quinta-feira, 10 de março de 2022

As bactérias não enganam - Túmulo esculpido por Miguel Ângelo foi limpo com gel infundido com micróbios !


Os cientistas recorreram a três tipos de bactérias para removerem a terra e as manchas mais persistentes da obra de Miguel Ângelo.

Um túmulo da família Medici criada por Miguel Ângelo foi limpo com o recurso a um método inusitado — bactérias. A capela foi agora aberta ao público para se assinalar o 545.º aniversário do nascimento do artista renascentista, revela o The Guardian.

Miguel Ângelo foi comissionado para esculpir a Sacristia Nova, nas capelas dos Medici na igreja de San Lorenzo, em Florença, em 1520. Os restauradores estavam a ter dificuldades em limpar a terra e a sujidade que se foram acumulando.

O túmulo está adornado com esculturas que representam dois duques Medici — Giuliano di Lorenzo e Lorenzo di Piero — e ainda mais quatro figuras alegóricas que representavam diferentes períodos do dia, assim como uma Maddona e uma criança.

As heroínas desta missão de limpeza acabaram por ser bactérias. Durante oito anos, uma equipa restaurou o delicado monumento e recorreu a um gel com bactérias na fase final, para conseguirem remover as marcas de sujidade mais teimosas e difíceis de remover.

Os cientistas testaram 11 tipos de bactéria em mármore antes de decidirem que três variedades não-tóxicas — Serratia ficaria SH7, Pseudomonas stutzeri CONC11 e Rhodococcus sp. ZONT — seriam as mais adequadas para esta missão delicada.

A Serratia ficaria, uma bactéria que causa infeções urinárias, removeu a terra da tomba em apenas dois dias. Uma parte do sarcófago estava num estado particularmente mau, visto que albergou os restos mortais de Alessandro Medici, que governou Florença e foi assassinado, tendo sido colocado na tomba sem ser eviscerado, tal como era tradição para a família na altura.

Ao longo dos séculos, os líquidos orgânicos do corpo começaram a manchar a escultura de Miguel Ângelo. Mesmo com este desafio, o restauro foi terminado no ano passado e o túmulo foi apresentado ao público num evento da Academia de Artes de Desenho.

https://zap.aeiou.pt/bacterias-tumulo-miguel-angelo-limpo-466563

 

“Bully” e “mentiroso compulsivo" ! John Bercow foi banido para sempre do Parlamento Inglês !


O ex-presidente da Câmara dos Comuns do Reino Unido, John Bercow, foi banido para sempre do Parlamento depois de um painel independente ter concluído que ele agiu, no cargo, como um “bully” e “mentiroso compulsivo”.

Um relatório interno indica que o ex-presidente da Câmara dos Comuns do Reino Unido intimidou repetidamente os funcionários e que, portanto, deve ser impedido de receber um passe de acesso ao Parlamento. Uma interdição para toda a vida.

O painel de especialistas independentes confirmou as conclusões anteriores da comissária parlamentar para as normas de conduta, Kathryn Stone, aceitando as 21 queixas apresentadas contra John Bercow por três actuais e antigos colaboradores da Câmara dos Comuns.

As queixas foram apresentadas por Lord Lisvane, o ex-secretário mais antigo da Câmara dos Comuns, e pelos ex-secretários particulares de Bercow, Angus Sinclair e Kate Emms, como avança o The Times.

A investigação realizada ao longo de 22 meses, em torno do comportamento do político nos 12 anos que esteve no Parlamento, detectou insultos, humilhações e faltas de temperamento.

Assim, emitiu a recomendação de que Bercow deve ser proibido de obter um passe de acesso ao Parlamento de forma indefinida, ou seja, para sempre.

“A conduta do inquirido foi tão grave que, se ele ainda fosse deputado, teríamos determinado que deveria ser expulso por resolução da Câmara”, aponta o relatório.

Bercow fala em “perseguição vingativa”

Bercow qualificou as conclusões como o resultado de uma “perseguição vingativa”.

“O caso contra mim teria sido rejeitado por qualquer tribunal do país, uma vez que é baseado na mais frágil das evidências, enraizado em boatos e rumores infundados, e promovido por dogmáticos da velha escola, decididos a resistir à mudança a todo o custo e agora acertando algumas contas antigas comigo”, apontou o ex-presidente da Câmara dos Comuns.

Bercow, de 59 anos, tornou-se conhecido a nível mundial durante os debates parlamentares sobre o processo do Brexit, chegando a gritar com os deputados para controlar a ordem na Câmara.

https://zap.aeiou.pt/bercow-banido-parlamento-ingles-466403

 

Morreu o primeiro homem a receber um transplante de coração de porco !


David Bennet, a primeira pessoa a receber um transplante de um coração de porco, morreu na terça-feira, dois meses depois da cirurgia inédita, anunciou hoje o hospital de Maryland, onde o homem tinha sido operado.

O homem de 57 anos, morreu no Centro Médico da Universidade de Maryland, mas os médicos não revelaram a causa, afirmando apenas que a sua condição médica começou a deteriorar-se há vários dias.

O transplante aconteceu no início do ano, em 10 de janeiro, numa tentativa derradeira para salvar a vida de David Bennett e, na altura, a equipa médica responsável disse que o sucesso da cirurgia provava que um coração de um animal geneticamente modificado pode funcionar no corpo humano, sem rejeição imediata.

O filho de David Bennet elogiou a última tentativa do hospital, afirmando que a família espera que possa ajudar esforços futuros para responder à escassez de órgãos.

“Estamos gratos por todos os momentos inovadoras, todos os sonhos loucos, todas as noites não dormidas que este esforço histórico implicou”, sublinhou David Bennett Jr. num comunicado da Universidade citado pela agência norte-americana Associated Press, acrescentando que espera que “esta história possa ser o começo da esperança e não o fim”.

Esta cirurgia foi revolucionária, já que as tentativas anteriores de se fazer um transplante com um órgão animal rapidamente falhavam, com os pacientes a rejeitar o órgão transplantado.

No caso de David Bennet, os cientistas usaram um coração que tinha sido editado geneticamente para que os genes de porco fossem retirados, evitando assim a rejeição imediata e aumentando a probabilidade do corpo aceitar o novo órgão.

Tudo estava a funcionar bem e o hospital estava a emitir atualizações periódicas sobre a recuperação do paciente. Mesmo com a morte de Bennet, a cirurgia foi um grande avanço na Medicina e deu aos clínicos uma nova esperança sobre o uso de órgãos de origem animal nos transplantes para humanos, especialmente devido à enorme escassez de órgãos que limita a esperança de vida destes pacientes.

https://zap.aeiou.pt/morreu-homem-transplante-coracao-porco-466537

 

Armas termobáricas estão “claramente a ser utilizadas na Ucrânia” ! E armas químicas podem vir a seguir !


O Reino Unido diz que a Rússia confirma estar a usar armas termobáricas na Ucrânia. Este tipo de armamento usa o oxigénio para expandir o efeito da explosão.

As armas termobáricas foram usada pela primeira vez pelos Estados Unidos na guerra do Vietname, e um especialista ouvido pela TSF não tem dúvidas de que está a ser utilizada contra civis na Ucrânia.
A Rússia tem sido acusada, desde o início da invasão da Ucrânia, de usar bombas termobáricas, o que pode configurar um crime de guerra.

De acordo com o Ministério da Defesa do Reino Unido, Moscovo confirma o uso deste tipo de armamento no conflito. A convenção de Genebra proíbe a utilização contra civis das bombas de vácuo, o outro nome pelo qual é conhecida a arma termobárica.

O historiador da Academia Militar, António José Telo, explica que tipo de armamento está em causa.

“As armas termobáricas explodem na atmosfera, um pouco acima do solo, espalham um aerossol que se vai expandindo rapidamente na atmosfera, a partir de um momento em que encontra de oxigénio, até que atinja um ponto de expansão máxima. Nessa altura, explodem. A explosão é de grandes dimensões, tem efeitos incendiários e tem uma imensa onda de choque”, explica.

José Telo revela que as armas termobáricas foram utilizadas pela primeira vez pelos Estados Unidos da América na guerra do Vietname, mas não tinha civis como alvo.

O uso deste tipo de armamento contra civis é proibido pela generalidade dos acordos internacionais. O historiador não tem dúvidas de que estão a ser utilizadas na invasão da Rússia à Ucrânia.

“Claramente estão a ser utilizadas na Ucrânia em zonas de população. Posso dizer claramente porque vi uma reportagem em que aparecia um cidadão ucraniano a filmar na janela da sua casa, de noite e muito ao longe — qualquer coisa a 10 km de distância — viam-se explosões normais”, relata.

“E, de repente, estas explosões convencionais ficam completamente transformadas em anãs por uma gigantesca explosão. Pelo cogumelo que se forma, pela gigante explosão e pela cor que tem, nota-se claramente que é uma arma termobárica“, esclarece o historiador.
Rússia pode “usar armas químicas”

A Casa Branca diz que as denúncias “risíveis” e “falsas” do Kremlin sobre o apoio norte-americano a um programa de armas biológicas na Ucrânia pretendem “montar o palco” para as tropas russas recorrerem a esse tipo de armamento. “É um padrão evidente”, acusa Washington, segundo o Público.

O Governo dos Estados Unidos admitiu a possibilidade de o Exército russo vir a usar armamento químico na guerra com a Ucrânia e acusou o Kremlin de estar a “montar o palco” para esse cenário, recorrendo àquilo a que os norte-americanos descrevem como “propaganda russa clássica“, que já se viu na guerra na Síria.

Em causa está a narrativa promovida nos últimos dias por Moscovo – e apoiada, segundo a Casa Branca, por Pequim – de que os EUA teriam apoiado e financiado laboratórios ucranianos dedicados ao desenvolvimento de armas biológicas.

A Casa Branca afirmou que, para além de pretenderem “tentar justificar um ataque premeditado, não provocado e injustificável à Ucrânia”, correspondem a um “padrão evidente” das autoridades russas para recorrerem, elas próprias, a armas químicas.

“Agora que a Rússia fez estas denúncias falsas – e que, aparentemente, a China apoia esta propaganda – temos de estar atentos à possível utilização de armas químicas e biológicas pela Rússia, na Ucrânia, ou à criação de uma falsa operação clandestina para as usar”, alertou Jen Psaki, assessora de imprensa da Casa Branca, numa série de mensagens publicadas no Twitter, na quarta-feira à noite.

“É o tipo de operação de desinformação dos russos que temos vindo a assistir, repetidamente, ao longo dos anos, na Ucrânia e noutros países, mas que tem sido desmascarada”, acusou.

Antes, Maria Zakharova, porta-voz do Kremlin, tinha revelado que a Federação Russa tem na sua posse “documentos” que confirmam que o Ministério da Saúde da Ucrânia mandou destruir amostras de antraz, de cólera, de peste e de outros agentes patogénicos antes do início da “operação militar especial” da Rússia no país.

Segundo Moscovo, os documentos, não divulgados, foram apreendidos durante a invasão, e mostram uma “tentativa de emergência de apagar provas de programas militares biológicos” financiados pelos EUA.

O Ministério da Defesa russo deu ainda conta de uma operação de “provocação”, recorrendo a armas químicas, que está a ser preparada por “nacionalistas ucranianos”, na cidade de Kharkiv.

Citado pela Reuters, um representante do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, “negou firmemente todas as acusações” russas.

“É a Rússia que tem um histórico, antigo e bem documento, de utilização de armas químicas, incluindo tentativas de assassínio e envenenamento dos inimigos políticos de [Vladimir] Putin, como Alexei Navalny”, denunciou Jen Psaki.

“É a Rússia que continua a apoiar o regime de Assad, na Síria, que usou repetidamente armas químicas. É a Rússia que mantém, há muito tempo, um programa de armas biológicas, em violação do direito internacional“, insistiu a porta-voz de Joe Biden.

“Essa desinformação russa é um absurdo total e não é a primeira vez que a Rússia inventa tais falsas alegações contra outro país. Além disso, essas alegações foram desmascaradas de forma conclusiva e repetida ao longo de muitos anos”, indicou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price, em comunicado, segundo o Jornal de Notícias.

Em causa está a tentativa da Rússia de justificar as “suas próprias ações horríveis na Ucrânia” através da invenção de falsos pretextos, segundo Price.

“Os EUA não possuem ou operam nenhum laboratório químico ou biológico na Ucrânia, estão em total conformidade com suas obrigações sob a Convenção de Armas Químicas e a Convenção de Armas Biológicas, e não desenvolvem ou possuem tais armas em nenhum lugar. (…) A Rússia tem um histórico de acusar o Ocidente dos mesmos crimes que a própria Rússia comete“, frisa o comunicado.

Em abril de 2020, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) atribuiu ao Governo sírio a responsabilidade pelo uso de gás sarin e bombas de cloro na guerra civil da Síria.

A Federação Russa, aliada de Assad, e peça fundamental na reconquista militar de grande parte do território que as forças do Presidente Bashar al-Assad tinham perdido, rejeitou, no entanto, as acusações a OPAQ.

Tal como também negou ter participado ou apoiado as operações de envenenamento do opositor político Navalny, na Sibéria, e do antigo espião Serguei Skripal, na localidade inglesa de Salisbury, com o agente nervoso Novichok – uma arma química altamente tóxica, fabricada nas décadas de 1970 e 1980 na União Soviética.

https://zap.aeiou.pt/armas-termobaricas-estao-claramente-a-ser-utilizadas-na-ucrania-e-armas-quimicas-podem-vir-a-seguir-466636


Long covid atinge 10% a 20% dos infetados e é “imprevisível e debilitante” !


Entre 10% a 20% das pessoas com covid-19 sofrem de sintomas após recuperarem da fase aguda da infeção, uma condição “imprevisível e debilitante” que afeta também a saúde mental, alertou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Embora os dados sejam escassos, estimativas recentes apontam que 10 a 20% das pessoas com covid-19 experimentam doença contínua durante semanas ou meses após a fase aguda da infeção”, refere o Relatório Europeu da Saúde 2021 da OMS hoje divulgado.

Segundo o documento, esta situação conhecida por “long covid” ocorre em pessoas com um historial de infeção pelo SARS-CoV-2 geralmente três meses a partir do início da covid-19, com sintomas que duram pelo menos dois meses, sendo a fadiga, falta de ar e a disfunção cognitiva os mais comuns.

“A condição pós-covid-19 é imprevisível e debilitante e pode, posteriormente, levar a problemas de saúde mental, tais como ansiedade, depressão e sintomatologia pós-traumática”, alerta o capítulo do relatório dedicado à pandemia.

De acordo com o documento da OMS Europa, o que influencia o desenvolvimento e gravidade do long covid é, até agora, desconhecido, mas não parece estar correlacionado com a gravidade da infeção inicial por SARS-CoV-2 ou com a duração dos sintomas associados, sendo, porém, mais comum em pessoas que foram hospitalizadas.

“Espera-se que o número absoluto de casos aumente à medida que ocorrem novas ondas de infeção na região europeia e é necessária mais investigação e vigilância” a esta condição específica provocada pela covid-19, adianta ainda o documento.

O relatório sobre a Saúde na Europa, que é publicado a cada três anos, refere ainda que as medidas de contenção da pandemia, como os confinamentos, “influenciaram negativamente os comportamentos de saúde” da população europeia.

Estas restrições tiveram impacto nos padrões de consumo de álcool, tabaco e de drogas em “partes significativas da população”, registando-se também “um aumento do comportamento sedentário e alterações negativas” ao nível alimentar.

A OMS adianta também que o encerramento de escolas e universidades em diversos países, durante as fases mais críticas da pandemia, teve um “impacto no bem-estar mental” das crianças e adolescentes.

“Uma análise recente mostra um número significativo de crianças que sofrem de ansiedade, depressão, irritabilidade, desatenção, medo, tédio e distúrbios do sono”, alerta a OMS, ao avançar que o encerramento de escolas durante os picos da pandemia em 2020 e 2021 tem provocado perdas na aprendizagem e perturbação no desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes.

“Os dados emergentes mostram perdas de aprendizagem correspondentes de um terço a um quinto de um ano letivo e foram reportadas mesmo em países com uma aplicação relativamente curta das medidas de saúde pública e sociais e o acesso generalizado à Internet. Isto sugere que as crianças fizeram pouco ou nenhum progresso enquanto aprenderam em casa”, sublinha a organização.

O relatório evidencia ainda que, devido à natureza do seu trabalho, os profissionais de saúde estão em maior risco de infeção por SARS-CoV-2 e a prevalência de infeção é ligeiramente maior entre os profissionais de saúde do que na população em geral.

“As estimativas atuais mostram que cerca de 10% dos profissionais de saúde foram infetados. Cerca de 50% destes eram enfermeiros e 25% eram médicos”, adianta o documento.

A covid-19 provocou pelo menos 6.011.769 mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 21.267 pessoas e foram contabilizados 3.367.469 casos de infeção, segundo dados de hoje da Direção-Geral da Saúde.

https://zap.aeiou.pt/long-covid-atinge-10-a-20-infetados-466646


quarta-feira, 9 de março de 2022

Zelenskyy citou Shakespeare, Churchill e contou os 13 dias de “terror” na Ucrânia, no parlamento britânico


Foi a primeira vez que um líder estrangeiro falou na Câmara dos Comuns: “Não vamos desistir e não vamos perder. Vamos continuar a lutar até ao fim”, afirmou o Presidente ucraniano.

O Presidente da Ucrânia discursou esta terça-feira na Câmara dos Comuns do Reino Unido. Volodymyr Zelenskyy pediu o endurecimento das sanções contra a Rússia e repetiu o apelo para a criação de uma zona de exclusão aérea nos céus da Ucrânia.

“Não vamos desistir e não vamos perder. Vamos continuar a lutar até ao fim no mar, no ar. Vamos continuar a lutar pelo nosso país qualquer que seja o custo. Vamos lutar nas florestas, nos campos, na costa, nas ruas”, afirmou Zelensky, repetindo as palavras proferidas pelo ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill, num dos discurso mais emblemáticos que fez durante a Segunda Guerra Mundial.

“Ser ou não ser? Durante 15 dias esta pergunta podia ter sido colocada, mas agora posso dar-vos uma resposta definitiva. Definitivamente sim, ser”, continuou usando uma das citações mais famosas de Hamlet, obra de William Shakespeare.
O líder da Ucrânia reiterou ainda o pedido de ajuda aos “países civilizados”. “Estou muito agradecido a si, Boris [Johnson]. Por favor aumente a pressão das sanções contra este país [Rússia] e por favor reconheça-os como um Estado terrorista. Por favor garanta que os céus ucranianos são seguros. Por favor garanta que faz o que precisa de ser feito e que a sua consciência lhe disser”.

Zelenskyy discursou por videochamada e em ucraniano (que foi traduzido em tempo real para os membros do parlamento). Esta foi a primeira vez que um líder estrangeiro interveio na Câmara dos Comuns. Este tipo de discursos ocorrem normalmente em Westminster Hall, segundo o Expresso.

“A Ucrânia não queria esta guerra. Somos o país que está a salvar pessoas apesar de ter de lutar um dos maiores exércitos do mundo”, sublinhou o líder ucraniano.

A intervenção foi antecedida e seguida por longas ovações de pé, numa Câmara dos Comuns cheia para a sessão que durou cerca de 15 minutos.

Nas intervenções que se seguiram, os líderes parlamentares de todos os partidos saudaram a coragem de Volodymyr Zelenskyy e do povo da Ucrânia.

Os 13 dias de guerra segundo Zelensky

Zelenskyy abriu o seu discurso a descrever os 13 dias do conflito. “Uma guerra que não começamos, que não queríamos, mas em que temos de travar porque não queremos perder o que temos, o que é nosso, tal como vocês não quiseram perder o vosso país quando os nazis vos atacaram durante a Segunda Guerra Mundial”.

“No dia um, às quatro da manhã, fomos atacados por mísseis cruzeiro. Toda a gente acordou e desde então não temos dormido“, começou.

“No segundo dia, as forças russas exigiram que nós baixássemos as nossas armas, mas nós continuamos a lutar e sentimos a força do nosso povo que se vai opor à ocupação até ao fim”.

“No dia seguinte, a artilharia começou a lutar contra nós”.

“No dia quatro, começamos a manter prisioneiros. Não temos estado a torturá-los. Permanecemos humanos mesmo no quarto dia desta guerra terrível”.

“No dia cinco, o terror contra nós continuou contra crianças e cidades. Os bombardeamentos tinham sido permanentes, incluindo contra hospitais, mas isso não nos vergou”.

“No dia seis, os mísseis russos caíram em Babi Yar, onde os nazis mataram milhares de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial. Oitenta anos depois, os russos atacaram-nos pela segunda vez. Até as igrejas estão a ser destruídas pelos bombardeamentos”.

“No dia oito, vimos tanques russos a disparar contra as plantas nucleares. Todos puderam perceber que este ataque é contra toda a gente”.

“No dia nove, foi a conferência da NATO que não teve o resultado que queríamos. Sim, foi isso que sentimos. Sentimos que infelizmente nem sempre as alianças funcionam devidamente e que a zona de exclusão aérea não podia ser instituída”.

“No dia dez, os ucranianos começaram a protestar em massa e a parar as investidas armadas com as próprias mãos”.

“No dia onze, as crianças, percebemos que os ucranianos se tornaram heróis. Cidades inteiras, crianças, adultos”.

“No dia doze, as perdas do exército russo excederam os 10 mil mortos, incluindo um general. Isso deu-nos esperança que haverá algum tipo de responsabilização por essas pessoas em frente a um tribunal”.

“No dia treze, uma criança foi morta na cidade de Mariupol que estava sob ataque. [As forças russas] não permitiam a entrada de comida e água. As pessoas começaram a entrar em pânico. Mais de 50 crianças foram mortas. Estas são as crianças que podiam ter saído, mas estas pessoas tiraram-nas”.

Parlamento britânico reitera sanções contra Rússia

O final do discurso de Zelensky foi recebido com segunda ovação de pé por parte dos deputados britânicos.

Seguiram-se as intervenções dos líderes dos partidos com assento parlamentar. Todos reiteraram o compromisso do Reino Unido com o povo ucraniano, prometendo endurecer sanções, continuar a fornecer armas e a prestar assistência humanitária.

“Numa grande capital europeia, agora no alcance das armas russas, o presidente Volodymyr Zelenskyy permanece firme pela democracia e liberdade“, afirmou Boris Johnson.

“Neste momento, ucranianos normais estão a defender as suas casas e famílias contra um ataque brutal. E pelas suas ações estão a inspirar milhões com a sua coragem e dedicação”, continuou.

“Este é um momento para pormos as nossas diferenças de lado. A Grã-Bretanha e os nossos aliados estão determinados em continuar a pressionar [o regime russo]. E vamos aplicar todos os métodos que conseguirmos – diplomáticos, humanitários e económicos – até que o Vladimir Putin tenha falhado nesta desastrosa investida e a Ucrânia seja novamente livre”, concluiu o primeiro-ministro britânico.

“Ninguém o teria culpado [Zelensky] por fugir. Em vez disso ficou em Kiev, para liderar os ucranianos e lutar. Recordou-nos que a nossa democracia e liberdade são inestimáveis e levou o mundo a agir, quando demasiadas vezes deixamos Putin levar a sua avante”, considerou o líder do Partido Trabalhista Kier Starmer.

“Devemos fazer tudo o que conseguirmos para enviar apoio à Ucrânia e enviar a mensagem mais clara a Putin: que isto vai acabar em derrota para ele, que vai enfrentar a justiça no Tribunal Internacional”, disse Ian Blackford, líder Partido Nacional Escocês.

Já Ed Davey (Liberal Democratas) sublinhou que situação na Ucrânia deve servir de lembrete de que os valores de liberdade, democracia e segurança não devem ser tomados como garantidos. “Embora nesta Câmara discordemos de muitas coisas, aqui defendemos juntos esses valores”.

“A nossa resposta não vai ser julgada pelo volume ou força do nosso aplauso ao Presidente Zelenskyy”, defendeu por fim Jeffrey Donaldson, do Partido Unionista Democrático. “Vai ser julgada pelo volume ou força da nossa resposta ao seu pedido de ajuda”.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse, durante uma entrevista televisiva na segunda-feira, que não vai insistir na adesão da Ucrânia à NATO, uma das questões que motivaram oficialmente a invasão russa.

Num outro sinal de abertura a negociações com Moscovo, durante uma entrevista ao canal televisivo norte-americano ABC, Zelensky disse estar disponível para um “compromisso” sobre o estatuto dos territórios separatistas no leste da Ucrânia, cuja independência o Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu unilateralmente, pouco antes de lançar o ataque militar.

NATO? “Percebi que não estava pronta para aceitar”

“Quanto à NATO, moderei a minha posição sobre esta questão há algum tempo, quando percebi que a NATO não estava pronta para aceitar a Ucrânia“, disse o líder ucraniano numa entrevista transmitida na noite de segunda-feira.

“A Aliança tem medo de tudo o que seja controverso e de um confronto com a Rússia”, explicou Zelenskyy, acrescentando que não quer ser o Presidente de um “país que implora de joelhos” por uma adesão à NATO.

Num outro sinal de abertura a negociações com Moscovo, durante uma entrevista ao canal televisivo norte-americano ABC, Zelenskyy disse estar disponível para um “compromisso” sobre o estatuto dos territórios separatistas no leste da Ucrânia, cuja independência o Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu unilateralmente, pouco antes de lançar o ataque militar.

Por várias vezes, Putin disse que a adesão da Ucrânia à NATO constituía uma ameaça para os interesses de Moscovo, tendo exigido ao Ocidente que não expandisse a sua zona de influência militar junto das suas fronteiras.

O Presidente russo também reconheceu as duas autoproclamadas repúblicas separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, exigindo agora que Kiev também as reconheça, de acordo com a TSF.

Questionado sobre esta exigência russa, durante a mesma entrevista televisiva, Zelenskyy disse estar aberto ao diálogo.

“Estou a falar de garantias de segurança. Penso que quando se trata destes territórios ocupados temporariamente (…), que só foram reconhecidos pela Rússia, (…) podemos discutir e chegar a um compromisso sobre o futuro destes territórios“, explicou o líder ucraniano.

“O importante para mim é como vão viver as pessoas que estão nestes territórios e que querem fazer parte da Ucrânia”, acrescentou Zelenskyy, considerando que a questão é “complexa”.

“Esse é outro ultimato e nós rejeitamos ultimatos. O que é necessário é que o Presidente Putin comece a falar, inicie um diálogo, em vez de viver numa bolha”.

https://zap.aeiou.pt/zelenskyy-citou-shakespeare-churchill-e-contou-os-13-dias-de-terror-na-ucrania-no-parlamento-britanico-466334


Kiev atormentada por explosões pouco antes do cessar-fogo


Kiev foi atormentada por várias explosões durante a madrugada. Ouviram-se ainda sirenes de ameaça de bombardeamento depois do início do cessar-fogo.

A Rússia voltou a prometer que vai cumprir o cessar-fogo para permitir a retirada de civis pelos corredores humanitários. A confirmação foi dada pelo chefe do Centro Nacional para o Controlo da Defesa da Rússia, que iria suspender os ataques a partir das 10h de Moscovo (7h em Portugal).

Assim, os corredores humanitários voltam reabrir numa tentativa de retirar civis de cinco cidades ucranianas: Kiev, Chernihiv, Sumy, Kharkiv e Mariupol.

Esta madrugada ficou marcada por várias explosões na capital ucraniana e nas áreas circundantes, sinais de bombardeamentos e combates aéreos.

Poucos minutos antes da hora prometida do início do cessar-fogo, ouviram-se sirenes em Kiev, perante nova ameaça de um ataque aéreo.

“Região de Kiev – alerta aéreo. Ameaça de ataque com mísseis. Toda a gente deve ir de imediato para os abrigos”, escreveu o governador da região, Oleksiy Kuleba, no Telegram.

O The Kyiv Independent escreve que os bombardeamentos em Sumy, ao longo desta madrugada, causaram 22 mortos, incluindo três crianças. Entretanto, o The Guardian escreve que já terá recomeçado a retirada de civis de Sumy.

“Uma série de explosões ruidosas ouvidas em Kiev e arredores agora. A cidade de Kiev lançou outro alerta de sirene para procurar abrigo imediatamente. As explosões são incessantes há três minutos”, escreveu no Twitter o correspondente da BuzzFeedNews, Cristopher Miller, esta madrugada.

As sirenes voltaram a soar já depois do início do cessar-fogo, às 9h locais. As cidades de Zhytomyr e Vasylkiv também estiveram em alerta perante um possível bombardeamento.

O Ministério da Defesa ucraniano diz que as cidades cercadas continuam sob “pesados bombardeamentos”.

Esta não é a primeira vez que se tentam estabelecer rotas de evacuação para civis, com as outras tentativas a falharem devido a uma alegada quebra de cessar-fogo por parte dos russos. Ainda assim, alguns milhares de pessoas conseguiram fugir da cidade de Sumy, no nordeste, na terça-feira.

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“Limitação temporária de preços” e taxas à produção elétrica: O combate à crise energética !


Combate de emergência à crise energética pode passar pela “limitação temporária de preços” e por impostos extraordinários sobre os produtores elétricos.

A Comissão Europeia acredita que o momento de sobressalto dos mercados energéticos irá prolongar-se por 2023 e que a situação é grave o suficiente para recorrer a “medidas de emergência” que atenuem o efeito de contágio dos preços do gás à eletricidade, incluindo aplicar “limites temporários de preços”.

A Comissão irá “analisar todas as opções possíveis”, consultar todos as entidades relevantes e “propor ações nas próximas semanas”, lê-se na comunicação divulgada esta terça-feira, de acordo com o Público.

O executivo europeu procura lançar as bases de um programa para quebrar a dependência das importações russas, mas também dar respostas ao choque energético provocado pela guerra na Ucrânia.

Bruxelas, que vem defendendo há anos a liberalização dos setores energéticos e o aprofundamento do mercado interno, admite que se vivem “circunstâncias excecionais” e lembra que a legislação europeia permite aos Estados-membros intervirem nos mercados, regulando os preços para “as famílias e para as microempresas”.

Portugal é um dos casos em que as tarifas transitórias (ou reguladas) nunca chegaram a desaparecer (prevendo-se que sejam extintas apenas em 2025), além de ter também tarifas sociais de gás e eletricidade.

A Comissão admite ainda que vai “avaliar alternativas para otimizar o funcionamento do mercado elétrico grossista”, para que os consumidores possam “colher os benefícios da energia de baixo custo”, como as renováveis.

A maneira como o mercado europeu está desenhado faz com que sejam as tecnologias mais caras a definir o preço para uma determinada faixa horária, sempre que o solar, a eólica e a hídrica não chegam para cobrir a totalidade da procura.

Nos últimos meses, o encarecimento do gás usado nas centrais de ciclo combinado (acrescido da subida do custo das emissões de carbono) tem contribuído para elevar os preços grossistas.

De Espanha, por exemplo, têm chegado apelos para que se retire o gás natural do modelo de fixação de preços, algo que a Comissão, suportada pelos países do Norte da Europa, tem recusado.

Contudo, Bruxelas parece agora admitir que o efeito do gás natural nos preços elétricos, neste contexto de instabilidade agravada pela crise na Ucrânia, é uma situação que pode obrigar a ajustamentos no desenho de mercado.

O Governo de Pedro Sánchez também tentou taxar os chamados windfall profits (os lucros “caídos do céu”, na tradução livre) que alguns produtores de energia elétrica, com modos de produção mais baratos, conseguiram obter pelo facto de em algumas horas serem remunerados ao mesmo preço que as centrais a gás natural — nomeadamente os grandes produtores de hidroelectricidade e nuclear.

Na comunicação desta terça-feira, Bruxelas admite que os Estados-membros poderão taxar temporariamente os ganhos extraordinários dos outros produtores nas horas em que a tecnologia que marca o preço é o gás, usando as receitas “para financiar medidas de emergência” destinadas a aliviar no curto prazo as faturas de energia de consumidores e empresas.

O executivo comunitário apoia-se em cálculos da Agência Internacional de Energia (AIE) que dizem que este imposto temporário sobre “as rendas elevadas” pode garantir 200 mil milhões de euros adicionais aos cofres dos 27 Estados-membros.

“Estas medidas não devem ser retroativas, devem ser tecnologicamente neutras [aplicando-se a todas as tecnologias de geração] e permitir aos produtores que recuperem os seus custos”, lê-se no documento.

A Comissão adianta que pretende lançar um programa temporário de apoio à economia europeia neste contexto de crise agravada pela guerra na Ucrânia, à semelhança do que criou para enfrentar a pandemia da covid-19.

Este quadro de apoio excecional, que começará em breve a ser discutido com os Estados-membros (que irão reunir-se num Conselho Europeu, no final da semana), poderá incluir, “por exemplo, apoios de liquidez para todas as empresas direta ou indiretamente afetadas pela crise, e auxílios, em particular para consumidores eletrointensivos”.

Recurso a auxílios de Estado, apoios de tesouraria, incentivos à eficiência energética e investimentos em renováveis são algumas das panaceias elencadas no documento para ajudar as empresas europeias no curto prazo e, a médio e longo prazo, contribuir para reduzir a sua exposição à volatilidade dos mercados.

A Comissão salienta ainda que os Estados-membros poderão canalizar as receitas com os leilões de licenças de emissões de carbono, para “apoiar os consumidores nestes tempos difíceis”.

Segundo Bruxelas, entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2022 os leilões geraram 30 mil milhões de euros em receitas para os cofres dos 27.

https://zap.aeiou.pt/limitacao-temporaria-de-precos-e-taxas-a-producao-eletrica-o-combate-a-crise-energetica-466341

 

Na guerra de sanções, quem vai quebrar primeiro ? Russos já temem o regresso dos tempos da URSS !


O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, responde às sanções do ocidente com a proibição das exportações de produtos e matérias-primas. Uma decisão que surge depois de o Presidente norte-americano, Joe Biden, ter anunciado o fim das importações de petróleo e gás russo para os EUA.

Numa intervenção na Casa Branca, Biden revelou que “o petróleo russo não será aceite nos portos dos Estados Unidos”, reforçando o aumento das sanções impostas à Rússia para “dar outro forte golpe a Putin”.

A decisão foi tomada “em estreita coordenação” com os aliados dos Estados Unidos, precisou. “Não ajudaremos a subsidiar a guerra de Putin”, afirmou ainda Biden.

A Europa recusou, até agora, decretar um embargo às importações russas que dão resposta a 40% das suas necessidades em termos de gás natural e a 30% das de petróleo.

O Chanceler alemão, Olaf Scholz, já avisou que as importações de energia fóssil da Rússia são “essenciais” para a “vida diária dos cidadãos” europeus.
 
Os EUA, pelo contrário, são exportadores líquidos, ou seja, produzem mais petróleo e gás do que consomem.

“Nós podemos tomar esta decisão, enquanto outros não”, explicou Biden, notando que os EUA estão “a trabalhar em estreita colaboração” com os seus aliados europeus para desenvolver uma estratégia de longo prazo para reduzir a dependência da Europa da energia russa“.

O petróleo russo representa apenas 8% das importações norte-americanas e 4% do consumo de produtos petrolíferos nos EUA.
Reino Unido também trava importações de petróleo russo

Entretanto, o Reino Unido também anunciou que vai deixar de importar crude e produtos petrolíferos russos até ao final de 2022.

“Vamos parar de importar petróleo russo”, afirmou claramente o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

O Governo de Boris prevê implementar uma fase de “transição” para “dar ao mercado, empresas e cadeias de fornecimento mais tempo para substituírem as importações russas, que representam 8% da procura no Reino Unido“, escreveu o ministro da Economia e da Energia britânico, Kwasi Kwarteng, na rede social Twitter.

A ideia é “assegurar uma transição suave para que os consumidores não sejam afectados“, explicou Kwarteng.

Putin proíbe exportações de matérias-primas

Em resposta às sanções que têm sido impostas à Rússia, Putin anunciou “medidas especiais” com um decreto que proíbe “a exportação para fora da Federação Russa” de produtos e (ou) matérias-primas.

Estes produtos e os países alvo da proibição serão especificadas numa lista a ser aprovada pelo governo russo nos próximos dois dias.

O decreto nota ainda que esta medida não se aplica a “produtos e (ou) matérias-primas exportadas da Rússia e (ou) importadas para o país por cidadãos da Federação Russa, cidadãos estrangeiros e apátridas, para uso pessoal”.

O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, também avisou que a Rússia tem todo o direito de tomar acções, no caso de serem impostas sanções às suas exportações de energia, como determinar um embargo ao gás que chega à Europa através do gasoduto Nord Stream 1.

Novak acrescentou que com sanções mútuas em matéria de energia “ninguém ganha”, considerando que os políticos europeus, através das suas reivindicações e acusações, estão a empurrar a Rússia para estas medidas.

Economia russa à beira do colapso

As sanções ocidentais à Rússia já começam a fazer-se sentir na economia, com o valor do rublo a atingir recordes de desvalorização. Os russos já têm corrido aos multibancos para tentarem levantar o seu dinheiro antes que desvalorize ainda mais, para o trocarem por bens duráveis ou outras moedas.

Putin já decretou a proibição da transferência de dinheiro para o estrangeiro e o Banco Central da Rússia subiu as taxas de juro para níveis históricos.

Entretanto, a agência financeira Fitch Ratings voltou a baixar o rating da dívida soberana da Rússia para “C”, o que reflecte um risco iminente de não pagamento.

As estimativas dos especialistas económicos apontam que a economia russa pode encolher uns impressionantes 7%, devido às sanções, o que será quase o dobro do que aconteceu na altura da Grande Recessão nos EUA.

No horizonte, surgem, assim, tempos difíceis para os russos, com negócios a falir, o desemprego a disparar e a fome a afectar milhares de pessoas. É um antecipar de um regresso aos tempos da ex-União Soviética, com escassez de bens.

Mas, no ocidente, também já se vão sentindo os custos da guerra, com um aumento generalizado dos preços e, logo, do custo de vida.

Em países como Portugal, os combustíveis não páram de subir e isso vai ter efeitos em outros produtos. Também nos EUA, os combustíveis têm atingido máximos dos últimos anos.

Nesta guerra de sanções, e no arrastar da guerra militar na Ucrânia, falta saber quem vai quebrar primeiro.
Multinacionais suspendem vendas na Rússia

No meio das sanções decretadas pelos vários Governos, as mais conhecidas empresas multinacionais, como as norte-americanas McDonald’s, Pepsi, Coca-Cola e Starbucks, estão a suspender as suas vendas no mercado russo.

O caso do McDonald’s é especialmente simbólico, pois foi o primeiro restaurante estrangeiro a abrir em Moscovo, em 1990, ainda antes da dissolução da ex-URSS.

Essa abertura foi vista como uma “verdadeira revolução” e um sinal dos ventos de mudança. A suspensão dos serviços é, agora, pelo contrário, um sinal de retrocesso no tempo.

Os 850 restaurantes McDonald’s na Rússia vão suspender de forma temporária, fazendo “uma pausa nas operações”, segundo comunicado da empresa que vai continuar a pagar salários aos cerca de 62 mil empregados que tem no país.

A McDonald’s refere que também continua a pagar os salários aos trabalhadores que tem na Ucrânia, apesar de a guerra ter travado o negócio neste país.

A Shell também já anunciou que vai deixar de comprar gás e petróleo russo e fechar os postos de abastecimento no país, num comunicado em que também se desculpou por ter adquirido matéria-prima russa após a invasão da Ucrânia.

Os lucros do petróleo russo que a Shell ainda tem vão reverter para um fundo que visa ajudar vítimas da guerra, segundo a empresa.

O grupo editorial americano Condé Nast anunciou, igualmente, a suspensão da sua actividade na Rússia, onde publica, em particular, a revista de moda Vogue há mais de 20 anos.

“Continuamos chocados e horrorizados com a violência sem sentido e a trágica crise humanitária na Ucrânia e com a recente adopção pelo Governo russo de novas leis de censura”, avançam responsáveis do Condé Nast.

O grupo também publica na Rússia as revistas GQ, GQ Style, Tatler, Glamour e AD.

Muitas marcas de moda e luxo também anunciaram a interrupção das suas actividades no país, incluindo Chanel, Hermès, Prada e LVMH.

https://zap.aeiou.pt/guerra-de-sancoes-russia-466337


Carmilla inspirou Drácula - A primeira representação literária de um vampiro foi uma mulher !

Apesar de passar despercebido perante a popularidade de Drácula, o livro Carmilla do escritor irlandês Sheridan Le Fanu foi o primeiro a representar os vampiros na literatura — e a protagonista era uma mulher.

Foi em 1897, com a publicação de Drácula de Bram Stoker, que os vampiros se tornaram criaturas mais conhecidas entre os adeptos de literatura de terror. Mas contrariamente ao que se possa pensar e apesar de ser o mais conhecido, Drácula não foi o primeiro vampiro literário.

Na verdade, a primeira representação em livro destas criaturas sedentas de sangue foi no feminino, no livro Carmilla, do escritor irlandês Sheridan Le Fanu, que foi publicado em 1872. E além de ser uma vampira, Carmilla era também lésbica.

Escrito 26 anos antes de Drácula, Carmilla serviu claramente de inspiração a Stoker, que escolheu uma figura histórica — o famoso Vlad Drácula, o Empalador — e transformou-o num vampiro, recorda o Ancient Origins.

Carmilla é ao mesmo tempo uma obra revolucionária e com elementos comuns da era em que foi escrita. O seu estilo é típico da literatura gótica que era popular na altura, incluindo um castelo sombrio, um ambiente sinistro e elementos sobrenaturais.

Mas outros aspectos do livro foram pioneiros, notoriamente, a escolha de uma protagonista feminina que se sentia atraída pela sua vítima, uma jovem rapariga chamada Laura — e aparentemente, a atracção é recíproca, numa mistura de sentimentos de desejo e repulsão. No austero período Vitoriano, histórias com alusões ao lesbianismo eram inéditas.

A independência feminina era também um tema tabu nesta época, quando as mulheres eram apenas vistas como posses para os homens e não tinham autonomia própria. Além disto, as personagens masculinas do livro também desafiam o arquétipo do homem ideal que costumava protagonizar os livros da altura, sendo fracas e ingénuas em vez de fortes e sábias.

A inspiração histórica em Drácula é evidente, mas será que Le Fanu também se baseou em elementos verdadeiros para escreve o seu livro? De acordo com os estudiosos do assunto, o mais provável é que o autor irlandês se tenha inspirado nos trabalhos do francês Agostinho Calmet, especialmente a sua obra de 1746 — Dissertations sur les apparitions des anges, des démons et des esprits, et sur les revenants et vampires de Hongrie, de Bohême, de Moravie et de Silésie.

Este foi um dos primeiros trabalhos académicos que se debruçou sobre os vampiros, com várias teorias sobre estas criaturas e detalhes sobre os casos contemporâneos mais populares na Sérvia e na Hungria.

A palavra vampiro tem inclusivamente origem sérvia, de onde quase todos os mitos sobre estas criaturas são e onde até hoje ainda há uma crença generalizada de que os vampiros existem, sobretudo nas comunidades rurais.
O caso de Arnaut Pavle

O famoso caso de Arnaut Pavle pode ter sido a inspiração original para Le Fanu. Os habitantes da vila de Pavle afirmavam que o homem os assombrava depois de ter morrido e que em vida, teria sido assediado por um vampiro. Pavle ter-se-ia livrado desta maldição ao comer terra da cova do vampiro e sujar-se com o seu sangue.

No entanto, menos de um ano depois da sua morte, os habitantes da vila de Pavle reportavam casos de assombrações e doenças que estariam ligadas ao falecido, que se teria tornado ele mesmo num vampiro. Em Janeiro de 1726, 17 pessoas já teriam morrido devido a esta doença misteriosa.

A primeira vítima de Arnaut Pavle terá sido uma mulher que terá comido a carne de ovelhas que teriam sido mortas por Pavle. A mulher também se terá manchado com o sangue do vampiro, tendo assim continuado a onda de vampirismo na vila.

As autoridades austríacas terão ainda testemunhado uma exumação dos habitantes da vila ao corpo de Arnaut Pavle, que teria “veias repletas de sangue fluído” e o seu corpo e caixão estariam completamente ensanguentados. A sua pele, unhas e cabelo teriam caído e nascido novamente e o seu corpo estaria vermelho.

Ao verem isto, as pessoas terão empalado o corpo com uma estaca de madeira e o cadáver terá reagido com um grito. Terão depois decapitado o corpo e queimado os seus restos mortais, chegando assim ao fim os relatos de assombrações na vila.

Não há forma termos certeza, mas é provável que Sheridan Le Fany se tenha inspirado nestes detalhes sombrios para escrever Carmilla, já que ambas as histórias têm em comum uma personagem feminina adolescente. Resta-nos especular.

https://zap.aeiou.pt/carmilla-dracula-literaria-vampiro-mulher-466200


Activistas aproveitam anúncios para dar informação verdadeira aos russos !


Facebook e notificações pop-up são alguns dos meios escolhidos para tentar enganar o controlo do lado russo.

A guerra na Ucrânia também passa pela comunicação social. Vladimir Putin tem repetido a ideia de que a Ucrânia é uma ameaça para a Rússia, entrando na guerra mediática.

O conflito passa igualmente pelas redes sociais, enquanto a TV Rain e a rádio Ekho Moskvy deixaram de emitir, alegadamente por interferência do Governo russo, por não conseguir controlar todas as informações divulgadas pela rádio; embora a versão do Kremiln indique que a decisão de encerrar a rádio partiu dos proprietários da própria Ekho Moskvy, por terem “violado a lei”.

Se o Governo liderado por Putin está a controlar – ou a tentar controlar – todas as notícias que chegam à Rússia ou que saem da Rússia, como se dá a volta a isso? Através de anúncios na internet, por exemplo.

A revista MIT Technology Review indica que há activistas que estão a utilizar anúncios no Facebook e notificações pop-up para a população russa receber informação (verdadeira) sobre o que está a acontecer na Ucrânia.

É uma tentativa de “quebrar o estrangulamento” de informações do Kremlin, disse Jack Pearson, especialista em comunicação de política externa, à revista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

A informação mais próxima da realidade terá de vir de outros países porque, dentro de fronteiras, a indicação é de que a invasão é uma forma de a Rússia se defender – pelo menos é o que a televisão estatal tem repetido.

BBC bloqueada, Voice of America bloqueada. Solução encontrada por um grupo de activistas? Anúncios e notificações.

Exemplos: na aplicação de uma farmácia russa, começaram a aparecer notificações que diziam aos russos “acordem”, avisando que Putin está a tirar a vida de muitos soldados russos e a tirar dinheiro à população russa. A farmácia admitiu que tinha sido vítima de um ataque informático.

Uma agência de web design conseguiu arranjar forma de colocar uma notificação pop-up em todos os sites que tenham um web script da plataforma GitHub; quem entrar nesses sites a partir de um computador na Rússia verá o aviso “o vosso Governo está a mentir-vos, pessoas inocentes e crianças estão a morrer”.

Os anúncios online, um parcial “faroeste”, são também aproveitados para mostrar aos russos ligações para fontes de notícias fidedignas. As autoridades russas apanham um anúncio mas os informáticos criam logo outro – ou outros.

A ideia foi aproveitar outros portais que, por não serem de informação e por não terem conteúdo que justificam censura russa, podem ser meios de transmissão de informações verdadeiras.

“Não somos fontes de notícias. São projectos divertidos. A maioria dos russos sabem que há algo suspeito, mas talvez alguns precisem de um empurrãozinho“, descreveu Kai Nicolaides, activista ligado à agência de web design.

https://zap.aeiou.pt/anuncios-informacao-verdadeira-russos-466272


O outro foco de deslocados: 80 mil na Austrália, em poucas horas !


Zona de Nova Gales do Sul está a ser afectada desde Fevereiro e já morreram 21 pessoas. Há mais de 250 mil pessoas a pedir ajuda.

A zona sudeste da Austrália, mais concretamente na região de Nova Gales do Sul, está a ser seriamente afectada por chuvas torrenciais.

As inundações começaram ainda no final de Fevereiro, tendo afectado primeiro o estado de Queensland, onde causaram pelo menos 12 mortes. Muitas casas ficaram submersas (mais de 20 mil pessoas tiveram de sair de sua casa) e diversos automóveis foram arrastados.

O governo de Queensland acredita que este fenómeno causará um prejuízo de cerca de 674 milhões de euros.

Na semana passada a tempestade chegou a Nova Gales do Sul, onde se situa a maior cidade australiana: Sidney.  

As autoridades locais elevaram para 21 o número de mortos relacionados com as chuvas fortes e indicou que, só desde a noite desta segunda-feira, já foram deslocadas 80 mil pessoas. A grande maioria (60 mil) foi retirada de 13 distritos da parte ocidental de Sydney.

As casas e as estradas estão inundadas, sobretudo na cidade de Camden e nas zonas ribeirinhas, também na parte ocidental de Sidney. Receiam-se novos deslizamentos de terra e inundações.

O cenário não vai melhorar nos próximos dias: as chuvas torrenciais e os ventos que podem chegar a 90 quilómetros por hora vão prolongar-se, no mínimo, até à próxima quinta-feira.

Cerca de 5 mil soldados australianos deverão reforçar os trabalhos de socorro e de limpeza em Nova Gales do Sul e em Queensland.

Mais de 250 mil pessoas já pediram ajuda extraordinária, devido a estas inundações.

https://zap.aeiou.pt/cheias-australia-deslocados-466191


A guerra na Ucrânia ameaça mergulhar a Europa na estagflação - O que é que isto significa ?


A subida nos preços da energia pode ter um efeito bola de neve e causar fazer disparar os preços de todos os outros produtos. Aliada ao desemprego e um reduzido crescimento económico, a inflação leva à estagflação.

Ainda antes do início da guerra na Ucrânia, o cenário já era temido, especialmente com as elevadas taxas de inflação que se registaram logo no início do ano e que levaram a que o Banco Central Europeu revisse em alta as taxas de juro. Mas afinal, o que é a estagflação?

Este fenómeno ocorre quando se atravessa um período de elevada inflação, como o que estamos a viver agora, ao mesmo tempo que a economia estagna ou entra em recessão, com taxas de desemprego elevadas.

O cenário já se verificou no final dos anos 70 e no início da década de 80 — com o boicote da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) aos países do Ocidente, que fez disparar os preços do petróleo — e pode voltar a repetir-se com o efeito de bola de neve causado pelas sanções impostas à Rússia, cujo impacto já de está a sentir nos preços da energia.

Mário Centeno já deixou avisos no início da semana sobre a possibilidade da Europa entrar neste ciclo. “Um cenário próximo da estagflação não está fora das possibilidades que podemos enfrentar“, alertou o governador do Banco de Portugal, aconselhando os responsáveis portugueses e europeus a preparem-se.

“A coisa mais importante é estarmos preparados e disponíveis para salvaguardar a estabilidade financeira”, afirmou o antigo Ministro das Finanças, que acredita que tudo depende da duração do conflito e da resposta “mais ou menos concertada” que a Europa decidir dar.

A Comissão Europeia também já está atenta e acredita que o cenário mais provável, pelo menos por enquanto, é apenas uma desaceleração das economias e não propriamente uma recessão, visto que os PIBs europeus estão ainda numa trajectória de crescimento devido à recuperação do impacto da pandemia.

Paolo Gentiloni, comissário europeu da economia, já avisou que para além da subida dos preços da energia, o efeito na confiança dos consumidores e empresários também não se pode negligenciar.

Isto acontece porque a estagflação funciona quase como uma profecia que se auto-concretiza, ou seja, os empresários e consumidores receiam que venha aí uma crise e começam a mais cautelosos e contidos nos investimentos e compras que fazem — algo que, por si só, pode levar à tão temida recessão.

O Ministro das Finanças também já avançou que as autoridades europeias estão a rever as previsões em baixa e que Portugal não é excepção, mas João Leão assegura que o nosso país vai ser um dos menos afectados.

Já Vítor Constâncio, antigo presidente do Banco Central Europeu e ex-governador do Banco de Portugal, considera que a possibilidade de estagflação é remota e também acredita que Portugal não vai ser dos mais afectados pela guerra na Ucrânia.

“A possibilidade de uma situação de estagflação, entendida como a simultaneidade de uma recessão e de inflação mais alta, é por enquanto remota no que respeita a uma recessão”, refere em declarações por escrito ao ECO.

Constâncio explica que o disparo nos preços da energia vai causar inflação e reduzir o poder de compra das famílias, causando uma quebra no crescimento na economia.

Mas mesmo que este cenário leve a uma redução de 1,5 pontos percentuais no crescimento da economia na zona euro, esta manteria uma “progressão da atividade económica de cerca de 2% a 2,5%”, escapando assim à recessão.

António Ascenção Costa, um dos economistas ouvidos pelo ECO, acredita que este cenário é agora possível devido ao impacto “potencialmente prolongado” da subida dos preços da energia, que leva a uma inflação geral.

Há ainda questões sobre o mercado de trabalho e sobre a “procura turística externa a maior prazo” já que a nossa economia se baseia bastante neste sector.

Já João Borges de Assunção acredita que “os ventos são muito adversos”, mas realça que é “ainda cedo para avaliar de onde virão os principais problemas para a economia portuguesa”.

https://zap.aeiou.pt/guerra-ucrania-europa-estagflacao-466273


Guerra na Ucrânia já mexeu com o mercado de vacinas !


Lituânia deveria enviar doses de vacinas para o Bangladesh. Mas uma decisão na ONU reverteu esse negócio.

A guerra na Ucrânia também já chegou ao mercado de vacinas contra a COVID-19.

A Rádio e Televisão Nacional da Lituânia informou que as autoridades daquele país europeu decidiram contrariar o que estava combinado e já não enviar doses de vacinas para o Bangladesh.

No início da semana passada ficou combinado que a próxima remessa iria envolver o envio de mais de 440 mil doses de vacinas para o Bangladesh. Mas esse envio foi cancelado.

Um porta-voz da primeira-ministra Ingrida Šimonytė declarou que a decisão de cancelar o envio das vacinas surgiu depois da decisão dos responsáveis do Bangladesh, numa votação na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas.

Na quarta-feira passada foi aprovada a condenação da invasão russa e foi reforçado o pedido do fim imediato das movimentações militares russas em solo ucraniano.

Entre os 193 estados-membros, 141 votaram a favor. Cinco votaram contra: Rússia, Bielorrússia, Coreia do Norte, Síria e Eritreia. Muitos mais preferiram a abstenção: 35, entre os quais o Bangladesh.

A resolução precisava de dois terços para ser aprovada; por isso, foi aprovada. Mas a Lituânia, que votou a favor (tal como Portugal), não se esqueceu da abstenção do Bangladesh.

O representante do país asiático na ONU disse que o Bangladesh quer a paz e espera que o conflito na Ucrânia termine. Mas preferiu abster-se porque a resolução “só atribui culpas e não tenta travar” a guerra.

Devido a essa decisão, a Lituânia já não vai enviar as próximas 440 mil doses de vacina contra o coronavírus.

No Bangladesh foram registados até agora mais de 2 milhões de casos positivos de COVID-19 e já morreram mais de 29 mil pessoas por causa da pandemia.

https://zap.aeiou.pt/guerra-ucrania-vacinas-covid-466304

 

UE anuncia plano para reduzir compra de gás russo em dois terços até ao fim do ano !


A Europa vai apostar na compra de gás a outros países e na produção de energias renováveis para reduzir a dependência da Rússia.

Numa conferência de imprensa no final da reunião do colégio de comissários europeus, Frans Timmermans, vice-presidente executivo da Comissão Europeia e responsável pela pasta da Acção Climática, avançou com a previsão de que os 27 vão cortar em 66% as compras de gás natural à Rússia ainda este ano.

A União Europeia quer assim apostar na compra de gás a outros países e no uso de energias renováveis, como o hidrogénio verde, como alternativa para poder reduzir a dependência energética de Moscovo.

“A guerra de Putin na Ucrânia veio demonstrar a urgência de resolver as nossas vulnerabilidades e acelerar a nossa transição para as energias limpas. Ficou perfeitamente claro que somos demasiados dependentes da Rússia para satisfazer as nossas necessidades energéticas”, avançou Timmermans.

O responsável admite que há dificuldades, mas que a Europa já tem um plano para conseguir substituir 100 mil milhões de metros cúbicos de gás natural que comprou à Rússia em 2021 — quase 70% do total — até ao fim de 2022.

“Com mais importações de gás natural liquefeito, podemos substituir 60 mil milhões de metros cúbicos de gás natural russo nos próximos doze meses. Com a duplicação da produção sustentável de biometano, podemos substituir mais 18 mil milhões de metros cúbicos, utilizando a Política Agrícola Comum para ajudar os agricultores a converterem-se em produtores de energia”, sublinhou.

A aposta na produção e importação de hidrogénio verde também é um factor-chave que vai exigir um desenvolvimento na infraestrutura de armazenamento e distribuição, que é ainda muito assimétrica entre os 27. “Vinte milhões de toneladas de hidrogénio verde podem substituir 50 mil milhões de metros cúbicos de gás russo”, afirmou o comissário europeu.

Até ao fim de 2022, quase 25% da produção energética na UE pode ser de origem solar, caso o bloco aposte na instalação de mais painéis fotovoltaicos nos telhados e com a instalação do dobro das bombas de calor.

Caso estes objectivos sejam cumpridos, serão já um grande passo para o corte total das compras de energia à Rússia que a UE quer fazer até 2030 e ajudarão também na transição energética para fontes mais limpas e renováveis. Recorde-se que o bloco europeu quer cortar as emissões de CO2 em 55% até 2030.

Actualmente, a Rússia é o principal fornecedor de combustíveis fósseis à União Europeia, sendo responsável pela venda de 45% do gás natural consumido pelos 27 e por 25% das importações de petróleo.

A comissária europeia para a energia, Kadri Simson, garante que a UE tem ainda reservas de gás natural suficientes para o que resta do Inverno sem haver nenhum risco de falhas no abastecimento, isto depois da Rússia já ter ameaçado cortar o fornecimento à Europa.

Mesmo assim, as autoridades já estão a criar planos de contingência e a aconselhar os países a ter reservas de 90% de gás natural até 1 de Outubro para se preparem já para o próximo Inverno.

EUA e Reino Unido boicotam gás russo

O Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou também hoje um embargo às importações de petróleo e gás russo para os Estados Unidos, em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Numa intervenção na Casa Branca, Biden disse que tal “significa que o petróleo russo não será aceite nos portos dos Estados Unidos”. Segundo o Presidente dos Estados Unidos, o embargo foi decidido “em estreita coordenação” com os aliados.

O Reino Unido vai deixar seguir o mesmo exemplo e quer deixar de importar crude e produtos petrolíferos russos até ao final de 2022, anunciou hoje o ministro da Economia e da Energia, Kwasi Kwarteng.

“Esta transição vai dar ao mercado, empresas e cadeias de fornecimento mais tempo para substituírem as importações russas, que representam 8% da procura no Reino Unido”, escreveu o governante na plataforma Twitter.

Kwarteng acrescentou que as empresas devem utilizar este ano “para assegurar uma transição suave para que os consumidores não sejam afectados”.

O Ministro garantiu ainda que o Reino Unido é “um produtor significativo” de crude e produtos petrolíferos e que “a maioria das importações” é oriunda de parceiros como os Estados Unidos da América, os Países Baixos e o Golfo.

Afirmando ainda que o Reino Unido não é dependente do gás natural russo, o governante disse estar “a explorar opções” para evitar que se prolongue a utilização de um produto que representa 4% das necessidades britânicas.

https://zap.aeiou.pt/ue-plano-reduzir-compra-gas-russo-466308

 

“Não é sustentável”: EUA travam cedência de caças MIG-29 polacos à Ucrânia


Administração Biden e o representantes do Pentágono pareceram surpreendidos com a proposta de Varsóvia, que pressupunha a transferência das aeronaves para a base militar norte-americana na Alemanha.

Aos múltiplos apelos deixados por Volodymy Zelenskyy para que os membros da NATO fornecessem às Forças Armadas ucranianas aviões de combate, a Polónia respondeu positivamente, anunciado que estava disposta a entregar todos os seus caças MiG-29.

No entanto, tal não deverá efetivamente acontecer, já que os Estados Unidos não permitiram — ou não concordaram com — tal movimentação. De facto, o Pentágono parece até ter sido apanhado de surpresa com o anúncio e descreveu o plano como insustentável.

“Tanto quanto sei, não houve qualquer consulta connosco para a entrega destes aviões”, disse Victoria Nuland, subsecretária de Estado para Assuntos Políticos dos Estados Unidos durante uma audiência no Senado.

Em comunicado, as autoridades polacas diziam estar “prontas a deslocar, de modo imediato e sem custos, todos os seus aviões MiG para a base áerea de Ramstein — base norte-americana na Alemanha — e pô-los à disposição do Governo dos Estados Unidos da América”.

Em troca, Varsóvia receberia caças F-16, “aviões usados com capacidades operacionais correspondentes”. Trata-se de uma mudança de posição, depois da Polónia ter, numa fase inicial, rejeitado a possibilidade.

No entanto, o Pentágono veio expressar sérias preocupações para toda a NATO com a possibilidade de haver jatos “a voar sobre um espaço contestado pela Rússia sobre a Ucrânia”.

“Vamos continuar a consultar a Polónia e os nossos aliados sobre esta questão e os desafios logísticos que representa, mas não acreditamos que a proposta da Polónia seja sustentável”, escreveu John Kirby, porta-voz do Departamento da Defesa norte-americano.

Durante as suas declarações aos media internacionais e intervenções em câmaras como o Parlamento Europeu, o Congresso norte-americano ou a Câmara dos Comuns, no Reino Unido, apelou, num primeiro momento, à criação de uma zona de exclusão aérea pelos aliados da NATO, uma hipótese que foi prontamente afastada pelos países que integram a aliança.

Posteriormente, o presidente ucraniano passou a pedir que o Ocidente cedesse aeronaves que os militares ucranianos conseguissem pilotar, ou seja, de fabrico russo.

São estas aeronaves que a Polónia está disposta a ceder a Kiev, ainda que com os EUA como intermediários, uma função que os norte-americanos não parecem estar dispostos a assumir tal responsabilidade.

Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos, estará em Varsóvia amanhã, onde se deverá reunir com representantes do governo polaco e tentar reparar alguns dos danos diplomáticos que resultaram do aparente mal-entendido entre as partes.

https://zap.aeiou.pt/nao-e-sustentavel-eua-recusam-cedencia-de-avioes-militares-polacos-a-ucrania-466350


Mais de um século depois, navio Endurance descoberto ao largo da Antártida !

O navio Endurance, de Ernest Shackleton.

O navio Endurance, de

O navio Endurance do explorador Ernest Shackleton, que naufragou em 1915, foi descoberto ao largo da Antártida, no Mar de Wedell a 3.000 metros de profundidade, segundo um anúncio desta quarta-feira.

“Estamos muito emocionados por termos localizado e capturado imagens do Endurance”, disse Mensun Bound, diretor da expedição de exploração organizada pela Falklands Maritime Heritage Trust.

O explorador disse que o navio está intacto no fundo do mar, “num estado de conservação fantástico”.

“Até se consegue ler o nome do Endurance inscrito num arco na popa”, contou, acrescentando que o navio foi descoberto a cerca de seis quilómetros do local do naufrágio.

A expedição de busca, que envolveu cerca de 100 pessoas, deixou a Cidade do Cabo em 5 de fevereiro a bordo de um quebra-gelo sul-africano, na esperança de encontrar os destroços antes do final do verão austral.

A expedição Endurance22 usou tecnologia de ponta, incluindo dois drones submarinos, para explorar a área, que Shackleton descreveu na altura como “a pior parte do pior mar do mundo” devido às suas condições de gelo.

Em 1914, o explorador anglo-irlandês Ernest Shackleton (1874-1922) embarcou no navio Endurance para a sua terceira viagem à Antártida e planeava atravessar a região via Pólo Sul.

Contudo, em 1915, o barco encalhou e afundou-se ao fim de dez meses, ao ser esmagado pelo gelo.

A expedição tornou-se lendária por causa das condições de sobrevivência da tripulação, ao todo eram 28 elementos e todos sobreviveram, que acampou por meses no gelo antes deste derreter. Ernest Shackleton e seus companheiros partiram em pequenas embarcações para a ilha Elefante, ao largo da Península Antártida.

Da ilha, o explorador e a sua equipa fizeram uma viagem traiçoeira de 1.300 quilómetros até à ilha de Geórgia do Sul, com o barco “James Caird”, tendo chegado ao seu destino 16 dias depois, corria o ano de 1916.

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terça-feira, 8 de março de 2022

Quem quer guerra com a Rússia ? Os neocons e seus aliados podem estar fazendo isso acontecer !


Bem, o gênio está bem e verdadeiramente fora da garrafa e não há maneira fácil de incentivá-lo a retornar. Graças a um fluxo implacável de propaganda, o público americano está cada vez mais convencido de que os Estados Unidos “parecem fracos” e devem enfrentar Vladimir Putin . Richard Haass , do Conselho de Relações Exteriores, agora está pedindo “mudança de regime” na Rússia, enquanto o senador Robert Wicker e o congressista Adam Kinzinger , bem como vários ex-chefes de Estado-Maior Conjunto, exigem que os Estados Unidos estabeleçam uma “zona de exclusão aérea”.sobre a Ucrânia, o que exigiria a destruição dos EUA das capacidades de defesa aérea da Rússia e o abate de aviões russos, entre outras medidas. Se isso ocorresse, a guerra poderia rapidamente se tornar nuclear. Outros “especialistas” da mídia e do governo estão especulando que o presidente russo, Vladimir Putin, é insano, com muitas outras desinformações vindas de inimigos da Rússia, como Bill Browder e o ex-embaixador Michael McFaul . Mas o comentarista da FOX, Sean Hannity, possivelmente vence a corrida do ódio, pedindo o assassinato de Putin porque ele “perdeu seu direito de viver”, uma visão também compartilhada pela senadora Lindsey Graham.

O ex-vice-presidente do Partido Republicano, Mike Pence , pediu que qualquer um que apoie a Rússia seja expulso do partido, o que sem dúvida produzirá um expurgo de membros que estão relutantes em ir à guerra em nome de um país estrangeiro e nenhum aliado da Ucrânia. Enquanto isso, um senador completamente perturbado , Mitt Romney , descreveu qualquer um que defenda a Rússia como “quase traidor”, sugerindo que Romney se beneficiaria de procurar a definição de “traição” na Constituição dos EUA. E o televangelista completamente maluco Pat Robertson está alertando que a Rússia atacou a Ucrânia, mas o verdadeiro alvo é Israel, o que resultará em uma grande guerra e Armageddon levando ao “Fim dos Tempos”, quando o mundo terminará e todos os verdadeiros crentes serão arrebatados. até o céu.

Mas outras pessoas mais estáveis ​​estão apresentando dois argumentos básicos para justificar o crescente engajamento de Washington na luta. A primeira é a vaga afirmação de que Ucrânia versus Rússia é a manutenção da “liberdade e democracia” na Europa. Geralmente é assim que o presidente Joe Biden e outros políticos o descrevem, já que não requer mais explicações ou discussões. O outro argumento é mais uma elaboração disso, alegando que havia algum tipo de consenso pós-Segunda Guerra Mundial de que a guerra agressiva para adquirir a terra de outra pessoa deveria ser condenada por todas as nações e medidas deveriam ser tomadas para conter e reprimir qualquer atividade desse tipo. Isso levou à criação das Nações Unidas.

O problema é que nenhuma das justificativas para envolver os EUA em um conflito onde não estão realmente ameaçados requer algo mais substancial, dado o perigo de escalada dos combates ao ponto em que as duas principais potências nucleares do mundo se encontrariam frente a frente . E há a pequena questão da história a ser considerada, que nos diz que nem tudo que está acontecendo pode ser reduzido a termos tão simplistas para justificar a ação. O status quo na Europa Oriental é consequência do desmembramento da União Soviética em 1991-2 e, além disso, da configuração do Império Russo dos Czares que antecedeu o comunismo. A própria Ucrânia teve suas fronteiras ajustadas várias vezes.

Atualmente, o governo ucraniano do presidente Volodymyr Zelenskyy está buscando ampliar o conflito com a Rússia, tentando ingressar na União Europeia, ao mesmo tempo em que pede armas e intervenção militar direta da OTAN. Ele convocou voluntários para se juntarem à luta como uma “legião estrangeira” e também contatou o primeiro-ministro israelense Naftali Bennett e sugeriu que Bennett persuadisse Putin a participar das negociações de paz em Jerusalém. Também tem havido um apelo menos conciliador ao judaísmo mundial para se juntar ao ataque dirigido contra a economia de Moscou. Em um vídeo circulou entre as organizações internacionais judaicas Zelenskyy disse: “Você não vê o que está acontecendo? É por isso que é muito importante que milhões de judeus em todo o mundo não fiquem em silêncio agora. O nazismo nasce em silêncio.”

Há também mais do que uma medida de hipocrisia no governo Biden que assume a liderança em punir a Rússia por agressão. Os Estados Unidos entraram em guerra com um Vietnã não ameaçador e destruíram governos e se envolveram em ocupações militares completamente ilegais no Afeganistão, Iraque, Somália, Líbia e Síria. Ele assassinou altos funcionários do Irã. Não foi punido por nenhuma dessas ações. Seu aliado Israel bombardeia a Síria quase diariamente, se envolve em assassinatos, mata crianças palestinas e anexa terras árabes que obteve à força nas Colinas de Golã e na Cisjordânia, desapropriando os habitantes originais. Quando isso acontece, o Congresso dos EUA e a Casa Branca fazem vista grossa.

Além disso, a Ucrânia não é uma democracia. O atual governo do país assumiu o poder após o golpe de 2014, planejado pelo Departamento de Estado do presidente Barack Obama, com um custo estimado de US$ 5 bilhões. A mudança de regime foi impulsionada pelo Departamento de Estado Russophobe Victoria Nuland com uma pequena ajuda do globalista internacional George Soros. Ele removeu o presidente democraticamente eleito Viktor Yanukovych, que infelizmente para ele era um amigo da Rússia. A Ucrânia é supostamente o país mais pobre e corrupto da Europa, como testemunha a saga de Hunter Biden. Zelenskyy, que é judeu e afirma ter vítimas do holocausto em sua árvore genealógica é um ex-comediante que venceu as eleições em 2019. Ele substituiu outro presidente judeu, Petro Poroshenko, depois de ser fortemente financiado e promovidopor outro colega judeu e o oligarca mais rico da Ucrânia, Ihor Kolomoyskyi, que também é cidadão israelense e vive em Israel. Como artista, um dos atos musicais de Zelenskyy consistia em tocar piano com seu pênis, sugerindo que o humor ucraniano tem algumas características únicas.

Após a eleição do novo modelo de governo ucraniano pós-golpe em 2014, os partidos da oposição foram declarados ilegais e alguns líderes foram presos por “traição”, a mídia foi censurada e o parlamento proibiu o russo, a língua de um terço da população, como uma língua oficial. Em seguida, o governo declarou guerra às províncias orientais predominantemente russas e, nos últimos oito anos, matou 14.000 pessoas.

Continuo me perguntando, por que os formuladores de políticas de Washington e a mídia, que deveriam saber melhor, se importam tanto com a Ucrânia? Não tem valor estratégico para os Estados Unidos e as exigências russas eram razoáveis ​​e negociáveis. Assim, as alegações de que a defesa da Ucrânia pretende manter a Europa democrática e livre é apenas uma fachada para justificar a guerra econômica contra a Rússia. E, de qualquer forma, a hipocrisia americana é claramente visível em relação à possível intenção do Kremlin de anexar algumas regiões ucranianas fortemente russas. Não é de forma alguma pior do que o que Israel tem feito em Jerusalém, na Cisjordânia e nas Colinas de Golã, todos endossados ​​por sucessivas administrações dos EUA. Então, o que é tudo isso realmente?

Depois de considerar os paralelos com Israel, então me ocorreu que talvez houvesse o ângulo usual, significando que era tudo sobre “proteger” os judeus, o argumento que tem sucesso em Washington onde tudo mais falha e faz com que os Bidens, Blinkens, Pelosis e Schumers se levanta e faz continência. Até mesmo um confuso Donald Trump viu a luz e agora está chamando a intervenção russa de “holocausto” e está brincando sobre a falsa bandeira dos caças F-22 dos EUA como chineses e “bombardeando a Rússia”. A mídia judaica também está elogiando Zelenskyy, referindo-se a ele como um genuíno “herói judeu”, um Macabeu moderno resistindo à opressão, um Davi contra Golias.T-shirts com sua imagem estão sendo vendidas com os dizeres “Resistindo aos tiranos desde o faraó”, enquanto a comunidade judaica de Nova York está arrecadando milhões de dólares para a ajuda ucraniana.

A Agência Telegráfica Judaica relata que uma “pesquisa demográfica de 2020 estimou que, além de uma população 'núcleo' de 43.000 judeus, cerca de 200.000 ucranianos são tecnicamente elegíveis para a cidadania israelense, o que significa que eles têm ascendência judaica identificável. O Congresso Judaico Europeu diz que esse número pode chegar a 400.000.” Se isso for verdade, é uma das maiores comunidades judaicas do mundo e inclui pelo menos 8.000 israelenses , muitos dos quais estão tentando retornar a Israel. Outros judeus ucranianos também estão fugindo do país.

Israel, com laços estreitos com ambas as nações através da diáspora judaica, vem tentando jogar em ambos os lados, oferecendo apoio à Ucrânia sem condenar a Rússia. Seu primeiro-ministro Naftali Bennett está desempenhando cada vez mais o papel de mediador entre os dois adversários, tendo se encontrado com Putin e falado várias vezes com Zelenskyy. Os judeus, alguns dos quais têm cidadania israelense, estão, de fato, desproporcionalmente representados entre os chamados oligarcas em ambos os países, controlando setores-chave das respectivas economias. Vários oligarcas judeus russos já fugiram em seus superiates para portos que oferecem não extradição na tentativa de preservar seus bens das sanções dos EUA e da Europa contra a economia de Moscou.

Portanto, parece haver uma história judaico/israelense que é parte integrante do que está acontecendo na Ucrânia. Há muito tempo é reconhecido por muitos que uma antipatia particular dirigida contra a Rússia permeia a visão de mundo neoconservadora. A maioria dos neocons são judeus e vários deles estão administrando o Departamento de Estado, ao mesmo tempo em que ocupam cargos de alto nível em outros lugares do governo Biden, bem como nos think tanks de política externa, incluindo Haass no influente Conselho de Relações Exteriores. Da mesma forma, os sites de mídia e redes sociais intensamente russófobos dos EUA e do Ocidente são desproporcionalmente judeus em sua propriedade e pessoal. Como as negociações EUA-Rússia que antecederam os combates atuais foram claramente projetadas para fracassar pelo governo Biden, é preciso se perguntar se essa guerra é em grande parte produto de um ódio étnico-religioso de longa data. Estou especulando, é claro, mas há até mesmo algumas evidências históricas para apoiar essa visão na invasão do Iraque e na hostilidade contra o Irã, que foram e continuam a ser impulsionadas por interesses israelenses, não pelos Estados Unidos. A Rússia é o inimigo um artifício semelhante? Tem que ser considerado…

The Unz Review .

Os EUA querem, mas a Europa não alinha - Embargo ao petróleo russo abre fissuras no Ocidente !


Comissão europeia apresenta hoje, em Bruxelas, programa que visa diminuir a dependência do fornecimento de gás russo em 80%, no entanto, a medida não poderá ser implementada a tempo de representar algum tipo de pressão para Vladimir Putin.

A hipótese começou a ser discutida na Casa Branca, com Joe Biden a confirmar aos jornalistas que, no campo das sanções à Rússia, nada estava fora de hipótese. Mas, ao que parece, a mesma visão não é partida pelos países europeus, pelo menos no que respeita à proibição das importações de petróleo russo. Depois de diversas ações concertadas, este surge como o primeiro sinal de divisão entre os países do Ocidente.

De acordo com fontes internacionais, a primeira oposição terá surgido de Olaf Scholz, que se depara com o facto de o seu país ser altamente dependente do fornecimento de energia russa (sobretudo gás). “Isto não pode ser feito do dia para a noite”, disse o chanceler alemão, reconhecendo que sem a energia russa o fornecimento da Europa “não pode ser assegurado neste momento“.

Como forma de fazer face a esta realidade – ainda que não de forma imediata -, a Comissão Europeia apresenta hoje um programa que visa reduzir em 80% a dependência da importação de gás russo antes de 2030. As medidas visam, sobretudo, o aumento da eficiência energética e novas formas de abastecimento.

De facto, os mais dispostos a avançar são os que menos suscetíveis estão aos custos adicionais da medida. Por exemplo, Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano, disse estar em “negociações muito ativas” com os países europeus para boicotar a importação de petróleo russo.

Boris Johnson seguiu o mesmo guião, afirmando, em conferência de imprensa em Downing Street, que a proibição “está claramente em cima da mesa”. No entanto, Scholz não está sozinho nesta luta. Mark Rutte, líder do Governo dos Países Baixos, após reunião com o primeiro-ministro britânico, explicou que a medida teria que ser “um processo passo a passo“.

“Temos de assegurar a redução da nossa dependência do gás russo, do petróleo russo, reconhecendo que, neste momento, essa dependência ainda existe até certo ponto”, adiantou. As declarações surgem numa altura em que é noticiado que os países da União Europeia pagam por dia 260 milhões de euros pelas importações de petróleo russo.

Perante essas reações, é provável que que os Estados Unidos avancem sozinhos, ou seja, sem o apoio dos países europeus, escreve o Público. Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca adiantou que o assunto está a ser “estudado internamente” e que “ainda não foi tomada qualquer decisão“.

A Administração Biden parece efetivamente comprometida com o esforço, ao ponto de ter enviado uma delegação a Caracas, com o objetivo de discutir uma eventual flexibilização das sanções impostas ao petróleo venezuelano.

https://zap.aeiou.pt/os-eua-querem-mas-a-europa-nao-alinha-embargo-ao-petroleo-russo-abre-fissuras-no-ocidente-466129

 

Donald Trump sugeriu colocar bandeiras chinesas em caças americanos e bombardear a Rússia !


Donald Trump, ex-Presidente dos Estados Unidos, sugeriu bombardear a Rússia com caças norte-americanos disfarçados com a bandeira da China.

O antigo Presidente norte-americano tem uma solução, no mínimo, criativa para travar os planos de Vladimir Putin. No sábado, durante um congresso republicano, Donald Trump sugeriu que os Estados Unidos deveriam bombardear a Rússia com caças americanos disfarçados com a bandeira da China.

Bastaria colocar uma bandeira chinesa em aviões militares F-22 e “bombardear toda a Rússia”, explicou. “[Após o ataque,] logo diremos: foi a China que o fez, não nós. E depois eles começam a lutar uns com os outros e nós recostamo-nos a ver.”

A sugestão motivou risos na plateia.

O Observador escreve que esta estratégia militar teria, à partida, dois problemas. Em primeiro lugar, o facto de os Lockheed Martin F-22 Raptor serem originalmente norte-americanos e nenhum deles estar nas mãos dos chineses, que têm os seus próprios caças de quinta geração, os J-20.

Em segundo lugar, o facto de violar as leis bélicas internacionais. “Usar a bandeira de um Estado neutro ou de qualquer Estado que não seja parte do conflito é proibido”, sublinhou a especialista Laurie R. Blank.

As declarações de Trump surgem numa gravação áudio, obtida pelo The Washington Post. O discurso de sábado, que durou mais de 80 minutos, foi dirigido a cerca de 250 dos principais financiadores do Partido Republicano e centrou-se essencialmente no tema da política externa.

Após ter sido criticado por elogiar Vladimir Putin, em fevereiro, Donald Trump mudou o seu discurso: o líder russo nunca teria invadido a Ucrânia se Trump ainda fosse Presidente.

“Eu conheço muito bem Putin. Ele não o teria feito. Jamais o teria feito!” Porquê? Porque quando Donald Trump era Presidente foi mais duro com Vladimir Putin do que qualquer outro líder norte-americano.

O problema, salientou, “não é que Putin seja inteligente – claramente ele é inteligente -, o problema é que os nossos líderes são burros e, até agora, deixaram-no avançar com essa farsa e ataque à Humanidade”.

https://zap.aeiou.pt/trump-bandeiras-china-cacas-russia-466149


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