisou que ainda não é certo que venha a existir uma conferência de imprensa no final da cimeira russo-americana.

https://zap.aeiou.pt/biden-chega-a-europa-para-discutir-408140

 

Mistério sobre restos mortais de criminosos de guerra do Japão finalmente resolvido !


Segundo a agência japonesa Kyodo News, os documentos desclassificados foram descobertos por Hiroaki Takazawa, professor associado na Universidade Nihon, e estavam na posse da agência governamental norte-americana National Archives and Records Administration.

Embora sempre se tenham ouvido especulações de que os restos mortais do antigo primeiro-ministro do Japão, Hideki Tojo, e de outros seis criminosos de guerra tinham sido espalhados no Pacífico ou na Baía de Tóquio, não havia nenhum documento oficial para apoiar essas alegações. Até agora.

Num dos documentos, datado de 4 de janeiro de 1949, o major Luther Frierson escreveu que aquele era “um relato detalhado das atividades relativamente à execução e disposição final dos restos mortais de sete criminosos de guerra executados a 23 de dezembro de 1948”, cita a agência japonesa.

Frierson esteve presente no local da execução, na prisão de Sugamo, em Tóquio, segundo o mesmo documento. Posteriormente, já depois da cremação, os restos mortais foram colocados em urnas separadas e transportados a bordo de um avião.

“Prosseguimos até um ponto de aproximadamente 30 milhas sobre o Oceano Pacífico a leste de Yokohama, onde espalhei pessoalmente os restos cremados numa vasta área”, escreveu Frierson no documento.

De acordo com Yoshinobu Higurashi, professor da Universidade de Teikyo, os militares norte-americanos decidiram espalhar os restos mortais no oceano para evitar uma possível divinização dos criminosos de guerra, tal como sucedeu com os restos mortais de criminosos da Alemanha nazi, que foram espalhados num rio.

Antes destes documentos serem conhecidos, alguns rumores sugeriam que os restos mortais do ex-primeiro-ministro foram sepultados em segredo no Santuário Yasukuni, no centro de Tóquio, no templo de Koa Kannon ou noutros lugares emblemáticos do Japão, recorda o jornal britânico The Telegraph.

Nomeado primeiro-ministro em outubro de 1941, Hideki Tojo acabou por se demitir, em julho de 1944, tendo liderado o Japão durante a maior parte da II Guerra Mundial. Depois de uma tentativa fracassada de suicídio, foi preso e julgado por uma série de crimes de guerra, incluindo o tratamento desumano de prisioneiros.

Segundo o canal russo RT, historiadores estimam que, durante o seu mandato, até cinco milhões de pessoas tenham morrido devido a massacres, fome e trabalhos forçados.

https://zap.aeiou.pt/misterio-restos-mortais-criminosos-guerra-408000

 

Hospitais do Quénia têm administrado água em vez de vacinas contra a covid-19 !

Numa altura em que o país se encontra a tentar acelerar o processo de vacinação – de modo a imunizar os 54 milhões de habitantes o mais rápido possível – surgem rumores de que alguns profissionais de saúde estão a administrar vacinas contra a covid-19 falsas.


De acordo com o plano de implantação da vacina contra covid-19 do Quénia, que é apoiado pela iniciativa global COVAX, os cidadãos têm a garantia de receber doses da vacina AstraZeneca gratuitamente em unidades de saúde credenciadas em todo o país da África Oriental.

No entanto, à medida em que a escassez de vacinas se vai tornado uma realidade, surgiram relatos de que alguns profissionais de saúde em hospitais públicos estão a injetar “vacinas” que contêm água.

Durante um discurso na quinta-feira, o secretário de gabinete de saúde do Quénia, Muthai Kagwe, alertou a população sobre o problema que pode ter graves consequências de saúde pública.

Esta situação é ilegal e é provável que hajam pessoas que não estejam a ser vacinadas com as vacinas adequadas. Existe a possibilidade de estarem a ser vacinadas com água”, referiu.

Atualmente, o Ministério da Saúde do Quénia possui 622 centros de vacinação aprovados em todo o país – 319 dos quais são instituições públicas.

Embora as instituições públicas envolvidas na venda ilegal de vacinas covid-19 e na administração de “vacinas de água” permaneçam secretas, Kagwe enfatizou que os investigadores da Diretoria de Investigações Criminais (DCI) já abriram uma investigação criminal.

O Quénia, que recebeu pouco mais de 1 milhão de doses da vacina da AstraZeneca da iniciativa global COVAX, em março, conseguiu administrar cerca de 981.887 doses até agora.

Com a escassez de vacinas na mira, o abismo entre a oferta e procura tem criado um terreno fértil para oportunistas e grupos criminosos que tentam interromper os esforços de vacinação no Quénia, infiltrando-se nas cadeias de abastecimento com vacinas falsificadas.

Este fenómeno tem sido alvo de atenção por parte da Europol, lembra o VICE.

https://zap.aeiou.pt/quenia-vacinas-agua-408016

 

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Desertor chinês diz que a China está a produzir variantes de COVID para encobrir vazamento no laboratório de Wuhan !

De acordo com um relatório da Red State, o desertor de alto escalão está com a Defense Intelligence Agency (DIA) há três meses, fornecendo ‘um debriefing extenso e tecnicamente detalhado para as autoridades americanas

A Defense Intelligence Agency (DIA) escondeu a existência de um desertor chinês com conhecimento do programa de armas biológicas da nação comunista do FBI e da CIA porque sentiu que essas agências não eram confiáveis.

Em uma recente série de tweets, o jornalista independente Adam Housley chamou a atenção para a existência do informante que disse às autoridades do DIA que a China está tentando produzir variantes do vírus, sugerindo que o COVID-19 veio de morcegos para encobrir sua chegada do laboratório de Wuhan.

De acordo com um relatório da Red State, o desertor de alto escalão está com o DIA há três meses, fornecendo “um briefing extenso e tecnicamente detalhado para as autoridades americanas”.

“Fontes dizem que o nível de confiança nas informações do desertor é o que levou a uma súbita crise de confiança no Dr. Anthony Fauci”, afirma o relatório do Estado Vermelho, “acrescentando que o pessoal do Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército dos EUA (USAMRIID) detalhou ao DIA corroboraram detalhes muito técnicos das informações fornecidas pelo desertor. ”

Depois de ter cancelado a investigação do governo Trump sobre as origens do vírus, a Casa Branca de Biden foi recentemente forçada a lançar outro às pressas.

“Ouvir que o aumento da pressão sobre a China nos últimos dias se deve a um desertor com conhecimento íntimo”, tuitou Housley. “Na verdade, [o diretor do FBI Christopher A.] Wray não soube imediatamente porque queriam ter certeza de que teriam tudo o que precisavam antes de contar a ele.

“Além disso … a inteligência dos EUA acredita que a China está tentando produzir variantes que sugerem que veio de morcegos para encobrir que veio originalmente de um laboratório”, continuou Housley. “A crença ainda é que ele escapou acidentalmente, mas foi permitido se espalhar. ”

“De novo … o que eu relatei esta noite. A inteligência dos EUA tem um desertor chinês com informações de Wuhan. E a China está tentando produzir variantes que sugiram que ele veio de morcegos para encobrir que o coronavírus veio originalmente de um laboratório ”, reiterou Housley.

“O diretor do FBI, Christopher Wray, foi ’emboscado’ com a informação”, dizem as fontes da RedState. “Langley também não sabia. Fontes dizem que a liderança do DIA manteve o desertor dentro de sua rede de serviços clandestinos para evitar que Langley e o Departamento de Estado acessassem a pessoa, cuja existência foi ocultada de outras agências porque a liderança do DIA acredita que há espiões chineses ou fontes dentro do FBI, CIA e vários outras agências federais.”

Em um comentário escrito para LifeSiteNews no final do mês passado, o especialista em China Steven Mosher indicou por que o FBI, a CIA e outras agências de inteligência dos EUA não são confiáveis:

Essas são as mesmas agências de inteligência que nos alimentaram com as mentiras do Dossiê Steele e do conluio russo dos últimos anos. Eu mesmo tenho pouca confiança de que essas agências fortemente politizadas produzirão outra coisa senão uma cobertura da responsabilidade da China pela pandemia que desencadeou no mundo. Sem falar que eles começarão do zero ao realizar suas investigações.

Mosher foi o primeiro a expor a origem do coronavírus no laboratório de Wuhan, atraindo a fúria dos “verificadores de fatos” do Vale do Silício.

Em uma recente entrevista em vídeo com o editor-chefe da LifeSite, John-Henry Westen, Mosher “relatou como o Exército de Libertação do Povo da China estava envolvido em experimentos no laboratório de armas biológicas no Wuhan Institute of Virology que eram ‘não apenas pesquisas puramente científicas’. Ele também destacou o envolvimento de Anthony Fauci não apenas em cobrir essas informações, mas também em ajudar o laboratório de Wuhan com fundos, treinamento e suporte. ”

A “tendência claramente política de Christopher Wray, do diretor do FBI, não é profissional e sem dúvida está semeando desconfiança nas fileiras das agências de segurança do país”, escreveu Kyle Becker, ex-escritor / produtor associado da Fox News e fundador da Becker News.

“Os comentários enganosos de Wray sobre a ameaça representada à nação por ‘supremacistas brancos’ e ‘extremistas domésticos de extrema direita’ não condizem com as realidades políticas atuais de que ameaças graves são feitas tanto pela direita quanto pela esquerda, incluindo ativistas radicalizados da vida negra e extremistas da Antifa que causaram bilhões em danos às comunidades em todo o país [sic], bem como centenas de feridos e dezenas de mortes ”, disse Becker.

https://portugalmisterioso.blogspot.com/2021/06/desertor-chines-diz-que-china-esta.html




Rússia - O caminho misterioso que ressurgiu no oceano pacífico !


Como se fosse uma história, há poucos dias na Ilha de Sakhalin, a Rússia ressurgiu um caminho de pedra nas águas do Oceano Pacífico . Os surpresos moradores registraram este evento nas redes sociais que rapidamente se viralizaram, deixando muitos surpresos.

Na área existem outras estruturas semelhantes no fundo do mar e algumas são visíveis com o Google Earth. Sakhalin é a maior ilha da Rússia, ela está localizada no Círculo de Fogo do Pacífico . Alguns comentários dos moradores é que por se tratar de uma área com intensa atividade sísmica, o fenômeno faz parte da erosão e da movimentação constante do local. O estranho é que nas fotos parece que se tratava de um caminho de pedra construído pelo homem.

Este lugar está localizado perto do Japão e nas costas do país asiático estão as misteriosas estruturas subaquáticas Yonaguni , que dizem pertencer a uma civilização antiga.

https://portugalmisterioso.blogspot.com/2021/06/russia-o-caminho-misterioso-que.html


Haia confirma prisão perpétua por genocídio para o “carniceiro dos Balcãs” !

O antigo general sérvio-bósnio Ratko Mladic ouviu o Tribunal Internacional de Haia, na Holanda, rejeitar o seu recurso contra a pena de prisão perpétua por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra, no âmbito do conflito nos Balcãs entre 1992 e 1995.

Ratko Mladic, antigo chefe militar sérvio-bósnio

Os juízes do Tribunal de Haia rejeitaram os argumentos da defesa de Ratko Mladic e confirmaram a condenação a prisão perpétua que foi decretada em Novembro de 2017.

O “Carniceiro dos Balcãs”, como também é conhecido, está preso desde 2011 depois de ter estado 16 anos em fuga.

Mladic, de 78 anos, foi considerando culpado de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra, nomeadamente por ter “aterrorizado a população civil da capital bósnia, Sarajevo, durante um cerco de 43 meses” e pela “morte de mais de 8 mil rapazes e homens muçulmanos” na cidade de Srebrenica, como repara a agência Reuters.

O massacre de Srebrenica é considerado o pior acto de genocídio na Europa desde o Holocausto, durante a II Guerra Mundial.

A sentença que confirma a prisão perpétua reforça que todos os argumentos da defesa de Mladic são rejeitados “na íntegra”.

“Os actos do acusado foram tão instrumentais para a comissão dos crimes que, sem eles, os crimes não teriam sido cometidos como foram”, considera a sentença citada pela agência Reuters.

O veredicto é o encerrar de um capítulo doloroso da história da ex-Jugoslávia ao cabo de 25 anos de julgamentos. Foram condenadas 90 pessoas, entre as quais Radovan Karadzic, ex-líder dos sérvios da Bósnia, que foi sentenciado a 40 anos de prisão por genocídio.

Não se sabe ainda em que país Mladic vai cumprir a sua sentença. Para já, vai continuar à guarda do tribunal de Haia.

Karadzic está a cumprir pena numa prisão britânica.

https://zap.aeiou.pt/perpetua-genocidio-carniceiro-balcas-407997

 

No restaurante Pizza Pacaya, o forno é um vulcão ativo !

David García usa o maior forno da natureza para cozinhar: um vulcão. Em Pacaya, na Guatemala, a sua pizza tornou-se uma atração turística.


Na noite de 27 de maio de 2010, o vulcão Pacaya, na Guatemala, entrou em erupção. Se o instinto de muitas pessoas seria fugir dele, o cozinheiro David García teve uma outra ideia. Pegou no seu Volkswagen Beetle de ’72 e conduziu em direção ao vulcão com um grupo de amigos.

Foi neste momento, conta o próprio ao Atlas Obscura, que decidiu que nunca mais queria sair da pequena vila de San Vicente Pacaya.

Dez anos depois, lá continua. García é contabilista de profissão, mas é na culinária que mais se destaca. O guatemalteco de 34 anos tornou-se o primeiro a cozinhar pizzas na lava fumegante de Pacaya.

O vulcão Pacaya está ativo desde 1961, sendo que a maioria das suas erupções têm um ritmo lento, mas ainda que potencialmente perigoso. Todos os dias, o vulcão recebe cerca de 300 turistas.

Aproveitando-se do interesse de viajantes e locais, García começou a servir todos os dias pizza, cozinhada na rocha vulcânica fumegante do vulcão.

“Muitas pessoas vêm aqui para desfrutar da experiência de comer pizza feita no calor vulcânico”, contou à agência AFP.

Equipado com roupas de proteção, o cozinheiro espalha a massa numa travessa de metal que resiste à temperatura infernal de mais de 1.000 graus Celsius, espalha a polpa de tomate e acrescenta uma dose generosa de queijo e carne. Dez minutos no “forno” e voilà: Pizza Pacaya.

A primeira vez que experimentou cozinhar pizza no Pacaya não poderia ter corrido pior. Saiu totalmente preta. Poucos dias depois, voltou ao vulcão e fez três pizzas. Após dez minutos, uma saiu completamente queimada, mas as outros duas ficaram perfeitas.

Só em 2019 é que García começou a vender comercialmente a sua pizza única. O sucesso foi praticamente imediato, obrigando os clientes a fazerem reservas para poder comer o seu pitéu.

Quando a lava começou a fluir de uma fissura recém-formada no final de abril, ele começou a cozinhar diretamente sobre as rochas ainda derretidas. “Quando faço assim, quando volto para casa no final do dia, tenho que colocar os pés em água com sal”, conta. Nem as botas militares o salvam.

García não é o primeiro a usar lava para cozinhar. Muitos vulcanólogos fazem-no quase como praxe ou um ritual, estrelando ovos e fazendo café. No entanto, o guatemalteco é o primeiro a transformar esta ideia bizarra num negócio rentável.

https://zap.aeiou.pt/pizza-pacaya-forno-vulcao-ativo-407693

 

Em Luanda, uma doença desconhecida já matou dez crianças em menos de 15 dias !

A situação foi relatada pelos coordenadores de dois bairros afetados pela doença ainda desconhecida, que as autoridades suspeitam tratar-se de febre amarela. Pelo menos 10 crianças já morreram.


Uma doença ainda por identificar já matou, em menos de 15 dias, pelo menos dez crianças, que apresentaram um quadro de febres altas, diarreia e vómitos, no município de Cacuaco, província de Luanda, denunciaram moradores da zona.

A situação foi relatada pelos coordenadores de dois bairros afetados por esta doença, que as autoridades suspeitam tratar-se de febre amarela.

“Já perguntámos a alguns técnicos de saúde do município de Cacuaco, a única resposta que nos estão a dar é que deve ser febre amarela e nestes últimos dias os postos médicos estão abarrotados e as crianças estão a morrer todos os dias”, disse Manuel Cavaia, coordenador do Bairro dos Pescadores, em declarações à rádio pública de Angola.

Manuel Cavaia reforçou que o bairro está a registar “muitos óbitos” devido a esta doença. Por sua vez, o coordenador do Bairro Emanuel, João Pascoal, 80 por cento da zona, vizinha do Bairro dos Pescadores, está a registar casos dessa doença.

“Oitenta por cento [dos moradores] do Bairro Emanuel estão a passar por esta enfermidade, que já está a criar uma preocupação para a coordenação deste bairro e queremos transmitir isso para que as entidades revejam a saúde pública do nosso município, para que possam agir”, disse João Pascoal, igualmente em declarações à emissora estatal angolana.

https://zap.aeiou.pt/luanda-doenca-desconhecida-407994

 

Secretário-geral da NATO considera perigosa aproximação entre Moscovo e Pequim !

O secretário-geral da NATO defendeu hoje que a aproximação política e militar entre a Rússia e a China representa “novos perigos” para a Aliança Atlântica e constitui uma ameaça multilateral.


“A ordem baseada em regras – a base do multilateralismo – está ameaçada. A Rússia e a China estabelecem há algum tempo uma colaboração cada vez mais intensa tanto a nível político como militar. Trata-se de uma nova dimensão e de uma série de desafios para a NATO. Surgem novos perigos”, disse Jens Stoltenberg numa entrevista ao jornal italiano La Repubblica.

“Moscovo e Pequim coordenam cada vez mais as respetivas posições nas decisões que tomam em organizações multilaterais como a ONU. Por outro lado, realizam exercícios militares conjuntos, experimentam voos de longo curso com aviões de combate e (conduzem) operações marítimas, procedendo também a uma intensa troca de experiências sobre sistemas de armamento e controlo da rede de Internet”, detalhou.

Para o secretário-geral da NATO, a organização deve “adaptar-se” para responder, nomeadamente, “à ascensão da China como potência militar” e à “agressividade crescente da Rússia”.

Estes assuntos vão ser analisados na próxima cimeira dos dirigentes da NATO, no dia 14 de junho, em Bruxelas, em que participa o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

A China não partilha os nossos valores. Não acredita na democracia, na liberdade de expressão nem nos meios de informação”, disse ainda Jens Stoltenberg.

“A China é muito ativa em África, na zona ocidental dos Balcãs e no Ártico. Empreende grandes investimentos chave na Europa. No ciberespaço é uma referência. Tudo isto tem um enorme impacto na nossa segurança”, afirmou.

Quanto à Rússia, a NATO tem de tomar medidas para uma “dupla aproximação: dissuasão e diálogo”, em particular sobre o controlo de armamento.

“As nossas tropas estão presentes, rotativamente, no Báltico, na Polónia e na Roménia e temos novos modelos de intervenção para que em caso de crise os novos contingentes possam reforçar-se rapidamente”, sublinhou Stoltenberg.

Sobre a Bielorrússia, país próximo da Rússia e que faz fronteira com a Polónia, Letónia e Lituânia – três países membros da NATO – a Aliança Atlântica vai manter-se “vigilante”.

“Nós estamos naturalmente preparados, em caso de emergência, para nos protegermos e defendermos a cada um dos aliados sobre qualquer tipo de ameaça proveniente de Minsk ou de Moscovo”, afirmou na mesma entrevista.

https://zap.aeiou.pt/nato-aproximacao-moscovo-pequim-407945

 

EUA - Dois cientistas garantem que genoma do coronavírus prova que saiu de um laboratório !

Dois especialistas norte-americanos publicaram um ensaio no qual asseguram que o genoma do coronavírus mostra que este saiu de um laboratório, dias após as autoridades dos Estados Unidos (EUA) terem publicado um estudo no qual afirmam que o vírus foi criado por cientistas chineses num laboratório de Wuhan.


“Um vírus simplesmente não consegue apanhar uma sequência de outro vírus se essa sequência não estiver presente em nenhum outro vírus”, escreveram os médicos Stephen Quay, CEO da empresa biofarmacêutica Atossa Therapeutics, e Richard Muller, professor de física da Universidade de Berkeley, na Califórnia.

“A combinação CGG-CGG nunca foi encontrada naturalmente. Isso significa que o método comum do vírus para capturar novas habilidades, chamado de recombinação, não pode ser aplicado aqui”, observaram, no ensaio publicado no Wall Street Journal.

Os serviços de informação norte-americanos estão a analisar relatórios do laboratório de Wuhan, que apontam para cientistas gravemente doentes em novembro de 2019, um mês antes de serem reportados os primeiros casos de covid-19, explicou a agência Reuters. Em maio, o Presidente dos EUA, Joe Biden, exigiU um relatório num prazo de 90 dias.

A China tem rejeitado a hipótese de uma fuga acidental de um laboratório.

https://zap.aeiou.pt/eua-cientistas-genoma-virus-laboratorio-407769

 

Polícia do Capitólio sabia que manifestantes iriam invadir o edifício armados !

Um novo relatório do Senado mostra que a polícia designada para proteger o edifício já tinha informação sobre as intenções do ex-Presidente Donald Trump pelo menos duas semanas antes da invasão. Contudo, essa informação não chegou aos agentes da linha da frente.


Como avança o The Washington Post, a polícia designada para proteger o Capitólio já tinha em sua posse informação específica sobre a possibilidade de invasão do edifício por parte de apoiantes republicanos pelo menos duas semanas antes de a invasão, ter, de facto, acontecido, a 6 de janeiro de 2021.

A conclusão é apresentada numa investigação conduzida pelo Senado que, ao longo destes cinco meses desde o incidente, chamou várias pessoas envolvidas nos acontecimentos desse dia com o intuito de tentar encontrar as falhas que podem ter levado à invasão violenta do mais sagrado edifício da democracia norte-americana.

Segundo o relatório, a polícia do Capitólio soube a 21 de dezembro que as os apoiantes do ex-Presidente dos Estados Unidos tinham intenção de trazer “pistolas e outras armas” para a manifestação e planeavam “utilizá-las sobre qualquer membro de segurança”.

Tendo em conta os dados da investigação, a polícia também sabia que os manifestantes republicanos andavam a partilhar entre si mapas do local e que, nas redes sociais, era comum discutirem-se os melhores pontos de entrada no edifício.

O jornal norte-americano indica que a informação era conhecida pelo FBI e outras agências dedicadas à segurança interna, mas “uma série de mal-entendidos, omissões e erros de comunicação” terão impedido as autoridades da linha da frente de partilhar esse conhecimento.

Agora, a cronologia mostra um corpo policial totalmente desprevenido e impreparado para o que veio a acontecer.

“Deram-se quebras significativas, inaceitáveis e em toda a linha na recolha e transmissão de informação. A falha em analisar de forma adequada a ameaça de violência daquele dia contribuiu significativamente para a invasão do Capitólio”, disse aos jornalistas, esta terça-feira, o senador democrata e presidente do comité de Segurança Interna Gary Peters.

O senador refere salienta ainda que “a invasão foi, digo-vos francamente, planeada à vista de todos”.

Embora a colaboração entre os dois partidos tenha contribuído para esclarecer mais um pouco do que terá corrido mal, republicanos e democratas continuam em desacordo sobre o que fazer para que este tipo de eventos não volte a ocorrer.

Em janeiro deste ano, os manifestantes republicanos obedeceram ao comando do Presidente cessante, Donald Trump, e dirigiram-se para o Capitólio, tendo mesmo forçado a oposição da polícia, que tentou impedir a sua entrada no edifício.

https://zap.aeiou.pt/policia-capitolio-sabia-invasao-407918

 

Emmanuel Macron é agredido numa visita ao sudeste do país !

Emmanuel Macron iniciou na semana passada uma volta de dois meses a França para contactar a população.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, foi hoje agredido por um popular numa visita que está a efetuar à região do Drôme, no sudeste francês, e duas pessoas já foram detidas.

Num vídeo que circula nas redes sociais, o Presidente parece ser chamado pela população que está a assistir à sua passagem na região, dirige-se para cumprimentar várias pessoas e um dos populares puxa-o e dá-lhe bofetada, sem que os serviços de proteção presidenciais tivessem tido tempo de intervir.

Emmanuel Macron iniciou na semana passada uma volta de dois meses a França para contactar a população, mas também para preparar o terreno para as presidenciais de 2022, nas quais nem todas as sondagens lhe são favoráveis.

 

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Ex-polícia admite ter raptado e violado Sarah Everard !

Esta terça-feira, Wayne Couzens declarou-se culpado de ter raptado e violado Sarah Everard, que desapareceu em março, no sul de Londres. 


O antigo agente da polícia Wayne Couzens, de 48 anos, admitiu esta terça-feira, em tribunal, ter raptado e violado Sarah Everard.

Couzens aceitou a responsabilidade pela morte da mulher, mas não lhe foi pedido para se declarar culpado do homicídio. Segundo a Sky News, quando questionado sobre a sua contestação às acusações, o réu respondeu apenas: “culpado, senhor“.

Sarah Everard, de 33 anos, tinha ido visitar alguns amigos a Clapham, no sul de Londres, e resolveu voltar para casa em Brixton, a cerca de 50 minutos a pé. Mas não voltou a ser vista com vida.

A londrina desapareceu por volta das 21h30 do dia 3 de março e, depois de várias buscas policiais, o corpo acabou por ser encontrado numa zona de floresta em Ashford, Kent, a meio do seu caminho.

A autópsia revelou que Sarah morreu de compressão no pescoço.

Na sequência deste caso, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que iria alocar fundos adicionais para melhorar a iluminação das ruas de Londres e prometeu um reforço de patrulhas de polícia.

https://zap.aeiou.pt/ex-policia-raptado-e-violado-sarah-everard-407801

 

Keiko Fujimori denuncia “fraude sistemática” nas eleições presidenciais peruanas !

A candidata presidencial Keiko Fujimori denunciou esta segunda-feira uma “fraude sistemática” na segunda volta das eleições presidenciais no Peru, apontando uma série de alegadas irregularidades que atribui ao seu rival, Pedro Castillo.


Keiko Fujimori, uma das candidatas à presidência do Peru, alegou fraude e irregularidades no processo eleitoral realizado no domingo, já que o seu rival, Pedro Castillo, apresenta uma curta vantagem sobre si, escreve o jornal britânico The Guardian.

Numa conferência de imprensa, Fujimori afirmou ter detetado uma série de irregularidades que a preocupam e é importante tornar “evidente”.

Keiko Fujimori pediu ainda aos cidadãos que denunciem os casos de que têm conhecimento.

De acordo com o Gabinete Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), já foram contados mais de 96% dos votos oficiais contados e o candidato da extrema esquerda Castillo detém uma pequena vantagem – de cerca de 0,2% – sobre Fujimori, uma vantagem de quase 100.000 votos.

https://zap.aeiou.pt/fraude-sistematica-eleicoes-peruanas-407739

 

Putin retira Rússia do tratado “Céus Abertos” !

Vladimir Putin assinou, esta segunda-feira, uma lei que formaliza a saída da Rússia do Tratado “Céus Abertos”, um pacto internacional que permite voos de vigilância sobre instalações militares de outros membros. A decisão acontece após a saída dos Estados Unidos.


O Presidente russo, Vladimir Putin, promulgou na segunda-feira a lei sobre a retirada da Rússia do Tratado de vigilância militar “Céus Abertos”, na sequência da saída dos Estados Unidos do acordo.

A saída da Rússia do tratado entra em vigor seis meses após a assinatura de Putin.

Segundo o The Moscow Times, a publicação do texto no portal legislativo oficial russo ocorre a pouco mais de uma semana da primeira cimeira entre Putin e o chefe de Estado norte-americano, Joe Biden. O encontro entre os dois presidentes está marcado para 16 de junho, em Genebra, Suíça.

O ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou Moscovo de não respeitar o tratado para justificar o abandono do acordo, que permite voos de observação a atividades militares dos Estados membros. No final de maio, Joe Biden validou a decisão da administração anterior.

Moscovo recusa-se a permanecer no tratado porque considera que outros países signatários, nomeadamente Estados europeus e o Canadá que integram a Aliança Atlântica, iriam transmitir a Washington informações sobre a Rússia.

O acordo, em vigor desde 2002, permite aos Estados-membros sobrevoarem qualquer parte dos territórios dos outros países que integram o acordo e fotografarem o solo (desde Vancouver, nos Estados Unidos, a Vladivostoque, na Rússia) para se assegurarem de que vizinhos e rivais não preparam ataques militares.

O Tratado “Céus Abertos” é um dos vários diferendos entre a Rússia e os Estados Unidos a par das questões relacionadas com os ataques informáticos russos e assuntos sobre direitos humanos na Rússia.

Na sexta-feira passada, Putin disse que pretende encontrar uma forma de melhorar as relações com Joe Biden no encontro de Genebra.

https://zap.aeiou.pt/putin-retira-russia-do-tratado-ceus-abertos-407791

 

Apagão mundial - Falha de servidores deixa centenas de sites em baixo !

Vários sites e serviços digitais por todo o mundo estão a falhar, nesta terça-feira. Um problema que afecta plataformas como Google, Gmail e Twitter, mas também sites de órgãos de informação e de bancos.


As páginas de publicações como CNN, The New York Times ou BBC têm estado offline ou com problemas de acesso. Mas também se têm verificado dificuldades em serviços como o PayPal, o Spotify e o YouTube ou redes sociais como o Reddit e o Twitter.

A plataforma Downdetector, especialista em falhas de serviço na Internet, detectou erros e instabilidade em centenas de sites, incluindo nas páginas da NOS, Vodafone e MEO.

Mas também assinala dificuldades nos sites de BCP, CGD, Montepio e Santander, entre outros serviços.

Está em causa uma “falha mundial de servidores”, segundo o jornal espanhol El Mundo que também tem sido afectado pelos problemas.

A publicação refere que se trata de uma “falha na Fastly, uma rede de distribuição de conteúdos”.

A maioria dos sites precisa de serviços de empresas como a Fastly, que aloja “grandes partes da Internet em armazéns cheios de servidores que dão resposta a constantes pedidos de utilizadores”, aponta o El Mundo.

Mas quando esses pedidos excedem a capacidade dos servidores, estes interrompem o serviço de distribuição dos conteúdos.

A BBC avança que a Fastly já resolveu o problema que terá afectado apenas “locais específicos” pela Europa e pelos EUA.

O canal britânico frisa ainda que a Amazon Web Services, outra empresa de computação em cloud, já apresentou “problemas semelhantes” no passado.

Este tipo de episódio destaca “a importância e a significância destas grandes companhias de alojamento e do que representam”, aponta à BBC o especialista em cibersegurança Jake Moore.

https://zap.aeiou.pt/apagao-mundial-falha-internet-407826

 

Morreu o líder do Boko Haram - Ter-se-á suicidado para não ser capturado !

O líder do Boko Haram ter-se-á suicidado para não ser capturado por combatentes do Estado Islâmico da Província da África Ocidental.


O Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) avançou num áudio, ao qual a agência Reuters teve acesso no domingo, que Abubakar Shekau, líder do Boko Haram, estava morto, conta a cadeia televisiva CNN.

O líder deste grupo terrorista que atua na Nigéria morreu por volta do dia 18 de maio, depois de detonar um explosivo quando estava a ser perseguido por combatentes da ISWAP após um combate, pode ouvir-se na gravação, que alegadamente foi feita por Abu Musab al-Barnawi, líder da ISWAP.

“Shekau preferiu a humilhação na vida após a morte à humilhação na Terra. Matou-se disparando um explosivo“, disse al-Barnawi.

De acordo com a estação televisiva norte-americana, um relatório da inteligência nigeriana partilhado por um funcionário do Governo e investigadores do Boko Haram também já confirmaram que Shekau morreu.

Segundo analistas políticos, a sua morte poderá levar ao fim da rivalidade entre os dois grupos, permitindo que a ISWAP absorva os combatentes do Boko Haram e consolide o seu domínio no nordeste da Nigéria.

Em 2014, o Boko Haram sequestrou mais de 270 estudantes da cidade de Chibok, o que desencadeou uma campanha global apelidada de #BringBackOurGirls. Atualmente, cerca de 100 raparigas continuam desaparecidas e acredita-se que algumas tenham morrido em cativeiro.

https://zap.aeiou.pt/morreu-lider-do-boko-haram-407749

 

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