quinta-feira, 17 de março de 2022

Biden acusa pela primeira vez Putin de ser um “criminoso de guerra” ! Kremlin fala em declarações “inaceitáveis” !


O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou hoje o homólogo da Rússia, Vladimir Putin, de ser um “criminoso de guerra”, utilizando esta expressão pela primeira vez desde o início da invasão russa da Ucrânia.

“É um criminoso de guerra”, atirou, sem mais detalhes, quando respondia a um jornalista à saída de um evento dedicado à luta contra a violência doméstica, que decorreu na Casa Branca.

A porta-voz da presidência norte-americana, Jen Psaki, esclareceu pouco depois que Biden tinha falado “com o coração” depois de ter visto imagens das “ações bárbaras de um ditador brutal”.

Jen Psaki acrescentou que continua em andamento um “procedimento legal no Departamento de Estado” relativo à qualificação legal de “crimes de guerra” cometidos pela Rússia na Ucrânia.

Até agora, nenhum governante norte-americano tinha utilizado publicamente os termos “criminoso de guerra” ou “crimes de guerra”, ao contrário de outros estados ou organizações internacionais.

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, por exemplo, descreveu na semana passada como um “crime de guerra hediondo” o bombardeamento russo de uma maternidade e hospital pediátrico perto de Mariupol, que causou três mortos, incluindo uma criança, e 17 feridos.

Também o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, referiu no início de março que considerava o uso de munições sobre civis inocentes um “crime de guerra”.

De resto, o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), que investiga a existência de crimes de guerra na Ucrânia, visitou o país e conversou por videoconferência com Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, revelou hoje este organismo.

O Kremlin (presidência russa) reagiu de imediato a estas declarações de Joe Biden, considerando-as “inaceitáveis e imperdoáveis”.

“Consideramos esta retórica do chefe de Estado [norte-americano], cujas bombas mataram centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, inaceitável e imperdoável”, referiu o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pela agência estatal russa.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 726 mortos e mais de 1.170 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

https://zap.aeiou.pt/biden-putin-criminoso-guerra-kremlin-467868


Ruas em França: 60% dedicadas a homens, 6% a mulheres !


Victor Hugo e Charles de Gaulle andam por todo o lado. Mas em Paris, só 2% das ruas recordam mulheres. Em Lyon o assunto está a ser debatido.

A contabilidade resume o assunto: mais de 60% dos nomes de ruas em França são dedicadas a homens famosos franceses; as mulheres francesas são recordadas em apenas 6% das ruas em França.

No Fodor’s, portal dedicado a viagens e turismo, lembra-se que há diversos ex-generais, políticos, cientistas e revolucionários homenageados através dessas placas. O escritor Victor Hugo e o general Charles de Gaulle andam por todo o lado.

Em cada cidade são normalmente as autarquias a definir a designação, com um domínio claro de homenagens a homens.

Mas nomes de mulheres quase não aparecem nos nomes das ruas. Na capital Paris a percentagem de ruas com nomes de mulheres desce para 2%. 

Em Lyon esse assunto já tem sido debatido, desde 2014. A ideia era, ao nomear ruas novas, dedicar metade das designações a homens e dedicar a outra metade a mulheres. Não era suficiente. Mais tarde a percentagem mudou consideravelmente: 90% das ruas novas são dedicadas a mulheres.

A cidade que tem agora quase 1.5 milhão de habitantes tem “aumentado”, as ruas novas são uma constante. Obviamente, regra geral, as ruas que já têm nome não mudam de designação (seria uma revolução burocrática para os seus moradores), mas as mulheres dominam nas novas estradas.

Em relação às homenagens a antigos colonizadores em África, que comandaram movimentos que originaram a morte de muitas pessoas em Marrocos e na Argélia, a decisão em Lyon foi, não mudar o nome dessas ruas, mas sim acrescentar informação nas placas ou outros acessórios, que explicam exactamente o que o homem em causa fez.

E, para originar uma espécie de contraste, nas mesmas zonas de Lyon foram construídas estátuas de outros ilustres, dignos de reconhecimento público.

Por falar em estátuas, nesse capítulo também existe uma discrepância em França: estátuas de homens representam pessoas, estátuas de mulheres representam figuras da mitologia e semi-vestidas, que representam a República da França ou que são retratadas como santas.

O Governo de França catalisou mil milhões de euros para promover a igualdade de género, em 2019; parte importante dessa quantia foi destinada às estátuas femininas, para deixarmos de ver apenas “figuras rechonchudas da Virgem Maria”.

“Andar pelas ruas da cidade não é apenas uma parte da vida cotidiana, é parte de nossa relação com o mundo. Ao ignorar as mulheres nos nomes das ruas, estamos efectivamente a dizer que as mulheres não existem! Que não têm o direito de ser nomeadas!”, lamentou Anne Monteil-Bauer, fundadora da associação de Lyon, Si/si, les femmes existent (sim, as mulheres existem).

Agora, Lyon homenageia mulheres em 11% das ruas da cidade. É um número baixo – mas está 5% acima da média nacional em França.

E a igualdade total na designação de ruas, em Lyon, poderá surgir só daqui a um século.

https://zap.aeiou.pt/ruas-franca-homens-467780


Após a subida repentina provocada pela guerra, o preço do petróleo está em queda !


Para além da guerra, também a inflação e a subida do número de casos de covid-19 na China têm desempenhado um papel importante na determinação do preço do barril de Brent.

Após a invasão russa à Ucrânia e dos países ocidentais anunciarem um conjunto de sanções tendo em vista um boicote ao petróleo russo (liderado pelos Estados Unidos da América), os preços mundiais do crude Brent ultrapassaram 139 dólares por barril.

Os analistas alertaram que a escalada poderia ir até aos 185 dólares ou, até, aos 200, num momento em que os revendedores tentavam encontrar soluções alternativas e gerir o impacto da inflação – também numa tendência crescente.

No entanto, os últimos dias ficaram marcados por uma inversão, com uma queda de 30% no barril de Brent, que ficou a menos de 100 dólares pela primeira vez este mês.

Segundo os economistas, a retração acentuada e invulgar foi acentuada pela esperança dos mercados de que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos pudessem impulsionar a produção de petróleo e que a procura chinesa pudesse diminuir face ao número crescente de casos de covid-19 nas suas grandes cidades, o que aliviaria o aperto no mercado.

No entanto, os mesmos economistas alertam que o perigo ainda não passou. O petróleo continua a negociar significativamente acima do que custa a sua produção e é provável que as oscilações extremas continuem perante a altura de incerteza.

“Eu não descartaria já os 200 dólares por barril”, apontou Bjørnar Tonhaugen, chefe dos mercados petrolíferos da Rystad Energy, à CNN. “É demasiado cedo.”

Tal como explica a mesma fonte, após a invasão, os preços do petróleo dispararam à medida que os vendedores começaram a perspetivar as exportações russas de crude como intocáveis.

Isto suscitou preocupações sobre qual seria a fonte de fornecimento substituta dos 4 a 5 milhões de barris por dia que anteriormente saíam da Rússia. Esta preocupação é agravada pelo aumento da procura provocado pela proximidade do verão.

Ao longo da última semana, os investidores pareciam estar a debater-se com a possibilidade de terem exagerado na gravidade das suas previsões.

De forma a pôr água na fervura, o embaixador dos Emirados Árabes Unidos em Washington veio dizer que o seu país pretende aumentar a produção de petróleo, criando a esperança de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo possa intervir no panorama atual de subida de preços.

Ao mesmo tempo, o mundo continua a girar. No conflito entre a Rússia e a Ucrânia continuam as tentativas de alcançar um consenso que resulte num cessar-fogo e a China, confrontada com um ressurgir da pandemia da covid-19, decretou um bloqueio no centro tecnológico de Shenzhen e novas regras sanitárias para a região de Xangai, o que pressupõe uma menor necessidade de energia a curto prazo.

A China importa cerca de 11 milhões de barris de petróleo por dia.

Estas dinâmicas são importantes porque, por exemplo, a queda dos preços do petróleo impediu que os preços da gasolina subissem nos Estados Unidos.

Por agora e enquanto os países europeus se deparam com valores históricos para as mesmas matérias. Apesar de 100 dólares por barril de petróleo ainda ser um valor extremamente alto, caso os preços se mantenham neste intervalo pode haver um alívio no que respeita à aceleração da inflação.

Quanto ao futuro, os economistas parecem divididos, tal como os investidores permanecem inseguros.

Alguns apontam para uma dinâmica de 125 dólares por barril até ao final de junho, enquanto outros acreditam que sejam batidos recordes enquanto perdura o conflito na Ucrânia. “Esta é a calma antes da tempestade”, aponta Tonhaugen.

https://zap.aeiou.pt/apos-a-subida-repentina-provocada-pela-guerra-o-preco-do-petroleo-esta-em-queda-o-que-se-segue-467725


A resposta à Rússia tem ajudado a popularidade de Biden — Mas pode não chegar para uma vitória nas intercalares !


A popularidade do Presidente norte-americano tem aumentado ligeiramente nas últimas semanas, com os cidadãos a aprovarem a sua resposta ao conflito na Ucrânia. No entanto, a inflação é a principal prioridade e esta recuperação de Biden ainda não chega para uma vitória Democrata nas intercalares.

O primeiro ano de Joe Biden à frente dos destinos dos Estados Unidos não foi dos melhores. Entre a pandemia, a inflação, a retirada caótica das tropas do Afeganistão e os sucessivos impasses das suas propostas de lei no Congresso, o chefe de Estado norte-americano tem vindo a falhar no objectivo de satisfazer os cidadãos.

As sondagens nos últimos meses têm mostrado que mais americanos desaprovam do que aprovam o trabalho de Biden e que este chegou até a ser o segundo chefe de Estado mais impopular, atrás apenas do seu antecessor, Donald Trump.

As médias dos agregadores de sondagens FiveThirtyEight e RealClearPolitics mostram que apenas 42,8% e 42,1% dos inquiridos, respectivamente, têm uma opinião favorável em relação a Biden.

Se a crise no Afeganistão foi um grande golpe na imagem do Presidente a nível da política externa, a resposta de Biden à guerra na Ucrânia está a ser melhor recebida e pode dar-lhe o impulso de que os Democratas precisam para terem um bom resultado nas intercalares, que por agora, parecem favas contadas para os Republicanos.

Um sondagem da Yahoo News e da YouGov levada a cabo entre 10 e 14 de Março notou uma subida de 7% entre os inquiridos que consideram que Biden está a liderar melhor o seu país do que Putin, passando de 33% para 40%.

Os Democratas que defendem a resposta de Biden subiram de 68% para 80% e a preferência dos Republicanos por Putin caiu de 36% para 19%, tendo também subido o número de Republicanos que são indiferentes entre os dois líderes, passando de 46% para 63%.

Já os Independentes, um eleitorado que costuma decidir eleições e que varia entre os 7% e 14%, passaram de uma divisão a meio (com 22% para o lado de Putin e 21% do lado de Biden) para uma escolha clara a favor do ocupante da Casa Branca, com 33% apoiar Biden e apenas 10% a preferir Putin.

No geral, mais americanos acreditam que a resposta de Biden tem sido “razoável” (31%) e 34% defendem que o Presidente deve ser mais duro. Já 6% acreditam que a reacção de Biden tem sido exagerada.

Apenas 39% aprovam da acção de Joe Biden, uma subida de apenas cinco pontos em relação à sondagem de há duas semanas, e 48% continuam a desaprovar. Apesar da aprovação dos Independentes ter subido 10 pontos, continua apenas nos 38% e 44% continua a não preferir nem Putin nem Biden. No entanto, dado o clima polarizado na política norte-americana, estes ganhos não devem ser ignorados.

Cerca de 43% dos inquiridos também apoiam a decisão de Biden de não criar uma zona de exclusão aérea quando lhes é explicado o que isto implicaria — levaria a que os EUA abatessem aviões russos que sobrevoassem a Ucrânia, o que podia causar uma guerra entre Moscovo e Washington —, com apenas 23% discordar do Presidente e 34% de indecisos.

Há ainda mais 3% de americanos que concordam com a decisão da administração de não enviar tropas para a Ucrânia, sendo agora 59%. A maioria também está do lado de Biden em algumas das escolhas que tem feito, como a imposição de sanções à Rússia (65%), o envio de armas para a Ucrânia (61%) ou a expulsão da Rússia da Organização Mundial do Comércio (58%).

Recuperação de Biden não é suficiente

Esta trajectória pode ser a chave para que Biden volte às boas graças dos norte-americanos e os próprios Republicanos podem vir a ser úteis nesta batalha política interna, já que a sua proximidade a Putin tem sido escrutinada.

Também Donald Trump — que continua a ser uma figura central no partido — já expressou no passado a sua admiração pelo Presidente russo, para além das polémicas investigações às tentativas de interferência do Kremlin nos resultados das eleições presidenciais de 2016, que podem levar a que alguns eleitores associem uma vitória Republicana a uma vitória indirecta de Putin.

A própria aparição constante de Donald Trump na imprensa pode também ser prejudicial aos Republicanos, com a investigação à invasão ao Capitólio ainda a decorrer. Trump é tão practicamente tão impopular entre os eleitores Independentes como Joe Biden.

A estratégia dos Democratas para as intercalares de Novembro pode passar por uma aposta nos temas em que os Republicanos são menos populares, como por exemplo, o direito ao aborto.

Mesmo com a maioria conservadora no Supremo — que está prestes a tomar uma decisão que pode efectivamente reverter o direito federal à interrupção voluntária da gravidez — e com os estados Republicanos a impor limites ao aborto, uma sondagem de Janeiro da CNN concluiu que quase três quartos dos Independentes defende que este direito deve permanecer legal.

Recentemente, o Supremo Tribunal dos EUA rejeitou os pedidos dos Republicanos da Carolina do Norte e da Pensilvânia, que queriam reverter os novos mapas eleitorais que acabavam com a prática de gerrymandering e tornavam as eleições mais competitivas, algo que também vai beneficiar politicamente os Democratas — apesar desta decisão ser, muito provavelmente, limitada a estas intercalares.

No entanto, estes bons sinais podem não ser suficientes para garantirem uma vitória azul no Congresso. Uma tendência que é practicamente uma garantia na política norte-americana é de que o partido do Presidente perde lugares nas intercalares.

De momento, o Senado está com 50 lugares para cada lado e apenas é controlado pelos Democratas graças ao voto de desempate de Kamala Harris. Do lado da Câmara dos Representantes, os Democratas têm uma maioria pequena que podem facilmente perder em Novembro, tendo 222 lugares contra 211 dos Republicanos.

Mesmo com a maior aprovação da resposta de Biden ao conflito na Ucrânia, a economia continua a ser a principal preocupação dos eleitores. De acordo com uma sondagem do Wall Street Journal, 50% dos inquiridos considera que a inflação é a sua maior prioridade, seguindo-se a guerra na Europa, com 25%.

O inquérito concluiu que 63% dos eleitores não aprova a resposta da Casa Branca à subida dos preços e 47% acreditam que os Republicanos fariam um melhor trabalho neste aspecto do que os Democratas. 71% dos Independentes também acreditam que a trajectória da economia é errada.

É ainda provável que os Republicanos que têm apreciado mais a resposta de Biden à guerra não fiquem convencidos o suficiente para votarem num Democrata nas eleições intercalares. A maior questão é se algum evento no futuro vai ser suficiente para mudar a tendência desfavorável aos Democratas.

https://zap.aeiou.pt/russia-popularidade-biden-intercalares-467665


Biden envia mais sistemas antiaéreos e drones para travar Rússia !


Presidente norte-americano comprometeu-se com mais 727,7 milhões de euros em assistência militar à Ucrânia.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou esta quarta-feira o envio de mais armas antiaéreas e ‘drones’ para ajudar a Ucrânia a defender-se da Rússia, assim como mais 800 milhões de dólares (727,7 milhões de euros) em assistência militar.

“O mundo está unido no nosso apoio à Ucrânia e na nossa determinação de fazer [o Presidente russo, Vladimir] Putin pagar um preço muito alto”, disse Biden, aquando do anúncio de mais apoio à Ucrânia e horas após o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter pedido ao Congresso dos Estados Unidos uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia e sistemas de defesa aéreos.

“Vamos dar à Ucrânia as armas para lutar e se defender durante todos os dias difíceis que virão”, acrescentou Biden.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 726 mortos e mais de 1.170 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

https://zap.aeiou.pt/biden-envia-mais-sistemas-antiaereos-e-drones-para-travar-russia-467803


Já há plano de paz provisório com 15 pontos (mas “só reflete intenções de Moscovo” !


Um dos pontos de discórdia será a discussão do estatuto das regiões separatistas, um tópico que Kiev sempre rejeitou.

A Ucrânia e a Rússia chegaram a um “plano de paz provisório” composto por 15 pontos após os “progressos significativos” nas conversações que tiveram lugar ao longo dos últimos dias.

Dos pontos fazem parte um cessar-fogo, a retirada das tropas russas do território ucraniano, a declaração de neutralidade por parte de Kiev, limitações às suas forças armadas e a renúncia de qualquer ambição de se juntar à NATO ou acolher bases militares da aliança — assim como proteção dos aliados.

De acordo com o Financial Times, os negociadores ucranianos e russos discutiram na íntegra pela primeira vez esta segunda-feira, com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, a afirmar hoje que o “estatuto de neutralidade” da Ucrânia “está a ser seriamente discutido” pelas duas equipas de negociadores.

O Kremlin, pela voz de Dmitri Peskov, sugeriu os modelos da Suécia e da Áustria como possíveis registos para a Ucrânia.

No entanto, tal sugestão não terá sido bem recebida pelos representantes ucranianos que ficaram céticos com a proposta e a verdadeira intenção dos russos: retirar efetivamente as tropas ou aproveitar as hipotéticas falsas negociações para reposicionar as tropas e retomar a ofensiva.

A questão da adesão da Ucrânia à NATO foi abordada recentemente pelo presidente Volodymyr Zekenskyy, que admitiu que tal intenção não se deverá concretizar. “Sabemos que não vamos poder integrar a NATO.

É um facto que temos de aceitar, e estou contente que o povo ucraniano comece a aperceber-se disso e a contar apenas consigo mesmo e os seus aliados.”

Na sequência da publicação do artigo do Financial Times, membros da delegação ucraniana fizeram saber que a notícia faz apenas referência ao esboço do lado russo e as suas exigências.

Segundo os representantes, o plano transparece concessões que a Ucrânia não está disposta a aceitar, nomeadamente um estatuto das regiões separatistas.

https://zap.aeiou.pt/divulgado-plano-para-a-paz-entre-a-ucrania-e-a-russia-kiev-diz-que-so-reflete-intencoes-de-moscovo-467771


quarta-feira, 16 de março de 2022

Rússia pode entrar hoje em bancarrota !

O Presidente russo, Vladimir Putin.
A Rússia pode não ser capaz de pagar as dívidas contraídas no estrangeiro face às sanções económicas aplicadas pelo Ocidente após a invasão à Ucrânia.

Carmen Reinhart, economista-chefe do Banco Mundial, já tinha avisado, na semana passada, que Rússia e Bielorrússia estavam “extremamente perto” da inadimplência.

Caduca hoje, quarta-feira, dois cupões de juros de dívida pública denominada em dólares, no valor de 117 milhões de dólares (106 milhões de euros).

Ainda assim, Moscovo terá um período de graça de 30 dias depois da data limite, pelo que um cenário de incumprimento só se formaliza em abril. Os incumprimentos de pagamentos da dívida tornam mais difícil e mais caro pedir empréstimos no futuro.

Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse que a Rússia está a enfrentar uma “profunda recessão” devido às sanções.

De acordo com o Expresso, o ministro das Finanças russo, Anton Germanovich Siluanov, já admitiu recorrer às divisas em moeda chinesa (yuan) ou até mesmo na moeda russa (rublos).

A Fitch já disse que se o pagamento for em rublos, isso será considerado um default em abril depois do período de carência.

O comité da ISDA — International Swaps and Derivatives Association — “vai ter de decidir se o pagamento em rublos, em vez da divisa em que está denominada a dívida, é ou não um evento de crédito, um default”, explica Eric Dor, diretor de Estudos Económicos na Escola de Gestão IESEG, ao semanário.

“Mesmo os pagamentos em rublos para o estrangeiro estão proibidos com medo que os beneficiários no exterior revendam de imediato os rublos contra divisas estrangeiras e, deste modo, reforcem a desvalorização da moeda russa”, acrescenta.

Siluanov acusa os mercados de estarem a encenar um “incumprimento artificial”, chamando “hostis” aos credores estrangeiros.

O incumprimento pontual do pagamento da dívida é um cenário raro para os russos e já não acontecia desde a crise russa de 1998.

A sua má reputação como devedor tornará difícil atrair investimentos estrangeiros sem grandes garantias, potencialmente tornando o país mais dependente da China.

Caso Vladimir Putin conseguisse reclamar a vitória na Ucrânia, a situação apenas pioraria. Manter a paz num ambiente tão hostil forçaria o Presidente russo a desviar uma enorme quantidade de recursos do orçamento do país.

Ainda assim, o montante em dívida pelo Governo russo é relativamente pequeno: cerca de 40 mil milhões de dólares em obrigações de moeda estrangeira. O maior problema é para as empresas russas, que têm quase 100 mil milhões de dólares em obrigações internacionais.

https://zap.aeiou.pt/russia-pode-entrar-em-bancarrota-467616


Japão: Sismo próximo da intensidade máxima !


Magnitude 7.3 na costa Leste, perto do Japão. Autoridades activaram imediatamente o alerta de tsunami.

Um sismo magnitude 7.3 na escala Richter foi registado na noite desta quarta-feira, na costa Leste do Japão, perto de Fukushima.

Foi activado imediatamente um alerta de tsunami para Miyagi e para Fukushima. A estação televisiva NHK informou que o tsunami já atingiu algumas zonas do Japão.

Várias cidades – Miyagi, Iwate e Tohoku – sentiram o tremor de terra, que segundo as autoridades locais foi registado 60 quilómetros abaixo do nível do mar.

A Agência Meteorológica do Japão já apresentou um mapa que apresenta o panorama deste fenómeno, registado pouco antes da meia-noite local.  

Este mapa revela que a intensidade do sismo chegou a 6+ em alguns pontos – a segunda mais alta na escala japonesa, onde a intensidade máxima é 7.

Pouco antes, registou-se outro sismo, com menor intensidade. Na Indonésia também se tinha sentido um terramoto.

Não há registos, para já, de danos significativos, ou de vítimas.

A Companhia de Energia Eléctrica de Tóquio já informou que cerca de dois milhões de casas ficaram sem electricidade. O Aeroporto Internacional de Tóquio foi temporariamente encerrado.

A central nuclear de Fukushima, onde em 2011 decorreu um dos maiores desastres nucleares de sempre no Japão, está a ser analisada para verificação de eventuais danos.

https://zap.aeiou.pt/japao-sismo-proximo-da-intensidade-maxima-467755




Ever Forward - Um ano depois do Suez, há outro navio da Evergreen encalhado !


Um ano depois de o navio Ever Given ter ficado preso no Canal de Suez, há mais um navio encalhado, desta vez na Baía de Chesapeake, nos Estados Unidos.

Um cargueiro operado pela Evergreen ficou encalhado na Baía de Chesapeake, nos Estados Unidos, no domingo à noite.

O navio, com a bandeira de Hong Kong, tem 334 metros e chama-se “Ever Forward”. Dirigia-se para Norflok, na Virgínia, mas acabou por ficar preso após a partida do Terminal Seagirt, no Porto de Baltimore.

“O navio encalhado não está a impedir a circulação de outras embarcações até ao Porto de Baltimore. Têm sido feitos esforços para tentar desencalhar este barco. A Guarda Costeira está a monitorizar toda a situação”, explicou o diretor-executivo da administração do Porto de Baltimore, à Bloomberg.

A Evergreen está envolvida nas operações que têm como objetivo desencalhar a embarcação, tendo já contratado mergulhadores que inspecionaram o navio em busca de danos. A transportadora, sediada em Taiwan, também já abriu uma investigação para apurar o que esteve na origem do sucedido.

Há precisamente um ano, em março de 2021, o Canal do Suez ficou bloqueado durante seis dias por causa de um navio com a bandeira do Panamá. O canal é o ponto de passagem de cerca de 10% do comércio mundial.

Tal como o Ever Foward (de 334 metros de comprimento), o Ever Given (de 400 metros) pertencia à transportadora marítima Evergreen.

A obstrução causou um enorme trânsito de mercadorias. A Associated Press estimou perdas de nove mil milhões de dólares (cerca de 7,6 mil milhões de euros) por dia.

https://zap.aeiou.pt/outro-navio-da-evergreen-encalhado-467641


Kiev diz que quarta alta patente do exército russo morreu em combate !


Responsáveis ucranianos disseram que o major-general Oleg Mityaev, que comandava a 150.ª divisão de fuzileiros motorizados russa, foi morto na terça-feira em combate, na cidade ucraniana de Mariupol, cercada pelas forças russas.

Um conselheiro do Ministério do Interior ucraniano Anton Gerashchenko publicou na plataforma Telegram uma foto que disse ser de Mityaev, de 46 anos, antigo combatente na guerra da Síria.

A Rússia não confirmou a informação sobre Mityaev, tendo Kiev indicado ser a quarta alta patente das Forças Armadas russas morta em combate desde o início da invasão da Ucrânia.

Vários analistas, citados pela agência de notícias France-Presse (AFP), disseram que a Rússia decidiu colocar altas patentes militares na linha da frente para compensar dificuldades e fragilidades.

“Isto significa que pode estar a ser necessário que um líder vá para a frente de combate e se exponha, dadas as dificuldades”, disse à AFP uma fonte militar.

Esta informação aponta para as dificuldades que o Exército russo poderá estar a enfrentar no terreno, ao ter sido confrontado desde o início da invasão com a resistência ucraniana e múltiplas dificuldades de comando, estratégia e abastecimento.

“Relatada a morte de vários generais russos, sinal da necessidade de os comandantes de grandes unidades irem diretamente até à frente de combate, para contornar uma cadeia de comando saturada e compensar a falta de iniciativa das unidades”, escreveu na rede social Twitter, no sábado, o ex-coronel francês Michel Goya, um observador atento do atual conflito.

Todos os analistas consultados pela AFP convergiram sobre as inesperadas fragilidades manifestadas pelo Exército russo nesta ofensiva.

Na opinião do investigador do Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI) Elie Tenenbaum, a presença no terreno de oficiais deste nível prova que Moscovo “está a pedir aos generais que estejam à frente das tropas e assumam riscos” para compensar uma situação moral difícil.

“As forças russas só foram informadas da natureza das operações 24 horas antes. Algumas só foram informadas depois de entrarem na Ucrânia. Portanto, há um grave problema de confiança em relação às chefias”, indicou Tenenbaum, referindo-se a “problemas de moral das tropas e provavelmente deserção, com veículos abandonados em campo aberto”.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 691 mortos e mais de 1.140 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

https://zap.aeiou.pt/kiev-quarta-alta-patente-russo-morreu-467653


Zelenskyy diz que Ucrânia não se vai juntar à NATO: “Negociações estão mais realistas”


Após a visita de primeiros-ministros europeus, Zelenskyy convidou os amigos da Ucrânia a visitar Kiev. Presidente ucraniano disse que ofensiva não teve sucesso e avançou com morte de general russo.

Volodymyr Zelenskyy agradeceu aos primeiros-ministros da Eslovénia, Polónia e República Checa, considerados “países parceiros e amigos da Ucrânia” que visitaram a capital ucraniana esta terça-feira.

O Presidente do país confessou ter-se sentido “feliz em conversar diretamente” com os três líderes. “É um apoio importante. Quando Kiev é um alvo para os ocupantes, é especialmente importante e corajoso e estar aqui”.

O chefe de Estado deixou, por isso, um convite a todos os líderes mundiais: “Convido todos os amigos da Ucrânia a visitarem Kiev. Pode ser perigoso. Mas é assim”, aproveitando depois para mandar uma farpa sobre a decisão de a NATO de não levar a cabo a zona de exclusão aérea: “É assim porque os nossos céus ainda não estão fechados para mísseis e aviões russos”.

Sobre as negociações, Volodymyr Zelenskyy reforçou que é “preciso paciência”. “São difíceis, mas importantes, porque qualquer guerra termina com um acordo”, afirmou, garantindo, no entanto, que as “posições nas negociações estão mais realistas”.

Num discurso ao país, partilhado esta terça-feira à noite nas redes sociais, o Presidente ucraniano destacou também que a ofensiva russa não teve sucesso nas últimas 24 horas, segundo o Observador.

“Muitos recrutas morreram“, apontou, avançando também com a morte de um general da Rússia.

Volodymyr Zelenskyy salientou também que as forças russas “cometeram novos crimes de guerra”. “Dispararam contra cidades pacíficas e infraestrutura civil. O número de mísseis que a Rússia disparou contra a Ucrânia já ultrapassou os 900″.

À semelhança do que tinha dito em outros discursos, o chefe de Estado voltou a apelar aos soldados russos para se renderem.

Mas não só os soldados: também os membros do Kremlin, principalmente os membros do “sistema de propaganda”. “Se permanecerem no cargo e não se opuserem à guerra, a comunidade internacional privar-vos-á de tudo”.

Abordando o discurso no parlamento canadiano, Volodymyr Zelenskyy indicou que o Canadá foi um dos primeiros países a ajudar a Ucrânia.

Numa mensagem para todo o Ocidente, o Presidente voltou a pedir ajuda “não em palavras”, mas “em atos”, que se materializam em “novas sanções contra a Rússia” e em mais armas.

Ucrânia não se vai juntar à NATO

Depois de Presidente ucraniano ter admitido que a Ucrânia não pode aderir à NATO, o primeiro-ministro britânico veio esta quarta-feira rejeitar também essa possibilidade num futuro próximo.

Numa altura em que se mostra mais otimista face às negociações com as forças russas, afirmando mesmo que são agora “mais realistas”, o Presidente ucraniano admitiu que a Ucrânia não se poderá juntar à NATO, uma concessão que parece abrir caminho para um possível acordo de paz com a Rússia.

Esta quarta-feira de manhã, o primeiro-ministro britânico também rejeitou a possibilidade de a Ucrânia aderir à NATO num futuro próximo.

Instado a comentar as  declarações do Presidente ucraniano, Boris Johnson disse que “de forma alguma” irá a Ucrânia aderir à NATO em breve.

“Falei com Volodymyr novamente ontem e, claro, compreendo o que ele diz sobre a NATO (…). E todos sempre disseram, e nós deixámos claro a Putin, que de forma alguma vai a Ucrânia aderir à NATO em breve”, defendeu, citado pela Sky News.

Ainda assim, remeteu uma decisão para o Presidente da Ucrânia, que reconhece dificuldades nessa adesão.

Na terça-feira, Volodymyr Zelenskyy reconheceu que o seu país não poderá integrar a NATO, uma das exigências russas para o fim da guerra.

“Ouvimos durante anos que as portas estavam abertas, mas também ouvimos dizer que não podíamos aderir. Esta é a verdade e temos de a reconhecer”, disse-o a Boris Johnson e a ouros líderes europeus, numa reunião da Força Expedicionária Conjunta do Reino Unido.

Oleksiy Arestovich, conselheiro do chefe de gabinete do presidente ucraniano, considerou que até “ao início de maio” seria possível um acordo de paz — “Talvez muito antes”, disse.

Já Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que é muito cedo para fazer previsões, mas que as discussões continuam.

“O trabalho é difícil e, na situação atual, o próprio facto de continuarem é provavelmente positivo”, acrescentou ainda.

Neutralidade da Ucrânia “seriamente discutida”

Sergei Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros, disse esta quarta-feira que as negociações de paz com a Ucrânia não são fáceis, embora exista esperança em alcançar um compromisso.

Em entrevista à RBC News, citado pela Reuters, diz que a neutralidade da Ucrânia está a ser “seriamente discutida“.

“As negociações não são fáceis por razões óbvias”, afirmou. “O status neutro está agora a ser seriamente discutido, claro, com garantias de segurança”, disse Lavrov.

Sergei Lavrov sublinhou ainda que pontos-chave nas negociações incluem a segurança das pessoas no leste da Ucrânia, a desmilitarização do país e o uso da língua russa na Ucrânia.

https://zap.aeiou.pt/zelenskyy-diz-que-posicoes-nas-negociacoes-estao-mais-realistas-467615

 

A estância balnear de Sanya terá uma “selva vertical” num hotel feito de blocos curvos !



A parte interior da estrutura também será dividida entre um hotel nos pisos inferiores e o outro nos pisos superiores, estando previsto um espaço comercial para o edifício.

Quando o escritório de arquitetura Sanya Horizons ficou encarregue de desenhar um conjunto de hotéis na estância balnear chinesa de Sanya, seria expectável que o desenho passasse por uma torre em altura que conseguisse acomodar o maior número de quartos possível. No entanto, a escolha passou por seis grandes estruturas com curvas num único arranha-céus unificado que será coberto de vegetação.

De acordo com o New Atlas, a estrutura terá 160 metros de altura e apresenta uma fachada rendilhada que permite a entrada de luz nos interiores do edifício. O verde aparece como um enfeite da fachada e interiores do hotel, criando uma “selva vertical”. Para além desta opção, também a forma dramaticamente curva tem um propósito prático, explicou o responsável pelo desenho, já que permite maximizar a vista, assim como reduzir as cargas de vento.

“As estruturas horizontais empilhadas da Sanya Horizons são geometricamente curvados para abraçar o oceano e melhorar ainda mais as vistas abundantes, com cada quarto de hotel dada a sua própria varanda privada e vistas do mar 100% desobstruídas”, apontou Buro Ole Scheeren. “Através dos offsets e aberturas entre os volumes, emerge em todo o edifício um amplo espectro de plantas e jardins naturais, quase duplicando a quantidade de espaço verde no local.”

“Para além da eficiência estrutural global dos volumes combinados dos hotéis, as múltiplas aberturas de grande escala do edifício aumentam a porosidade e, com isso, minimizam as cargas de vento estruturais. A disposição de quartos de hotel permite uma ventilação cruzada natural completa e reduz a necessidade de arrefecimento mecânico. A fachada consiste numa grelha hexagonal profunda de varandas e corredores que proporcionam uma proteção completa contra o sol, reduzindo drasticamente a pegada energética do edifício“.

A parte interior da estrutura também será dividida entre um hotel nos pisos inferiores e o outro nos pisos superiores, estando previsto um espaço comercial para o edifício. Cada quarto de hotel terá também a sua própria piscina, ao passo que o edifício terá um Sky Terrace e o Sky Deck.

Para além de todo o verde do edifício, o espaço no seu redor também terá uma grande quantidade de plantas e árvores, com uma paisagem ondulada destinada a fazer referências às ondas oceânicas nas proximidades. De acordo com a mesma fonte, a construção do edifício deverá começar no final deste ano, com conclusão prevista para 2026.

https://zap.aeiou.pt/a-estancia-balnear-de-sanya-tera-uma-selva-vertical-num-hotel-feito-de-blocos-curvos-467582


Negociações Rússia-Ucrânia: “É muito complexo - Mas haverá cedências” !


Mikhail Podolyak acredita que, no entanto, vai haver espaço para cedências. Russos terão controlado totalmente a região de Kherson.

Esta quarta-feira será dia de novas negociações entre responsáveis de Rússia e Ucrânia, à procura de uma solução para o conflito na Ucrânia.

Nesta terça-feira os assuntos seriam questões gerais de regulação, cessar-fogo e retirada de tropas do território ucraniano, escreveu Mykhailo Podolyak.

O assessor do presidente Volodymyr Zelenskyy, e um dos líderes do lado ucraniano nas negociações, afirmou ao final do dia que o processo de negociação é “muito complexo e viscoso“.

“Há contradições fundamentais”, lamentou o dirigente, que no entanto afirmou que está a ser discutido um acordo para o futuro e que tem esperança num bom desfecho: “Certamente haverá espaço para cedências“.  

Oleksiy Arestovich, conselheiro do chefe de gabinete de Zelenskyy, afirmou que a guerra deverá terminar no início de Maio.

A agência estatal RIA Novosti indica que Dmitry Peskov, assessor do presidente da Rússia, Vladimir Putin, não quer fazer previsões. Aguarda resultados destas reuniões.

Putin, alega que, do lado ucraniano, não tem havido uma atitude séria no sentido de encontrar soluções mutuamente aceitáveis.

A NATO terá agendado para o dia 24 de Março uma nova reunião extraordinária, para falar sobre a crise na Ucrânia.

Nesta terça-feira, ainda segundo a RIA Novosti, os militares russos passaram a controlar totalmente a região de Kherson.

Iryna Vereshchuk, vice-primeira-ministra da Ucrânia, contou que o corredor humanitário permitiu, ao longo deste dia, evacuar 20 mil pessoas da zona de Mariupol.

https://zap.aeiou.pt/negociacoes-russia-complexo-467577


Vício: a “overdose” de Wordle e seus sucessores


Jogo criado por Josh Wardle é uma rotina insubstituível para muitas pessoas. O “problema” é que há muitas – mesmo muitas – variantes do Wordle.

Ler jornais. Ligar o spectrum ou jogar consolas. Tetris e sudoku. Redes sociais. E agora o Wordle – e seus sucessores. Tudo vícios, ou ultrapassados, ou actuais.

Quando Josh Wardle deixou a pequena cidade Abergavenny, no País de Gales, seu país natal, nunca pensou que iria criar o jogo de palavras mais conhecido no planeta. O Wordle é provavelmente o jogo de palavras online com mais utilizadores frequentes.

E também nunca pensou que iria criar uma “moda”: a moda de criar derivados, sucessores, da sua criação.

O jogo desenvolvido no ano passado, que entretanto já foi adquirido (e que passou a ser publicado) pelo The New York Times, originou uma série de jogos semelhantes e em vários idiomas – por cá surgiu o português Quina, há pouco tempo.

Mas também apareceram variações, deixando de lado as palavras: o Worldle (para adivinhar o país), o Heardle (adivinhar a música), o Factle (facto) e o Nerdle (equações).

Já vão 69 dias seguidos a conseguir adivinhar a palavra diária do Wordle, escreve Caitlin Welsh, no portal Mashable, no meio de uma “overdose” de Wordle e de uma “loucura”, de acordo com a própria jogadora.

Caitlin Welsh joga Wordle, todos os dias, há mais de três meses. Entretanto começou também a jogar “todos os clones, variações e expansões” que encontrou (no entanto, quantos mais jogos surgem, menor é o impacto de cada nova versão).

“Mas, enquanto a diversão do formato original poderá desaparecer, agora eu simplesmente nunca estou satisfeita, nunca é suficiente”, confessou Caitlin, que passou a jogar também o Dordle, o Quordle, o Octordle, o Sedecordle

“Na semana passada, houve um dia em que joguei todos. O meu namorado, que nem estava impressionado, perguntou-me incisivamente se eu ainda tenho um emprego. Respondi que este é o meu trabalho agora“, conta, ao mesmo tempo que demonstra a sua satisfação por ter encontrado o seu pequeno “momento brilhante” no meio de tantas notícias terríveis – a guerra na Ucrânia.

Caitlin Welsh quer manter essa rotina, pelo menos, uma vez por semana: jogar todos os desafios online que conhece, neste género.

Contabilidade total: tentar adivinhar 31 palavras de cinco letras cada.

E sim, deixamos aqui no artigo as ligações para todos os jogos mencionados. Para o caso de querer experimentar.

https://zap.aeiou.pt/vicio-wordle-467574


Jornalista que exibiu cartaz contra a guerra na televisão russa libertada após 14 horas de interrogatório


Jornalista incorre num crime que lhe poderá valer 15 anos de prisão, à luz da nova lei implementada após a invasão da Ucrânia.

Marina Ovsyannikova, a funcionária do Channel One que invadiu o cenário de um dos noticiários para exibir um cartaz com mensagens a alertar para a guerra na Ucrânia e para a campanha de desinformação imposta pelo Kremlin, foi multada em 30 mil rublos (256 euros) por um tribunal russo, depois de as autoridades políticas terem denunciado o seu gesto como “holiganismo”.

A manifestante foi considerada culpada de violação das leis de protesto, no entendimento dos juízes, no entanto, não é claro se pode enfrentar acusações mais graves, já que ainda poderá ser ser sujeita a julgamento. O seu representante legal, à saída do tribunal e após 14 horas de interrogatório, optou por não fazer mais declarações.

No cartaz exibido por Ovsyannikova podiam ler-se ideias como “Não à guerra. Parem a guerra. Não acreditem na propaganda. Eles estão a mentir-vos.” Na Rússia, à luz da forte censura imposta pelo Kremlin, os meios de comunicação não estão autorizados a referir-se à situação na Ucrânia como uma “guerra”, com “operação especial militar” a ser o termo usado. Longe dos ecrãs e dos olhos dos russos ficam as imagens que ilustram a crise humanitária que se vive no país vizinho, os danos causados nas principais cidades e o verdadeiro número de mortes que a invasão já provocou.

O ato já mereceu palavras elogiosas de Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia, as quais foram prontamente substituídas por críticas dos representantes do Kremlin. “No que diz respeito a esta mulher, trata-se de holiganismo”, descreveu Dmitry Peskov, porta-voz do regime russo. “O canal e aqueles de direito ficarão responsáveis por tratar do assunto irão fazê-lo.”

Depois de ser libertada, Ovsyannikova afirmou aos jornalistas estar exausta depois das 14 horas de interrogatório, nas quais não foi autorizada a falar com familiares ou a ter assistência legal. O protesto gerou preocupação entre os seus mais próximos, por ter acontecido na sequência de uma nova legislação, adotada oito dias após a invasão da Ucrânia, segundo a qual qualquer tentativa de descredibilizar as forças russas ou difundir informação falsa sobre as mesmas incorre num crime correspondente a 15 anos de prisão.

Num vídeo gravado antes do gesto, a jornalista dirige-se a Putin pelo nome, dizendo que as “próximas 10 gerações não conseguirão limpar a vergonha desta guerra fratricida”.

https://zap.aeiou.pt/jornalista-que-exibiu-cartaz-contra-a-guerra-na-televisao-russa-libertada-apos-14-horas-de-interrogatorio-467569


terça-feira, 15 de março de 2022

Confronto militar é inevitável entre EUA e Rússia por causa das armas e combatentes voluntários pela Ucrânia !

Um confronto armado com os EUA chegou mais perto com o ataque aéreo da Rússia no domingo, 13 de março, no centro de treinamento militar Yavariv, na Ucrânia, perto da fronteira polonesa. O ataque ocorreu depois que o MREL da Rússia, Sergei Ryabkov, alertou os EUA que os comboios que trazem armas de vários países para a Ucrânia eram “não apenas um movimento perigoso, mas alvos legítimos”.

Os russos estavam alvejando voluntários ocidentais pelo apoio a Ucrânia, bem como armas recebidas. Apesar das negações, fontes militares revelam que presentes na base estavam voluntários dos EUA, Irlanda, Alemanha e Reino Unido. Não há informações sobre se o pessoal estrangeiro estava entre as 35 pessoas mortas e 130 feridas no ataque com mísseis de longo alcance russo no centro militar da Ucrânia a oeste de Lviv.

O contra-alerta de Washington foi feito pelo conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, que disse: “Se houver um ataque militar ao território da Otan, isso trará toda a força da aliança da Otan para responder a isso”, advertiu ele.

Um impasse perigoso marca a quase terceira semana do conflito na Ucrânia, dizem fontes militares do DEBKAfile: Por um lado, Moscou não pode permitir que o Ocidente continue injetando armas a bel prazer na Ucrânia para uso contra as forças russas - e pode não parar na fronteira de um membro da OTAN para interromper as entregas. Por outro lado, Washington e a OTAN não podem impedir o fluxo de milhões de dólares em armas, como mísseis antitanque e antiaéreos, bem como caças ocidentais, para reforçar a resistência ucraniana à invasão russa. Os confrontos estão se tornando inevitáveis; eles provavelmente serão locais e de escopo limitado, pelo menos no estágio inicial.
O presidente Joe Biden declarou no domingo: “Não queremos travar uma guerra contra a Rússia na Ucrânia. O confronto direto entre a OTAN e a Rússia será a Terceira Guerra Mundial – algo que devemos nos esforçar para evitar”, disse ele.
Além do ataque à base ucraniana no domingo, o exército russo se concentrou desde sábado em construir e trazer novos suprimentos para os dois comboios ainda estacionados a oeste e leste de Kiev para receber ordens de movimento, com ataques ocasionais de artilharia contra o cidade.
Há sinais de que unidades militares russas mantidas na Armênia e Ngorno Karabakh estão se preparando para sair e seguir para a Ucrânia. Enquanto isso, navios de guerra russos fecharam seu bloqueio ao porto de Odesa, no Mar Negro .

https://www.debka.com

Conselheiro de Zelenskyy prevê fim da guerra em Maio - Aliado de Putin contraria Kremlin e admite que avanços têm sido lentos !


O conselheiro do chefe de gabinete de Presidente Zelenskyy acredita que a guerra vai acabar no início de Maio, numa altura em que a Rússia deve ficar sem recursos para continuar a invasão.

De acordo com Oleksiy Arestovich, um conselheiro do chefe de gabinete do presidente ucraniano, a guerra deverá terminar no início de Maio. Nesta fase, a Rússia já não terá recursos para continuar no terreno, escreve a Reuters.

Arestovich refere ainda que o momento exacto depende da quantidade de recursos que o Kremlin está disposto a gastar na guerra. “Acho que não será depois de Maio, do início de Maio, que teremos um acordo de paz, talvez até mais cedo, veremos. Estou a falar das datas mais tardias possíveis”, afirma.

“As negociações chegaram a uma encruzilhada: ou vamos ter um acordo de paz feito muito rápido, dentro de uma semana ou duas, com a retirada das tropas e tudo“ ou vai haver uma tentativa de juntarem alguns, sírios, por exemplo, para uma segunda ronda, e quando os voltarmos a moer, teremos um acordo em meados ou fins de Abril”, antecipa.

Um outro cenário “completamente doido” envolveria o envio de recrutas por parte da Rússia depois de apenas um mês de treinos. Mesmo que se chegue à paz em breve, Arestovich acredita que podem continuar a haver pequenos confrontos territoriais durante um ano, apesar da Ucrânia exigir a retirada total dos russos do seu território.

Estão a forçar a Rússia a atacar as grandes cidades ucranianas”

Do lado dos Estados Unidos, o Pentágono avança que os progressos das tropas russas em direcção a Kiev e Mikolaiv têm sido muito lentos — e essa informação foi confirmada por um conselheiro próximo de Putin, revela a Reuters.

“Nem tudo está a acontecer tão depressa como gostaríamos, mas estamos a avançar para o nosso objectivo passo a passo e a vitória será nossa“, afirmou o general Viktor Zolotov, chefe da Guarda Nacional Russa desde 2016, guarda essa que enviou tropas para a Ucrânia. É também membro do Conselho de Segurança do Presidente russo e durante 13 anos foi seu segurança pessoal.

As declarações foram feitas numa cerimónia religiosa liderada pelo Patriarca Cirilo e foram disseminadas no site da Guarda Nacional, mas contrariam os comunicados do Kremlin e do Ministro da Defesa, Sergei Shoigu, que defendem que a operação na Ucrânia está a correr de acordo com os planos e será completada dentro dos prazos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também disse na segunda-feira que as tropas têm tido cuidados para não atingirem civis e acusou os EUA e a União Europeia de plantar histórias sobre a desilusão de Putin com os avanços para “provocarem as forças russas”. “Parece que estão a forçar a Rússia a atacar as grandes cidades ucranianas para responsabilizar o país pelas mortes dos civis”, acusa.

“Putin deu ordens para adiar quaisquer assaltos a grandes cidades porque a perda de civis seria grande”, adianta Peskov. Já o Ministério da Defesa “não exclui a possibilidade de colocar sob seu total controlo grandes cidades que já estão quase completamente cercadas”, remata.

https://zap.aeiou.pt/fim-da-guerra-maio-avancos-lentos-467443

 

Documento secreto - Abramovich fez fortuna com corrupção e foi protegido pelo Kremlin !


Roman Abramovich terá viajado para Moscovo numa altura em que está a ser alvo de severas sanções, devido à invasão da Ucrânia pela Rússia. Um documento secreto confirma que parte da sua fortuna foi obtida com negócios corruptos e que só não foi julgado por ser protegido do Kremlin.

Abramovich está a ser alvo de sanções do Reino Unido, da União Europeia e da Austrália devido às suas ligações ao presidente russo, Vladimir Putin, numa altura em que aperta o cerco internacional à Rússia devido à invasão da Ucrânia.

O oligarca russo tens os bens congelados e foi removido da direcção do Chelsea, clube que colocou à venda e que está em risco de falência nesta altura.

O homem que já chegou a ser apontado como “testa-de-ferro” de Putin terá viajado para Moscovo num jacto privado, depois de ter passado por Israel e Turquia.

A agência Reuters divulgou imagens do milionário russo no aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv, Israel, na segunda-feira. Abramovich terá partido daí para Istambul, na Turquia, de onde terá seguido para Moscovo, de acordo com a mesma fonte.

Note-se que Abramovich tem as cidadanias israelita e portuguesa. No caso de Portugal, o processo de atribuição da nacionalidade está a ser investigado por suspeitas de corrupção.

Documento revela negócios corruptos e protecção de Yeltsin

Entretanto, uma investigação da BBC descobriu “novas provas sobre negócios corruptos que fizeram a fortuna de Roman Abramovich”, como aponta a estação britânica.

O ainda dono do Chelsea fez milhões depois de ter comprado a companhia de petróleo Sibneft ao Governo russo, em 1995. Pagou cerca de 250 milhões de dólares num leilão, mas, em 2005, voltou a vender a Sibneft ao Governo russo por 13 mil milhões de dólares.

Em 2012, Abramovich admitiu num tribunal britânico que fez “pagamentos corruptos” para ajudar a concretizar o negócio da Sibneft, como apurou a BBC.

O magnata russo estava a ser processado pelo antigo sócio Boris Berezovsky.

Abramovich ganhou o processo depois de ter dito que deu a Berezovsky 10 milhões de dólares para pagar a um responsável do Kremlin para intermediar a seu favor no negócio, conta a BBC.

A estação britânica alega que “obteve um documento que se acredita ter sido contrabandeado da Rússia” por uma “fonte confidencial” que garante que foi “secretamente copiado dos ficheiros sobre Abramovich” que estariam sediados em agências governamentais russas ligadas à Justiça.

O documento de cinco páginas realça que o Estado russo foi “enganado” em 2,7 mil milhões de dólares no negócio da Sibneft, vinca a BBC. Um dado que constará de uma investigação parlamentar russa de 1997 que alega também que as autoridades russas queriam processar Abramovich por fraude.

“Os investigadores do Departamento de Crimes Económicos chegaram à conclusão de que se Abramovich pudesse ser levado a julgamento, teria enfrentado acusações de fraude… por um grupo criminoso organizado“, aponta-se no documento.

O Procurador-chefe do Ministério Público russo da altura, Yuri Skuratov, não tinha conhecimento desse documento secreto, mas confirmou à BBC vários dos detalhes referidos.

“Basicamente, foi um esquema fraudulento, onde aqueles que participaram da privatização formaram um grupo criminoso que permitiu que Abramovich e Berezovsky enganassem o Governo e não pagassem o dinheiro que essa empresa realmente valia”, conta Skuratov ao canal britânico.

O documento ainda sugere que Abramovich foi protegido pelo antigo presidente russo, Boris Yeltsin. Assim, salienta que os ficheiros judiciais sobre Abramovich foram enviados para o Kremlin e que “a investigação foi travada pelo presidente Yeltsin” e que “Skuratov foi demitido do cargo”.

Em 1999, Skuratov foi despedido no seguimento da divulgação de uma sex-tape. O antigo procurador-chefe considera que foi alvo de uma armadilha para o desacreditarem e à sua investigação.

“Esta coisa toda foi, obviamente, política porque na minha investigação, fiquei muito perto da família de Boris Yeltsin, incluindo através desta investigação da privatização da Sibneft”, relata Skuratov à BBC.

Em 1999, Yeltsin designou Putin como primeiro-ministro, preparando a sua sucessão no poder, e Abramovich continuou a fazer parte do círculo próximo do Kremlin.

Outro negócio polémico com um rapto pelo meio

Além do negócio com a Sibneft, Abramovich está ainda envolvido noutra aquisição polémica relacionado com mais uma companhia petrolífera, a Slavneft.

O dono do Chelsea fez uma parceria para comprar a Slavneft que também estava a ser cobiçada por uma grande empresa chinesa, a CNPC, que oferecia o dobro do valor.

“Muitas pessoas poderosas” teriam perdido dinheiro se os chineses tivessem ganho o negócio, aponta a investigação da BBC.

O documento secreto obtido pelo canal refere que um elemento da empresa chinesa foi raptado à chegada a Moscovo, quando pretendia participar no leilão pela Slavneft, o que levou a CNPC a desistir da compra. Só depois disso, o executivo chinês foi libertado.

Fontes contactadas pela BBC, como o ministro da Energia da Rússia da altura que não conheciam o documento, asseguram que os responsáveis políticos “já tinham decidido que a parceria do senhor Abramovich ia ganhar o leilão”, mesmo com a proposta “a preço muito mais alto” da CNPC.

A BBC ressalva que o documento não indica que Abramovich tenha participado ou tido conhecimento do rapto. Os seus advogados asseguram à estação que “não teve conhecimento de tal incidente”.

Certo é que a parceria de Abramovich ficou com o controle da Slavneft “a um preço arrasador“, como constata a BBC

Os advogados do oligarca russo garantem ainda à BBC que este não obteve lucros com quaisquer práticas criminosas.

https://zap.aeiou.pt/documento-secreto-abramovich-corrupto-467441


“Não acreditem na propaganda”: Manifestante interrompe transmissão da televisão estatal russa !

Maria Ovsyannikova na televisão estatal russa, Canal 1

Maria Ovsyannikova interrompeu o principal programa de notícias da estação estatal russa Canal 1, onde trabalha, para denunciar a guerra russa contra a Ucrânia.

Uma manifestante antiguerra interrompeu esta segunda-feira o principal programa de notícias do Canal 1, uma estação televisiva estatal na Rússia, segundo o Público.

A mulher atrás da apresentadora em estúdio, a segurar um cartaz com uma mensagem que denunciava a guerra na Ucrânia.

“Não à guerra. Parem a guerra. Não acreditem na propaganda. Estão a mentir-vos aqui”, podia ler-se em inglês e russo. O cartaz tinha assinatura dos “Russos contra a guerra””.

Segundo o órgão de comunicação Kyiv Independent, a manifestante é Maria Ovsyannikova, que trabalha na estação televisiva. Entrou no estúdio a gritar as frases que empunhava no cartaz: “Parem a guerra. Não à guerra“.
 
A manifestante pôde ser vista e ouvida durante alguns segundos antes de o canal a retirar do ecrã, ao mesmo tempo que a jornalista subia o tom de voz para abafar Maria Ovsyannikova.

O momento do protesto foi partilhado nas redes sociais. Uma das pessoas que o fez foi Kira Yarmysh, a porta-voz de Alexei Navalny, na sua conta no Twitter. Acompanhou o vídeo com um curto elogio: “Uau, aquela rapariga é fixe”.

Maria gravou um vídeo antes de interromper a transmissão, no qual critica o Kremlin e denuncia o horror da guerra na Ucrânia. Manifesta também vergonha por trabalhar no Canal 1, que divulga “propaganda do Kremlin“.

“Lamentavelmente, durante alguns anos trabalhei no Canal 1 e na propaganda do Kremlin, estou muito envergonhada por isso neste momento. Envergonhada por me ter sido permitido contar mentiras a partir do ecrã da televisão. Envergonhada por ter permitido a ‘zombificação’ do povo russo. Ficámos em silêncio em 2014, quando isto estava apenas a começar. Não saímos para protestar quando o Kremlin envenenou Navalny”, disse Maria Ovsyannikova.

“Estamos apenas a observar silenciosamente este regime anti-humano. E agora o mundo afastou-se de nós e as próximas 10 gerações não serão capazes de se limparem da vergonha desta guerra fratricida”, continuou.

Com um colar azul e amarelo — cores da bandeira ucraniana — Ovsyannikova disse na sua declaração em vídeo que o seu pai é ucraniano e a sua mãe é russa.

“O que está a acontecer na Ucrânia é um crime e a Rússia é o agressor“, disse a manifestante. “A responsabilidade desta agressão recai sobre os ombros de apenas uma pessoa: Vladimir Putin”.

Apelou aos colegas russos para se juntarem aos protestos anti-guerra e pôr fim ao conflito. “Só nós temos o poder de parar toda esta loucura. Vão aos protestos. Não tenham medo de nada. Eles não podem prender-nos a todos“.

É a primeira vez que um trabalhador dos meios de comunicação estatais russos denuncia publicamente a guerra que a Rússia está a travar, numa altura em que o regime russo tem apertado na censura à comunicação sobre o conflito que continua a descrever como uma “operação militar especial”.

Segundo avança o jornal britânico The Guardian, outros programas de notícias que divulgaram os instantes do protesto desfocaram a mensagem do cartaz levado pela manifestante.

Segundo a agência de notícia russa TASS, Oysyannikova pode ser condenada segundo a legislação que proíbe atos públicos que “desacreditem o uso das forças armadas russas”.

Quem já reagiu ao gesto protagonizado por esta russa foi o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy.

“Sou grato aos russos que não param de tentar mostrar a verdade, que lutam contra a desinformação e contam os factos reais aos amigos e familiares”, disse.

“É importante continuar a protestar antes que a Rússia fique complemente fechada, transformando-se numa Coreia do Norte“, sublinhou, dando ainda conta que as negociações entre os representantes russos e ucranianos recomeçam esta terça-feira.

Edgars Rinkēvičs, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia, afirmou no Twitter: “Enquanto há pessoas corajosas como Maria Ovsyanikova, uma produtora no Canal 1 da Rússia, a protestar contra a guerra e propaganda da Rússia esta noite, ou manifestantes nas ruas, a Rússia ainda tem uma hipótese de um futuro melhor“.

https://zap.aeiou.pt/nao-acreditem-na-propaganda-estao-a-mentir-vos-manifestante-antiguerra-interrompe-transmissao-da-televisao-estatal-russa-467396


Musk desafiou Putin para uma luta - Quem ganhar decide o futuro da Ucrânia !

Elon Musk, o bilionário visionário fundador do PayPal, Tesla e SpaceX
Elon Musk, o homem mais rico do mundo, desafiou esta segunda-feira o Presidente russo Vladimir Putin para um combate.

O prémio em jogo é nada mais, nada menos que o destino da Ucrânia, cenário da invasão brutal de Moscovo, segundo a AFP.

O excêntrico bilionário e fundador da empresa aeroespacial SpaceX desafiou o líder russo no Twitter, para testar a sua coragem em pessoa, e não através das forças armadas da Rússia a lutar através da fronteira.

“Desafio por este meio Vladimir Putin a um combate único. A aposta é a Ucrânia“, publicou Elon Musk na rede social.

“Aceita este combate”, acrescentou Musk em russo, dirigindo-se diretamente à conta oficial do presidente de 69 anos no Twitter.

Quando um dos 77 milhões de seguidores de Musk escreveu que o fundador de Tesla poderia não ter pensado bem no seu desafio, Musk disse que ele estava a falar “absolutamente a sério“.

“Se Putin pudesse tão facilmente humilhar o Ocidente, então aceitaria o desafio. Mas ele não o fará”, acrescentou. Não houve reação até agora, por parte do Kremlin.

Elon Musk, de 50 anos, nascido na África do Sul, já tinha oferecido o seu apoio a Kiev, quando escreveu no Twitter “Aguenta forte Ucrânia” e ofereceu as sua “solidariedade ao grande povo da Rússia, que não quer esta” guerra.

O bilionários também respondeu a um apelo de Kiev para ativar o serviço de Internet Starlink na Ucrânia, e enviar equipamento para ajudar a ligação nas áreas atingidas por ataques militares russos.

Musk é conhecido pelas suas publicações ousadas no Twitter. Em fevereiro, acusou o regulador da bolsa de valores dos Estados Unidos, que impôs multas e restrições ao Musk e à Tesla, de tentar impedir a sua livre expressão.

Elon Musk também comparou o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, a Adolf Hitler, numa mensagem de apoio aos opositores das restrições governamentais para a covid-19. Mais tarde, apagou a publicação.

https://zap.aeiou.pt/elon-musk-desafiou-vladimir-putin-a-lutar-quem-ganhar-fica-com-a-ucrania-467409


Dois mortos em Kiev após ataque russo contra edifício residencial


Durante a madrugada foram ouvidas várias explosões na capital ucraniana. Até agora, foram registadas duas mortes.

Pelo menos duas pessoas morreram esta terça-feira num ataque russo contra um edifício residencial de 15 andares, no oeste de Kiev, disseram os serviços de emergência ucranianos.

“Dois cadáveres foram encontrados no local“, na sequência do ataque, e 27 pessoas foram retiradas ilesas do edifício, onde deflagrou um incêndio, indicaram os serviços, na rede social Facebook.

Um outro ataque atingiu um prédio de nove andares no noroeste da capital ucraniana, disseram os mesmos serviços.

O ataque causou um incêndio, que foi rapidamente extinto pelos bombeiros, e obrigou à hospitalização de um ferido, segundo a TSF.

A explosão destruiu todas as janelas do prédio e janelas de edifícios vizinhos, de acordo com um jornalista da agência de notícias France-Presse no local.

Ao início da manhã, várias pessoas estavam a atirar destroços pelas janelas dos apartamentos devastados do prédio.

Os serviços de emergência ucranianos disseram que um outro ataque causou um incêndio numa casa no distrito de Ossokorky, no sudeste de Kiev, sem causar vítimas.

A agência de notícias ucraniana Ukrinform mencionou pelo menos quatro explosões esta manhã em Kiev.

Os arredores da capital, uma cidade quase completamente cercada pelas forças russas, têm sido há vários dias palco de intensos combates. Mais de metade dos três milhões de habitantes deixaram Kiev desde o início da ofensiva russa.

De acordo com o canal de televisão Ucrânia 24, as sirenes de ataques aéreos foram também ouvidas esta manhã em Odessa, no sul do país, e em Uman, no centro.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que já causou pelo menos 564 mortos e mais de 982 feridos entre a população civil, e provocou a fuga de cerca de 4,5 milhões de pessoas, entre as quais 2,5 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

https://zap.aeiou.pt/dois-mortos-em-ataque-russo-contra-edificio-residencial-de-kiev-467404


Já é possível praticar o despedimento de alguém em realidade virtual !


Barry tem um único objetivo na vida: ouvir pacientemente e protestar ou soluçar um pouco enquanto o despedem de um trabalho imaginário, através da realidade virtual.

A nova tecnologia foi criada pela Talespin, uma empresa que oferece formação em realidade virtual no local de trabalho, segundo a MIT Technology Review.

Barry e outras personagens na realidade virtual foram desenvolvidos para ajudar a ensinar às pessoas “soft skills” de gestão — tais como como despedir alguém sem causar uma cena.

Se for demasiado agressivo com Barry, ele vai colocar a cabeça nas mãos, e outros passos em falso vão fazer com que grite.

Pode parecer um método de aprendizagem um pouco bizarro, mas a realidade virtual está a ganhar terreno como ferramenta de treino.  

A tecnologia pode proporcionar um sentido de realismo acrescido, que auxilia o processo de aprendizagem, e permite que as pessoas pratiquem coisas que, de outra forma, seriam impossíveis.

A realidade virtual é utilizada para ensinar as pessoas a realizar tarefas de segurança, por exemplo. Mas também é cada vez mais utilizada para formar novos funcionários em locais como Walmart e Chipotle.

Esta tendência pode espalhar-se por vários escritórios nos próximos anos. “Estamos a assistir ao interesse repetido em criar produtos de formação relativos a competências de entrevista, conversas difíceis, venda consultiva, avaliações de desempenho, e melhores práticas de inclusão, para citar algumas”, sublinha Kyle Jackson, CEO da Talespin.

Computadores e algoritmos são por vezes utilizados para monitorizar a produção e o desempenho dos trabalhadores.

Mas embora seja comum pensar que as aptidões sociais e emocionais estão isentas desta automatização, Barry sugere o contrário.

“As soft skills estão classificadas como sendo das mais importantes para qualquer organização, quando discutem as suas necessidades para um trabalho futuro”, realça Jackson. “Não vemos isto a abrandar tão cedo“.

O problema de Barry e outras personagens virtuais é que a sua eficácia depende de quão convincentes eles são. Barry parece bastante realista para um avatar, mas Jackson diz que a personagem segue um guião definido — por isso não pode interagir de uma forma muito natural.

Os avatares comportam-se de forma mais natural se forem alimentados pela aprendizagem mecânica — mas vai demorar muito tempo até que estes personagens respondam à linguagem corporal de forma realista.

“Se não for capaz de escapar à noção de que não é uma pessoa real, não vai necessariamente ser transferida”, explica Danielle Levac, professora da Universidade Northeastern, especializada na utilização da realidade virtual.

https://zap.aeiou.pt/ja-e-possivel-praticar-o-despedimento-de-alguem-em-realidade-virtual-467380


Unidades hoteleiras têm tratamentos distintos para clientes negros e asiáticos, mostra estudo !


Investigadores contactaram hotéis, via email, utilizando nomes associados a cidadãos negros e asiáticos, tendo identificado diferenças nos tratamentos.

Com o verão quase ao virar da esquina e os números de casos de covid-19 a descerem, espera-se um ressurgir do setor do turismo a nível mundial, com muitos dos potenciais viajantes a fazerem marcações já de forma antecipada. Do lado dos prestadores de serviço, existe a preocupação de serem capazes de providenciar a melhor experiência possível, daí que alguns operadores tenham optado por investigar e tentado perceber se têm algum tipo de enviesamento racial nos seus protocolos.

Esta preocupação já originou, de resto, uma pesquisas na Universidade de Harvard, que concluíram que os funcionários de hotéis oferecem um melhor serviço a clientes brancos do que a negros e asiáticos. Num conjunto de estudos conduzidos entre 2016 e 2020, Alexandra Feldberg e Tami Kim contactaram mais de seis mil hotéis, no sentido de obterem recomendações relativas aos seus restaurantes. Nos e-mails que endereçaram, usaram nomes que sugeriam não só a diferentes raças e géneros, mas também níveis académicos (como Dr. ou Eng.).

As suas conclusões apontam que os funcionários dos hotéis respondem a 43% dos emails que recebem provenientes de potenciais clientes brancos, a 40% de clientes negros e a 36% de clientes asiáticos. A pesquisa foi ainda mais fundo, explorando, para além dos níveis de resposta, a qualidade da mesma. Por exemplo, os académicos encontraram diferenças na quantidade de informação disponibilizada e na facilidade com que os clientes eram encaminhados para outros estabelecimentos.

“Não deveriam existir diferenças no número de restaurantes recomendados, mas os nossos resultados mostram que os emails de resposta a “Mei Chen” continham menos recomendações do que os enviados a “Brad Andersen”, descrevem os investigadores. Os autores também explicaram que os nomes que expectavelmente pertenciam a pessoas brancas recebiam mais emails de respostas com cumprimentos ou saudações personalizadas, incluindo os seus nomes: 74% para os potenciais clientes brancos, 61% para os negros e 57% para os asiáticos.

“Se os gestores de hotéis estivessem apenas a verificar as taxas de resposta, não veriam quaisquer diferenças na forma como os seus representantes aos e-mails das pessoas”, disse Tami Kim à Harvard Business School. “Por isso, poderiam pensar: ‘Oh, os meus colaboradores estão a trabalhar muito bem. Não há nada que se possa melhorar aqui“. Mas o que os nossos resultados estão a mostrar é que é preciso ir além disso, porque, mesmo que estejam a responder a todos, isso não significa que todos estejam a ser tratados de forma igual”.

Parante estes resultados, os investigadores sugerem uma estratégia de três pontos para inverter a tendência acista e xenófoba. Primeiramente, o envio de questionários para os clientes de diferentes contextos para que seja possível avaliar a qualidade do apoio ao cliente. A dupla de investigadores sublinha ainda a importância de analisar desde os dados de como os trabalhadores na linha da frente tratam os clientes até à forma como são distribuídos os bónus, por exemplo, uma atualização para quartos com mais luxos.

Finalmente, os académicos também recomendam a realização de experiências como os próprios realizaram para se perceber como os empregados tratam os clientes de forma distinta, em função da sua raça ou origem. “Antes de fazer qualquer coisa, é preciso primeiro diagnosticar o problema“, explicou Feldberg. “Vemos frequentemente que as empresas não o fazem, embora seja provável que tenham muitas das ferramentas de que necessitam à sua disposição para tal.”

https://zap.aeiou.pt/unidades-hoteleiras-tem-tratamentos-distintos-para-clientes-negros-e-asiaticos-mostra-estudo-466961


Parlamento israelita aprova lei que proíbe a naturalização dos cônjuges palestinianos !


Membros do Knesset acreditam que a lei se destina a impedir o regresso dos refugiados palestinianos, que foram expulsos das suas casas com a ocupação de Israel, ao mesmo tempo que Israel se prepara para acolher milhares de refugiados ucranianos.

O parlamento de Israel aprovou na passada quinta-feira uma lei que nega a naturalização aos palestinianos da Cisjordânia ou de Gaza, casados com cidadãos israelitas, forçando milhares de famílias palestinianas a emigrar ou a viver separadas.

A chamada lei de cidadania foi aprovada pouco antes do Knesset ser dissolvido para um intervalo de férias, por uma maioria de 45-15 votos, que atravessou as linhas de oposição da coligação, segundo o The New Arab.

Substituiu uma ordem temporária semelhante, aprovada pela primeira vez em 2003, e renovada anualmente até ter expirado em julho do ano passado, quando o Knesset não conseguiu obter a maioria necessária para a sua prorrogação.

Alguns membros do Knesset disseram que o objetivo era impedir um regresso gradual dos refugiados palestinianos, que foram expulsos das suas casas, ou fugiram durante a guerra de 1948, altura da criação de Israel — tudo isto enquanto Israel se prepara para acolher milhares de refugiados ucranianos.

“O Estado de Israel é judeu e assim permanecerá”, afirmou Simcha Rothman do partido de extrema-direita Sionismo Religioso, membro da oposição que apresentou a lei ao Ministro do Interior Ayelet Shaked.

“Hoje, se Deus quiser, o escudo defensivo de Israel será significativamente reforçado”, realçou Rothman ao Knesset, horas antes da votação.

No entanto, os críticos dizem que a lei discrimina a minoria árabe de 21% de Israel, palestinianos por herança e israelitas por cidadania, ao impedi-los de estender os direitos de cidadania e residência permanente aos cônjuges palestinianos.

“Parece mais xenófobo ou racista (do que outras leis) porque não só dá direitos e privilégios adicionais ao povo judeu, mas também impede certos direitos básicos apenas da população árabe”, admitiu Reut Shaer, advogada da Associação dos Direitos Civis em Israel.

A lei também proíbe a unificação de cidadãos ou residentes e cônjuges israelitas de “Estados inimigos”, tais como o Líbano, a Síria e o Irão. Mas afeta sobretudo mulheres e crianças palestinianas, sublinhou Shaer.

É uma forma de “punição coletiva“, acrescentou, porque viola os direitos de toda uma população, com base no pressuposto racista de que todos eles são propensos ao terrorismo.

https://zap.aeiou.pt/parlamento-israelita-aprova-lei-que-proibe-a-naturalizacao-dos-conjuges-palestinianos-467377

 

Investigadores decifram glifos com 1.300 anos no México - Eram “figuras protetoras sobrenaturais” !


O relevo de calcário com cerca de 15 metros de comprimento contém um dos mais antigos exemplos de escrita Zapotec, no Vale de Oaxaca, no México.

Investigadores do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) decifraram um glifo antigo, em escrita Zapotec, no Vale de Oaxaca, segundo a Smithsonian Magazine.

Descoberto em 2018 num complexo chamado Casa del Sur, no antigo sítio arqueológico de Atzompa, em Monte Albán, os glifos de alto relevo ilustram algumas crenças dos Mixtecs e Zapotecs, duas das maiores culturas indígenas do México.

A iconografia sobre o friso de calcário, datada entre 650 e 850 E.C., inclui uma ave quetzal, macacos, onças-pintadas e figuras protetoras sobrenaturais.

Os investigadores descobriram representações figurativas e numéricas do ano do calendário Mixtec, bem como o quincunx — um desenho geométrico alusivo às quatro direções e ao centro do universo.

Um comunicado do INAH descreve os motivos como sendo “manifestações do mudo cósmico, às quais a construção da [Casa del Sur] deu resposta”.

“Em geral, os glifos são alusões ao poder na cidade, à proteção sobrenatural, e a um tempo sem tempo”, explica a investigadora principal, Nelly Robles García.

Agora Património Mundial da UNESCO, Monte Albán foi fundado entre os séculos VII e IX a.E.C.

Durante um período de 1.500 anos, a área foi habitada pelos Olmecs, Zapotecs e Mixtecs. Atzompa foi construída entre 650 e 850 a.C.E., como cidade satélite de Monte Albán, à medida que a civilização Zapotec se expandia na região, segundo o Heritage Daily.

Atzompa está situada numa colina com vista para o vale vizinho de Etla. As descobertas sugerem que a cidade serviu como percurso para o transporte das pedras extraída para construção em Monte Albán, e que a sua posição no topo da colina lhe permitiu servir de defesa contra o vizinho Mixtec.

Os investigadores estimam que o friso original tinha cerca de 30 metros de comprimento e teria decorado a fachada principal da Casa del Sur, segundo o The Art Newspaper. Robles García diz que os glifos transmitem uma “mensagem ou discurso de poder”.

Quando os Zapotecs abandonaram Atzompa por volta de 850 E.C., o friso foi parcialmente destruído.

Investigadores encontraram fragmentos de urnas funerárias nas proximidades do local, que podem ter servido como ofertas de sacrifício dos Zapotecs para “desmistificar o espaço”.

“Materiais como calcário requerem um alto grau de especialização para o seu manuseamento e restauração”, sublinha Robles García.

“O friso deve ser considerado um dos artefactos mais importantes, entre as prioridades de conservação da instituição”, conclui.

https://zap.aeiou.pt/investigadores-decifram-glifos-com-1-300-anos-no-mexico-eram-figuras-protetoras-sobrenaturais-467373


“Partido da Traição”: A relação polémica entre o Partido Republicano e Putin !


O Partido Republicano está a ser rotulado de “Partido da Traição”, devido a polémicas com tudo o que tem acontecido desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.

De acordo com a HuffPost, foi lançado um vídeo pelos Really American, um comité de ação política progressista (PAC).

O vídeo destaca o Dia da Independência de 2018, quando vários legisladores republicanos viajaram para Moscovo para visitar o Kremlin, segundo a Raw Story.

“Um dia após o Comité de Inteligência do Senado ter confirmado que a Rússia interferiu nas nossas eleições, 8 republicanos voaram para a Rússia para uma ‘photo-op’. Agora estão a culpar Biden pela invasão da Ucrânia enquanto repetem os pontos de conversa do Kremlin”, publicou o PAC no Twitter,

Embora a viagem se destinasse alegadamente a abordar a interferência russa, o vídeo assinala que o Senador Ron Johnson (R-Wis.), “minimizou a ameaça estabelecida apenas dias depois“.

O narrador do vídeo fez uma série de perguntas aos legisladores republicanos: “Porque é que os republicanos têm ‘tomado constantemente’ o lado do Presidente russo Vladimir Putin, entre outras coisas, votando para bloquear as leis de segurança eleitoral e apoiando Donald Trump por ameaçar reter a ajuda militar à Ucrânia em troca de podres sobre Joe Biden, conduta imprópria que levou ao primeiro impeachment do antigo presidente?”.

“Putin mostrou que o seu objetivo é desestabilizar a democracia ocidental da Ucrânia para os Estados Unidos. Não podemos permitir que as suas marionetas afundem mais as garras no nosso governo”, concluiu o narrador.

Em apenas um curto período de tempo, o vídeo tornou-se viral. Desde o seu lançamento a 10 de Março, já recebeu mais de 850.000 visualizações, sendo que continua a circular nas redes sociais.

https://zap.aeiou.pt/partido-da-traicao-a-relacao-polemica-entre-o-partido-republicano-e-putin-467368

 

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