quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Democrata processa Trump por ataque ao Capitólio e interferência eleitoral !

Um congressista democrata norte-americano processou o ex-presidente Donald Trump por incitamento a uma insurreição letal no Capitólio e por conspiração com o seu advogado e grupos extremistas para tentar evitar a certificação dos resultados eleitorais que o derrotaram.


O processo judicial entreposto pelo congressista Bennie Thompson, do Mississipi, que lidera a comissão de Segurança Interna na Câmara dos Representantes, integra uma onda expectável de ações legais relativas aos ataques de 6 de janeiro ao Capitólio e crê-se que é o primeiro apresentado por um membro do Congresso, reivindicando consequências e compensações não especificadas, adiantou a Associated Press (AP).

A ação também acusa o republicano e ex-advogado pessoal de Donald Trump, Rudy Giuliani, assim como grupos extremistas como os Proud Boys e os Oath Keepers, com membros acusados pelo Departamento de Justiça, de terem feito parte do ataque.

Um assessor de Trump, Jason Miller, declarou esta terça-feira que o ex-presidente norte-americano não organizou o comício que precedeu a invasão do Capitólio “nem incitou ou conspirou para incitar qualquer violência” a 6 de janeiro. Contactado pela AP, um advogado de Giuliani não comentou até ao momento a acusação.

O processo foi entregue num tribunal federal de Washington e é conhecido três dias depois de o Senado ter absolvido Donald Trump num processo de destituição (impeachment) baseado em alegações de responsabilidade direta do anterior chefe de Estado nos acontecimentos no Capitólio que resultaram na morte de cinco pessoas.

Admite-se que a absolvição pelo Senado abra portas a um maior escrutínio legal às ações de Trump relativas ao ataque de 6 de janeiro e outros processos judiciais podem ser entregues por outros membros do Congresso ou até mesmo por agentes das forças de segurança feridos durante o ataque.

O processo procura seguir os esforços de Trump e Giuliani para lançar dúvidas sobre os resultados eleitorais das presidenciais de novembro, das quais Trump saiu derrotado, apesar de as autoridades estaduais em todo o país repetidamente terem rejeitado alegações de fraude.

Apesar das evidências em sentido contrário, defende-se no processo, Trump e Giuliani descreveram a eleição como um ato fraudulento, enquanto Trump “apoiou, mais do que desencorajou” ameaças de violência dos seus apoiantes descontentes nas semanas anteriores ao ataque ao Capitólio.

“A cuidadosamente orquestrada série de acontecimentos que desembocaram no comício ‘Salvem a América’ e a invasão do Capitólio não foi nem um acidente nem uma coincidência”, argumenta-se no processo legal, acrescentando que se tratou do “culminar desejado e previsível de uma campanha cuidadosamente coordenada para interferir com o processo legal necessário para confirmar os votos do Colégio Eleitoral”.

Os presidentes têm imunidade legal para ações cometidas ao abrigo das funções enquanto chefes de Estado, mas o processo interposto acusa Trump enquanto cidadão, não enquanto ex-presidente dos Estados Unidos, no uso das suas capacidades, alegando que nenhum dos seus comportamentos decorria das suas funções presidenciais.

Trump ataca líder da minoria republicana no Senado

O ex-Presidente dos Estados Unidos Donald Trump atacou na terça-feira o líder da minoria Republicana no Senado, Mitch McConnell, defendendo que os Republicanos não voltarão a ser respeitados “com ‘líderes’ como este”.

Num comunicado, Donald Trump afirmou que “o Partido Republicano nunca mais poderá ser respeitado ou forte com ‘líderes’ políticos como o senador Mitch McConnell ao leme”.

“A dedicação de Mitch McConnell ao de sempre, políticas do status quo, juntamente com a falta de discernimento político, sabedoria, jeito e personalidade, tem feito com que passasse rapidamente de líder da maioria para líder da minoria, e só vai piorar“, defendeu. “Ele não tem o que é preciso, nunca teve e nunca terá”, afirmou.

O Senado dos Estados Unidos absolveu, no sábado, Donald Trump de incitação à revolta no Capitólio, pondo fim ao processo de destituição do ex-Presidente. Pouco mais de um mês depois da invasão do Capitólio, que causou cinco mortos, a votação foi de 57-43, abaixo dos dois terços necessários para o impeachment no Senado.

Minutos após a votação que absolveu Donald Trump, Mitch McConnell disse não haver “nenhuma dúvida” de que o ex-Presidente foi, “na prática e moralmente, responsável por ter provocado” o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos. Porém, McConnell explicou que não votou para a destituição de Trump, porque este “não é constitucionalmente elegível” para tal, porque já não é Presidente.

https://zap.aeiou.pt/democrata-processa-trump-ataque-ao-capitolio-interferencia-eleitoral-381311

 

Pfizer e BioNTech garantem mais 200 milhões de vacinas à UE em 2021 !

As farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram, esta quarta-feira, terem alcançado um acordo para o fornecimento à União Europeia (UE) de 200 milhões de doses suplementares de vacinas contra a covid-19.


A Pfizer, farmacêutica dos Estados Unidos, e a BioNTech, da Alemanha, comunicaram que estes 200 milhões de doses se juntam aos “300 milhões inicialmente encomendadas” pela União Europeia.

A Comissão Europeia tem ainda como prerrogativa a possibilidade de encomendar mais 100 milhões de doses de vacinas contra o SARS-CoV-2.

As duas empresas afirmam que as 200 milhões de doses devem ser fornecidas este ano, 75 milhões delas no segundo trimestre de 2021.

A vacina Pfizer-BioNTech foi a primeira das três aprovadas até ao momento pela União Europeia. As outras duas são das empresas Moderna e AstraZeneca. Esta terça-feira, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) anunciou ter recebido uma candidatura para uma autorização da comercialização condicional para a vacina desenvolvida pela Janssen (farmacêutica da norte-americana Johnson & Johnson).

Bruxelas enfrenta atualmente fortes críticas devido à lentidão da campanha de vacinação no bloco europeu pela falta de coordenação no processo de aquisição de vacinas. Os atrasos nas entregas por parte das farmacêuticas contribuíram para aumentar a frustração dos Estados-membros.

UE já recebeu 33 milhões de doses

“Desde o início da pandemia, da existência de vacinas contra a covid-19, já foram entregues 170 milhões de doses no mundo inteiro, um número que parece muito porque foi preciso muito para lá chegar, mas que não é suficiente“, contextualizou o comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton.

Falando em conferência de imprensa em Bruxelas na apresentação do novo plano da Comissão Europeia de preparação contra a covid-19 face à ameaça das variantes do coronavírus, o responsável francês acrescentou que “na Europa continental foram distribuídas 33 milhões de doses“, ao passo que na China este número é de 41 milhões e nos Estados Unidos é de 53 milhões.

“Começámos mais tarde porque aplicámos critérios muito rigorosos, dadas as nossas estruturas regulatórias”, observou ainda Breton.

Falando numa “corrida mundial”, o comissário europeu anunciou que o Executivo comunitário quer “acelerar a produção na UE” e, para isso, irá “ajudar as empresas farmacêuticas” a fazê-lo através do grupo de trabalho por si liderado. “A minha função será a de supervisionar e garantir que conseguimos assegurar a produção”, referiu.

Notando que “o que se trata é de aumentar a produção para quatro ou cinco meses quando normalmente se fala de dois anos”, Thierry Breton assegurou que “a capacidade industrial” existe na UE, sendo para isso preciso garantir que “a cadeia de abastecimento funciona”, uma vez que estão em causa vários componentes para a criação destas vacinas. “Claro que haverá problemas e teremos de ver com as empresas como podemos resolver“, adiantou.

Com vista ao aumento da produção, a estratégia hoje apresentada pela Comissão preconiza uma atualização ou celebração de novos acordos de compra antecipada para apoiar o desenvolvimento de vacinas novas e adaptadas através de financiamento da UE, com “um plano detalhado e credível que mostre a capacidade de produzir vacinas na UE, num calendário fiável”.

A instituição defende também um trabalho em estreita colaboração com os fabricantes para ajudar a monitorizar as cadeias de abastecimento e fazer face a problemas de produção, apoiar o fabrico de vacinas adicionais dirigidas a novas variantes, desenvolver um mecanismo de licenciamento voluntário dedicado para facilitar a transferência de tecnologia e apoiar a cooperação entre empresas.

Previsto está, ainda, que o Executivo comunitário incentive à cooperação entre farmacêuticas para a produção de vacinas contra a covid-19 (como fez a Sanofi, que irá apoiar a Pfizer/BioNTech).

Temos 16 espaços na UE para produzir a vacina, mas ainda nem todos foram já mobilizados, dado que há vacinas que ainda não foram mobilizadas”, apontou Breton. O grupo de trabalho por si liderado servirá, assim, para “acompanhar e monitorizar a produção em tempo real”, concluiu.

No âmbito desta estratégia, Thierry Breton começou já a visitar fabricantes de vacinas contra a covid-19 para tentar acelerar o processo de vacinação na UE, que está a ser marcado por atrasos nas entregas aos Estados-membros.

Von der Leyen desconhece acordos bilaterais

“Está muito claro nos contratos que temos que não é suposto os Estados-membros terem negociações bilaterais com as empresas farmacêuticas [com as quais a Comissão firmou contratos]. E, se esse fosse o caso, teriam de nos notificar, e eu não tenho conhecimento de qualquer contrato à margem ou algo do género”, assegurou Ursula von der Leyen.

“Estamos a operar no quadro dessa estratégia a 27, que acordámos e bem, porque, com o poder de compra dos 27, tivemos capacidade de contratualizar este enorme volume de vacinas: 2,3 biliões de doses para a UE e países vizinhos. E com os 300 milhões de doses da Moderna esse número ainda é superior”, disse, referindo-se ao anúncio de hoje do novo contrato com esta empresa norte-americana, uma das três cujas vacinas contra a covid-19 já foram autorizadas na UE (juntamente com as da Pfizer-BioNTech e da AstraZeneca).

“É neste quadro que estamos a operar, e a Comissão não foi notificada de nada mais”, reforçou.

Assumindo que teve conhecimento de alguns episódios de supostas ofertas bilaterais de doses de vacinas, Von der Leyen alertou para o fenómeno das fraudes e para os enormes riscos associados à aquisição e administração de medicamentos que não foram validados.

“Numa crise como esta, há sempre gente que tenta lucrar com os problemas de outros, e há um número crescente de fraudes ou tentativas de fraude com as vacinas. Estamos a combater esta tendência. A OLAF [gabinete de combate à corrupção] está a investigar e a dar conselhos aos Estados-membros sobre como identificar as fraudes. O nosso ojetivo è levá-los [os responsáveis] à justiça”, disse.

Na passada segunda-feira, o Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) alertou os Governos da UE para que “se mantenham atentos às ofertas de vacinas contra a covid-19″, por serem “muito frequentemente falsas”.

https://zap.aeiou.pt/pfizer-biontech-200-milhoes-vacinas-381382

 

“Nem tudo o que reluz é ouro” - A história sombria dos rios “dourados” da Amazónia !

Uma nova fotografia tirada da Estação Espacial Internacional (EEI) mostra o que parecem ser rios “dourados” a correr pela floresta da Amazónia. No entanto, como diz a famosa expressão, “nem tudo o que reluz é ouro”.


De acordo com o Observatório Terrestre da NASA, que publicou a fotografia tirada por um dos seus astronautas, os rios “dourados” que correm pela floresta amazónica no estado de Madre de Dios, no leste do Peru, são, na verdade, poços de prospeção, provavelmente deixados por mineiros independentes.

Segundo a CNN, os poços estão normalmente escondidos da vista dos astronautas na Estação Espacial Internacional (EEI), mas destacam-se nesta fotografia devido à luz solar refletida.

A imagem mostra o Rio Inambari e vários poços cercados por áreas desflorestadas de entulho lamacento. A mineração independente de ouro sustenta dezenas de milhares de pessoas na região de Madre de Dios, tornando-a uma das maiores indústrias de mineração não registadas do mundo.

A mineração também é o maior fator de desflorestação na região e o mercúrio usado para extrair ouro polui os cursos de água.

A única ligação rodoviária entre o Brasil e o Peru tinha como objetivo impulsionar o comércio e o turismo, mas “a desflorestação pode ser o maior resultado da rodovia”, segundo a NASA.

A fotografia divulgada publicamente no início deste mês, foi tirada em 24 de dezembro. Madre de Dios é um pedaço intocado da Amazónia, onde araras e macacos, jaguares e borboletas prosperam.

No entanto,enquanto algumas partes de Madre de Dios, como a Reserva Nacional Tambopata, estão protegidas da mineração, centenas de quilômetros quadrados de floresta tropical na área foram transformados num deserto tóxico e sem árvores.

Os aumentos no preço do ouro nos últimos anos criaram cidades em expansão na selva, completas com bordéis emergentes e tiroteios, à medida que dezenas de milhares de pessoas de todo o Peru aderiram à moderna corrida ao ouro.

Em janeiro de 2019, um estudo científico revelou que a desflorestação da mineração de ouro destruiu cerca de 9.279 hectares da Amazónia peruana em 2018, de acordo com o grupo Monitorização do Projeto Andino da Amazónia (MAAP). Esse é o maior total anual registado desde 1985, com base em estudos conduzidos pelo Centro de Inovação Científica da Amazónia da Universidade Wake Forest.

A desflorestação em 2018 superou o recorde anterior de 2017, quando cerca de 9.160 hectares de floresta foram derrubados, de acordo com o MAAP. Isso significa que, em dois anos, a mineração de ouro dizimou o equivalente a mais de 34 mil campos de futebol americano da floresta amazónica peruana.

https://zap.aeiou.pt/tudo-brilha-ouro-historia-sombria-dos-rios-dourados-da-amazonia-380047

 

Palestina acusa Israel de impedir entrada de vacinas na Faixa de Gaza !

A Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) acusou Israel, esta segunda-feira, de estar a impedir a entrada de duas mil doses da vacina russa Sputnik V na Faixa de Gaza.


Segundo a Autoridade Nacional Palestiniana, citada pela agência Associated Press (AP), a vacina russa contra a covid-19 estava destinada aos profissionais de saúde que trabalham na linha de frente do combate ao novo coronavírus.

As doses foram adquiridas pela ANP e o plano era dividir o imunizante com a Faixa de Gaza, que está sob o comando do grupo Hamas, onde vivem cerca de dois milhões de pessoas.

De acordo com a AP, a ministra da Saúde palestiniana, Mai al-Kaila, afirmou que as autoridades israelitas “têm toda a responsabilidade” pelo bloqueio da entrada das duas mil doses neste território.

“As autoridades da ocupação impediram a entrada“, disse a ministra palestiniana, num comunicado citado pelo jornal online Observador, acrescentando que “as doses eram destinadas a médicos que trabalham nas unidades de cuidados intensivos alocados aos pacientes com covid-19, bem como para os trabalhadores dos departamentos de emergência”.

Em declarações à agência noticiosa, fonte do aparelho de segurança israelita, que pediu para manter o anonimato, disse que as vacinas não foram bloqueadas, mas sim que o pedido das autoridades palestinianas para libertar as doses da Sputnik V para Gaza “ainda estava a ser avaliado“.

Entretanto, legisladores israelitas declararam que as doses da vacina russa só deveriam ser libertadas em troca da libertação de dois israelitas e da entrega dos restos mortais de dois soldados detidos pelo Hamas.

A Faixa de Gaza, que já registou mais de 53 mil casos de covid-19 e 537 mortes associadas à doença, ainda não recebeu nenhuma vacina. Isto numa altura em que Israel carrega o título de país do mundo com um maior número de população vacinada.

No final de janeiro, e depois da pressão internacional, Israel decidiu entregar cinco mil doses de vacinas contra a covid-19 à Autoridade Nacional da Palestina.

https://zap.aeiou.pt/palestina-israel-vacinas-faixa-gaza-381229

 

Quando o Dalai Lama morrer, a sua reencarnação pode gerar uma crise religiosa na Ásia !

O Dalai Lama, a figura budista viva mais conhecida no mundo, disse que, quando fizesse 90 anos, decidiria se deveria reencarnar, potencialmente encerrando um papel que foi fundamental para o budismo tibetano durante mais de 600 anos, mas que, nas últimas décadas, se tornou um pára-raios político na China. 


O 14.º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, de 85 anos, está de boa saúde, mas a sua idade avançada já começa a levantar questões sobre a sua sucessão, juntamente com receios de que a sua morte provoque uma crise religiosa na Ásia.

Depois de uma revolta mal-sucedida contra a ocupação chinesa do Tibete em 1959, o Dalai Lama fugiu para a Índia, onde estabeleceu um governo no exílio em Dharamsala, liderando milhares de tibetanos que o seguiram até lá. Embora o Dalai Lama originalmente esperasse que o seu exílio fosse apenas temporário, o controlo de Pequim sobre o Tibete só ficou mais forte, tornando o retorno improvável.

Hoje, Pequim vê o Dalai Lama como um separatista com o objetivo de separar o Tibete da China e, portanto, deseja que a próxima reencarnação se alinhe com os seus próprios objetivos políticos.

Desde 1974 que o Dalai Lama não procura a independência da China para o Tibete, mas sim uma “autonomia significativa” que permitiria ao Tibete preservar a sua cultura e herança.

Ao longo dos anos, o Dalai Lama apresentou uma série de opções para a sua reencarnação, incluindo escolher um novo sucessor na Índia em vez de no Tibete – e até brincou com a ideia de uma mulher assumir o papel.

No entanto, segundo a CNN, especialistas acreditam que, independentemente do que escolher, a China quase certamente escolherá um novo Dalai Lama no Tibete, que deverá apoiar o controlo do Partido Comunista Chinês (PCC) na região. Isso poderia levar à escolha de dois Dalai Lamas separados – um na China e outro na Índia.

A história de Dalai Lama

Dalai Lama reencarnou 13 vezes desde 1391, quando o primeiro dos seus encarnados nasceu. Habitualmente, é usado um método secular para encontrar o novo líder.

A busca começa quando o Dalai Lama anterior morre. Às vezes, é baseado em sinais que a encarnação anterior deu antes de morrer, outras vezes um monge ou sacerdote que ensina o budismo vão a um lago sagrado no Tibete, Lhamo Lhatso, e meditam até ter uma visão de onde procurar o sucessor.

Em seguida, enviam grupos de busca por todo o Tibete, em busca de crianças que são “especiais” e nascidas um ano após a morte do Dalai Lama, explica Ruth Gamble, especialista em religião tibetana da Universidade La Trobe. “Essas pessoas têm a grande responsabilidade de acertar na escolha”.

Assim que são encontrados candidatos, as crianças são testadas para determinar se são a reencarnação do Dalai Lama. Alguns dos métodos incluem mostrar objetos que pertencem à encarnação anterior.

De acordo com a biografia oficial do 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso foi descoberto quando tinha dois anos. Filho de um agricultor, o atual Dalai Lama nasceu numa pequena vila no nordeste do Tibete, onde 20 famílias lutavam para viver da terra. Quando criança, reconheceu um monge que se tinha disfarçado para observar as crianças locais e identificou vários objetos pertencentes ao 13º Dalai Lama.

Porém, a reencarnação do Dalai Lama nem sempre é encontrada no Tibete. O quarto Dalai Lama foi encontrado na Mongólia, enquanto o sexto Dalai Lama foi descoberto no que é atualmente Arunachal Pradesh, na Índia.

Tibete vs China: O que vão fazer?

De momento, não há instruções oficiais a estabelecer como ocorrerá a reencarnação do Dalai Lama, caso morra antes de regressar ao Tibete. Porém, numa significativa declaração de 2011, o 14.º Dalai Lama disse que “a pessoa que reencarna tem autoridade legítima exclusiva sobre onde e como renasce e como essa reencarnação deve ser reconhecida”.

O Dalai Lama acrescentou que, se escolher reencarnar, a responsabilidade de encontrar o 15.º Dalai Lama recairá sobre o Gaden Phodrang Trust, um grupo na Índia que fundou após ir para o exílio para preservar e promover a cultura tibetana e apoiar o povo tibetano.

Dalai Lama disse que a sua reencarnação deveria ser realizada “de acordo com a tradição passada”. “Vou deixar instruções claras por escrito sobre isso”, disse.

O que se tornou cada vez mais claro é que é improvável que a reencarnação aconteça no Tibete, uma área que o Gaden Phodrang Trust não pode aceder, especialmente após a contestada reencarnação do Panchen Lama nos anos 1990.

Após a morte de 1989 do 10.º Panchen Lama, a segunda figura mais importante do budismo tibetano, Dalai Lama nomeou a criança tibetana Gedhun Choekyi Nyima como a sua reencarnação. Porém, três dias depois de ter sido escolhido, Gedhun e a sua família desapareceram e a China nomeou um Panchen Lama alternativo. Gedhun nunca mais foi visto em público.

Já o Governo chinês telegrafou publicamente as suas intenções para a reencarnação de Dalai Lama – acontecerá no Tibete e será de acordo com os desejos de Pequim.

Em 2007, o Departamento de Assuntos Religiosos do governo chinês publicou um documento que estabelecia “medidas de gestão” para a reencarnação de Budas tibetanos vivos.

O documento revelava que as reencarnações de figuras religiosas tibetanas devem ser aprovadas pelas autoridades governamentais chinesas, e aquelas com “impacto particularmente grande” devem ser aprovadas pelo Conselho de Estado, o principal órgão da administração civil da China.

Existem poucos detalhes sobre o processo de reencarnação no documento do governo chinês, exceto para reconhecer o chamado processo de “urna de ouro”, que foi introduzido no Tibete pela Dinastia Qing na década de 1790 e vê os nomes de possíveis crianças candidatas colocados numa pequena urna dourada e selecionada ao acaso.

De acordo com os media estatais chineses, o processo foi implementado para ajudar a “eliminar práticas corruptas” na escolha das reencarnações.

Segundo os especialistas, nos últimos anos, Pequim tem selecionado e preparado um grupo de monges séniores amigos de Pequim, que, quando chegar a hora de escolher, podem fazer parecer que  foram líderes religiosos budistas a escolher o novo Dalai Lama  — em vez do Partido Comunista Chinês.

https://zap.aeiou.pt/dalai-lama-reencarnacao-pode-gerar-381164

 

van Safronov, ex-jornalista russo foi preso por traição mas ninguém lhe diz o que fez !

Seis meses depois de ter sido preso, um antigo jornalista russo acusado de traição ainda não sabe o que fez de mal – e os investigadores também não lhe dizem. 


De acordo com a agência Reuters, o ex-jornalista russo Ivan Safronov, de 30 anos, escrevia sobre assuntos militares como repórter antes de começar a trabalhar na agência espacial russa em maio do ano passado. Em julho, foi detido e preso, acusado de passar segredos militares à República Checa.

Ivan Safronov, cujo tratamento provocou protestos entre alguns jornalistas russos, pode ser condenado a até 20 anos de prisão.

“Eles dizem que cometi um crime em 2017, mas não dizem exatamente o que fiz – dizem-me para lembrar”, disse Safronov, numa entrevista publicada esta segunda-feira pelo jornal Kommersant, onde trabalhava. “Passei três meses a tentar desenterrar algo sobre mim mesmo, mas não me lembrava de nenhum crime”.

Safronov, que disse não poder comunicar com os seus parentes próximos porque todos eram testemunhas, sugeriu que as acusações estavam ligadas ao facto de conhecer um jornalista checo com quem se encontrou em Moscovo em 2010.

Quando o checo deixou a Rússia no final de uma visita de trabalho, montou uma agência de informação para outros meios de comunicação com análises e revistas da imprensa. Safranov recebeu possíveis tópicos de cobertura e textos enviados de 2017 a 2019 com base em “informações de fontes abertas”.

“A investigação considera-se um espião checo”, disse, observando, em declarações ao jornal britânico The Guardian, que só soube dos factos do caso pelo depoimento público. “Pedi à investigação que me mostrasse os textos em que se baseiam as acusações contra mim, mas não me mostraram nada.”

“Os investigadores veem o facto de eu conhecer [o jornalista] como recrutamento, as suas mensagens como missões de inteligência e um segredo de estado foi de alguma forma encontrado nas minhas respostas”, disse.

Safronov garantiu que não tinha acesso a segredos de estado como jornalista e que os investigadores lhe disseram que “a acusação não está ligada ao trabalho jornalístico”.

Os ex-colegas de Safronov no Kommersant consideram as acusações “absurdas” e disseram que era possível que estivesse sendo punido por escrever sobre temas delicados.

O seu pai, que também cobriu assuntos militares para o Kommersant, tinha enfrentado o escrutínio do FSB sobre artigos que revelavam problemas com projetos de armas russos e vendas internacionais. A sua morte em 2007, após cair de uma janela do seu prédio em Moscovo, foi considerada suicídio.

https://zap.aeiou.pt/ivan-safronov-ex-jornalista-russo-foi-preso-por-traicao-mas-ninguem-381023

 

EUA sem apoio de Israel caso retorne ao acordo nuclear com o Irão !

Israel indicou esta terça-feira que poderá não se envolver na estratégia do Presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, em relação ao programa nuclear iraniano, apelando a novas sanções e a uma “ação militar confiável” contra o país.


O novo governo norte-americano quer um retorno ao acordo nuclear de 2015 com Teerão – do qual o ex-Presidente Donald Trump se retirou, restaurando as sanções – se os iranianos voltarem a se comprometer com as obrigações. Washington também disse que deseja conferenciar com aliados no Médio Oriente sobre tais medidas, noticiou a agência Reuters.

Contudo, o enviado de Israel a Washington, o embaixador Gilad Erdan, indicou que o país não fará “parte de tal processo se o novo governo [norte-americano] voltar ao acordo”. Se os EUA “voltarem ao mesmo acordo de que já se retiraram, toda a sua influência será perdida”, reiterou.

Israel não fez parte do acordo de 2015, mas os defensores no Congresso dos EUA e as ameaças de Netanyahu em tomar uma ação militar contra o Irão se considerar que a diplomacia não é a via, pesam nas decisões das grandes potências, continuou a Reuters.

“Parece que apenas sanções incapacitantes – manter as sanções atuais e até adicionar novas – combinadas com uma ameaça militar confiável podem levar o Irão a negociações reais com os países ocidentais, produzir, em última instância, um acordo verdadeiramente capaz de evitar o avanço” para armas nucleares, concluiu.

https://zap.aeiou.pt/eua-apoio-israel-acordo-nuclear-irao-381135

Moderna reduz entrega de vacinas em fevereiro !

A Comissão Europeia confirmou, esta terça-feira, que a farmacêutica Moderna entregará menos doses da sua vacina contra a covid-19 durante o mês de fevereiro, esperando-se que recupere o ritmo de distribuição em março.


“Foi anunciado algum atraso nas entregas, mas será compensado no mês de março”, disse a porta-voz para a Saúde, Vivian Loonela, sem especificar quantas doses da vacina estão em causa.

O atraso anunciado pela Moderna é o terceiro infligido à União Europeia pelas farmacêuticas, depois do já resolvido pela Pfizer-BioNTech, em fevereiro, e o da AstraZeneca, que entregará 40 milhões de doses no primeiro trimestre, metade do que foi contratualizado, refere a agência EFE.

Bruxelas recusou-se até agora a publicar o calendário de distribuição acordado com cada uma das empresas farmacêuticas nos contratos de compra antecipada das vacinas, embora tenha divulgado o número de doses que, no total, espera receber nos próximos meses.

Durante o primeiro trimestre são esperadas 100 milhões de doses, das quais 18 milhões em janeiro, 33 milhões em fevereiro e 55 milhões em março.

Para o segundo trimestre, as farmacêuticas comprometeram-se a entregar 300 milhões de doses, quantidade que “pode aumentar” se a vacina da Johnson & Johnson for aprovada, disse à agência espanhola o porta-voz da empresa, Stefan de Keersmaecker.

Para o terceiro trimestre estão previstas 500 milhões de doses de Pfizer-BioNTEch e Moderna, às quais poderiam ser adicionadas mais 100 milhões de Janssen.

O Executivo Comunitário estima que a 21 de setembro 70% da população adulta da União Europeia já terá sido vacinada.

Esta segunda-feira, numa conferência de imprensa para fazer o balanço da vacinação em Portugal, a ministra da Saúde, Marta Temido, informou que das 4,4 milhões de doses inicialmente previstas para o primeiro trimestre, Portugal só deverá receber 2,5 milhões.

“Não está ainda totalmente confirmado e vai sendo confirmado, praticamente, semana a semana com a disponibilidade de informação das próprias companhias”, esclareceu.

A governante disse ainda que, esta segunda-feira, foram entregues 104.130 doses da vacina da Pfizer/BioNTech e, na sexta-feira, chegam mais 93.600 doses da vacina da Oxford/AstraZeneca.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.408.243 mortos no mundo, resultantes de mais de 109 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

https://zap.aeiou.pt/moderna-reduz-entrega-vacinas-fevereiro-381192

 

Polémica de falsa vacinação no Brasil - Supremo tribunal anuncia acesso a e-mails para inquérito no caso de Manaus

Esta semana, estalou uma polémica sobre a vacinação no Brasil: familiares de três idosos registaram imagens, nas quais se via a agulha (que deveria conter a dose da vacina) vazia a ser espetada no braço ou em que o líquido permanecia na agulha, não sendo injetado, revela o Diário de Notícias.


Os familiares destes três idosos quiserem registar o momento da vacinação em vídeo, para guardar as imagens do momento comemorativo. No entanto, ao rever as gravações, deram conta de que algo estava errado, conta o DN.

Em Niterói, na zona oeste, a agulha foi inserida no braço de um idoso, mas o líquido permaneceu na mesma, não sendo injetado; em Petrópolis, na zona serrana, um profissional de saúde “injetou” uma idosa com uma seringa que estava vazia; e no Rio de Janeiro, aconteceu uma situação semelhante.

Nestes três casos, os idosos acabaram por ser devidamente vacinados mais tarde.

De acordo com a mesma publicação, as autoridades confirmaram as irregularidades na vacinação e a secretaria municipal de Saúde do Rio recomendou que, em caso de dúvida sobre a aplicação, os familiares questionem imediatamente os profissionais de saúde.

A situação já havia ocorrido em, pelo menos, outros três pontos do país: Goiânia, Maceió e Salto. Neste último caso, no interior de São Paulo, a própria profissional de saúde apercebeu-se do caso.

Em consequência desta polémica, várias técnicas de enfermagem de Niterói e de Petrópolis foram afastadas do cargo, anunciou a prefeitura.

Inquérito ao ministro da saúde sobre caso de Manaus

O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro autorizou esta segunda-feira as diligências da Polícia Federal, como depoimentos e acesso a emails, em inquérito que investiga a conduta do ministro da Saúde do país no colapso sanitário em Manaus.

Na decisão, o juiz Ricardo Lewandowski autorizou depoimentos de funcionários do Ministério da Saúde e de secretarias de Saúde do Amazonas e de Manaus; acesso a e-mails institucionais relativamente ao combate à pandemia; informações sobre fornecimento e transporte de oxigénio; a informações sobre gastos com distribuição de medicamentos para tratamento precoce da doença e que não têm eficácia comprovada contra a covid-19, como cloroquina e hidroxicloroquina.

Além disso, o magistrado autorizou ainda, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), depoimentos de representantes da empresa White Martins, fornecedora de oxigénio hospitalar naquela região, e a identificação e audição dos desenvolvedores da aplicação TrateCOV, do Governo brasileiro, que recomendava o tratamento precoce contra o novo coronavírus.

O colapso sanitário de Manaus, que elevou significativamente as mortes por covid-19, obrigou o executivo estadual do Amazonas a montar uma operação para transportar dezenas de doentes infetados para outras cidades.

A escassez de oxigénio nos hospitais da região causou a morte por asfixia a dezenas de pessoas, principalmente nas cidades do interior, segundo cálculos do Ministério Público.

O número de enterros nos cemitérios de Manaus chegou ao recorde de 1.333 nos primeiros 20 dias de janeiro.

Nesse sentido, no mês passado, o STF deu o aval para a abertura de um inquérito para investigar a conduta e eventuais responsabilidades do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no grave cenário que se vive em Manaus.

Na ocasião, a PGR indicou que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre um possível colapso do sistema de saúde na capital do Amazonas ainda em dezembro, mas só enviou representantes à região em janeiro deste ano.

A PGR mencionou também a distribuição por parte do Ministério da Saúde de 120 mil unidades de hidroxicloroquina como medicamento para tratamento de covid-19 “inclusive com orientações para o tratamento precoce da doença, todavia sem indicar quais os documentos técnicos serviram de base à orientação”.

No início deste mês, Pazuello, um general especializado em logística, mas sem experiência em saúde, prestou depoimentos à Polícia Federal neste caso, mas o conteúdo encontra-se sob sigilo.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (239.245, em mais de 9,8 milhões de casos), depois dos Estados Unidos.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.400.543 mortos no mundo, resultantes de mais de 108,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

https://zap.aeiou.pt/polemica-falsa-vacinacao-no-brasil-380995

 

Congresso cria comissão semelhante à do 11 de Setembro para investigar invasão do Capitólio !

A Presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi, anunciou esta segunda-feira que o Congresso vai criar uma comissão independente, semelhante à criada para o 11 de Setembro, para investigar a invasão ao Capitólio em janeiro.


De acordo com Pelosi, esta comissão vai “investigar e relatar os factos e causas relacionados com a ataque de terrorismo doméstico de 6 de janeiro de 2021 contra o Capitólio dos Estados e em relação à interferência na transição pacífica de poder”.

A Câmara dos Representantes vai também deliberar sobre o aumento do investimento em segurança no Capitólio, anunciou a Representante da câmara baixa do Congresso norte-americano.

A criação de uma comissão independente semelhante à que foi criada depois do atentado de 11 de Setembro de 2001 está a tornar-se relativamente consensual entre democratas e republicanos, depois da absolvição do antigo Presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, no segundo processo de destituição.

O processo histórico – já que pela primeira vez um chefe de Estado norte-americano foi alvo de um impeachment – terminou com a absolvição de Trump, no sábado, depois da conclusão apressada dos argumentos da defesa e da acusação.

A acusação contra Donald Trump tinha anunciado que ia chamar várias testemunhas para comprovar que o antigo Presidente era o autor moral da tentativa de insurreição que ocorreu no dia em que os congressistas validavam a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de 03 de novembro.

Esta decisão arrastaria o processo por vários dias, mas após um acordo com a defesa, ambas as fações no impeachment apresentaram os argumentos finais no sábado.

O veredicto final foi de 57 – 43, abaixo dos dois terços necessários para que o Senado validasse a destituição de Trump.

Pouco antes da invasão ao Capitólio, Trump discursou em Washington para uma multidão que apoiava o antigo Presidente. Durante o discurso, o antigo chefe de Estado exortou a multidão a “lutar” pelo país e a “marchar” em direção ao Capitólio.

O discurso de Trump, assim como a as acusações infundadas da candidatura do republicano de fraude eleitoral — ainda antes de os primeiros órgãos de comunicação social norte-americanos apresentarem as primeiras projeções da vitória de Biden — são apontados pelos democratas e analistas políticos como os catalisadores desta tentativa de insurreição.

Já estão planeadas várias investigações ao incidente e há audições agendadas este mês para o Comité de Regras do Senado.

Aliás, poderão ser feitos ainda mais inquéritos, de acordo com as declarações, no domingo, de vários legisladores nos espaços de comentário em vários órgãos de comunicação social dos Estados Unidos.

https://zap.aeiou.pt/congresso-comissao-invasao-capitolio-381030

 

“Grande vencedora do impeachment é Lara Trump” ! Mas Ivanka também tem ambições políticas !

As dinastias políticas não são novidade e nem os últimos dias de desastre de Donald Trump na Casa Branca terão acabado com as ambições da sua família. Há até quem considere que Lara Trump, a nora do ex-presidente norte-americano, só tem a ganhar com o processo de impeachment.


Donald Trump foi absolvido da acusação de “incitamento à insurreição”, no âmbito da invasão ao Capitólio, e poderá, assim, recandidatar-se à presidência dos EUA em 2024.

Mas a votação deixou patente a divisão interna que Trump provoca no seio do Partido Republicano, com sete senadores do partido a votarem contra o presidente que apoiaram.

Essa divisão vai ser decisiva nos próximos tempos dos Republicanos e poderá também ser decisiva para as ambições políticas da família Trump.

Para já, os pró-Trump vão alinhando espingardas e é o nome da sua nora, Lara que é casada com o filho Eric, que é lançado às feras como “o futuro do Partido Republicano”.

Quem o diz é o Senador Lindsey Graham, eleito pelos Republicanos na Carolina do Sul e presença habitual nas partidas de golfe de Trump e nas viagens de férias a Mar-a-Lago, onde o ex-presidente passa tempo de lazer com a família.

“A grande vencedora de todo este julgamento do impeachment é Lara Trump”, salientou Lindsey Graham em declarações à Fox News. “Se ela concorrer, certamente estarei a apoiá-la porque penso que representa o futuro do Partido Republicano“, disse ainda.

Lara é apontada como possível candidata a Senadora na Carolina do Norte para suceder a Richard Burr, um dos senadores que votou contra Trump e que já tinha anunciado que não se recandidatará ao Congresso em 2022.

Por outro lado, o Senador Tim Scott, outro Republicano eleito pela Carolina do Sul, deu o seu apoio a Mark Walker que também recebeu os apoios de outros elementos do partido.

Adivinha-se, assim, uma corrida quente pelos lugares Republicanos no Congresso, com muitos potenciais candidatos alinhados, incluindo Mark Meadows que fez parte da equipa de Donald Trump na Casa Branca.

Aquilo que agora se questiona é se os votantes de Trump estarão também dispostos a votar em elementos da sua família.

“Ivanka é uma potência política por si mesma”

Mas além da nora, também os filhos mais velhos, Donald Júnior e Ivanka, poderão vir a tentar a sua sorte na política.

No caso de Ivanka, que foi conselheira de Trump na Casa Branca, especula-se que poderá concorrer contra o Senador Marco Rubio nas primárias do Partido Republicano na Florida.

A filha de Trump e o marido, Jared Kushner, compraram recentemente uma propriedade de 30 milhões de dólares em Miami, no que foi interpretado como um possível primeiro passo no sentido de uma candidatura na Florida.

Mas Ivanka também pode esperar pelos sete anos de residência na Florida que são necessários para concorrer a Governadora, especulam fontes norte-americanas.

O que é certo é que Ivanka e Jared sonham com voos grandes na política. O Politico cita uma fonte próxima de Donald Trump que constata que o genro do ex-presidente está empenhado em “proteger e promover a carreira política da mulher“.

“A Ivanka só entrou na política para ajudar o seu pai e a sua agenda, mas o que agora está claro é que é uma potência política por si mesma“, vinca um conselheiro sénior de Trump, Jason Miller, citado pelo Politico.

Contudo, nesta fase, Ivanka e Jared, estarão sobretudo interessados em proteger a “marca Trump”, como vinca a CNN.

“Eles estão a tentar manter o pouco que resta para eles em termos de moeda vendável como Trumps”, refere uma fonte não identificada.

“A prova de como estão preocupados é como estão tão calados”, considera outra fonte à estação norte-americana.

Uma preocupação que se entende com a “nódoa” que se abateu sobre o nome Trump após a invasão ao Capitólio.

“A ideia de que alguém vai esquecer que o seu pai incitou estes ataques é de zero”, constata à CNN um operacional político que já trabalhou com políticos Republicanos.

Mas, quem sabe, o que vai acontecer depois de a poeira assentar… Talvez até o Trump pai ainda tenha hipóteses de redenção política e de uma recandidatura presidencial.

https://zap.aeiou.pt/grande-vencedora-impeachment-lara-trump-380958

 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

A volta das tensões nos Balcãs - Projecto Grande Albânia !


 
A UE e os EUA parecem alheios às ameaças feitas na semana passada pelo líder da oposição política Kosovo Ramush Haradinaj de unir Kosovo à Albânia se a Sérvia não reconhecer a autoproclamada independência de Pristina. Isso ocorre principalmente porque o Ocidente não está unido na questão de Kosovo. 
 
A UE atribui a ameaça de unificar a separatista província sérvia com a Albânia à campanha eleitoral que estava ocorrendo em Kosovo, mas isso não é motivo para Bruxelas ficar em silêncio. A UE não reagiu fortemente a estas declarações dos líderes políticos do Kosovo porque está convencida de que apenas a retórica populista pré-eleitoral se dissipará rapidamente. Um porta-voz da UE comentou as declarações, mas foram mais simbólicas e pareciam ser um esforço forçado. A Comissão Europeia e a maior parte da UE acreditam que tais declarações devem ser vistas como parte da campanha eleitoral no Kosovo, porque Haradinaj e o chamado ex-primeiro-ministro Albin Kurti lutavam pelo poder. Parece que a retórica populista de Haradinaj e as ideias para uma Grande Albânia eram populares, mas não o suficiente para projetá-lo no poder quando o Partido Vetëvendosje de Kurti venceu as eleições parlamentares de domingo.
No entanto, mesmo que aceitemos que tais declarações provocativas devam ser toleradas por se tratar de retórica pré-eleitoral, as palavras não são escolhidas de forma a que o renascimento das ideias sobre uma Grande Albânia seja apenas com o propósito de obter votos. Tal ideia existe e tem apoio popular, pois muitos albaneses ficariam muito felizes em ver o surgimento de uma Grande Albânia que incorporaria Kosovo, Albânia e outras áreas da Grécia, Sérvia, Montenegro e Macedônia do Norte. Uma ideia tão grandiosa de incorporar o território de tantos países é inatingível, mas uma fusão da Albânia e do Kosovo pode tornar-se uma perspectiva real.
De acordo com um relatório do Gallup Balkan Monitor de 2010, 81% dos albaneses em Kosovo apoiavam a Grande Albânia, contra 54% em 2008. 11 anos depois do relatório, e embora não haja dados oficiais, pode-se esperar que este número seja par superior. Embora Haradinaj não tenha vencido as eleições, a ideia de fundir Kosovo e Albânia goza de amplo apoio entre todas as facções políticas, incluindo o Partido Vetëvendosje, que ganhou as eleições de domingo. Kurti é um grande defensor de um referendo sobre a unificação e frequentemente critica a parte da constituição que proíbe tal referendo.
É improvável que as potências ocidentais permitissem que Kosovo e a Albânia se unissem, já que isso iria desvendar um atoleiro nos Bálcãs - croatas e sérvios na Bósnia e Herzegovina exigiriam a unificação com a Croácia e a Sérvia, respectivamente; Grécia, os búlgaros na Macedônia do Norte exigiriam a unificação com a Bulgária, e esses são apenas alguns dos muitos redesenhos de mapas dos Bálcãs que seriam exigidos por vários grupos étnicos. Não seria surpreendente se a UE reagisse a Pristina em particular, pois está propondo uma ideia perigosa no momento em que Bruxelas está tentando, embora lentamente, se expandir para os Balcãs Ocidentais. No entanto, se Bruxelas se preocupa com a paz e a estabilidade, como supostamente defende, as reações deveriam ter sido mais claras e explícitas. Ao mesmo tempo, se o Ocidente aceita Kosovo como um estado independente, então eles não deveriam ter autoridade para impedir que dois estados soberanos, como os vêem, se fundissem e se tornassem uma entidade única por meio de um referendo e uma emenda constitucional. Isso demonstra fraqueza na política externa da UE, pois eles não serão capazes de evitar uma ocorrência que desejam evitar, ou demonstra a servidão de Kosovo ao Ocidente, uma vez que não se funde com a Albânia apesar do amplo apoio, ou talvez demonstre ambas as perspectivas. O problema está no fato de que a UE não tem uma posição coerente no que diz respeito à província sérvia separatista porque cinco de seus membros (Grécia, Chipre, Espanha, Eslováquia e Romênia) não reconheceram a independência de Kosovo. Existem vários fatores que levam a UE a não ver a realidade nos Balcãs Ocidentais. A Europa está lidando com os interesses internos de seus Estados membros por medo de uma crise econômica, explicando por que, por exemplo, a Turquia não foi sancionada, apesar das violações territoriais diárias contra os Estados membros Grécia e Chipre. A UE não tem uma posição geopolítica comum e, por isso, perde oportunidades de promover os seus próprios interesses geoestratégicos, como os dos Balcãs ou mesmo durante a guerra do ano passado em Nagorno-Karabakh. Uma Europa geopoliticamente fraca significa que os EUA, sob o novo presidente Joe Biden, aproveitarão a lacuna de influência para promover seus próprios interesses nos Bálcãs. Se os EUA e a UE não concordarem entre si e se posicionarem em extremos opostos, eles poderiam usar o espaço para promover suas próprias idéias e influência. No entanto, a UE não definiu uma posição clara devido à sua própria divisão quanto à questão do Kosovo. Se a fusão da Albânia e do Kosovo for vantajosa para os EUA, pois enfraquece a Sérvia e, portanto, os interesses russos nos Bálcãs, então Biden sem dúvida a perseguirá, mesmo que Bruxelas se oponha a isso. A razão disso é que a UE é incapaz de evitá-lo devido à sua própria fraqueza geopolítica e à retirada da região por um período prolongado.

InfoBrics.

 

Os governos ocidentais estão matando seu próprio povo ... De novo. Injeções experimentais de mRNA em lares de idosos !!!

Os países ocidentais, incluindo o Canadá, estão usando injeções experimentais de mRNA em lares de idosos, nas pessoas mais vulneráveis.
Ninguém pode dar consentimento informado porque as injeções são experimentais. Como sabemos que as injeções são experimentais? Existem pelo menos dois ensaios clínicos em andamento: Um é,
“Um estudo para avaliar a eficácia, segurança e imunogenicidade da vacina de mRNA-1273 em adultos com 18 anos ou mais para prevenir COVID-19” (1).
“Estudo para descrever a segurança, tolerabilidade, imunogenicidade e eficácia de candidatos a vacinas de RNA contra COVID-19 em indivíduos saudáveis” (2).
A data estimada de conclusão do estudo é 27 de outubro de 2022. Outro estudo é intitulado,

A data estimada de conclusão do estudo é 31 de janeiro de 2023.
Temos uma janela estreita para observar os impactos adversos imediatos das vacinas. Até o momento, apenas os dados do CDC indicam que houve 653 mortes e 12.044 outras lesões após as injeções da vacina COVID (3). (Muitos países não estão incluídos nestes dados.)

Ninguém conhece os eventos adversos relacionados à vacina de médio e longo prazo, portanto, isso impede o consentimento informado.
Visto que o consentimento informado é impossível e vacinas experimentais estão sendo administradas a humanos, os governos ocidentais estão violando os Códigos de Nuremberg, estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial para prevenir a experimentação humana e os males subsequentes. 

Todo mundo que estudou o que realmente está acontecendo no Oriente Médio (e além) sabe que os “nazistas” nunca partiram. Agora os “nazistas” (governos ocidentais) estão mostrando suas verdadeiras cores e matando seu próprio povo novamente. Não se trata apenas de pessoas vulneráveis ​​em lares de idosos. Medidas provinciais (de saúde) (sic), relata o Dr. Stephen Malthouse, “mostraram que causam 12: 1 mais mortes do que o vírus. (4) ” Os governos ocidentais estão deliberadamente causando sofrimento humano e morte em escala global sob pretextos “humanitários” e agora de “saúde pública”. Esses são crimes contra a humanidade. * Mark Taliano é pesquisador associado do Center for Research on Globalization (CRG) e autor de Voices from Syria, Global Research Publishers, 2017. Visite o site do autor em https://www.marktaliano.net, onde este artigo foi publicado originalmente . Notas (1) ClinicalTrials.gov, "Um estudo para avaliar a eficácia, segurança e imunogenicidade da vacina de mRNA-1273 em adultos com 18 anos ou mais para prevenir COVID-19." NIH US National Library of Medicine, 14 de julho de 2020. (Um estudo para avaliar a eficácia, segurança e imunogenicidade da vacina mRNA-1273 em adultos com 18 anos ou mais para prevenir COVID-19 - Full Text View - ClinicalTrials.gov) Acessado 15 de fevereiro de 2021. (2) (Estudo para descrever a segurança, tolerabilidade, imunogenicidade e eficácia dos candidatos à vacina de RNA contra COVID-19 em indivíduos saudáveis ​​- Visualização do texto completo - ClinicalTrials.gov) Acessado em 15 de fevereiro de 2021. (3) Equipe de Defesa da Saúde Infantil, "653 Mortes + 12.044 Outras Lesões Reportadas Seguindo a Vacina COVID, Latest CDC Data Show." the Defender, 12 de fevereiro de 2021. (653 mortes + 12.044 outros ferimentos relatados após a vacina COVID, último CDC Data Show • Children's Health Defense) Acessado em 15 de fevereiro de 2021. (4) Stephen Malthouse, MD, “Carta do Dr. Stephen Malthouse, MD ao Dr. Bonnie Henry, Oficial Provincial de Saúde B.C.” www.marktaliano.net, 15 de outubro de 2020. (Carta do Dr. Stephen Malthouse, MD para o Dr. Bonnie Henry, Oficial Provincial de Saúde B.C - Mark Taliano) Acesso, 15 de fevereiro de 2021. A imagem em destaque é The Freedom Articles
 

https://www.globalresearch.ca

CRIPTOMOEDAS - UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA !

Rubem Gonzalez

Guerra climática - Cuidado com os experimentos militares dos EUA com a guerra climática !

Este artigo foi publicado pela primeira vez por The Ecologist em dezembro de 2007. Ii resume vários artigos aprofundados e detalhados escritos pelo autor sobre técnicas de modificação ambiental (ENMOD) para uso militar. Deve-se notar que enquanto o programa HAARP baseado em Gakona, Alasca foi encerrado, a Força Aérea dos EUA que gerenciou o projeto HAARP, no entanto, confirmou que as técnicas ENMOD para uso militar devem continuar:
“Estamos avançando para outras maneiras de gerenciar a ionosfera, para as quais o HAARP foi realmente projetado”, disse ele. “Para injetar energia na ionosfera para poder realmente controlá-la. Mas esse trabalho foi concluído. ”
O debate em curso sobre as mudanças climáticas, incluindo o movimento de protesto mundial, falha em reconhecer o papel da guerra climática, ou seja, a manipulação deliberada do clima para uso militar.Da mesma forma, a grande mídia falhou nas dimensões militares das mudanças climáticas.
Minha resposta: “você trabalha em casa”. Jornalismo desleixado sobre este e outros assuntos (incluindo Covid).
Um recente "relatório" da Associated Press (AP) intitulado "Os superdimensionadores por trás das principais teorias da conspiração COVID-19", dirigido contra vários autores e mídia independente, incluindo a Global Research, descreve Michel Chossudovsky como "um professor emérito de economia ... e um teórico da conspiração que tem argumentou que os militares dos EUA podem controlar o clima ”. (enfase adicionada) Existe uma vasta literatura sobre modificação do clima para uso militar. Os militares dos EUA podem controlar o clima. E isso não é uma teoria da conspiração.
Remeto os ilustres jornalistas da AP David Klepper, et al, para consultar o seguinte documento da Força Aérea dos EUA intitulado "O clima como um multiplicador de força: possuindo o clima em 2025"



Screen Shot from the Report submitido a Air Force 2025


Michel Chossudovsky, Global Research, 15 de fevereiro de 2021
 

Raramente reconhecido no debate sobre a mudança climática global, o clima do mundo agora pode ser modificado como parte de uma nova geração de armas eletromagnéticas sofisticadas. Tanto os Estados Unidos quanto a Rússia desenvolveram capacidades para manipular o clima para uso militar.* * *
As técnicas de modificação ambiental têm sido aplicadas pelos militares dos Estados Unidos há mais de meio século. O matemático norte-americano John von Neumann, em ligação com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, começou sua pesquisa sobre a modificação do clima no final da década de 1940, no auge da Guerra Fria e previu "formas de guerra climática ainda não imaginadas". Durante a guerra do Vietnã, técnicas de semeadura de nuvens foram usadas, começando em 1967 sob o Projeto Popeye, cujo objetivo era prolongar a estação das monções e bloquear as rotas de abastecimento do inimigo ao longo da Trilha Ho Chi Minh.
As Forças Armadas dos Estados Unidos desenvolveram capacidades avançadas que permitem alterar seletivamente os padrões climáticos. A tecnologia, que está sendo aperfeiçoada no Programa de Pesquisa Auroral Ativa de Alta Frequência (HAARP), é um apêndice da Iniciativa de Defesa Estratégica - ‘Star Wars’. Do ponto de vista militar, HAARP é uma arma de destruição em massa, operando a partir da atmosfera externa e capaz de desestabilizar os sistemas agrícolas e ecológicos em todo o mundo.
‘A modificação do clima se tornará uma parte da segurança doméstica e internacional e pode ser feita unilateralmente ... Pode ter aplicações ofensivas e defensivas e até mesmo ser usada para fins de dissuasão. A capacidade de gerar precipitação, neblina e tempestades na Terra ou de modificar o clima espacial ... e a produção de clima artificial são todos parte de um conjunto integrado de tecnologias [militares]. '
A modificação do clima, de acordo com o relatório final AF 2025 da Força Aérea dos Estados Unidos, 'oferece ao combatente uma ampla gama de opções possíveis para derrotar ou coagir um adversário', capacidades, diz, estendem-se ao desencadeamento de inundações, furacões, secas e terremotos:
Em 1977, uma Convenção internacional foi ratificada pela Assembleia Geral da ONU que proibiu 'o uso militar ou outro uso hostil de técnicas de modificação ambiental com efeitos generalizados, de longa duração ou graves'. Definiu 'técnicas de modificação ambiental' como 'qualquer técnica para mudar - através da manipulação deliberada de processos naturais - a dinâmica, composição ou estrutura da terra, incluindo sua biota, litosfera, hidrosfera e atmosfera, ou do espaço sideral. '
Estabelecido em 1992, HAARP, com sede em Gokona, Alasca, é um conjunto de antenas de alta potência que transmitem, por meio de ondas de rádio de alta frequência, grandes quantidades de energia para a ionosfera (a camada superior da atmosfera). Sua construção foi financiada pela Força Aérea dos Estados Unidos, pela Marinha dos Estados Unidos e pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA). Operado em conjunto pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea e o Escritório de Pesquisa Naval, HAARP constitui um sistema de antenas poderosas capaz de criar "modificações locais controladas da ionosfera". De acordo com seu site oficial, www.haarp.alaska.edu, HAARP será usado "para induzir uma pequena mudança localizada na temperatura ionosférica para que as reações físicas possam ser estudadas por outros instrumentos localizados em ou perto do local HAARP".
Embora a substância da Convenção de 1977 tenha sido reafirmada na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), assinada na Cúpula da Terra em 1992 no Rio, o debate sobre a modificação do clima para uso militar se tornou um tabu científico.
Os analistas militares são mudos sobre o assunto. Os meteorologistas não estão investigando o assunto e os ambientalistas estão focados nas emissões de gases de efeito estufa sob o Protocolo de Kyoto. Nem a possibilidade de manipulações climáticas ou ambientais como parte de uma agenda militar e de inteligência, embora tacitamente reconhecida, faz parte do debate mais amplo sobre mudança climática sob os auspícios da ONU. 

O Programa HAARP


Conjunto HAARP de antenas
 

Mas Rosalie Bertell, presidente do Instituto Internacional de Preocupação para Saúde Pública, diz que HAARP opera como 'um aquecedor gigantesco que pode causar grandes interrupções na ionosfera, criando não apenas buracos, mas longas incisões na camada protetora que impede a radiação mortal de bombardear o planeta'.
O físico Dr. Bernard Eastlund chamou-o de "o maior aquecedor ionosférico já construído". HAARP é apresentado pela Força Aérea dos Estados Unidos como um programa de pesquisa, mas documentos militares confirmam que seu objetivo principal é "induzir modificações ionosféricas" com vista a alterar os padrões climáticos e interromper as comunicações e o radar. De acordo com um relatório da Duma Russa:
Uma análise das declarações emanadas da Força Aérea dos EUA aponta para o impensável: a manipulação encoberta dos padrões climáticos, das comunicações e dos sistemas de energia elétrica como arma de guerra global, permitindo que os EUA desorganizem e dominem regiões inteiras. A manipulação do clima é a arma preventiva por excelência. Pode ser dirigido contra países inimigos ou "nações amigas" sem seu conhecimento, usado para desestabilizar economias, ecossistemas e agricultura. Também pode causar estragos nos mercados financeiros e de commodities. A ruptura na agricultura cria uma dependência maior da ajuda alimentar e de grãos básicos importados dos Estados Unidos e de outros países ocidentais.'Os EUA planejam realizar experimentos em larga escala no programa HAARP [e] criar armas capazes de quebrar as linhas de comunicação de rádio e equipamentos instalados em espaçonaves e foguetes, provocar acidentes graves em redes de eletricidade e em oleodutos e gasodutos, e ter um impacto negativo na saúde mental de regiões inteiras. '*
O projeto HAARP é um entre vários empreendimentos colaborativos em sistemas de armas avançadas entre os dois gigantes da defesa. O projeto HAARP foi iniciado em 1992 pela Advanced Power Technologies, Inc. (APTI), uma subsidiária da Atlantic Richfield Corporation (ARCO). APTI (incluindo as patentes HAARP) foi vendida pela ARCO para E-Systems Inc, em 1994. E-Systems, em contrato com a CIA e o Departamento de Defesa dos EUA, equipou o 'Plano do Juízo Final', que 'permite ao Presidente administrar um guerra nuclear '. Posteriormente adquirida pela Raytheon Corporation, está entre as maiores contratadas de inteligência do mundo. A BAES esteve envolvida no desenvolvimento do estágio avançado do conjunto de antenas HAARP sob um contrato de 2004 com o Office of Naval Research.O HAARP foi desenvolvido como parte de uma parceria anglo-americana entre a Raytheon Corporation, que possui as patentes do HAARP, a Força Aérea dos EUA e a British Aerospace Systems (BAES).
O sistema HAARP está totalmente operacional e, em muitos aspectos, supera os sistemas de armas convencionais e estratégicas existentes. Embora não haja evidências firmes de seu uso para fins militares, os documentos da Força Aérea sugerem que o HAARP é parte integrante da militarização do espaço. Seria de se esperar que as antenas já tivessem sido submetidas a testes de rotina.A instalação de 132 transmissores de alta frequência foi confiada pela BAES à sua subsidiária nos Estados Unidos, BAE Systems Inc. O projeto, de acordo com um relatório de julho do Defense News, foi realizado pela divisão de Guerra Eletrônica da BAES. Em setembro, ele recebeu o prêmio máximo da DARPA por conquistas técnicas para o design, construção e ativação do conjunto de antenas HAARP.
No âmbito da UNFCCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) tem o mandato de ‘avaliar informações científicas, técnicas e socioeconômicas relevantes para a compreensão das mudanças climáticas’. Este mandato inclui a guerra ambiental. A 'geoengenharia' é reconhecida, mas as aplicações militares subjacentes não são objeto de análise política ou pesquisa científica nas milhares de páginas de relatórios do IPCC e documentos de apoio, com base na experiência e contribuição de cerca de 2.500 cientistas, legisladores e ambientalistas. A "guerra climática" ameaça potencialmente o futuro da humanidade, mas foi casualmente excluída dos relatórios pelos quais o IPCC recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2007. 

https://theecologist.org

Uma conferência via Zoom acabou por gerar uma crise política no Pacífico !

Cinco nações decidiram retirar-se do Fórum das Ilhas do Pacífico, alegando que não foi respeitado o acordo informal segundo o qual o novo secretário-geral deveria ser um candidato da Micronésia.


Micronésia, Nauru, Kiribati, Ilhas Marshall e Palau anunciaram ter iniciado o processo de saída do Fórum das Ilhas do Pacífico, o que, segundo o canal estatal russo RT, está a ser visto como uma das maiores crises deste organismo nos seus 50 anos de história.

Todos os anos, os 18 Estados-membros reúnem-se no território de um destes para discutir os problemas mais importantes da região e, a cada três anos, é escolhido um novo secretário-geral com base numa rotação sub-regional.

Este ano, devido à pandemia de covid-19, os líderes das 18 nações reuniram-se através de uma videoconferência no Zoom, na qual, além de discutir os temas acertados, foi necessário escolher o novo secretário-geral.

Segundo o acordo rotativo, este ano a posição deveria recair sobre o candidato da Micronésia, nação que nomeou o embaixador das Ilhas Marshall nos Estados Unidos, Gerald Zackious. No entanto, na votação, este perdeu para o ex-primeiro-ministro das Ilhas Cook, Henry Puna, que obteve mais um voto. E foi este resultado que motivou a revolta.

Numa declaração conjunta, os dirigentes dos cinco países explicaram a sua decisão, dizendo que não foi respeitado o acordo informal para eleger como novo secretário-geral o candidato desta sub-região.

“Não adianta participar numa organização que não respeita os acordos estabelecidos, inclusive o acordo de cavalheiros sobre a rotação sub-regional”, pode ler-se no comunicado, que também indica que, embora os cinco países iniciem o processo de retirada, a decisão final sobre como proceder será tomada pelos respetivos Governos.

“O que vimos é um fracasso da rota do Pacífico”, disse o presidente dos Estados Federados da Micronésia, David Panuelo, à televisão estatal australiana ABC. “O que vimos é que o Pacífico Sul despreza o Pacífico Norte e achámos isso profundamente infeliz. (…) É uma grande fratura na unidade e no espírito de cooperação”, acrescentou.

Por sua vez, Henry Puna, o vencedor da votação para o cargo, argumentou que a crise provocada pelo novo coronavírus significa que o acordo de cavalheiros deve ser ignorado em favor de uma boa liderança, posição esta que também foi apoiada pelo presidente do Fórum.

“Puna assume o cargo de secretário-geral num momento crítico da história da região e deve guiá-la através da recuperação da covid-19”, disse Kausea Natano à agência France-Presse, descrevendo ainda a escolha como uma “decisão de consenso”.

O Fórum das Ilhas do Pacífico foi fundado em 1971 e é composto por 18 membros: Austrália, Nova Zelândia, Nova Caledónia, Estados Federados da Micronésia, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Salomão, Ilhas Marshall, Papua Nova Guiné, Polinésia Francesa, Samoa, Tonga, Niue, Tuvalu, Vanuatu, Kiribati, Nauru e Palau.

https://zap.aeiou.pt/conferencia-zoom-crise-politica-pacifico-380891

 

França suspeita de espiões russos em ataque informático a várias empresas

A Agência Nacional francesa de Segurança dos Sistemas de Informação (ANSSI) declarou esta segunda-feira que várias empresas francesas foram alvo de um ataque cibernético, cujos contornos coincidem com as operações do grupo de piratas russos Sandworm.


O ataque, segundo as suas conclusões, “apresenta numerosas similitudes com campanhas anteriores” da Sandworm, um grupo de ciberespiões, ligados aos serviços de informações militares russos, que já aproveitou uma vulnerabilidade da Windows para aceder a sistemas da NATO, do governo ucraniano e de algumas empresas de energia e telecomunicações europeias.

Esta situação ocorreu entre o final de 2017 e 2020.

A campanha foi dirigida contra o programa informático de controlo Centreon, ferramenta desenvolvida pela empresa homónima que permite supervisionar aplicações, redes e sistemas e que podia ser usada também pelo sistema operativo Linux, de acordo com um relatório daquela organização.

“O modus operandi Sandworm é conhecido por organizar grandes campanhas e escolher vítimas entre as mais estratégicas. As intrusões observadas pela ANSSI ajustam-se a este comportamento”, sublinhou a organização.

Os primeiros incidentes identificados no último caso pela ANSSI remontam a finais de 2017, mas continuaram até ao ano passado.

Entre os potenciais alvos estão clientes da Centreon, como o Ministério da Justiça e grandes empresas.

A duração do ataque, antes de ser descoberto, deixa antever atacantes “extremamente discretos, conhecidos por estarem nas lógicas de roubo de dados e informações”.

Utilizado por empresas, como Airbus, Air France, Bolloré, EDF, Orange ou a Total, e pelo Ministério da Justiça, o programa informático Centreon permite controlar aplicações e redes informáticas.

“Esta campanha afetou principalmente prestadores de serviços informáticos, em particular alojamento de sítios na internet”, especificou a ANSSI.

O caso faz lembrar o vasto ataque cibernético, atribuído à Federação Russa, que visou os EUA em 2020, quando os piratas aproveitaram a atualização de um programa deste tipo desenvolvido por uma empresa do Texas, a SolarWinds, utilizado por milhares de empresas e governos no mundo.

https://zap.aeiou.pt/franca-espioes-russos-ataque-informatico-380979

 

Tecnológica, industrial e sustentável - A “cidade do futuro” que vai nascer na China !

“Cidade do futuro” que será construída na China

Uma nova cidade irá surgir no sudoeste da China muito em breve e deverá apresentar um desenho urbano que pretende combinar a indústria e a tecnologia com a beleza pastoril do campo.

Segundo a CNN, o local tem cerca de 4,6 quilómetros quadrados e localiza-se fora de Chengdu, capital da província de Sichuan. A cidade irá albergar novas universidades, laboratórios e escritórios, de acordo com as empresas de arquitetura que estão por trás do projeto – a Office for Metropolitan Architecture (OMA) e a Gerkan, Marg & Partners (GMP).

Já apelidada como a Cidade da Ciência e Tecnologia do Futuro de Chengdu, foi revelada na semana passada através de vários projetos digitais. O empreendimento está a ser construído numa zona rural perto do próximo Aeroporto Internacional de Tianfu, que deverá ser inaugurado ainda este ano, fazendo de Chengdu a terceira cidade chinesa a ser servida por dois aeroportos internacionais.

A OMA, empresa que planeou a sede da CCTV de Pequim há quase uma década, é responsável por uma secção da nova cidade, onde se incluem várias instalações educacionais. A zona é denominada como Parque Educacional Internacional (IEP). Por sua vez, a GMP, irá liderar o projeto de espaços públicos e instalações de transporte numa área chamada Desenvolvimento Orientado ao Trânsito (TOD).

Os projetos digitais apresentados mostram uma extensão de edifícios com vegetação nos telhados. Os prédios incluem edifícios universitários, dormitórios, laboratórios nacionais e escritórios, e imitam a paisagem montanhosa, de modo a formar a ilusão de um vale.

O campus foi inspirado no ambiente natural, e deixou de lado a necessidade de criar um local que tivesse boas acessibilidades para carros, uma vez que a ideia é construir uma cidade mais sustentável.

Os planos da GMP para articular o fluxo de pessoas na cidade dão prioridade à reforma de uma estação de metro já existente e à construção de uma plataforma de observação giratória escultural chamada The Eye of the Future.

O novo projeto urbano avança depois de milhões de pessoas se terem deslocado para viver em grandes cidades como Pequim e Xangai. O êxodo para as grandes metrópoles também é um problema na china e, por isso, o governo pretende que até 2035 cerca de 1 bilião de pessoas possam viver nestas novas cidades.

A futura Cidade da Ciência e Tecnologia do Futuro não é o único desenvolvimento urbano em grande escala que está a ser construído em Chengdu. Na região de Tianfu está também a ser desenvolvida a chamada “Ilha do Unicórnio”, um centro de tecnologia pensado pela Zaha Hadid Architects.

A OMA antecipa que a primeira parte do seu novo projeto deverá estar concluído até o final de 2021, sendo que o restante espaço deverá estar terminado daqui a dois anos.

https://zap.aeiou.pt/cidade-futuro-vai-nascer-china-380371

 

Canibal condenado a prisão perpétua após matar e comer colegas de trabalho !

Um homem foi condenado a prisão perpétua na Rússia por assassinar e comer três homens. Os crimes foram cometidos entre março de 2016 e março de 2017 mas a sentença só foi conhecida agora.


Eduard Seleznev, de 51 anos, admitiu ter esfaqueado até à morte os seus três colegas de trabalho que tinham 34, 43 e 59 anos de idade, tendo depois comido partes dos corpos das vítimas.

De acordo com o Daily Mail, o crime teria ocorrido após Seleznev dizer que ouviu vozes na sua cabeça a pedirem-lhe para matar os homens enquanto estes conviviam e bebiam álcool.

O crime ocorreu quando as vítimas adormeceram. Seleznev aproveitou o momento para atacar os homens, acabando mesmo por os matar. O assassino recolheu ainda algumas partes dos corpos para comer e colocou as restantes no lixo. Após o crime, o russo ainda se mudou para o apartamento de uma das vítimas e disse à família que o homem tinha viajado para o exterior.

Após algumas investigações, e depois de os homens estarem desaparecidos por tempo prolongado, as autoridades russas encontraram sacos com os respetivos cadáveres, mas não conseguiram identificá-los devido ao estado avançado de decomposição.

Depois de uma análise à saúde mental de Seleznev, uma equipa de psiquiatras declarou que o homem é integralmente responsável pelos crimes.

O código penal russo não inclui canibalismo, por isso o réu foi julgado por assassinato e uso indevido de partes do corpo das vítimas.

Depois de reavaliar todas as provas, a Supremo Tribunal russo condenou Seleznev a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Segundo o jornal britânico, o Tribunal também acusa o russo de cozinhar gatos, cães, pássaros e outros pequenos animais domésticos.

Seleznev já tinha cumprido 13 anos de prisão por duplo homicídio.

https://zap.aeiou.pt/canibal-condenado-prisao-perpetua-380905

 

OMS aprova utilização de emergência da vacina da AstraZeneca !

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou a utilização de emergência de duas versões da vacina Oxford-AstraZeneca no combate à covid-19.


Numa conferência de imprensa online a partir de Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que tal permite agora que as vacinas sejam lançadas a nível mundial através do Covax, o mecanismo que a organização criou para uma distribuição equitativa de vacinas para combater o novo coronavírus.

O diretor-geral especificou que uma das vacinas é produzida na Coreia do Sul pela SkBio e a outra na Índia pelo Serum Institute. As duas empresas, disse, estão a produzir a mesma vacina, mas como são feitas em locais diferentes foram necessárias duas revisões e aprovações.

Ghebreyesus enfatizou que o processo foi concluído em menos de um mês, desde que a OMS recebeu os dossiers completos dos fabricantes, e explicou que as duas vacinas se juntam a outra que já tinha sido aprovada, da Pfizer-BioNTech.

“Os países sem acesso a vacinas até ao momento poderão, finalmente, começar a vacinar os seus profissionais de saúde e populações em risco”, disse Mariângela Simão, diretora assistente da área de medicamentos da OMS, citada pela rádio TSF.

“Dispomos agora de todas as peças para a rápida distribuição de vacinas. Mas ainda precisamos de aumentar a produção“, disse ainda Ghebreyesus na conferência de imprensa, quando salientou também que, pela quinta semana consecutiva, o número de casos de covid-19 a nível mundial está a diminuir, com a semana passada a registar o número mais baixo de novas infeções desde outubro de 2020.

Até agora, explicou, o número de casos comunicados semanalmente diminuiu quase para metade, de mais de cinco milhões de casos na semana que começou a 4 de janeiro para 2,6 milhões de casos na semana com início a 8 de fevereiro.

Segundo a mesma rádio, as vacinas da AstraZeneca que estão a ser produzidas na Coreia do Sul e na Índia constituem quase todas as doses da primeira onda de distribuição da Covax. As primeiras entregas são esperadas no final de fevereiro.

https://zap.aeiou.pt/oms-aprova-vacina-astrazeneca-380921

 

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...