sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

União Europeia finaliza pacote de sanções contra a Rússia - Von der Leyen diz que a “diplomacia ainda não falou a sua última palavra” !


Medidas contemplam a área económica, financeira e energética. Foram concertadas com Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Suíça.

O Alto Representante para a Política Externa e de Segurança da União Europeia anunciou que finalizou um pacote de sanções contra a Rússia foi fechado, estando prevista a sua aprovação “tão depressa quanto possível” num cenário em que se confirme a agressão ou ofensiva militar à Ucrânia. Josep Borrell confirmou o avanço poucos minutos depois de conseguir o apoio dos 27 chefes de Estado e de governo, numa reunião que antecedeu o início da 6.ª Cimeira entre a União Europeia e a União Africana.

“Se houver uma agressão, teremos imediatamente uma reunião extraordinária para a aprovação deste pacote”, esclareceu. De acordo com o jornal Público, as medidas punitivas estão organizadas em três áreas: económicas, financeiras e relativas ao setor energético. “Quando chegar o momento, agiremos com determinação“, garantiu.

A reunião informal desta quinta-feira foi convocada pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e decorreu sem equipamentos eletrónicos na sala e sem tomada de notas, como é hábito quando são discutidos assuntos sensíveis de política externa. Ainda segundo a mesma fonte, o plano europeu foi concertado com os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Suíça, de forma a garantir que, em caso de invasão, Moscovo fica privado de aceder ao sistema bancário internacional.

Em aberto fica a convocação de um Conselho Europeu extraordinário, caso se revele necessário, para definir qual o possível “gatilho” do pacote de sanções.

Antes de chegar ao edifício do Conselho Europeu, Ursula von der Leyen voltou a reforçar a importância da diplomacia no acalmar das tensões. “A diplomacia ainda não falou a sua última palavra, e por isso temos esperança que dos esforços em curso saia uma solução para a crise, e a paz prevaleça“, vincou.

No entanto, quando a presidente da Comissão Europeia prestou estas declarações, ainda não eram conhecidos os novos desenvolvimentos, precisamente no âmbito da diplomacia. A Rússia decidiu, esta quinta-feira, expulsar o embaixador adjunto da missão diplomática norte-americana em Moscovo. Bart Gorman encontrava-se na capital russa há menos de três anos e tem um visto válido.

“A decisão da Rússia contra o nosso vice-chefe da missão não foi provocada. Consideramos a decisão um passo na escalada e estamos a avaliar a nossa resposta”, esclareceu um responsável do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América. O embaixador John J. Sullivan, por sua vez, permanece em funções em Moscovo.

Washington continua a desvalorizar as relatos que dão conta de uma retirada de tropas na fronteira com a Ucrânia, afirmando que uma invasão continua iminente. “Todos os indicadores que temos mostram que a Rússia está preparada para entrar na Ucrânia, para atacar a Ucrânia. O que penso é que pode acontecer nos próximos dias”, disse Joe Biden, citado pela France Presse.

https://zap.aeiou.pt/uniao-europeia-finaliza-pacote-de-sancoes-contra-a-russia-von-der-leyen-diz-que-a-diplomacia-ainda-nao-falou-a-sua-ultima-palavra-463219

 

“Filho” e “mãe” acabam, passam a “criança” e “progenitor”: As propostas britânicas !


Associação Educar & Celebrar pretende retirar os sexos no momento da matrícula e prefere uma linguagem neutra.

As palavras foram captadas pelo jornal The Telegraph e pertencem a Elly Barnes, directora-executiva da associação Educar & Celebrar. O objectivo é chegar à “linguagem certa” ao longo deste ano.

Esta iniciativa no Reino Unido, que é financiada pela União Nacional de Educação, defende uma linguagem neutra e, em breve, vai abrir um debate sobre a generalização de uniformes que não sejam especialmente dirigidos a rapazes ou raparigas.

Em relação às palavras que devem ser utilizadas nas escolas britânicas, Elly tem dito que as crianças deixariam de pronunciar as palavras “senhor” ou “senhora”; passariam a dizer apenas “teacher” – professor(a), em inglês.

Mas os adultos também deveriam mudar o seu vocabulário: “rapaz” ou “rapariga” desapareciam para dar lugar a “estudante”; saem “filho” e “filha” para resistir apenas a “criança”.  

E, voltando às crianças, deixariam de chamar a mãe e o pai por “mãe” e “pai”. Só ficaria a palavra “progenitor”.

A associação também entende que, no momento de matricular uma criança na escola, desaparecerá a indicação de que a criança é do sexo masculino ou feminino. Essa secção “ficaria em aberto”.

Quem não concordar com o novo código de conduta durante o acolhimento, não teria autorização para entrar na escola.

A associação Educar & Celebrar já recebeu financiamento do Departamento de Educação local e tem contratos com o governo,

Após a publicação da notícia no The Telegraph, a associação indicou que as escolas e as organizações que trabalham com a associação consideram as sessões “úteis, acolhedoras e informativas”. E o objectivo principal é “transmitir confiança” aos funcionários das escolas, no momento de comunicar com as crianças.

https://zap.aeiou.pt/acabam-o-filho-e-a-mae-so-crianca-e-progenitor-as-propostas-britanicas-463225


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Kiev acusada de iniciar ataques - Há consenso de que Rússia pode avançar “a qualquer momento” !


A Rússia é acusada de ter enviado mais 7 mil tropas para a fronteira com a Ucrânia. Separatistas pró-russos acusam Kiev de iniciar ataques.

Os separatistas pró-russos, apoiados pelo Kremlin, acusam as forças de Kiev de bombardearem os seus territórios com morteiros, adianta a Reuters.

O exército ucraniano negas as acusações e diz, por sua vez, que os rebeldes usaram artilharia contra soldados do governo.

Os separatistas alegam que as forças do governo abriram fogo no seu território quatro vezes nas últimas 24 horas. A Ucrânia acusou os rebeldes de dispararem bombas, incluindo algumas que atingiram um jardim de infância.

Um fotógrafo da Reuters em Luhansk, zona controlada pelos rebeldes, ouviu o som de alguns disparos de artilharia, mas não conseguiu avaliar os detalhes do incidente.

Além disso, os Estados Unidos acusaram a Rússia de ter aumentado o contingente militar na fronteira com a Ucrânia em sete mil tropas nos últimos dias, apesar de Moscovo ter anunciado uma retirada parcial das forças aí destacadas.

“De facto, confirmámos agora que, nos últimos dias, a Rússia aumentou a sua presença ao longo da fronteira ucraniana em sete mil tropas, algumas das quais chegaram hoje [quarta-feira]”, afirmou um alto responsável da administração norte-americana, sob a condição de não ser identificado, citado pelas agências de notícias Associated Press e France-Presse.

As novas estimativas colocariam o número de forças russas próximo das 150 mil, número citado pelo Presidente dos EUA, Joe Biden, num discurso televisionado no início desta semana.

O mesmo responsável disse que, embora a Rússia tivesse dito que queria encontrar uma solução diplomática, “as suas ações indicam o contrário”.

Os Estados Unidos continuam, assim, convencidos de que a Rússia pode avançar para território da Ucrânia “a qualquer momento”. Algo que foi vincado durante uma conversa ao telefone, na quarta-feira, entre Joe Biden e o chanceler alemão, Olaf Scholz.

Já o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou também na quarta-feira não ter visto quaisquer sinais de uma diminuição da concentração das tropas russas nas fronteiras da Ucrânia, dizendo que tinha simplesmente observado “pequenas rotações”.

Os primeiros sinais de recuo da Rússia deram-se esta terça-feira. Pelo menos, de acordo com o Ministério da Defesa do país, que anunciou que as forças militares posicionadas há semanas perto da fronteira ucraniana começaram a regressar às suas bases.

Já esta quarta-feira, a Rússia anunciou o fim das manobras militares e a partida de algumas das suas forças da península da Crimeia anexada da Ucrânia.

“As unidades do distrito militar do sul que completaram os seus exercícios táticos nas bases da península da Crimeia estão a regressar por via ferroviária às suas bases de origem”, disse o Ministério da Defesa russo.

Nem todos parecem acreditar na retirada russa.

“Temos uma regra: não acreditamos quando ouvimos, mas quando vemos”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba.

“Não há sentimento de alívio porque não há qualquer confiança no que a Rússia diz. Não é a primeira vez que anunciam a retirada de tropas”, disse, por sua vez, Olga Tokariuk, correspondente da agência EFE.

A jornalista diz que há a necessidade de ter “provas independentes que não venham do governo russo”, de que as tropas russas realmente recuaram dos exercícios na fronteira com a Ucrânia.

https://zap.aeiou.pt/russia-enviar-tropas-fronteira-463120


Com a esquerda às turras e a direita dividida, a França espera pela recandidatura de Macron !


Perante as lutas internas na esquerda francesa e a fragmentação do eleitorado de direita nos Republicanos e nos dois candidatos de extrema-direita, o caminho parece mais fácil para que Emmanuel Macron seja reeleito. No entanto, o Presidente francês ainda não anunciou oficialmente se se vai recandidatar.

A dois meses das eleições presidenciais em França — com a primeira volta marcada para 10 de Abril e a segunda para dia 24 — o actual chefe de Estado, Emmanuel Macron, é favorito à vitória, apesar de ainda não ter confirmado oficialmente que se vai recandidatar, lembra o Público.

De acordo com Brice Teinturier, do instituto de sondagens Ipsos, Macron tem um núcleo fiel de eleitores que conquistou com a sua mensagem de “nem de esquerda nem de direita” em 2017, mesmo sem ter conseguido avançar com todas as reformas que prometeu.

Segundo os analistas franceses, o anúncio da recandidatura deve acontecer até ao final de Fevereiro e a demora explica-se pela França ter assumido a presidência rotativa do Conselho da União Europeia e também com as visitas diplomáticas pela Europa que Macron tem feito no âmbito da tensão entre a Ucrânia e a Rússia.

O Presidente tem começado já a procurar apoios, piscando o olho ao Partido Socialista, cujo suporte ajudaria a apagar a imagem de político de direita que o mandato de Macron criou.

A verdade é que a esquerda tem tido dificuldades em afirmar-se na política francesa nos últimos anos, depois do mandato único servido por François Hollande, que decidiu não se recandidatar em 2017.

A candidata do PS e actual autarca de Paris, Anne Hidalgo, tem apenas 2% das intenções de voto nas sondagens. O partido está ainda dividido porque a ex-Ministra da Justiça, Christiane Taubira, venceu a primária popular promovida por organizações independentes dos partidos. Mesmo assim, Taubira tem apenas 2,5% nas sondagens.

Jean-Luc Mélenchon, do França Insubmissa, tem sido o homem forte de uma muito fragmentada esquerda francesa, e isso nota-se nas sondagens, sendo o candidato mais bem colocado, com 11%. O ecologista Yannick Jadot conta com 4,5% das intenções de voto e o único esquerdista que tem crescido é o comunista Fabien Roussel, que está agora nos 4%.
Direita Republicana em crise

Já à direita, especula-se que o ex-Presidente Nicolas Sarkozy pode apoiar publicamente um segundo mandato de Macron, depois de figuras que lhe eram próximas nos Republicanos, como o deputado e antigo Ministro Eric Woerth, já terem manifestado o seu apoio ao actual Presidente.

Mesmo assim, é pouco provável que Sarkozy se manifeste publicamente, o que seria uma má notícia para Valérie Pécresse, candidata dos Republicanos que já parte numa desvantagem na luta pelo segundo lugar perante as dificuldades em afirmar-se com a ascensão dos candidatos de extrema-direita — Marine Le Pen e Éric Zemmour — que têm roubado eleitorado à direita tradicional.

De acordo com o Le Monde, Sarkozy considera Pécresse “aborrecida” e a candidata tem também uma reputação de ser uma “burguesa de Versalhes” que não conhece a realidade dos trabalhadores.

A candidata também já tentou puxar o seu discurso mais à direita, mas o seu uso da expressão “grande substituição” — uma teoria da conspiração de extrema-direita de que há um plano de substituição demográfica dos europeus por imigrantes árabes e que já inspirou ataques terroristas — valeu-lhe uma condenação generalizada nos media e por outros candidatos.

Dois nomes na extrema-direita

Se na direita clássica, o uso destas expressões vale a condenação, na extrema-direita o seu uso é desinibido. Éric Zemmour, ex-jornalista que fundou o partido Reconquista, cujo nome é inspirado pelas cruzadas, é o novo grande nome na extrema-direita francesa, que durante anos ficou apenas ligada a Marine Le Pen.

O candidato, que já foi comparado a Donald Trump, tem cerca de 15% das intenções de voto nas sondagens, ao nível de Le Pen e Pécresse.

Apesar de defenderem ambos políticas nacionalistas e de serem fervorosos críticos do sistema de imigração em França, a economia é o tema que separa Zemmour e Le Pen, com o primeiro a ser mais liberal na luta contra o “Estado obeso” e a segunda a defender um maior intervencionismo e investimento nos serviços públicos.

A União Nacional, partido de Le Pen, tem perdido algumas figuras importantes que passaram para o lado de Zemmour, como Stéphane Ravier, Nicolas Bay e até Marion Maréchal, que é sobrinha da candidata.

https://zap.aeiou.pt/franca-espera-recandidatura-de-macron-463118


Metacolegas e foco no longo prazo. Mark Zuckerberg apresenta os novos valores da sua gigante tecnológica !


Funcionários e investidores têm-se mostrado reticentes em relação ao caminho da empresa, do qual Zuckerberg parece certo.

Numa tentativa de virar a página dos sucessivos escândalos que a empresa tem enfrentado ao longo dos últimos anos, a Meta, empresa que alberga redes sociais como o Facebook, o Instagram ou Whatsapp, anunciou ontem os novos valores internos que devem orientar a postura dos funcionários durante o seu período de trabalho. São eles “agir depressa”, “criar coisas fantásticas” e “viver no futuro”.

As expressões foram anunciadas pelo CEO e fundador do grupo, Mark Zuckerberg, numa reunião em que ficou clara a intenção da empresa de se focar na realidade virtual e no seu projeto de metaverso.

Esta visão foi corroborada por uma publicação feita na página pessoal de Zuckerberg no Facebook, onde o próprio descreve a Meta como uma “empresa de metaverso, investida em construir o futuro da conexão social” em vez de uma empresa de redes sociais. De acordo com o The Guardian, os funcionários passam, desde ontem, a ser tratados como “metamates” [colegas meta, em português], numa referência a uma frase motivacional usada na marinha norte-americana e que pretende destacar o espírito de união.

Aquando da mudança do nome da empresa, no final do ano passado, o seu CEO já adiantara o seu desejo de reajustar as políticas da empresa e os seus valores, que não haviam sofrido alterações desde 2007. Na publicação, Mark Zuckerberg também apela aos seus funcionários que se focassem no impacto a longo prazo do seu trabalho.  

“O foco no impacto a longo prazo enfatiza o pensamento também a longo prazo e encoraja-nos a expandir os prazos do impacto que podemos ter, em vez de otimizar as vitórias num futuro mais próximo”, pode ler-se na publicação. “Devemos assumir os desafios que serão mais impactantes, mesmo que os resultados não apareçam nos próximos anos”.

A reunião da empresa parece também dar resposta a algumas das preocupações dos funcionários, centradas na rápida mudança de prioridades da empresa, desde as redes sociais, nas quais passaram décadas a investir e a construir. Ainda segundo o The Guardian, engenheiros do Instagram e do Facebook têm sido incentivados a candidatar-se a vagas nos departamentos responsáveis pelo desenvolvimento do metaverso ou da realidade virtual, dentro da Meta.

Para além dos colaboradores, também os investidores parecem reticentes em relação à mudança. As ações da Meta sofreram uma queda abrupta no seguimento da divulgação do último relatório de ganhos, o que levou a empresa a perder mais de 230 mil milhões de dólares em valor de mercado.

No entanto, Mark Zuckerberg parece confiante na sua aposta, tendo investido 10 mil milhões de euros no projeto. Em chamadas recentes, o empresário deu a sua palavra aos investidores. “Estou satisfeito com o impulso e os progressos que fizemos até agora e estou confiante de que estes são os investimentos certos para nos concentrarmos em seguir em frente.”

As mudanças anunciadas na segunda-feira não dizem apenas respeito ao funcionamento interno da empresa, mas também ao seu branding e aos negócios. Por exemplo, foi oficializada a aquisição do Kustomer, uma plataforma de gestão de serviço ao cliente. Esta semana, a Meta anunciou também um acordo judicial, relativo a um processo que já durava há mais de uma década, relativo ao uso de cookies nas suas plataformas, mesmo quando estas não estão a ser utilizadas.

No âmbito do acordo, a Meta comprometeu-se a apagar todos os dados que foram recolhidos de forma errónea durante 2010 e 2011 e a pagar 90 milhões de euros aos utilizadores que apresentaram a queija, mas só depois de as despesas relacionadas com o processo serem deduzidas. “Chegar a um acordo neste caso, que tem mais de uma década, é do melhor interesse da nossa comunidade e dos nossos acionistas e temos o prazer de ultrapassar esta questão”, adiantou um representante da empresa.

https://zap.aeiou.pt/metacolegas-e-foco-no-longo-prazo-mark-zuckerber-apresenta-os-novos-valores-da-sua-empresa-463064


Borrachas “Orelha de Van Gogh” e kits de emergência psicológica. Galeria acusada de explorar saúde mental !


Galeria de arte já retirou de venda alguns artigos de venda, tanto na loja física como online.

Uma galeria de arte londrina decidiu tirar de venda alguns dos artigos alusivos com Vicent Van Gogh da sua loja de lembranças, depois de estes terem sido considerados insensíveis e pouco úteis na valorização da causa da saúde mental.

O espaço em causa é a Caurtauld Gallery, que pode ser visitada na Somerset House, e tem atualmente em exibição a exposição “Van Gogh. Self-portraits”.

A polémica começou há alguns dias e tem como foco alguns dos artigos na loja física da galeria, mas também na loja online, nomeadamente uma borracha com a forma de uma orelha, o que parece ser uma referência aos relatos de que o pintor cortou a sua durante um dos seus surtos.

Depois deste acontecimento, o pintor holandês passou um ano no hospital de Saint-Paul de Mausole, em França.

Apesar de não haver certezas, são muitas as biografias que abordam os problemas mentais de Van Gogh, que em 1890, com 37 anos, acabou por pôr termo à sua vida.

Na segunda-feira, num comunicado, a galeria abordou algumas das acusações que lhe são dirigidas, reconhecendo as “preocupações levantadas em relação a um pequeno número de artigos disponíveis nas lojas físicas e online”.

“A The Courtauld encara com a saúde mental com extrema seriedade. Nunca foi nossa intenção apresentar uma atitude insensível ou desvalorizadora em relação à saúde mental ao comercializar estes produtos”, pode ler-se no documento.

“Os artigos em questão formam uma pequena fração dos disponíveis como parte da exibição. Como resposta às preocupações demonstradas, os artigos deixarão de ser vendidos nas nossas lojas.”

A galeria não detalhou que artigos iriam ser retirados, mas, de acordo com a CNN, a referida borracha já não se encontra disponível na loja online.

De acordo com o Mail on Sunday, outro dos artigos vendidos na exposição consistia numa barra de sabão descrita como ideal para “o artista torturado que gosta de bolhas fofas”, assim como um “kit de primeiros socorros emocionais” para “20 situações psicológicas chave” – que ainda se encontra disponível.

“Este caso parece ser um pequeno mas claro exemplo do cinismo e comercialismo que tem vindo a afetar o cenário da arte moderna, já que a saúde e as doenças mentais são tratadas como uma piada ou uma novidade, o que não são”, descreveu Charles Thomson, cofundador do movimento de arte Stuckist.

Investigador revela a verdadeira razão pela qual Van Gogh cortou uma orelha

O artista afirmou ainda que a escala de “insensibilidade” dos artigos é um reflexo da atitude dos círculos artísticos, onde as “pessoas querem ser espertas e modernas à custa de ter dignidade na arte”.

Charles Thomson entende ainda que o incidente “diz muito” sobre a atitude atual da sociedade em relação à saúde mental e às suas consequências. “Ainda não levamos o assunto a sério.”

Já David Lee, crítico de arte e editor da revista Jackdaw, afirmou ao Mail On Sunday não conseguir acreditar que o incidente “não se trata de uma tentativa falhada de alguém do departamento do marketing desprovido de qualquer tipo de gosto”.

https://zap.aeiou.pt/borrachas-em-forma-de-orelha-e-kits-de-emergencia-psicologica-galeria-de-arte-com-exposicao-de-van-gogh-acusada-de-usar-saude-mental-para-ganhar-dinheiro-463066


Jovem belga de 16 anos quer ser a pessoa mais nova a sobrevoar a Terra num ultraleve — E vai fazê-lo sózinho !


Jovem inspirou-se na irmã, dois anos mais velha, que em janeiro, se tornou a mais jovem mulher a completar o feito.

É normal em todas as relações de irmãos exista uma rivalidade e picardias, as quais podem ser agravadas caso entre eles exista também um marcado espírito competitivo. Estas são as premissas da história de Mack Rutherford, um piloto de 16 anos com ascendência inglesa e belga, que pretende tornar-se a pessoa mais jovem de sempre a completar uma volta à Terra num pequeno avião, isto depois de a 17 de janeiro a sua irmã Zara, com 19 anos, ter entrado na história como a mulher mais jovem a consegui-lo.

A jovem foi também a pessoa mais jovem a circunvagar o planeta num ultraleve, um recorde que o seu irmão também poderá bater.

Como não é surpreendente, os dois fazem parte de uma família de pilotos, sendo frequente acompanharem os seus pais nos voos, pelo menos desde a idade lhes permitiu. No caso de Mack, com apenas 15 anos tornou-se o piloto mais jovem do mundo ao conseguir a sua licença, em julho de 2020.

Segundo o britânico The Guardian, Mack sempre quis fazer algo especial na sua carreira, mas não foi até a sua irmã fazer história que lhe passou pela cabeça tentar o mesmo. “Definitivamente, acho que muita da inspiração para querer voar pelo mundo veio da minha irmã”, descreveu. Caso a tentativa seja bem sucedida, o jovem será a indivíduo do género masculino mais nova a sobrevoar o planeta Terra, um recorde que atualmente é detido por Travs Ludlow, que o conseguiu com 18 anos, em 2021.

A aventura de Mack deverá começar na Bulgária, de onde partirá para sul, para África, onde visitará países como Madagáscar e a Mauritánia. Depois, rumará a norte, até Omã e à Rússia, antes de viajar até aos Estados Unidos, Islândia, Reino Unido e voltar à Bulgária.

Apesar do entusiasmo do jovem, nem todos o acompanharam no que diz respeito à aventura. A sua mãe, Beatrice De Smet, explicou que teve as suas dúvidas quando Mack lhe comunicou o seu plano. “Quando ele nos disse pela primeira vez que queria voar pelo mundo, eu disse ‘nem pensar’. Eu nem queria ouvir falar no assunto porque pensei que ele era demasiado novo”, descreveu.

A progenitora não mudou de ideias até que o filho lhe escrever uma carta a descrever a sua paixão pelo desafio e por bater o recorde. Enquanto piloto ela própria, um conselho que sempre deu aos dois filhos foi estarem confiantes nas suas capacidades antes de descolarem. “Nunca levantem voo se não se sentirem confortáveis, seja por que motivo for”, esclareceu.

Apesar do entusiasmo, também o jovem reconhece as dificuldades de preparar – e viver – uma aventura destas dimensões em tão tenra idade. “Estou muito entusiasmado, mas obviamente também nervoso, sobretudo no que respeita aos voos oceânicos”, descreveu. “Num dos voos, tenho de pilotar durante oito horas por cima do oceano, por isso, caso alguma coisa corra mal, não há muito que possa fazer. Mas confio na minha aeronave com todo o coração.”

A aeronave em causa é um Shark, um dos ultraleves mais rápidos do mundo, com uma velocidade de cruzeiro superior a 300km por hora. É também o mesmo aparelho que Zara usou durante a sua viagem – que lhe valeu um recorde mundial. O Shakr está também preparado para viagens de longo curso e a aventura será patrocinada pela ICDSoft, que forneceu o avião.

Para além de todas as questões relacionadas com o voo, Mack tem outro motivo de preocupação: os estudos, que terá de conciliar com a viagem. Neste momento, o jovem está a preparar-se para os exames nacionais de História, Economia e Biologia, pelo que teve de pedir aos professores que prolongassem o seu trabalho de casa para mais alguns dias.

https://zap.aeiou.pt/ingles-de-16-anos-quer-ser-a-pessoa-mais-nova-a-sobrevoar-a-terra-num-ultraleve-vai-faze-lo-sozinho-463062

 

Comércio mundial de bens e serviços com recorde de 25,1 biliões de euros em 2021 !


O comércio mundial de bens e serviços atingiu um máximo histórico de 28,5 biliões de dólares (25,1 biliões de euros) em 2021, um aumento anual de 25%, segundo estatísticas divulgadas hoje pelas Nações Unidas.

O resultado foi também superior em 13% ao verificado no ano pré-pandémico de 2019.

Impulsionado pelo aumento dos preços das mercadorias, o levantamento das restrições sanitárias e a forte procura, apoiada em medidas de estímulo económico estatais, o comércio registou uma tendência positiva em 2021, concluiu a Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês).

Nos últimos três meses de 2021, o comércio mundial de mercadorias aumentou para 5,8 biliões de dólares (5,1 biliões de euros), também um valor trimestral recorde, enquanto o comércio de serviços, que tem sido mais lento a recuperar, cresceu para 1,6 biliões de dólares (1,4 biliões de euros), excedendo ligeiramente os níveis pré-pandémicos.

Até 2022, a UNCTAD espera que os indicadores comerciais se normalizem, com aumentos inferiores aos de 2021, influenciados por fatores como a pressão contínua nas cadeias mundiais de abastecimento e os níveis recorde da dívida global.  

O comércio será também influenciado por valores de crescimento económico global revistos em baixa (devido a fatores como a inflação nos Estados Unidos ou a ‘bolha’ da habitação na China), ou a transição para uma economia mais verde, que poderia estimular a procura por matérias-primas como o cobalto, o lítio ou terras raras, analisou a UNCTAD.

Olhando para o comércio das principais economias no último trimestre de 2021, a agência da ONU observou um aumento de 43% nas exportações chinesas, em comparação com os números pré-pandémicos, enquanto nos Estados Unidos, na União Europeia e no Japão o aumento é mais modesto (12%, 10% e 6% respetivamente).

Em comparação com o trimestre anterior, as exportações chinesas entre outubro e dezembro continuaram a sua tendência ascendente (aumento de 6% numa base anual), enquanto que as do Japão diminuíram 2% em comparação com os últimos três meses de 2020, as dos EUA aumentaram 4% e as da UE cresceram apenas 1%.

Globalmente, o impulso das exportações no último trimestre de 2021 foi mais notável nos países em desenvolvimento (mais 35% em relação a 2019) do que nas economias desenvolvidas, onde o aumento foi de 19%.

Por setor, o comércio de energia quase duplicou no último trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período em 2020.

Em relação aos números pré-pandémicos, o comércio de metais aumentou 59%, o maior aumento de todos os setores inquiridos, enquanto os produtos químicos aumentaram 43% e os farmacêuticos 35%.

https://zap.aeiou.pt/comercio-mundial-recorde-2021-463143


Gémeos nasceram às 22 semanas - Estão vivos e quase a sair do hospital !

Harley e Harry Crane serão os gémeos mais prematuros de sempre a sobreviver, no Reino Unido. Devem ir para casa na próxima semana.

Harley e Harry Crane ainda só estão há 16 semanas no mundo “cá fora” mas já entraram para a História do Reino Unido, no que diz respeito a nascimentos.

Os bebés nasceram no dia 26 de Outubro de 2021, num hospital em Nottingham. A mãe só estava grávida há 22 semanas e cinco dias. Ou seja, pouco mais de metade do período máximo “normal” de 40 semanas; um parto que ocorreu cerca de quatro meses antes do suposto.

A mãe dos gémeos, Jade, já confessou que, quando entrou em trabalho de parto, estava “absolutamente descrente”. Os médicos avisaram que a maior probabilidade era haver um aborto espontâneo.

No entanto, Harley e Harry sobreviveram. Obviamente ainda estão no hospital, a serem alvo de cuidados neonatais. No total, já foram sujeitos a seis operações. Tiveram vários problemas: sépsis, problemas oculares, hemorragias cerebrais e hemorragias pulmonares.  

Mas são “pequenos lutadores”, disse a mãe à BBC. “E estão a surpreender toda a gente!”, acrescentou, admitindo que esta é uma “experiência traumática“.

Um percurso invulgar que pode ser acompanhado numa conta no Instagram, na qual a mãe, Jade, tem partilhado os desenvolvimentos.

E o desenvolvimento mais recente é que, 16 semanas depois do nascimento, os pais souberam que os gémeos deverão ir para casa na próxima semana, no dia 24 de Fevereiro.

Os pais, Jade e Steve, queriam ter filhos desde 2010. Realizaram diversas fertilizações in vitro e gastaram cerca de 60 mil euros em tratamentos. Passaram por alguns abortos espontâneos e por gravidez ectópica, duas vezes.

O registo de gémeos mais prematuros de sempre, no Reino Unido, remontava a 2018, quando nasceram bebés com 22 semanas e seis dias, em Brighton.

https://zap.aeiou.pt/gemeos-nasceram-as-22-semanas-estao-vivos-e-quase-a-sair-do-hospital-463155


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Semana 4 x 9h30: Há nova lei laboral na Bélgica


Empresas belgas podem adoptar uma semana de quatro dias de trabalho. Mas o trabalhador vai prolongar cada dia.

Mais flexibilidade e mais liberdade para funcionários e empresas sobre a forma como se preenche o horário de trabalho. Este é um dos quatro pilares incluídos no novo acordo laboral na Bélgica, de acordo com o primeiro-ministro Alexander De Croo.

Os outros três pontos fundamentais são: melhorar a formação dos trabalhadores, menos obstáculos no momento da mudança de emprego e actualizar o mercado de trabalho, pensando na economia digital.

O acordo foi alcançado na noite de segunda-feira (ou já madrugada de terça-feira), depois de muitas sessões e de muitas semanas de conversas entre os partidos que estão no Governo belga.

Um dos objectivos principais é que o país atinja uma taxa de empregabilidade de 80 por cento, em 2030.

Em termos concretos, a mudança mais mediática é a possibilidade de as empresas adoptarem o sistema de semana com quatro dias de trabalho. Num país onde a regra é trabalhar 38 horas por semana, o trabalhador passará a trabalhar nove horas e meia por dia, nas empresas onde haja esse acordo. E haverá a flexibilidade de, por exemplo, trabalhar 45 horas numa semana e 31 horas na semana seguinte.

Estas duas possíveis medidas serão concretizadas caso o trabalhador apresente um pedido nesse sentido (renovável de seis em seis meses); o patrão pode recusar mas terá de apresentar um motivo válido. Mas esta semana de quatro dias só se aplica ao sector privado.

Em Portugal o assunto da semana de quatro dias tem sido comentado várias vezes e foi referido durante a campanha eleitoral do Partido Socialista, que viria a ganhar as eleições legislativas com maioria absoluta.

Numa conferência de imprensa realizada na semana passada, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal e membro do Conselho Nacional das Confederações Patronais avisou: “É difícil passar para uma semana de quatro dias”.

Quem trabalha por turnos terá de ser informado mais cedo dos horários para cada semana, ou para cada dia – o aviso será publicado, no mínimo, sete dias antes do primeiro dia do novo turno.

A partir do momento em que a pessoa sai do emprego, terá direito a não responder a telefonemas ou mensagens por parte de superiores. Uma alteração que só se irá aplicar em empresas com pelo menos 20 funcionários.

Em caso de despedimento, e para ajudar na procura por um novo emprego, a pessoa despedida poderá ter direito a trabalhar noutra empresa durante parte do processo de transição; ou seja, se o funcionário for avisado 30 semanas antes da sua saída, 10 dessas semanas serão preenchidas já na nova empresa.

Haverá mais tempo para estágio, para adaptação ao novo emprego; as condições no trabalho nocturno no comércio electrónico serão alteradas; e haverá maior protecção para funcionários de empresas como a Uber.

https://zap.aeiou.pt/semana-quatro-dias-lei-laboral-belgica-462871


Cena “de filme” mostra morte misteriosa de dezenas de melros !


Vídeo retrata a queda repentina de centenas de melros. Muitos não sobreviveram mas não se consegue perceber porquê.

O vídeo, que partilhamos mais abaixo, poderia ter sido incluído num filme ou numa série de ficção. Mas não foi.

O vídeo é real e mostra um momento invulgar que decorreu no México, na semana passada, no dia 7 de Fevereiro.

As imagens, retiradas de uma câmara de vigilância colocada numa rua da cidade Cuauhtémoc, retratam a queda repentina de centenas de melros, junto a uma casa, ou mesmo para a parte superior da casa.

A maioria, aparentemente, sobreviveu. Muitos recuperaram de imediato e voaram. Mas algumas dezenas nunca mais se levantaram – uma filmagem posterior confirma a morte de muitos melros.

Mas o vídeo não mostra porque isto aconteceu. Uma electrocussão, talvez, num fio eléctrico onde os melros estavam.

Especialistas apontam para a poluição – aquecedores a lenha e agroquímicos – que levou a que as aves inalassem fumo tóxico.

Outras causas prováveis: baixas temperaturas, ave de rapina, ou um predador que originasse um choque forte com uma infraestrutura.

https://zap.aeiou.pt/imagens-de-filme-mostram-morte-misteriosa-de-dezenas-de-melros-462856

 

Putin: “Não suporto a ideia de haver guerra na Europa” !


Presidente da Rússia assegura que não quer criar conflito e pretende chegar a um acordo “que ainda não foi possível até agora”.

Foi mais um dos encontros entre líderes políticos muito aguardados, nos últimos tempos: Vladimir Putin esteve com Olaf Scholz e assegurou que não quer criar qualquer conflito com a Ucrânia.

O presidente da Rússia assegurou que não quer que a guerra volte à Europa: “Claro que não. Queremos um acordo que garanta a segurança de todos e ainda não houve uma resposta construtiva para a Rússia”.

“Não suporto a ideia de haver guerra na Europa”, acrescentou Putin, depois de Scholz ter dito que cresceu numa geração que nem pensa na existência de guerras. “Sou da mesma geração”, lembrou o líder russo, que tem 69 anos, mais seis do que o chanceler da Alemanha.

No entanto, Vladimir Putin não quis falar sobre a retirada de militares russos da zona da fronteira com a Ucrânia, anunciada nesta terça-feira pelo Ministério da Defesa russo.

O presidente da Rússia pretende alcançar o acordo “que ainda não foi possível até agora” e está à espera de uma decisão “que seja feita do outro lado do Atlântico“.

Putin disse que a liderança da Ucrânia “recusa-se a considerar” o ponto de vista da Rússia, alegando que os acordos de Minsk não estão a ser cumpridos.

O protocolo de Minsk foi assinado em 2014 por representantes de Ucrânia, Rússia, República Popular de Donetsk e República Popular de Lugansk, terminando com o conflito no leste da Ucrânia. O documento prevê que o governo ucraniano deve descentralizar o poder, permitindo governação local em Donetsk e Lugansk, que seriam zonas com “estatuto especial”.

Olaf Scholz sublinhou que o “importante é manter o diálogo vivo entre a Rússia e a Alemanha e que outros se possam juntar”.

“Esta é a crise mais tensa em muitos anos e foi nesse contexto que mantivemos o nosso diálogo. Estamos a monitorizar a situação e não encontramos razão para tão grande número de tropas junto à fronteira com a Ucrânia. Temos de encontrar uma solução de paz. Algumas destas tropas terão de abandonar os seus postos atuais e a partir daí começaremos as nossas negociações”, explicou o líder alemão.

O chanceler acha que a retirada de tropas russas “é um bom sinal” mas espera outros bons sinais. E deixou ainda um alerta: “Um ataque à Ucrânia poderia ter consequências e temos de evitá-lo”.

Ciberataque na Ucrânia

Também nesta terça-feira o portal do Ministério da Defesa da Ucrânia foi alvo de um ataque informático e ficou indisponível.

O centro de segurança da informação da Ucrânia informou que o ataque também atingiu dois bancos locais: “Não está descartado que o agressor tenha utilizado tácticas de pequenos truques sujos porque os seus planos agressivos em grande escala não estão a funcionar”.

https://zap.aeiou.pt/putin-nao-quer-guerra-462843


VIH: Primeira mulher curada na História !


Transplante de sangue do cordão umbilical: “O facto de esta pessoa ser mestiça e ser mulher é muito importante”.

Uma equipa de cientistas e investigadores em Denver, Colorado (Estados Unidos da América) anunciou nesta terça-feira que curou uma mulher que tinha o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que origina a SIDA.

Até este anúncio já tinham sido divulgados dois casos de cura do vírus da SIDA. O primeiro caso foi o de Timothy Ray Brown, em 2007, graças a um transplante de medula óssea; Timothy acabou por morrer em 2020, devido a um cancro. O segundo caso foi o de Adam Castillejo, em 2016, igualmente depois de um transplante de medula óssea. O vírus desapareceu, mas os dois homens ficaram com efeitos colaterais graves.

Agora foi apresentado o caso de uma mulher, cujo nome e cuja idade não foram revelados, para já. Soube que era portador do VIH em 2013. A medicação foi mantendo os níveis de vírus em baixo. Em 2017, foi diagnosticada com leucemia mielóide aguda.

Neste processo não houve transplante de medula óssea. O método inovador foi um transplante de sangue do cordão umbilical de um dador parcialmente compatível – o que dá esperança para a cura de muitas pessoas, de etnias diferentes.

Os transplantes de medula óssea “obrigam” a que as células estaminais adultas sejam provenientes de uma pessoa com etnia semelhante ao paciente. Neste novo o processo o leque de opções será muito maior porque não há essa “necessidade” de relação étnica.

Além disso, um transplante de medula óssea pode originar consequências graves – tal como aconteceu com Timothy Ray Brown e com Adam Castillejo – porque é uma intervenção muito invasiva e arriscada.

Neste caso, e 14 meses depois do transplante, não há relato de qualquer efeito colateral grave. Nem há indícios de que o VIH continua no sangue da paciente, e não parece ter anticorpos detectáveis para o vírus.

A mulher recebeu ainda sangue de um parente próximo, para o seu corpo ter defesas imunológicas temporárias, enquanto o transplante acontecia. Saiu do hospital 17 dias depois da intervenção.

“O facto de ela ser mestiça e ser mulher é muito importante cientificamente e muito importante em termos de impacto na comunidade”, comentou o especialista Steven Deeks, citado pelo jornal The New York Times.

Quase 38 milhões de pessoas vivem com SIDA. Há medicamentos que “suavizam” os efeitos do vírus, mas continua a não haver uma cura generalizada e eficaz.

https://zap.aeiou.pt/sida-primeira-mulher-curada-na-historia-462943

 

Banido para sempre de apps de encontros, “Impostor do Tinder” aposta numa nova carreira !


O documentário “O Impostor do Tinder”, lançado pela Netflix, tem sido um sucesso e expôs, a nível mundial, o israelita Simon Leviev que enganou várias mulheres com ilusões de amor. Agora, e após ter sido banido da app de encontros, Leviev quer aproveitar a fama para triunfar em Hollywood.

Fontes próximas de Leviev garantem ao site TMZ que ele já está a trabalhar com um gestor de talentos para iniciar uma carreira em Hollywood.

O “Impostor do Tinder” planeia escrever um livro e ter um programa de encontros, onde várias mulheres disputem o seu amor, avança ainda o site de celebridades.

Além disso, gostaria de liderar um podcast dedicado a esta área, onde poderia partilhar dicas do que fazer ou não fazer num encontro, por exemplo, de acordo com a mesma fonte.

A ideia de Simon Leviev é aproveitar a fama que conseguiu com o documentário da Netflix, onde mulheres que conheceu no Tinder contam como ele as enganou, levando-as a emprestarem-lhe dinheiro e até a fazerem empréstimos avultados para o ajudar.
Milionário, mas só a fingir…

Leviev fingia que era um milionário ligado ao negócio dos diamantes.

Assim, conquistava as mulheres, levando-as a crer que estava apaixonado por elas, para depois lhes revelar que estaria a ser ameaçado pelos seus “inimigos”, no âmbito dos diamantes, e que, por questões de segurança, não podia usar nem os cartões de crédito, nem as contas bancárias.

Começava, então, a pedir-lhes dinheiro emprestado, para depois desaparecer sem lhes pagar um cêntimo.

O israelita colocou em marcha uma espécie de esquema Ponzi, ou seja, em pirâmide, que passava por enganar mulheres umas atrás das outras, usando o dinheiro que lhe era emprestado por umas para conquistar as outras e ter uma vida de luxo.

Leviev terá levado as suas vítimas a darem-lhe cerca de 10 milhões de dólares, enganando mulheres em vários países do mundo.

Nunca foi acusado, nem condenado pelas alegadas fraudes contra estas mulheres que, deliberadamente, lhe emprestaram dinheiro, caindo na sua “cantiga do bandido”.

Foi detido em 2019, em Israel, por estar a usar um passaporte falso e acabou condenado a 15 meses de prisão. Mas só passou cinco meses preso, beneficiando de uma amnistia, durante a pandemia, no âmbito de um programa que visou reduzir a população prisional para controlar a propagação da covid-19.

Banido do Tinder e de outras apps de encontros

Entretanto, foi banido do Tinder por ter violado os termos de utilização da app de encontros, nomeadamente devido à “falsificação de identidade” e ao facto de ter “solicitado dinheiro”.

A sua conta foi eliminada e se tentar voltar a criar algum perfil, os responsáveis do Tinder asseguram que voltarão a bani-lo, caso o detectem, como já anunciaram. A medida foi tomada em 2019 depois de a sua história ter sido divulgada por um jornal norueguês.

“Fizemos investigações internas e podemos confirmar que Simon Leviev não está mais activo no Tinder sob nenhum dos seus pseudónimos conhecidos”, garantem fontes oficiais do Tinder. Leviev usou vários nomes para enganar as suas vítimas e as autoridades.

Entretanto, a empresa que detém o Tinder, a Match Group, anunciou que Leviev foi banido das diversas apps de que é proprietária, incluindo Match.com, Meetic, OkCupid, Hinge, PlentyOfFish e OurTime. Este grupo detém o que é definido como “o maior portefólio do mundo” de produtos de namoro.

https://zap.aeiou.pt/impostor-do-tinder-carreira-hollywood-462983


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Grupo de hackers está a incriminar pessoas por crimes que não cometeram !


Um estudo recente mostra as táticas de um grupo de cibercrime conhecido por plantar provas incriminatórias nos dispositivos de ativistas na Índia.

Durante pelo menos uma década, um grupo de hackers tem atingido pessoas na Índia, usando os seus poderes digitais para colocar provas fabricadas de atividade criminosa nos seus dispositivos.

De acordo com o Gizmodo, essas provas falsas, em determinadas situações, fornecem um pretexto para a detenção das vítimas.

Um estudo publicado esta semana pela empresa de segurança cibernética Sentinel One revela detalhes sobre o grupo, mostrando a forma como os seus truques digitais têm sido utilizados para vigiar e atingir “ativistas dos direitos humanos, defensores dos direitos humanos, académicos, e advogados” em toda a Índia.

O grupo, a que os investigadores chamaram “ModifiedElephant”, está focado em espionagem, mas por vezes intervém para, aparentemente, incriminar os seus alvos de crimes.

O objetivo do ModifiedElephant é a vigilância a longo prazo que, por vezes, termina com a entrega de provas — ficheiros que incriminam o alvo em crimes específicos — dando prioridade a detenções convenientemente coordenadas.

Um dos casos está relacionado com o ativista Rona Wilson e seus associados, que em 2018, foram presos pelos serviços de segurança da Índia e acusados de conspiração para derrubar o governo.

As provas da suposta conspiração — incluindo um documento que detalha os planos de assassinato do primeiro-ministro do país, Narendra Modi — foram encontradas no portátil de Wilson.

Contudo, uma análise forense posterior do dispositivo mostrou que os documentos eram na realidade falsos e tinham sido plantados utilizando malware. Segundo os investigadores do Sentinel, foi o grupo de hackers que os colocou lá.

O caso, que ganhou maior relevo após ter sido coberto pelo The Washington Post, foi reaberto depois de o referido portátil ter sido analisado por uma empresa forense digital, a Arsenal Consulting, sediada em Boston.

A empresa forense concluiu que Wilson e os alegados co-conspiradores, assim como muitos outros ativistas, tinham sido alvo de manipulação digital.

“Conseguimos ligar o mesmo atacante a uma infraestrutura de malware que foi implantada ao longo de aproximadamente quatro anos, não só para atacar e comprometer o computador de Wilson durante 22 meses, mas também para atacar os seus co-arguidos no caso Bhima Koregaon e os arguidos noutros casos indianos de grande visibilidade”, explicou a empresa, num relatório.

De acordo com o relatório da Sentinel One, os ModifiedElephant utilizam ferramentas e técnicas comuns de hacking para ganhar controlo dos computadores das vítimas.

Os e-mails de phishing, normalmente adaptados aos interesses da vítima, são carregados com documentos maliciosos que contêm ferramentas de acesso remoto (RATs) comercialmente disponíveis — programas fáceis de usar disponíveis na dar web e que podem “sequestrar” computadores.

Mais especificamente, foi demonstrado que o grupo usa DarkComet e Netwire, dois conhecidos malwares.

Quando um utilizador é vítima de phishing com sucesso e o malware dos hackers é descarregado, o RAT permite aos hackers controlo sobre o dispositivo da vítima.

Os hackers podem então espiar as vítimas sem que elas se apercebam disso, ou, como no caso de Wilson, descarregar documentos falsos e incriminatórios para o dispositivo.

Como em tudo no mundo dos hackers, é difícil saber ao certo quem são realmente os ModifiedElephant.

No entanto, as provas reveladas sugerem que o grupo tem em mente os “interesses” do governo indiano, segundo a equipa de investigação.

“Observamos que a atividade da ModifiedElephant se alinha fortemente com os interesses do estado indiano e que existe uma correlação observável entre os ataques da ModifiedElephant e as detenções de indivíduos em casos controversos e políticos”, escrevem os investigadores. Mas os ModifiedElephant não são o único grupo que tem feito este tipo de coisas.

Pensa-se que um grupo completamente diferente conduziu operações semelhantes contra Baris Pehlivan, um jornalista na Turquia que foi preso durante 19 meses em 2016, depois do governo turco o ter acusado de terrorismo.

A investigação forense digital revelou mais tarde que os documentos utilizados para justificar as acusações de Pehlivan tinham sido plantados, tal como os que se encontram no portátil de Wilson.

“Muitas perguntas sobre este grupo de hackers e as suas operações permanecem”, escrevem os investigadores da Sentinel One, relativamente aos ModifiedElephant.

“Contudo, uma coisa é clara: os críticos dos governos autoritários de todo o mundo devem compreender cuidadosamente as capacidades técnicas daqueles que procurariam silenciá-los”, concluem.

https://zap.aeiou.pt/hackers-incriminam-pessoas-por-crimes-que-nao-cometeram-462580


“Ameaça séria à liberdade nos EUA”. Programa da CIA recolhe dados dos cidadãos em massa !


A carta é datada de Abril de 2021, mas só foi conhecida agora. Os Senadores Democratas Ron Wyden e Martin Heinrich falam num programa ilegal da CIA que recolhe os dados privados dos norte-americanos em massa.

A CIA tem continuado um programa secreto de recolha de dados privados dos norte-americanos em massa, de acordo com novos documentos confidenciais revelados por dois Senadores Democratas que pertencem ao Comité de Inteligência.

Ron Wyden, Senador do Oregon, e Martin Heinrich, Senador do Novo México, acusam a CIA de esconder o programa do Congresso e da população numa carta que enviaram aos responsáveis pela inteligência onde afirmam que este opera “fora da estrutura legal que o Congresso e o público acreditam que regula esta recolha”.

“É crítico que o Congresso não legisle sem ter conhecimento de um programa da CIA e que a população americana não seja enganada de forma a acreditar que as reformas em qualquer legislação de reautorização cobrem completamente a recolha dos registos da comunidade de inteligência”, criticam os Senadores.

Os dois Senadores, que são críticos frequentes da CIA, afirmam ainda que não podem adiantar informações mais específicas sobre os tipos de dados que foram violados e apelam a que sejam revelados mais detalhes sobre o programa.

A carta em questão foi enviada em Abril de 2021, mas só agora foi tornada pública e os documentos da CIA foram censurados. Tanto a CIA como a NSA estão geralmente impedidas de investigar cidadãos ou negócios americanos, mas recolhem comunicações estrangeiras que frequentemente incluem dados de norte-americanos.

As agências são obrigadas a ter protocolos de protecção dos dados dos americanos que incluem a censura de nomes de todos os cidadãos nos relatórios, a não ser que estes sejam relevantes para uma investigação.

“A CIA reconhece e leva muito a sério a nossa obrigação de respeitar a privacidade e as liberdades civis das pessoas nos Estados Unidos na conduta da nossa missão vital de segurança nacional. A CIA compromete-se com a transparência consistente com a nossa obrigação de proteger as fontes e os métodos de inteligência”, respondeu Kristi Scott, responsável pela privacidade e direitos civis da agência.

O painel de Supervisão da Privacidade e Liberdades Civis da CIA emitiu também uma série de recomendações rasuradas onde mostram que os analistas são avisados de que os cidadãos estão protegidos pelas leis e que a recolha dos seus dados tem de ter um propósito, no entanto, os analistas não são obrigados a lembrarem-se da justificação caso decidam avançar com a recolha da informação privada.

A revelação já foi condenada publicamente por Patrick Toomer, advogado da União Americana pelas Liberdades Civis, que considera que levanta “questões sérias sobre os tipos de informação que a CIA está a aspirar em massa e como a agência explora essa informação para espiar os americanos”.

Já Edward Snowden, ex-funcionário da NSA que denunciou a vigilância em massa aos norte-americanos e vive agora exilado, comentou o caso no Twitter. “Estão prestes a testemunhar um enorme debate político em que as agências de espionagem e os seus apologistas na TV vos vão dizer que isto é normal e ok que a CIA não sabe quantos americanos estão na base de dados ou como sequer ficaram lá. Mas isso não é ok”, escreveu.

O antigo congressista Republicano Justin Amash acusou ainda “agências trapaceiras como a NSA, o FBI e a CIA” de ser uma “ameaça mais séria à liberdade na América” do que “os inimigos de quem dizem que nos protegem”.

Já há décadas que a espionagem aos cidadãos nos Estados Unidos é um tema polémico e as preocupações intensificaram-se ainda mais com a aprovação do Patriot Act, em Outubro de 2001, na sequência dos ataques do 11 de Setembro.

Wyden e Heinrich já têm um historial de serem grandes críticos da espionagem em massa. Em 2013, Wyden questionou James Clapper, na altura o director da inteligência nacional, se a NSA recolhia dados de milhões de americanos, algo que Clapper negou.

Poucos meses depois, Edward Snowden revelou que as autoridades norte-americanas têm acesso aos dados privados dos cidadãos através de empresas tecnológicas e que mantém registos de emails, chamadas e outras informações pessoais. O caso agitou os EUA e o mundo e levou à alteração da legislação.

https://zap.aeiou.pt/ameaca-liberdade-eua-cia-dados-massa-462710


Quase dois anos após o início da pandemia, Ilhas Cook registam o primeiro caso de covid-19 !


Caso identificado foi o de um turista neozelandês que testou positivo após o regresso, sendo provável que estivesse infetado durante a sua estadia nas ilhas.

Quase dois anos após a Organização Mundial de Saúde ter decretado o início da pandemia da covid-19, há ainda territórios que, quase por milagre, têm escapado ao contágio. É o caso das Ilhas Cook, no sul do Pacífico, que até à última semana não havia detetado nenhum caso de contágio entre a sua comunidade.

No entanto, e de acordo com as explicações dadas por Mark Brown, primeiro-ministro do país, uma infeção por covid-19 foi detetada num turista neozelandês que deixara a ilha, após lá ter permanecido – e interagido com a comunidade – durante oito dias.

“É provável que essa pessoa estivesse infeciosa quando ainda estava cá e que o vírus se estivesse espalhado peça comunidade. Pode tratar-se de um caso de ‘transmissão silenciosa’, dado que os nossos níveis de vacinação são tão elevados que a proteção de que dispõem as pessoas infetadas permite-lhes ter sintomas ligeiros e nem se aperceber”, escreveu o responsável na sua página do Facebook.

De acordo com os números oficiais cerca de 99,6% da população das ilhas, 17 mil pessoas com mais de 12 anos, já tem a vacinação completa e 70% a sua dose de reforço, entre a população elegível.

Há um mês, as Ilhas Cook voltaram a permitir as viagens com a Nova Zelândia, sem que os passageiros tenham de cumprir quarentena – desde o início da pandemia que o país tinha estado fechado ao exterior.

Em Dezembro, as ilhas Cook reportaram o primeiro caso de covid-19 precisamente num indivíduo precisamente em isolamento após a entrada no país, pelo que não chegou a estar em contacto com os cidadãos do território. “O facto de termos uma percentagem tão elevada de proteção, vinda das pessoas vacinadas, dá-nos proteção substancial contra esta doença”, explicou Brown.

https://zap.aeiou.pt/quase-dois-anos-apos-o-inicio-da-pandemia-ilhas-cook-registam-o-primeiro-caso-de-covid-19-462655

 

A busca pelo amor levou a que os norte-americanos perdessem quase 900 milhões em burlas “românticas” em 2021!


Nos últimos anos, as burlas românticas têm recorrido mais a esquemas com criptomoedas. O maior aumento de casos de fraude foi entre os mais jovens.

Na proximidade do Dia dos Namorados, com o comércio e a sociedade a celebrarem o amor, é natural que muitos solteiros se sintam solitários. Mas esta busca pelo amor pode deixá-los vulneráveis a burlas, fraudes e esquemas.

O FBI estima que cerca de 24 mil norte-americanos foram burlados em mil milhões de dólares (cerca de 877 milhões de euros) em 2021, mas o número concreto só vai ser conhecido após a divulgação do relatório anual do Centro de Queixas Crime da Internet.

A Comissão Federal do Comércio (FTC) considera que o ano passado foi o mais lucrativo para estes burlões, com muitos a aproveitarem o anonimato ao pedirem transferências de dinheiro em criptomoedas.

De acordo com a Forbes, a FTC só reporta as fraudes que são denunciadas à Rede Sentinela do Consumidor (uma base de dados para esquemas e crimes como o roubo de identidade).

Os dados revelam que as perdas com as burlas românticas subiram para os 547 milhões de dólares em 2021 (480 milhões de euros), uma subida em relação aos 307 milhões registados em 2020 e aos 202 milhões perdidos em 2019.

Cerca de 25% das perdas denunciadas à FTC foram pagas com criptomoedas e registou-se um aumento do número de burlões que enganaram as vítimas ao aconselharem-nas a fazer investimentos fraudulentos.

O maior aumento de casos notou-se nas faixas etárias entre os 18 e os 29 anos, mas os mais jovens tiveram uma perda média de apenas 750 dólares, enquanto que as vítimas acima dos 70 anos registaram perdas, em média de 9000 dólares.

Em 2021, os cartões de presente foram o método de pagamento mais usado (28%), seguindo-se as criptomoedas (18%), as aplicações de pagamentos (14%), as transferências bancárias (13%) e as transferências eletrónicas (12%).

Mais de um terço das vítimas foi inicialmente contactada através do Facebook ou do Instagram, apesar de muitas também terem conhecido os burlões em aplicações de namoro.

https://zap.aeiou.pt/americanos-milhoes-burlas-romanticas-462342


Rússia dá sinais de recuo com retirada de militares da fronteira mas a Ucrânia só acredita vendo !


As forças militares russas posicionadas há semanas perto da fronteira ucraniana começaram a regressar às suas bases, anunciou hoje o Ministério da Defesa russo, quando o Ocidente já se preparava para uma iminente operação militar.

“As unidades dos distritos militares do Sul e do Oeste, que cumpriram as suas tarefas, já começaram a embarcar em meios de transportes ferroviários e rodoviários e iniciarão hoje o retorno às suas bases”, disse o porta-voz do ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, citado pelas agências de notícias russas.

Este anúncio é o primeiro sinal de um recuo de Moscovo na crise com a Ucrânia e os países ocidentais que dura desde o final de 2021.

A retirada também ocorre antes da reunião marcada para esta terça-feira entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, que será recebido no Kremlin após uma visita do seu homólogo francês, Emmanuel Mácron, na semana passada.

“Sempre dissemos que, após a conclusão dos exercícios, as tropas retornarão às suas guarnições originais. É isso que está a acontecer, é o processo habitual“, salientou o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, aos jornalistas.

Ucrânia desconfia das intenções russas

“Juntamente com os nossos parceiros, conseguimos evitar qualquer nova escalada por parte da Rússia”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, citado pela agência francesa AFP, reagindo ao anúncio de retirada dos russos.

Contudo, a Ucrânia olha com desconfiança para estes desenvolvimentos. Kuleba referiu que tem havido “declarações diferentes da Federação Russa a todo o momento”.

“Temos uma regra: não acreditamos quando ouvimos, mas quando vemos“, sublinhou Kuleba numa conferência de imprensa.

“A situação permanece tensa, mas sob controlo”, acrescentou o ministro.

Analistas internacionais também falam do assunto com cautela. O comentador português Nuno Rogeiro diz à Rádio Renascença que este sinal russo “pode querer indicar que está a haver algum avanço no campo da diplomacia e da negociação”.

Contudo, Rogeiro nota que ainda há “um risco muito grande de haver um conflito”.

Mas a aparente retirada de tropas russas é um claro sinal de esperança e os mercados financeiros já estão a reagir de forma positiva.

“A ausência de acção armada na fronteira com a Ucrânia e as indicações sobre a vontade de falar parecem suficientes para acalmar os nervos do mercado“, nota à BBC Michael Leister, o chefe de estratégia de taxas de juros do Commerzbank, o maior banco comercial da Alemanha.
Adesão à NATO pode esperar

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reforçou, na segunda-feira, a intenção do país em aderir à NATO, referindo a necessidade de “garantir a sua segurança”. Essa adesão é desconfortável à Rússia.

Contudo, esta ideia da adesão à NATO pode acabar por ser adiada, até porque os países desta Aliança nunca colocaram uma data nesse processo, embora se tenham manifestado favoráveis à entrada da Ucrânia.

Assim, pode haver aqui recuos de parte a parte, sendo que o conflito armado aberto não interessa a ninguém – nem sequer aos russos que teriam a sua economia bastante afectada.

Nesta altura, a reunião de hoje, entre Putin e Scholz, é vista como uma última esperança para impedir um conflito imediato.

Mas se as coisas não correrem bem, há analistas que acreditam que Putin atacará a Ucrânia mal o avião com Scholz deixe o espaço aéreo russo.

A tensão entre Kiev e Moscovo aumentou desde novembro passado, depois de a Rússia ter estacionado mais de 100.000 soldados perto da fronteira ucraniana, o que fez disparar alarmes na Ucrânia e no Ocidente, que denunciou os preparativos para uma invasão daquela ex-república soviética.

Em dezembro, a Rússia exigiu garantias de segurança por parte dos Estados Unidos e da NATO para impedir que a Aliança Atlântica se expandisse mais para o leste e estacionasse armas ofensivas perto de suas fronteiras.

Moscovo escreveu recentemente uma carta a todos os países membros da NATO e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), pedindo-lhes que se posicionassem sobre o que entendem por segurança indivisível na Europa.

A Rússia alega que tem o direito soberano de estacionar tropas em qualquer lugar do seu território e denuncia o fornecimento massivo de armas à Ucrânia pelo Ocidente.

https://zap.aeiou.pt/russia-recuo-ucrania-462706


Guterres oferece mediação para evitar guerra “desastrosa” na Ucrânia !


Português falou ontem ao telefone com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e da Ucrânia e diz que avançar para o confronto é um salto para o vazio.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou na segunda-feira que uma guerra na Ucrânia seria “desastrosa” e disse que ofereceu os seus bons ofícios para encontrar uma solução diplomática para a tensão atual.

“Estou profundamente preocupado com o aumento das tensões e especulações sobre um possível conflito militar na Europa. O preço em sofrimento humano, destruição e dano à segurança europeia e global é demasiado alto para ser contemplado”, disse Guterres em declarações aos jornalistas citado pela Efe.

De acordo com o líder das Nações Unidas, não se deve aceitar “sequer a possibilidade de um conflito tão desastroso”.

Para António Guterres este é o momento de reduzir tensões e de se assistir a uma redução da escalada sobre o terreno, assim como de evitar as “retóricas incendiárias”. “A minha mensagem é clara: não há alternativa à diplomacia”, insistiu Guterres, que ontem falou com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, e da Ucrânia, Dmitro Kuleba.

O secretário-geral da ONU mostrou-se esperançoso nos contactos diplomáticos entre as várias partes, mas sublinhou que é necessário fazer mais, devendo intensificar-se esses esforços.

Nesse sentido, referiu que ofereceu os seus bons ofícios e que “não deixará nenhuma pedra sem se mover na busca por uma solução pacífica”. “Trocar a diplomacia pelo confronto não é ultrapassar uma linha, é um salto para o vazio”, disse.

A Rússia tem deslocados cerca de 100 mil soldados na fronteira com a Ucrânia e realiza exercícios militares no mar Negro e na Bielorrússia, a poucos quilómetros de Kiev, o que faz temer a ocidente que se possa estar a preparar um ataque próximo contra o país vizinho.

A Ucrânia, no entanto, não vê sinais de uma invasão russa ainda esta semana, adiantou o secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa do país, Oleksiy Danílov.

Entretanto, a Rússia disse que ainda há possibilidades para a diplomacia na sua contenda com o ocidente sobre as garantias de segurança que exige para evitar a aproximação da NATO às suas fronteiras, o que parece mostrar a sua disposição para reduzir a escalada no conflito.

https://zap.aeiou.pt/guterres-oferece-mediacao-para-evitar-guerra-desastrosa-na-ucrania-462676

 

Ransomware: EUA recordista, Portugal fora dos 30 países mais atacados !


Mais de 10 mil ataques no segundo semestre de 2021. Pódio dos países mais afectados por estes ataques tem ainda Reino Unido e Canadá.

Portugal está no 31.º lugar dos países mais afectados por ataques de ransomware, ao longo do segundo semestre de 2021.

A designação ransomware é um mecanismo de tentativa de extorsão. Os piratas informáticos bloqueiam o acesso ao computador e exigem um resgate (ransom, em inglês) para esse acesso ser desbloqueado.

O relatório semestral Threat Landscape Report, elaborado pela empresa S21sec, encontrou um total de 10.500 novas vulnerabilidades ao longo dos últimos seis meses do ano passado, em 101 países. Metade dessas ameaças foi considerada crítica ou elevada. Os meses mais agitados foram Agosto e Dezembro, com praticamente duas mil vulnerabilidades em cada.

Entre os países que foram abrangidos pelo estudo, registaram-se 1.694 vítimas de ransomware, no mesmo semestre.

O país mais “atacado” foram os Estados Unidos da América, com 757. Seguiram-se Reino Unido e Canadá. Portugal surge no 31.º posto.

Electrónica de consumo e imobiliário/construção foram os sectores de empresas mais atingidos, com 160 casos cada.

Hugo Nunes, responsável da empresa, explicou que uma das principais falhas de segurança tem sido a “exploração das vulnerabilidades existentes na infraestrutura alvo”.

Por isso, “é importante que as empresas tenham em consideração este tipo de ameaça e que se concentrem na actualização e na manutenção das suas infraestruturas”.

https://zap.aeiou.pt/ransomware-eua-recordista-portugal-fora-dos-30-paises-mais-atacados-462785

 

“Morte a Joe Biden”. Afegãos protestam após os EUA apreenderem as reservas do país — E talibãs ameaçam retaliar !


Biden assinou uma ordem executiva que define que parte das reservas do Banco Central do Afeganistão que estão congeladas desde Agosto seja dada às famílias das vítimas do 11 de Setembro. A decisão está a motivar protestos em massa no Afeganistão e os talibãs ameaçam retaliar.

A decisão foi conhecida na sexta-feira e foi rapidamente criticada. Joe Biden assinou uma ordem executiva que permite que sete dos nove mil milhões de dólares em bens congelados do Banco Central do Afeganistão sejam agora libertados e que metade seja dada às famílias das vítimas dos ataques do 11 de Setembro.

Os fundos em questão foram depositados nos Estados Unidos e congelados após a tomada do poder pelos talibãs em Agosto para serem depois eventualmente usados para ajudar a população do país, onde a população está a passar fome.

Biden quer agora que metade deste dinheiro — 3.5 mil milhões de dólares — sejam dados às vítimas do 11 de Setembro, permitindo aos EUA tomar posse dos activos de outro país ao serem depositados na Reserva Federal de Nova Iorque.

As famílias das vítimas dos ataques já exigem uma compensação financeira aos talibãs há anos e os apelos subiram de tom depois do grupo voltar ao poder no Afeganistão, regresso esse que levou ao congelamento dos bens.  

Estes pedidos ainda vão ser litigados em tribunal e os representantes da Casa Branca lembram que o descongelamento do dinheiro é preciso para que o processo avance e que este é apenas o primeiro passo. Já há vários meses que a administração Biden estava a ponderar sobre o que fazer com o dinheiro perante os pedidos das vítimas.

Os EUA vão ainda colocar as restantes reservas num fundo “separado e distinto” da ajuda humanitária norte-americana que está a chegar ao Afeganistão. “Planeamos ter muitas consultas nos próximos meses, incluindo com a comunidade afegã, sobre a gestão e o uso dos fundos que queremos libertar”, afirma a Casa Branca.

“As pessoas do Afeganistão estão a enfrentar muitos desafios com a dependência na ajuda económica, secas severas, a covid-19 e a corrupção interna. As reservas do Banco Central Afegão não têm sido acedidas há meses por causa da incerteza sobre quem pode autorizar as transações na conta, mas também por causa das litigações pendentes das vítimas do 11 de Setembro e de outras vítimas de terrorismo”, revela Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado.

Price acrescenta ainda que a Casa Branca não sabe quanto tempo é que o processo em tribunal vai demorar, mas lembra que a “situação humanitária e económica no Afeganistão continua a deteriorar-se” para justificar a decisão de Biden.

A escolha do chefe de Estado de dividir o dinheiro está a ser criticada por vários ângulos. Por um lado, um grupo que representa as famílias do 11 de Setembro argumenta que os familiares de todas as vítimas — e não só daquelas que abriram os processos — devem ser compensadas e tratadas de forma igual.

Por outro, alguns imigrantes e refugiados afegãos nos EUA concentraram-se ainda em frente à Casa Branca, acusando Biden de os trair e de estar abertamente a roubar um outro país.
“O dinheiro é do povo do Afeganistão”

Mas as críticas mais duras partem dos activistas no Afeganistão que afirmam que a divisão do dinheiro vai prejudicar a população afegã, que já está numa situação precária e nada teve a ver com o 11 de Setembro.

Os talibãs já reclamaram o direito aos fundos, mas os EUA recusam reconhecer a legitimidade do Governo do grupo radical. “O roubo dos fundos bloqueados à nação afegã pelos Estados Unidos mostra o baixo nível da humanidade do país“, criticou Mohammad Naeem, porta-voz dos talibãs, no Twitter.

Já esta segunda-feira, o Governo talibã ameaçou “reconsiderar a sua política” relativamente aos Estados Unidos se Washington não recuar. “Os ataques de 11 de setembro não têm nada a ver com o Afeganistão”, disse o vice-porta-voz, Inamullah Samangani, em comunicado, qualificando a apreensão dos activos como “um roubo”.

O Banco Central do Afeganistão também já pediu a Biden que reverta a ordem executiva e liberte a totalidade dos fundos, alegando, que as verbas pertencem ao povo afegão e não a um Governo ou partido.

A decisão motivou protestos por todo o país desde sábado, com os cidadãos a saírem à rua e a exigirem uma indemnização a Washington pela morte e destruição causada pela guerra de 20 anos que chegou ao fim em Agosto de 2021.

“E o nosso povo afegão que fez muitos sacrifícios com milhares de perdas de vidas?”, questionou o organizador da manifestação, Abdul Rahman, citado pela Associated Press. Rahman acrescenta ainda que há mais manifestações planeadas e sublinha que o “dinheiro pertence ao povo do Afeganistão, não aos Estados Unidos”.

As manifestações tiveram como palavras de ordem “Morte a Joe Biden” e “Morte à América”. “Se alguém merece compensação, deve ser os afegãos”, defendeu hoje o presidente da Associação de Corretores da Bolsa do Afeganistão, Mir Afghan Safi, que participou do protesto desta manhã em Cabul.

“As duas torres [do World Trade Centre, em Nova Iorque] foram destruídas [a 11 de setembro de 2001], mas, no nosso caso, foram todos os distritos e todo o país que foram destruídos”, acrescentou.

Torek Farhadi, consultor financeiro do ex-governo do Afeganistão apoiado pelos EUA, também questionou se a ordem de Biden é legal a nível internacional. “A decisão de Biden é unilateral e não condiz com a lei internacional”, refere, sublinhando que “nenhum outro país toma tais decisões de confisco sobre as reservas de outro país”.

Já esta segunda-feira, o Governo talibã ameaçou “reconsiderar a sua política” relativamente aos Estados Unidos se a medida não for revertida. “Os ataques de 11 de Setembro não têm nada a ver com o Afeganistão”, disse o vice-porta-voz Inamullah Samangani, qualificando a apreensão dos activos como “um roubo”.

O antigo Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, também condenou a decisão “injusta” de Biden e apelou a que o chefe de Estado norte-americano recue, lembrando que os afegãos também foram vítimas da Al-Qaeda.

“O povo do Afeganistão partilha da dor do povo americano, partilha a dor das famílias daquelas que morreram na tragédia do 11 de Setembro. Apreender o dinheiro do povo do Afeganistão em seu nome é injusto e é uma atrocidade“, critica.

Recorde-se que o Afeganistão esteve mergulhado em guerras quase 40 anos, o que o tornou um dos países mais pobres do mundo. O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico anunciou hoje que irá organizar no próximo mês, em conjunto com a ONU, uma cimeira para responder às necessidades crescentes do Afeganistão.

A ONU espera arrecadar 3,8 mil milhões de euros para ajudar os mais de 24,4 milhões de cidadãos afegãos que precisam de ajuda humanitária urgente para sobreviver, num momento em que mais de metade do país enfrenta fome severa.

https://zap.aeiou.pt/morte-joe-biden-afegaos-protestam-462732


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Rússia pode atacar em 48 horas, avisa Boris - Kiev reitera intenção de aderir à NATO !


A Rússia tem repetidamente exigido que a Ucrânia nunca entre na NATO para aliviar as tensões, mas o país reiterou hoje a intenção de integrar a aliança atlântica. Zelensky convidou ontem Biden a visitar Kiev.

O embaixador ucraniano no Reino Unido, Vadym Prystaiko, afirmou hoje à BBC que o país seria “flexível” na sua intenção de integrar a NATO, referindo que a Ucrânia é um país “responsável”, cita o The Guardian.

Recorde-se que a Rússia tem repetidamente afirmado que a integração da Ucrânia na NATO é um acto de agressão por parte do Ocidente e tem exigido garantias de que este cenário nunca se colocará em troca do alívio das tensões e da retirada das tropas da fronteira.

Actualmente, a Ucrânia não é um membro da aliança atlântica, mas foi-lhe prometida em 2008 uma oportunidade futura de entrar. Em 2019, foi feita uma revisão constitucional no país que definiu a integração na NATO como um objectivo.

Caso se concretize, esta decisão levaria a aliança militar liderada pelos Estados Unidos até à fronteira russa, algo que o Kremlin considera uma linha vermelha.  

“Podemos (não aderir), especialmente a ser ameaçados assim, intimidados assim”, afirmou Prystaiko, questionado se Kiev mudaria a sua posição de integrar a NATO.

Os comentários do embaixador foram rapidamente clarificados por um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Kiev, que afirmou que as declarações foram descontextualizadas.

“O embaixador Prystaiko afirmou correctamente na sua entrevista que a prospeção da integração na NATO está estabelecida na Constituição da Ucrânia, apesar da Ucrânia não ser de momento um membro da NATO ou de qualquer outra aliança de segurança”, escreveu Oleg Nikolenko no Facebook.

O responsável reforça que o essencial são as “garantias de segurança” e que as “ameaças à Ucrânia existem aqui e agora”, mas reforça que não pode ser tomada nenhuma posição que vá contra a Constituição.

Prystaiko também esclareceu a sua posição, afirmando que nunca disse que a Ucrânia está a ponderar abandonar a intenção de se juntar à NATO. “Não somos um membro da NATO agora e para evitar a guerra, estamos prontos para várias concessões e é isso que estamos a fazer nas conversas com os russos”, afirma.

“Não é um adiamento das nossas ambições, mas não estamos na família agora por isso temos de olhar para outras opções, como os acordos bilaterais com o Reino Unido ou com os Estados Unidos. Além da NATO, estamos a olhar para outros acordos que nos permitam sobreviver a este problema em particular agora”, remata.

Esta manhã, Boris Johnson avançou ainda que um ataque russo pode avançar já nas próximas 48 horas, uma situação que considera “extremamente preocupante” e “muito, muito perigosa”. O primeiro-ministro britânico apelou ainda a que o Ocidente se una e que não troque o direito da adesão da Ucrânia à NATO.

Johnson deixou ainda um aviso a Vladimir Putin. “Estamos à beira do precipício mas ainda há tempo para o Presidente Putin voltar atrás”, alerta Boris, acrescentando que uma invasão seria “um erro desastroso” para Moscovo.
Zelensky convida Biden a ir a Kiev

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estendeu ainda ontem um convite a Joe Biden para que o chefe de Estado norte-americano visite Kiev nos próximos dias, algo que descreve como um “sinal poderoso” de união entre os dois países. Esta segunda-feira, o chanceler alemão Olaf Scholz também tem encontros marcados na Ucrânia e na Rússia.

“Estou convencido de que sua chegada a Kiev nos próximos dias, que são cruciais para estabilizar a situação, será um sinal poderoso e contribuirá para a desescalada” da tensão, referiu o líder da Ucrânia numa conversa telefónica com Joe Biden.

De acordo com a Presidência ucraniana, os líderes ucranianos e norte-americano reafirmaram a unidade de posições sobre a “importância de continuar os esforços políticos e diplomáticos para desbloquear o processo de paz” para o leste da Ucrânia e restaurar a estabilidade na zona.

Segundo a Casa Branca, Joe Biden reiterou o seu compromisso com a soberania e a integridade territorial da Ucrânia face a um eventual ataque da Rússia e garantiu que os Estados Unidos responderão de forma “rápida e decisiva”, em conjunto com os seus aliados, a uma eventual agressão militar.

Esta conversa decorreu no mesmo dia em que Kiev exigiu uma reunião com Moscovo nos próximos dois dias depois das autoridades russas terem ignorado o ultimato para justificarem o envio de militares para a fronteira entre os países.

A Ucrânia invocou na sexta-feira o Documento de Viena sobre Redução de Riscos, exigindo que a Rússia forneça explicações detalhadas sobre as actividades militares perto da fronteira ucraniana. O documento é vinculativo e aplicável a todos os membros da OSCE.

“A Rússia não respondeu ao nosso pedido sobre o Documento de Viena” acerca de medidas destinadas a construir confiança e segurança, referiu o chefe da diplomacia ucraniana, Dmitro Kuleba, no Twitter.

“Exigimos uma reunião com a Rússia e todos os Estados participantes no prazo de 48 horas para discutir o reforço e a redistribuição ao longo de nossa fronteira e da Crimeia temporariamente ocupada”, acrescentou.

Kuleba lembrou ainda que a Rússia deve honrar os seus compromissos com a transparência militar para diminuir a tensão e melhorar a segurança de todos se quiser falar seriamente sobre segurança indivisível no seio da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
“Não podemos cometer o erro que cometemos com Hitler e com Estaline”

O antigo ministro ucraniano dos Transportes, apelou ainda à União Europeia que se una para travar as intenções imperialistas de Vladimir Putin. Em entrevista à TSF, Volodymyr Omelhan pediu que os países “não cometam o erro que cometemos com Hitler e com Estaline há 70 anos” porque “teria sido fácil travá-los no início“.

Para isto, o ex-Ministro recomenda a imposição de sanções económicas a Moscovo e a suspensão da construção do gasoduto Nord Stream 2 que liga a Rússia à Alemanha e o corte dos fluxos financeiros do exterior para os bancos russos. “Sairá muito mais caro concertar os efeitos da invasão do que preveni-la”, avisa.

Omelhan alerta ainda que a Ucrânia não é o único alvo de Putin. “Na cabeça deles não é apenas a Ucrânia, estão prontos a chegar ao canal da mancha, França, a Portugal e expandirem-se por toda a Ásia Central. Por isso, devemos levá-los a sério porque se amanhã invadirem a Ucrânia, no dia seguinte estarão na Polónia e vão tentar continuar”, sublinha.

Algumas companhias aéreas já começaram a cancelar voos com destino à Ucrânia ou a desviar as rotas, sendo que um voo com origem no Funchal e com destino a Kiev foi desviado para a Moldávia no sábado.

O ex-Ministro considera que esta resposta é exagerada. “Há muitos voos para Israel, África e outros países onde há guerra e ninguém acha que haja um grande risco. Na Ucrânia não há registo de bombardeamentos ou coisas do género”, conclui.

https://zap.aeiou.pt/kiev-nato-embaixador-flexivel-462509





Ingrid foi levada por nazis para criar “raça superior”, mas só descobriu meio século depois !

Ingrid von Oelhafen

Ingrid von Oelhafen tinha já 58 anos quando descobriu que tinha sido levada por nazis no âmbito de um projeto que tinha como objetivo cuidar de mulheres racial e geneticamente valiosas.

Quando Ingrid von Oelhafen tinha apenas três anos, a Alemanha estava ainda em ressaca da Segunda Guerra Mundial. Durante a guerra, o casal que a criava separou-se e Ingrid foi parar a um orfanato.

Mais tarde, já com 11 anos de idade, o seu pai reapareceu. Certo dia, o seu pai levou-a a uma consulta médica, na qual foi chamada de Erika Matko.

“Eu não sabia quem era a Erika, mas não perguntei”, lembrou Ingrid à BBC. Este era o nome que aparecia em todos os seus documentos oficiais, reparou depois.

Ingrid acabaria por falar com a empregada de limpeza da casa, que lhe confidenciou que o casal com quem a jovem estava não eram os seus pais biológicos.

Aos 13 anos, Ingrid foi para Hamburgo para morar com a mãe. Um ano depois encontrou algo que a deixou perplexa.

“Lembro-me de estar numa esquina e havia muitos pósteres da organização da Cruz Vermelha com fotos de crianças… e vi a minha própria cara. Fiquei atordoada. O meu corpo ficou dormente. As fotos eram de crianças deslocadas pela guerra ou tiradas das suas casas e a Cruz Vermelha estava a realizar uma campanha para reuni-las com as suas famílias”, contou Ingrid à BBC.

A jovem não teve coragem de confrontar a sua mãe e prosseguiu com a vida, também ignorando a identidade de Erika Matko.

“O meu diploma de fisioterapeuta tinha esse nome. Eu não podia mudar os nomes que estavam nos documentos”, salientou Ingrid.

Em 1999, quando já tinha 58 anos, Ingrid recebeu uma chamada da Cruz Vermelha a perguntar se desejava saber mais sobre os seus pais biológicos.

“Disse imediatamente que sim e eles colocaram-me em contacto com um historiador para me ajudar a descobrir um pouco sobre a minha história”, contou a jovem.

Enquanto isso, Ingrid encontrou algo estranho nos seus documentos: “Eu tinha uma ficha de vacinação contra a varicela. O documento foi assinado por um nazi, Dr. Hesch, e tinha o meu nome, data e local de nascimento. Dizia que eu era cidadã alemã. Mas também tinha a palavra Lebensborn”.

Ingrid nunca tinha ouvido falar da palavra e, por isso, decidiu fazer uma breve pesquisa na internet.

“O objetivo do Lebensborn é acomodar e cuidar de mulheres grávidas racial e geneticamente valiosas, que, após cuidadosa investigação das suas famílias e dos pais das crianças, podem dar à luz crianças igualmente valiosas”, lia-se no resultado da pesquisa.

Com o objetivo de criar uma “raça superior”, os nazis não só mataram milhões de pessoas, como também lançaram projetos para trazer novos “arianos” ao mundo.

“Lebensborn era um programa da SS e estabeleceu lares para as chamadas mães arianas. Além disso, também traziam crianças roubadas da Polónia, Noruega e Jugoslávia, para fins de germanização”, conta a fisioterapeuta. “Escolhiam bebés loiros com olhos azuis”.

O historiador concluiu que Ingrid vinha de uma região daquilo que é hoje a Eslovénia. Após contactarem as autoridades eslovenos descobriram a sua verdadeira identidade. A mãe chamava-se Helena e o pai chamava-se Johan Matko. Os dois tiveram uma filha chamada Erika. “Fiquei tão feliz. Foi uma sensação incrível!”, confessou Ingrid à BBC.

Posteriormente, recebeu uma carta a dizer que a filha do casal em questão ainda estava viva. Assim sendo, Ingrid não era Erika. Eram duas pessoas distintas.

Ingrid acabaria por conseguir localizar Erika, mas esta recusou conversar consigo — ao contrário de outras membros da família Matko, que até aceitaram fazer um teste de ADN. Os resultados revelaram que Ingrid “tinha mais de 90% de parentesco com essa família”.

Alguns anos mais tarde, Ingrid descobriu que o seu pai, Johan Matko, tinha sido um combatente da resistência que lutou contra a ocupação nazi da Jugoslávia. Johan foi capturado, enviado para um campo de concentração e a sua filha, Ingrid, foi afastada dos pais e levada para a Alemanha.

A pele branca, os cabelos loiros e os olhos azuis chamaram a atenção dos soldados nazis, que aproveitaram a criança para o programa Lebensborn.

O mesmo arquivo de documentos nazis que revelou a identidade do pai de Ingrid, também adensou ainda mais o mistério.

“Os documentos mostram que Erika Matko foi levada como parte do programa Lebensborn, mas também dizem que minha mãe veio com três filhos e saiu com três filhos”, conta Ingrid.

Assim, a outra menina era filha de uma outra família. A criança foi criada pelos pais biológicos de Ingrid, que não só lhe deram o nome de Erika Matko, como também nunca procuraram a sua filha biológica.

https://zap.aeiou.pt/ingrid-levada-nazis-raca-superior-461897


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