sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

“Eles têm de ser destruídos” - Presidente do Cazaquistão dá ordem de “disparar para matar” !


O Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, autorizou hoje o uso de força letal sem aviso prévio contra manifestantes, após vários dias de tumultos no país de que resultaram dezenas de mortos.

“Dei ordem aos órgãos da polícia e ao Exército para disparar a matar sem aviso prévio” disse Tokayev num discurso televisivo, acrescentando que os “terroristas continuam a danificar bens e a usar armas contra os cidadãos”.

Considerou, por outro lado, “absurdos” os apelos, especialmente do estrangeiro, para negociar com os manifestantes com vista a uma resolução pacífica da crise.

“Que tipo de negociações se pode ter com os criminosos, com os assassinos? Temos estado a lidar com bandidos armados e treinados (…) Eles têm de ser destruídos e isso será feito em breve”, disse.

Segundo o chefe de Estado, “20.000 bandidos” atacaram Almaty, a capital económica onde os tumultos foram os mais caóticos e violentos.  

Tinham “um plano claro de ataque, ações bem coordenadas e um elevado grau de prontidão de combate”, prosseguiu, referindo-se a “sabotadores especializados”.

Kassym-Jomart Tokayev acusou “os meios de comunicação social livres e algumas pessoas no estrangeiro” de estarem a “desempenhar o papel de instigadores” desta crise.

“A operação antiterrorista continua, os militantes não depuseram as suas armas. Aqueles que não se renderem serão eliminados”, disse o presidente do Cazaquistão, reconhecendo que “haverá muito trabalho a fazer para aprender com a tragédia”.

“As forças da lei e da ordem estão a trabalhar arduamente. A ordem constitucional foi em grande parte restaurada em todas as regiões do país”, acrescentou Tokayev, citado pelo jornal Público.

O Cazaquistão, o maior país da Ásia Central, está, desde domingo, envolto em tumultos após manifestações de protesto contra o aumento dos preços do gás liquefeito, um dos combustíveis mais utilizados nos transportes do país, de 60 tengues por litro (0,12 euros) para o dobro, 120 tengues (0,24 euros).

Um contingente de tropas da Rússia e de outros países aliados chegou ao Cazaquistão na quinta-feira para apoiar o governo, protegendo edifícios estratégicos e apoiando a aplicação da lei.

No discurso, Tokayev manifestou-se “especialmente grato” ao Presidente russo Vladimir Putin por ter enviado o contingente militar.

“Ele respondeu muito rapidamente, e sobretudo de uma forma amigável, ao meu apelo”, disse

As autoridades do Cazaquistão anunciaram hoje que mataram 26 pessoas no que apelidam de operação “antiterrorista” que estão a realizar principalmente na cidade de Almaty.

Segundo o Ministério do Interior, mais de 3.000 alegados “criminosos” foram detidos e 18 pessoas “armadas” foram feridas.

As autoridades reconheceram anteriormente a morte de pelo menos 18 agentes, dois dos quais foram encontrados decapitados, de acordo com a versão oficial.

“Shal Ket!” — Velho, vai-te embora!”

“Shal Ket!” ou, em português, “vai-te embora, velho!” tornou-se o principal slogan dos protestos no Cazaquistão.

A maior cidade do Cazaquistão, Alma-Ata, foi ontem palco da terceira noite consecutiva de violentos protestos, que terminou com dezenas de mortos. Kassym-Jomart Tokayev, Presidente do Cazaquistão, afastou Nursultan Nazarbayev, o primeiro chefe de Estado do país, do cargo.

“Estas são as maiores manifestações de sempre dos últimos 35 anos no país”, disse Luca Anceschi, professor de Estudos Euroasiáticos na Universidade de Glasgow, em declarações ao Observador.

E o que explica a revolta do povo cazaque? “A pobreza e a enorme desigualdade são as principais razões. Há pessoas que não conseguem pagar as contas mais básicas e depois veem a corrupção nas elites. Portanto o descontentamento sócio-económico já lá estava”, explica ao jornal online Diana Kudaibergenova, socióloga da Universidade de Cambridge especializada no nacionalismo cazaque.

O afastamento de Nazarbayev, segundo Kudaibergenova, é “significativo”, uma vez que este é um “cargo que lhe pertencia até à morte”.

“É muito cedo para perceber o que significa isso para o futuro do país. Mas o facto de os manifestantes terem derrubado uma estátua de Nazarbayev, num país onde ele se assumia como uma espécie de figura paternal, é simbólico”, explicou, por sua vez, Anceschi, ao Observador.

https://zap.aeiou.pt/presidente-cazaquistao-disparar-matar-455816


Na luta pela lei eleitoral, Schumer ameaça usar a “opção nuclear” — Mas Manchin e Sinema estragam os planos !


Chuck Schumer está a ameaçar usar a “opção nuclear” e mexer nas regras do filibuster para forçar um voto no Senado à lei de reforma eleitoral dos Democratas, mas Manchin e Sinema estão reticentes.

Ano novo, Democratas na mesma. Os Senadores Joe Manchin e Kyrsten Sinema continuam a ser duas grandes pedras no sapato e a bloquear a agenda do próprio partido, depois de terem causado o impasse na votação do pacote social Build Back Better – uma das maiores bandeiras eleitorais de Joe Biden.

O líder da maioria Democrata do Senado norte-americano, Chuck Schumer, anunciou na segunda-feira que vai levar a votos na câmara uma mudança às regras do filibuster até dia 17 de Janeiro, o dia de Martin Luther King, mas por enquanto, o voto já está condenado ao fracasso com a oposição de Manchin e Sinema.

O filibuster é uma regra no Senado que nasceu com boas intenções – incentivar o debate – e obriga a que haja 60 votos para que a maioria da legislação seja aprovada. Quando uma lei é introduzida, qualquer Senador pode causar um impasse ao debater durante quanto tempo quiser e assim adiar uma votação.

Antes do voto da lei em si, tem de haver um voto para se dar o debate como encerrado e é preciso o aval de 60 dos 100 Senadores para que esta decisão se concretize. Ora, as boas intenções por detrás da criação regra não impediram que esta fosse usada para outros fins meramente partidários.

Como é muito raro que algum partido consiga assegurar 60 lugares no Senado e torná-lo assim à prova do filibuster, o que acontece muitas vezes é que as leis nem sequer chegam a ir votos porque o partido da oposição não dá por terminado o debate, ou seja, ter uma maioria no Senado acaba por ser inútil porque uma minoria na oposição pode determinar que leis são votadas e bloquear a agenda.

Esta arma tem sido usada por ambos os partidos ao longo dos anos, mas quando se trata de jogos de poder, os Republicanos tendem a ser mais impediosos. Actualmente, o Senado tem 50 lugares para cada partido. Como é o voto do Vice-Presidente que desempata, os Democratas controlam a câmara – mas os bloqueios dos Republicanos anulam esse controlo.

Já há muitos anos que o filibuster é polémico, tendo já vários candidatos presidenciais concorrido com base na promessa de que fariam de tudo para o abolir e garantir que o Senado trabalha sem percalços.
A batalha pelo Freedom to Vote Act

O partido de Joe Biden está agora a tentar aprovar uma lei de reforma eleitoral ainda antes das eleições intercalares deste ano, depois de vários 19 estados Republicanos terem adoptado 33 leis que restringem o acesso ao voto após a derrota de Donald Trump e as suas acusações de fraude eleitoral.

A proposta inicial, o For The People Act, passou na Câmara dos Representantes em Março de 2021, mas já se antecipava um chumbo no Senado devido ao filibuster dos Republicanos, tendo sido esse sido o argumento de Joe Manchin para se opor.

Os Democratas avançaram depois com o Freedom to Vote Act, uma lei que já se baseava numa proposta de Manchin. A lei inclui grande parte das medidas previstas, mas deixou cair outras para garantir o apoio dos Democratas mais conservadores.

A expansão do voto por correio, com a criação de critérios nacionais que permitem o voto antecipado para todos os eleitores sem justificações especiais, é uma das mudanças propostas que pretende reverter as restrições impostas pelos estados.

Os eleitores também não serão obrigados a dar mais identificações para votar pelo correio e o estados têm de averiguar com mais cuidado quando há suspeitas de que a assinatura no voto não é igual à que está registada na lista, sendo preciso que representantes dos dois partidos concordem que há problemas com a assinatura.

Cada estado tem também de permitir pelo menos 15 dias consecutivos de votos antecipados durante 10 horas em jurisdições com pelo menos 3000 eleitores. Os locais para o voto têm também de ficar num local onde passem transportes públicos.

As penas para a fraude eleitoral e intimidação dos eleitores aumentam, há uma exigência de maior transparência nas doações recebidas para as campanhas e há um aperto do cinto contra o gerrymandering, uma prática que pode decidir eleições através da divisão dos distritos eleitorais de acordo com os dados demográficos que mais beneficiam o partido que controla esse estado.

O dia de eleição passaria também a ser um feriado nacional e os correios seriam obrigados a arrumar com os boletins de voto no dia em se que são recebidos, tornando o processo gradual e evitando os atrasos que se verificaram nas últimas presidenciais.

As burocracias do registo para o voto também acabariam, passando todos os eleitores a estar automaticamente registados a não ser que não queiram. Quem já teve problemas menores com a justiça também poderia voltar a votar, desde que já tivesse cumprido a sua pena na totalidade.
Manchin e Sinema dão dores de cabeça aos Democratas (outra vez)

O bloqueio Republicano à reforma eleitoral já era de esperar, tendo o Freedom to Vote Act subido ao Senado quatro vezes e batido de frente no filibuster em todas as tentativas.

Agora, a estratégia de Chuck Schumer é ameaçar mudar as regras do filibuster – que podem ser revertidas com uma maioria simples e não exigem 60 votos – para escapar ao bloqueio Republicano à lei. No entanto, há entraves aos planos de Schumer: Joe Manchin, Senador da Vírgina Ocidental, e Kyrsten Sinema, Senadora do Arizona.

Ambos os Senadores são do Partido Democrata, mas são da ala mais conservadora do partido. Já foram os dois os culpados pelo impasse (que ainda não terminou) para a aprovação do Build Back Better e mesmo depois de meses de negociações que obrigaram Joe Biden a diluir ainda mais o pacote, Manchin já disse que vai votar contra. A data da votação ainda não foi marcada.

Agora, Sinema e Manchin estão outra vez a ir contra os Democratas e opõem-se à mudança das regras do Senado para fins partidários – algo conhecido como a “opção nuclear“.

“Esperamos que os nossos colegas Republicanos mudem de ideias e trabalhem connosco. Mas caso não o façam, o Senado vai debater e considerar mudar as regras do Senado no dia ou antes de 17 de Janeiro, dia de Martin Luther King Jr., para proteger a fundação da nossa democracia: eleições livres e justas”, apelou Schumer.

Schumer refere que o seu apelo à mudança das regras no Senado serve para combater o aproveitamento de regras que serviam para se evitar os bloqueios e que agora são usadas para se “garantir a obstrução”. “Temos de nos adaptar. O Senado tem de evoluir, como já o fez muitas vezes no passado”.

A proposta de se mexer no filibuster para se garantir a aprovação da reforma eleitoral ainda a tempo das intercalares conta também com o apoio de Joe Biden. “Se o único entrave a que a legislação do direito ao voto passe é o filibuster, apoio que se faça uma excepção”, revelou em entrevista à ABC News.

Na carta, o líder do Senado também lembrou o aniversário do ataque ao Capitólio de 6 de Janeiro de 2021.

“Não tenham dúvidas: esta semana os Democratas do Senado vão deixar claro que aquilo que aconteceu a 6 de Janeiro e as acções unilaterais e partidárias levadas a cabo pelas legislaturas estaduais dos estados Republicanos estão directamente ligadas e podemos e devemos ter uma posição forte para travar esta marcha anti-democrática“, avisou.

Resta agora saber se Sinema e Manchin se vão juntar aos Democratas ou se vão continuar a fazer o jogo duro contra o seu próprio partido.

https://zap.aeiou.pt/schumer-opcao-nuclear-manchin-sinema-455286


Após polémica nas redes sociais, Jon Stewart rejeita ter caracterizado filmes da saga Harry Potter como anti-semitas !


Humorista sentiu-se na necessidade de esclarecer a questão, sublinhando que adora os filmes baseados nas obras de J.K Rowling.

Na última semana, vídeo do podcast de Jon Stewart ter começado a circular pela internet, no qual o próprio comparava os duendes dos filmes da saga Harry Potter às ilustrações anti-semitas do livro “The Protocols of the Elders of Zion”, publicado em 1903, gerando polémica e a fúria de muitos internautas fãs de história. No entanto, o humorista veio agora a publico desmentir a ideia de que em algum momento quis acusar a autora J.K Rowling de ser antissemita, argumentando que o excerto em causa, na qual falava dos duendes, era uma brincadeira.

“Eu não acho que a J.K. Rowling é anti-semita. Eu não a acusei de ser anti-semita”, sublinhou Stewart. “Eu não acho que os filmes de Harry Potter sejam anti-semitas. Eu adoro os filmes, provavelmente demasiado para um cavalheiro da minha idade considerável”, continuou. “Eu não posso ressalvar isto o suficiente. Eu não estou a acusar a J.K Rowling de ser anti-semita. Ela não precisa de responder a nada daquilo. Eu não quero que os filmes de Harry Potter sejam censurados de qualquer forma” destacou.

Durante o vídeo de esclarecimento, o humorista clarificou que o tópico surgiu originalmente num contexto descontraído, entre colegas e amigos, no qual foi discutida a questão “como era ver pela primeira vez os filmes do Harry Potter enquanto homem judeu”. Foi neste âmbito que Stewart abordou o aspeto dos duendes para se referir a “como é que alguns duendes estão tão enraizados na sociedade que se tornaram invisíveis, mesmo num processo discutido como a produção de um filme”.

No episódio que saiu em dezembro, e que começou toda a polémica, Jon Stewart disse algo como: “É assim que se sabe que os judeus ainda estão no mesmo sítio. Quando falo com as pessoas, digo: ‘Já viram um filme do Harry Potter? Já viram as cenas no Gringotts Bank? Sabe o que são aquelas pessoas que gerem o banco? Judeus!’ E eles respondem: ‘ Oh isso é uma ilustração do Harry Potter’. Depois tu corriges, ‘Não, isso é uma caricatura dos judeus retirada de uma obra de literatura antissemita. A J.K. Rowling pensou ‘Podemos fazer com que estes tipos dirijam o nosso banco. É um mundo de feiticeiros… podemos montar dragões, podemos ter uma coruja de estimação, mas quem deve gerir o banco? Os judeus! E se os dentes fossem mais afiados?”.

https://zap.aeiou.pt/apos-polemica-nas-redes-sociais-jon-stewart-rejeita-ter-caracterizado-filmes-da-saga-harry-potter-455704


quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Oceano Pacífico em perigo - Contaminação radioativa; Japão planeja despejar água da usina de Fukushima no Oceano Pacífico !

Um milhão de toneladas de água contaminada será liberada em dois anos

Por Mong Palatino e Nevin Thompson

Pessoas em comunidades costeiras do Japão, acompanhadas por vozes de todo o mundo, denunciaram um novo plano governamental para despejar água contaminada do local do desastre nuclear de Fukushima no Oceano Pacífico. Comunidades locais e outras nações no Oceano Pacífico temem que o despejo envenene o meio ambiente e prejudique as indústrias locais de pesca e turismo que lutaram para se recuperar do acidente nuclear de março de 2011 na costa nordeste do Japão por mais de uma década.

De acordo com um plano do governo divulgado em 28 de dezembro de 2021, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) começará a liberar 1 milhão de toneladas métricas de água radioativa da usina de Fukushima no Oceano Pacífico em 2023. O plano, que ainda está sendo desenvolvido ao longo do próximos meses, afirma que um túnel submarino será construído para bombear a água para o mar. Os fundos também foram reservados para compensar as indústrias locais de pesca e turismo por possíveis “danos à reputação”.

Em março de 2011, um terremoto e tsunami causaram o derretimento de três reatores nucleares operados pela TEPCO em Fukushima. Com o passar dos anos, a água subterrânea que fluía pelas usinas foi contaminada com conteúdo radioativo. Para evitar que essa água chegue ao oceano, ela foi bombeada dos prédios do reator para grandes tanques que agora dominam a instalação do reator.

Uma captura de tela do vídeo do YouTube do Projeto Manhattan por um Mundo Livre de Nucleares apresentando mães japonesas dos distritos de Okuma e Futaba protestando contra o plano de despejar água radioativa no Oceano Pacífico. Em dezembro de 2021, pelo menos 1 milhão de toneladas de água contaminada estavam armazenadas nos tanques dentro da Central Nuclear de Fukushima Daiichi. Enquanto os contaminantes altamente radioativos são removidos, a água armazenada que o governo japonês planeja bombear para o mar ainda contém quantidades significativas de trítio, um elemento radioativo que alguns especialistas dizem ser inofensivo quando diluído na água do mar. O plano do governo japonês para bombear a água contaminada está em andamento desde 2020. O Greenpeace disse em abril de 2021 que coletou 183.000 assinaturas se opondo ao plano de despejar água da usina de Fukushima. Também em abril de 2021, grupos da sociedade civil sul-coreana emitiram uma declaração condenando o plano da TEPCO, observando, “mesmo se diluído, a quantidade total de material radioativo jogado no mar permanece inalterado. Se as águas residuais radioativas forem descarregadas, será um desastre irrevogável não apenas para o ecossistema marinho, mas também para o ser humano. ” A questão foi abordada durante a Reunião de Ministros das Relações Exteriores do Fórum das Ilhas do Pacífico em julho de 2021, e o órgão fez a seguinte declaração: Os Ministros das Relações Exteriores do Fórum observaram as preocupações em torno da seriedade desta questão em relação à ameaça potencial de contaminação nuclear adicional de nosso Pacífico Azul e os impactos adversos e transfronteiriços potenciais para a saúde e segurança do Continente do Pacífico Azul, e seus povos tanto no curto e longo prazo. Em novembro de 2021, a TEPCO disse que sua avaliação de impacto radiológico mostrou impacto mínimo sobre o meio ambiente: A avaliação concluiu que os efeitos da descarga de água tratada ALPS (Advanced Liquid Process System) no mar no público e no meio ambiente são mínimos, já que as doses calculadas foram significativamente menores do que os limites de dose, metas de dose e os valores especificados por organizações internacionais para cada espécie. A TEPCO garantiu ao público que está continuamente atualizando seus estudos científicos sobre o plano de lançamento de água processada no Pacífico. Mas as dúvidas permanecem sobre seus relatórios, principalmente porque ainda existem poucos planos concretos sobre como e onde a água contaminada será despejada, tornando difícil para observadores externos avaliar o risco. O Pacific Collective on Nuclear Issues, que representa as organizações da sociedade civil com sede na Oceania, refuta a veracidade desses estudos. Também traz uma mensagem para a TEPCO e o governo japonês: O Pacífico não é e não deve se tornar um depósito de lixo nuclear. O Coletivo considera que a TEPCO, e as agências governamentais japonesas relevantes, priorizaram erroneamente a conveniência e os custos em relação ao custo ambiental e humano de curto e longo prazo de suas ações planejadas. Os residentes japoneses também expressaram preocupação com o plano da TEPCO. O Greenpeace entrevistou o pescador Ono Haruo do município de Shinchi em Fukushima, que ecoou os sentimentos da população local: Os peixes estão finalmente começando a voltar depois de dez anos, mas se agora derramarem trítio na água, não importa o quanto o diluam, quem vai comprar esses peixes? Quem quer comer peixe envenenado? O oceano é o nosso local de trabalho. Você pode imaginar como é ser poluído intencionalmente? Levará 30 ou 40 anos antes de vermos os efeitos. A relação causal terá se tornado obscura e será impossível provar qualquer coisa. O que vai acontecer com o futuro de nossos filhos, nossos netos? Não está nem claro quem vai assumir a responsabilidade. Um grupo de mães na cidade de Iwaki, Fukushima, participou de um protesto em novembro de 2021 se opondo ao plano de despejar água contaminada no oceano. Os municípios de Okuma e Futaba, que hospedam o complexo Fukushima Daiichi, experimentaram um despovoamento quase completo na última década.

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Veículos e uma estação de televisão ardem em chamas em meio aos protestos no Cazaquistão !


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Cazaquistão pede ajuda; aliados enviam forças de paz !


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Venezuela adverte Colômbia e anuncia envio de tropas para a fronteira !


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Multidão enfrenta Exército e derruba governo no Cazaquistão !


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Joe Biden sinaliza Trump e a sua “teia de mentiras” como responsáveis pela invasão ao Capitólio ZAP 6 Janeiro, 2022 6 Janeiro, 2022 1


Presidente dos Estados Unidos reconheceu, no seu discurso, que “a dor e as cicatrizes” do dia do ataque ainda são “profundas”.

Num discurso que assinalou um ano desde que os apoiantes de Donald Trump invadiram o edifício do Capitólio com o objetivo de impedir a certificação dos votos relativos às eleições de novembro de 2020, Joe Biden não teve problemas em atribuir à postura e às mensagens do seu antecessor as culpas pelo sucedido, chegando mesmo a referir-se a uma “teia de mentiras” que acabou por resultar num “punhal encostado à garganta da democracia”.

“Pela primeira vez na nossa história, um Presidente não apenas perdeu uma eleição, mas tentou impedir a transferência pacífica do poder quando uma multidão violenta invadiu o Capitólio”, disse Biden.

Apesar de nunca referir diretamente o nome de Trump, o presidente dos Estados Unidos da América acusou-o de ter motivado a divisão entre a população, apelar à violência e causar um nível de instabilidade sem precedentes no país por se recusar a aceitar o resultado das eleições.

Num tom de mobilização das tropas, tendo em vista as eleições intercalares no final do ano, Biden relembrou um slogan que muitos já utilizaram aquando da sua eleição. “Estamos numa batalha pela alma da América. Uma batalha que iremos vencer, com a graça de Deus e a bondade e grandeza desta nação”. O discurso foi proferido numa das salas do Capitólio, onde figuram várias figuras histórias dos Estados Unidos e onde, há um ano, marcharam os apoiantes do antigo presidente para tentar impedir a concretização do vontade da maioria dos eleitores do país.

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França multa Google e Facebook em 150 e 60 milhões de euros pelas práticas de “cookies” !


As plataformas têm agora têm meses para proceder às alterações necessárias para ficarem em conformidade com a lei francesa.

A Comissão Nacional de Informática e das Liberdades (CNIL, na sigla francesa) multou a Google e a Facebook em 150 e 60 milhões de euros, respetivamente, pelas suas práticas de ‘cookies’, utilizados para publicidade dirigida ao utilizador, foi esta quinta-feira anunciado.

A notícia é avançada pela agência France-Presse (AFP), que refere que o valor da multa imposta à Google é um ‘recorde’ no que diz respeito às sanções impostas pela CNIL, que já tinha aplicado uma multa de 100 milhões de euros à Google, em dezembro de 2020, também por causa das práticas de ‘cookies’. “A CNIL constatou que os ‘sites’ facebook.com, google.fr e youtube.com não permitem” recusar ‘cookies’ “de forma tão simples” como aceitá-los, indicou a entidade.

A comissão entendeu que o facto de aqueles ‘sites’ oferecerem um botão para aceitar ‘cookies’ de forma imediata, mas serem necessários “vários cliques para recusar todos os ‘cookies’”, “viola a liberdade de consentimento”. Adicionalmente, o botão adicionado pelo Facebook para recusar ‘cookies’ é ainda chamado de “Aceitar cookies”, observou a CNIL. As duas plataformas têm três meses para agir em conformidade, sob pena de “as empresas terem de pagar, cada uma, uma multa de 100.000 euros por cada dia de atraso”, acrescentou a CNIL.

Os ‘cookies’ são uma espécie de arquivos digitais, instalados pelos ‘sites’ nos computadores dos seus visitantes, para fins técnicos ou de publicidade direcionada.

Basicamente, os ‘cookies’ permitem acompanhar a navegação do utilizador, de forma a que possa ser enviada publicidade personalizada, relacionada com as suas áreas de interesse, sendo, por isso, regularmente denunciados pelas violações de privacidade que podem causar.

Em reação enviada à AFP, a Google anunciou uma mudança nas suas práticas, após a decisão do CNIL. “Respeitando as expectativas dos utilizadores da Internet, […] estamos empenhados em implementar novas alterações, bem como em trabalhar ativamente com a CNIL em resposta à sua decisão, no âmbito da diretiva [europeia] ePrivacy”, assegurou a tecnológica norte-americana.

Por sua vez, a Meta, empresa-mãe do Facebook, disse que está a “avaliar a decisão” da CNIL e que “vai continuar a trabalhar com as autoridades reguladoras” nestes assuntos. “Continuamos a desenvolver e a melhorar as ferramentas de controlo dos ‘cookies’” para os utilizadores da Internet, acrescentou o grupo liderado por Mark Zuckerberg.

Desde a entrada em vigor do regulamento europeu sobre dados pessoais, em 2018, os ‘sites’ são obrigados a cumprir regras mais rígidas para obter o consentimento dos utilizadores, antes de alocarem os seus ‘cookies’. A CNIL tinha dado até abril de 2021 aos editores dos ‘sites’ para se adaptarem às novas regras e avisou que começaria a sancionar passado esse prazo.

Em julho, o jornal francês Le Figaro foi o primeiro a ser multado, em 50.000 euros, por ‘cookies’ colocados por parceiros do jornal, “sem ação” por parte do utilizador ou “apesar da sua recusa”.

Em 2020, a CNIL impôs sanções de 100 e 35 milhões de euros, respetivamente, à Google e à Amazon sobre os ‘cookies’, com base em princípios anteriores à regulamentação europeia sobre dados pessoais, por considerar que a informação prestada aos utilizadores pelas duas plataformas nos seus ‘cookies’ não era “suficientemente clara”.

https://zap.aeiou.pt/franca-multa-google-e-facebook-praticas-cookies-455675


Restaurantes e hotéis nos EUA - Um milhão de demissões num mês !


Números surpreendentes não páram nos Estados Unidos da América. Em Novembro registou-se mais um recorde.

Quase 100 anos depois da Grande Depressão, surge a Grande Demissão. Nos Estados Unidos da América os números da economia têm registado um aumento visível mas os números de trabalhadores a demitirem-se também têm registado um aumento (ainda mais) visível, atingindo recordes.

Quando o coronavírus “fechou” o mundo, incluindo os EUA, o número de desempregados multiplicou-se por quatro. O cenário económico foi melhorando, em Junho de 2021 a taxa de desemprego já tinha descido para 5.9% mas, entretanto, apareceram as demissões por iniciativa dos trabalhadores: Abril de 2021 registou o recorde de 4 milhões de trabalhadores que abandonaram os seus empregos por opção própria. O maior número desde 2000, como aponta a BBC.

Mas o final do ano não trouxe uma diminuição de rescisões de contrato: em Novembro, 4.5 milhões de residentes nos EUA deixaram os seus empregos porque quiseram. Recorde em toda a estatística dos EUA.

Neste global destacam-se as secções de restauração e hotelaria: um milhão de trabalhadores desses sectores demitiu-se. Ou seja, em cada 16 trabalhadores, um deixou o cargo que ocupava.

Nas contas sublinhadas pelo portal Business Insider, verifica-se que, no total, três por cento dos trabalhadores nos EUA demitiram-se em Novembro do ano passado.
Praticamente o dobro dessa percentagem só em restauração e hotelaria.
Razões para demissões

Os motivos que originam tantos pedidos de demissão em pouco tempo são vários. O principal será o cansaço ou mesmo o esgotamento relacionado com a tarefa que tinham: as pessoas já queriam demitir-se antes da COVID-19 mas ganharam a coragem que faltava – ou apareceu a insegurança como motivo – para se demitirem agora.

O tele-trabalho também veio alterar as contas. Muitas pessoas estarão a deixar os trabalhos presenciais que tinham para assinarem por uma empresa que permite trabalhar em casa.

E depois podemos centrar-nos noutro factor, que é essencial na restauração e na hotelaria: a valorização e o empoderamento dos trabalhadores. Quem gere as empresas passou a dar mais valor a quem trabalha, em muitos locais. Flexibilidade, incentivos extra, inquéritos de satisfação e salários mais justos.

Em restauração e hotelaria abundam os postos com salários baixos. Não há perspectivas de progressão na carreira.

Assim, havendo oportunidade de emprego noutro lado (ou havendo margem para uma pausa na carreira laboral), o trabalhador, cansado de não ser valorizado – ou da própria tarefa que executava – e de não receber o salário que acharia correcto, sai por iniciativa própria.

Esta é uma fase marcada por empresas que já contratam “qualquer um que apareça”. Mas estes dados e estas conclusões demonstram que, sobretudo nestes sectores
mencionados (que representam 6.4% dos empregos a nível global), o maior problema na economia dos EUA não é a falta de mão-de-obra: é a falta de salários elevados.

No mundo de “lazer e hospitalidade” um trabalhador recebe em média 19.20 dólares por hora – o valor mais baixo nos EUA. E até era de 16.90 dólares, antes da pandemia.

Há trabalhadores a receber 2.13 dólares por hora. “Não admira que os trabalhadores estejam a deixar essa indústria”, disse ao portal o presidente do grupo One Fair Wage, Saru Jayaraman, que luta por salários justos nos EUA.

https://zap.aeiou.pt/restaurantes-hoteis-demissoes-eua-455498


Anti-vacinas, o tenista Djokovic tem visto retirado e vai ser deportado da Austrália !


O tenista sérvio Novak Djokovic, número um mundial, viu hoje o seu visto ser retirado pelas autoridades australianas e vai ter de deixar o país, falhando assim a participação no Open da Austrália, anunciaram as autoridades.

“A Autoridade Fronteiriça da Austrália pode confirmar que Djokovic não forneceu provas apropriadas para cumprir os requisitos de entrada na Austrália. O seu visto foi, por isso, cancelado”, lê-se num comunicado da autoridade.

Djokovic tinha dito que tinha recebido uma autorização especial para viajar para a Austrália, apesar de alegadamente não estar vacinado contra a covid-19, para poder disputar o primeiro ‘Grand Slam’ da temporada.

Contudo, à chegada ao país, Djokovic foi retido no aeroporto de Melbourne, supostamente pelo facto do tipo de visto solicitado não contemplar isenções médicas.

Os advogados de Djokovic ainda vão tentar recorrer desta decisão.

Austrália diz que Djokovic não é vítima de assédio

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, justificou a revogação do visto do atleta por não cumprir os requisitos impostos pela pandemia de covid-19.

“A Austrália tem regras claras sobre as suas fronteiras soberanas que não são discriminatórias”, disse Morrison numa conferência de imprensa em Camberra.

O primeiro-ministro australiano também recusou que Djokovic esteja a ser vítima de “assédio” como alegou o presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic.

Djokovic chegou ao aeroporto da cidade de Melbourne na quarta-feira à noite com uma isenção médica que lhe permitiria defender o seu título no Open da Austrália, mas os funcionários de controlo fronteiriço revogaram o seu visto quando o tenista não conseguiu justificar a autorização e detiveram-no durante várias horas.

O tenista de 34 anos encontra-se de quarentena num hotel, em Melbourne, à espera de ser deportado, segundo os media locais.

Já 20 vezes vencedor do Grand Slam, tal como Roger Federer e Rafael Nadal, o sérvio Novak Djokovic tem como objetivo alcançar em Melbourne um 21.º título do Grand Slam.

O Open da Austrália, que começa a 17 de Janeiro, é o seu torneio favorito: foi em Melbourne que o sérvio ganhou o seu primeiro Grand Slam (2008), e ninguém lá ganhou tanto como ele (nove vitórias).

https://zap.aeiou.pt/tenista-djokovic-deportado-australia-455609


Parte de um foguetão russo vai cair em direção à Terra, mas ninguém sabe onde !


Os especialistas estimam que objeto reentre na atmosfera nas próximas 24 horas, mas não conseguem prever onde vai cair.

Uma parte de um foguetão russo está a cair em direção à Terra, de forma descontrolada. Os especialistas que estão a monitorizar o objeto preveem que este reentre na atmosfera terrestre nas próximas 24 horas.

O Angara-A5 é um foguetão de carga pesada e foi lançado da estação espacial de Plesetsk, a noroeste da Rússia, a 27 de dezembro. De acordo com a TAS, agência de notícias russa, o lançamento previa testar um novo segmento da estrutura, conhecido como o propulsor Persei.

“O bloco orbital constituído pelo propulsor Persei e a base de carga completa separou-se da terceira fase do foguetão porta-aviões Angara-A5 12 minutos após o lançamento”, afirmou o ministro da Defesa russo.

O bloco orbital será colocado em órbita pelo propulsor Persei, sob o esquema de rotina de nove horas, quando o motor do propulsor for ligado quatro vezes.

O foguetão Angara-A5 foi lançado pelas forças espaciais russas, do porto espacial de Plesetsk, às 22:00 horas, hora de Moscovo.

O propulsor Persei, uma versão moderna de uma unidade originalmente destinada ao foguetão Proton-M, foi desenvolvido pela RSC Energia.

Roscosmos Dmitry Rogozin, chefe da empresa espacial estatal russa, realçou anteriormente que o propulsor Persei seria lançado pela primeira vez no foguetão de carga pesada, Angara-A5, em 2021.

Holger Krag, chefe do gabinete de detritos da Agência Espacial Europeia, referiu, em entrevista à CNN, que “é seguro dizer que nas próximas 24 horas estará em Terra, mas ninguém sabe onde porque, durante várias horas, fará várias voltas ao globo”.

A maior parte dos detritos espaciais acaba por incendiar-se ao reentrar na atmosfera terrestre, mas é possível que partes maiores possam causar danos se caírem em regiões habitadas.

Embora seja pouco provável o Angara-A5 causar danos ou ferir alguém, “o risco é real e não pode ser ignorado”, alertou o chefe de gabinete.

O que resta do foguetão russo está a viajar a uma velocidade de 7,5 quilómetros por segundo, e a sua latitude de reentrada estima-se entre os 63 graus a norte e a sul do equador, indicou ainda Holger Krag.

Em maio de 2021, a NASA teceu duras críticas à China por falhar os “standards de responsabilidade”, após os destroços de um foguetão fora de controlo caírem no Oceano Índico.

Neste caso, acredita-se que o fragmento do foguetão russo é mais pequeno, pesando cerca de quatro toneladas, sem combustível. O foguetão chinês Long March pesava cerca de 20 toneladas.

O propulsor Persei tinha, no total, dez metros. Embora pesasse menos, carregava cerca de 16 toneladas de combustível.

Jonathan McDowell, astrónomo no centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian, explica que “a massa total é semelhante ao fragmento chinês, mas a maior parte é provavelmente líquida e arderá na atmosfera, o que significa que o risco e significativamente inferior”.

O astrónomo acrescenta ainda que não estava planeado o foguetão russo entrar na atmosfera desta forma, mas sim ficar em órbita durante milhares de anos.

https://zap.aeiou.pt/parte-foguetao-russo-cair-terra-455507

Vacinação obrigatória em Itália para maiores de 50 anos - Multas até 1.500 euros !

Enfermeira com uma vacina na mão
Itália decretou vacinação obrigatória para maiores de 50 anos. Quem não se vacinar não recebe salário e arrisca-se a pagar uma multa que pode chegar aos 1.500 euros.

Segundo o Observador, a proposta foi estudada durante alguns meses e, face ao aumento do número de casos, foi finalmente ultimada.

A partir de 1 de fevereiro de 2022, a vacinação contra a covid-19 passa a ser obrigatória para os maiores de 50 anos que residam em Itália.

Quem decidir não tomar a vacina será sancionado, com uma multa que pode chegar aos 1.500 euros, e enfrentará grandes limitações no seu quotidiano.

De acordo com o Corriere della Sera, apenas pessoas com mais de 50 anos que apresentem uma justificação médica é que poderão não ser vacinados, ou ainda recuperados da doença nos últimos 180 dias.

Todos os restantes têm de se vacinar até 1 de fevereiro,de maneira a obterem um “super green pass“, isto é, um certificado de vacinação ou recuperação.

Caso não o apresentem até 15 de fevereiro, os desempregados pagam uma multa de 100 euros e os que tiverem emprego ficam sem receber salário, apesar de não perderem o posto de trabalho.

A partir desse momento, os trabalhadores com mais de 50 anos não vacinados são considerados “ausentes injustificados sem consequências disciplinares e com direito a manter relação laboral” até à apresentação do comprovativo de vacinação.

Se mesmo assim forem trabalhar sem o “super green pass”, arriscam-se a pagar uma multa que vai desde os 600 até aos 1.500 euros.

O primeiro-ministro italiano justificou esta medida, apontando que 13% da população italiana com mais de 50 anos ainda não está vacinada.

Mario Draghi quer “empurrar” estas faixas etárias para a vacinação, uma vez que são aquelas “com maior risco de hospitalização”. O objetivo é “diminuir a pressão nos hospitais” e também “salvar vidas”.

O governo italiano apresentou esta quarta-feira mais medidas. Uma delas consiste na apresentação do certificado para entrar em lojas, repartições públicas, correios, bancos e centros comerciais, entre outros.

Para aceder a estes locais, ainda é permitido apresentar um teste negativo, em vez do comprovativo de vacinação ou de recuperação.

Vários países europeus têm discutido a vacinação obrigatória, mas poucos a têm colocado em prática. A Áustria foi o único país que, até agora, aprovou a vacinação obrigatória para a generalidade da população.

Já o governo italiano decidiu tomar esta medida de modo a travar a escalada de casos de covid-19 que o país tem reportado. Nas últimas 24 horas, foi atingido um novo máximo, com mais 189.109 casos registados.

https://zap.aeiou.pt/vacinacao-obrigatoria-em-italia-455538


Protestos, invasões e Governo demitido - Cazaquistão a braços com um dos maiores tumultos da sua história !

Polícia de choque no Cazaquistão
A subida do preços dos combustíveis despoletou uma enorme onda de protestos no Cazaquistão. Depois de demitir o Governo, o Presidente do país prometeu “firmeza máxima”.

A maior cidade do Cazaquistão, Alma-Ata, foi palco da terceira noite consecutiva de violentos protestos, que terminou com dezenas de mortos.

Um porta-voz da polícia cazaque revelou a uma televisão local que os seus agentes “eliminaram” membros das “forças extremistas” que se juntaram na maior praça da cidade.

“Dezenas de atacantes foram eliminados, as suas identidades estão a ser estabelecidas”, adiantou Saltanet Azirbek, citado pela Al-Jazeera.

Segundo o Público, milhares de pessoas têm-se manifestado em várias cidades contra as autoridades. Uma televisão estatal avança mesmo que os manifestantes mataram 13 agentes da polícia, incluindo dois decapitados.

Apesar da repressão policial, muitos dos protestos têm terminado em ataques e saques a edifícios públicos, lojas, veículos e caixas multibanco. O aeroporto da maior cidade do país foi invadido por manifestantes.

Kassim-Jomart Tokaiev, Presidente do Cazaquistão, afastou Nursultan Nazarbaiev, o primeiro chefe de Estado do país, do cargo.

O Presidente assumiu a chefia do conselho de segurança estatal para responder a uma ameaça que diz estar a ser liderada por “gangues terroristas”, treinados “no estrangeiro”, que querem tomar conta das infraestruturas “estratégicas” e militares do país.

Na quarta-feira, foi decretado o estado de emergência generalizado, com imposição do recolher obrigatório e proibição de ajuntamentos, mas as medidas são insuficientes.

Face a este problema, Tokaiev fez um pedido formal de ajuda à Organização do Tratado de Segurança Colectiva (OTSC), que confirmou, esta quarta-feira à noite, o envio de uma força de manutenção de paz, que deverá chegar ao território a qualquer momento.

A aliança militar liderada pela Federação Russa e composta pelas antigas repúblicas soviéticas da Arménia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão, revelou que vai intervir “durante um período de tempo limitado, de forma a estabilizar e normalizar a situação”.

“Em resposta ao apelo e considerando a ameaça à segurança nacional e à soberania do Cazaquistão causada, entre outras coisas, por interferência externa, o conselho de segurança coletivo da OTSC decidiu enviar as Forças Coletivas de Manutenção de Paz para a República do Cazaquistão, como previsto no artigo 4.º do Tratado de Segurança Coletiva”, anunciou Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da Arménia.

O Cazaquistão é, desde 2 de janeiro, palco de protestos em várias cidades, devido ao aumento do preço do gás liquefeito, o principal combustível automóvel utilizado nesta nação da Ásia Central. O preço aumentou de 60 tengues por litro (0,12 euros) para o dobro, 120 tengues (0,24 euros).

https://zap.aeiou.pt/cazaquistao-um-dos-maiores-tumultos-455547


Um ano depois da insurreição no Capitólio, as feridas da América ainda estão por sarar !

Foi há um ano que um grupo de apoiantes de Donald Trump invadiu o Capitólio numa tentativa de reverter o vitória eleitoral de Joe Biden. O legado da insurreição e das conspirações de fraude eleitoral é agora abraçado pelos membros mainstream do Partido Republicano.

Durante a confirmação da vitória de Joe Biden nas presidenciais de 2020 pelo Congresso, um grupo de apoiantes de Donald Trump que tinha estado horas antes num comício do ex-presidente em Washington, dirigiu-se para o Capitólio e começou a forçar a entrada no edifício, numa tentativa de reverter o resultado da eleição.

Foi já há um ano que tudo aconteceu. De acordo com um relatório bipartidário do Senado, houve sete mortes que estiveram de alguma forma ligadas ao evento. Ashli Babbitt, uma veterana da Força Aérea, que foi atingida por um tiro disparado por agente da polícia quando tentava entrar na Câmara dos Representantes, foi uma das primeiras mortes conhecidas.

Kevin D. Greeson, outro apoiante de Trump, morreu após ter um ataque cardíaco no edifício enquanto que Rosanne Boyland perdeu a vida depois de ser aparentemente esmagada no meio da multidão que estava a enfrentar a polícia, mas o médico que examinou afirma que a causa da morte foi uma overdose. Já Benjamin Philips, fundador de um site de apoio da Trump, faleceu depois de sofrer um AVC.

Nas dias e semanas seguintes ao ataque, vários agentes da polícia também morreram, como Brian D. Sicknick, que morreu a 7 de Janeiro depois de ser atacado pela multidão. Segundo o exame médico, Sicknick sofreu vários AVCs, mas “tudo o que se passou afectou a sua condição”.

Jeffrey Smith, agente da Polícia Metropolitana, suicidou-se depois da invasão, assim como Howard S. Lienbengood, agente do Capitólio, que também tirou a própria vida quatro dias depois. O Senado reconheceu em Junho que todas estas mortes estavam ligadas ao evento, mas mais dois polícias que estavam no local – Gunther Hashida e Kyle DeFreytag – também se suicidaram já em Julho.

Os suicídios não são consideradas mortes durante o trabalho, pelo que as famílias não têm direito a nenhum apoio financeiro. Os Representantes e Senadores Democratas da Virgínia estão entretanto a tentar pressionar o autarca de Washington a mudar esta situação.

Cerca de 150 polícias ficaram feridos e muitos ficaram traumatizados e com problemas de saúde mental após o ataque, como relataram no testemunho perante o Congresso.


Mas o legado de 6 de Janeiro de 2021 vai muito além do que se passou no próprio dia e as feridas da democracia norte-americana ainda estão longe de sarar de vez.
Os processos na justiça

Mais de 700 pessoas foram acusadas pelos procuradores federais nos meses que se seguiram ao ataque, revela o NPR, que analisou os dados de todos os casos para traçar um panorama geral da resposta da justiça.

Há suspeitos vindos de 46 estados diferentes, o que mostra que a multidão era oriunda de todos os cantos dos Estados Unidos, e a grande maioria era branca. Os homens dominam, apesar de ainda haver um número significativo de mulheres.

Os atacantes eram também eram relativamente jovens, com pelo menos três quartos dos acusados a terem menos de 55 anos e há ainda 134 pessoas com menos de 30. O perfil socio-económico já é demasiado variado para se generalizar, com muitas profissões à mistura, como pequenos empresários, professores, enfermeiros ou até um director executivo de uma empresa de marketing.

Mais de 187 pessoas, cerca de um quarto dos réus, foram acusadas de crimes violentos, com vários relatos dos polícias presentes que dizem que lutaram fisicamente com muitos dos protestantes, que foram eletrocutados com tasers, agredidos com cassetetes ou atacados com gás-pimenta.

Uma notícia do NPR poucas semanas depois do ataque deu conta de que quase um em cada cinco dos atacantes que tinham sido identificados tinham já integrado o exército ou a polícia — uma proporção três vezes maior à da população em geral.

Com a revelação de mais dados, o valor caiu, mas continua elevado, sendo cerca de 13%. Um relatório de Abril de 2021 do programa sobre extremismo da Universidade George Washington concluiu que a probabilidade dos invasores integrarem grupos violentos de extrema-direita, como os Proud Boys, os Oathkeepers ou os Three Percenters, era quatro vezes maior entre os que tinham um passado militar.

A maioria dos acusados está a aguardar a conclusão do julgamento em casa, mas 76 estão presos, principalmente aqueles que estão acusados de crimes mais graves. Pelo menos 26 foram presos pouco depois do evento, estando há quase um ano na prisão.

Já 74 foram condenados, mas 55% não receberam uma sentença de prisão. A maioria destes casos foi para crimes menores e que não sejam violentos. A pena mais pesada foi de cinco anos de prisão para Robert Scott Palmer, que admitiu ter agredido um polícia com uma placa de madeira e um extintor de incêndio.
O impacto no Partido Republicano

Apesar de ter sido um evento sem precedentes na história dos Estados Unidos, os representantes políticos não se uniram numa mensagem em uníssono contra a violência da extrema-direita e vários Republicanos têm desvalorizado publicamente o que aconteceu a 6 de Janeiro.

Andrew Clyde, um congressista do partido, chegou a comparar a invasão com uma visita turística normal, apesar das imagens o mostrarem a barricar-se na galeria da Câmara dos Representantes no mesmo dia. Para o cientista político Cas Mudde, Clyde é um exemplar da história do Partido Republicano em 2021.

“Clyde simboliza um partido que teve a oportunidade de se afastar do caminho anti-democrático que seguiu com Donald Trump, mas que foi demasiado fraco na ideologia e na liderança para o fazer, sendo assim uma ameaça fundamental à democracia nos EUA em 2022 e no futuro”, escreve no The Guardian.

Mas Clyde está longe de ser um caso único. Vários políticos do partido, como os Senadores Josh Hawley, Ted Cruz e Ron Johnson e o líder da minoria Republicana na Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy, ajudaram a propagar as acusações de Trump de que a eleição foi fraudulenta.

Outros, como o empresário Bernie Moreno, que inicialmente felicitou Biden pela vitória e encorajou os seus “amigos conservadores” a aceitar o resultado apesar de acreditar que houve algum tipo de fraude, mudaram depois de tom. “O Presidente Trump diz que a eleição foi roubada e ele tem razão“, diz agora Moreno num anúncio da sua campanha para as primárias no Senado estadual do Ohio.

Se já desde a campanha de Donald Trump em 2016 que um grupo de Republicanos se opôs firmemente às suas políticas, conhecidos como Never Trumpers, a verdade é que, com o passar do tempo, o partido rendeu-se à popularidade do ex-Presidente na base, especialmente quando antigos aliados próximos de Trump, como o seu vice-presidente Mike Pence ou o Senador Mitch McConnell, foram alvos de ameaças por não o apoiarem incondicionalmente.

O chumbo da segunda proposta de destituição, já depois de Joe Biden ter assumido a presidência foi talvez o momento que consolidou definitivamente a realidade — o Partido Republicano é agora o partido de Donald Trump.

Pelo menos 163 Republicanos que abraçaram as conspirações sobre a fraude nas presidenciais estão a concorrer para cargos estaduais que lhes dão autoridade sobre a administração de eleições, revela o Washington Post, sendo que pelo menos cinco estavam até presentes no motim de 6 de Janeiro.

O impacto da propagação a nível mainstream das conspirações sobre a fraude eleitoral estão também a levar a que os estados aprovem leis que dificultam mais o processo de voto. De acordo com o Brennan Center for Justice foram introduzidas 440 leis com provisões que restringem o acesso ao voto em 49 dos 50 estados norte-americanos, o número mais alto desde que o centro começou a contagem.

“A conclusão generalizada no estrangeiro é de que um ano depois do ataque no Capitólio, algo permanece partido na democracia da América. O legado de 6 de Janeiro pode ser menor como um evento isolado do que como um ponto de inflexão na narrativa geral de que os Estados Unidos são uma casa dividida, incapaz de chegar a um consenso e com os seus pilares da democracia e do alcance global enfraquecidos irrevogalmente”, remata o Washington Post.
As conspirações que ainda persistem

Várias das conspirações que foram propagadas continuam a persistir, apesar de não haver provas de que sejam verdade.

Uma das mais conhecidas é que o ataque não foi propagado por apoiantes de Trump, mas sim por protestantes do movimento Black Lives Matter ou ANTIFA (um termo que se aplica a vários pequenos grupos anti-fascistas). Na verdade, nenhum dos mais de 729 acusados tem qualquer ligação a um grupo ANTIFA.

Outra teoria era de que teria sido o FBI a organizar o ataque ou de que a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, teria ignorado os pedidos de reforços da polícia do Capitólio, tendo esta última sido propagada por alguns legisladores Republicanos. Nada aponta para que nenhuma destas conspirações sejam verdade.

https://zap.aeiou.pt/ano-insurreicao-capitolio-feridas-por-sarar-455485









Universidade inglesa censura poema grego por referências a violência doméstica !


Universidade inglesa editou um poema grego com 2000 anos, para evitar “ofender” alguns dos seus estudantes devido a ligeiras referências à violência doméstica na obra.

Os responsáveis da University of Reading censuraram um poema de 118 linhas grego com 2.000 anos porque “podia” ofender os estudantes mais sensíveis, revela o Ancient Origins.

Devido ao recentemente descoberto ato de censura “ridículo”, Jeremy Black, professor emérito de história na Universidade de Exeter, considerou a instituição inglesa “mais do que ingénua”.

O texto menciona “violência doméstica” contra as mulheres, o que “pode potencialmente desencadear angústia” em alguns estudantes, defendeu a instituição de ensino universitário.

Escrito por Semonides de Amorgos, o poema intitula-se “The 2,000-year-old Types Of Women” e foi, até ao momento, utilizado no ensino da universidade em causa. No entanto, e apesar de não ter existido qualquer queixa, foi tomada a decisão de censurar certos versos.

A obra fala do deus grego Zeus, que cria dez tipos de mulheres representadas por um animal ou um elemento: o porco, a raposa, o cão, a terra, o mar, o burro, o furão, a égua e o macaco representam nove tipos de mulheres com conotações negativas, apenas a abelha é considerada um modelo para uma boa esposa.

De acordo com o Daily Mail, os estudantes foram alertados para o facto de o poema ser “um exemplo de misoginia extrema na Grécia arcaica” e, entretanto, todas as referências à “violência explícita contra as mulheres” foram censuradas pelos responsáveis da University of Reading.

A edição do texto grego para evitar ofender os estudantes “é ridícula e não tem lugar na academia”, disse Black.

Se este nível de censura fosse aplicado às notícias, continuou, “acabaríamos por ter uma visão mais limitada e ignorante do mundo“.

Também Ewen Bowie, bolseiro emérito do Corpus Christi College e Professor Emérito de Línguas e Literaturas Clássicas da Universidade de Oxford, disse que “as obras antigas precisam de ser compreendidas no contexto” e não totalmente apagadas.

Quando se começam a censurar listas de leitura está-se “a colocar o pé na encosta escorregadia em direção a censurar o que está a ser vendido nas livrarias”, acrescentou.

“Não censuramos o material académico”, disse um porta-voz da University of Reading, acrescentando que uma parte particular do poema grego tinha sido retirada porque “parecia desnecessariamente desagradável e (potencialmente) desencadeante”.

https://zap.aeiou.pt/universidade-inglesa-censura-poema-grego-por-referencias-a-violencia-domestica-455215


Em França, os anúncios de automóveis terão de incluir apelos ao uso de bicicletas e andar a pé !


Governo francês está empenhado em tornar a mobilidade dos seus cidadãos mais sustentável, tendo já proibido, a partir de 2040, a venda de veículos novos movidos a gás ou diesel.

O uso da publicidade para a propagação de mensagens úteis para a saúde não é algo novo. O álcool e os cigarros são exemplo disso há anos, com as suas embalagens a fazerem referência às consequências para a saúde do seu consumo. Agora, as autoridades francesas pretendem fazer novo uso desta estratégia, desta feita relativamente ao uso do automóvel em detrimento de soluções de mobilidade sustentáveis, como a bicicleta ou andar a pé.

Esta intenção materializar-se-á com a inclusão de apelos a estas práticas nos anúncios de automóveis que sejam emitidos já a partir de 1 de março.A medida resulta da influência por parte de grupos de lobistas com tendências ambientalistas. Segundo a legislação que lhe deu origem, será obrigatória a inclusão das três seguintes expressões: “para viagens pequenas, ande ou pedale”, “considere o carpooling” [partilha de viaturas] ou “use os transportes públicos diariamente”.

Segundo o site The Drive, as mensagens devem ser incluídas em todos os anúncios, sejam eles impressos, online ou transmitidos via rádio ou televisão. Deverão ser visíveis de forma clara nos ecrãs ou, no caso da rádio, transmitidas alto depois de o anúncio propriamente dito ser finalizado. Será também, em determinados contextos, obrigatória a apresentação da hashtag #SeDéplacerMoinsPolluer, o que em português será algo como “Mova-se sem poluição”. As multas para quem não cumpra podem ir até aos 50 mil euros.

Todo o esforço faz parte de um plano mais abrangente para reduzir as emissões em França, um país onde os automóveis particulares representam a fonte de 15% das emissões de gases com efeito de estufa. Na mesma linha, também estão proibidos de circular em Paris carros mais antigos e a partir de 2040 estará proibida de a venda veículos movidos a gás ou a diesel.

Barbara Pompili, ministra da Transição Ecológica, sublinhou a importância de uma abordagem multi-facetada para combater o problema, ou seja, tornar o setor dos transportes mais verde. “Descarbonizar os transportes não é apenas mudar para veículos elétricos. Também significa, quando possível, usar os transportes públicos ou a bicicleta”, escreveu no Twitter.

https://www.blogger.com/blog/post/edit/1205560504948790281/6118357811589148013

 

“Semana de Quatro Dias” da Islândia teve sucesso mas só houve redução de uma a três horas !


Um grande estudo levado a cabo na Islândia analisou a redução dos dias de trabalho, de cinco para quatro, mantendo o mesmo salário. Mas a experiência não analisou exatamente a redução pretendida.

Embora tenha sido noticiado o “sucesso esmagador” do estudo de grande escala na Islândia, entre 2015 e 2019, a experiência não terá sido assim tão eficaz, escreve o Interesting Engineering.

A verdade é que as reportagens divulgadas nos media se baseiam num relatório, publicado em parceria pela Alda (Associação para a Democracia e Sustentabilidade) da Islândia e pela Autonomia Britânica, sobre dois estudos da Câmara Municipal de Reykjavík e do governo islandês, que envolveram 66 locais de trabalho e cerca de 2.500 funcionários.

No entanto, o artigo “A viagem da Islândia para uma semana de trabalho mais curta” — que tem mais de 80 páginas — refere-se à semana de trabalho de quatro dias apenas duas vezes.

Nos últimos anos, os apelos a horários de trabalho mais curtos sem redução salarial — frequentemente enquadrados em termos de uma “semana de quatro dias” — têm-se tornado cada vez mais proeminentes em toda a Europa.

Mas o estudo islandês não analisou, exatamente, uma semana de quatro dias. Em vez disso, “envolveu duas experiências em grande escala de horários de trabalho mais curtos — em que os trabalhadores passaram de uma semana de 40 horas para uma semana de 35 ou 36 horas, sem redução salarial”.

Se o objetivo fosse analisar uma semana com apenas quatro dias de trabalho, então o ensaio deveria ter envolvido a redução da semana de trabalho em sete a oito horas. Em vez disso, a redução máxima verificada foi de apenas quatro horas e, em 61 dos 66 locais de trabalho, foi de uma a três horas.

Isto não significa, no entanto, que os resultados — nenhum efeito adverso sobre a produção ou serviços prestados — não sejam impressionantes.

Como resultado dos ensaios, sindicatos e empregadores formalizaram acordos a nível nacional para tornar permanente a redução das horas de trabalho na Islândia — mas ainda estão muito longe de passar para a semana de quatro dias.

A nova regulamentação apenas prevê uma redução de 35 minutos por semana no setor privado e 65 minutos no setor público. Para os trabalhadores por turnos, a redução poderá ser maior.

A Interesting Engineering alerta, ainda, que esta e outras experiências semelhantes podem ser afetadas pelo “efeito Hawthorne” — quando a consciência de serem objeto de uma experiência influencia o comportamento e, consequentemente, os níveis de produtividade dos trabalhadores.

Isto significa que os resultados do estudo islandês podem não ser traduzidos replicados no futuro.

https://zap.aeiou.pt/semana-de-quatro-dias-da-islandia-454529


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Misteriosa doença surge no Canadá !

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Bento XVI encobriu abusos sexuais contra menores quando era cardeal !


Joseph Ratzinger ajudou alegadamente a encobrir um capelão condenado por abusos sexuais na década de 1980, quando era cardeal e arcebispo de Munique.

Segundo um documento a que vários meios de comunicação social alemães tiveram acesso, o capelão Peter H. foi transferido em 1980 da diocese de Essen para a de Munique-Freising, depois de ter abusado de vários menores.

De acordo com o Expresso, ao terem conhecimento das acusações, os seus superiores não as esclareceram, mas obrigaram-no a fazer terapia psicológica.

O então cardeal Joseph Ratzinger, na qualidade de arcebispo de Munique-Freising, sabia que o capelão tinha cometido abusos, mas ainda assim aprovou a sua transferência e não denunciou o caso ao Vaticano.

Essa era a sua obrigação, de acordo com um decreto extrajudicial do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Munique e Freising de 2016.

Após a transferência aprovada por Ratzinger, o sacerdote continuou com os abusos, pelos quais foi condenado em 1986, a 18 de prisão, facto que levou as autoridades eclesiásticas a transferi-lo novamente, desta vez para Garching, no sul da Alemanha.

Joseph Ratzinger “esteve disposto a admitir ao sacerdote H. que tinha conhecimento da situação”, afirma o documento, citado pela emissora de televisão pública ZDF e pelo semanário “Die Ziet”.

Por isso, o documento acusa o Papa emérito Bento XVI e outras autoridades eclesiásticas de não terem cumprido a sua “responsabilidade” para com as “crianças e adolescentes confiados ao seu cuidado pastoral”, segundo a investigação dos dois órgãos de comunicação social.

Segundo o documento, Ratzinger e outras autoridades vinculadas ao caso nunca denunciaram ao Vaticano, o que “não permite tirar nenhuma outra consequência” do que “renunciaram deliberadamente à punição do crime”.

Através do seu secretário pessoal, o Papa emérito Bento XVI negou ter conhecimento dos registos do sacerdote H., “portanto, não violou a sua obrigação de informar Roma”, segundo declarações citadas pela ZDF.

Peter H. não foi destituído do sacerdócio até 2010, facto pelo qual o documento também crítica o atual arcebispo de Munique, o cardeal Reinhard Marx, que em 2008 pediu um relatório psiquiátrico sobre o estado mental do capelão, tendo o transferido novamente, abdicando abrir uma investigação interna.

Em junho de 2021, o Papa Francisco rejeitou a resignação do cardeal Mark, após ter renunciado ao cargo como um gesto contra os abusos sexuais de menores por membros da Igreja Católica na Alemanha.

https://zap.aeiou.pt/bento-xvi-encobriu-abusos-sexuais-455197


Nova variante da covid identificada em França com mais de 40 mutações genéticas !


A França identificou uma nova variante de covid-19, que tem mais de 40 mutações genéticas, com uma delas associada a um potencial aumento da transmissão do vírus.

A agência EFE noticiou, esta terça-feira, que, segundo os investigadores do Instituto Hospitalar Universitário (IHU) de Marselha que fizeram a descoberta, a nova estirpe do SARS-CoV-2 tem 46 mutações, com uma associada a um possível aumento de contágios.

A variante, da qual pouco ainda se sabe, foi batizada pelos cientistas com as iniciais do instituto, IHU, e deriva de uma outra, a B.1.640, detetada em finais de setembro de 2021 na República do Congo e atualmente sob vigilância da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em França, os primeiros casos da nova variante, que tem a designação técnica B.1.640.2, foram detetados na localidade de Forcalquier, na região de Provença-Alpes-Costa Azul.

Na mesma região, mas em Marselha, uma dezena de casos surgiram associados a viagens aos Camarões, país que faz fronteira com a República do Congo.

O IHU de Marselha, especialista em doenças infecciosas, é dirigido pelo polémico médico Didier Raoult, que recebeu uma advertência da Ordem dos Médicos francesa por ter violado o código de ética, ao promover o uso do antimalárico hidroxicloroquina como tratamento para a covid-19 sem provas da sua eficácia.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado há dois anos em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

A variante Ómicron, identificada em novembro, é a mais contagiosa de todas as variantes do coronavírus consideradas de preocupação, apresentando mais de 30 mutações genéticas na proteína da spike, a “chave” que permite ao vírus entrar nas células humanas.

Vários países, incluindo Portugal e França, têm atingindo recordes diários de infeções devido à circulação desta variante.

https://zap.aeiou.pt/nova-variante-da-covid-identificada-455195


Coronavírus: “Produzimos a vacina e não queremos dinheiro - É uma oferta” !


De um hospital pediátrico no Texas chega uma nova vacina, sem patente, e que já está chegou à Índia.

Chama-se Corbevax e é uma vacina contra o coronavírus. Mas esta vacina proveniente dos Estados Unidos da América não é “mais uma” vacina que vai ser comercializada em dezenas de países. Foi anunciada apenas na semana passada e tem algo diferente.

Investigadores do hospital pediátrico do Texas e da escola de medicina de Baylor (também no Texas) produziram uma vacina que tem a particularidade de a patente…não existir.

“O nosso centro pediátrico do Texas não planeia ganhar dinheiro com isto, é uma oferta para o mundo“, explicou Peter Hotez, um dos líderes deste projecto.

Como não há patentes nem outras burocracias extra envolvidas, esta vacina, sublinha o professor, deverá ser a vacina mais barata de todas, entre as que já foram produzidas para tentar travar a COVID-19.
 
Esta é uma parceria entre os norte-americanos e uma empresa indiana de produtos biológicos, a Biological E. Limited. O investigador indicou que já há 150 milhões de doses disponíveis e, a partir de Fevereiro, vão ser produzidas 100 milhões de doses por mês – mais do que os números previstos pelo próprio governo dos EUA.

A nível técnico, Peter Hotez explicou que, para produzir esta vacina, foi utilizada uma antiga tecnologia de fermentação de levedura de proteína recombinante, semelhante à usada para a vacina contra a hepatite B (que existe há 40 anos).

Os resultados dos ensaios clínicos foram comparados com os números de uma vacina já aprovada, a Covishield (versão indiana da Astrazeneca), e confirmaram a sua eficácia. A vacina pode ser produzida em cada país; o hospital do Texas já transferiu a tecnologia para produtores de Índia, Indonésia, Bangladesh e Botswana.

A equipa de investigadores reuniu mais de 20 cientistas e foi liderada por Peter Hotez e por Maria Elena Bottazzi, também professora e uma das directoras no hospital pediátrico do Texas.

A investigação conjunta entre instituições de EUA e Índia começou no final de 2020 e houve ensaios clínicos ao longo de 2021, com milhares de participantes. Depois disso, a Corbevax mostrou ser segura e eficaz.

https://zap.aeiou.pt/coronavirus-vacina-oferta-455351


Evergrande obrigada a demolir apartamentos na ilha artificial de Hainan após investigação à licença de construção !


O projecto já estava envolto em polémica desde 2017, quando uma investigação deu conta do impacto ambiental dos prédios nos recifes de coral e no habitat das ostras.

A situação frágil da gigante imobiliária chinesa Evergrande sofreu mais um golpe na imagem pública depois das autoridades da ilha de Hainan, no sul da China, terem ordenado a demolição de 39 blocos de apartamentos nos próximos 10 dias no meio de uma investigação às autorizações de construção do projecto.

As vendas de acções da Evergrande foram suspensas na segunda-feira após notícias dos media locais darem conta de que o governo de Danzhou tinha ordenado a demolição dos prédios na ilha artificial de Hainan, depois de determinar que as aprovações para as construções não eram válidas, revela o Washington Post.

A empresa emitiu um comunicado no mesmo dia a confirmar as informações e a esclarecer que a ordem só afecta uma parte do projecto Ocean Flower Island, sem interferir com os 60 567 apartamentos já terminados e com donos e com outros 628 que já estavam pagos mas que ainda estão a ser construídos.

A Evergrande pode ainda pedir uma reconsideração administrativa que pode adiar o processo de demolição. Nos últimos 12 anos, a imobiliária investiu quase 11.5 mil milhões de euros no arquipélago artificial. Nem a empresa nem as autoridades especificaram o que levou à revogação das autorizações, mas o projecto já está envolto em polémica desde 2017.

Na altura, uma investigação revelou que a construção tinha causado danos nos recifes de coral e colocado em risco o habitat das ostras produtoras de pérolas – uma espécie protegida.

Depois de uma suspensão breve, foi permitida a continuação do projecto, mas desde então que Hainan tem reforçado a política de protecção ambiental, tendo havido também uma purga aos responsáveis que assinaram contratos sem terem em conta as análises ao impacto no ambiente. O exemplo vem também do Governo central do Partido Comunista da China, que tem priorizado a política ambiental nos últimos anos.

As ilhas artificiais têm um formato a imitar as folhas da buganvília, uma flor característica da província, e são um projecto que demonstra os avanços no sector imboliário chinês nos últimos anos. Além de apartamentos, há um salão de ópera, hóteis de luxo, escritórios, museus e um parque temático.

O Ocean Flower Island abriu em 2020 e é agora a maior ilha artificial turística do mundo, sendo o maior projecto deste género desde a inauguração do arquipélago Palm Island em 2009 no Dubai.

A polémica em torno das construções da Evergrande surge numa fase em que a empresa está em maus lençóis devido às dificuldades de liquidação da sua enorme dívida de 260 mil milhões de euros, um valor maior do que a economia portuguesa.

O sector imobiliário foi o principal motor do milagre económico chinês, com um crescimento baseado na contração de empréstimos para se continuar a construir. No entanto, a bolha rebentou no ano passado e a possibilidade da empresa mais endividada do mundo não conseguir honrar os pagamentos dos juros fez soar alarmes nos mercados mundiais.

A situação chegou até a ser comparada com a queda do grupo Lehman Brothers, que desencadeou a crise financeira de 2008, mas os especialistas apelaram à calma, na esperança de que o Governo chinês estendesse a mão à Evergrande caso a situação se complicasse até esse ponto.

Depois de ter conseguido várias vezes pagar os juros no limite do prazo antes de entrar em default – quando o atraso no pagamento já é maior que 30 dias – a empresa acabou mesmo por entrar em incumprimento em Dezembro.

https://zap.aeiou.pt/evergrande-demolir-ilha-artificial-hainan-455244


A estrela da “nova Steve jobs” apagou-se de vez. Condenada, Elizabeth Holmes pode passar décadas presa !


A antiga estrela de Silicon Valley Elizabeth Holmes, que chegou a ser conhecida como a “nova Steve Jobs”, foi condenada por fraude num tribunal norte-americano e enfrenta décadas de prisão.

Após mais de três meses de julgamento e 50 horas de deliberação, o júri do tribunal de San José, na Califórnia, considerou Elizabeth Holmes culpada de três acusações de fraude de escuta telefónica e de uma acusação de conspiração para cometer fraude de escuta telefónica.

O júri não foi capaz de chegar a um consenso sobre três acusações adicionais contra Holmes.

A jovem de 37 anos de idade enfrenta, agora, décadas de prisão como resultado da condenação, mas a sentença terá lugar mais tarde no tribunal federal.

Holmes prometeu revolucionar os testes de sangue com a sua start-up Theranos que fundou em 2003 com apenas 19 anos, prometendo ferramentas de diagnóstico mais rápidas e mais baratas do que os laboratórios tradicionais.  

Com a ajuda de uma história cuidadosamente elaborada, ela conseguiu, em poucos anos, ganhar a confiança de figuras de destaque e angariar fundos de investidores prestigiados, atraídos pelo perfil desta jovem.

Chegou a convencer figuras como Henry Kissinger e George P. Shultz, ambos antigos governantes dos EUA, a apoiarem a sua empresa.

Em 2015, o actual presidente dos EUA, Joe Biden, foi visita ilustre de uma falsa “fábrica” da start-up e falou de Holmes como uma pessoa “inspiradora”.

No seu auge, a empresa chegou a estar avaliada em quase 10 mil milhões de dólares.

https://zap.aeiou.pt/condenada-elizabeth-holmes-455300


Bento XVI encobriu abusos sexuais contra menores quando era cardeal !


Joseph Ratzinger ajudou alegadamente a encobrir um capelão condenado por abusos sexuais na década de 1980, quando era cardeal e arcebispo de Munique.

Segundo um documento a que vários meios de comunicação social alemães tiveram acesso, o capelão Peter H. foi transferido em 1980 da diocese de Essen para a de Munique-Freising, depois de ter abusado de vários menores.

De acordo com o Expresso, ao terem conhecimento das acusações, os seus superiores não as esclareceram, mas obrigaram-no a fazer terapia psicológica.

O então cardeal Joseph Ratzinger, na qualidade de arcebispo de Munique-Freising, sabia que o capelão tinha cometido abusos, mas ainda assim aprovou a sua transferência e não denunciou o caso ao Vaticano.

Essa era a sua obrigação, de acordo com um decreto extrajudicial do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Munique e Freising de 2016.

Após a transferência aprovada por Ratzinger, o sacerdote continuou com os abusos, pelos quais foi condenado em 1986, a 18 de prisão, facto que levou as autoridades eclesiásticas a transferi-lo novamente, desta vez para Garching, no sul da Alemanha.

Joseph Ratzinger “esteve disposto a admitir ao sacerdote H. que tinha conhecimento da situação”, afirma o documento, citado pela emissora de televisão pública ZDF e pelo semanário “Die Ziet”.

Por isso, o documento acusa o Papa emérito Bento XVI e outras autoridades eclesiásticas de não terem cumprido a sua “responsabilidade” para com as “crianças e adolescentes confiados ao seu cuidado pastoral”, segundo a investigação dos dois órgãos de comunicação social.

Segundo o documento, Ratzinger e outras autoridades vinculadas ao caso nunca denunciaram ao Vaticano, o que “não permite tirar nenhuma outra consequência” do que “renunciaram deliberadamente à punição do crime”.

Através do seu secretário pessoal, o Papa emérito Bento XVI negou ter conhecimento dos registos do sacerdote H., “portanto, não violou a sua obrigação de informar Roma”, segundo declarações citadas pela ZDF.

Peter H. não foi destituído do sacerdócio até 2010, facto pelo qual o documento também crítica o atual arcebispo de Munique, o cardeal Reinhard Marx, que em 2008 pediu um relatório psiquiátrico sobre o estado mental do capelão, tendo o transferido novamente, abdicando abrir uma investigação interna.

Em junho de 2021, o Papa Francisco rejeitou a resignação do cardeal Mark, após ter renunciado ao cargo como um gesto contra os abusos sexuais de menores por membros da Igreja Católica na Alemanha.

https://zap.aeiou.pt/bento-xvi-encobriu-abusos-sexuais-455197


Venda de obras de arte bateu recordes em 2021 à boleia das criptomoedas !


Em 2021, o mercado da arte atingiu valores de transação recorde, com milhares de milhões de dólares a serem gastos em obras de artistas impressionistas, do pós-guerra e contemporâneos. Um fator curioso na maioria das aquisições tem que ver com a fonte do dinheiro utilizado nas compras: fortunas oriundas de criptomoedas ou outras tecnologias.

De acordo com o The Guardian, mais 2.6 mil milhões de dólares foram gastos em duas semanas de setembro, durante leilões de duas prestigiadas instituições de Nova Iorque. Em causa estavam quatro trabalhos de Vicent van Gogh, os quais foram vendidos por 71.4 milhões de dólares.

Em maio, a pintura In This Case de Jean-Michrl Basquiat, de 1983, com dois metros de altura, tornou-se a obra a ser transacionada por um valor mais elevado em 2021, envolvendo nada mais nada menos do que 93 milhões de euros. Com o aproximar do fim do ano, em Novembro, a venda de 35 trabalhos da Coleção de Macklowe – onde constavam obras de Andy Warhol, Jackson PPollock and Mark Rothko, entre outros – superou o os 676 milhões de dólares.

“O mercado da arte está certamente a espicaçar. E acho que o público para a arte é maior do que alguma vez foi. Estamos a ver níveis recorde nos 277 anos de história da nossa empresa”, descreveu Charles Stewart, diretor executivo da Sotheby, uma leiloeira.

Esta opinião é corroborada por mais especialistas do mercado da arte, que dizem que a procura foi beliscada em 2020, como efeito da pandemia, mas que também esta permitiu que algumas das obras mais procuradas fossem colocadas à venda. “Tem havido um nível extraordinariamente alto de material a chegar ao mercado e que está a despertar a atenção dos compradores”, explicou ainda Stewart.

Esta tendência também se aplica, por exemplo, às esculturas. Exemplo disso foi a venda da Hamilton Aphrodite, uma peça romana datada um ou dois séculos d.C, a qual estabeleceu um novo recorde mundial para uma antiga escultura de mármore ao ser vendida em Nova Iorque por 25 milhões de dólares, superando em 3 milhões de dólares as estimativas para o valor da sua venda.

Este crescimento também é visível nos lucros das leiloeiras, que em 2021 chegaram a novos níveis . No caso da Sothebys, o valor chegou a 1 bilião de dólares pela primeira vez.

No entanto, há novos atores no jogo. Em março, a obra First 5,000 Days de Mike Winkelmann, um artista digital conhecido por Beeple, atingiu o preço de 68 milhões de dólares em Março, o que fez dele “um dos três artistas vivos mais valiosos”, segundo a Christies. “É verdade que o mercado está a atingir números recorde e a ultrapassar as expectativas de muitas pessoas”, explicou Katharine Arnold, responsável pela arte do pós-guerra e contemporânea da Christie.

É, ainda assim, possível denotar um comportamento distinto para as obras mais antigas com menos procura – as vendas registaram uma queda de 20% face a dezembro de 2019.

De acordo com Relatório do Mercado da Arte Contemporânea, nos 12 meses anteriores a junho foram vendidos 2.7 mil milhões de arte contemporânea, o que representa um mercado “mais forte, mais diverso e denso do que anteriormente”.

Do ponto de vista dos especialistas, estes surgimento pode atribuir-se a pelo menos três fatores, que se podem sobrepor: os compradores do mundo das criptomoedas; o crescimento do mercado asiático e a crença de que a arte é um bom investimento num momento económico de particular incerteza.

De facto, as pessoas que construíram fortunas a partir das criptomoedas e outras formas de tecnologia estão atualmente a participar no mundo da arte em “elevados níveis”. “São jovens e globais”, descreveu Stewart. Como resposta a esta tendência, a Sotheby aceitou, em Novembro e pela primeira vez, licitações em criptomedas durante a venda de duas obras de Banksy, as quais foram vendidas por 14.7 milhões de dólares.

Como tal, Arnold não tem problemas em admitir que os pagamentos em criptomoedas se tornaram alternativas viáveis para o dinheiro tradicional.

Já no que respeita ao mercado asiático, os seus compradores constituíram 40% das vendas do mercado da arte contemporânea nos 12 meses anteriores a junho de 2021, ultrapassando os norte-americanos (32%) e os britânicos (16%). Segundo o mesmo relatório o mercado asiático “tornou-se efetivamente a primeira zona do mundo para a troca de obras de arte contemporâneas. Já de acordo com a Sotheby e a Christie, os compradores asiáticos constituem um terço das principais vendas internacionais.

Finalmente, e relativo à última justificação, há uma procura dos investidores por “formas de arte tangíveis que tenham valor inerente” numa altura em que a inflação tem vindo a crescer, descreveu a especialista.

“Eu não acho que isto seja uma bolha, de todo. As condições do mundo atualmente estão de uma forma que a arte continua a ser uma fonte de valor. E há criação de riqueza constantee novos compradores a entrar no mercado a toda a hora”, acrescentou.

É ainda de registar o aumento de 50% no que respeita às compras e licitações por parte de millennials nas vendas de outubro da Christies. “Se os baby boomers costumavam comprar agressivamente nos últimos anos, estamos a começar a ver uma transformação geracional, e isso significa que o crescimento não vem apenas de novos mercados como a Ásia, vem também de mercados tradicionais nos quais entram as novas gerações.”

https://zap.aeiou.pt/venda-de-obras-de-arte-bateram-recordes-em-2021-a-boleia-das-criptomoedas-455120


Raptado há 30 anos, chinês reencontra família com mapa que criou com as memórias da infância !


Agora com 37 anos, Li Jingwei reencontrou a família depois de ter sido raptado com apenas quatro anos de idade. O chinês partilhou no TikTok um mapa que desenhou com base nas memórias que ainda retinha da sua vila natal.

Li Jingwei tinha apenas quatro anos quando um vizinho o raptou e o levou da sua vila, na província chinesa de Yunnan, para o vender a uma rede de tráfico de crianças. Apesar do início trágico, esta história teve agora um final feliz, 30 anos depois.

O jovem chinês conseguiu reencontrar a família depois de desenhar um mapa da sua vila com base nas memórias que ainda retinha dos poucos anos que lá viveu. Depois de partilhar a imagem no Douyin — como o TikTok é conhecido na China — no dia 24 de Dezembro, restou a Li esperar por alguma resposta.

“Sou uma criança à procura da sua casa“, disse no vídeo. Apesar de não se conseguir lembrar do seu nome de nascimento ou do nome da vila, as suas memórias sobre uma escola, uma floresta de bambu e um lago foram suficientes para identificar a terra, nota o The Guardian.

A polícia descobriu depois que o mapa correspondia a uma vila em Yunnan onde havia um caso de uma mulher cujo filho tinha desaparecido. As suspeitas foram confirmadas depois de um teste de ADN, que levou a um reencontro emocionante entre mãe e filho, 30 anos depois.
“Há 33 anos há espera, com noites incontáveis de ansiedade, e finalmente um mapa desenhado à mão pela memória, este é o momento perfeito para a publicação, 13 dias depois”, escreveu Li no seu perfil do Douyin quando publicou o vídeo em que abraçou a sua mãe biológica. “Obrigado a todos os que me ajudaram a reencontrar a minha família”.

Raptado em 1989, Li foi vendido a uma família em Lankao, a mais de 2000 quilómetros de distância. Os raptos de crianças são comuns na China e Li afirmou que se aventurou em busca da sua mãe biológica depois de ver histórias nos media a relatar dois outros casos em que as famílias se reencontraram, como o caso de Guo Gangtang — um homem que procurou o seu filho durante 24 anos.

“Percebi que não podia esperar mais tempo porque os meus pais estavam a envelhecer. Estava preocupado que quando descobrisse de onde sou, já tivessem morrido”, revelou à televisão Henan.

https://zap.aeiou.pt/raptado-30-anos-chines-reencontra-familia-455052


100 mulheres muçulmanas estavam à venda num leilão falso online - O site já foi encerrado !


O site disponibilizava fotos de cerca de 100 mulheres muçulmanas, várias delas ativistas e jornalistas, e colocava-as à venda num leilão falso.

Segundo o Observador, o governo indiano está a investigar um site que alegava estar a vender mulheres muçulmanas através de um leilão online falso.

O website foi criado, de acordo com a CNN, através da plataforma GitHub, propriedade da Microsoft, e tinha como nome “Bulli Bai” – expressão que combina a palavra “pénis” e o termo utilizado no norte do país para designar “empregada”.

A plataforma, segundo Mohammed Zubair, cofundador da plataforma de verificação de factos Alt News, disponibilizava fotos de cerca de 100 mulheres muçulmanas, sendo várias delas ativistas e jornalistas.

O site, de acordo com um porta-voz do GitHub, já foi encerrado, e não há evidências de que tenha sido usado para a prática de tráfico humano, tendo como objetivo o assédio das mulheres muçulmanas.

“A GitHub defende políticas contra qualquer conteúdo ou conduta que envolvam o assédio, a discriminação e a incitação à violência”, afirmou o mesmo porta-voz.

Os partidos da oposição na Índia apelaram este fim de semana ao partido em liderança, o Bharatiya Janata, que tomasse medidas mais sólidas em relação ao assédio da população feminina muçulmana da Índia.

De entre as mulheres que estavam a ser supostamente leiloadas no Bulli Bai, encontram-se a ativista e prémio Nobel da Paz Malala Yousafzai e a atriz indiana Shabana Azmi.

“Vender alguém online é um cibercrime, e eu peço à polícia que tome ações imediatas”, expressou Shashi Tharoor, líder do congresso indiano. “Os perpetradores do crime merecem um castigo condigno e exemplar.”

No domingo, o ministro da Tecnologia da Índia afirmou nas redes sociais que o governo “estava a trabalhar com as forças policias de Dehli e Mumbai neste caso”.

Ismat Ara, jornalista de investigação do The Wire, realçou que “o website parece ter sido criado com o propósito de humilhar e insultar as mulheres muçulmanas”, segundo o AlJazeera.

A jornalista apresentou uma queixa-crime na polícia de Dehli, depois de ter encontrado uma foto sua no leilão falso.

“As mulheres que foram alvo desta humilhação são figuras de destaque no alerta para os problemas das mulheres muçulmanas nas redes sociais. É uma clara conspiração para silenciar estas mulheres muçulmanas porque nós desafiamos a ala de direita Hindu online, contra os seus crimes de ódio”, desabafou a jornalista.

De acordo com a BBC, esta é a segunda tentativa em poucos meses de silenciar e humilhar as mulheres muçulmanas.

Em julho, um outro site chamado “Sulli Deals” criou perfis falsos de mais de 80 mulheres, que foram igualmente dispostas num leilão falso.

Para já, ainda não foi realizada nenhuma detenção em nenhum dos casos de assédio e humilhação online.

https://zap.aeiou.pt/100-muculmanas-a-venda-leilao-falso-454922


terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Governo francês acusado de “silêncio escandaloso” face a três feminicídios em 2022 !


Vários grupos de feministas apelam a uma ação exigente para combater a violência contra as mulheres em França.

No sábado, primeiro dia do ano, foi encontrado o corpo de uma mulher perto de Saumur, no oeste de França. Era uma recruta militar, de 28 anos, que tinha sido esfaqueada até à morte.

O autor do crime, um soldado de 21 anos, foi detido. Segundo a procuradora local, Alexandra Verron, está em causa um possível feminicídio – o assassinato de uma mulher pelo seu parceiro ou ex-parceiro.

No leste de França, a polícia descobriu o corpo de uma mulher de 56 anos com uma faca no peito, depois de os vizinhos terem relatado uma discussão violenta com o marido. O suspeito foi interrogado pela polícia.

Já no domingo, foi encontrada uma mulher, de 45 anos, no porta-bagagens de um automóvel, estrangulada pelo ex-companheiro. O homem de 60 anos apresentou-se na esquadra de polícia de Nice para confessar o crime.

Estes três casos de mulheres assassinadas pelos seus atuais ou ex-parceiros, nos primeiros dias de 2022, são a prova de que França enfrenta uma preocupante vaga de violência doméstica.

Segundo o The Guardian, são vários os grupos de feministas que apelam a uma ação mais exigente para combater a violência. Exemplo disso é o grupo #NousToutes (“Todos Nós”), que acusou recentemente o Governo do país de permanecer “escandalosamente” em silêncio.

Lena Ben Ahmed, membro do grupo, disse à rádio France Info que estes feminicídios “não são casos isolados”.”São violência sistemática. Todo o sistema conspira nestes homicídios porque banaliza e minimiza a violência sexista e sexual. É por isso que estamos escandalizados com o silêncio do Governo.”

No ano passado, houve em França pelo menos 113 feminicídios, um aumento em relação aos 102 oficialmente registados em 2020. Já em 2019, foram mortas 146 mulheres.

O grupo Féminicides Par Compagnons ou Ex, que divulgou os dados referentes a 2021, alertou que se tratava de um número aproximado.

“Não, não são ‘dramas familiares’, ‘dramas de separação‘ ou ‘crimes de paixão’. São assassinatos conjugais executados por homens frustrados que pensam ter o direito de matar. Que, devido à educação patriarcal, pensam possuir as suas mulheres e filhos e poderem fazer o que quiserem com as suas vidas”, referiu a associação.

https://zap.aeiou.pt/governo-frances-acusado-de-silencio-escandaloso-face-a-tres-feminicidios-em-2022-454895


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