quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Covax tem, pela primeira vez, vacinas a mais para doar aos países mais pobres !


Iniciativa estima que as doações comecem a diminuir nos próximos meses, à medida que os países ricos fecham o ciclo da pandemia.

Depois de um ano a gerir os constrangimentos inerentes a um processo de vacinação global durante uma pandemia, a Covax, iniciativa internacional de partilha de vacinas contra a covid-19, tem finalmente vacinas a mais para doar pelos países mais pobres. De facto, nesta fase, o problema cinge-se mais à procura do que com a oferta, com a iniciativa a procurar um país, ou países, que necessitem de 300 milhões de doses.

Aquando do início do processo de vacinação – nas últimas semanas de 2020 e primeiras de 2021, dependendo dos territórios, – os países mais ricos do mundo adquiriam a maior parte das vacinas, inoculando as suas populações primeiro, criando um fosso de desigualdade também no que concerne às inoculações. Atualmente, mais de 70% das pessoas dos países ricos já foram vacinadas, ao passo que nos territórios mais pobres apenas um terço dos indivíduos estão imunizados por via da vacinação.

Quando a dificuldade deixou de ser a quantidade de vacinas disponíveis, os países enfrentaram dificuldades logísticas, como problemas nas cadeias de frio, mas também sociais, como hesitação vacinal ou falta de recursos económicos para apoiar a rede de distribuição.

Segundo a Reuters, em janeiro deste ano, a Covax tinha 436 milhões de vacinas para distribuir, mas os países abrangidos pelo programa pediram apenas 100 milhões de doses para serem distribuídas até ao final de maio. Esta foi a primeira vez em 14 rondas que a oferta por vacinas da covid-19 superou a procura.

Tal como explicou um porta-voz da Aliança Global para as Vacinas (Gavi), que administra a Covax juntamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Covax está agora numa situação em que há oferta atual suficiente para responder à procura, mas reconheceu que todo o o processo de vacinação que se segue à receção das vacinas tem falhas em vários países menos desenvolvidos.

“Só acabaremos com a lacuna da equidade de vacinas de uma vez por todas se pudermos ajudar os países a lançar os processos de vacinação rapidamente em em larga escala”, explicou o porta-voz. Ainda assim, ressalvou, que não forem atribuídas pela Covax nesta fase poderão ser alocadas no futuro.

No entanto, este atraso e o facto de existirem vacinas a mais é particularmente grave no caso das vacinas da Pfizer-BioNTech, que precisa de ser mantida a temperaturas ultra-negativas, a qual se tornou a principal vacina doada pelo programa global. Países africanos, como o Burundi e a Guiné-Conacri, têm lacunas em todas as etapas da cadeia de frio, tanto no que respeita ao território nacional como nos centros de distribuição locais, de acordo com uma investigação da UNICEF.

Este problema é naturalmente agravado pela falta de recursos económicos e reforça as preocupações de que a Covax não investiu com a devida rapidez nas infreaestruturas e equipamentos nos países que iriam receber as vacinas. Aliás, estima-se que as verbas destinadas a financiar estas iniciativas globais também comecem a escassear, à medida que que os países mais ricos começam a superar a pandemia.

De acordo com a Gavi, neste trimestre, apenas conseguiu angariar 195 milhões dos 5,2 mil milhões que estava a pedir, verba que será usada para adquiri e fazer o envio de vacinas, mas também fornecer seringas e apoio à entrega nos países mais pobres.

https://zap.aeiou.pt/covax-tem-pela-primeira-vez-vacinas-a-mais-para-doar-aos-paises-mais-pobres-464083

 

O problema nas sanções à Rússia: Se afectam a economia russa, afectam as economias ocidentais !


Especialistas não acreditam que os países do Ocidente vão deixar de importar energia da Rússia, ou anunciar sanções aos maiores bancos russos.

A partir do momento em que Vladimir Putin reconheceu a soberania das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, na Ucrânia, as reacções e as sanções multiplicaram-se.

A Comissão Europeia deverá condicionar as relações económicas entre a União Europeia e as duas regiões separatistas, prevendo também o congelamento de bens de dois bancos privados russos.

Os Estados Unidos da América repetem as sanções a dois bancos russos, alargando as sanções às “elites russas e respectivas famílias”.

Na Alemanha, o chanceler Olaf Scholz anunciou que vai interromper o processo de certificação do gasoduto Nord Stream 2, para distribuição de gás natural russo à Alemanha. Mas o impacto real de decisões como esta é reduzido.

Os analistas da X-Trade Brokers, a XTB, sublinham esta ideia e indicam que o impacto é limitado e que várias sanções anunciadas, até agora, “são apenas simbólicas“.

“É uma lista de sanções longa mas a maioria dessas sanções não terá um impacto material sobre a economia russa”, indicam os especialistas da XTB.

Sobre a suspensão do processo do Nord Stream 2, “não se pode excluir que a suspensão seja levantada mais cedo ou mais tarde”.

E as sanções aos dois bancos russos não envolvem os maiores bancos da Rússia: Sberbank e VTB Bank.

As sanções teriam de ser outras, para travar realmente Putin. Mas há um problema: “Quaisquer medidas que resultam num maior impacto na economia russa também significariam um impacto negativo nas economias ocidentais”.

As sanções mais fortes seriam outras duas: deixar de importar energia proveniente da Rússia – e esta seria “o maior golpe para a economia russa” – sanções aos dois bancos russos já mencionados.

No entanto, os países do Ocidente também seriam muito afectados. A suspensão na importação de energia “não está sequer a ser considerada”; aliás, o maior receio é que pode ser Putin a anunciar essa suspensão, o que aumentaria muito os preços da energia na Europa. E as sanções aos maiores bancos iriam também interferir nos investimentos ocidentais na Rússia.

https://zap.aeiou.pt/sancoes-russia-economia-ocidente-464192

 

Sites do Governo da Ucrânia alvo de ciberataque !


A Ucrânia já confirmou o novo ataque de negação de serviço distribuído, também conhecido pela sigla DDoS, a sites estatais.

Citado pela Fox News, Mykhailo Fedorov, ministro da Transformação Digital da Ucrânia, referiu que as contínuas perturbações dos websites do Governo são o resultado de um novo ataque em massa de DDoS.

“Por volta das 16 horas, começou outro ataque em massa de DDoS ao nosso Estado”, disse Fedorov, no Telegram.

“Temos dados relevantes de vários bancos e há também problemas de acesso a site do Verkhovna Rada [Parlamento] (já em funcionamento), do Gabinete de Ministros e do Ministério dos Negócios Estrangeiros“, acrescentou.

O governante disse ainda que os sites em funcionamento conseguiram “mudar o tráfego para outro fornecedor de serviço de modo a minimizar os danos”.  

Segundo a agência de notícias russa Interfax, os ataques de negação de serviço distribuído aproveitam os limites de capacidade que se aplicam a todos os recursos de rede, como a infraestrutura que viabiliza o site de uma empresa, enviando solicitações para o recurso Web invadido.

O objetivo é exceder a capacidade do site e impedir, assim, o seu normal funcionamento.

Na semana passada, quatro sites do Governo ucraniano foram afetados por um ataque DDoS, incluindo do Ministério da Defesa, o Ministério das Forças Armadas e dois dos maiores bancos do país. Na altura, as autoridades ucranianas sugeriram que o ataque DDoS era de origem russa.

Durante esta semana, à medida que a escalada de tensão entre a Ucrânia e a Rússia se intensifica, as autoridades ucranianas adiantaram que estavam em curso planos de hackers para lançar grandes ataques a várias instituições.

Kiev exige “garantias de segurança”

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, exigiu esta quarta-feira “garantias de segurança” para o seu país, por parte do Ocidente e de Moscovo, perante a ameaça de uma invasão russa.

“A Ucrânia precisa de garantias de segurança claras e concretas, imediatamente“, disse Zelensky durante uma conferência de imprensa, em Kiev, com os seus homólogos da Polónia, Andrzej Duda, e da Lituânia, Gitanas Nauseda.

“Creio que a Rússia deve estar entre os países que devem dar essas garantias claras de segurança”, acrescentou, lembrando que se ofereceu repetidas vezes para se encontrar com o Presidente russo, Vladimir Putin, na tentativa de encontrar uma solução para a crise.

Zelensky aproveitou a conferência de imprensa para agradecer aos seus homólogos polaco e lituano pelo apoio e pelas entregas de armas e equipamento militar a Kiev, dizendo que o que está em jogo, nas fronteiras do seu país, é o futuro da Europa.

“Estamos unidos na crença de que o futuro da segurança europeia está a ser jogado agora, aqui, na Ucrânia”, explicou, referindo-se à escalada de tensão na região de Donbass, depois de, na segunda-feira, Moscovo ter anunciado o reconhecimento das autoproclamadas repúblicas separatistas de Donetsk e de Lugansk.

O Conselho de Segurança da Ucrânia pediu hoje que seja instaurado um estado de emergência no país face aos receios crescentes de uma iminente invasão russa.

Kiev já tinha anunciado a mobilização de reservistas, dos 18 aos 60 anos, e apelado aos seus cidadãos para saírem da Rússia, país que acusa juntamente com o Ocidente de estar a preparar uma ofensiva em grande escala no território ucraniano.

Conselho Europeu convocado de urgência para quinta-feira

O presidente do Conselho Europeu convocou uma cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) para quinta-feira, em Bruxelas, para discutir a escalada da tensão entre Ucrânia e Rússia.

“O uso da força e da coerção para mudar fronteiras não tem lugar no século XXI. Convoco um Conselho Europeu especial para amanhã [quinta-feira] em Bruxelas para discutir os últimos desenvolvimentos relacionados com a Ucrânia e a Rússia”, anunciou o presidente do Conselho, Charles Michel, no Twitter.

A cimeira será realizada em formato presencial e está agendada para as 20:00 de Bruxelas (19:00 de Lisboa).

https://zap.aeiou.pt/sites-governo-ucrania-alvo-ciberataque-464188

 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Uma startup suíça afirma ter descoberto os autores de QAnon !


Dois estudos na Suíça e em França apontam para Paul Furber e Ron Watkins como os prováveis autores de mensagens que iniciaram o movimento QAnon.

Segundo a Silicon Republic, os autores da teoria da conspiração QAnon, que desempenhou um papel importante nos ataques de janeiro de 2021 no Capitólio dos Estados Unidos, há muito que estão envoltos em mistério.

Pela primeira vez, dois estudos distintos afirmam agora ter utilizado a tecnologia para identificar quem está realmente por detrás da QAnon.

Um estudo realizado pela startup suíça OrphAnalytics identificou Paul Furber e Ron Watkins como os dois indivíduos que é mais provável que sejam os autores das primeiras mensagens QAnon, que apareceram em finais de 2017 no antigo 4chan, fórum banido por divulgar mensagens de ódio.

Entretanto, um estudo francês realizado por investigadores da École Nationale des Chartes em Paris também encontrou os mesmos dois indivíduos e apontou-os como responsáveis pela teoria da conspiração viral.

Ambos os estudos foram conduzidos por equipas de linguistas forenses, que utilizaram a tecnologia computacional para analisar os estilos de escrita de uma lista de potenciais autores, realizada por jornalistas de investigação.

Através de exemplos retirados de textos anteriores, compararam o estilo de escrita com mensagens QAnon em 4chan e, mais tarde, em 8chan.

O QAnon é um movimento que junta várias teorias da conspiração e que surgiu nos Estados Unidos em 2017.

O movimento nasceu na extrema-direita norte-americana em fóruns na internet, onde um anónimo, que se identificava como “Q”, publicava informações falsas afirmando ter informações secretas de agências de segurança sobre a elite corrupta que lidera os EUA, formada por pedófilos satanistas que sequestram e sacrificam crianças.

Em outubro de 2020, conspiracionistas portugueses inspirados nas teorias QAnon apresentaram uma denúncia à Procuradoria-Geral da República, na qual sugerem que Portugal e Espanha são governados por uma elite pedófila que se dedica ao tráfico sexual de menores.

O grupo tem enfrentado proibições em grandes plataformas de comunicação social, tais como Facebook e Twitter.

“O QAnon vai alimentar os estudos sociais durante muito tempo, e talvez mesmo a história, como um dos movimentos mais singulares e preocupantes do nosso tempo. A identificação dos seus autores e das suas motivações é de grande importância para orientar futuros debates”, afirmou Lionel Pousaz, co-fundador da OrphAnalytics.

Quem são?

Os dois homens identificados, Furber e Watkins, são ambos figuras conhecidas de direita, envolvidas no mundo da tecnologia.

Furber, descrito pelo The New York Times como o “primeiro apóstolo” do movimento QAnon, é um criador de software e jornalista sul-africano.

Watkins é um administrador do website americano que concorre ao Congresso no estado americano do Arizona.

Os dois estudos afirmam que as mensagens publicadas no 4chan entre outubro e dezembro de 2017 sob o nome de Q são muito provavelmente o resultado de uma colaboração entre Furber e Watkins, com Furber a desempenhar o papel principal. Ambos os homens negaram as alegações.

A OrphAnalytics realça que quando o QAnon se mudou para o novo fórum 8chan, propriedade do pai de Watkins Jim, Watkins foi provavelmente o único autor das mensagens. Segundo os investigadores, os vestígios do estilo de escrita de Furber diminuem por esta altura, enquanto Furber criticou publicamente as mensagens de QAnon no 8chan.

Em entrevista ao The New York Times, Furber não negou que a sua escrita se assemelhava às mensagens publicadas por Q no 4chan.

Em vez disso, argumentou que os posts feitos por Q o tinham influenciado ao ponto de o seu estilo de escrita ter sido alterado para corresponder a Q. Watkins elogiou as publicações, mas também disse ao The New York Times que não era Q.
Como é que os estudos foram realizados?

Ambos os estudos utilizaram tecnologia informática para analisar os estilos de escrita pessoais de variados possíveis autores.

O estudo da OrphAnalytics baseou-se em modelos estatísticos que contam e comparam pequenas cadeias de caracteres para extrair uma assinatura individual da pessoa. Este método, segundo a OrphAnalytics, tem sido utilizado em “vários contextos criminais”.

Entretanto, o estudo na École Nationale des Chartes utilizou IA e machine learning para alimentar um modelo com fragmentos de extratos de escrita dos potenciais autores, até que o modelo aprendesse o estilo de escrita única de cada indivíduo — um método utilizado em estudos literários.

Florian Cafiero, investigador do Centro Nacional Francês de Investigação Científica e co-autor do estudo, referiu que é possível que o verdadeiro autor das mensagens QAnon “simplesmente não faça parte da nossa lista restrita“, mas acrescentou que os resultados de ambos os estudos são “bastante claros”.

“No segundo período [2018 em diante], uma semelhança estilística acidental entre Watkins e um autor ainda por identificar parece bastante improvável“, acrescentou o investigador.

Claude-Alain Roten, CEO da OrphAnalytics, partilhou a mesma confiança nos resultados. “O simples facto de duas abordagens muito diferentes apontarem para os mesmos indivíduos é, por si só, uma forte evidência. Porque unimos forças, podemos estar bastante confiantes nos nossos resultados”.

https://zap.aeiou.pt/uma-start-up-suica-autores-de-qanon-463936





“Isto é o início de uma invasão da Ucrânia”: Biden anuncia novas sanções contra a Rússia !


Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos, anunciou esta tarde as sanções do país à Rússia, que vão “muito além das impostas em 2014”.

“Ontem, Putin reconheceu duas regiões da Ucrânia como independentes e, de forma bizarra, considerou que já não fazem parte da Ucrânia”, começou por dizer o Presidente norte-americano, sublinhando que o seu homólogo russo “cortou um grande pedaço” do terreno soberano da Ucrânia.

“Isto é o início de uma invasão da Ucrânia“, frisou Joe Biden, lembrando que Vladimir Putin pediu autorização da Duma para enviar tropas para fora do país, um pedido entretanto aceite. “Acreditamos que Vladimir Putin preparou o raciocínio para justificar uma expansão mais profunda dentro do território ucraniano.”

Considerando que a Rússia “não tem direito” de declarar a existência de novos países em território ucraniano, salientou que esse reconhecimento dos movimentos independentistas nas regiões do leste “é uma flagrante violação do direito internacional“.

Desta forma, prosseguiu, os Estados Unidos vão avançar com sanções a dois bancos russos, assim como às “elites e seus familiares“.

“A partir de amanhã, e nos dias seguintes, vamos também impor sanções contra as elites russas e respetivas famílias que partilham dos ganhos corruptos das políticas do Kremlin, e também devem partilhar as dores”, explicou, citado pelo Observador.

Biden anunciou também mais um reforço de tropas norte-americanas nos países da NATO do leste da Europa. “São posições defensivas. Não temos intenção de lutar com a Rússia”, esclareceu o Presidente.

“Defender a liberdade vai ter custos, para nós, aqui em casa também”, disse Biden, garantindo, logo de seguida, que irá tentar “limitar a dor infligida aos americanos quando abastecerem os carros” – uma referência a uma possível subida nos preços do petróleo.

“Vou tomar medidas robustas para garantir que a dor das sanções é dirigida à economia russa e não à nossa”, assegurou.

O discurso à nação terminou com a esperança de “que a diplomacia ainda esteja disponível” para servir de solução e, assim, evitar “o sofrimento de milhões de pessoas”. Os Estados Unidos vão continuar a dialogar para evitar um conflito.

A União Europeia (UE) também anunciou, esta tarde, um pacote de sanções contra a Rússia, que surge após Vladimir Putin ter assinado, na segunda-feira à noite, um decreto que reconhece as autoproclamadas repúblicas de Lugansk e de Donetsk, no Donbass (leste da Ucrânia), e de ter ordenado a mobilização do exército russo para “manutenção da paz” nestes territórios separatistas pró-russos.

A decisão de Putin foi condenada pela generalidade dos países ocidentais, que temiam há meses que a Rússia invadisse novamente a Ucrânia, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

Em 2014, a Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia, depois da queda do Governo pró-russo em Kiev, e elaborou um referendo sobre o regresso do território à Federação Russa. Desde então, Kiev está em conflito com separatistas pró-russos no leste do país.

https://zap.aeiou.pt/biden-anuncia-novas-sancoes-russia-464013


Mistério do Apple-1 desvendado - Já sabemos quem escreveu os números de série à mão !


O Apple-1 foi o primeiro computador produzido pela Apple, em 1976. Algumas das unidades remanescentes da máquina possuem números de série escritos à mão – e quase 50 anos depois, ninguém sabia ao certo quem os escreveu. Até agora.

Segundo o portal 9to5Mac, Steve Wozniak, co-fundador da Apple que concebeu e montou à mão o primeiro Apple-1, negou que os números tivessem a sua caligrafia.

Seguiram-se Steve Jobs e Daniel Kottke, o empregado encarregado da montagem e teste de algumas das placas de circuito, que também rejeitaram terem sido os autores da inscrição, adensando o mistério.

Uma das hipóteses mais populares deste longo enigma à volta da empresa de Cupertino apontava para Paul Terrell, o proprietário da loja que comprou as primeiras 50 unidades do computador, mas o responsável acabou por também negar.

Para pôr fim à especulação, Achim Baqué, curador do site Apple-1 Registry, que inclui um catálogo de todas as unidades do Registo Apple-1 conhecidas, viajou da Alemanha para os Estados Unidos e recorreu aos serviços da PSA, uma empresa que fornece serviços de autenticação para autógrafos e outras caligrafias manuscritas.

Os peritos recolheram todas as imagens disponíveis do número de série em questão e realizaram uma análise grafológica longa e complexa.

Os resultados, conhecidos três meses depois do início deste trabalho, colocaram um ponto final neste misterioso caso: o autor foi Steve Jobs. Já a razão pela qual o co-fundador da Apple marcou estas unidades é um segredo que ficará por resolver para sempre.

O Apple-1 foi o primeiro modelo de computador produzido pelo gigante da tecnologia.
Chegou às lojas em 1976, tendo sido produzidas apenas 200 unidades. As primeiras 100 tinham o número de série escrito à mão na placa principal no formato “01-00###”.
 
https://zap.aeiou.pt/misterio-do-apple-1-desvendado-463971



UE aprova por unanimidade pacote de sanções para “atingir e muito” a Rússia !

Josep Borrell, Alto Representante para a Política Externa e de Segurança da União Europeia (UE)
O pacote de sanções à Rússia tem como objetivo “atingir e muito” as autoridades do país, após reconhecimento de territórios separatistas no leste ucraniano.

O chefe da diplomacia da União Europeia anunciou, esta terça-feira, a aprovação, por unanimidade entre os 27 Estados-membros, de um pacote de sanções à Rússia, visando “atingir e muito” as autoridades russas, após reconhecimento de territórios separatistas no leste ucraniano.

“Devido a esta situação, hoje, os países europeus deram uma resposta rápida […] e chegaram a um acordo unânime entre os 27 Estados-membros para adotar um pacote de sanções que apresentei ao Conselho após longas horas de negociações”, anunciou Josep Borrell, em conferência de imprensa em Paris, após uma reunião convocada de urgência na véspera para discutir a imposição de sanções à Rússia.

Vincando que “este é um momento particularmente perigoso para a Europa”, o Alto Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança apontou que este pacote de sanções “atingirá a Rússia e atingirá muito”.

“Estamos em forte coordenação com os nossos parceiros, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, com os quais tenho estado em estreito contacto durante estas horas”, afirmou Borrell, ameaçando “aumentar o nível de sanções substancialmente consoante o comportamento russo”.

Em concreto, as sanções aprovadas abrangem 27 indivíduos e entidades e 350 membros da câmara baixa do Parlamento russo (Duma).

No que toca às sanções financeiras, preveem-se restrições às relações económicas da UE com as duas regiões separatistas, de Donetsk e Lugansk, bem como o congelamento de bens de dois bancos privados russos, especificou Josep Borrell.

Falando na ocasião em representação da presidência francesa do Conselho da UE, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros destacou que “a situação é grave ou muito grave”, razão pela qual “os 27 Estados-membros chegaram a um acordo” sobre o pacote de sanções.

A reunião informal dos chefes da diplomacia europeia realizou-se após uma reunião organizada pela Presidência francesa sobre as relações da União e os países da região Indo-Pacífico. Segue-se agora uma reunião dos embaixadores dos Estados-membros junto da UE, para o aval final do pacote de sanções, ainda hoje.

A posição da UE surge após o Presidente russo, Vladimir Putin, ter assinado, na segunda-feira à noite, um decreto que reconhece as autoproclamadas repúblicas de Lugansk e de Donetsk, no Donbass (leste da Ucrânia), e de ter ordenado a mobilização do exército russo para “manutenção da paz” nestes territórios separatistas pró-russos.

A decisão de Putin foi condenada pela generalidade dos países ocidentais, que temiam há meses que a Rússia invadisse novamente a Ucrânia, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

Em 2014, a Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia, depois da queda do Governo pró-russo em Kiev, e elaborou um referendo sobre o regresso do território à Federação Russa. Desde então, Kiev está em conflito com separatistas pró-russos no leste do país.

A guerra no leste da Ucrânia entre as forças de Kiev e milícias separatistas fizeram até ao momento mais de 14 mil mortos, de acordo com as Nações Unidas.

UE vai dificultar ao máximo vida ao Kremlin

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, saudou o pacote de sanções contra a Rússia e prometeu que a União Europeia vai “tornar tão difícil quanto possível para o Kremlin a prossecução das suas políticas agressivas”.

Numa declaração em Bruxelas, Von der Leyen advertiu que “se a Rússia continuar a agravar esta crise que criou”, a UE está pronta a tomar rapidamente “novas medidas em resposta”.

Relativamente às sanções aprovadas pelos 27, a representante considerou tratar-se de um “sólido pacote”, com “uma série de medidas calibradas”, que constituem “uma resposta clara às violações do direito internacional por parte do Kremlin (Presidência russa)”.

“As sanções visam diretamente os indivíduos e empresas envolvidos nestas ações. Visam os bancos que financiam o aparelho militar russo e contribuem para a desestabilização da Ucrânia. Estamos também a proibir o comércio entre as duas regiões separatistas e a UE — tal como fizemos após a anexação ilegal da Crimeia em 2014. E, finalmente, estamos a limitar a capacidade do Governo russo de angariar capital nos mercados financeiros da UE”, apontou.

“A Rússia fabricou esta crise e é responsável pela atual escalada. Vamos agora finalizar rapidamente o pacote de sanções. E iremos coordenar estreitamente com os nossos parceiros, como temos feito até agora”, acrescentou.

A dirigente alemã disse ainda estar totalmente de acordo com o Governo alemão relativamente ao gasoduto Nord Stream 2, para a distribuição de gás natural russo à Alemanha, cujo processo de certificação foi interrompido por Berlim.

https://zap.aeiou.pt/ue-aprova-pacote-sancoes-russia-464008


Parlamento aprova pedido de Putin para envio de forças militares para o Donbass !


A câmara alta do Parlamento federal russo aprovou, por unanimidade, o pedido para o envio de forças militares para o estrangeiro.

Vladimir Putin pediu, esta terça-feira, à câmara alta do Parlamento russo, o Conselho da Federação, permissão para usar a força do exército russo fora do território nacional.

O pedido foi feito esta tarde e já foi aprovado. A notícia surge menos de 24 horas depois de Putin ter autorizado a mobilização de tropas nas repúblicas separatistas de Donetsk e Luhansk.

De acordo com o Público, a medida autoriza o Governo russo a enviar contingentes das Forças Armadas para os dois territórios, reconhecidos como Estados independentes por Moscovo desde segunda-feira. A autorização entra imediatamente em vigor e o Governo pode começar a mobilizar tropas.

Apesar disso, o responsável russo Andrei Rudenko disse que a Rússia não prevê por agora deslocar tropas para as repúblicas separatistas, apesar de ter assinado um tratado de assistência mútua com os dois territórios pró-russos.

“Não vamos especular. De momento, não estamos a planear enviar nada para lado nenhum”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo à agência de notícias russa Interfax, quando questionado sobre o envio de uma possível ajuda militar para Donetsk e Lugansk.

Rudenko assinalou que a Rússia pode recorrer ao envio de tropas, com base no tratado de assistência mútua ratificado hoje pelas partes, caso surja uma ameaça contra Donetsk e Lugansk. “Se houver uma ameaça, é claro que forneceremos assistência de acordo com o tratado que foi ratificado.”

Os textos dos acordos bilaterais entre Moscovo e as duas repúblicas separatistas também implicam a proteção conjunta das suas fronteiras com a Rússia e a possibilidade de uso de bases militares e de infraestruturas militares.

Um dos artigos dos tratados estabelece expressamente que, para garantir a segurança, a paz e a estabilidade, cada uma das partes concederá à outra o direito de construir, usar e melhorar as suas infraestruturas militares e bases militares nos respetivos territórios.

As formas de execução deste direito estarão sujeitas a outros acordos separados.

Além disso, as partes poderão tomar as medidas à sua disposição para combater em conjunto “contra atos de agressão de outros países ou grupos de países” e para prestar uma assistência mútua caso seja necessária, incluindo assistência militar.

Os signatários dos documentos também poderão realizar consultas urgentes “quando uma das partes considerar que há uma ameaça de ataque” para garantir conjuntamente a segurança da parte ameaçada, segundo o mesmo documento.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, disse esta terça-feira que a Rússia “continua aberta ao diálogo” sobre a crise na Ucrânia. “Mas queremos saber sobre o que vamos dialogar. Se for apenas para humilhar a Rússia e culpá-la de tudo, não haverá diálogo”, afirmou.
“Momento mais perigoso da segurança europeia numa geração”

Também esta tarde, o secretário-geral da NATO descreveu a situação como o “momento mais perigoso na segurança europeia” para uma inteira geração.

“Tudo indica que a Rússia continua a planear um ataque em grande escala à Ucrânia. Continuamos a apelar à Rússia para se afastar. Nunca é tarde de mais para não atacar”, disse Jens Stoltenberg, em conferência de imprensa.

Para Stoltenberg​, as ações da Federação Russa são uma “violação flagrante do direito internacional”. A NATO, salvaguardou, vai “continuar a fornecer um forte apoio político à Ucrânia“.

Vladimir Putin reconheceu oficialmente a independência das repúblicas separatistas de Luhansk e Donetsk, a leste da Ucrânia, esta segunda-feira, num discurso ao país no qual o Presidente russo sublinhou que a ideia da existência da Ucrânia foi criada pela Rússia durante a União Soviética.

A declaração foi encarada como provocatória. A mobilização de tropas russas para a “manutenção da paz” nos dois territórios separatistas por parte de Putin teve como reação a imposição de sanções esta terça-feira.

https://zap.aeiou.pt/parlamento-aprova-pedido-de-putin-463986


Sanções da UE incluem Duma e bancos privados russos - Berlim suspende gasoduto Nord Stream 2 !


As sanções da União Europeia (UE) à Rússia, propostas aos Estados-membros, abrangem 27 entidades e membros do parlamento russo (Duma), bem como o congelamento de bens de bancos privados russos e restrições económicas às regiões separatistas.

A informação foi avançada à Lusa por fontes europeias, que indicaram que o “primeiro pacote de medidas restritivas foi apresentado hoje em COREPER II [Comité de Representantes Permanentes dos Governos dos Estados-Membros da União Europeia]”, abrangendo uma “lista de 27 entidades”, bem como “nomes de membros da Duma”, a câmara baixa da Assembleia Federal da Rússia (parlamento), num total de cerca de 350.

As mesmas fontes especificaram que, no que toca às sanções financeiras, “a Comissão Europeia irá propor restrições às relações económicas da União Europeia (UE) com as duas regiões” separatistas, de Donetsk e Lugansk, estando ainda previsto o “congelamento de bens de dois bancos privados russos”.

Estas sanções – que ainda terão de ser aprovadas pelos Estados-membros – surgem após o Presidente russo, Vladimir Putin, ter assinado, na segunda-feira à noite, um decreto que reconhece as regiões separatistas de Lugansk e de Donetsk, no Donbass (leste), e de ter ordenado a entrada das forças armadas russas naqueles territórios ucranianos numa missão de “manutenção da paz”.

Hoje à tarde, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão analisar, numa reunião informal marcada de urgência em Paris, a imposição destas sanções à Rússia.  

Para o final do dia, está ainda marcada uma nova reunião dos embaixadores dos Estados-membros junto da UE (COREPER II), para o aval final a este pacote de sanções.

“Para já, não está em cima da mesa a convocação de uma reunião de líderes” da UE, adiantaram as fontes europeias à Lusa.

Na segunda-feira, Vladimir Putin ordenou a mobilização do exército russo para “manutenção da paz” nos territórios separatistas no leste da Ucrânia, que reconheceu como independentes.

Putin assinou dois decretos que pedem ao Ministério da Defesa russo que “as Forças Armadas da Rússia assumam as funções de manutenção da paz no território” das “repúblicas populares” de Donetsk e Lugansk.

Em 2014, a Rússia invadiu o leste da Ucrânia e anexou a península da Crimeia, território ucraniano.

A guerra no leste da Ucrânia entre as forças de Kiev e separatistas pró-Rússia fizeram até ao momento mais de 14 mil mortos, de acordo com as Nações Unidas.

Também hoje, em declarações durante a conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, em Bruxelas, o porta-voz principal da instituição apontou sem especificar que “estas sanções incluirão os envolvidos na decisão de reconhecimento da independência destes territórios”.

De acordo com Eric Mamer, o pacote de sanções “será dirigido às entidades dos territórios em questão, mas também fazendo que a própria Rússia pague um custo e que seja mais difícil a continuação das atividades russas nestas áreas e na Ucrânia em geral”.

“O que podemos dizer é que as propostas que são colocadas sobre a mesa dos ministros dos Negócios Estrangeiros não são simplesmente um espelho do que foi proposto para a Crimeia em 2014”, adiantou o porta-voz.

Falando numa “violação flagrante” das leis internacionais com o reconhecimento russo, Mamer adiantou que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, “tem estado em contacto com os vários chefes de Estado e de Governo da UE e com os parceiros internacionais para […] coordenar as sanções”.

Donetsk e Lugansk: Putin reconhece independência e envia militares para “manter a paz”
Alemanha suspende gasoduto russo Nord Stream 2

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que Berlim tomou medidas para interromper o processo de certificação do gasoduto Nord Stream 2, para distribuição de gás natural russo à Alemanha.

Scholz disse aos jornalistas em Berlim que o Executivo alemão está a tomar medidas para responder às ações de Moscovo na Ucrânia.

“Sem essa certificação, o Nord Stream 2 não pode ser colocado em funcionamento“, disse Scholz durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, acrescentando que o assunto vai ser “reexaminado” pelo governo alemão.

Por outro lado, Scholz apelou aos esforços diplomáticos entre os “ocidentais” e a Rússia para que seja evitada “uma catástrofe”, referindo-se ao reconhecimento da Rússia da independência das autoproclamadas repúblicas populares (separatistas) do leste da Ucrânia.

​​​​​​​”São importantes as primeiras sanções para evitar um novo agravamento e uma catástrofe”, disse o chanceler alemão.

“O objetivo de todos são os esforços diplomáticos“, acrescentou Scholz, sublinhando que “oitenta anos depois do final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) uma guerra ameaça a Europa de Leste”.
Reino Unido apresenta sanções

Esta manhã, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou a “primeira tranche” de sanções, que incluem cinco bancos russos com operações no Reino Unido e três executivos de alto padrão.

“O Reino Unido está a sancionar os seguintes bancos: Rossiya, IS Bank, General Bank, Promsvyazbank e o Black Sea Bank, assim como três indivíduos” – Gennady Timchenko, Igor Rotenberg e Boris Rotenberg.

Os indivíduos não vão poder viajar até ao Reino Unido e nenhuma instituição, empresa ou cidadão britânico pode estabelecer negócios com estas três pessoas. Além disso, os bens que detêm nas instituições bancárias britânicos estão, a partir de agora, congelados.

“Esta é a primeira tranche do que estamos preparados para fazer. Temos mais sanções já prontas para serem implantadas, em conjunto com as dos Estados Unidos e da União Europeia”, anunciou, citado pelo Expresso.

Boris criticou ainda o Presidente russo por “violar flagrantemente os Acordos de Minsk ao reconhecer a independência das províncias de Donetsk e Luhansk” e o seu “tom inflamatório”, ao negar que a Ucrânia tenha tradição de ser um Estado soberano.

https://zap.aeiou.pt/sancoes-da-ue-incluem-duma-e-bancos-privados-russos-berlim-suspende-gasoduto-nord-stream-2-463925


Preço do petróleo atinge máximos de sete anos - Bolsas caem após crise da Ucrânia !


Europa é o principal cliente do petróleo e do gás natural da Rússia. Economia alemã melhora expectativas com alívio da covid-19. Gás natural dispara 7%.

As bolsas asiáticas fecharam no vermelho, as europeias abriram a cair, os preços da energia sobem em flecha e investidores procuram refúgio no ouro ou títulos do tesouro, depois das notícias vindas da Ucrânia na segunda-feira à noite.

Segundo o Público, o confronto entre governo russo e governos do Ocidente continua a escalar e o mesmo acontece com os preços do petróleo, que atingiram um valor máximo dos últimos sete anos.

Segundo agências internacionais, nesta terça-feira, o preço do barril de crude (Brent), no mercado de futuros, já subiu 2,4% nesta manhã, para 97,66 dólares.

O receio de problemas na exportação de energia a partir da Rússia, com eventuais sanções económicas por parte do Ocidente no horizonte, estará associado a este movimento de preços.

Ainda na energia, o gás natural para entrega no próximo mês na Europa viu o preço subir 7%, para 78,50 euros por MWh.

A Europa é o principal cliente do petróleo e do gás natural russo, sendo por isso a principal fonte de receita para Moscovo.

Se a subida da inflação já tinha posto em cima da mesa uma antecipação da subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu, a pressão contínua sobre os preços do gás e do petróleo acrescentam ainda mais volatilidade.

Nem tudo são más notícias nesta manhã. Na Alemanha, as expectativas dos empresários da maior economia europeia são as melhores desde o verão de 2021, apesar da crise ucraniana ser reconhecidamente apontada como um fator de risco.

De acordo com o índice mensal que mede a confiança dos empresários alemães, o sentimento “melhorou consideravelmente” em fevereiro.

O índice medido pelo instituto bávaro Ifo (instituto de pesquisa económica em Munique) regista uma subida de 96 pontos em janeiro para 98.9 em fevereiro.

Segundo o instituto, esta melhoria fez-se sentir tanto no setor industrial como nos serviços e na construção e comércio.

Deve-se à perceção alemã de que a crise do coronavírus terá aliviado depois de se ter ultrapassado o pico de infeções pela variante Ómicron.

No mercado monetário, o cenário para já é de maior acalmia, mas o rublo caiu para mínimos em 15 meses, para 80 rublos por dólar.

O índice bolsista russo Moex já tinha caído 10,5% na sessão anterior e mantém a tendência, caindo mais 9%. É a maior quebra desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia.

As bolsas asiáticas preparavam-se para o pior dia do mês, depois de o Presidente russo, Vladimir Putin ter anunciado que reconhecia duas províncias separatistas na Ucrânia e que ordenara o envio de “forças de paz” para as autoproclamadas repúblicas Donetsk e Lugansk.

O índice de Hong Kong caiu mais de 3%. O de Tóquio escorregou 1,7% e na China houve uma quebra de 1,3%. Coreia do Sul também estava em terreno negativo. Em Wall Street, a segunda-feira já tinha fechado nessa tónica.

Antevia-se por isso uma manhã no vermelho quando a Europa despertasse e assim acontece. O Stoxx 600 perdia 0,89% às 9h, tendo Lisboa alinhado na mesma tendência das suas congéneres europeias.

No arranque do dia, o índice principal da bolsa portuguesa chegou a desvalorizar 2,26%, estando a cair 0,36% para 5473,56, cerca das 9h.

A ameaça de guerra no leste da Europa leva investidores a procurar alternativas menos voláteis do que o mercado das ações.

Os títulos do Tesouro nos EUA subiram, empurrando o rendimento a dez anos abaixo de 1,90%. O preço do ouro, por seu lado, tem estado a oscilar.

https://zap.aeiou.pt/preco-do-petroleo-em-maximos-de-sete-anos-bolsas-caem-apos-crise-da-ucrania-463850

“As próximas horas serão críticas” na Ucrânia: reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU !


A Rússia foi ao Conselho de Segurança acusar Kiev de violar os Acordos de Minsk. A China manteve-se neutra, pedindo mais diplomacia.

Segundo o Expresso, o Conselho de Segurança reuniu-se esta segunda-feira (madrugada de terça em Lisboa) de emergência para, durante uma hora e meia, discutir a tensão galopante entre a Rússia e a Ucrânia.

O encontro na sede da ONU, em Nova Iorque, decorreu numa altura em que a Rússia detém a presidência do Conselho de Segurança e a Ucrânia nem sequer integra os membros rotativos.

Enquanto membro permanente com poder de veto, a Rússia poderia bloquear qualquer ação proposta na reunião.

Vasily Nebenzya, representante permanente da Rússia na ONU, foi lá assegurar que o seu país “continua aberto a uma solução diplomática“, sendo que “o importante agora é evitar a guerra e obrigar a Ucrânia a pôr fim às hostilidades e provocações contra Donetsk e Lugansk”.  

Aquelas regiões declararam independência em 2014, sublinhou o diplomata, mas só agora é que a Rússia a reconheceu.

Há oito anos, “a esperança era que a Ucrânia parasse de falar por meio de canhões, tiros e ameaças”, acrescentou, acusando Kiev de violar os Acordos de Minsk — uma acusação que o representante ucraniano viria a devolver à Rússia.

A China, único aliado potencial da Rússia com assento permanente no Conselho de Segurança, apelou a que se encontre “uma solução pacífica“.

Pela voz do seu representante permanente nas Nações Unidas, Zhang Jun, a China pediu “contenção” a todas as partes.

Numa curta declaração, o embaixador resumiu a situação atualmente vivida na Ucrânia como resultante de “várias questões complexas”.

A Ucrânia não integra atualmente a dezena de membros rotativos do Conselho de Segurança mas, tendo em conta a situação que se vive no seu país, o embaixador foi autorizado a falar e acusou a Rússia de se retirar “unilateralmente” dos Acordos de Minsk e de “legalizar a presença das suas tropas” em território ucraniano.

Sergiy Kyslytsya não tem dúvidas de que “a ONU está doente” porque foi “atingida pelo vírus disseminado pelo Kremlin”. “Está nas mãos dos membros” da organização saber se “sucumbiremos a este vírus”, defendeu.

“É fundamental percebermos quem são os nossos amigos agora”, sublinhou, acrescentando que a Ucrânia espera “passos claros e efetivos” dos seus parceiros.

Mas uma coisa é certa, garantiu: “Estamos na nossa terra. Não temos medo de nada nem de ninguém. Não devemos nada a ninguém. As fronteiras internacionais da Ucrânia são e permanecerão imutáveis.”

Já a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, advertiu que “as consequências das ações da Rússia serão terríveis” não apenas na Ucrânia, mas também no resto da Europa e no mundo.

A decisão de Putin de reconhecer Donetsk e Lugansk, regiões separatistas da Ucrânia, como independentes não passa de “um pretexto para mais uma invasão” do país, acusou.

Linda Thomas-Greenfield classificou como “um disparate” descrever as tropas enviadas para as regiões pró-russas como “forças de manutenção de paz”.

“Olhar para o lado face a uma hostilidade destas resulta num preço alto a pagar”, avisou a embaixadora americana, apoiando-se nos ensinamentos que “a história nos dá”. “Ninguém pode ficar a assistir nos bastidores”, apelou.

A representante dos EUA acusou ainda Putin de querer “recuar a um tempo em que os impérios dominavam o mundo“, mas lembrou que “não estamos em 1919, estamos em 2022”.

“As Nações Unidas foram fundadas no princípio da descolonização, não da recolonização. E acreditamos que a grande maioria dos Estados-membros da ONU e o Conselho de Segurança estão empenhados em avançar e não em recuar no tempo”, disse ainda.

O representante da Rússia no Conselho de Segurança da ONU, Vassily Nebenzia, acrescentou também que o país “não quer um banho de sangue em Donbass“, região do leste da Ucrânia, segundo a TSF.

“Planeamos anunciar novas sanções contra a Rússia amanhã em resposta às decisões e ações tomadas hoje por Moscovo. Estamos a coordenar este anúncio com nossos aliados e parceiros”, disse um porta-voz da Casa Branca à AFP.

Na segunda-feira, o presidente norte-americano Joe Biden já tinha emitido uma ordem executiva que proíbe qualquer novo investimento, comércio ou financiamento norte-americano nas regiões de Donetsk e Lugansk.

Estas foram algumas das declarações mais impactantes proferidas pelos representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia), por uma alta representante da ONU e pelo representante permanente da Ucrânia nas Nações Unidas:
  • “O risco de conflito militar é real. As próximas horas serão críticas.”
    Rosemary DiCarlo, vice-secretária-geral das Nações Unidas
  • “Putin quer recuar a um tempo em que os impérios dominavam o mundo.”
    Linda Thomas-Greenfield, representante permanente dos EUA na ONU
  • “A ONU está doente porque foi atingida pelo vírus disseminado pelo Kremlin.”
    Sergiy Kyslytsya, representante permanente da Ucrânia nas Nações Unidas
  • “O importante agora é evitar a guerra e obrigar a Ucrânia a pôr fim às hostilidades.”
    Vasily Nebenzya, representante permanente da Rússia na ONU
  • “A Rússia deixou-nos à beira do abismo. Um desprezo claro pela lei internacional.”
    Barbara Woodward, representante permanente do Reino Unido nas Nações Unidas
  • “Foi uma violação flagrante da integridade territorial da Ucrânia.”
    Nicolas de Revière, representante permanente de França na ONU
  • “A China pede contenção a todos e apela a que se encontre uma solução pacífica.”
    Zhang Jun, representante permanente da China nas Nações Unidas

Marcelo e Costa condenam decisão russa

Segundo o Público, António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa destacam que “o reconhecimento russo das duas regiões separatistas da Ucrânia viola claramente os acordos de Minsk e põe em causa a integridade territorial da Ucrânia”.

O primeiro-ministro, António Costa, condenou esta segunda-feira “veementemente” o reconhecimento russo de duas regiões controladas por separatistas em território ucraniano e manifestou “total solidariedade” com a Ucrânia.

Esta posição foi transmitida por António Costa numa mensagem que publicou na sua conta na rede social Twitter.

“O reconhecimento russo das duas regiões separatistas da Ucrânia viola claramente os acordos de Minsk e põe em causa a integridade territorial da Ucrânia. Condenamos veementemente esta acção e manifestamos total solidariedade para com a Ucrânia”, escreveu o líder do executivo português.

Antes desta posição por parte de António Costa, a União Europeia (UE) condenou a “grave violação” do direito internacional no reconhecimento por parte do Presidente russo, Vladimir Putin, da independência dos territórios separatistas pró-Rússia, garantindo uma resposta ocidental “com unidade e firmeza”.

“O reconhecimento dos dois territórios separatistas na Ucrânia é uma violação flagrante do direito internacional, da integridade territorial da Ucrânia e dos acordos de Minsk”, reagiram os presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Em declarações aos jornalistas a partir de Haia, nos Países Baixos, o Presidente da República sublinhou as palavras de António Costa, assumindo a mesma posição da União Europeia e do Governo português — que classificou de “muito simples”.

“O reconhecimento da soberania das duas regiões separatistas da Ucrânia representa uma violação clara dos acordos de Minsk e põe em causa a integridade territorial da Ucrânia.

Daí a União Europeia, tal como Portugal e os demais Estados-membros da UE, condenarem veementemente este procedimento e manifestarem a total solidariedade relativamente à Ucrânia”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Dirigindo-se aos portugueses que estão na Ucrânia, o Presidente da República destacou que “tudo aquilo que tem sido comunicado aos portugueses pelo Governo português, nomeadamente pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, é que Portugal acompanha exatamente aquilo que se vai passando quanto aos seus compatriotas residentes ou que se encontrem na Ucrânia”.

Além disso, disse, as autoridades portuguesas têm “presente no seu espírito” a comunidade ucraniana que “é grande e importante no nosso país, com uma dimensão superior àquela que porventura existe noutros países da UE”.

Marcelo escusou-se a prestar mais declarações sobre o assunto, reafirmando que a sua posição “corresponde quase ponto por ponto à posição da UE“.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a mobilização do Exército russo para “manutenção da paz” nos territórios separatistas pró-russos no Leste da Ucrânia, Donetsk e Lugansk, que reconheceu esta segunda-feira como independentes, segundo noticia a agência France Presse (AFP).

Ainda antes deste anúncio oficial, o chefe da diplomacia portuguesa tinha dito que a UE insta o Presidente russo, Vladimir Putin, a não reconhecer a independência dos territórios separatistas pró-Rússia no Leste da Ucrânia, classificando-o como “violação flagrante” dos acordos internacionais.

“Os ministros estrangeiros da União Europeia instam o senhor Putin a não dar esse passo porque isso significaria uma violação flagrante dos acordos de Minsk, os acordos que ele supostamente diz querer aplicar”, declarou Augusto Santos Silva.

Falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas após uma reunião entre os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, o ministro português da tutela vincou que “esse passo significaria uma violação flagrante dos acordos de Minsk”.

“Nós julgamos que os acordos de Minsk e os formatos que eles criaram, designadamente o trabalho conjunto ou o contacto entre França, Alemanha, Ucrânia e a Rússia constituem o melhor instrumento de que nós dispomos, o melhor instrumento até agora disponível, para gerir esta crise gravíssima de segurança e para encontrar para ela uma solução política aceitável por todos“, salientou Augusto Santos Silva.

O Ocidente e a Rússia vivem atualmente um momento de forte tensão, com o regime de Moscovo a ser acusado de concentrar pelo menos 150.000 soldados nas fronteiras da Ucrânia, numa aparente preparação para uma potencial invasão do país vizinho. Moscovo desmente qualquer intenção bélica e afirma ter retirado parte do contingente da zona.

https://zap.aeiou.pt/as-proximas-horas-serao-criticas-na-ucrania-reuniao-de-emergencia-do-conselho-de-seguranca-da-onu-463821


“Vamos ter outra pandemia”, acredita Bill Gates !


A covid-19 continua muito presente no nosso dia-a-dia, mas Bill Gates, co-fundador da Microsoft, acredita que uma outra pandemia estará para breve.

Apesar de reconhecer que o risco de desenvolver covid-19 grave diminuiu “drasticamente”, Bill Gates acredita que o surgimento de outra pandemia já é quase certo.

Em declarações à CNBC, o milionário referiu que resultará de um patógeno diferente do da família do coronavírus e ressalvou que os avanços na tecnologia médica devem ajudar a combatê-la mais eficientemente – isto se forem feitos investimentos neste momento.

“Vamos ter outra pandemia. Será um agente patogénico diferente da próxima vez”, vaticinou, durante a Conferência Anual de Segurança de Munique, na Alemanha. E, dissem o fundador da Microsoft em setembro, não estamos preparados para ela.

“O custo de estarmos preparados para a próxima pandemia não é assim tão grande. Não é como as alterações climáticas. Se formos racionais, sim, na próxima vez apanhamo-la cedo”, acrescentou, citado pelo Futurism.  

Embora pareça assustador pensar numa nova pandemia quando a covid-19 ainda continua a dar dores de cabeça um pouco por todo o mundo, o curso da história humana corrobora as afirmações de Gates: as doenças vão e vêm, adaptando variantes ao longo do tempo.

Dois anos após o início da pandemia de covid-19, Bill Gates sublinhou que os piores efeitos relacionados com a doença desapareceram à medida que grandes faixas da população ganharam algum nível de imunidade, assim como a sua gravidade, que também diminuiu com a variante Ómicron.

“O risco de desenvolver doença grave, que está principalmente associado a ser-se idoso e ter obesidade ou diabetes, é agora drasticamente reduzido por causa da exposição à infeção”, explicou.

No entanto, prosseguiu, em muitos casos isso deve-se ao próprio vírus, fazendo, por vezes, “um trabalho melhor em chegar à população mundial do que as vacinas”.

O responsável disse ainda que já é “tarde demais” para atingir a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 70% da população global até meados de 2022. Atualmente, 61,9% da população recebeu pelo menos uma dose da vacina.

https://zap.aeiou.pt/vamos-ter-outra-pandemia-bill-gates-463671


A Microsoft criou um estranho algoritmo para prever a gravidez na adolescência e ofereceu-o a uma província na Argentina !


A Plataforma Tecnológica de Intervenção Social, celebrada na televisão nacional pelo então governador Juan Manuel Urtubey, foi oferecida à província de Salta pela Microsoft em 2018, ao mesmo tempo que o Congresso argentino debatia a descriminalização do aborto.

Em 2018, numa altura em que o Congresso argentino debatia acaloradamente a descriminalização do aborto, a Microsoft e o Ministério da Primeira Infância da província de Salta, no norte do país, apresentaram um algoritmo para prever a gravidez na adolescência.

Chamaram-lhe “Plataforma Tecnológica de Intervenção Social” e servia para prever, “com cinco ou seis anos de antecedência”, que jovens de baixos rendimentos engravidariam.

Segundo a investigação da Wired, nunca ficou claro o que aconteceria quando uma rapariga fosse rotulada como “predestinada” para a maternidade ou como esta informação ajudaria a evitar a gravidez na adolescência. “As teorias por trás do sistema de IA, tal como os seus algoritmos, eram opacas”, salienta o portal.

O sistema baseava-se em dados – como idade, etnia, país de origem, deficiência e se a habitação onde residia tinha água quente na casa de banho – de 200 mil residentes na província de Salta, incluindo 12 mil mulheres e raparigas entre os 10 e 19 anos.

Embora não exista documentação oficial, a Wired avança que alguns “agentes territoriais” chegaram a visitar as casas das jovens em questão, fizeram perguntas, tiraram fotografias e registaram localizações GPS.

O denominador comum entre as pessoas sujeitas a esta vigilância era o facto de todas serem pobres, alguns migrantes da Bolívia e de outros países da América do Sul, e outros das comunidades indígenas Wichí, Qulla, e Guarani.

Devido à total ausência de regulamentação nacional em matéria de IA, a Plataforma Tecnológica de Intervenção Social nunca foi sujeita a uma revisão formal e não foi feita qualquer avaliação dos impactos sobre as raparigas visadas. Também não foram publicados dados oficiais sobre a sua exatidão ou quaisquer resultados.

A Wired não sabe se o programa tecnológico acabou por ser suspenso e alega que tudo o que é conhecido sobre o sistema “provém dos esforços de ativistas feministas e jornalistas que conduziram o que se traduziu numa auditoria de base a um sistema de IA defeituoso e prejudicial”.

“[O programa] é um estratagema patriarcal“, salientou Ana Pérez Declercq, diretora do Observatório da Violência contra as Mulheres. “Confunde variáveis socioeconómicas para fazer parecer que a rapariga ou a mulher é a única culpada pela sua situação.”

“Este sistema de IA é mais um exemplo da violação dos direitos da mulher por parte do Estado. Imagine como seria difícil recusar a participação nesta vigilância”, acrescentou.

É de salientar que este caso ganha dimensão pelo facto de uma empresa norte-americana como a Microsoft ter optado por implementar um programa deste tipo num país com um longo historial de medidas de vigilância e controlo populacional.

Segundo a Wired, não se sabe o que os governos provinciais ou nacionais fizeram com os dados e como – ou se – se relacionaram com o debate sobre o aborto.

Em 2020, a Argentina votou a sua descriminalização, um momento histórico para a nação sul-americana.

https://zap.aeiou.pt/microsoft-algoritmo-gravidez-adolescencia-463679


“Bem vindo ao inferno”: Ucranianos acusam Putin de estar “demente, louco” !


Centenas de ucranianos protestaram em frente à embaixada da Rússia em Kiev, manifestando-se contra a proclamação russa da independências das repúblicas populares.

“Bem-vindo ao inferno”, “não temos medo de Putin” e “escolhemos a Europa, não a Rússia”. Estes foram alguns dos cartazes que ucranianos exibiram em frente à embaixada da Rússia em Kiev, esta terça-feira.

Segundo o The Guardian, estavam a manifestar-se contra a proclamação russa da independência das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk. Houve cânticos, música e bandeiras amarelas e azuis à frente da embaixada de Moscovo.

Os manifestantes insurgiram-se contra o discurso de segunda-feira do Presidente russo, que dava conta de que a Ucrânia sempre fizera parte da Rússia.

“O Putin está insano, maluco“, disse um dos presente nos protestos, o ativista Roman Tyschenk, que garantiu que a “Ucrânia é um país e um Estado”. “Temos tradições antigas. Kiev foi fundada antes de Moscovo”.  

Outro ativista na manifestação, Serhiy Ikonnikov, afirmou que o exército “irá defender o país”. “Na história das guerras há sempre uma questão de motivação. O exército russo não a tem. Nós temo-la. Vamos defender o nosso país, as nossas casas, as nossas famílias. Se Putin invadir [a Ucrânia], será derramado muito sangue russo”.

Serhiy Ikonnikov reconheceu ter “um pouco de medo” da guerra, mas mais pelos familiares do que propriamente por ele. No entanto, também assumiu haver uma “certa excitação”.

“Se Putin nos invadir será o fim da Rússia“, vaticinou, referindo que será o “começo de uma nova Europa maravilhosa, sendo a Ucrânia membro dessa Europa”.

Uma antiga bibliotecária reformada, Olga Machevska, também esteve presente na manifestação e indicou que a visão de Putin da história é errada: “Ele devia voltar ao arquivos”.

“Nós tivemos ‘Kyivan Rus’ [uma confederação que ia desde a Ucrânia até à Finlândia desde o século IX ao XIII]. No século XI, nós construímos a catedral de Santa Sofia. Em Moscovo não havia nada: apenas bosques”, apontou.
“Soluções diplomáticas” para a crise da Ucrânia

O Presidente da Rússia insistiu esta quarta-feira que os interesses e a segurança do país “não são negociáveis”, elogiou as capacidades militares russas, mas disse estar pronto para encontrar “soluções diplomáticas” para a crise da Ucrânia.

“O nosso país está sempre aberto ao diálogo direto e honesto para encontrar soluções diplomáticas para os problemas mais complexos”, afirmou Vladimir Putin, num discurso televisivo transmitido no Dia do Defensor da Pátria.

“No entanto, os interesses e a segurança de nossos cidadãos não são para nós negociáveis”, acrescentou Putin, segundo o Diário de Notícias.

A Rússia tem exigido aos países ocidentais garantias de que a Ucrânia nunca se tornará membro da NATO.

Ao citar como ameaças à Rússia “o afrouxamento do sistema de controlo de armas” e “as atividades militares da NATO”, Putin defendeu, mais uma vez, que as preocupações russas permanecem “sem resposta”.

O Presidente russo prometeu também continuar a desenvolver as capacidades do exército e da marinha, as “tecnologias digitais avançadas” e a inteligência artificial, e as chamadas armas hipersónicas.

A Rússia desenvolveu nos últimos anos mísseis hipersónicos, alegadamente capazes de superar qualquer escudo existente.

O país é também regularmente acusado de ataques cibernéticos em larga escala e campanhas de desinformação contra adversários.

A Rússia reconheceu na segunda-feira como independentes os dois territórios ucranianos separatistas de Donetsk e Lugansk.

Na terça-feira, as autoridades russas esclareceram que o reconhecimento se refere ao território ocupado quando as autoproclamadas repúblicas anunciaram esse estatuto em 2014, o qual inclui espaço atualmente detido pelas forças ucranianas.

Putin anunciou que as forças armadas russas poderão deslocar-se para aqueles territórios ucranianos em missão de “manutenção da paz“, decisão que já foi autorizada pelo Senado russo.
Sanções contra a Rússia e territórios separatistas

O Japão, a Austrália e o Canadá anunciaram nas últimas horas sanções contra a Rússia e os territórios separatistas pró-russos de Lugansk e Donetsk, que o Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu na segunda-feira como independentes.

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, disse que o governo vai proibir nova emissões e distribuição de títulos de dívida soberana russa no Japão, em resposta às “ações da Rússia na Ucrânia”.

Kishida disse que o país vai também proibir o comércio com Lugansk e Donetsk, suspender a emissão de vistos para as pessoas ligadas às duas zonas do leste da Ucrânia e congelar os bens desses indivíduos no Japão.

O primeiro-ministro nipónico adiantou que as sanções vão entrar em vigor “o mais depressa possível”.

Kishida indicou que o Japão está preparado para adotar medidas adicionais, se a situação piorar, em coordenação com os restantes países-membros do G7, e garantiu que o Japão fará tudo para proteger os japoneses que ainda estão na Ucrânia, apesar de Tóquio ter há dez dias aconselhado os seus cidadãos a abandonar o país.

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, anunciou sanções contra instituições bancárias como o VEB, um dos maiores bancos de investimento e desenvolvimento da Rússia, e o banco militar russo, entre outros.

A Austrália vai também impor sanções contra indústrias de diversos setores, como a energia, mineração e hidrocarbonetos, das regiões de Donestsk e Lugansk, que passam ainda a ser abrangidas por sanções impostas em 2011 à Crimeia e a Sebastopol, então ocupadas pela Rússia.

Morrison disse que a Austrália vai também proibir a entrada e aplicar sanções financeiras a oito membros do conselho de segurança da Rússia, órgão que reúne os principais decisores russos, em particular os líderes do Exército e dos serviços secretos.

O governante referiu que ainda há cerca de 1.400 australianos a viver na Ucrânia e acrescentou ter ordenado o processamento urgente dos pedidos de vistos apresentados por 1.400 ucranianos, incluindo estudantes.

Camberra já entrou em contacto com uma série de empresas para prevenir um possível ataque cibernético a infraestrutura crítica australiana em retaliação pelas sanções impostas contra a Rússia, disse Morrison.

Já o Canadá vai passar a proibir os seus cidadãos “de realizarem quaisquer transações estrangeiras” com os territórios separatistas pré-russos de Lugansk e Donetsk. Os canadianos estão também proibidos de “participar na compra de dívida russa”.

O primeiro-ministro Justin Trudeau revelou também, em conferência de imprensa, sanções aos parlamentares russos que votaram a favor da “decisão ilegal de reconhecer esses territórios”.

O chefe do governo explicou ainda que até 460 militares das Forças Armadas do Canadá vão ser mobilizados para a Letónia, para reforçar a NATO perante a ameaça de uma invasão da Rússia à Ucrânia.

As medidas reveladas por Austrália, Japão e Canadá surgem no seguimento dos anúncios por outros países e organismos ocidentais, como a UE que aprovou esta terça-feira um “pacote de sanções” contra a Rússia “por unanimidade”.

O Reino Unido anunciou sanções contra três oligarcas conhecidos por serem próximos do Presidente russo, Vladimir Putin, e contra cinco bancos russos.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que Berlim tomou medidas para interromper o processo de certificação do gasoduto Nord Stream 2, para distribuição de gás natural russo à Alemanha.

Já o Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou um conjunto de sanções económicas a indivíduos, entidades e bancos russos.

Joe Biden afirmou que os Estados Unidos da América impõem, no imediato, um “bloqueio total” a duas grandes instituições financeiras russas e “sanções abrangentes” à dívida russa.

https://zap.aeiou.pt/bem-vindo-ao-inferno-ucranianos-acusam-putin-de-estar-insano-464019


A Alemanha suspendeu o gasoduto Nord Stream 2 !

O projecto iria duplicar o fornecimento de gás natural à Europa, sendo que 40% do gás usado na UE já é oriundo da Rússia. Scholz suspendeu o Nord Stream 2 perante o reconhecimento russo da independência das regiões separatistas e já se antecipa um aumento da inflação.

Durante a sua visita à Casa Branca, há cerca de duas semanas, Olaf Scholz nem sequer mencionou o gasoduto Nord Stream 2 mesmo com as questões dos jornalistas, mas Joe Biden respondeu por ele, avisando que o projecto seria suspenso caso as tropas russas entrassem na Ucrânia.

Apesar das críticas à postura alemã durante esta escalada de tensão, com os aliados do Ocidente a condenar Berlim por não enviar armamento para a Ucrânia e pelas respostas evasivas do chanceler sobre a possibilidade de impor sanções, Scholz deixou agora a sua posição bem clara, depois de Putin ter anunciado oficialmente que reconhece a independência das zonas separatistas de Donetsk e Luhansk. A União Europeia também já avançou com sanções como retaliação.

“A situação agora é fundamentalmente diferente”, garantiu Scholz na conferência de imprensa onde anunciou que o processo de certificação do Nord Strem 2 vai ser suspenso, impedindo a entrada em funcionamento do gasoduto.

O chanceler alemão invocou a Carta de Princípios das Nações Unidas para justificar a decisão, referindo que o objectivo é pressionar Moscovo para que Putin aceite resolver o conflito pela via diplomática.

Scholz anunciou também a criação de um gabinete que pretende diversificar as importações de gás natural para o país, mas sublinhou que a Alemanha vai continuar sem vender armas a Kiev, preferindo apenas manter o apoio económico.

Mas afinal, o que é o Nord Stream 2 e que impacto vai esta decisão ter para a Rússia e a para o resto da Europa?


 Al Jazeera

O que é o Nord Stream 2?

A ideia por detrás do Nord Stream 2 foi criar uma rota paralela ao Nord Stream 1, que desde 2011 funciona no fundo do Mar Báltico. O novo gasoduto — que se estende ao longo de 1230 quilómetros e liga Ust-Luga, na Rússia, a Greifswald, no nordeste da Alemanha — foi concluído em 2021, mas ainda não entrou em funcionamento por ainda não ter sido aprovado pelos reguladores alemães e europeus.

O projecto teria a capacidade de fornecer mais 55 mil milhões de metros cúbicos de gás natural russo por ano à Alemanha, duplicando assim o valor actual.

A ideia não veio sem críticas, suscitando protestos por parte de grupos ambientalistas e também condenação por parte dos Estados Unidos e da própria Ucrânia, que não vêem com bons olhos o aumento da dependência europeia do gás natural russo.

Para além disso, Kiev preocupava-se com a possibilidade de Moscovo aumentar a pressão sobre a economia ao diminuir as exportações de gás natural através dos gasodutos que passam pela Ucrânia, como o Brotherhood, e preferir fazê-lo pelo Nord Stream 2, que não atravessa o território ucraniano.

O gás natural é a sua fonte energética mais usada na Europa, apenas atrás do petróleo. No total, a Rússia fornece 40% do gás consumido no velho continente e esta dependência tem vindo a aumentar com a maior aposta nesta fonte energética, à medida que se reduz o uso do carvão. Nos meses de Inverno, entre Janeiro e Março, a dependência em Moscovo aumenta ainda mais, tendo chegado a 60% em 2019.

Por outro lado, a Europa não é o único perdedor com a suspensão do Nord Stream 2, já que a economia russa também se apoia bastante nas exportações de gás natural.

De acordo com os dados da Gazprom, a maior empresa energética russa e maior exportadora de gás natural no mundo, 78% das suas vendas tiveram como destino a Europa Ocidental e a Turquia em 2020 e 22% foram para países da Europa Central. Os maiores compradores foram a Alemanha, a Itália, a Áustria, a Turquia e a França.

A Rússia assinou recentemente um acordo de comércio energético com a China através do novo gasoduto Power Siberia 2, mas este só deve estar pronto em 2025 e não terá a mesma dimensão económica que o Nord Stream 2, dada a aposta de Pequim na produção da sua própria energia com a construção de centrais nucleares.

Qual o impacto da suspensão do gasoduto?

Dada a importância mútua do comércio de gás natural entre a Europa e a Rússia, a situação actual trata-se de um puxão de corda entre as duas forças. É pouco provável que a suspensão do Nord Stream 2 seja suficiente para fazer Putin ceder, visto que este gasoduto ainda nem estava operacional e que mesmo sem ele, a dependência europeia no gás russo é evidente.

A possibilidade de uma retaliação por parte de Moscovo com o corte do fornecimento de gás também parece pouco provável, pelo menos por enquanto, dado o impacto que isso também teria na economia russa.

Horas depois do anúncio de Scholz, o Ministro da Energia russo, Nikolai Shulginov, garantiu que a Rússia vai continuar a exportar o gás natural “sem interrupção”. “As empresas russas estão a honrar os seus contratos e a trabalhar para desenvolver a produção e exportação de gás natural para países como a Turquia, França e Alemanha”, referiu o político.

Caso Putin decidisse avançar com um corte total todo o gás natural do resto do mundo não seria suficiente para abastecer a Europa, sendo este um grande trunfo na manga do líder russo. Na eventualidade de um corte parcial, a Europa pode procurar outros fornecedores, como os Estados Unidos, que são o segundo maior fornecedor de gás para Portugal, a seguir à Nigéria.

Para António Costa Silva, especialista em energia ouvido pelo Observador, muitas das culpas da enorme dependência europeia da Rússia caem sobre Berlim. “A Alemanha está a cercear todo o desenvolvimento da política europeia de energia e todo o desenvolvimento do mercado único da energia que era a única maneira de a Europa não ficar presa do gás russo”, afirma, considerando mesmo que a Alemanha é o “cavalo de Tróia da Rússia“, já que as suas decisões vão afectar países como a Itália ou a Áustria mais do que a própria Alemanha.

“O problema crucial não é a Alemanha, é o resto da Europa e aquilo que o presidente Putin pode fazer se tiver numa situação extremamente difícil e se repetir as jogadas que já fez no passado em 2006 e 2009, em que cortou o abastecimento”, remata.

Aumento de preços à vista?

A hipótese de um corte total do abastecimento é pouco provável, mas essa não seria a única forma da Rússia fazer estragos na economia europeia. A Gazprom pode continuar a cumprir os contratos, mas reduzir o fornecimento aos valores mínimos, que são bastante baixos e já levariam a um aumento dos preços do gás.

Essa inflação já é notória, com a valorização do gás natural e o preço de um barril de petróleo a chegar quase aos 100 dólares, um valor a que não chegava desde 2014.

Dada a dependência generalizada da economia no sector energético, este aumento de preços deve criar um efeito de bola de neve e agravar ainda mais o problema da inflação que já se faz sentir desde o início do ano e que levou o Banco Central Europeu a anunciar um aumento das taxas de juro.

Costa e Silva acredita que a Península Ibérica não vai ser o território mais afectado, mas que o impacto noutros países europeus pode ser “brutal”. A UE está a lidar com “um mestre da geopolítica” e Putin não vai hesitar em usar a energia como arma neste conflito, acredita o perito, que defende que a Europa perdeu demasiado tempo ao não apostar em diversificar as suas fontes energéticas e na criação de um mercado único, tornando assim os russos “os reis da energia”.

https://zap.aeiou.pt/alemanha-suspendeu-nord-stream-2-464021


“Hank the Tank”: Urso gigantesco e faminto está a devastar uma cidade da Califórnia !


Desde julho, um urso gigantesco tem invadido casas em South Lake Tahoe, uma cidade na Califórnia, Estados Unidos. Com mais de 220 quilos, o imponente animal tem assustado a comunidade.

Segundo o HuffPost, só nos espaço de sete meses, o urso causou grandes danos a 33 propriedades e com o seu “imenso tamanho e força” entrou em 28 casas, derrubando tudo o que lhe aparecia à frente.

O “imenso tamanho e força” do urso facilitam-lhe a passagem tanto pelas portas da frente como pelas portas da garagem, lê-se num comunicado do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia.

O organismo anunciou que está atualmente em curso um “esforço especial de armadilhagem” para capturar o animal, apelidado de “Hank the Tank“.  

De acordo com as autoridades, a maior dificuldade reside no facto de o urso estar habituado à presença humana e à alimentação, estando “severamente habituado à comida”. Como não tem medo de se aventurar nas cidades em busca de uma boa refeição, vai causando estragos por onde passa.

Até agora, contudo, não foram comunicados quaisquer incidentes com seres humanos, embora as autoridades tenham recebido quase 150 telefonemas de residentes preocupados com a presença do urso em South Lake Tahoe.

Nem os tasers, nem as sirenes têm sido eficazes na luta para parar o urso gigante. A situação também preocupa as associações de proteção animal, que receiam que as autoridades decidam abater o animal por carecerem de uma outra solução.

Ainda assim, os funcionários locais acreditam que a morte de Hank só seria considerada como um último recurso.

A maioria dos incidentes aconteceu durante a primavera e verão, altura em que o urso se encontrava em hiperfagia, um estado de alimentação constante que prepara os ursos para a hibernação. Hank the Tank acordou este mês e, com ele, a confusão.

Este caso está longe de ser isolado. Na América do Norte, são cada vez mais registadas incursões deste tipo de animais.

Uma das razões apontadas é a mudança climática: as sucessivas secas têm um forte impacto nas fontes alimentares dos ursos, que os leva a fazer pequenas visitas para se alimentarem. Neste caso específico, a fome justifica os meios.

https://zap.aeiou.pt/hank-the-tank-urso-gigantesco-e-faminto-463806


Depois do Wordle, surge o Worldle !


Não é o mesmo jogo: neste, tentamos adivinhar o país desenhado na página. Temos seis tentativas e vamos recebendo indicações geográficas.

O Wordle está mesmo a ser um fenómeno. O jogo de palavras já foi comprado pelo New York Times, já teve direito a versões em vários países (incluindo o Quina português) e agora tem direito a uma versão…no mapa-múndi.

Ou mais ou menos. Este jogo, criado no final de Janeiro (e igualmente gratuito), chama-se Worldle. Parece a mesma palavra mas está ali a letra que muda tudo: ” l “.

De jogo de palavras (word, em inglês) passamos para um jogo do mundo (world), em que tentamos descobrir qual é o país representado no desenho, nos contornos apresentados, no topo da página.

E este jogo não envolve letras. O utilizador não tem de descobrir o nome do país praticamente letra a letra: as pistas são dadas em quilómetros.

Ou seja, de cada vez que falhar, o utilizador fica a saber a quantos quilómetros fica a resposta certa.

Exemplo: pensamos que o desenho, a silhueta, representa Portugal. Mas como a resposta correcta é Itália, o site vai mostrar-nos a que distância fica Itália de Portugal e vai indicar se Itália fica a norte, a sul, a sudoeste…

E também indica a percentagem de proximidade do país representado. Se, por exemplo, a nossa tentativa tiver uma percentagem superior a 90%, é provável que a resposta certa seja um país que faz fronteira com aquele que acabámos de escrever; mas se a percentagem for 5%, é sinal de que o país deve ficar do outro lado do planeta, comparando com a nossa resposta.

No fundo, é um jogo de geografia. E temos seis tentativas para chegar à resposta certa.

Para os conhecedores mais profundos da geografia mundial, o Worldle dá a opção de retirar o desenho. Ou de mantê-lo, mas numa perspectiva errada, rodando o desenho de forma aleatória.

Cerca de duas semanas depois do lançamento, mais de 500 mil pessoas jogaram o Worldle num dia. O francês Antoine Teuf, criador do jogo, não esperava este sucesso: “Era suposto ser um projecto pequeno”.

https://zap.aeiou.pt/depois-do-wordle-surge-o-worldle-463711

 

Donald Trump lança Truth Social, a sua rede social !


Um ano depois de ter sido banido do Twitter, do Facebook e do YouTube, o ex-Presidente norte-americano Donald Trump lança esta segunda-feira a Truth Social, a rede social que promete ser “livre e aberta”.

O antigo Presidente dos Estados Unidos está de volta às redes sociais, depois de ter sido banido de várias plataformas no ano passado, na sequência do ataque ao Capitólio.

A rede social de Donald Trump, denominada Truth Social, foi anunciada em outubro pela empresa Trump Media & Technology Group (TMTG) e tem como objetivo ser um forte adversário dos gigantes Twitter, Facebook e YouTube.

A principal missão é “encorajar um debate global aberto, livre e honesto, sem discriminar ideologias políticas”.

“Vamos começar a disponibilizar a aplicação na loja da Apple esta semana“, revelou Devin Nunes, chefe do TMTG, em entrevista à Fox News, citada pelo The Guardian. “Acho que até final de março estaremos totalmente operacionais, pelo menos nos Estados Unidos.”
 
Para já, tanto o site como a aplicação só estão acessíveis a partir de servidores registados no país e só pode ser descarregada por utilizadores de iPhones. A empresa ainda não fez qualquer referência à hipótese de estar a ser preparada uma versão Android.

Trump acusa o Twitter e o Facebook de censura e as empresas justificam-se com a obrigação dos utilizadores de cumprirem as condições legais que aceitam quando criam uma conta nos respetivos serviços.

Também a rede social de Trump dispõe de Condições de Utilização, que determinam que a empresa se reserva no direito de “acionar os mecanismos legais apropriados contra quem (…) violar a lei ou as presentes condições, incluindo a denúncia do utilizador em causa às forças de segurança”, e de “recusar, restringir o acesso, limitar a disponibilização ou cortar o acesso a um utilizador”.

“Como utilizador do site, você aceita que não nos pode denegrir, a nós e/ou ao nosso site, nem nos pode prejudicar de qualquer outra forma”, lê-se ainda. Quem não concordar com as condições, “será expressamente proibido de usar o site”.

https://zap.aeiou.pt/truth-social-donald-trump-463708


“Ato de intimidação”: Austrália exige à China uma investigação ao navio que apontou laser a avião !

Scott Morrison, primeiro-ministro da Austrália
No domingo, o primeiro-ministro australiano Scott Morrison já tinha acusado a China de ter realizado um “ato de intimidação” depois de, na semana passada, um navio da marinha chinesa ter apontado um laser a um avião de vigilância militar australiano.

Segundo o Raw Story, um navio chinês do Exército da Libertação do Povo (PLA-N) apontou um laser a um avião de patrulha marítima P-8A Poseidon na quinta-feira, enquanto sobrevoava muito perto do norte da Austrália, tendo colocado vidas humanas potencialmente em perigo.

O tipo de laser empregue serve, normalmente, para designar o alvo antes do disparo de uma arma.

“Não vejo outra forma senão um ato de intimidação, não provocado, injustificado”, disse Scott Morriso, em conferência de imprensa. “A Austrália nunca aceitará tais atos de intimidação.”

Já esta segunda-feira, Morrison exigiu à República Popular da China que abra uma “investigação completa” ao caso e afirmou que a embarcação chinesa estava tão próxima da Austrália que era possível avistá-la a partir da costa.

A China, contudo, diz que a versão australiana dos factos não corresponde à verdade, acusando a Marinha da Austrália de ter lançado um sonobuoy – dispositivo capaz de detetar submarinos – para perto de navios chineses.

De acordo com o Público, o Ministério da Defesa chinês também defendeu as ações dos seus navios, garantindo que estes estão vinculados ao direito internacional.

“O avião australiano de patrulha e anti-submarinos P-8 invadiu o espaço aéreo em redor da nossa formação de navios e ficou apenas a quatro quilómetros da nossa embarcação mais próxima”, descreveu um porta-voz, através de uma publicação no site do ministério na rede social Weibo.

“Através das fotografias tiradas aos nossos navios, é possível ver que o avião australiano está muito próximo e que lança um sonobuoy para as proximidades do nosso navio. Este comportamento malicioso e provocador pode muito facilmente levar a equívocos e a erros de avaliação, constituindo uma ameaça à segurança dos navios e do pessoal de ambos os lados”, acrescentou.

A China exige assim que a Austrália “cesse imediatamente quaisquer ações provocatórias e perigosas similares e que pare de fazer acusações sem fundamento e difamações, para não prejudicar as relações entre os dois países e os dois Exércitos”, concluiu o porta-voz.

A tensão entre Canberra e Pequim aumentou de intensidade desde que os Governos dos EUA, Austrália e Reino Unido anunciaram o AUKUS, um pacto militar, que, entre outras disposições, oferecerá aos australianos a tecnologia necessária para obterem submarinos movidos a energia nuclear.

https://zap.aeiou.pt/ato-de-intimidacao-australia-exige-china-463748

 

Eurovisão. Polaca cantou mal de propósito: “Eu já sabia quem ia ganhar” !


A nossa boa canção foi para o lixo”, lamentam as compositoras. Um caso raro no festival nacional da Polónia.

O Festival Eurovisão da Canção 2022 continua a mexer, em diversos países. Não propriamente o evento, que está marcado para Maio, em Turim, mas os festivais nacionais de apuramento, que se sucedem.

O português, o Festival RTP da Canção, será em Março. Mas já conhecemos 20 das 41 músicas que irão ser apresentadas em Itália. O caso espanhol já deu que falar, por causa das ameaças de morte a uma das juradas.

No sábado passado, dia 19, realizou-se na Polónia o festival Tu bije serce Europy! Wybieramy hit na Eurowizję. Ou seja: ‘O coração da Europa bate aqui! Escolhemos um sucesso para a Eurovisão’. E nesse certame surgiu um contexto diferente e raro.

O vencedor foi Krystian Ochman, com a música River.  

Mas o festival polaco chega às notícias por cá devido à reacção das compositoras Ylva e Linda Persson.

As irmãs gémeas, assíduas no contexto eurovisivo, criaram uma das canções apresentadas no sábado: Why does it hurt?. As criadoras acreditavam num bom resultado, pensavam na vitória, mas a sua música ficou no…último lugar.

A responsável por este desfecho foi a intérprete, Lidia Kopania, que misturou momentos de desafinação com momentos de desorientação no palco. E ficou a dúvida se estava emocionada, ou se não sabia a letra.

“Foi um momento triste para nós, enquanto compositoras. Esperávamos ver algo profissional mas infelizmente o que ela cantou não representou, nem de perto, a melodia ou a letra que criámos. E foi feito de forma intencional“, escreveram as compositoras na sua página do Facebook.

As irmãs Persson acrescentaram: “Queremos assegurar que, enquanto compositoras da canção, não estivemos envolvidas nesta decisão da cantora. E não queremos ficar associadas a esta decisão. Uma boa canção foi para o lixo“.

A reacção criou um impacto grande na Polónia e as compositoras publicaram novo comunicado no dia seguinte, no seu blogue.

Ylva e Linda reforçaram que ficaram “chocadas” por ver o desempenho de Lidia Kopania – que já representou a Polónia na Eurovisão em 2009 – e repetiram que não estavam à espera desta qualidade.

A dupla pensava que Lidia queria dar o seu melhor em palco mas, quando falou com a cantora depois do festival, a intérprete explicou às compositoras que tinha cantado mal de propósito “porque ela já sabia quem ia ganhar“.

Ylva e Linda Persson escreveram novamente que não concordam com a postura de Lidia Kopania: “Achamos que o mais correcto seria ela ter desistido. Prometeu-nos que iria pedir desculpas publicamente”.

https://zap.aeiou.pt/eurovisao-cantora-cantou-mal-de-proposito-eu-ja-sabia-quem-ia-ganhar-463769


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