quinta-feira, 11 de março de 2021

Sem acesso ao aborto legal, venezuelanas arriscam a vida ao comprar medicamentos online !

A Venezuela tem umas das políticas de aborto mais restritivas da América Latina, e isso está a fazer com que milhares de mulheres optem por meios menos seguros para interromper a gravidez.


Num país onde os apoios do estado são muito fracos, abortar pode parecer uma missão impossível. As mulheres que o querem fazer de forma legal não conseguem dentro de território nacional, por isso procuram outras opções. Um dos métodos a que mais recorrem está bem perto, mas longe de ser o ideal.

Plataformas como o Facebook Market e MercadoLibre – o principal meio de negócio de comércio eletrónico na América Latina – estão inundadas com milhares de indivíduos informais que vendem pílulas anticoncecionais e misoprostol – droga usada para abortos medicamentosos. Os produtos também são divulgados em redes sociais como o Instagram e Twitter.

Segundo o The Guardian, as redes sociais são o espaço perfeito para os golpistas que fingem ser médicos, enfermeiros ou farmacêuticos e que lucram com o desespero e a falta de informação de milhares de mulheres.

Um exemplo do desespero é Sofia. Com apenas 20 anos, também tentou abortar através de medicamentos comprados na internet. Conta que pagou 200 dólares por seis comprimidos, mas eram falsos. A venezuelana, que foi abandonada pelo namorado e pela família, referiu que não tinha dinheiro para comprar mais comprimidos.

Depois de pedir dinheiro emprestado, Sofia encontrou outro vendedor: Alberto, cujo perfil estava em alta há mais de dois anos e contava com ótimas críticas. O vendedor avisou-a que poderia ir presa por ingerir aquela medicação, mas esta foi a única solução que Sofia encontrou.

“Está a acontecer há pelo menos três ou quatro anos”

Na Venezuela, o aborto é ilegal em quase todas as circunstâncias. A lei de 1926 que proíbe o procedimento foi modificada apenas uma vez, com uma reestrutura em 2006 que permite o aborto se a vida da mulher estiver em perigo.

As duras regras colocaram o país no extremo oposto de outros países latino-americanos, como a Argentina, onde o aborto até a 14ª semana de gravidez foi recentemente legalizado.

Uma vez que que vender medicamentos online sem autorização é ilegal, os vendedores encontraram maneiras de permanecer na sombra: usam palavras-código relacionadas com carros.

“Isso está a acontecer há pelo menos três ou quatro anos”, disse um membro de uma ONG venezuelana que pediu para não ser identificado. “A maioria dos vendedores são traficantes de droga ou profissionais de saúde que os trazem os medicamentos de hospitais”.

As autoridades usam a ameaça de condenação criminal para desencorajar as mulheres  a interromper a gravidez, mas até o ano passado havia poucos processos conhecidos.

Isso mudou em outubro, quando uma ativista no estado de Mérida foi presa e processada por ajudar uma vítima de violação menor a fazer um aborto. Vannesa Rosales foi detida por mais de três meses. O seu advogado afirma que provavelmente será acusada de induzir um aborto e conspirar para cometer um crime.

A mãe da menina também foi detida, embora mais tarde tenha sido libertada. Já o suposto violador foi identificado, mas ainda está em liberdade.

Desde a prisão de Vanessa Rosales, várias organizações pararam de prestar auxílio nesta área. Outras organizações feministas, cujo trabalho não está relacionado com os direitos reprodutivos, também receberam ameaças.

Esta situação está a deixar a população do país sem recursos de informação sobre como proceder com segurança ou onde conseguir os comprimidos certos para abortar, sendo que os métodos ilegais enfrentam assim uma tendência crescente.

https://zap.aeiou.pt/aborto-venezuelanas-arriscam-vida-386751

 

Terramoto político em Espanha - Presidente da comunidade de Madrid rompe coligação e anuncia eleições !

A presidente da Comunidade Autónoma de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, do Partido Popular, convocou esta quarta-feira eleições regionais para 4 de maio, depois de ter dissolvido o Parlamento da região mais rica de Espanha.


Os eleitores da Comunidade de Madrid terão de escolher em 4 de maio “entre o socialismo e a liberdade”, disse Isabel Díaz Ayuso, depois de confirmar esta quarta-feira a sua decisão de pôr fim à coligação de direita entre o PP e o Ciudadanos.

“Fui obrigada a tomar esta decisão para o bem de Madrid e de Espanha e contra o meu desejo reiterado de terminar a legislatura”, disse Ayuso, num breve discurso na sede do governo regional sem direito a perguntas por parte da imprensa.

A dirigente regional explicou que tinha decidido por eleições antecipadas a fim de assumir a dianteira e evitar que o Partido Socialista (PSOE), o maior da oposição na região, e o Ciudadanos apresentassem uma moção de censura, como fizeram na manhã de quarta-feira na região de Múrcia.

“É o momento de pensar em grande e de pensar em nós mesmos. Madrid precisa de um governo estável. Nas atuais circunstâncias não se pode trabalhar”, disse Ayuso, acrescentando não poder permitir “que Madrid perca a sua liberdade”.

“É um balde de água fria para os madrilenos. Seguramente por capricho pessoal, os madrilenos terão de voltar a votar. É uma péssima notícia. Parece-nos uma irresponsabilidade absoluta”, afirmou Ignacio Aguado, vice-presidente da comunidade, citado pelo jornal espanhol El País. “Oiço com estupefação a presidente na sua conferência de imprensa. Mente. Que irresponsabilidade, por favor”.

O porta-voz regional do PSOE, Ángel Gabilondo, considerou a decisão “pouco curial”, numa região que, “do ponto de vista político, social e sanitário atravessa um momento de grande instabilidade e que nem sequer tem orçamento anual”. Os socialistas anunciaram ainda que, caso as eleições se realizem a 4 de maio, procurarão “outras maiorias que queiram regenerar e transformar Madrid”.

Múrcia foi a “gota de água”

A moção de Murcia foi apresentada pelo Partido Socialista (PSOE) e Ciudadanos – e Díaz Ayuso temia que uma aliança semelhante pudesse tentar tirá-la do poder em Madrid.

O executivo de Díaz Ayuso tem resistido às medidas estritas contra a pandemia, argumentando que são más para a economia e enquadrando-as como uma usurpação das liberdades pessoais. As restrições à mobilidade e ao horário de funcionamento são mais flexíveis do quenoutras regiões da Espanha, embora atualmente tenha a maior taxa de incidência de 14 dias do país.

No final do dia, o PSOE na região próxima de Castela e Leão – lar de grandes cidades como Burgos, Salamanca e Valladolid – registou uma moção de censura contra o governo de coligação do PP e Ciudadanos. Este último disse que não romperia com o parceiro e rejeitou a ideia de apoiar a moção.

Todos os olhos estão agora voltados para Andaluzia, que também é administrada por uma coligação do PP e de Ciudadanos. O governo local afirmou que a estabilidade está assegurada, apesar dos apelos para uma eleição antecipada da extrema direita Vox, que sustenta a coligação. Ciudadanos disse que planeia apoiar o parceiro.

A comunidade de Madrid, localizada no centro de Espanha e com quase sete milhões de pessoas, é uma das 17 comunidades autónomas, e inclui a cidade com o mesmo nome que é capital do país. O PP e o Ciudadanos partilham dois outros governos regionais, o da Andaluzia e o de Castela e Leão.

https://zap.aeiou.pt/terramoto-politico-em-espanha-presidente-da-comunidade-de-386786

 

Todos querem saber quem é o membro racista da monarquia inglesa ! E já há apostas na internet !

Depois da bombástica entrevista dos duques de Sussex a Oprah Winfrey, não foi só a Família Real britânica que ficou abalada com as declarações de racismo. O mundo inteiro quer saber quem foi o membro da monarquia que fez os comentários sobre o tom de pele de Archie e já há apostas na internet.


Durante a entrevista, que foi emitida no passado domingo doa 7 de março, Meghan Markle revelou que os membros da família real tinham demonstrado preocupação sobre quão escura podia ser a cor da pele do filho Archie quando nascesse.

Após as declarações, a Casa Real classificou como preocupantes as questões raciais mencionadas pela ex-atriz e garantiu que “vão ser levadas a sério e vão ser endereçadas pela família real em privado”, pode ler-se num comunicado emitido na terça-feira.

Harry garantiu à apresentadora norte-americana que não tinham sido os avós a levantar esta questão e que nunca revelaria quem tinha sido, uma vez que as isso poderia ser muito significativo. Contudo, o mundo tem-se perguntado quem terá feito os comentários.

Perante a afirmação do filho de Diana, várias apostas online resolveram tirar das hipóteses Camilla e Kate Middleton.

Nos membros seniores da família, restam apenas William e Carlos como possíveis autores dos comentários racistas.

No Twitter, alguns utilizadores dizem que terá sido Carlos a fazer estas afirmações. Uma vez que é o herdeiro ao trono e, segundo Harry, deixou de falar com ele durante o processo em que o casal estava a tentar afastar-se da família real.

Os mesmo utilizadores acreditam que as fotografias publicadas na terça-feira, no Instagram de Carlos, durante uma visita a uma comunidade negra, possam ser uma resposta ao filho.

Por outro lado há quem afirme que terá sido o duque de Cambridge a fazer as afirmações. Tudo porque a relação entre os dois irmãos começou a ficar mais fria quando foi anunciado o noivado com Meghan Markle, pois William terá pedido ao irmão para ir com calma em relação ao casamento.

https://twitter.com/DumiCarl/status/1369002819836076032

Se há quem ande a tentar descobrir quem fez a pergunta racista em relação a Archie há publicações que recordam o passado racista da maioria das famílias reais europeias, onde se inclui a inglesa. O facto de serem uma família real que presidiu a um império assente na colonização, faz com que os Windsor sejam de alguma forma herdeiros de um passado racista, recorda o Insider.

Harry admitiu a Oprah Winfrey que até ter casado com Meghan “não tinha consciência” do preconceito implícito que existe.

https://zap.aeiou.pt/membro-racista-monarquia-apostas-386742

 

Hackers dizem ter acedido a câmaras de segurança de bancos, prisões e até da Tesla !

Um grupo de hackers americanos alegou ter tido acesso, esta terça-feira, a imagens de 150 mil câmaras de segurança em bancos, prisões, escolas, na Tesla e noutros lugares, numa operação para expor “o estado de vigilância”.


Imagens capturadas de vídeos de vigilância hackeados foram publicadas no Twitter com a hashtag #OperationPanopticon.

“E se acabarmos completamente com o capitalismo de vigilância em dois dias?”, perguntou um alegado membro de um grupo chamado APT-69420 Arson Cats através de uma série de imagens no Twitter. “Esta é a ponta da ponta do iceberg”, acrescentou.

O grupo de hackers alegou ter descoberto as credenciais da conta de um administrador sénior da empresa Verkada, em Silicon Valley, que controla uma plataforma de sistemas de segurança online.

“Desabilitámos todas as contas de administrador interno para evitar qualquer acesso não autorizado”, disse um porta-voz da Verkada em resposta à AFP.

“A nossa equipa de segurança interna e a empresa de segurança externa estão a investigar a escala e o escopo desse problema e notificámos as autoridades”, continuou.

A Verkada acrescentou que notificou as empresas que atende na sua plataforma.

Imagens de câmaras de vigilância publicadas no Twitter mostram celas de prisão e um homem com uma barba falsa a dançar num depósito de banco.

A violação do Verkada mostra o risco de terceirizar a vigilância de segurança e confiá-la a empresas que operam desde a nuvem da internet, de acordo com Rick Holland, diretor de segurança da informação da Digital Shadows, uma empresa de proteção de risco.

https://zap.aeiou.pt/hackers-camaras-seguranca-386737

 

“Telefone do Vento” - Sobreviventes do tsunami do Japão falam com os mortos numa cabine telefónica !

No jardim de uma montanha no Japão, há uma inesperada cabine telefónica. No interior, Kazuyoshi, de 67 anos, disca o número da sua falecida esposa, Miwako, uma das 20 mil pessoas do norte do país que perderam a vida depois do sismo e consequente tsunami que causaram o desastre nuclear de Fukushima.

A história é contada pela agência Reuters. Nessa cabine telefónica, Kazuyoshi mantém o que parece ser uma conversa normal. Porém, esta é uma chamada diferente, uma vez que o telefone está desligado da rede. Quem o usa, acredita que as suas palavras serão levadas pelo vento.

Segundo Kazuyoshi, depois do sismo e consequente tsunami que causaram o desastre nuclear de Fukushima, o japonês procurou a esposa durante dias, visitando centros de evacuação e morgues improvisadas, voltando à noite para os escombros da sua casa.

“Aconteceu tudo num instante, não consigo esquecer… nem agora. Mandei uma mensagem a dizer onde estava, mas não a viste”, disse Kazuyoshi, a chorar. “Quando voltei para casa e olhei para o céu, havia milhares de estrelas, era como olhar para uma caixa de joias. Chorei e chorei e soube que muitas pessoas deveriam ter morrido.”

A esposa de Kazuyoshi foi uma de quase 20 mil pessoas que morreram no nordeste do Japão no desastre de 11 de março de 2011.

Kazuyoshi não é o único a usar a estranha cabine. Muitos sobreviventes dizem que a linha telefónica na cidade de Otsuchi os ajuda a manter contacto com os seus entes queridos e dá-lhes algum consolo enquanto lutam contra a dor.

Sachiko Okawa, por exemplo, usa-a para ligar ao seu falecido marido, com quem esteve casada durante 44 anos. A japonesa pergunta-lhe como tem estado desde que foi levado pelo tsunami. “Sinto-me sozinha”, diz, pedindo a Toichiro para cuidar da família. “Adeus por enquanto, estarei de volta em breve” .

Okawa disse que, às vezes, sente que consegue ouvir Toichiro do outro lado da linha. “Faz-me sentir um bocadinho melhor”.

A mulher de 76 anos costuma trazer os dois netos para que também possam conversar com o avô. “Vovô, já se passaram 10 anos e estarei no ensino médio em breve”, disse Daina, o neto de 12 anos. “Há um novo vírus que está a matar muitas pessoas e é por isso que usamos máscaras. Mas estamos todos bem.”

Como milhares de outras pessoas em comunidades costeiras devastadas, o vereador Kazuyoshi Sasaki, perdeu não só a sua esposa, mas também muitos outros parentes e amigos no desastre.

Na cabine telefónica, Sasaki explicou à sua falecida esposa que recentemente saiu de um alojamento temporário e que o seu filho mais novo está a construit uma nova casa onde pode morar com os netos. Antes de desligar, Sasaki disse que um exame de saúde recente mostrou que tinha peso.

“Vou cuidar de mim mesmo”, prometeu. “Estou tão feliz que nos conhecemos, obrigado, estamos todos a fazer o que podemos, conversamos logo.”

“Telefone de Vento”

A cabine telefónica foi construída por Itaru Sasaki, dono do jardim em Otsuchi, uma cidade a cerca de 500 quilómetros a nordeste de Tóquio, alguns meses antes do desastre, depois de ter perdido o primo, que morreu com cancro.

“Há muita gente que não se conseguiu despedir”, afirmou. “Há famílias que gostariam de ter dito algo no final, se soubessem que não voltariam a falar”.

O telefone atrai milhares de visitantes de todo o Japão. Não é usado apenas por sobreviventes do tsunami, mas também por pessoas que perderam parentes por doença e suicídio. Apelidado de “Telefone do Vento”, inspirou recentemente um filme.

Há alguns meses, Sasaki disse que foi abordado por organizadores que desejam criar telefones semelhantes na Grã-Bretanha e na Polónia, que permitiriam às pessoas ligar para parentes que perderam devido à covid-19. “Assim como um desastre, a pandemia veio de repente e, quando a morte é repentina, o luto que a família sente também é muito maior”.

https://zap.aeiou.pt/telefone-do-vento-sobreviventes-do-tsunami-do-japao-falam-co-386364

 

Rússia e China assinam memorando para criação de estação espacial lunar !

Rússia e China assinaram esta terça-feira um memorando de entendimento para criar uma estação espacial na Lua, depois de Moscovo ter desistido de participar no programa lunar norte-americano Artemis.


O documento foi assinado pelo chefe executivo da agência espacial russa Roscosmos, Dmitri Rogozin, e pelo diretor da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), Zhang Kejian. A Roscosmos e a CNSA “vão cooperar na criação da base lunar, com acesso aberto a todos os países interessados e parceiros internacionais”, disse a agência espacial russa.

De acordo com um comunicado da CNSA, a estação espacial International Scientific Lunar Station, que irá orbitar a Lua, tem como objetivo “fortalecer a interação na pesquisa científica e promover o estudo e uso do espaço para fins pacíficos em benefício de toda a humanidade”.

Em meados de 2020, Rogozin anunciou publicamente que Moscovo tinha desistido da participação no programa lunar norte-americano Artemis, que contempla o retorno de seres humanos à Lua, em 2024, porque aquele programa se tinha convertido num “grande projeto político”.

Rogozin garantiu que a Rússia se opõe à privatização e exploração comercial da Lua, conforme proposto no ano passado pelo então Presidente dos EUA, Donald Trump.

Segundo o Interesting Engineering, o programa da NASA já finalizou acordos com o Japão, Canadá e a Agência Espacial Europeia para a Lunar Gateway – a próxima estação espacial que orbitará a lua.

A Rússia, o primeiro país a enviar um homem ao espaço em 1961, planeia lançar uma missão tripulada à Lua a partir de 2031.

A China conseguiu um marco histórico, em dezembro passado, quando a sonda Chang’e 5 pousou no lado visível da Lua, já depois do feito do Chang’e 4, que pousou no lado oculto da Lua, em janeiro de 2019.

https://zap.aeiou.pt/russia-china-estacao-espacial-lunar-386501

 

“A ajuda externa é um elemento chave” - Montenegro pede ajuda urgente em pessoal médico à UE e à NATO !

O governo de Montenegro, o país dos Balcãs mais afetado pela doença covid-19, pediu à União Europeia e Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) ajuda urgente em pessoal médico, noticiou hoje o jornal montenegrino Pobjeda.


O ministro dos Negócios Estrangeiros montenegrino, Djordje Radulović, pediu essa ajuda numa carta enviada no dia 4 de março aos chefes da diplomacia da UE e NATO, segundo o diário.

A ajuda foi solicitada no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da UE para fazer face à grave situação do sistema de saúde montenegrino.

Na carta, Radulović indica que “a ajuda em médicos e outro pessoal de saúde (…) é necessária com urgência”, revelou o jornal, que disse ter acesso à carta.

“A ajuda externa desse tipo é um dos elementos chave que pode-nos ajudar a superar a situação”, assinalou Radulović, explicando que Montenegro reforçou as medidas epidemiológicas com confinamentos em várias cidades “para evitar o colapso do sistema sanitário”.

O governo montenegrino não informou a opinião pública sobre a carta, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros assegurou hoje que o pedido foi feito caso a situação epidemiológica “o exija”.

A ministra da Saúde, Jelena Borovinić Bojović, comentou hoje o pedido feito dizendo que a ajuda não é necessária neste momento, mas que se trata de antecipar possíveis cenários, segundo a agência de notícias montenegrina Mina.

“O sistema de saúde não está perante o colapso. Está bastante sobrecarregado. Mas neste momento não temos défice de médicos ou de pessoal”, assegurou.

Em Montenegro, um pequeno país com cerca de 620.000 habitantes, membro da NATO e candidato à adesão na UE, morreram 1.100 pessoas devido à pandemia.

A pequena república adriática regista uma incidência de 1.245 por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias.

https://zap.aeiou.pt/montenegro-ajuda-pessoal-medico-386686

 

Lula da Silva diz não ter “mágoa” pelos dias na prisão e afirma que “Bolsonaro não pode continuar” !

O ex-presidente do Brasil Lula da Silva disse hoje ter sido vítima “da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história”, após as suas condenações no âmbito da operação Lava Jato terem sido anuladas, e acusou Sérgio Moro de ser um “Deus de barro que não dura muito”.

“Faz quase três anos que saí da sede do Sindicato dos Metalúrgicos para me entregar à Polícia Federal. Fui, obviamente, contra a minha vontade, porque sabia que estavam prendendo um inocente. Tomei a decisão porque não seria correto um homem da minha idade aparecer na capa dos jornais e na televisão como fugitivo”, afirmou Lula, na sua primeira declaração pública após as condenações no Paraná terem sido anuladas.

“Como tinha clareza das inverdades, tomei a decisão de provar a minha inocência perante o juiz Sergio Moro. Eu tinha tanta confiança e consciência do que estava a acontecer no Brasil e tinha a certeza de que o dia da verdade chegaria, e chegou. (…) Mas sei que fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história”, salientou o ex-chefe de Estado.

“A única forma de me apanharem era levar-me para a Lava-Jato”, defendeu também o antigo Presidente, que a fala de uma “quadrilha de procuradores do Moro”, que chegou a ser ministro da Justiça de Bolsonaro.

“Vou continuar a lutar para que Moro seja considerado suspeito. Não pode ser o maior mentiroso da história do Brasil e ser visto como herói”, atirou Lula da Silva, acrescentando que “Deus de barro não dura muito”.

Lula, que garante ser inocente, atribuiu às “falsas acusações” de corrupção contra si a morte da sua mulher, Marisa Letícia Lula da Silva, em 2017.

“Sei que a Mariza morreu por conta da pressão e o AVC se apressou. Fui proibido de visitar o meu irmão num caixão, enquanto estava preso. Se tem um brasileiro que tem razão para ter muitas e profundas mágoas sou eu, mas não tenho, porque o sofrimento que o povo brasileiro e os pobres estão passando neste país é infinitamente maior do que qualquer crime que cometeram contra mim”, lamentou.

“Não há dor maior do que levantar de manhã e não ter a certeza de um café com pãozinho com manteiga para tomar, do que não ter um prato de feijão com farinha para dar ao filho, do que saber que está desempregado e não terá salário para sustentar a família”, frisou o ex-mandatário.

Sobre a pandemia de covid-19, Lula da Silva fala de um “verdadeiro desgoverno” na gestão da pandemia e defende que a vacina é “uma questão de amor à vida”, pelo que o atual Presidente, Jair Bolsonaro, deve saber qual é o seu papel.

“Este país não tem Governo, não tem Ministro da Saúde e não tem Ministro da Economia. Este país tem um fanfarrão”, acusou. O Presidente está preocupado “em vender mais armas” e fazer o possível para “repetir muitas vezes a Marielle”.

“Quero voltar a andar pelo país a conversar com o povo. Bolsonaro não pode continuar. Alguma atitude vamos ter que tomar”, adiantou Lula à assistência.

“Sinto-me muito jovem para lutar muito. Quero que saibam que desistir, jamais. A palavra ‘desistir’ não existe no meu dicionário”, garantiu.

Depois de ser ilibado, Lula da Silva voltou a ser convocado para responder num processo por suspeita de corrupção, no qual é acusado de tráfico de influência, branqueamento de capitais e organização criminosa.

O ex-presidente brasileiro deve testemunhar em 27 de maio perante um juiz em Brasília num dos processos abertos contra si por suspeita de corrupção.

Segundo o Ministério Público, Lula da Silva usou a sua influência para que o Governo de Dilma Rousseff (2011-2016), sua sucessora na Presidência brasileira, adjudicasse à empresa sueca Saab uma licitação para a compra de 36 aviões caças modelo Gripen.

Os alegados crimes teriam sido cometidos entre 2013 e 2015, quando Lula já não era presidente do Brasil nem estava ligado ao Governo.

Hoje Lula da Silva falou à imprensa, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, São Paulo, na presença de figuras políticas como Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) que perdeu a eleição presidencial para Jair Bolsonaro, em 2018, e Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

O juiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, anulou na segunda-feira todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná, relacionadas com as investigações da operação anticorrupção Lava Jato.

Isso não quer dizer que o antigo chefe de Estado brasileiro tenha sido inocentado já que os processos serão remetidos para a justiça do Distrito Federal, que vai reavaliar os casos e pode receber novamente as denúncias e reiniciar os processos anulados.

Com a decisão, porém, Lula da Silva voltou a ser elegível e recuperou seus direitos políticos.

https://zap.aeiou.pt/lula-silva-bolsonaro-nao-pode-continuar-386666

 

Primeiro-ministro tailandês borrifa jornalistas com desinfetante após pergunta incómoda !

O primeiro-ministro da Tailândia, Prayut Chan-ocha, voltou a provocar polémica ao espalhar o que parecia ser desinfetante com álcool em alguns jornalistas devido a uma pergunta que o incomodou.


A estranha reação do primeiro-ministro ocorreu na sede do Governo na terça-feira e tornou-se viral nas redes sociais com a hashtag #fueraPrayut (#fora Prayut), acumulando quase 60 mil reações até hoje.

A situação embaraçosa ocorreu quando um jornalista perguntou sobre a renovação que iria ocorrer em três cargos ministeriais. Prayut primeiro respondeu que ainda não tinha informações e, depois, deixou escapar que o jornalista não deveria ter perguntado sobre o assunto.

Então, o primeiro-ministro borrifou a linha de frente de jornalistas com desinfetante, enquanto cobria a boca com uma máscara que tinha na mão, e abandonou a conferência de imprensa.

Prayut, líder do golpe de Estado de 2014 como chefe do exército e da junta militar que governou a Tailândia até 2019, é conhecido por seu caráter furioso e contundente e ter um sentido de humor questionável.

Em 2014, o general reformado tocou na cabeça e na orelha de um jornalista, causando desconforto num país onde a cabeça é considerada a parte mais sagrada do corpo e é rude tocá-la noutra pessoa.

Naquele mesmo ano, atirou uma casca de banana a um operador de câmara depois de ficar zangado por lhe ter sido pedido várias vezes para a olhar para as lentes.

Apesar do seu caráter irascível, Prayut foi eleito primeiro-ministro em 2019, após eleições parcialmente transparentes, de acordo com observadores internacionais, nas quais milhões de tailandeses votaram no partido pró-militar Palang Pracharat, que lidera a coligação de Governo.

O maior desafio de Prayut foram os protestos pró-democracia que, principalmente durante o segundo semestre de 2020, reuniram multidões nas ruas para exigir a sua renúncia e uma reforma do sistema político e da monarquia.

Muitos líderes e participantes nos protestos, incluindo menores, foram acusados de vários crimes como sedição, que acarreta penas de até sete anos de prisão, e lesa majestade, punível com três a 15 anos de prisão.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos instou as autoridades tailandesas a pararem de acusar manifestantes pacíficos de crimes graves e a respeitarem o direito de expressão e manifestação.

https://zap.aeiou.pt/ministro-tailandes-borrifa-jornalistas-386662

 

Pelo menos 300 casas destruídas e principal laboratório covid-19 danificado na Guiné Equatorial !

Pelo menos 300 casas foram destruídas e o principal laboratório de testes à covid-19 fortemente danificado, após as explosões de domingo na cidade equato-guineense de Bata, segundo um relatório das Nações Unidas hoje divulgado.


De acordo com documento do gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), as imagens de satélite mostram que as explosões causaram “danos consideráveis” num raio de 800 metros.

“As primeiras avaliações confirmam que só no recinto militar 300 casas ficaram destruídas”, adianta o relatório, que reporta a terça-feira.

Segundo a mesma avaliação, o principal laboratório para realizar testes PCR para diagnóstico de covid-19 em Bata “sofreu danos significativos”.

A agência das Nações Unidas assinala que, embora a extensão dos danos e o número de famílias afetados seja ainda desconhecida, é “urgentemente necessário” o destacamento de especialistas em resposta a emergências, apoio financeiro, apoio médico, de água e saneamento, incluindo hospitais de campanha, equipas médicas e medicamentos.

O abrigo temporário, a ajuda alimentar e o apoio psicológico às vítimas “também são críticos”, sublinha-se no relatório.

O OCHA alerta ainda para o “grande número” de projeteis por detonar dispersos pela cidade, que representam um risco para as populações.

“Aumentam as preocupações sobre os riscos de engenhos por explodir ainda presentes nos quartéis militares em Nkuantoma”, refere-se no relatório, assinalando-se que imagens de cidadãos a posar com munições “tornaram-se virais nas redes sociais”.

As agências das Nações Unidas na Guiné Equatorial têm equipas no terreno e estão também a coordenar a ajuda internacional que já começou a chegar ao país.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mobilizou uma equipa de emergência do escritório regional para África, está a preparar o envio de kits de trauma e atribuiu cerca de 200.000 dólares para a resposta de emergência.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a OMS também destacaram equipas da capital Malabo, na ilha de Bioko, para Bata, na parte continental do país, para apoiar a gestão de casos, controlo epidemiológico, prevenção e controlo de infeções, apoio logístico e vacinação.

O OCHA assinalou que os voos regulares entre Malabo e Bata foram perturbados devido à pandemia de covid-19, o que está a afetar a eficácia da resposta.

Por outro lado, a Unicef está em discussão com as autoridades de Malabo sobre a necessidade de identificar os menores não acompanhados, que perderam os pais ou tutores.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) recebeu cerca de 100.000 dólares através do seu programa de emergência para responder à explosão de Bata.

Numa outra frente, as Nações Unidas estão a coordenar o apoio de atores internacionais, nomeadamente de Espanha, cujo primeiro lote de ajuda humanitária deverá chegar hoje ao país, e dos Estados Unidos, bem como de empresas privadas como a Marathon Oil e a Noble Energy.

Nos próximos dias deverá também chegar à Guiné Equatorial uma equipa de peritos da United Nations Disaster Assessment and Coordination (UNDAC). “O principal desafio é assegurar que as medidas logísticas estejam em vigor, especialmente no contexto da pandemia covid-19″, apontou o OCHA.

As autoridades de Malabo mobilizaram pessoal de saúde, voluntários e ambulâncias das cidades vizinhas para atender os 615 feridos das explosões.

Organizações não-governamentais como a Save our Souls (SOS) e a Ekuku estão a fornecer abrigos de emergência para as muitas pessoas que ficaram desalojadas.

A cidade portuária de Bata foi abalada no domingo por uma série de explosões num quartel militar, que provocaram a morte a pelo menos 105 pessoas.

Antiga colónia espanhola, governada há 42 anos por Teodoro Obiang, a Guiné Equatorial, um país rico em recursos, mas com largas franjas da população abaixo do limiar da pobreza, integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014.

O país formalizou pedidos de apoio a Portugal e à CPLP, mas até ao momento não foi divulgada qualquer resposta oficial a este pedido.

https://zap.aeiou.pt/300-casas-destruidas-guine-equatorial-386650

 

Terceiro ciberataque a hospitais franceses num só mês !

Um hospital do sudoeste de França foi alvo de um ciberataque de alguma amplitude que afetou fortemente o sistema informático, o terceiro a uma unidade hospitalar francesa num mês, indicaram esta terça-feira fontes oficiais.


Segundo fontes da direção da unidade de saúde, o hospital, situado em Oloron Sainte-Marie, próximo de Pau, que emprega cerca de 600 pessoas para um total de 321 camas, foi afetado por um ataque de ransomware em que os piratas informáticos conseguem aceder ao sistema para, em seguida, criptografar os arquivos para torná-los inoperantes e exigem um resgate para os desbloquear.

Trata-se do terceiro ciberataque registado num mês em unidades hospitalares em França. Os dois anteriores levaram o Presidente francês, Emmanuel Macron, a anunciar uma resposta de 1.000 milhões de euros para reforçar a cibersegurança de sistemas sensíveis.

Nos ecrãs do hospital de Oloron Sainte-Marie surgiram mensagens, em inglês, a exigir o pagamento de um resgate de 50.000 dólares (cerca de 42.000 euros) em bitcoins (moedas criptadas).

Desde que o ciberataque foi detetado por um engenheiro responsável pela infraestrutura informática do hospital, na segunda-feira, o pessoal médico e administrativo tem utilizado papel e lápis.

O ataque cibernético afeta a maioria dos dados relacionados com as informações de saúde do paciente, o que pode levar ao adiamento de algumas intervenções cirúrgicas, impedindo um rápido retorno ao normal, explicou a administração do hospital de Oloron Sainte-Marie.

Também complica a gestão – informatizada – dos stocks de medicamentos, mas sem pôr em perigo, nesta fase, a campanha de vacinação contra a covid-19.

No entanto, a rede interna de telefone continua a funcionar, sublinhou a administração, que adiantou ter sido efetuada recentemente uma auditoria aos sistemas informáticos do hospital, na sequência dos recentes ciberataques a outras unidades hospitalares.

O hospital apresentou já uma queixa oficial, o que levou ao local uma unidade de crimes cibernéticos da polícia francesa, apoiados por agentes da Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação (ANSSI), que combate os ciberataques.

Os estabelecimentos de saúde estão a tornar-se os principais alvos da ameaça cibernética desde a crise associada à pandemia de covid-19.

“Os ataques facilitam, sem qualquer dúvida, o pagamento dos resgates pelos hospitais, dada a necessidade crítica de continuidade da atividade médica”, indica um relatório recente da ANSSI.

https://zap.aeiou.pt/terceiro-ciberataque-hospitais-franceses-386605

 

“Intenção de destruir” o povo uigur - Relatório independente acusa China de genocídio !

Um relatório independente acusa o Governo chinês de violar todos os artigos da convenção da ONU no seu tratamento para com os uigures em Xinjiang e de ser responsável por cometer genocídio.


O relatório de 25 mil palavras, publicado por um thinktank não partidário com sede nos Estados Unidos, é um dos primeiros exames jurídicos independentes e não governamentais do tratamento dado pela China aos uigures sob a convenção do genocídio de 1948.

Segundo a convenção da ONU, assinada por 152 países, incluindo a China, uma decisão de genocídio pode ser feita se uma das partes violar qualquer um dos cinco atos definidos.

O relatório de terça-feira do Newlines Institute for Strategy and Policy revelou, de acordo com o jornal britânico The Guardian, que o Partido Comunista Chinês violou todos eles e acusou-o de demonstrar claramente uma “intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”.

“A intenção de destruir os uigures como um grupo é derivada de provas objetivas, consistindo em políticas e práticas estatais abrangentes, que o presidente Xi Jinping, a mais alta autoridade na China, colocou em ação”, lê-se no relatório.

Os cinco atos são: matar membros do grupo; causar sérios danos físicos ou mentais aos membros do grupo; infligir deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas para ocasionar a sua destruição física total ou parcial; imposição de medidas destinadas a prevenir nascimentos dentro do grupo; e a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo.

Como evidência, o relatório citou relatos de mortes em massa, sentenças de morte seletivas e prisão de longo prazo de idosos, tortura sistémica e tratamento cruel, incluindo abuso sexual e tortura, interrogatórios e doutrinação, a detenção seletiva de líderes comunitários uigures e pessoas em idade reprodutiva, esterilização forçada, separação familiar, esquemas de transferência de trabalho em massa e a transferência de crianças uigur para orfanatos e internatos administrados pelo Estado.

“As pessoas e entidades que perpetram os atos de genocídio acima indicados são todos agentes ou órgãos do estado – agindo sob o controlo efetivo do estado – que manifestam a intenção de destruir os uigures como um grupo na aceção do artigo II da convenção sobre genocídio”, revelou o relatório.

As evidências disponíveis e verificáveis ​​foram estudadas por dezenas de especialistas em direito internacional, estudos de genocídio, políticas étnicas chinesas e na China.

Esta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que as alegações de genocídio em Xinjiang “não poderiam ser mais absurdas”. “É um boato fabricado com segundas intenções e uma mentira total”, disse Wang. O Partido Comunista Chinês negou veementemente as atrocidades e abusos contra a minoria muçulmana uigur.

https://zap.aeiou.pt/intencao-destruir-povo-uigur-genocidio-386518

 

quarta-feira, 10 de março de 2021

Pináculo de Notre-Dame vai ser reconstruído com carvalhos centenários e cada tronco vale 15 mil euros !

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou, no verão passado, que a torre de 96 metros seria reconstruída como originalmente projetada por Eugene Viollet-le-Duc, no século XIX. A caça aos 1.000 carvalhos necessários já começou.


O pináculo da catedral de Notre-Dame está a ser reconstruído com carvalhos centenários derrubados de uma antiga floresta real, quase dois anos depois de o icónico monumento da capital francesa ter sido devastado por um incêndio.

As árvores perfeitas para reconstruir o pináculo foram identificadas no início do ano em Domaine de Berce, perto de Le Mans. Todos os carvalhos devem ser cortados antes do final deste mês, avança a Sky News.

Aymeric Albert, diretor comercial da comissão florestal francesa, descreveu um tronco serrado de um carvalho com 200 anos como “excecional”. O tronco era suficientemente grande para construir uma viga de 18 metros de comprimento capaz de ajudar a suportar o peso da torre.

“É perfeitamente reto e sem defeitos internos”, acrescentou.

Os troncos serão postos a secar entre 12 e 18 meses antes de serem moldados. Cada um vale cerca de 15 mil euros.

O telhado original da catedral de Notre-Dame tinha tantas vigas de carvalho que era chamado de “la forêt” (“a floresta”). “Agora vamos deixar espaço para uma nova geração de carvalhos que em 200 anos criarão a mesma floresta que vemos hoje”, disse Albert.

A catedral encontrava-se em obras de restauro no seu exterior quando, em abril de 2019, deflagrou um violento incêndio que demorou cerca de 15 horas a ser extinto. A origem acidental do incêndio, um curto-circuito, continua a ser privilegiada, embora a causa do fogo não esteja esclarecida.

As obras de Notre-Dame têm enfrentado vários imprevistos, desde a necessidade de adotar medidas contra a contaminação por chumbo até à crise do novo coronavírus, passando pelo mau tempo no final de 2019, mas foram retomadas no final de abril do ano passado.

https://zap.aeiou.pt/notre-dame-carvalhos-centenarios-386240

 

Covid-19 pode ter-se transmitido casa a casa pelas condutas de ventilação !

As condutas de ventilação das casas de banho de edifícios antigos estão conectadas entre os pisos e, em casos concretos, podem ser uma via de contágio de covid-19, revela o jornal espanhol El País.


Depois de analisar o percurso que o ar faz (e o vírus que transporta) entre diferentes casas, o El País explica que as condutas de ventilação em prédios antigos podem explicar alguns dos casos de transmissão de origem desconhecida.

Foi o que aconteceu no prédio de 97 moradores em Santander, Espanha, que, em junho, teve de ser isolado depois de serem confirmados 17 casos de infeção em quatro apartamentos diferentes – todos ligados através das condutas de ventilação das casas de banho.

De acordo com a publicação espanhola, o problema coloca-se apenas nos prédios mais antigos, construídos antes da entrada em vigor (em Espanha, em 1977) da legislação que obriga a que as casas de banho de cada apartamento tenham saídas de ar independentes, que são depois canalizadas para a conduta geral dos edifícios – em vez de estarem apenas tapadas por grelhas, sem qualquer tipo de tubagens, e com ligações diretas entre casas.

Hoje em dia, em Espanha, só 37,7% dos edifícios existentes não têm este sistema de filtragem de ar ou sistemas ainda mais eficientes, assegurados por extratores elétricos, tornados obrigatórios por lei em 2006.

É nos prédios antigos, e sobretudo em casas de banho interiores, sem janelas, que o ar (contaminado ou não) continua a poder circular livremente entre apartamentos, através de simples grelhas sem filtros.

Em apenas cinco minutos o ar colocado em movimento pela abertura de uma porta ou de uma janela, pelo funcionamento do exaustor da cozinha ou pela diferença de temperatura, pode transferir-se integralmente da casa de banho de um apartamento para a do vizinho.

No entanto, manter janelas abertas, baixar a tampa da retrete e instalar válvulas para impedir a entrada de ar através das condutas pode ajudar a reduzir os riscos, sugeriram especialistas ao jornal.

Um estudo epidemiológico feito na Coreia do Sul concluiu que os oito infetados com o SARS-CoV-2 em cinco apartamentos do mesmo edifício de Seul não tiveram “outro contacto possível” entre si se não o possibilitado pela transmissão de ar entre as casas.

Já em 2003, e segundo a Organização Mundial da Saúde, o surto de SARS provocou mais de três centenas de casos e 42 mortos no Amoy Gardens, um complexo de apartamentos em Hong Kong, que também terá sido disseminado por esta via.

https://zap.aeiou.pt/virus-transmitido-casa-casa-ventilacao-386158

 

A pandemia ainda não deu tréguas, mas Itália já tem forma de revolucionar o turismo !

Itália é um dos países mais procurados da Europa pelos turistas. Contudo, o excesso de visitantes em algumas cidades por tornar a experiência menos agradável, por isso surgiu uma ideia que pode revolucionar o turismo no país.


Antes da pandemia de covid-19, Florença estava a lutar contra o excesso de turismo. A Galeria Uffizi – um dos museus mais conhecidos do mundo – era dos locais que mais visitantes recebia.

Nos meses mais movimentados, o museu chegava a receber cerca de 12.000 visitantes por dia. Na maior parte das vezes os turistas vão até ao local histórico para poderem ver grandes obras de arte, como é o caso da Sagrada Família de Michelangelo.

Porém, conseguir entrar no museu não é uma tarefa fácil. Todos os dias se pode encontra grandes filas de espera e a experiência cultural que os visitantes tanto desejam pode tornar-se num verdadeiro tormento.

Para além das filas intermináveis, a direção do museu disse à CNN que muitos visitantes tinham alguns comportamentos menos próprios dentro do local e como tal tiveram que instituir uma campanha de bom comportamento.

No entanto, a pandemia fez destes problemas questões não prioritárias. Ainda assim, com a esperança de uma recuperação do turismo já no próximo verão, o diretor da Galeria Uffizi já está a desenvolver um plano para ter certeza de que as coisas não vão voltar a ser como no passado.

Com a necessidade de dispersar os turistas da região, e sobretudo do famoso museu, surgiu o projeto Uffizi Diffusi. Este é uma reconstrução do conceito de “hotel disperso”, no qual “quartos” individuais estão localizados em diferentes casas de uma aldeia.

Neste projeto, as obras de arte de Uffizi serão exibidas na região da Toscana, transformando a zona num grande museu “disperso”. Para já, as cidades e as vilas ainda estão a nomear edifícios que podem vir a tornar-se espaços de exposição.

O diretor da Uffizi, Eike Schmidt, disse à CNN que a ideia surgiu durante o confinamento de 2020, por isso passou a maior parte do tempo a trabalhar em potenciais locais e a analisar combinações de obras de arte.

O objetivo é “criar um turismo diferente”, referiu, acrescentando que, para a região, vai “alicerçar a cultura ao quotidiano das pessoas”.

Schmidt considera que “a arte não pode sobreviver apenas com grandes galerias. Precisamos de múltiplos espaços de exposições em toda a região – especialmente nos lugares onde a própria arte nasceu”, frisou.

Não é a primeira vez que o diretor “empresta” obras de arte do museu a outras cidades. Em 2019, o responsável enviou uma pintura de Leonardo da Vinci para a cidade natal do artista, no 500º aniversário de sua morte.

Os detalhes do novo projeto Uffizi Diffusi ainda estão guardados, mas Schmidt avança que deverão existir “pelo menos 60, talvez até 100 espaços de exposição” em toda a Toscana.

O projeto Uffizi Diffusi visa enviar a arte de volta para o lugar de onde veio, ligando as pessoas diretamente à sua herança, refere o CNN.

A primeira fase do projeto deverá começar já no próximo verão, mas para já o país ainda está a lutar contra a subida diária de novos casos de covid-19.

https://zap.aeiou.pt/italia-nova-forma-revolucionar-turismo-385567

 

Norte-americana descobre apartamento secreto atrás do espelho da casa de banho !

A mulher, que vive em Nova Iorque, encontrou um apartamento de três quartos por trás do espelho da sua casa de banho. O episódio tornou-se um fenómeno na rede social Tik Tok.

Em vários vídeos do Tik Tok, Samantha Hartsoe conta que tudo começou quando sentiu uma corrente de ar na sua casa de banho. Decidiu assim ir espreitar atrás do espelho e percebeu que no sítio estava localizado um apartamento de três quartos escondido.

Samantha, que trabalha para uma organização sem fins lucrativos, não fazia ideia do que estava a acontecer quando começou a investigar por que razão o seu apartamento estava sempre tão frio, mas ainda assim decidiu documentar a sua investigação no TikTok.

No primeiro vídeo que gravou para a rede social, a norte-americana contou que mesmo quando aumentava a temperatura do ar, a sua casa continuava muito fria. “Eu entro na casa de banho e sinto o ar frio”, disse enquanto gravava.
 
Nos vídeos, Samantha mostra que não há uma fonte óbvia para a proveniência do ar frio. Contudo, como o sopro de ar era mais forte quando ela estava perto da porta, a jovem prestou atenção e descobriu que o ar estava a sair do buraco onde a porta trava.

Quando tirou o espelho, deparou-se com um buraco, mas não hesitou em entrar e aí percebeu que se tratava de um apartamento.  Vestida com luvas e máscara – e a acompanhada por um martelo para se proteger – Samantha escalou a parede.

A americana refere que não está claro se o apartamento está em construção ou se foi abandonado. No entanto, encontrou uma garrafa de água usada, e disse que havia “sinais de vida” no local.

Vários utilizadores do Twitter compararam a aterrorizante descoberta de Samantha ao filme de terror de 1992, Candyman, onde uma mulher descobre um quarto secreto de um assassino escondido no prédio.

https://zap.aeiou.pt/apartamento-secreto-casa-banho-386423

 

Entrevista dos Sussex caiu como uma bomba. Família Real diz que vai lidar com “questões raciais” em privado !

Os duques de Sussex deram a sua primeira grande entrevista na televisão norte-americana, no domingo à noite, à apresentadora Oprah Winfrey. Um dia depois, o Palácio de Buckingham emitiu um comunicado onde diz que vai lidar com as questões raciais em privado.

A Casa Real refere como preocupantes às questões raciais mencionadas por Harry e Meghan durante a entrevista concedida à apresentadora Oprah Winfrey que foi para o ar no passado domingo.

“Apesar de as memórias poderem variar, vão ser levadas a sério e vão ser endereçadas pela família real em privado”, pode ler-se.

O comunicado, emitido pelo Palácio de Buckingham esta tarde, lamenta os desafios enfrentados pelo casal durante os últimos anos e conclui dizendo que “Harry, Meghan e Archie vão ser sempre membros muito amados da família”.

Esta foi uma das revelações bombásticas feitas pelos duques de Sussex e dos mais comentados na imprensa após a exibição da entrevista da CBS.

Logo depois da entrevista, a imprensa britânica foi a primeira reagir com alguns colunistas a serem muito críticos às declarações feitas.

No entanto, o Palácio de Buckingham demorou um pouco mais a reagir, acabando por fazê-lo hoje, contra todas as expectativas.

Na segunda-feira, a Rainha Isabel II terá mesmo recusado assinar um comunicado preparado pelo Palácio, focado no amor da Família Real pelos duques de Sussex, sendo que preferiu dormir sobre o assunto, diz o The Times.

A monarca passou o dia de ontem reunida com o príncipe Carlos e o filho William, alega o Daily Mail para, em conjunto, tentarem gerir a situação de crise – sendo que a família resolveu emitir comunicado.

Esta terça-feira, Carlos foi pela primeira vez visto em público após a conversa entre os Sussex e Oprah, sendo fotografado em Londres no decorrer de uma visita a uma clínica de vacinação em formato pop-up do Serviço Nacional de Saúde britânico. Questionado sobre a polémica entrevista, o príncipe de Gales, de máscara, permaneceu em silêncio.

“Ao menos nunca me vesti de Hitler”

Também o pai de Meghan Markle já reagiu à entrevista.

Thomas Markle, em declarações ao programa Good Morning Britain, acusa a filha de silêncio e de fazer ghosting à família que “diz não conhecer”.

Conhecer o estado de saúde mental da filha via entrevista deixou Thomas, de 76 anos, “perturbado”. “Como disse, teria sido fácil ela falar comigo ou com o resto da família que ela diz não conhecer”, frisou.

Na entrevista, Oprah questionou Meghan sobre se se sentiu traída quando descobriu que o pai tinha trabalhado com os tabloides. A duquesa explicou como tentou que o pai admitisse o que tinha feito, embora sem sucesso.

Sobre o assunto, Thomas diz que “todos cometemos erros”, mas que “ao menos nunca me vesti de Hitler”, atirando assim farpas a Harry. Recorde-se que o duque foi forçado a pedir desculpas publicamente depois de ter sido fotografado a usar um uniforme Nazi numa festa em 2005.

O pai da duquesa afirma que colabora com a imprensa porque não recebe quaisquer notícias de Harry ou Meghan, casal que atualmente vive nos Estados Unidos à semelhança de Thomas. “Quando eles decidirem falar comigo, eu paro de falar com a imprensa”.

Em resposta às supostas acusações de racismo por parte da monarquia, Thomas Markle diz não considera a Família Real racista, ainda que os duques de Sussex tenham revelado uma conversa sobre a cor de pele de Archie, que esteve a base da decisão de o filho de ambos não ter o título de príncipe.

A relação entre Meghan e o pai, Thomas Markle, tem sido conturbada nos últimos anos.

Já a entrevista do casal bateu todos os recordes de audiências. Só nos EUA, a emissão da entrevista terá atraído pelo menos 17,1 milhões de pessoas.

https://zap.aeiou.pt/entrevista-sussex-bomba-familia-real-386373

Professor debaixo de fogo após dizer que “mulheres de conforto” no Japão eram “prostitutas com contrato” !

Um professor da Universidade de Harvard despertou fúria internacional após afirmar que as mulheres coreanas que foram mantidas como escravas sexuais no Japão durante a II Guerra Mundial escolheram trabalhar como prostitutas.


Há um grande volume de estudos que exploram as formas pelas quais os militares japoneses imperiais forçaram ou coagiram meninas e mulheres a um sistema organizado de escravidão sexual para servir aos soldados japoneses antes e durante a II Guerra Mundial.

O controle sobre a narrativa histórica sobre as chamadas “mulheres de conforto”, a maioria das quais coreanas, continua a ser uma questão de discórdia entre os governos do Japão e da Coreia do Sul, uma vez que políticos conservadores japoneses tentaram, nos últimos anos, negar a responsabilidade do Estado e reescrever livros didáticos.

Recentemente, John Mark Ramseyer, professor de Estudos Jurídicos Japoneses na Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, escreveu um artigo num jornal japonês, descrevendo a “história de mulheres escravas sexuais de conforto” como “pura ficção”. 

O docente também publicou um artigo na revista académica International Review of Law and Economics, caracterizando as mulheres de conforto como prostitutas, que eram capazes de negociar e exigir altos salários pelos seus trabalhos sexuais.

“Juntos, as mulheres e os bordéis concluíram contratos de escritura que combinavam um grande adiantamento com prazos de um ou dois anos. Até aos últimos meses da guerra, as mulheres cumpriam sos eus termos ou pagavam as suas dívidas antecipadamente, e voltavam para casa”, escreveu Ramseyer.

Estas declarações tornaram-se assunto de uma controvérsia internacional. Os estudiosos reclamaram, acusando Ramseyer de negligenciar as extensas evidências de que o sistema de “mulheres de conforto” equivalia à escravidão sexual patrocinada pelo Governo – e não a um contrato entre as partes consentidas.

A revista científica anexou uma expressão de preocupação à versão online do artigo de Ramseyer, intitulado “Contratação de sexo na Guerra do Pacífico”. Um porta-voz da Elsevier, a editora académica, disse que a revista vai atrasar  a publicação da próxima edição impressa, que contém o artigo, para permitir a impressão de respostas na mesma edição.

“A equipa editorial da International Review of Law and Economics emitiu uma expressão de preocupação ligada ao artigo acima mencionado, para informar os leitores de que foram levantadas preocupações em relação às evidências históricas do artigo. Essas alegações estão a ser investigadas e o jornal fornecerá informações adicionais assim que estiverem disponíveis”, disse. “A edição impressa está a ser temporariamente suspensa para que a expressão de preocupação e comentários/respostas possam ser publicados na mesma edição do artigo original para dar aos leitores acesso à imagem mais completa possível. ”

Alexis Dudden, professora de história da Universidade de Connecticut que disse ter sido solicitada a escrever uma refutação ao artigo de Ramseyer, descreveu o seu artigo como “fraude académica” análoga à negação do Holocausto.

“Tantas bolsas foram produzidas nos 30 anos desde que o primeiro sobrevivente apareceu e é quase como se a decisão do Professor Ramseyer fosse simplesmente ignorar todo o debate e dar uma condenação fulminante de todas as opiniões diferentes das suas mentiras “, disse Dudden, especialista em história moderna japonesa e coreana.

Andrew Gordon e Carter Eckert, historiadores da Universidade de Harvard, foram alguns dos académicos que se insurgiram contra o trabalho que, segundo eles, não assenta em quaisquer documentos históricos. “Não percebemos como é que Ramseyer pode fazer afirmações credíveis, com palavras tão enfáticas, sobre contratos que não leu”, disseram, citados pelo jornal britânico The Guardian.

“Os argumentos do professor Ramseyer são factualmente imprecisos e enganosos“, lê-se numa declaração da Associação Coreana da Faculdade de Direito de Harvard e nove outros grupos. “Sem qualquer evidência convincente, o professor Ramseyer argumenta que nenhum governo ‘forçou as mulheres à prostituição’. Décadas de bolsas de estudos coreanas, fontes primárias e relatórios de terceiros desafiam essa caracterização”.

A questão das “mulheres de conforto” forçadas a trabalhar nos bordéis do Japão antes e durante a II Guerra Mundial e a questão de saber se as vítimas foram adequadamente compensadas não reúne consenso.

Décadas de investigação exploraram os abusos infligidos a mulheres da Coreia e outras nações anteriormente ocupadas pelo Japão. Na década de 1990, as mulheres começaram a partilhar relatos, detalhando como eram levadas para “estações de conforto” e forçadas a fornecer serviços sexuais aos militares japoneses.

O Japão considera o assunto “resolvido de forma irreversível” por um acordo de 2015 alcançado por Shinzo Abe e pelo presidente sul-coreano Park Geun-hye, segundo o qual Abe pediu desculpas e prometeu um fundo para apoiar as sobreviventes. Já o Governo da Coreia do Sul, Moon Jae-in, declarou que o acordo estava defeito, anulando-o.

https://zap.aeiou.pt/professor-harvard-fogo-apos-dizer-mulheres-conforto-no-japao-eram-prostitutas-contrato-386200

 

ONU alerta que proibir burca na Suíça aumentará marginalização de muçulmanas !

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos alertou hoje que a decisão dos suíços de proibirem o uso do véu integral (burca) “levará a uma maior marginalização e exclusão da vida pública” das muçulmanas no país.


“A Suíça juntou-se a uma minoria de países nos quais a lei discrimina ativamente as mulheres muçulmanas e isso é profundamente lamentável”, sublinhou Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado, numa conferência de imprensa.

A porta-voz do gabinete dirigido por Michelle Bachelet adiantou que a medida foi aprovada em referendo “após uma campanha publicitária com um forte tom xenófobo” e numa altura em que as muçulmanas na Europa enfrentam crescente discriminação e hostilidade devido à roupa que usam.

Reconhecendo a complexidade da questão, Shamdasani considerou que “as mulheres não deveriam ser forçadas a cobrir o rosto”, mas sustentou que “uma proibição legal nesse sentido restringe a sua liberdade de manifestar a sua religião ou crenças, o que têm um grande impacto nos seus direitos humanos”.

“A utilização de leis para ditar o que as mulheres devem ou não usar é problemática numa perspetiva de direitos humanos” e apenas é contemplada na Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos em situações de risco para a saúde ou segurança pública (por exemplo, com a atual utilização generalizada de máscaras).

A proibição do véu integral ou burca – peça de vestuário que cobre todo o corpo e cabeça, incluindo o rosto, com apenas uma abertura rendilhada na zona dos olhos – foi levada a referendo por iniciativa do partido conservador suíço UDC e aprovada no domingo por 52% dos votantes, apesar de o Governo federal ter apelado ao voto contra.

Calcula-se que a medida afete apenas cerca de três dezenas de muçulmanas que usam a burca na Suíça, embora também se aplique a outras pessoas que tentem ocultar o rosto, como grupos violentos que se infiltram em manifestações.

Por outro lado, pode afetar o turismo com origem nos países árabes e geralmente de alto poder aquisitivo.

https://zap.aeiou.pt/onu-alerta-proibir-burca-suica-marginalizacao-386312

Bolsonaro reage à anulação das condenações de Lula dizendo que o povo brasileiro não quer ter um candidato como ele !

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, reagiu à decisão de um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) de anular todas as acusações contra Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato.


“Eu acredito que o povo brasileiro não quer sequer ter um candidato como ele em 2022, muito menos pensar numa possível eleição dele”, disse Jair Bolsonaro, à chegada ao Palácio da Alvorada, citado pela Folha de São Paulo.

“As bandalheiras que esse Governo [do PT] fez estão claras perante toda a sociedade. Você pode até supor a questão do sítio em Atibaia, do apartamento, mas tem coisa dentro do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social] que o desvio chegou na casa de meio trilhão de reais, com obras fora do Brasil. Os desvios na Petrobras foram enormes, na ordem de dois bilhões de reais que o pessoal na delação devolveu. Então, foi uma Administração realmente catastrófica do PT no Governo”, continuou.

O Presidente do Brasil, que acusou o responsável pela anulação dos processos, Edson Fachin, de ter “forte ligação com o PT”, referiu ainda que “é impossível prever o que qualquer dos 11 ministros [juízes] do STF pensam e o que eles colocam no papel”.

“O ministro Fachin sempre teve uma forte ligação com o PT, então não nos estranha uma decisão nesse sentido. Obviamente é uma decisão monocrática, mas vai ter que passar pela turma, não sei, ou Plenário, para que tenha a devida eficácia”, afirmou Bolsonaro.

Estas declarações aconteceram depois de este regressar de uma reunião com a farmacêutica Pfizer, onde foram discutidas as condições de negócio para aquisição das vacinas contra a covid-19.

Políticos celebram anulação de condenações

O Presidente da Argentina, Alberto Fernández, e outros políticos internacionais como a autarca parisiense, Anne Hidalgo, ou a deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua, comemoraram esta segunda-feira a anulação das condenações do ex-mandatário brasileiro Lula da Silva.

“Celebro que Lula tenha sido reabilitado em todos os seus direitos políticos. Foram anuladas as condenações contra si, que foram ditadas com o único fim de persegui-lo e eliminá-lo da carreira política foram. Fez-se justiça! Lula Livre“, escreveu Alberto Fernández no Twitter.

Já a deputada portuguesa Joana Mortágua indicou que a prisão de Lula faz parte do “golpe contra a democracia no Brasil”. “A anatomia completa do golpe contra a democracia no Brasil está por conhecer, mas é certo que passou pela decisão política de prender Lula da Silva. Passo a passo, essa injustiça vai sendo denunciada e corrigida“.

Do lado francês, a presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, declarou estar “muito feliz” por ter sido feita “justiça para Lula da Silva”. “Após cinco anos de perseguição, todas as ações judiciais contra Lula da Silva foram anuladas! Lula está livre. O ‘juiz’ Moro e sua gangue repudiados. A magistratura brasileira recusa-se a fazer o trabalho político sujo”, escreveu o líder do partido de esquerda França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon.

De Espanha, o líder do Podemos, Pablo Iglesias, disse que Lula foi afastado da política para “abrir caminho para a extrema-direita”. “O lawfare [uso estratégico do Direito para fins ilegítimos] contra Lula, para impedi-lo de ser candidato e abrir caminho para a extrema-direita, exemplifica o novo modus operandi das grandes potências. No final das contas não deu em nada, mas hoje manda Bolsonaro no Brasil. Agora é para ganhar Lula. Punho levantado”, indicou Iglesias.

O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro anulou todas as condenações do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná, relacionadas com as investigações da Operação Lava Jato. A decisão foi tomada pelo juiz Edson Fachin, que é o relator dos casos da Lava Jato no STF.

A anulação foi decretada na sequência da decisão de Fachin, de declarar a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos processos sobre a posse de um apartamento de luxo no Guarujá, estado de São Paulo, e de uma quinta em Atibaia, também em São Paulo, que haviam levado a duas condenações do ex-chefe de Estado brasileiro, em decisões das primeira e segunda instâncias.

Isto não quer dizer que o antigo chefe de Estado brasileiro tenha sido inocentado já que os processos serão remetidos para a justiça do Distrito Federal, que vai reavaliar os casos e pode receber novamente as denúncias e reiniciar os processos agora anulados.

Com a decisão, porém, Lula da Silva voltou a ser elegível e recuperou os seus direitos políticos.

Lula, de 75 anos e que governou o Brasil entre 2003 e 2010, chegou a cumprir 580 dias de prisão, entre abril de 2018 e novembro de 2019 e, desde então, o ex-presidente recorre da sua sentença em liberdade condicional.

Em comunicado, o Instituto Lula indicou que, “infelizmente, a decisão tomada hoje chega tarde demais e depois de causar prejuízos irreparáveis não apenas ao Instituto e ao ex-presidente, mas também ao país e à própria Justiça”.

“Há cinco anos, já se sabia que a vara de Curitiba não era competente e que Lula jamais cometeu crime algum. Moro [ex-juiz da Lava Jato] criou uma farsa com promotores para criminalizar o Instituto, o ex-presidente e afastá-lo das eleições. É lamentável que o Brasil e a democracia tenham pagado um preço tão alto antes que essa injustiça fosse reconhecida. A verdade vencerá”, concluiu o Instituto.

https://zap.aeiou.pt/o-povo-brasileiro-nao-quer-ter-um-candidato-como-ele-bolsonaro-386172

 

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...