sábado, 13 de fevereiro de 2021

Depois de Obama, Joe Biden promove encerramento da prisão de Guantanamo, mas não fixa prazo

A Casa Branca afirmou esta quinta-feira que irá iniciar consultas para encerrar o centro de detenção na base norte-americana de Guantanamo, sem fixar um prazo para conclusão do processo.


Segundo a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, o próximo passo será uma revisão formal “robusta” que irá envolver os Departamentos de Defesa e de Justiça além de agências do Governo, algumas das quais ainda não têm responsáveis nomeados pelo novo presidente.

“Há muitos atores, de diferentes agências, que têm de ser parte desta discussão política sobre os passos a dar”, adiantou Psaki a propósito do encerramento do centro de detenção na base da Marinha norte-americana no sul da ilha de Cuba, que no seu ponto alto, em 2003, chegou a ter 680 reclusos suspeitos de terrorismo, e hoje tem 40.

Alvo de diversas polémicas, sobretudo por maus-tratos de detidos e detenções prolongadas sem acusação formada, o centro de detenção teve o seu encerramento anunciado em 2009 pelo ex-presidente democrata Barack Obama.

Mas o destino a dar aos detidos, todos com ligações ao terrorismo internacional e a organizações como a Al-Qaeda e Estado Islâmico, e em particular a sua possível transferência para prisões norte-americanas ou países de origem, suscitou oposição interna e Obama terminou o mandato sem concretizar o objetivo, embora 197 detidos tenham sido repatriados durante os seus mandatos.

Donald Trump, o seu sucessor, adotou um discurso oposto, prometendo até “encher” a prisão com “tipos maus”, mas na realidade durante o seu mandato o número de detidos desceu de 41 para 40, depois de ter sido libertado um prisioneiro saudita num processo por crimes de guerra.

No seu testemunho de confirmação no Senado, o novo secretário da Defesa Lloyd Austin afirmou que Guantanamo tem dado aos Estados Unidos “a capacidade de utilizar detenções por lei marcial que mantêm inimigos longe do campo de batalha”, mas que “é altura de fechar” o centro de detenção.

O grupo de detidos em Guantanamo inclui 10 homens que aguardam julgamento por uma comissão militar, dos quais cinco são acusados de participar no planeamento e dar apoio aos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, mas o andamento dos processos tem sido lento.

Biden trava restrições de acesso ao Medicaid

O Presidente norte-americano, Joe Biden, dará este sábado instruções para que deixem de ser exigidos requisitos de trabalho, fomentados pelo seu antecessor, para pessoas de baixos rendimentos beneficiárias do programa de cuidados de saúde Medicaid.

A revogação das autorizações concedidas pela Administração de Donald Trump à imposição de requisitos de trabalho no Medicaid, programa de assistência médica avaliado em 600 mil milhões de dólares (495 mil milhões de euros), será comunicada a 10 Estados pelo Governo federal, segundo disse à AP um alto responsável do Governo Biden.

Numa altura em que os Estados Unidos lideram o número de casos e vítimas mortais de covid-19 a nível mundial, o Governo federal irá ainda, adiantou a mesma fonte, anular uma manifestação de disponibilidade para que os Estados se candidatem à aprovação de requisitos de trabalho no programa Medicaid, também política da anterior Administração.

O programa Medicaid cobre atualmente cerca de 70 milhões de pessoas, incluindo grávidas, recém-nascidos e pessoas com deficiências e idosos.

A Lei dos Cuidados de Saúde Acessíveis da Administração Obama (“Obamacare”) deu aos Estados a possibilidade de alargar, pela primeira vez, a cobertura do Medicaid a adultos de baixos rendimentos, o que acrescentou 12 milhões de pessoas ao sistema.

A Administração Trump deu aos Estados o poder de exigir que beneficiários do Medicaid que sejam adultos “fisicamente aptos” tenham uma ocupação, seja trabalho, voluntariado ou estudo.

Antes da pandemia, quase 20 Estados tentaram implementar a medida, mas alguns depararam-se com obstáculos judiciais, caso do Arkansas, New Hampshire e Kentucky. O Estado do Arkansas foi o primeiro a implementar o programa, e antes de a Justiça bloquear a implementação, retirou do Medicaid 18 mil pessoas.

Outros dois Estados, Arizona e Indiana, bloquearam a implementação da medida devido ao potencial de litígio judicial.

No âmbito da reversão de políticas da Administração Trump para a Saúde, no final de janeiro a Casa Branca informou que Biden assinará uma ordem executiva para reabrir os mercados de seguros na área da saúde, que o Governo do ex-Presidente Donald Trump se tinha negado a realizar.

Biden prometeu basear-se na lei de saúde do ex-Presidente Barack Obama para atingir a sua meta de cobertura de seguros de saúde para todos os norte-americanos, ao mesmo tempo que rejeita o sistema governamental único que o senador Bernie Sanders defendeu na sua proposta de fazer chegar o programa Medicare a todas as pessoas.

Contudo, para tal, Biden precisará da aprovação do Congresso, uma tarefa difícil, dada a oposição entre os republicanos aos planos de saúde de Barack Obama.

Biden também deve reverter outras políticas de Trump na área da saúde, nomeadamente as restrições ao aconselhamento sobre aborto e requisitos de trabalho para pessoas com poucos rendimentos que recebem ajuda através do programa Medicaid.

Embora o número de norte-americanos sem seguro tenha crescido nos últimos meses, devido à perda de empregos na crise económica provocada pela pandemia, o Governo de Trump resistiu sempre aos apelos para reabrir os programas de mercados de seguro da era de Obama.

https://zap.aeiou.pt/biden-quer-fechar-prisao-de-guantanamo-e-trava-restricoes-de-acesso-380526

 

Onde tudo começou - Amesterdão destitui Londres e volta a ser o principal centro financeiro da Europa !

Amesterdão destituiu Londres para se tornar o maior centro de negociação de ações da Europa, levando a negociação de volta para onde tudo começou.

No início do século XVII, o centro financeiro do mundo não era Londres, Nova Iorque nem Tóquio. Era um prédio de câmbio construído por mercadores no rio Amstel, em Amesterdão. Foi a época da Idade de Ouro holandesa, quando a sua ciência, cultura e comércio estavam entre os mais celebrados do mundo.

Embora os certificados de ações tenham sido emitidos pela primeira vez em 1288, quando a empresa sueca de mineração de cobre Stora concedeu ao bispo de Västerås a propriedade de 12,5%, não foi até o início do século XVII que a negociação de ações organizada começou a surgir.

Aconteceu pela primeira vez em Amesterdão, quando a Companhia Holandesa das Índias Orientais emitiu ações ao público pela primeira vez. Esta foi a primeira oferta pública inicial (IPO) do mundo e forneceu o capital para alimentar o crescimento desta trading company para se tornar uma das maiores multinacionais da época.

No seu auge, a Companhia Holandesa das Índias Orientais valia mais do que a Apple, Google e Facebook juntos.

Dois fatores geográficos desempenharam um papel importante para que Amesterdão se tornasse um importante centro financeiro. Uma parte significativa da famosa planície da Holanda costumava ficar submersa, o que significava que os holandeses costumavam emprestar dinheiro para financiar projetos de recuperação de terras.

A Holanda também foi fortemente urbanizada, com um grande número de pessoas disponíveis e dispostas a investir o seu dinheiro.

Os mercado de futuros, que permitem às pessoas apostar no preço futuro de certos ativos, também surgiram em Amesterdão durante o século XVII, refletindo a sofisticação crescente das atividades financeiras na cidade.

A atividade mais notável centrava-se na tulipa, que eram transportadas para países como a  Turquia. À medida que os preços de alguns bulbos de flores atingiam níveis extraordinariamente altos e depois desabavam drasticamente, a “mania das tulipas” é geralmente considerada a primeira bolha especulativa registada na História.

A ascensão de Londres

Apesar do domínio holandês inicial no comércio financeiro, o comércio de ações organizado tomou forma com o advento da Joint Stock Corporation Act no Reino Unido em 1844. Juntamente com a revolução industrial, isto estimulou o crescimento das atividades financeiras em Londres.

Os locais e os estrangeiros começaram a fazer investimentos, o que permitiu ao Reino Unido atender às imensas necessidades de capital durante a revolução industrial e foi parte integrante da produtividade sustentada e das melhorias de bem-estar que se seguiram.

Mais tarde, outras cidades europeias também desenvolveram as suas próprias atividades financeiras, impulsionadas por uma incrível expansão do comércio multinacional.

O que realmente fez de Londres um íman para a atividade financeira global foi o “Big Bang” de 1986. Até então, a bolsa de valores da cidade estava limitada a parcerias relativamente pequenas de corretores de ações, formadores de mercado e semelhantes. Porém, em 27 de outubro de 1986, reformas abrangentes aboliram várias restrições às transações financeiras e à concorrência, abrindo o comércio a uma série de novos atores, incluindo estrangeiros.

A cidade de Londres tornou-se uma potência financeira global e cresceria cada vez mais nos 35 anos seguintes.

O efeito Brexit

O acordo comercial firmado entre o Reino Unido e a União Europeia (UE) na véspera de Natal não cobria serviços financeiros. Por enquanto, os financiadores de Londres foram impedidos de certas atividades, como a negociação de ações e títulos denominados em euros, que foram transferidos principalmente para Amesterdão como resultado.

Amesterdão está a emergir como vencedor porque a cidade abriga a sede operacional da bolsa de valores Euronext. As origens da Euronext remontam à fundação da Bolsa de Valores de Amesterdão pela Companhia Holandesa das Índias Orientais, que já há algum tempo é a maior bolsa de valores da Europa.

Para continuar como uma potência global, a cidade de Londres espera que os reguladores do Reino Unido e da UE cheguem a um acordo sobre a “equivalência”, que é um sistema que a UE usa para conceder acesso ao mercado doméstico a empresas estrangeiras em certas áreas de serviços financeiros. Porém, a perspetiva de um acordo parece pequena.

Embora os efeitos duradouros do Brexit em Londres provavelmente não sejam conhecidos durante anos, o primeiro dia de negócios após a saída do Reino Unido do mercado único foi um ponto de viragem simbólico.

Dados públicos de 1 de janeiro mostraram que Londres perdeu quase 45% do volume normal. Além de ações e títulos, outros mercados afetados incluem o comércio de carbono, com mil milhões de euros em volumes diários a ser transferidos para a capital holandesa.

Quatrocentos anos após o início da primeira era da preeminência financeira holandesa, Amesterdão volta a ser lar para o comércio de ações do continente.

https://zap.aeiou.pt/onde-tudo-comecou-amesterdao-destitui-londres-e-volta-a-ser-o-380397

 

Viver na “cidade da Tesla” ? Governador do Nevada propõe que empresas possam criar governos locais !

O governador do estado norte-americano do Nevada, Steve Sisolak, anunciou planos para lançar Zonas de Inovação que permitiriam às empresas de tecnologia formar os seus próprios governos locais.

De acordo com o jornal local Las Vegas Review-Journal, Steve Sisolak revelou este novo conceito durante o seu discurso sobre o Estado do Estado em 19 de janeiro, descrevendo as zonas como uma forma de atrair empresas que estão na vanguarda de “tecnologias inovadoras”, como blockchain, tecnologia autónoma, robótica, inteligência artificial, Internet das coisas, tecnologia wireless e energia renovável.

Segundo um rascunho da legislação proposta, as Zonas de Inovação permitiriam que empresas de tecnologia formassem governos locais separados do Nevada, que teriam a mesma autoridade de um condado, incluindo a capacidade de cobrar impostos, formar distritos escolares e tribunais de justiça e fornecer serviços governamentais.

Dentro das Zonas de Inovação, as empresas assumiriam as responsabilidades dos municípios onde as zonas estão localizadas. Tornar-se-iam órgãos governamentais independentes administrados por um conselho de supervisores de três membros, que poderiam ser indicados pela empresa.

A legislação estabelece que as Zonas de Inovação propostas deveriam ter pelo menos 20.234 hectares de terras não desenvolvidas e desabitadas e que as terras deveriam estar dentro de um único condado. O terreno também deve ser separado de qualquer cidade, município ou área tributária atual.

A empresa de tecnologia precisaria de demonstrar um investimento inicial de 250 milhões de dólares, além de fornecer um plano com um investimento adicional de mil milhões num período de 10 anos.

A empresa seria obrigada a relatar o seu progresso legislativo a cada dois anos, descrevendo os seus investimentos de capital, desenvolvimento de infraestruturas, o número de pessoas empregadas e uma estimativa do impacto económico da zona.

O texto preliminar da proposta refere que o modelo tradicional de governo local é “inadequado por si só para fornecer a flexibilidade e os recursos conducentes a tornar o Estado um líder na atração e retenção de novas formas e tipos de negócios e na promoção do desenvolvimento económico em tecnologias emergentes e indústrias inovadoras”.

Além disso, acrescenta a proposta, esta “forma alternativa de governo local” é necessária para auxiliar o desenvolvimento económico dentro do estado.

Quem quer viver na “cidade da Tesla”?

O portal Interesting Engineering refere que o Nevada já atraiu com sucesso a Tesla para o estado, tendo a gigante tecnológica de Elon Musk lá construído a sua Gigafactory.

No início de 2016, a Tesla começou a produção dos seus motores elétricos Tesla Model 3 e baterias e produtos de armazenamento de energia Tesla nas instalações de Nevada.

Segundo o Electrek, a Tesla concluiu uma segunda instalação ao lado da sua original que pode, de acordo com uma fonte, ser usada para produzir o semicião totalmente elétrico da Tesla, o Tesla Semi.

Assim, o Interesting Engineering sugere que uma “cidade da Tesla” poderia ser possivelmente uma das cidades instaladas graças a este projeto de lei, se o mesmo for aprovado pelo estado do Nevada.

As cidades corporativas da América

A América tem uma longa história de cidades corporativas, locais onde todas as residências e lojas pertencem a uma única empresa que também é a principal empregadora.

Como as Zonas de Inovação propostas em Nevada, as cidades empresariais eram geralmente organizadas em torno de uma única indústria, como minas de carvão ou metal, madeira serrada ou produção de aço.

Pullman, por exemplo, foi desenvolvida durante a década de 1880 nos arredores de Chicago para abrigar os seis mil trabalhadores que construíam vagões ferroviários, vagões de carga, carrinhos e vagões de comboio elevados, juntamente com os seus dependentes.

Em 1893, quando a demanda por vagões caiu, George Pullman baixou os salários dos funcionários e aumentou as horas de trabalho, mas não reduziu o custo do aluguer ou das mercadorias na cidade. Isso levou à Greve Pullman de 1894, que encerrou o tráfego ferroviário a oeste de Chicago.

Para reprimir a greve, o presidente Grover Cleveland enviou tropas e, em 7 de julho de 1894, guardas nacionais dispararam contra um grupo de grevistas, matando 34 pessoas.  Isto levou a uma investigação por uma comissão presidencial e o Supremo Tribunal de Illinois forçou George Pullman a desfazer-se da sua propriedade da cidade, que foi anexada pela cidade de Chicago.

Uma visão mais filantrópica da cidade-empresa foi oferecida por Milton Hershey, fundador da Hershey Chocolates. Em 1903, fundou a cidade agora conhecida como Hershey, na Pensilvânia.

Hershey abriu uma nova fábrica no local e fundou uma cidade modelo para abrigar os trabalhadores da sua empresa. A cidade incluía um sistema de carrinhos público; casas para trabalhadores com comodidades modernas, como eletricidade, canalização interna e aquecimento central; escola gratuita para os filhos dos funcionários; uma escola vocacional gratuita para órfãos e carentes; e um parque de diversões, campos de golfe, centro comunitário, hotel, jardim zoológico e área de desporto.

A ideia por trás da cidade era criar “uma cidade americana perfeita num cenário natural bucólico, onde trabalhadores saudáveis, de vida correta e bem pagos viviam em lares seguros e felizes”.

https://zap.aeiou.pt/viver-na-cidade-da-tesla-governador-do-nevada-quer-que-379434

 

“Ladrões acrobatas“ usaram o Instagram para vigiar casas de celebridades !

Apelidados pelas autoridades de “ladrões acrobatas”, o gangue constituído por quatro elementos foi preso em Milão após suspeitas de vigiar os movimentos de várias celebridades italianas através do Instagram. O objetivo seria assaltar as casas.


Entre as vítimas deste esquema estão o jogador de futebol Achraf Hakimi, estrela do Inter de Milão, a apresentadora de televisão Diletta Leotta e a influencer Eleonora Incardona.

De acordo com as autoridades italianas, o grupo usou o Instagram para espiar os seus alvos meticulosamente, reconstruindo todos os seus movimentos, para que fosse mais fácil ter acesso às suas habitações.

Segundo o The Guardian, os homens, com idades entre os 17 e 44 anos, tinham por hábito vestir-se de forma elegante e assim passar despercebidos ao frequentar os bairros de luxo.

Imagens da CCTV mostram um membro do gangue a observar o outro enquanto este sobe um prédio e entra pela janela de um apartamento do primeiro andar.

“O suspeito calçou luvas de látex e rapidamente subiu a um poste em direção a uma janela no primeiro andar, forçou-a e entrou na casa”, disse Francesca Crupi, da polícia de Milão

O ladrão abriu a porta da frente da casa para os dois cúmplices poderem entrar, e juntos conseguiram roubar alguns bens que transportaram dentro de uma mala. Este seria o método mais usual entre os ladrões.

A polícia italiana revelou que a série de roubos começou em junho do ano passado, quando cerca de 150.000 euros em mercadorias, incluindo joias, malas de marca e relógios Rolex, foram roubados de uma casa em Leotta.

Os “ladrões acrobatas“ também são suspeitos de estar por trás do roubo de vários relógios pertencentes a Achraf Hakimi, que se transferiu do Borussia Dortmund para o Inter de Milão em setembro, e que vivia numa habitação temporária na altura do roubo, que ocorreu em novembro.

Em dezembro, o gangue também roubou nove malas de marca e peças de roupa de luxo da casa de Eleonora Incardona – uma influencer italiana que conta com quase 500 mil seguidores no Instagram. No entanto, a polícia conseguiu recuperar a maior parte dos bens.

https://zap.aeiou.pt/ladroes-acrobatas-casas-celebridades-380033

 

Dinamarca vai aumentar a defesa do Ártico através do uso de drones !

O Governo da Dinamarca concordou em gastar pelo menos 200 milhões de dólares para melhorar a capacidade de defesa no Ártico.


O reforço financeiro de 1,5 mil milhões que a coroa dinamarquesa irá disponibilizar, vai fazer com que o país tenha capacidade de melhorar e aumentar a sua vigilância na região.

A emissora dinamarquesa TV 2 informou que o financiamento do Estado deverá incluir o uso de drones de longo alcance para que a zona possa ser facilmente monitorizada e controlada.

O serviço de televisão estatal também revelou que as várias iniciativas estavam previstas para 2023, mas ainda assim pode demorar alguns anos até que estas sejam totalmente implementadas.

A necessidade de aumentar o controlo na região do Ártico surge numa altura em que a Rússia também tem tentando fortalecer a sua presença económica e militar na região, ao mesmo tempo que compete pelo domínio com o Canadá, Estados Unidos, Noruega e China.

Em 2019, o país pôs em marcha um navio quebra-gelo movido a energia nuclear, com o objetivo de alcançar os seus ambiciosos planos: explorar a área comercial da região.

O envio do veículo fez parte de um programa criado pelo presidente russo, Vladimir Putin, com o objetivo de aumentar o número de navios pesados da frota ártica do país para 13 até 2035, sendo nove deles movidos a reatores nucleares.

Como recorda a Sky News, em junho do ano passado, o líder russo foi forçado a declarar estado de emergência depois de 20 mil toneladas de diesel serem derramadas num rio dentro do círculo ártico.

https://zap.aeiou.pt/dinamarca-aumentar-defesa-artico-380106

 

Arcebispo sul-africano denuncia apartheid da vacina contra a covid-19 !

O arcebispo sul-africano Thabo Cecil Makgoba diz que a escassez de vacinas contra a covid-19 na África do Sul faz lembrar o apartheid e pede ajuda a Joe Biden.

O programa de vacinação da África do Sul previa que se usasse a vacina da Oxford/AstraZeneca. No entanto, a sua administração foi suspensa no país na semana passada, uma vez que mostrou oferecer proteção mínima contra a variante sul-africana, que representa 90% dos casos do país.

Assim, na África do Sul, quase ninguém foi vacinado até ao momento, embora seja um dos países com a maior taxa de letalidade pela covid-19.

“Esta crise realmente faz-me lembrar o apartheid”, atirou o arcebispo sul-africano Thabo Cecil Makgoba. “Estas vacinas que estão disponíveis para o norte global e para o ocidente e disponibilizadas pela Moderna lembram-me que estamos a dizer, como o apartheid, ‘Ei, vocês não são humanos o suficiente. Esperem um pouco'”.

O apartheid foi um regime de segregação racial implementado na África do Sul em 1948 pelo pastor protestante Daniel François Malan — então primeiro-ministro —, e adotado até 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional, no qual os direitos da maioria dos habitantes foram restringidos pela minoria branca no poder.

Thabo Cecil Makgoba aconselha o Presidente dos EUA, Joe Biden, a usar a imensa riqueza e poder do país para garantir que a África do Sul e outros países que precisam desesperadamente de uma vacina eficaz contra o coronavírus tenham acesso a ela.

“Eu diria ao presidente Biden: você tem uma oportunidade incrível de ser uma força do bem no mundo”, disse Makgoba ao The Intercept. “Portanto, estamos a apelar para que olhem para aqueles que estão a sofrer e garantam que haja acesso, especialmente no sul global, a esta vacina que salva vidas”.

Makgoba está a pedir especificamente que a administração Biden torne a vacina Moderna disponível na África do Sul. O governo norte-americano tem o direito de anular uma patente a qualquer momento, desde que a empresa receba uma “compensação razoável”.

https://zap.aeiou.pt/apartheid-vacina-covid-19-380455

 

 

Justiça britânica considera que confinamento influenciou mãe que matou filho !

A justiça britânica decidiu na quinta-feira que uma criança de 10 anos gravemente incapacitada, sufocado pela mãe “esgotada” e condenado a ser internado, foi uma “vítima indireta” do confinamento imposto no Reino Unido por causa da pandemia de covid-19.


O Tribunal Criminal de Old Bailey em Londres decidiu colocar a mãe, Olga Freeman, de 40 anos, num hospital psiquiátrico por tempo indeterminado pela morte do filho Dylan, de quem ela teve que cuidar continuamente devido às restrições em vigor.

“Não tenho absolutamente dúvida nenhuma de que foi uma mãe extremamente amorosa e dedicada a esta criança vulnerável até que ficou sobrecarregada por múltiplas pressões e a cabeça dominada por uma doença [psicológica] destrutiva”, disse a juíza Bobbie Cheema-Grubb, reconhecendo que a mãe estava “esgotada” e “exausta”, citada pela agência Lusa.

“Dylan deve ser reconhecido como uma vítima indireta da interrupção da vida normal causada pela pandemia de covid-19”, acrescentou ela.

O pai da criança, o fotógrafo de celebridades Dean Freeman, estava em Espanha na altura da tragédia, em 15 de agosto.

Depois de matar o filho, que sofria de graves incapacidades físicas e mentais, Olga Freeman dirigiu-se voluntariamente a uma esquadra de polícia. As autoridades encontraram a criança num quarto da casa em Acton, no oeste de Londres, coberto com uma colcha e rodeado de brinquedos.

Uma autópsia determinou que ele havia morrido de obstrução das vias aéreas por pedaços de esponja presos na boca.

Durante o julgamento, o ministério público ressaltou que Olga Freeman teve cada vez mais dificuldade para cuidar do filho durante o primeiro confinamento na primavera, e durante o verão, quando foi gradualmente levantado.

De acordo com um psiquiatra, a mãe desenvolveu sintomas psicóticos causados por restrições “muito stressantes” para ficar em casa e pelo encerramento da escola especial que Dylan frequentava.

O pai de Dylan criticou sucessivos governos britânicos por financiarem de forma insuficiente os serviços de apoio a pessoas com problemas de saúde mental ou que requerem cuidados especiais, durante um depoimento por videoconferência.

https://zap.aeiou.pt/confinamento-influenciou-mae-matou-filho-justica-britanica-380272

Síndrome de Havana - Relatório revela que EUA não levaram a sério lesões cerebrais de diplomatas em Cuba !

Um relatório desclassificado sobre os misteriosos sintomas sentidos por diplomatas em Cuba revela que a resposta inicial do Governo dos Estados Unidos foi insuficiente.


No fim de 2016, depois de serem surpreendidos por um ruídos agudos e persistentes, vários diplomatas norte-americanos que serviam na Embaixada de Cuba adoeceram, apresentando sintomas que incluíam dores de cabeça, dores de ouvidos, vertigens, náuseas e perda auditiva.

Segundo um relatório anteriormente classificado, que foi concluído em junho de 2018, o Departamento de Estado respondeu mal aos misteriosos incidentes de saúde que afetaram os diplomatas dos Estados Unidos em Cuba, escreve a ABC.

O staff dos Estados Unidos tem lutado contra o Governo para pedir maior apoio, inclusive para os problemas de saúde persistentes que muitos sofrem sob o que ficou conhecido como a “síndrome de Havana”. Os médicos descobriram que os americanos sofreram lesões cerebrais traumáticas, com sintomas que vão desde dores de cabeça e problemas de visão a défices cognitivos e tonturas.

O relatório interno é altamente crítico da resposta da administração Trump. “A resposta do Departamento de Estado a esses incidentes foi caracterizada pela falta de liderança sénior, comunicação ineficaz e desorganização sistémica“, concluiu o relatório.

O relatório também revelou novos detalhes sobre como Washington lidou com a questão e o que viu do ponto de vista médico ao examinar os pacientes. Ao todo, documentou lesões cerebrais em 24 pessoas. Esse número não inclui os 14 canadianos que também sofreram da Síndrome de Havana.

“Os indivíduos afetados tinham combinações variadas de disfunção cognitiva, vestibular e oculomotora, bem como distúrbios do sono e dor de cabeça”, lê-se no relatório. “Estes indivíduos parecem ter sofrido lesões em redes cerebrais generalizadas com uma história associada de trauma na cabeça”.

De acordo com o relatório, o Departamento de Estado esperou seis semanas depois de tomar conhecimento do incidente para informar os funcionários da Embaixada e não contou às suas famílias. “O Conselho considera lamentável o atraso de quase seis semanas entre o primeiro conhecimento da lesão e o primeiro briefing do pessoal da Embaixada”.

Como resultado dos ataques, o Canadá retirou os seus diplomatas de Cuba e os Estados Unidos encerraram as operações da CIA na área e, desde então, administram a embaixada com uma equipa reduzida.

“A decisão de reduzir a equipa em Havana não parece ter seguido os procedimentos padrão do Departamento de Estado e não foi precedida nem seguida por qualquer análise formal dos riscos e benefícios da presença contínua de médicos de funcionários do governo dos EUA em Havana”, lê-se no documento.

O relatório inclui um incidente semelhante que ocorreu na China em maio de 2018. “Há um relato clinicamente confirmado sobre um funcionário do Consulado de Guangzhou que descreveu incidentes em Guangzhou, China, semelhantes aos vividos por membros da comunidade da Embaixada de Havana e cujos ferimentos foram confirmados por especialistas médicos para igualar os das vítimas de Havana”.

Até hoje, a Síndrome de Havana ainda é um mistério. “Não sabemos o que aconteceu, quando aconteceu, quem foi ou por quê”, refere o relatório.

Um mistério por resolver

Desde que os diplomatas norte-americanos em Havana começaram a relatar sons estranhos que ouviam nas suas casas, surgiram já várias teorias sobre o que terá acontecido. Há a versão do “ataque sónico”, dos grilos e até de uma histeria coletiva.

Devido ao incidente, Washington reduziu o quadro de funcionários diplomáticos em mais de 50% e acusou as autoridades de Cuba de levarem a cabo “ataques sónicos. Esta acusação tem sido questionada por vários especialistas que defendem que ainda ninguém foi capaz de criar estas armas ultrassónicas. Cuba sempre rejeitou esta hipótese.

Em janeiro de 2019, uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e da Universidade de Lincoln, no Reino Unido, apontou que o fenómeno possa ter sido produzido por um chilrear de grilos.

De acordo com o estudo, os ruídos pertenciam ao grilo de cauda curta (Anurogryllus celerinictus), um inseto muito famoso pelos seus grunhidos durante o acasalamento. Contudo, o estudo foi também questionado, havendo cientistas a afirmar que o som do inseto por si só não era capaz de causar tais sintomas.

Outros especialistas há que defendem a possibilidade de os diplomatas terem sofrido um fenómeno de histeria coletiva.

Um estudo realizado por cientistas canadianos do Brain Repair Center do Universidade Dalhousie e do Departamento de Saúde da Nova Scotia em 2019 apontava que os culpados poderiam ser produtos químicos usados no combate aos insetos.

Em dezembro passado, o relatório de um comité da Academia Nacional das Ciências norte-americana sugeriu que os sintomas misteriosos poderiam estar relacionados com exposição direta a radiação “micro-ondas”.

https://zap.aeiou.pt/sindrome-de-havana-relatorio-revela-que-eua-nao-levaram-a-serio-380222

 

Em plena pandemia, supermercado “antimáscaras” despertou indignação na Flórida !

Um vídeo publicado nas redes sociais indignou os internautas, depois de todos os funcionários e clientes de um supermercado na Florida aparecerem sem qualquer proteção individual e sem respeitaram o distanciamento social.


Sam Brock, um repóter da NBC News, visitou o supermercado no início de fevereiro e “saiu com uma história” para contar, depois de ter filmado os funcionários e os clientes a desrespeitar uma ordem do Condado de Collier sobre o uso de máscaras dentro das empresas.

Segundo o jornalista, quase ninguém usava máscara no interior da loja do Oakes Farms Market, em Naples. Os casos de covid-19 naquele estado norte-americano rondam, em média, os 10.000 por dia.

O vídeo, publicado nas redes sociais, revoltou os internautas.

De acordo com o Independent, algumas pessoas escreveram, no Twitter, que o dono do supermercado era conhecido como “antimáscara”. Alfie Oakes, o proprietário da loja, disse ao Today Show, da NBC, que as máscaras não funcionam e que acredita que “o vírus não matou 400.000 pessoas neste país”.

Do lado de fora do supermercado, havia uma placa que avisava os clientes de que não seriam desafiados pelos funcionários a usarem máscara.

“Devido ao HIPPA (Lei de Responsabilidade e Portabilidade de Seguro Saúde) e à 4ª Emenda, não podemos perguntar legalmente sobre a sua condição de saúde. Portanto, se o virmos sem máscara, presumiremos que tem um problema de saúde e recebê-lo-emos para apoiar o nosso negócio”, lia-se.

Nas últimas 24 horas, os Estados Unidos registaram 3.856 mortes causadas pela covid-19 e 104.116 casos, de acordo com a contagem independente da Universidade norte-americana Johns Hopkins.

Desde o início da pandemia, o país acumulou 475.040 óbitos e 27.383.639 casos da doença, sendo aquele que regista mais mortes provocadas pelo SARS-Cov-2 e também aquele com mais casos de infeção.

https://zap.aeiou.pt/supermercado-antimascaras-florida-380240

 

Covid-19 - O estado de saúde de Trump foi “mais grave” do que foi tornado público !

O antigo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteve muito mais doente do que foi divulgado publicamente quando esteve infetado com covid-19.


Em outubro passado, Donald Trump, que deixou a Casa Branca em janeiro, revelou que tinha contraído o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, após vários conselheiros próximos também terem testado positivo.

O antigo Presidente, de 74 anos, foi admitido no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed em 2 de outubro, um dia após ter testado positivo, e ficou sob supervisão médica durante vários dias antes de receber alta, tirando a sua máscara na varanda da Casa Branca e declarando-se totalmente recuperado.

No entanto, de acordo com o jornal norte-americano The New York Times, os níveis de oxigénio de Trump eram tão baixos que os médicos temiam que precisasse de ser colocado num ventilador. Em público, contudo, o médico de Trump, Sean Conley, disse que o Chefe de Estado estava a “ir muito bem”.

Exames recentemente revelados dos pulmões de Trump alegadamente mostram infiltrados pulmonares, que acontecem quando o órgão fica inflamado e cheio de substâncias como fluido ou bactérias e ocorre apenas em pacientes com um caso grave do vírus.

Trump terá recebido um cocktail de anticorpos desenvolvido pela empresa de biotecnologia Regeneron Pharmaceuticals para ajudar a combater a infecção. No hospital, o Presidente terá começado um regime com um esteróide chamado dexametasona, que geralmente é recomendado apenas a pacientes com covid-19 que apresentam formas graves ou críticas da doença ou precisam de ventilação.

O relatório também revela que os níveis de oxigénio de Trump caíram para os 80%, segundo fontes familiarizadas com o diagnóstico médico do Presidente. Os médicos recomendaram que qualquer pessoa fosse ao hospital se os níveis de oxigénio caíssem abaixo de 90%.

O público foi informado de que Trump estava com febre e baixos níveis de oxigénio quando foi internado. Porém, os detalhes completos da sua condição não foram disponibilizadores e o médico da Casa Branca foi acusado de minimizar os sintomas do Presidente.

Na altura, questionado sobre se os raios-X dos pulmões de Trump mostravam sinais de danos ou pneumonia, Conley disse apenas que havia “resultados esperados, mas nada de grande preocupação clínica”.

Conley disse ainda que os níveis de oxigénio de Trump caíram para 93%, alegando que nunca caíram para “abaixo de 80%”.

Em 4 de outubro, Conley reconheceu que inicialmente estava a dar um relatório mais otimista sobre a saúde do presidente do que o que realmente estava a acontecer. “Estava a tentar refletir a atitude otimista que a equipa, o presidente, o seu curso de doença teve. Não queria dar nenhuma informação que pudesse direcionar o curso da doença noutra direção”.

https://zap.aeiou.pt/covid-19-estado-saude-trump-grave-do-tornado-publico-380236

 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Rússia disposta a romper relações com a UE se houver mais sanções !

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, avisou esta sexta-feira que a Rússia está disposta a romper as relações com a União Europeia (UE) se o bloco europeu adotar sanções que ameacem a economia do seu país.


“Partimos da base de que estamos dispostos, (…) se virmos novamente, como temos experimentado em mais ocasiões, que sanções são impostas em áreas que representem riscos para a nossa economia, incluindo setores sensíveis”, declarou o responsável da diplomacia russa, citado pela agência Lusa.

As declarações de Lavrov foram realizadas durante uma entrevista ao programa russo Soloviov Live, que esta sexta-feria avançou com alguns excertos da conversa.

“Não nos queremos isolar da vida mundial, mas devemos estar preparados para isso”, sublinhou o ministro russo. “Se queres a paz, prepara-te para a guerra”, acrescentou.

Os comentários de Lavrov foram feitos após a visita polémica a Moscovo, na semana passada, do alto representante da Política Externa da UE, Josep Borrell, durante a qual a Rússia expulsou três diplomatas europeus por supostamente participarem nas manifestações da oposição.

Borrell não descartou a possibilidade de novas sanções contra a Rússia, desta vez devido à prisão do líder da oposição Alexei Navalny, questão que será estudada na próxima reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE e abordada na cimeira de chefes de Estado e de Governo do bloco europeu, em março.

As mais recentes manifestações na Rússia estão a decorrer desde que o líder da oposição russa, Alexei Navalny, foi preso em 17 de janeiro ao retornar ao país depois de cinco meses de convalescença na Alemanha devido a um envenenamento.

Os manifestantes pedem a sua libertação e de outros detidos pelas autoridades russas. Vários países e organizações já pediram a libertação imediata do opositor russo.

https://zap.aeiou.pt/russia-romper-relacoes-ue-sancoes-380241

 

Cidade italiana colocou homossexuais entre prioritários para a vacina e já pediu desculpa pelo procedimento !

Em La Spezia, Itália, os homossexuais foram incluídos na lista de prioritários na vacinação contra a covid-19 por se considerar que adotam “condutas com risco”.


A autoridade sanitária da localidade italiana de La Spezia, no norte do país, incluiu no protocolo de vacinação contra a covid-19 os homossexuais, que caracterizou como indivíduos de risco e prioritários, gerando polémica e críticas a nível nacional.

A polémica surgiu quando Ferrucio Sansa, candidato apoiado pelo Partido Democrata (PD, centro-esquerda) e pelo Movimento 5 Estrelas (M5S) às eleições regionais de 2020 na Ligúria, condenou as autoridades sanitárias locais por terem incluído os homossexuais na lista de “pessoas com condutas de risco, ao lado de toxicodependentes e de outras relacionadas com a prostituição”.

O formulário de inscrição foi distribuído pelos cidadãos no quadro da campanha nacional de vacinação contra o novo coronavírus, para se poderem gerir as reservas de vacinas destinadas aos grupos prioritários.

As denúncias ocorreram imediatamente e a senadora Monica Cirinnà, promotora da lei que reconhece a união civil entre homossexuais desde 2016, afirmou ser “inaceitável” que uma referência à homossexualidade apareça entre os comportamentos de risco como forma de acesso a qualquer serviço de saúde.

É uma grave violação da dignidade pessoal, sinal de uma cultura ainda muito difundida e que tende a estigmatizar a homossexualidade”, frisou Cirinnà.

O diretor da entidade de saúde local, Paolo Cavagnaro, já pediu desculpas. “É um erro claro, reconhecêmo-lo, que também estamos a tentar encontrar uma explicação, pelo que só podemos pedir desculpa”, afirmou.

O caso ganhou expressão esta quinta-feira, quando foi descoberto que o formulário havia sido retirado diretamente do portal do Ministério da Saúde italiano em outubro.

O presidente da região da Ligúria, o conservador Giovanni Toti, descreveu a situação como “incrível e vergonhosa” e acusou a oposição de querer criar confusão sem antes verificar os factos.

“Quanto à incrível e vergonhosa inclusão de homossexuais entre os ‘sujeitos como fatores de risco’ para as prioridades de vacinação, descobriu-se que, após uma primeira investigação interna, o erro tem origem numa cópia das diretrizes ministeriais. Obviamente, isso multiplica o erro, embora não o elimine”, escreveu Toti na sua página na rede social Facebook.

“Tudo isto dá-me razão quanto à total incapacidade, ignorância, má-fé e torpeza por parte da oposição na Ligúria, que não para de me acusar sem averiguar ou investigar antes o que se passou”, acrescentou Toti, numa referência a Sansa, que foi quem detetou o erro.

Em comunicado, o Ministério da Saúde explicou que “apenas o comportamento determina o risco e não a orientação sexual das pessoas” e reconheceu que se tratava de “um documento antigo usado para doações de sangue”.

“Os documentos ministeriais de formulários antigos e desatualizados serão imediatamente corrigidos”, acrescentou o Governo italiano.

https://zap.aeiou.pt/cidade-italiana-homossexuais-prioritarios-380201

 

Eleições na Catalunha - Domingo decide se caminha para a independência ou voltar a aproximar-se de Espanha

Os partidos separatistas catalães, com uma maioria de lugares no parlamento regional, conduzem a Generalitat (Governo regional) desde 2015, mas estão muito divididos desde que em 2017 foram derrotados na sua tentativa de ganharem a independência de Espanha.


Apesar de, desde a chegada ao poder no Governo central espanhol do socialista Pedro Sánchez em 2018, as tensões com Madrid terem diminuído, parece que estas se deslocaram para o seio do movimento independentista, principalmente entre as duas formações separatistas mais importantes coligadas no atual executivo regional.

O Juntos pela Catalunha (JxC, direita), o partido do antigo presidente regional que agora está fugido na Bélgica, Carles Puigdemont, continua a defender o confronto com o Estado central e repete que pretende proclamar unilateralmente a independência, se ganhar as eleições.

Por seu lado, a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC, socialista) defende o diálogo com Pedro Sánchez, sendo mesmo um seu aliado fundamental para este se manter no poder em Madrid.

O politólogo e professor de ciências Políticas na Universidade de Barcelona Oriol Bartomens está convencido de que os independentistas “vão continuar a ter a maioria” no parlamento regional, o problema é que “não têm confiança uns nos outros”, o que vai levar a uma “grande instabilidade” governativa, sendo difícil que se aguentem durante toda a legislatura.

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, lançou o antigo ministro da Saúde Salvador Illa como candidato socialista nas eleições catalãs, que de acordo com as sondagens pode ser o mais votado.

A maior parte dos estudos de opinião publicados até agora dão o cabeça da lista do Partido Socialista da Catalunha (PSC, associado ao PSOE) ligeiramente à frente (21-22%), das duas principais formações independentistas que governam coligadas a comunidade autónomas: a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC, 20-21%) e o Juntos pela Catalunha (JxC, 19-20%).

O bloco de partidos independentistas teria, assim como nas eleições anteriores de 2017, cerca de 47% dos votos contra mais de 49% no bloco constitucionalista, mas continuariam a ter mais lugares no parlamento regional devido a um sistema de votação que valoriza os votos nas zonas rurais, com menos população.

Se os partidos independentistas tiverem uma maioria de lugares, apesar de divididos, seria incompreensível para os seus apoiantes que deixassem escapar a oportunidade para, mais uma vez, governarem a Catalunha.

“As bases dos partidos não iriam compreender” que não se formasse um executivo separatista, defende o professor de Meios de Comunicação e Política da Universidade de Navarra Carlos Barrera.

Os analistas concordam que a ERC pode ter um papel central na futura negociação para se formar um executivo na Catalunha.

Esta formação é a única que pode, eventualmente, escolher entre o bloco separatista ou fazer uma ponte com partidos constitucionalistas mais próximos ideologicamente, como o PSC e o En Comú Podem (a marca catalã do Podemos nacional, de extrema esquerda).

Mesmo assim, Carlos Barrera está convencido de que a dimensão separatista vai “estar por cima” da ideológica e acabar por condicionar a formação do futuro executivo.

A reta final da campanha eleitoral na Catalunha, que acaba esta noite, foi marcada pela assinatura de um documento entre os partidos independentistas com assento parlamentar – JxC, ERC, CUP, e PDeCAT (Partido Democrático Europeu da Catalunha, direita) – para que não haja pactos pós-eleitorais com o PSC.

O verdadeiro alcance deste compromisso foi colocado em causa ao não ser assinado pelo cabeça de lista da ERC, mas sim por outra figura menos importante da lista deste partido.

A incerteza quanto ao resultado das eleições regionais aumenta com o previsível crescimento da abstenção, com muitos eleitores a afirmar que não irão votar.

Se em 2017 eram apenas 2% os que afirmavam que não iriam votar, agora seriam 12%, de acordo com as sondagens, sendo esta percentagem maior do que a verificada antes das eleições galegas (4%) e bascas (8%) realizadas em julho do ano passado, já durante a pandemia de covid-19.

Um total de 14.200 agentes da polícia regional (Mossos d’Esquadra) e da polícia local da Catalunha estão destacados para assegurar a segurança nas 2.769 mesas de voto no domingo.

A Catalunha está situada no nordeste de Espanha e é uma das 17 comunidades autónomas do país, com um Governo e um parlamento regional, assim como uma polícia própria (Mossos d’Esquadra).

O executivo catalão, assim como o das outras comunidades autónomas, tem poderes importantes em áreas como a Educação e a Saúde, mas as outras principais áreas de governação estão nas mãos do Governo central: impostos, negócios estrangeiros, defesa, infraestruturas (portos, aeroportos e caminhos de ferro), entre outros.

A região tem cerca de 7,8 milhões de habitantes e é considerada a mais rica de Espanha, produzindo um quinto da riqueza do país e com um PIB anual superior ao de Portugal ou da Grécia.

https://zap.aeiou.pt/eleicoes-na-catalunha-domingo-decide-caminhar-independencia-voltar-aproximar-espanha-380204

“Um pouco diferente do que temos hoje” - Bolsonaro volta a elogiar tempos da ditadura militar !

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fez, esta quinta-feira, um discurso, o qual aproveitou para deixar elogios aos tempos de ditadura milita do país, que classificou como um regime “um pouco diferente do que temos hoje”.

Bolsonaro entregou, numa cerimónia, títulos de posse de terra a agricultores de Alcântara, no Maranhão, onde está a base de lançamento de foguetes da Força Aérea, e terá aproveitado para deixar elogios a cinco presidentes que o Brasil teve de 1964 a 1985 e aos tempos em que a base foi construída – tempos esses de ditadura militar.

“Isto aqui [o Centro de lançamento de Alcântara] nasceu em 1983 e foi mais uma das grandes obras dos cinco presidentes militares que tivemos no Brasil”, disse, citado pela Folha de São Paulo.

Grandes obras ao longo de 21 anos onde vivia um regime de… um pouco diferente do que temos hoje, mas de muita responsabilidade com o futuro do país”, acrescentou o Presidente brasileiro.

“Como disse Marcos Pontes [ministro da Ciência e Tecnologia], isto é comércio para bilhões e bilhões de dólares. E nós estamos agora a entrar neste seleto grupo que trata de lançamentos. Tudo que fazemos no Brasil tem um passado, tem um meio e tem um fim. E isso tudo passa por cada um de nós”, disse ainda Bolsonaro sobre a base militar, inaugurada em 1983, durante o governo de João Figueiredo.

Em 2019, a gestão Bolsonaro assinou com os Estados Unidos um acordo de salvaguarda, que estabelece regras de proteção para uso de tecnologia americana em estudos e lançamentos de foguetes e aeronaves.

A ditadura militar no Brasil foi um período marcado por violações à democracia e aos direitos humanos, ligada à tortura, a mortes e ao desaparecimento de pessoas.

Segundo um relatório da Comissão Nacional da Verdade, criada em 2012 durante o governo de Dilma Rousseff para apurar casos de violência ocorridos durante a ditadura, pelo menos 423 pessoas morreram ou desapareceram durante os anos do regime (1964-1985), e 20 mil foram torturadas, relata o site de notícias UOL.

Em junho de 2020, uma sondagem da Datafolha mediu a relação dos brasileiros com a democracia e com a ditadura militar. Sobre a primeira, 75% dos inquiridos afirmaram que a democracia é sempre melhor do que qualquer outra forma de governo. Dez por cento indicaram que, em certas circunstâncias, é melhor uma ditadura do que um regime democrático. Já 12% admitiu que era indiferente se o governo é uma democracia ou uma ditadura.

Segundo o jornal Expresso, essa sondagem descobriu também que, entre os apoiantes de Jair Bolsonaro, 43% dizia que a ditadura deixou um legado mais positivo do que negativo. A segunda descoberta tem a ver com a classe social: os mais ricos tenderam a ser mais favoráveis ao regime militar (36%) do que a média (12%).

A ditadura militar brasileira esteve vigente entre 1964 e acabou em 1985. Três anos depois foi aprovada uma nova Constituição que garantiu e restabeleceu vários direitos e liberdades.

https://zap.aeiou.pt/bolsonaro-elogiar-ditadura-militar-380193

 

Google vai pagar por notícias no Reino Unido e ameaça retirar motor de busca da Austrália !

A partir desta semana, a Google vai começar a pagar a empresas de comunicação no Reino Unido para utilizar os seus artigos na nova plataforma de notícias Google News Showcase, incluindo 120 jornais britânicos, como o Telegraph e o Financial Times.

Segundo noticiou na quinta-feira o Público, a entrada do Reino Unido na plataforma ocorre num momento em que a União Europeia (UE) e a Austrália avaliam a possibilidade de exigir que o motor de busca da Google pague pelos excertos (títulos e primeiras frases) das notícias que mostra.

Ao jornal diário, a equipa da Google indicou que o que se faz com a Google News Showcase é muito diferente do que os que países como a Austrália pedem. O Governo australiano está a tentar definir um código para obrigar a Google e o Facebook a pagar aos meios de comunicação pelos excertos das notícias que apresentam.

“O que o código na Austrália pede é para pagar por todas as hiperligações e excertos. Isso é uma linha vermelha”, explicou um porta-voz da Google. “Isso iria criar um precedente prejudicial e daria privilégios para um grupo de conteúdo – de sites de notícias acima de outros sites”. A empresa ameaçou retirar o motor de busca do país se a legislação avançar.

A Google News Showcase já inclui 450 publicações ‘online’ da Alemanha, Austrália, Argentina, Canadá, França e Reino Unido e um investimento de mil milhões de dólares (824 milhões de euros) nos próximos três anos.

https://zap.aeiou.pt/google-noticias-reino-unido-motor-busca-australia-380233

 

Robert F. Kennedy Jr banido do Instagram por ter partilhados informações falsas sobre a covid-19 !

O Instagram baniu permanentemente a conta de Robert F. Kennedy Jr, depois de ter espalhado informações falsas sobre as vacinas contra a covid-19.


De acordo com a News Week, a rede social confirmou, na quarta-feira, que a conta de Robert F. Kennedy Jr foi banida por divulgar repetidamente desinformação sobre a segurança das vacinas para combater a pandemia de covid-19. O ativista antivacinas tinha mais de 800 mil seguidores na rede social.

A rede social decidiu banir Robert F. Kennedy Jr “por partilhar repetidamente alegações desmentidas sobre o coronavírus ou as vacinas”, justificou uma porta-voz do Facebook, empresa proprietária do Instagram.

Apesar de a remoção acontecer dias depois de o Facebook ter anunciado um aumento dos esforços de combate à desinformação nas suas plataformas, a conta do advogado e ambientalista no Facebook permanece ativa.

À revista Variety, um representante da empresa liderada por Mark Zuckerberg terá adiantado que “não tem neste momento planos para remover a página” de Kennedy, lembrando que os utilizadores podem publicar conteúdos diferentes em redes sociais distintas.

Quanto ao Instagram, não ficou claro que publicações violaram a política de desinformação da covid-19.

Robert F. Kennedy Jr, filho do ex-senador dos Estados Unidos Robert F. Kennedy e sobrinho do presidente John F. Kennedy, preside a Children’s Health Defense, uma organização sem fins lucrativos que defende que as vacinas desempenham um papel nas deficiências de desenvolvimento e nas doenças crónicas em crianças, incluindo asma, autismo e diabetes.

Recentemente, a Children’s Health Defense publicou um vídeo no qual contestava a segurança das vacinas contra a covid-19 e afirmava que o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) foi “indevidamente influenciado por motivos políticos e grandes negócios”.

O ativista tem sido acusado por várias organizações de ser um dos principais impulsionadores da desinformação sobre a vacinação durante a pandemia.

https://zap.aeiou.pt/robert-f-kennedy-jr-banido-instagram-380207

China proíbe emissões da BBC - Reino Unido denuncia “ataque” à liberdade de imprensa !

A autoridade reguladora do audiovisual chinês anunciou esta quinta-feira ter proibido a difusão da BBC World News, por considerar que os conteúdos da cadeia televisiva internacional transgrediram “seriamente” as leis em vigor no país.


Em comunicado, a autoridade considera que a cadeia televisiva, que emite sem interrupção, desrespeita o princípio pelo qual “as informações devem ser verídicas e justas”, e “não são atentatórias aos interesses nacionais da China”. Em consequência, a entidade “não autoriza a BBC a continuar a emitir na China“.

Numa reação quase imediata, o grupo audiovisual público britânico manifestou-se “desapontado” pela decisão das autoridades chinesas. “Estamos desapontados que as autoridades chinesas tenham decidido tomar esta medida”, declarou um porta-voz da BBC.

“A BBC é o difusor de informações mais fiável do mundo. Aborda temas do mundo inteiro de forma honesta, imparcial e sem receio nem favores”, sustentou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Dominic Raab, denunciou aquilo que considera ser um “ataque inaceitável à liberdade de imprensa”.

“A decisão da China de proibir a BBC World News na China continental é uma restrição inaceitável da liberdade de imprensa. A China tem algumas das restrições mais duras à liberdade de imprensa e Internet em todo o mundo, e esta última decisão só prejudicará a reputação da China aos olhos do mundo”, disse, em comunicado.

A proibição surge depois de a BBC ter transmitido uma reportagem com relatos pungentes de tortura e violência sexual contra mulheres Uigur em campos de internamento chineses.

Além disso, o regulador da imprensa britânico decidiu revogar a licença de transmissão da CGTN, alegando que o canal de notícias público da China é controlado pelo Partido Comunista Chinês, algo que omitiu aquando do pedido de licenciamento.

Na semana passada, o Reino Unido expulsou três espiões chineses que viviam no país há vários meses e se faziam passar por jornalistas.

Os espiões alegavam trabalhar como “jornalistas para várias agências de notícias chinesas”, mas estavam ao serviço do Ministério de Segurança do Estado. “A identidade real deles foi descoberta pelo MI5 – os serviços de segurança interna britânicos -, pelo que foram expulsos do país”, acrescentou uma fonte do governo britânico.

Washington “condena absolutamente” a decisão

Os Estados Unidos condenaram esta quinta-feira a proibição da difusão da BBC World News na China e apelaram a Pequim para promover a “liberdade de imprensa”.

Condenamos absolutamente a decisão da República Popular da China”, disse o porta-voz da diplomacia dos EUA, Ned Price. “Apelamos à República Popular da China e a outras nações que exercem um controlo autoritário sobre o seu povo a permitir o acesso sem restrições à Internet e à liberdade de imprensa”.

Segundo Price, o “espaço de informação” na China é “um dos mais controlados, um dos mais opressores e um dos menos livres do mundo”.

O porta-voz disse ser “perturbador” que os líderes chineses “utilizem o ambiente de liberdade e abertura para os meios de comunicação social no estrangeiro para promover a desinformação” ao mesmo tempo que impõem “restrições” a nível interno.

https://zap.aeiou.pt/china-proibe-emissoes-bbc-380181

 

Desvendado o primeiro carro de corrida voador - Chama-se Airspeeder Mk3, é elétrico e pesa 100 kg !

A Alauda Aeronautics acaba de revelar a sua mais recente aposta: um carro de corrida voador elétrico em tamanho real e totalmente funcional – o Airspeeder Mk3. 

A empresa australiana Alauda Aeronautics apresentou o seu mais recente carro de corrida voador. O Airspeeder Mk3 é um “veículo elétrico de descolagem e aterragem vertical operado remotamente” (eVTOL) e já está pronto para correr este ano.

Segundo o New Atlas, apesar de ter espaço na sua cabine, o veículo é controlado remotamente. A decisão da startup parece ter sido tomada por motivos de segurança relacionados com os possíveis riscos dos testes iniciais.

Ainda assim, a empresa já confirmou estar a trabalhar num novo modelo capaz de transportar seres humanos, o Airspeeder Mk4.

“A revelação do primeiro carro elétrico voador de corrida é um marco no desabrochar da revolução de mobilidade“, afirmou o fundador da Alauda, Matthew Pearson.

“É a competição que impulsiona o progresso e a nossa competição está a acelerar a chegada de tecnologia que transformará os transportes de passageiros, logística e mesmo mobilidade aérea avançada para aplicações médicas. As primeiras corridas de carros elétricos voadores do mundo terão lugar este ano e serão o desporto automóvel mais entusiasmante e progressivo do planeta”, acrescentou.

O Mk3 atinge os 100 km/h em apenas 2,3 segundos graças ao peso extremamente baixo da sua fuselagem, feita de fibra de carbono, com apenas 100 kg. A bateria potente de 96 kW tem suporte para trocas rápidas em pit-stops, tal como acontece nas corridas de Fórmula 1.

“Por exemplo, para percursos que exigem mais manobras, mas menos velocidade em linha reta, uma bateria mais leve pode ser facilmente selecionada para oferecer mais manobrabilidade ao custo de potência bruta ou resistência”, adianta a empresa.

Sem asas ou apêndices aerodinâmicos, o Mk3 conta com rotores no lugar das rodas, que permitem levantar voo e aterrar verticalmente e acelerar a 120 km/h. Segundo a fabricante, os oito rotores dispostos em X trazem vantagens em matéria de manobrabilidade e estabilidade.

Para adicionar alguma dinâmica visual dramática, estes “pássaros” serão capazes de voar próximos uns dos outros graças à inclusão de sistemas anti-colisão baseados em radar e sensores LiDAR.

As datas das corridas da série Airspeeder Mk3 ainda não foram anunciadas – mas são aguardadas com muita expectativa. Já em relação ao Airspeeder Mk4, a Alauda espera que o veículo seja introduzido em 2022.

https://zap.aeiou.pt/carro-corrida-voador-airspeeder-mk3-379175

 

Minerar bitcoin consome mais eletricidade do que países inteiros !

Um estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, revelou que a mineração de bitcoin consome anualmente mais eletricidade do que países inteiros.


A criptomoeda Bitcoin é obtida por um processo de “mineração” que envolve muitos cálculos feitos em computadores para verificar as transações. Os investigadores da Universidade de Cambridge afirmam, segundo a BBC, que estes processos consomem cerca de 121,36 terawatt-horas (TWh) por ano.

Críticos afirmam que a recente decisão da empresa Tesla de investir fortemente em bitcoin está a fazer esse consumo energético subir, o que está a gerar interrogações em torno dos compromissos ambientais adotados pela empresa.

O valor da criptomoeda bateu recorde nesta semana, de 48 mil sólares, depois de a Tesla anunciar ter comprado cerca de 1,5 mil milhões de dólares em bitcoin e anunciado planear aceitar a moeda como pagamento no futuro.

Nesse contexto, o alto preço da bitcoin oferece ainda mais incentivo para “mineradores” usarem mais e mais computadores, gastando energia.

Assim, quanto mais sobe o preço da criptomoeda, maior é o consumo energético, explicou Michel Rauchs, investigador no Centro de Finanças Alternativas da Universidade Cambridge, cocriador da ferramenta online que gera estas estimativas.

Tauch explicou que o próprio modo como a bitcoin foi projetada faz com que consuma muita energia “e isso não vai mudar no futuro a não ser que o preço da bitcoin caia significativamente”.

A ferramenta online desenvolvida por Rauch calcula o consumo de energia de bitcoins como sendo acima do da Argentina (121 TWh), da Holanda (108,8 TWh) e dos Emirados Árabes Unidos (113,2 TWh) e chegando perto do consumo da Noruega (122,2 TWh), a partir de estimativas de consumo energético dos países em 2016.

De acordo com o ECO, o valor e consumo de energia da mineração da bitcoin é quase 2,5 vezes mais do que o consumo anual de eletricidade de Portugal.

Ao mesmo tempo, o levantamento estima que a eletricidade consumida por eletrodomésticos que ficam ligados à tomada e no modo inativo nos Estados Unidos seria suficiente para abastecer a rede de bitcoins durante um ano inteiro.

Para “minerar” bitcoin, computadores – muitas vezes altamente especializados – são ligados à rede da criptomoeda. A tarefa deles é verificar as transações feitas por pessoas que mandam ou recebem bitcoin.

Esse processo envolve solucionar enigmas, os quais, embora não integralmente validem o ir e vir das criptomoedas, oferecem mais proteção contra fraudes no registo das transações. Como recompensa, os mineradores costumam receber pequenas quantias de bitcoin, no que é muitas vezes comparado a uma lotaria.

Para aumentar os lucros, pessoas ligam grandes números de mineradores à rede. Isso usa bastante eletricidade, uma vez que os computadores trabalham quase constantemente para resolver os enigmas.

“Bitcoin é literalmente antieficiente”, explicou David Gerard, autor de um livro sobre a criptomoeda. “Não adianta ter hardwares mais eficientes para a mineração – só estarão a competir com outros hardwares eficientes. Isso significa que o uso energético da bitcoin e a sua produção de CO2 só crescem. É muito mau que toda esta energia seja literalmente desperdiçada numa lotaria.”

Segundo Gerard, uma potencial solução seria cobrar taxas de carbono sobre as criptomoedas.

https://zap.aeiou.pt/minerar-bitcoin-consome-mais-eletricidade-do-que-paises-inteiros-380066

 

Três pessoas resgatadas de ilha deserta - Sobreviveram 33 dias a comer moluscos e ratos !

Três pessoas foram resgatadas de uma ilha deserta nas Bahamas após terem sobrevivido durante 33 dias a comer apenas moluscos, ratos e cocos.


A Guarda Costeira dos Estados Unidos resgatou três cubanos, dois homens e uma mulher, que ficaram retidos em Anguilla Cay, uma ilha deserta nas Bahamas, durante 33 dias, após o seu barco ter virado. Conseguiram sobreviver durante este tempo comendo moluscos, ratos e cocos.

As autoridades norte-americanos encontraram os sobreviventes enquanto voavam numa missão de rotina e viram o grupo a abanar uma bandeira para chamar a sua atenção, conta o jornal britânico The Guardian.

“Fomos alertados pelas bandeiras que tinham, e por uma grande cruz que colocaram lá para si mesmos”, disse o piloto de helicóptero, Mike Allert, à estação televisiva WPLG. Além disso, os cubanos também tinham construído um abrigo improvisado.

Após encontrar o grupo, na segunda-feira, uma equipa da Guarda Costeira dos EUA deixou água, comida e um rádio no local, uma vez que não tinham condições para efetuar o resgate imediato.

“Infelizmente não havia ninguém que falasse espanhol fluentemente, mas com o meu mau espanhol consegui perceber que eles eram de Cuba e precisavam de assistência médica. Fizeram questão de frisar que estavam na ilha há 33 dias”, disse o tenente Riley Beecher, citado pelo Público.

No dia seguinte, uma equipa de resgate foi buscar os sobreviventes, que receberam tratamento médico, embora nenhum deles tivesse ferimentos graves.

Os náufragos revelaram às autoridades que, embora tivessem comida para sobreviver mais tempo, poderiam não aguentar mais tempo devido à falta de água potável.

“Estando exposto a estes elementos adversos por um longo período de tempo, eles ficaram muito felizes por nos ver”, disse Allert ao Good Morning America da ABC.

https://zap.aeiou.pt/pessoas-resgatadas-ilha-deserta-33-dias-380006

Congresso pode usar secção obscura da 14.ª Emenda para culpar Trump pelo ataque ao Capitólio !

Até recentemente, a Secção 3 da 14.ª Emenda era uma parte obscura da Constituição dos Estados Unidos da América. Agora, pode ser usada para responsabilizar Donald Trump pelo ataque ao Capitólio.


A emenda é mais conhecida pela sua primeira secção, que garantiu os direitos individuais e a igualdade após a abolição da escravidão. A Secção 3 da 14.ª Emenda foi criada para lidar com um problema diferente relacionado com a Guerra Civil: a insurreição.

Ela proíbe os atuais ou ex-militares, além dos muitos atuais e ex-funcionários públicos federais e estaduais, de servir em vários cargos do Governo se eles “se tiverem envolvido numa insurreição ou rebelião” contra a Constituição dos Estados Unidos.

Esta secção foi criada após a Guerra Civil como parte da 14.ª Emenda para proibir oficiais militares e oficiais civis que se juntaram à Confederação de servir novamente no Governo.

Agora, esta disposição legal é citada no artigo de impeachment contra o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, apresentado após a violência insurrecional no Capitólio no dia 6 de janeiro de 2021. O julgamento começou no Senado no dia 9 de fevereiro. Se Trump for absolvido, alguns senadores terão considerado uma resolução invocando a Secção 3 da 14.ª emenda num esforço para impedi-lo de ocupar um futuro cargo.

Logo após a aprovação da 14.ª Emenda em 1868, a Secção 3 foi aplicada vigorosamente.

Por exemplo, o Congresso instruiu o Exército da União a expulsar todos os ex-oficiais confederados que ocupavam cargos nos antigos estados confederados ainda sob lei marcial. Estima-se que, ao abrigo da Secção 3, dezenas de milhares de homens foram considerados inelegíveis para servir.

Negligenciada, mas não esquecida

Durante o século XX, a Secção 3 foi amplamente ignorada. Foi usada apenas uma vez, durante a Primeira Guerra Mundial, para excluir o congressista socialista Victor Berger da Câmara pelos seus discursos anti-guerra.

Na década de 1970, o Congresso concedeu a amnistia póstuma da Secção 3 a Robert E. Lee e Jefferson Davis. Isto foi feito novamente em nome da “reconciliação nacional”, após a divisória Guerra do Vietname.

Agora, a Secção 3, criada para vencer a supremacia branca, está a renascer. A bandeira da Confederação, que nunca entrou no Capitólio durante a Guerra Civil, foi carregada durante a insurreição do Capitólio no dia 6 de janeiro.

Qualquer membro do Congresso que se tenha “envolvido em insurreição” pode ser expulso de acordo com esta disposição legal por uma votação de dois terços. Isto inclui, potencialmente, legisladores que ajudaram diretamente ou incitaram os manifestantes. A polícia do Capitólio está a investigar vários representantes republicanos no Congresso por supostamente liderarem visitas de “reconhecimento” ao edifício no dia 5 de janeiro.

Embora os legisladores possam destituir os seus colegas do cargo, eles não podem legalmente impedir que esses membros concorram e ocupem cargos públicos novamente. Isto porque não existe nenhum estatuto federal a aplicar a Secção 3. A menos que o Congresso aprove uma nova aplicação da lei, quaisquer legisladores expulsos podem regressar mais tarde.

Da mesma forma, o Congresso poderia, a qualquer momento, usar a Secção 3 para declarar a sua opinião constitucional de que Trump é inelegível para ocupar um cargo público novamente, com voto maioritário. Mas apenas os tribunais, interpretando a Secção 3 por si próprios, podem impedir alguém de concorrer à presidência.

https://zap.aeiou.pt/seccao-obscura-culpar-trump-capitolio-380060

 

Televisões e jornais polacos boicotam notícias para protestar pela liberdade de imprensa !

Vários órgãos de comunicação social polacos publicaram notícias a preto e branco nas suas edições impressas e online, e algumas estações televisivas interromperam as suas transmissões. A iniciativa teve como objetivo protestar contra um novo imposto para os media nacionais.


A iniciativa ocorreu durante 24 horas (na passada quarta-feira, dia 10 de fevereiro) e serviu como arma de contestação ao novo imposto aplicado pelo Governo polaco a todos os órgãos de comunicação social do país, avança o The Washington Post.

De acordo com os jornais e canais televisivos, o imposto ameaça a liberdade de imprensa e é mais um golpe para as instituições democráticas.

“É aqui que o nosso conteúdo deve estar”, escreveu o site do diário polaco Gazeta Wyborcza, que esteve marcado por slogans de protesto envoltos de preto. Também o canal televisivo Polsat passou no seu ecrã a seguinte mensagem: “Este é o lugar onde o seu programa favorito deveria estar”.

O silêncio surgiu um dia depois de várias entidades enviarem uma carta aberta às autoridades para se oporem ao imposto. Cerca de 43 editores e organizações de media participaram na escrita do conteúdo, onde foi sublinhada a carga seletiva sobre a imprensa independente como “escandalosa”. “É simplesmente extorsão”, pode ler-se.

O governo afirma que o imposto de 15% sobre as receitas de publicidade irá ajudar a aumentar o financiamento para os cuidados de saúde e outros serviços essenciais para combater a pandemia. Contudo, a decisão surge num altura em que o Ministério da Justiça da Polónia é acusado de prejudicar a independência das instituições do país.

Segundo a Associação de Jornais Locais da Polónia, em 2020, a imprensa local viu uma queda aproximada de 30% a 50% na receita de publicidade e uma descida de 30% nas vendas desde o início da pandemia. Também os maiores jornais do país se queixaram de uma queda significativa na receita de publicidade e vendas.

O executivo polaco já havia entrado em conflito com a União Europeia devido a reformas judiciais que, segundo Bruxelas, prejudicam a independência dos seus tribunais.

O responsável de liberdade de imprensa da Repórteres Sem Fronteiras disse à Reuters que a iniciativa do governo de subjugar o sistema judicial também prejudicou a imprensa, pois criou uma tendência de criminalizar a difamação e a liberdade de expressão.

Nos últimos seis anos, a Polónia caiu da 18.ª posição no ranking global de liberdade de imprensa da organização para a 62.ª.

A vizinha Hungria serve como um exemplo do que pode acontecer com a independência dos media. No país, associados do governo do primeiro-ministro Viktor Orban compraram órgãos de comunicação independentes, transformando-os em porta-vozes do governo.

Em declarações à emissora pública TVP, que ainda estava no ar na quarta-feira, o porta-voz do governo, Piotr Muller, referiu que o imposto ainda está a ser analisado e que é semelhante aos implementados em vários países europeus.

https://zap.aeiou.pt/jornais-polacos-boicotam-noticias-379745

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