sábado, 29 de maio de 2021

Vacina da Sanofi entra na fase 3 de ensaios clínicos

“A Sanofi e a GSK estão a começar um estudo internacional de fase 3 para avaliar a eficácia da sua vacina contra a covid-19”, anunciou o grupo francês em comunicado, dez dias após a divulgação de resultados encorajadores nos primeiros testes.


A fase 2, na qual foram vacinadas algumas centenas de pessoas, mostrou que esta vacina induz a produção de anticorpos contra o coronavírus na maioria dos indivíduos, noticiou a agência Lusa.

Mas são os ensaios anunciados esta quinta-feira, que envolvem cerca de 35 mil pessoas em vários países, que devem dar uma ideia real da eficácia desta vacina contra a covid-19. Se os resultados forem favoráveis, a Sanofi, que já prepara a produção, conta ter a aprovação das principais autoridades de saúde no último trimestre do ano.

Isso significa que, na melhor das hipóteses, a vacina da Sanofi será lançada quase um ano depois das primeiras vacinas distribuídas no mundo ocidental contra o coronavírus, as da Pfizer / BioNTech e da Moderna.

Na União Europeia (UE), as vacinas da Johnson & Johnson e da AstraZeneca já estão no mercado há semanas. Em todo o mundo, as vacinas russa Sputnik V e chinesa Sinovac também desempenham um papel importante nas campanhas de vacinação.

Este atraso na chegada da vacina da Sanofi é explicado por falhas no desenvolvimento.

O grupo farmacêutico francês pretende avaliar se a vacina é eficaz contra a chamada variante sul-africana e se pode ser usada como reforço, após outra vacina.

É uma vacina de proteína recombinante, uma tecnologia diferente das vacinas já aprovadas. A Sanofi também está a desenvolver uma outra vacina de RNA mensageiro, como as da Pfizer e Moderna, mas está ainda numa fase muito inicial.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.487.457 mortos no mundo, resultantes de mais de 167,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

https://zap.aeiou.pt/vacina-sanofi-fase-3-ensaios-clinicos-405509

 

Facebook deixa de proibir publicações que aleguem que o vírus da covid-19 foi fabricado por humanos !

O Facebook anunciou esta quarta-feira que deixará de proibir publicações que aleguem que o SARS-CoV-2 foi fabricado pelos humanos.


De acordo com o Observador, a rede social Facebook vai deixar de censurar publicações que mencionem a alegada origem humana da pandemia.

“À luz das investigações em curso sobre a origem da Covid-19, e após consulta com especialistas em saúde pública, vamos deixar de remover a alegação de que a Covid-19 teve origem humana ou foi fabricada nas nossas aplicações”, lê-se num comunicado da rede social.

“Continuamos a trabalhar com especialistas em saúde para acompanhar a evolução da pandemia e para atualizar regularmente as nossas políticas, à medida que novos factos e tendências emergem”, dizem.

O Facebook lançou uma campanha de desinformação relacionada com a Covid-19, já em abril do ano passado, que tem sofrido alterações contínuas ao longo do último ano.

Até agora, a alegação de que o coronavírus foi fabricado fazia parte de uma longa lista de alegações falsas proibidas na rede social.

Apesar disso, a rede social criada por Mark Zuckerberg continua a “expandir” os esforços para eliminar falsas afirmações sobre a covid-19, sobre as vacinas contra a condid-19 e ainda de todas as vacinas em geral.

Esta quarta-feira, um conjunto de países a nível global, incluindo a União Europeia e os Estados Unidos, pressionaram a Organização Mundial de Saúde para que continue a investigar as origens do coronavírus, depois de uma primeira tentativa ter sido feita no início do ano, com o envio, em janeiro, de uma equipa de investigadores à China.

https://zap.aeiou.pt/facebook-deixa-de-proibir-publicacoes-405438

 

Decisão histórica - Tribunal holandês obriga Shell a reduzir emissões de CO2 em 45% até 2030 !

Um tribunal holandês exigiu, esta quarta-feira, à petrolífera Shell que reduza as suas emissões de CO2 em 45%, até 2030. O caso foi a tribunal após uma ação judicial apresentada em abril de 2019, por sete grupos ativistas.


“O tribunal ordena a Royal Dutch Shell que reduza suas emissões de CO2 até o final de 2030 em 45%, relativamente a 2019″, declarou o juiz. Esta decisão inclui o dióxido de carbono produzido pela atividade da Shell, bem como pelos produtos que vende, escreve a TSF.

A Milieudefensie, filial holandesa da organização internacional Amigos da Terra, acusou a Shell de não fazer o suficiente para se alinhar ao Acordo de Paris no combate às alterações climáticas, denunciando a petrolífera por “destruição do clima”. Greenpeace e ActionAid são outras das seis organizações não governamentais que avançaram com a ação judicial.

Em fevereiro, a Shell tinha anunciado que planeava reduzir o carbono líquido em 20% até 2030, em 45% até 2035 e em 100% até 2050. No entanto, segundo a RTP, o tribunal considerou que a política climática da Shell “não era concreta, estando cheia de condições, o que não é suficiente”.

Embora a estratégia da Shell previsse a petrolífera se tornasse neutra em carbono até 2050, “o tribunal chegou à conclusão que a Shell está em perigo de violar as suas obrigações de redução [de emissões]”.

https://twitter.com/foeeurope/status/1397551496586268672

“Uma vitória enorme para o planeta”

O diretor da Milieudefensie, Donald Pols, assegurou, em comunicado, que se trata de “uma grande notícia e uma vitória enorme para o planeta, os nossos filhos e um grande passo para um futuro habitável para todos” e realçou que a justiça dos Países Baixos “não deixou qualquer dúvida: a Shell está a provocar alterações climáticas perigosas e agora deve travá-las rapidamente”.

O advogado da ONG, Roger Cox, viu a decisão como “um ponto de viragem na história”, e realçou que o Tribunal exigiu “a uma grande empresa poluidora que cumpra o Acordo de Paris”, o que, considerou, “também pode ter consequências importantes para outros grandes poluidores”.

A ONG recordou que, “pela primeira vez na história”, um juiz responsabilizou uma empresa como a Shell, “por causar alterações climáticas perigosas”, e exigiu-lhe que reduzisse as suas emissões em sentença que “tem consequências nacionais e internacionais” para a empresa.

Sara Shaw, dos Amigos da Terra Internacional, realçou que a vitória judicial da ONG nos Países Baixos, “é uma vitória relevante para a justiça climática”, porque vai inspirar outros grupos e outras comunidades ambientalistas em todo o mundo a seguirem passos similares.

“As grandes corporações transnacionais vão ter de passar a ter em conta que podem e vão passar a ser responsabilizadas, se colocarem em perigo as pessoas ao agravarem a crise climática”, acrescentou.

O diretor da Greenpeace nos Países Baixos, Andy Palmen, também considerou a decisão “uma vitória histórica para qualquer pessoa afetada pela crise climática”, uma vez que a Shell “não pode continuar a violar os direitos humanos” e assinalou que “é um sinal forte para a indústria dos combustíveis fósseis: o carvão, o petróleo e o gás devem ficar debaixo de terra”.

https://zap.aeiou.pt/tribunal-obriga-shell-reduzir-emissoes-co2-405467

 

Morreu William Shakespeare, o primeiro homem a ser vacinado contra a covid-19 !

O primeiro homem no mundo a receber a vacina contra a covid-19 faleceu aos 81 anos. O britânico recebeu a vacina da Pfizer/BioNTech a 8 de dezembro, no Hospital Universitário de Coventry e Warwickshire, no Reino Unido.


Na última quinta-feira, morreu William Shakespeare, a segunda pessoa do mundo a ser vacinada contra a covid-19. A morte do britânico, conhecido por Bill, não está relacionada com a vacina.

Shakespeare recebeu a vacina da Pfizer/BioNTech a 8 de dezembro, no Hospital Universitário de Coventry e Warwickshire, no Reino Unido, minutos depois de Margaret Keenan, de 91 anos, ter sido vacinada.

Segundo a BBC, a morte foi confirmada por um político de Coventry, que era amigo pessoal de Bill Shakespeare. Na mensagem de despedida, o representante diz que “o melhor tributo ao Bill é ser vacinado”.

O hospital de Coventry acabou por confirmar mais tarde que a morte se deveu a um AVC.

A mulher de Shakespeare, Joy, afirmou que o marido estava muito grato por ter sido uma das primeiras pessoas a serem vacinadas em todo o mundo. “Era uma coisa da qual ele estava verdadeiramente orgulhoso, adorava ver a cobertura mediática”, contou.

Quando foi vacinado, a 8 de dezembro, o britânico afirmou estar muito “muito feliz”.

“É incrível observar a vacina, é incrível ver este tremendo impulso para toda a nação, mas não podemos relaxar”, declarou. Mas ainda “não derrotamos o vírus”, destacou, antes de pedir a todos que aceitem a injeção sem medo.

https://zap.aeiou.pt/morreu-shakespeare-homem-vacinado-405470

 

Biden quer relatório dos serviços secretos sobre origem do vírus dentro de 90 dias !

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu hoje aos serviços de informações norte-americanos para “redobrarem os esforços” para tentar explicar a origem do novo coronavírus e exigiu um relatório num prazo de 90 dias.


“Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com os seus parceiros em todo o mundo para pressionar a China a participar numa investigação internacional completa, transparente e fundamentada em provas”, acrescentou o chefe de Estado norte-americano, lamentando a atitude de Pequim em relação a este dossier.

A teoria de que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) pudesse ter saído de um laboratório chinês em Wuhan, onde o vírus foi detetado no final de 2019, foi afastada, em fevereiro passado, pela equipa internacional de peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS) que esteve nesta cidade localizada na região centro da China.

A teoria voltou entretanto a estar no centro das atenções depois do Wall Street Journal ter publicado esta semana um relatório dos serviços de informações norte-americanos entregue ao Departamento de Estado, a que teve acesso, que revela que pelo menos três cientistas do Instituto de Virologia de Wuhan terão adoecido em novembro de 2019.

Este dado voltou a levantar a suspeita de que o SARS-CoV-2 possa ter escapado deste laboratório.

Na segunda-feira, a China negou que estes investigadores tenham adoecido, em novembro de 2019, com sintomas semelhantes aos provocados pelo novo coronavírus.

“Não houve nenhum caso de covid-19 naquele instituto no outono de 2019. A notícia é completamente falsa”, disse, na segunda-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian.

O relatório foi escrito nos últimos dias da administração de Donald Trump.

O documento ressalvou que os sintomas dos investigadores eram também consistentes com doenças sazonais comuns, segundo o Wall Street Journal.

A China informou a OMS que o primeiro paciente com sintomas semelhantes aos da doença covid-19 foi detetado em Wuhan em 8 de dezembro de 2019.

No entanto, vários epidemiologistas e virologistas acreditam que o novo coronavírus começou a circular na cidade de Wuhan em novembro de 2019.

O jornal norte-americano observou que o Instituto de Virologia de Wuhan não partilhou dados brutos, registos de segurança e laboratoriais sobre o seu extenso trabalho com novos coronavírus detetados em morcegos, que muitos consideram a fonte mais provável do vírus.

O relatório dos serviços de informações dos Estados Unidos considerou mais plausível a teoria de que o vírus terá tido origem natural, a partir do contacto entre animais e seres humanos.

No entanto, não excluiu a possibilidade de que a sua disseminação em Wuhan tenha sido resultado de uma fuga acidental do Instituto de Virologia de Wuhan.

A China tem negado repetidamente que o vírus tenha escapado de um dos seus laboratórios, tendo acusado hoje Washington de disseminar teorias de “conspiração” sobre as origens da pandemia.

https://zap.aeiou.pt/biden-relatorio-sobre-origem-virus-405473

 

Investigadores acreditam ter encontrado a causa dos coágulos após toma das vacinas !

Uma equipa de investigadores alemães acredita ter encontrado a causa dos efeitos secundários provocados pelas vacinas da AstraZeneca e Johnson & Johnson. Para já, o estudo ainda não foi aprovado por especialistas.

O grupo de investigadores acredita que encontrou a causa dos raros casos de coágulos no sangue entre algumas pessoas que foram inoculadas contra a covid-19 com as vacinas produzidas pelas farmacêuticas AstraZeneca e Johnson & Johnson.

Agora, a equipa está disposta a colaborar com as farmacêuticas para melhorar as vacinas que estão a ser produzidas e evitar os ditos coágulos.

O estudo, que ainda não foi revisto por especialistas, revela que as vacinas usam vetores de adenovírus que enviam parte da sua carga viral para o núcleo das células, onde algumas das instruções para produzir proteínas de coronavírus podem ser mal interpretadas.

As proteínas resultantes podem desencadear distúrbios de coagulação do sangue numa pequena quantidade de recetores.

Os coágulos sanguíneos são raros, mas preocupantes, sobretudo na faixa etária mais jovem, que tem maior risco de coagulação.

Neste sentido, o professor da Goethe University, de Frankfurt, Rolf Marschalek, acredita que as vacinas podem ser reformuladas para contornar o problema e que a Johnson & Jonhson está já em contacto com a equipa para “tentar otimizar a vacina”.

“Com os dados que temos nas nossas mãos, podemos dizer às companhias como fazer a mutação dessas sequências, codificando a proteína spike de forma a prevenir reações indesejadas”, afirmou ao Financial Times.

No entanto, outros cientistas têm teorias diferentes para explicar a ocorrência dos coágulos. Para já, a explicação de Marschalek ainda é uma hipótese, que deve ser examinada por outros especialistas, escreve o The Guardian.

Ao contrário da farmacêutica que produz a vacina Janssen, a AstraZeneca ainda não contactou o grupo.

https://zap.aeiou.pt/causa-coagulos-toma-vacinas-405501

 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

“Operation Unthinkable” - Revelados detalhes de plano secreto de Churchill para atacar a URSS !

Foram revelados detalhes sobre um plano secreto desenvolvido pelo ex-primeiro-ministro Winston Churchill, no final da II Guerra Mundial, para lançar uma operação militar contra a União Soviética (URSS).


De acordo com o documento CAB 120/691, divulgado pelo jornal britânico The Telegraph, em maio de 1945, poucos dias depois da Batalha de Berlim, Winston Churchill encarregou a sua equipa de elaborar um plano com o nome de código “Operation Unthinkable” (“Operação Impensável” em Português).

O objetivo seria fazer com que os Aliados, nos dois meses posteriores à rendição da Alemanha nazi, levassem a cabo uma ofensiva terrestre, aérea e naval de grande escala nos territórios ocupados pela União Soviética.

Tal como cita a rede televisiva RT, a operação visava impor à URSS “a vontade dos Estados Unidos e do Império Britânico” e Jeffrey Thompson, ex-comandante da Artilharia Real, que tinha experiência no Leste Europeu, foi encarregado de organizar esta ofensiva.

A tarefa de Thompson seria lançar um ataque surpresa às forças soviéticas, num prazo de oito semanas, cujo plano de batalha incluía empurrar o Exército Vermelho de volta para os rios Oder e Neisse, a cerca de 88 quilómetros a leste da capital alemã, com a ajuda das divisões britânica e norte-americana. “A data para o início das hostilidades será 1 de julho de 1945”, escreveu.

Ao ataque inicial deveria seguir-se um confronto de tanques num campo perto de Schneidemühl, a atual cidade de Piła, no noroeste da Polónia, numa operação que envolveria mais de oito mil veículos, entre forças norte-americanas, britânicas, canadianas e polacas.

No entanto, como o Exército soviético estava em superioridade neste território, Thompson reconheceu a necessidade de procurar outros pontos fortes, tendo feito a proposta extremamente controversa de rearmar unidades da Wehrmacht (Forças Armadas da Alemanha nazi) e da Schutzstaffel (organização paramilitar nazi mais conhecida por SS).

Além disso, o general defendeu a limitação das exportações de borracha, alumínio, cobre e explosivos para a URSS, o que, na sua perspetiva, enfraqueceria este Estado.

Na altura, revela o jornal inglês, o principal conselheiro militar de Churchill, o general Hastings Ismay, estava cético com este plano e terá ficado horrorizado com esta proposta de incluir as forças nazis na ofensiva, algo que considerou “absolutamente impensável para os líderes dos países democráticos”.

Ismay também lembrou que o Governo britânico tinha passado os últimos cinco anos a dizer à sua população que os soviéticos “tinham estado na maior parte dos combates e suportado um sofrimento indescritível”. Ou seja, na sua opinião, um ataque à URSS imediatamente depois da II Guerra seria um “desastre” para a moral do país.

O conselheiro do antigo primeiro-ministro acabaria por ser apoiado pelo comandante militar Alan Brooke, que pensava que as probabilidades de uma ofensiva bem-sucedida e rápida sobre a União Soviética eram quase inexistentes.

O desacordo dos líderes militares fez abortar esta “Operation Unthinkable”. Por sua vez, Churchill lamentou o desfecho, pois temia que, a qualquer momento, o Exército Vermelho lançasse uma ofensiva sobre a Europa, levando a uma III Guerra Mundial.

https://zap.aeiou.pt/plano-secreto-churchill-atacar-urss-405400

 

Boris terá ponderado “injetar-se com o coronavírus em direto na televisão” !

O ex-assessor de Boris Johnson afirmou, esta quarta-feira, no Parlamento, que o primeiro-ministro britânico chegou a considerar injetar-se com o novo coronavírus, em direto, na televisão, para mostrar que não havia nada a temer. 


“Em fevereiro, o primeiro-ministro via isto como uma história de pânico. Descreveu isto como a nova gripe suína. A visão de vários agentes do número 10 de Downing Street era que, se o primeiro-ministro presidisse às reuniões COBRA [Comissão para as Contingências Civis] e dissesse a toda a gente ‘Isto é como a gripe suína, não se preocupem. Vou pedir ao Chris Whitty [Conselheiro Médico do Governo] para me injetar, em direto, na televisão, com o coronavírus para que todos percebam que não há nada a temer’, que isso não ajudaria num planeamento sério”, afirmou Dominic Cummings aos deputados.

Durante uma audição de mais sete horas com deputados das comissões parlamentares de Saúde e Ciência, o ex-assessor do chefe do Executivo disse que “é completamente absurdo que Johnson seja primeiro-ministro”.

Cummings, que cessou funções em novembro, lançou duras críticas ao Governo, descrevendo-o como “leões liderados por burros”, e disse que o secretário de Estado da Saúde, Matt Hancock, deveria ter sido demitido por mentir.

“O secretário de Estado da Saúde deveria ter sido demitido por pelo menos 15 a 20 coisas, incluindo mentir em várias ocasiões em reunião após reunião no Conselho de Ministros e publicamente. Disse repetidamente ao primeiro-ministro que deveria ser despedido.”

Porém, alegou Cummings, Johnson respondeu que iria manter o ministro “porque ele é a pessoa que será despedida quando acontecer o inquérito” público à gestão do Executivo sobre a pandemia.

Sobre o segundo confinamento, em novembro, o ex-assessor alega que Boris resistiu às recomendações dos cientistas para avançar em setembro e confirmou que o ouviu dizer que preferia ver “corpos empilharem-se aos milhares”, como noticiou a BBC.

“Ouvi isso no escritório do primeiro-ministro”, afirmou, dizendo ainda: “Essencialmente, eu considerava que ele era inadequado para as funções e estava a tentar criar uma estrutura em torno dele para tentar parar o que eu pensava que eram decisões extremamente más e empurrar outras coisas contra a sua vontade”.

Cummings também pediu desculpas pelos seus próprios “erros” e lamentou que “dezenas de milhares de pessoas que morreram não precisavam de ter morrido”.

Boris garante que tentou “minimizar a perda de vidas”

Na sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns, Boris Johnson aproveitou para responder a estas revelações devastadoras.

“Gerir a pandemia foi uma das coisas mais difíceis que este país teve de fazer” e “nenhuma decisão foi fácil”, respondeu o primeiro-ministro, quando questionado pelo líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, sobre as críticas do ex-assessor.

“Ficar em confinamento foi traumático para este país, lidar com uma pandemia desta dimensão tem sido tremendamente difícil e, em todos os momentos, tentámos minimizar a perda de vidas”, acrescentou.

Instado pelo líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) no Parlamento, Ian Blackford, a pedir desculpa e assumir os erros cometidos pelo Governo, Boris Johnson acedeu.

Assumo total responsabilidade por tudo o que aconteceu. Lamento sinceramente o sofrimento que o povo deste país experimentou. Mas o Governo sempre agiu com o intuito de salvar vidas, proteger o NHS [serviço público de saúde] e de acordo com os melhores pareceres científicos”, vincou.

Johnson negou ter minimizado a dimensão da crise sanitária no início ou ter sido “complacente” e desmentiu que o anterior chefe dos serviços civis, Mark Sedwill, lhe tivesse manifestado falta de confiança no ministro da Saúde.

Cummings foi considerado o arquiteto da campanha que resultou na saída do Reino Unido da União Europeia e o autor do slogan “Get Brexit Done”, que garantiu uma maioria absoluta nas eleições de dezembro.

Tornou-se depois o assessor com mais poder dentro do Executivo, decidindo muitas vezes quem tinha acesso ao primeiro-ministro, marginalizando deputados e até outros membros do próprio Governo.

Porém, ficou enfraquecido quando foi tornado público que tinha conduzido centenas de quilómetros até ao norte de Inglaterra após contrair covid-19, violando as regras de confinamento nacional.

https://zap.aeiou.pt/boris-injetar-se-coronavirus-em-direto-405413

 

Sem racismo que o trave, George é o primeiro candidato presidencial negro de Nicarágua !

George Henríquez está a fazer história na luta pelos direitos das populações negras e indígenas na Costa Atlântica. O nicaraguense é o primeiro candidato presidencial negro do país.


Henríquez tornou-se um alvo da polícia, uma vez que é um dos principais ativistas no crescente movimento de oposição ao Presidente de Nicarágua, Daniel Ortega.

“Tenho a polícia constantemente em minha casa, durante a manhã, durante a tarde, durante a noite”, disse Henríquez numa entrevista por telefone à Vice. “E eles têm estas espingardas e AKs, ficam na frente da minha casa a garantir que eu não apareço para ajudar nalgum protesto ou assim”

No entanto, em vez de se assustar com o assédio policial, Henríquez ainda fica mais motivado no seu ativismo. 

Em janeiro, anunciou que competiria contra outros líderes da oposição na corrida para selecionar um único candidato para desafiar Ortega nas eleições de 7 de novembro.

A visibilidade que sua ambição traz à população afro-descendente há muito marginalizada da Nicarágua pode ajudar a quebrar preconceitos contra a sua comunidade.

Para se perceber um pouco a dimensão do preconceito, quando Henríquez anunciou a sua candidatura, José Manuel Urbina, aliado de um partido de direita, publicou uma fotografia de Henríquez no Facebook com a descrição: “Candidaturas: A Nova Pandemia”.

“Que bárbaro! Que vulgar! Agora, até um primo do Bob Marley está a concorrer à presidência”, escreveu Urbina.

As suas rastas, brincos e roupas descontraídas batem de frente com o racismo estrutural que existe no país. Muitos pensam que pelo seu visual, George Henríquez não será um candidato sério, embora este tenha um mestrado em Género, Etnia e Cidadania Intercultural.

“Há racismo contra a população negra. Há racismo contra a população indígena. Há racismo contra a área geográfica a que você pertence”, disse Henríquez.

Para estas eleições, a oposição permanece dividida. Seis partidos reuniram-se para criar uma coligação de oposição e vão escolher um único candidato para concorrer contra o presidente, com Henríquez a representar inicialmente o partido indígena YATAMA.

Mas o processo de seleção foi marcado por lutas internas e o YATAMA saiu da coligação. Apesar de tudo, Henríquez não vacilou e permanece na corrida como independente.

https://zap.aeiou.pt/george-candidato-negro-nicaragua-405042

Há novos detalhes sobre o “Deus da guerra”, o bombardeiro chinês capaz de atingir as ilhas dos EUA !


O bombardeiro Xian H-20 ainda não foi oficialmente confirmado. No entanto, a Modern Weaponry, uma revista dirigida pelo China North Industries Group, uma empresa de defesa estatal, publicou uma imagem gerada por computador na capa da sua edição de junho.

As imagens mostram que o bombardeiro Xian H-20 tem um compartimento para armas, duas asas traseiras ajustáveis, um radar aerotransportado, entradas de ar furtivas e bicos de motor em ambos os lados. Todo o avião é revestido por um material cinzento escuro absorvente de ondas de radar, avança o The Times.

O design de asa voadora parece ser semelhante ao bombardeiro Northrop Grumman B-2 Spirit, que tem sido um dos pilares da ameaça nuclear de longo alcance dos Estados Unidos desde 1997.

A Modern Weaponry apelidou o bombardeiro de “Deus da guerra no céu” e divulgou quatro imagens criadas por computador do design do Xian H-20. Apesar de estar em desenvolvimento há vários anos, as fotografias nunca foram oficialmente divulgadas.

Este bombardeiro chinês seria um marco significativo nos esforços de Pequim para competir com Washington. Os relatórios sugerem que o H-20 acabará por substituir o H-6, um design da década de 1950 que a China tem vindo a atualizar continuamente ao longo das décadas.

O matutino avança que a aeronave consegue alcançar a segunda cadeia de ilhas do Pacífico, Japão, Guam e as Ilhas Marianas dos Estados Unidos a partir de bases chinesas.

Nenhum detalhe foi ainda confirmado, mas o bombardeiro deverá ser equipado com mísseis de cruzeiro nucleares e convencionais, e não se espera que seja capaz de quebrar a barreira do som.

Os militares chineses estão a tentar alcançar os Estados Unidos e o partido governante da China vê a necessidade de ter uma força equivalente à sua contraparte norte-americana, para impedir que Washington ameace o seu controlo de poder.

Jon Grevatt, um especialista em aviões de guerra, disse ao South China Morning Post que as imagens priorizaram a furtividade e a capacidade de voar por longas distâncias, em vez da velocidade. “Se a aeronave se tornar operacional, terá o potencial de mudar as regras do jogo.”

https://zap.aeiou.pt/detalhes-bombardeiro-chines-405240

 

Lukashenko avisa - “Se aqui estalar algo, será uma nova guerra mundial” !

O Presidente da Bielorrússia respondeu com ameaças às sanções europeias, esta quarta-feira, e acusou o Ocidente de liderar uma “guerra gélida” contra o seu país.


“Estamos na primeira linha de uma de uma nova guerra, já não fria, mas gélida“, afirmou Aleksandr Lukashenko numa intervenção perante as duas câmaras do Parlamento bielorrusso, citado pela agência oficial BELTA.

Para o Presidente bielorrusso, foi “aberta uma guerra híbrida, a vários níveis” contra o seu país, cujo objetivo é “demonizar” a Bielorrússia.

“Somos um país pequeno, mas responderemos adequadamente. Há exemplos parecidos no mundo. Mas, antes de se agir sem pensar, há que recordar que a Bielorrússia é o centro da Europa e que, se aqui estalar algo, será uma nova guerra mundial“, avisou.

Lukashenko sublinhou que, diante de uma qualquer sanção, ataque ou provocação, a Bielorrússia “responderá com dureza”, avisando que o Ocidente “não está a deixar outra opção”.

“Vamos compensar as sanções com ações ativas noutros mercados. Vamos substituir a Europa, inexoravelmente envelhecida, pela Ásia, em rápido crescimento. A nossa sociedade está pronta para se tornar a nova Eurásia, o posto avançado da nova Eurásia”, acrescentou.

Por seu lado, o primeiro-ministro bielorrusso, Roman Golovchenko, disse ter já sido preparado um pacote de medidas de proteção para empresas e cidadãos, que consiste num possível embargo às importações de mercadorias do Ocidente e restrições ao seu trânsito.

Além disso, Lukashenko também alertou para a ideia de que a Bielorrússia pode enfraquecer o controlo sobre o tráfico de drogas e a migração ilegal, obrigando a que os europeus fiquem encarregados de assumir a totalidade do problema.

O Presidente bielorrusso avisou os que estão a preparar novas sanções contra a Bielorrússia para que “não se esquecerem de compensar” as despesas feitas por Minsk durante a investigação do incidente. “Isto tem de ser pago”, acrescentou.

Lukashenko voltou a defender que, no incidente da aterragem forçada do avião da Ryanair, as suas ações foram ajustadas ao enquadramento legal.

Agi de acordo com a lei, defendendo as pessoas de acordo com todos os padrões internacionais”, disse, garantindo que as alegações de que o avião de passageiros foi forçado a pousar por um caça MiG-29 são uma “total mentira”.

O Presidente bielorrusso sustentou que a missão do caça bielorrusso foi garantir a comunicação com o avião de passageiros e conduzi-lo ao aeroporto de Minsk em caso de situação crítica.

Recorde-se que, na segunda-feira, os líderes da União Europeia decidiram banir as transportadoras deste país e solicitar às companhias aéreas europeias para evitar o espaço aéreo bielorrusso, exigindo ainda mais sanções contra o regime de Lukashenko.

Esta quarta-feira, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que iniciou esta quarta-feira uma visita oficial de dois dias a Lisboa, condenou o ato “ultrajante” de Minsk e apelou à “unidade da comunidade internacional” na resposta.

“Saúdo as sanções decididas pela União Europeia e a exigência da libertação imediata do jornalista Roman Protasevich e da sua companheira, Sofia Sapega. E a libertação de todos os restantes presos políticos, incluído da Union of Poles [União dos Polacos], uma organização que representa a minoria polaca no país”, insistiu.

Nesta conferência de imprensa conjunta, o primeiro-ministro português, António Costa, também considerou que o regime bielorrusso “ultrapassou todas as linhas vermelhas”.

“Claramente, acho que quem ultrapassou todas as linhas vermelhas possíveis e imagináveis foi a Bielorrússia e o Presidente Lukashenko. É preciso sentir-se muito ameaçado pelas forças democráticas internas para desencadear um ato absolutamente inimaginável ao permitir-se proceder a um desvio de um avião civil, que se desloca entre duas capitais europeias, duas capitais da NATO, com o exclusivo objetivo de deter um jornalista e a sua companheira”, declarou.

As autoridades bielorrussas detiveram, no domingo, o jornalista Roman Protasevich, depois de Lukashenko ter ordenado que o voo da companhia aérea Ryanair, que fazia a rota de Atenas para Vílnius, fosse desviado para o aeroporto de Minsk.

Protasevich, de 26 anos, é o ex-chefe de redação do influente canal Nexta, que se tornou a principal fonte de informação nas primeiras semanas de protestos anti-governamentais após as Presidenciais de agosto de 2020.

https://zap.aeiou.pt/lukashenko-sera-nova-guerra-mundial-405411

 

Amazon compra MGM por 8,45 mil milhões de dólares !

A Amazon comprou a MGM por 8,45 mil milhões de dólares. O objetivo passa por alargar o catálogo de filmes e séries do serviço Amazon Prime Video.


A Amazon chegou a acordo para comprar a Metro-Goldwyn-Mayer, mais conhecida por MGM, a empresa norte-americana de produção e distribuição de filmes e programas de televisão.

A Amazon pagou cerca de 8,45 mil milhões de dólares, passando agora a deter uma biblioteca de conteúdo que, segundo consta, consiste em cerca de 4.000 filmes e 17.000 horas de TV, escreve o The Verge.

Desta forma, o serviço Amazon Prime conseguirá potencialmente atrair mais subscritores, competindo com a Netflix e com a HBO. A Amazon diz que a aquisição “proporcionará aos clientes maior acesso” aos trabalhos da MGM.

Esta é a segunda maior aquisição da multinacional norte-americana, depois de ter adquirido em 2017 a rede de supermercados Whole Foods, por quase 14 mil milhões de dólares.

“O valor financeiro real por trás deste acordo é o tesouro da propriedade intelectual no profundo catálogo que planeamos reimaginar e desenvolver junto com a talentosa equipa da MGM”, disse Mike Hopkins, vice-presidente sénior da Prime Video e Amazon Studios, em comunicado. “É muito empolgante e oferece muitas oportunidades para uma narrativa de alta qualidade”.

Com a compra da MGM, a Amazon passa também a ser dona do canal de televisão por cabo Epix.

A MGM tem um portfólio variado, detendo os direitos de conteúdos dos franchises de James Bond e Rocky, para além de séries como The Handmaid’s Tale e Vikings.

https://zap.aeiou.pt/amazon-compra-mgm-405393

 

Flórida quer proibir o Twitter e o Facebook de banir políticos !

Um recente projeto de lei na Flórida quer proibir o Facebook e o Twitter de excluir políticos das suas plataformas.


O projeto de lei, aprovado pelo governador republicano Ron DeSantis na segunda-feira, quer proibir as redes sociais de banirem as contas de candidatos a cargos políticos na Flórida.

A proibição permite que o Comité Eleitoral da Flórida “imponha multas de 250 mil dólares” (cerca de 205 mil euros) por dia para candidatos a cargos estaduais e 25 mil dólares (cerca de 20 mil euros) por dia para cargos fora do estado. A proposta foi criada em fevereiro e recebeu o nome de SB 7072, uma abreviação para Senate Bill 7072.

De acordo com o governador, citado pelo The Verge, a proposta tem como objetivo aumentar a manifestação dos utilizadores, em vez de a reprimir.

Há, porém, um obstáculo: a lei pode entrar em conflito com a Primeira Emenda da legislação dos Estados Unidos que proíbe o Governo de compelir ou controlar a liberdade de expressão.

Além disso, muitas entidades ligadas às tecnologias encaram esta proposta como inconstitucional.

Os tribunais poderão revogar a lei devido à Secção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, que isenta as redes sociais de responsabilidade pelo conteúdo publicado, sendo o utilizador o responsável pelo que publica.

Mas Ron DeSantis não se deixa intimidar com esta possibilidade. “Nós agimos para assegurar que ‘nós o novo’ – os verdadeiros cidadãos da Flórida – tenhamos proteção garantida contra as elites de Silicon Valley”, disse, em comunicado.

https://zap.aeiou.pt/florida-proibir-twitter-banir-politicos-405221

 

Onda de violência em campanha eleitoral - 80 candidatos já foram assassinados no México !

Pelo menos 80 candidatos e 28 familiares de políticos mexicanos já foram mortos na campanha para as eleições de 6 de junho. Agora, o movimento Cidadão perde o seu terceiro dirigente em menos de duas semanas.


Mesmo sendo o México um país onde já existe histórico de violência eleitoral, esta campanha tem sido a mais sangrenta de que há memória. Segundo o WSJ, vários gangues de criminosos têm atacado as áreas locais, intimidando ou matando políticos.

Alma Barragán, candidata à presidência de Moroléon, um município de 50 mil habitantes no estado mexicano de Guanajuato, foi assassinada a tiro durante uma ação de campanha, num ataque que deixou ainda dois feridos.

Este é o terceiro assassinato de políticos do mesmo partido, o Movimento Cidadão, em menos de duas semanas.

A candidata publicou um vídeo na sua página de Facebook onde estava e convidar os habitantes a juntar-se à sua campanha eleitoral. “Se querem acompanhar-me, venham ouvir as minhas propostas e conviver. Muita obrigada, aqui vos espero.” Pouco depois, chegavam vários homens armados.

Este caso segue-se a dezenas de outros que têm ocorrido em várias localidades do país da América Latina.

A 14 de maio, outro candidato do Movimento Cidadão, Abel Murrieta, de Cajeme, no estado de Sonora, foi igualmente assassinado durante um comício.

Também no último domingo foi encontrado morto Arturo Flores Bautista, candidato a presidente da câmara de Landa de Matamoro, em Querétaro.

Para além das 80 mortes entre candidatos, registam-se mais de 500 agressões a políticos, um aumento de 64% em relação ao mesmo período de 2018.

Outros dados, estes recolhidos pela consultora Etellekt, mostram que 28 familiares de políticos foram mortos nesta campanha até ao fim do mês de Abril.

Segundo o presidente da Etellekt, nem todas estas mortes estão ligadas ao narcotráfico, como muitas vezes se pensa. “São muitos os interesses económicos e de poder que estão em jogo nestas cidades, onde chefes criminosos não querem perder a posição dominante”, refere.

A 6 de junho, os mexicanos serão chamados a votar para preencher cerca de 20 mil cargos, incluindo 15 governadores e os membros da Câmara dos Deputados e dos congressos locais.

https://zap.aeiou.pt/violencia-campanha-eleitoral-mexico-405223

 

Influencers franceses e alemães contactados por agência com ligações à Rússia para denegrir vacina da Pfizer !

Os alvos desta campanha de desinformação receberam um e-mail de uma agência de comunicação, aparentemente sediada no Reino Unido, que lhes oferecia uma “parceria” em nome de um cliente com “um orçamento colossal”, que queria permanecer anónimo e manter o negócio em segredo.


YouTubers, bloggers e influencers franceses e alemães estão a ser contactados por uma agência de relações públicas para dizerem aos seus seguidores que a vacina da Pfizer/BioNTech é responsável por centenas de mortes.

A Fazze, a suposta agência de comunicação sediada em Londres, tem aparentes ligações à Rússia. Esta terça-feira, encerrou o seu site e tornou privada a conta no Instagram.

O The Guardian avança que a agência contactou vários YouTubers franceses na semana passada e lhes pediu para “explicar que a taxa de mortalidade entre os vacinados com a Pfizer é quase 3 vezes maior do que os vacinados com AstraZeneca”.

Os influenciadores, que partilham geralmente conteúdos de saúde e ciência, deveriam publicar links no YouTube, Instagram ou TikTok, direcionando para artigos no Le Monde, no Reddit e no site Ethical Hacker sobre um relatório cujos dados supostamente corroboram a alegação.

Acontece que, segundo o jornal britânico, o artigo no Le Monde refere dados alegadamente obtidos por hackers russos da Agência Europeia de Medicamentos e posteriormente publicados na dark web. Além disso, não contém referência sobre taxas de mortalidade.

Já as páginas dos outros dois sites foram apagadas.

Os influenciadores contactados pela agência receberam instruções precisas, como mencionar que “os principais media ignoram o tema” e questionar por que “alguns Governos estão a comprar ativamente a vacina Pfizer, que é perigosa para a saúde”.

Palavras como “publicidade” ou “patrocinado” não deviam ser usadas nos conteúdos, que, por sua vez, deviam ser apresentados “como a sua própria visão independente”.

Léo Grasset, um dos YouTubers contactados, partilhou uma captura de tela dos e-mails recebidos no Twitter.

O francês, que conta com quase 1,2 milhões de subscritores, referiu que a campanha tinha destinado um “orçamento colossal”, mas que a agência se recusou a identificar o cliente.

De acordo com o LinkedIn, a Fazze é gerida a partir de Moscovo e já trabalhou para uma agência supostamente fundada por um empresário russo.

https://zap.aeiou.pt/influencers-denegrir-vacina-da-pfizer-405195

 

Reino Unido - Centenas de mulheres exigem pedido de desculpas por adoções forçadas !

Entre as décadas de 1950 e 1970, centenas de mulheres britânicas foram forçadas a entregar os filhos recém-nascidos para adoção. Agora, exigem um pedido de desculpas formal do governo.


De acordo com o jornal britânico The Guardian, estima-se que cerca de 250 mil mulheres na Grã-Bretanha tenham sido obrigadas a entregar os filhos recém-nascidos, nas décadas de 50, 60 e 70.

A maior parte eram jovens solteiras quando engravidaram, cujas famílias não aceitaram a gravidez e que tiveram os filhos em instituições – chamadas “lares para mães e bebés” -, que não lhes deram outra escolha.

A maioria destas mulheres, agora com idades entre os 70 e os 80 anos, diz ter vivido uma vida marcada pelo luto e pelo trauma de ter perdido o contacto com os filhos.

Numa carta dirigida ao primeiro-ministro britânico Boris Johnson, centenas de mulheres exigem agora um pedido de desculpas.

No documento, dizem que um pedido de desculpas lhes pode trazer, pelo menos, algum conforto e consideram que o governo lhes deve esse gesto, “em nome das instituições e de todos os que as trataram tão mal”, escreve a BBC.

“Nunca me perguntaram se eu queria prosseguir com a adoção. Foi um dado adquirido”, disse Jill Killington, citada pelo The Guardian.

Killington engravidou em 1967, aos 16 anos. Nove dias após o parto, o seu bebé, Liam, foi-lhe retirado.

“Esperavam que eu simplesmente continuasse com a minha vida como se nada tivesse acontecido. Tenho a certeza de que isso teve um impacto na minha vida. Existe um ciclo de tristeza e de raiva. Uma espécie de melancolia qu está sempre presente”, disse.

Também a ex-parlamentar trabalhista e ministra Ann Keen deu à luz um filho, quando tinha apenas 17 anos, que acabou por ser dado para adoção.

Foi coerção. A frase que usaram foi ‘é pelo melhor’ e ‘se realmente amas o teu bebé, deves desistir dele'”, contou à BBC.

“Não desisti do meu filho nem o abandonei. Um pedido de desculpas limparia o meu nome e o nome do meu filho. O que aconteceu é uma injustiça histórica. Está na altura de pedir desculpa”, disse.

Sue Armstrong Brown, diretora da Adoption UK, disse que “o que aconteceu com estas mulheres é doloroso e indefensável. Pedir desculpas é a coisa certa a fazer pelo governo”.

“Hoje, a adoção só é usada quando não é seguro para uma criança ficar com a sua família biológica por causa de abuso, violência ou negligência. Mas devemos a estas mulheres e aos seus filhos enfrentar o mal que lhes foi feito noutros tempos”, acrescentou.

As mulheres que assinaram a carta enviada ao governo britânico defendem, por isso, que o Reino Unido siga o passo dado pela Austrália, em 2013, quando a então primeira-ministra, Julia Gillard, pediu desculpas a cerca de 150 mil mulheres que também foram obrigadas a entregar os seus bebés.

Em 2018, também o Senado canadiano recomendou ao governo federal que formalizasse um pedido de desculpas às 300 mil mulheres do país, impedidas no passado de criar os seus filhos.

“As mulheres jovens sentiram vergonha. Foram privadas da sua dignidade e respeito próprio, sem fazerem nada de errado, e foram forçadas a separações horríveis”, disse, na altura, Alison McGovern.

Em janeiro, a Irlanda pediu desculpa aos ex-residentes de lares de mães e bebés, pela forma como foram tratados ao longo de várias décadas. O então primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, disse que as adoções ilegais no país eram “mais um capítulo da história sombria” da Irlanda.

https://zap.aeiou.pt/reino-unido-pedido-desculpas-adocoes-405213


 

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Desvio de avião pela Bielorrússia “só foi possível com o apoio do Kremlin” !

O sequestro do avião da Ryanair por parte da Bielorrússia só foi possível com o apoio dos serviços de inteligência do Kremlin, que nunca virou as costas ao Presidente Alexander Lukashenko, disse à Lusa uma analista.


Para Judy Dempsey – analista do grupo de reflexão Carnegie Europe e diretora executiva da publicação Strategic Europe – o recente episódio do sequestro do avião da Ryanair e a detenção do opositor do regime da Bielorrússia Roman Protasevich teve de contar com o know-how de logística dos serviços de inteligência russos.

A analista chega a esta conclusão por causa da complexidade da operação e também pelo contexto político de relacionamento entre os dois países.

“Não sabemos muito do que está a acontecer. Mas sabemos que Moscovo nunca virou as costas a Lukashenko, até porque Putin mantém a esperança de conseguir trazer a Bielorrússia para a esfera de influência da Rússia”, explicou Dempsey, em declarações à Lusa.

Esta especialista em política internacional considera que o gesto da Bielorrússia foi uma “aposta de alto risco“, porque resultou numa união de toda a comunidade internacional num protesto inequívoco, deixando o seu Governo à mercê de uma condenação quase consensual. “Este episódio uniu os 27 países. Porque perceberam que isto poderia ter acontecido com qualquer um deles”, explicou Judy Dempsey.

Nesse sentido, o caso não favorece os interesses de Moscovo, já que o Presidente russo sempre apostou numa estratégia de dividir a Europa, criando clivagens entre os diferentes países da comunidade, para reforçar a sua posição de ameaça. “Por isso é que comecei por dizer que ainda não conhecemos bem tudo o que se passou”, concordou.

A analista do Carnegie Europe também não acredita que Putin consiga fazer a união da Rússia e com a Bielorrússia, apesar do continuado “namoro” do Kremlin ou da pressão exercida através da dependência energética, particularmente do gás.

“Lukashenko não tem legitimidade política para atuar. Mesmo que Putin queira essa união dos dois países, não a vai conseguir com Lukashenko e não a vai conseguir com outro Presidente, porque o povo bielorrusso não está interessado nessa ligação”, disse Dempsey.

Mas a analista admite que Putin possa estar a criar um plano para a sucessão de Lukashenko. “Nesse caso, é preciso ter cuidado. Muito cuidado”, alertou a especialista, para quem este é o momento para a União Europeia (UE) desenhar uma estratégia para este problema e confrontar Lukashenko com os seus próprios problemas de legitimidade.

“As sanções económicas são táticas, não são decisões estratégicas”, defendeu Judy Dempsey, para quem a UE não está a agir com suficiente clareza e determinação.

Judy Dempsey considera que as autoridades europeias deviam apostar na transição de poder na Bielorrússia, em vez de usar uma tática de confrontação e de medidas sancionatórias. “Os europeus deviam estar a apoiar a mudança política na Bielorrússia, apoiando os movimentos políticos de oposição”, concluiu a analista.

Esta quarta-feira, o Presidente da Bielorrússia considerou que o país está a ser alvo de “ataques” que passaram os limites.

“Passaram muitas linhas vermelhas e os limites do bom senso e da moralidade humana”, disse Lukashenko aos membros do Parlamento, de acordo com a agência de notícias estatal Belta, citada pela AFP.

https://zap.aeiou.pt/desvio-aviao-apoio-do-kremlin-405189

 

Há um país no mundo onde a pandemia pode ter ajudado a salvar vidas !

O ano de 2020 foi sinónimo de aumento na taxa de mortalidade de vários países, com a pandemia de covid-19 a fazer milhares de mortos pelo mundo fora. Mas ainda assim houve um país que conseguiu diminuir o seu número de óbitos.


Em 2020, os Estados Unidos, o Brasil e a Índia foram alguns dos países que registaram mais óbitos devido ao novo coronavírus. Esta situação, faz com que tenham visto a sua taxa de mortalidade subir a pique durante o ano passado.

Por outro lado, há países onde a crise de saúde pública em nada influenciou os seus cálculos demográficos. É o caso da Noruega e da Dinamarca, onde as mortes observadas em 2020 foram efetivamente iguais às das tendências históricas, sugerindo que a pandemia não afetou significativamente a mortalidade geral.

Contudo, há um país que conseguiu o que parecia ser impossível. Na Nova Zelândia, a mortalidade caiu abaixo do esperado no ano de 2020.

Embora este resultado seja notável, não é uma surpresa, pois a Nova Zelândia foi um verdadeiro caso de sucesso na contenção da pandemia.

“A Nova Zelândia destacou-se como o único país que teve mortalidade abaixo do esperado em todas as faixas etárias, tanto em homens quanto em mulheres, sem diferença de sexo nas taxas de mortalidade excessiva, o que pode ser potencialmente atribuído à estratégia de eliminação do país no início do pandemia”, explicam os investigadores no estudo publicado no jornal The BMJ.

Para já, ainda não há dados que expliquem esta tendência no país, mas os autores do estudo vão mais longe e dizem até que a pandemia pode ter ajudado a diminuir a taxa de mortalidade.

Ainda assim, os especialistas acreditam que o aumento das medidas de saúde pública pode ter tido um efeito protetor sobre a população, levando a quedas significativas na mortalidade por gripe sazonal e pneumonia, que em anos normais costumam fazer muitas mortes.

De recordar que, logo que a pandemia eclodiu, a Nova Zelândia foi um dos primeiros países do mundo a restringir as viagens na totalidade e a aplicar uma série de medidas internas.

Contrariamente, em outros sítios do planeta as coisas não correram tão bem e o efeito da mortalidade excessiva da pandemia foi muito além das mortes que podem ser atribuídas diretamente aos casos de covid-19, escreve o Science Alert.

https://zap.aeiou.pt/pais-onde-pandemia-salvar-vidas-404809

 

Misteriosa base aérea está a ser construída em ilha vulcânica ao largo do Iémen !

Uma misteriosa base aérea está a ser construída numa ilha vulcânica ao largo do Iémen. A ilha situa-se num dos principais pontos de estrangulamento marítimo do mundo.


As autoridades do governo internacionalmente reconhecido do Iémen suspeitam que os Emirados Árabes Unidos estão por trás da construção, embora o país tenha anunciado em 2019 que estava a retirar as suas tropas de uma campanha militar liderada pelos sauditas contra os rebeldes hutis do Iémen.

“Este parece ser um objetivo estratégico de longo prazo para estabelecer uma presença relativamente permanente”, referiu Jeremy Binnie, editor do Oriente Médio da empresa de inteligência de código aberto Janes.

A pista da Ilha Mayun permite a quem a controla projetar força no estreito e lançar ataques aéreos contra o Iémen. Também fornece uma base para qualquer operação no Mar Vermelho, no Golfo de Aden e na vizinha África Oriental.

Imagens de satélite do Planet Labs, obtidas pela Associated Press, mostraram veículos a construir uma pista de 1,85 km na ilha a 11 de abril. A 18 de maio, a obra parecia já estar concluída.

Segundo o The Guardian, uma pista tão extensa pode albergar aeronaves de ataque, vigilância e transporte.

Em declarações à AP, as autoridades, que preferiram manter o anonimato, disseram que os navios chegados dos Emirados transportavam armas, equipamentos e tropas militares para a Ilha Mayun nas últimas semanas.

Revelaram ainda que a tensão recente entre os Emirados Árabes Unidos e o presidente do Iémen, Abd Rabbu Mansour Hadi, surgiu numa altura em que os Emirados pressionaram o Governo para que assinasse um contrato de arrendamento com duração de 20 anos para Mayun. Contudo, as autoridades dos Emirados não reconheceram nenhuma discordância.

Questionadas pela Associated Press sobre a construção da base aérea na ilha vulcânica, as autoridades dos Emirados em Abu Dhabi e a embaixada do país em Washington não responderam aos pedidos de comentários.

Mayun, também conhecida como Ilha Perim, fica a três quilómetros da extremidade sudoeste do Iémen. As potências mundiais reconheceram a localização estratégica da ilha durante centenas de anos, especialmente com a abertura do Canal de Suez que liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho.

https://zap.aeiou.pt/misteriosa-base-aerea-ilha-iemen-405012

 

“Hitler estava certo.” - BBC investiga jornalista que comparou Israel à Alemanha Nazi !

A BBC está a investigar a atividade de uma das suas jornalistas nas redes sociais, que comparou Israel à Alemanha Nazi.


A BBC, emissora de rádio e televisão pública do Reino Unido, está a investigar várias publicações feitas nas redes sociais, nomeadamente no Twitter, pela jornalista Tala Halawa, especialista em assuntos da Palestina.

Halawa comparou Israel à Alemanha Nazi. Num dos tweets publicados em 2014 lê-se: “Israel é mais nazi do que o Hitler”. E termina com: “Hitler estava certo“.

Segundo o The Independent, o grupo Honest Reporting destacou uma série de tweets da jornalista durante o conflito de Gaza de 2014, incluindo publicações onde se lia que “os sionistas não se cansam do nosso sangue” e que apelidava os sionistas de “estúpidos“.

A jornalista trabalha atualmente como especialista em assuntos da Palestina para a BBC Monitoring – parte da produção do Serviço Mundial da BBC – e tem feito a cobertura do recente conflito em Gaza.

Um porta-voz da BBC revelou que os tweets em causa foram publicados antes de Tala Halawa começar a trabalhar para a estação britânica. “Mesmo assim, estamos a levar o caso muito a sério e a investigar“, acrescentou.

Atualmente, a conta de Twitter da jornalista não está disponível.

Recentemente, a agência de notícias norte-americana Associated Press suspendeu a jornalista Emily Wilder por violar a política da empresa, depois de ter publicado alguns tweets relacionados com a Palestina.

Wilder, de 22 anos, afirmou que a sua demissão fazia parte de um padrão mais amplo de censura contra repórteres pró-Palestina.

https://zap.aeiou.pt/hitler-estava-certo-bbc-investiga-jornalista-404942

 

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