domingo, 17 de abril de 2022

Pode ser difícil, mas não é impossível provar o genocídio na Ucrânia !


Deverão as atrocidades na Ucrânia ser chamadas crimes de guerra, limpeza étnica ou genocídio? Os termos, por vezes, podem ser difíceis de distinguir.

Os peritos dizem que distinguir os rótulos é crucial, quando se investiga os responsáveis e se procura justiça nos tribunais internacionais.

“Estamos definitivamente a ver provas de crimes contra a humanidade e crimes de guerra”, afirma Leila Sadat, perita em crimes de guerra e direito internacional na Universidade de Washington em St. Louis, segundo a NPR.

“O genocídio requer esta intenção especial, por isso temos de mostrar que estão a cometer todos estes crimes terríveis a fim de destruir, em parte ou no todo, um grupo em particular”, sublinha Sadat.

O genocídio pode assim ser extremamente difícil de provar perante o Tribunal Penal Internacional e o Tribunal Internacional de Justiça, explica a especialista.

Os procuradores têm de entrar na mente dos criminosos e mostrar que existe uma intenção específica. Alegações de crimes de guerra anteriores na Síria, na região de Darfur no Sudão e na ex-Jugoslávia mostram como pode ser difícil rotular corretamente os crimes, ao procurar justiça.

A comunidade internacional, segundo Sadat, acredita que, por vezes, a limpeza étnica pode ser uma forma de genocídio.

“E vimos isso nas primeiras decisões do Tribunal Penal Internacional, na situação que envolvia Darfur, onde o procurador acusou genocídio porque havia de facto um padrão de limpeza étnica, destruindo aldeias, expulsando pessoas das suas casas, aterrorizando uma população civil. Um padrão muito semelhante ao que vimos na ex-Jugoslávia. Ao que vimos em Darfur. E ao que estamos agora a ver na Ucrânia”, nota.

“Felizmente, a Ucrânia declarou que o estatuto do Tribunal Penal Internacional (TPI) era aplicável ao seu território em 2014 e 2015. Assim, ao contrário do Assad na Síria, que nunca, nunca aceitaria a jurisdição do TPI, o presidente e o parlamento ucraniano fizeram-no. E por isso o TPI tem aqui jurisdição”, acrescenta.

De acordo com a especialista, “os crimes contra a humanidade são tão graves como o genocídio” e, nesse aspeto, “não há hierarquia“.

Um exemplo de crimes contra a humanidade é “aquilo de que os nazis foram acusados pelo Holocausto”, explica.

“E por isso sei que a comunidade internacional e os grupos de vítimas tendem a agarrar-se a este conceito de genocídio porque temos um tratado sobre o mesmo e ainda não temos o tratado sobre crimes contra a humanidade”, continua.

“Por isso, parece que são menos importantes. Não são menos importantes. São crimes absolutamente horríveis que envolvem ataques a uma população civil e a desumanização do espírito humano e dos seres humanos. Portanto, é realmente importante notar que esta ideia de limpeza étnica e crimes contra a humanidade é um crime muito, muito grave”, sublinha Sadat.

Sadet foi questionada sobre se é hipócrita que os EUA prometam ajudar a investigar possíveis crimes de guerra russos, quando não são membros do TPI, e não parecem querer ser responsabilizados pelos seus próprios alegados crimes de guerra.

“É hipócrita, e no entanto é uma coisa realmente boa”, responde a especialista. “A administração Biden está a considerar seriamente o desmantelamento de alguns dos obstáculos à cooperação com o Tribunal Penal Internacional, porque pode ver que este é exatamente o tipo de situação que o TPI foi criado para resolver“, explica.

“Já temos um procurador com jurisdição. Temos juízes todos prontos para aprovar mandados de captura e ouvir casos de confirmação. Não temos de recrutar pessoal e contratar novas pessoas e descobrir que lei deve ser aplicada”, relata Sadet.

“Temos um tribunal pronto e disposto a fazer o trabalho, e aqueles de nós que estiveram envolvidos com o Tribunal Penal Internacional durante 20 anos têm vindo a apresentar este argumento há 20 anos”, acrescenta.

“Então, os Estados Unidos estão a chegar um dia atrasados à festa? Sem dúvida que sim, e penso que é ótimo que estejam finalmente a chegar lá“, conclui Sadet.

https://zap.aeiou.pt/pode-ser-dificil-mas-nao-e-impossivel-provar-o-genocidio-na-ucrania-473691


Homem mais rico da Ucrânia promete ajudar a reconstruir Mariupol !


O dono dos complexos industriais Azovstal e Illich em Mariupol, fábricas de aço e ferro, comprometeu-se a ajudar a reconstruir Mariupol.

“A minha ambição é regressar a uma Mariupol ucraniana e implementar os nossos planos para que o aço ali produzido possa competir nos mercados globais como antes”, sublinhou o empresário, segundo o Observador.

Rinat Akhmetov é dono dos complexos industriais Azovstal e Illich em Mariupol e o homem mais rico da Ucrânia.

Em respostas enviadas por escrito à agência Reuters, o empresários promete ajudar a reconstruir a cidade assim que for possível. A fábrica Azovstal é atualmente um dos últimos redutos da resistência em Mariupol.

“Acredito que os nossos corajosos soldados defenderão a cidade, embora perceba o quão difícil é para eles”, afirmou Akhmetov.

Na sexta-feira, a siderurgia Metinvest disse que não deixaria as suas fábricas, Azovstal e Illich, operarem sob ocupação russa.

” minha ambição é regressar a uma Mariupol ucraniana e implementar os nossos planos para que o aço ali produzido possa competir nos mercados globais como antes”. Akhmetov regressou definitivamente ao seu país a 23 de fevereiro, um dia antes do início da guerra, mas não revela o seu paradeiro.

“Mariupol é uma tragédia global e um exemplo global de heroísmo. Para mim, Mariupol foi e sempre será uma cidade ucraniana”, realçou à Reuters.

“Para nós, a guerra rebentou em 2014. Perdemos todos os nossos ativos na Crimeia e no território temporariamente ocupado de Donbass”, refeiu, frisando que perder os negócios os tornou mais fortes.

“Estou confiante de que, como maior empresa privada do país, o Grupo SCM desempenhará um papel fundamental na reconstrução da Ucrânia no pós-guerra”, salientou. “Precisaremos de um programa de reconstrução internacional sem precedentes, um Plano Marshall para a Ucrânia“.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, mais de 5 milhões das quais para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

https://zap.aeiou.pt/homem-mais-rico-da-ucrania-promete-ajudar-a-reconstruir-mariupol-473882


Boris Johnson proibido de entrar na Rússia !


O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está proibido de entrar na Rússia, como resposta às sanções impostas por Londres à invasão militar da Ucrânia, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Segundo avançou o ministério liderado por Serguei Lavrov em comunicado, a proibição de entrada no país estende-se também a outros altos responsáveis britânicos, incluindo vários membros do Governo de Boris Johnson.

“Esta medida foi tomada em resposta à campanha política e mediática desenfreada destinada a isolar a Rússia internacionalmente e criar as condições para (…) estrangular a economia nacional”, justificou a diplomacia russa.

De acordo com Moscovo, o Governo britânico “agrava propositadamente a situação em torno da Ucrânia, enchendo o regime de Kiev de armas letais e coordenando esforços semelhantes por parte da NATO”.

“A política russofóbica das autoridades britânicas, que se encarregaram de promover uma atitude negativa em relação ao nosso país e de congelar laços bilaterais em praticamente todas as áreas, prejudica o bem-estar e os interesses dos habitantes da própria Grã-Bretanha”, sublinharam os Negócios Estrangeiros.
 
Além de Boris Johnson, a proibição de entrada na Rússia abrange também o vice-primeiro-ministro Dominic Raab, a ministra dos Negócios Estrangeiros Liz Truss, o ministro da Defesa Ben Wallace, a ex-primeira-ministra e agora deputada Theresa May e a primeira-ministra escocesa Nicola Sturgeon, adianta a agência France-Presse.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, mais de 5 milhões das quais para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

https://zap.aeiou.pt/boris-johnson-proibido-de-entrar-na-russia-473867


Zelenskyy: “No sul e no leste do país, a situação ainda é muito difícil” !


Zelenskyy alerta que sul e leste do país ainda estão longe da recuperação, que noutras zonas do país estão a ser feitos esforços de reconstrução.

O Presidente da Ucrânia descreveu, na habitual mensagem gravada, que a situação no sul e no leste do país está “ainda muito difícil”. Nesses locais, a Ucrânia está “longe” de poder falar em “recuperação”.

“No sul e no leste do país, a situação ainda é muito difícil, longe de podermos falar em recuperação”, defendeu, na noite desta sexta-feira.

Nos distritos ocupados das regiões de Kherson e Zaporíjia, “os militares russos continuam a aterrorizar civis”. “Estão à procura de qualquer pessoa que tenha estado associada ao exército ucraniano ou às agências governamentais”, denuncia.

“Os ocupantes pensam que isso vai de alguma forma facilitar-lhes o controlo do território. Mas estão errados”, acrescenta, segundo o Observador.
 
Zelenskyy sublinha também que a Rússia está cada vez mais isolada. “A Rússia perdeu a Ucrânia para sempre. Aliás, perdeu todo o mundo. Não será aceite em lado nenhum nunca mais”.

O presidente da Ucrânia aponta ainda a “crueldade” com que as tropas russas estão “a tentar conquistar” as regiões perto do Mar de Azov, Donbass e Kharkiv, mas dá conta dos esforços de reconstrução noutras zonas do país.

De acordo com o líder ucraniano, 918 povoações “já foram desocupadas”, as forças do país estão a desminar o território, a restaurar o fornecimento de eletricidade, água e gás, e a reconstruir estradas e caminhos de ferro.

Por exemplo, a partir de sábado, a ligação entre Chernihiv e Nizhyn será restabelecida, além de que há já comboios a sair das cidades da região de Sumy, que foi alvo de bombardeamentos.

“Estamos a fazer o que conseguimos para salvar as nossas pessoas“, realça ainda o Presidente ucraniano, sobre Mariupol.
Empresas retomam atividade

Volodymyr Zelenskyy informa ainda que teve esta sexta-feira uma reunião com representantes do governo, na qual tomou nota que quatro em cinco empresas ucranianas voltaram ao trabalho em áreas seguras, o que inclui sobretudo empresas de indústria pesada.

Além disso, as redes de transporte estão a ser reconstruídas e o comércio e os serviços mostram um “bom desempenho”. O Presidente ucraniano agradeceu aos empresários e trabalhadores que continuam a trabalhar.

“Não importa o que aconteça, em todas as cidades e comunidades onde não há ocupantes nem hostilidades, é necessário restaurar a economia ao máximo”, apela.

O discurso é também dirigido aos parceiros internacionais. Diz que as forças armadas estão a “repelir os ataques dos invasores” e a levar a cabo contra-ataques.

“O sucesso dos nossos militares no campo de batalha é muito significativo. Historicamente significativo. Mas ainda não é suficiente para limpar a nossa terra dos invasores”, salienta.

Zelenskyy voltou a pedir um reforço das sanções, que, embora reconheça que sejam “significativas”, “ainda não são suficientes” para parar a “máquina militar russa”.

“Se alguém pergunta [se a guerra vai durar] um ano ou anos, eu respondo: vocês podem encurtar a guerra. Quanto mais e mais cedo conseguirmos todas as armas que pedimos, mais forte a nossa posição será e mais cedo chega a paz”, nota, apelando a mais ajuda financeira, um “embargo ao petróleo” russo e o “bloqueio completo do setor financeiro” do país.

Quanto ao pedido de adesão à UE, indica que o “trabalho está quase completo”. “Iremos em breve dar respostas aos representantes da UE”, indica, depois de a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leye, ter entregue ao país um questionário que têm de preencher para o processo adesão.

https://zap.aeiou.pt/zelenskyy-no-sul-e-no-leste-do-pais-a-situacao-ainda-e-muito-dificil-473856


Mais de 900 corpos de civis encontrados em Kiev, após retirada russa !


Mais de 900 corpos de civis foram descobertos na região de Kiev, após a retirada das forças russas, admitiu hoje o chefe de polícia regional.

Andriy Nebytov, chefe da força policial regional de Kiev, adiantou numa entrevista que os corpos foram abandonados nas ruas ou enterrados provisoriamente. Sublinhou ainda que 95% morreram por ferimentos de bala.

“Consequentemente, entendemos que sob a ocupação (russa) as pessoas foram simplesmente executadas nas ruas“, afirmou Nebytov, citado pela AP.

Estão a ser encontrados cada vez mais corpos todos os dias, sob escombros e em valas comuns, acrescentou o responsável, segundo o Jornal de Notícias.

Segundo o chefe da força policial, “a maioria das vítimas foi encontrada em Bucha, onde há mais de 350 cadáveres“.
 
O Ministério da Defesa da Rússia prometeu hoje aumentar os ataques com mísseis à capital ucraniana, como resposta à alegada agressão da Ucrânia ao território russo, uma ameaça que se seguiu à relevante perda do navio russo Moskva no Mar Negro.

Dias antes, Moscovo acusou Kiev de ferir sete pessoas e danificar cerca de 100 prédios de habitação com ataques aéreos em Bryansk, localidade russa próxima da fronteira com a Ucrânia.

Autoridades ucranianas não confirmaram alvos de ataque na Rússia e as informações não puderam ser verificadas de forma independente.

“O número e a escalada de ataques de mísseis contra objetivos em Kiev irão aumentar em resposta ao regime nacionalista de Kiev que comete qualquer ataque terrorista ou desvio no território russo”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, mais de 5 milhões das quais para os países vizinhos.

A invasão ​​​​​​​russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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sábado, 16 de abril de 2022

Comandante do Moskva morreu a bordo do navio: “Rússia vai retaliar” !


Segundo o conselheiro do Ministério dos Assuntos Internos da Ucrânia, Anton Gerashchenko, o capitão do navio de guerra russo ‘Moskva’, Anton Kuprin, morreu na sequência do ataque com mísseis Neptuno ucranianos que afundou o navio almirante da frota russa no Mar Negro.

O comandante do cruzador Moskva, que se afundou esta quinta-feira após o que os ucranianos dizem ter sido um “um corajoso ataque ucraniano” com dois mísseis Neptuno fabricados no país, terá morrido a bordo do navio.

Segundo uma nota publicada através do Telegram pelo conselheiro do Ministério dos Assuntos Internos da Ucrânia, Anton Gerashchenko, o comandante Anton Kuprin morreu após uma “explosão e incêndio a bordo”, quando o navio estava a ser rebocado para a base naval de Sevastopol, na Crimeia.

A Rússia desmente que o navio se tenha afundado na sequência de um ataque ucraniano, sustentando que o afundamento terá sido causado por um incêncio a bordo após uma explosão no paiol da embarcação.

“Durante o reboque do cruzador Moskva para o porto de designação, o navio perdeu estabilidade devido a danos no casco, sofridos durante a detonação de munições por causa de um incêndio. Em plena forte tempestade, o navio afundou”, disse o Ministério da Defesa russo, citado pela agência noticiosa TASS.

Segundo adiantou esta sexta-feira, um alto responsável do Pentágono, o cruzador russo Moskva foi afundado por dois mísseis ucranianos, no que considerou “um grande golpe para a Rússia“.

“Pensamos que eles o atingiram com dois Neptune”, indicou o responsável do Departamento da Defesa norte-americano, citado pela AFP a coberto do anonimato, desmentindo assim a versão de Moscovo segundo a qual o seu navio-almirante no teatro de guerra ucraniano foi “gravemente danificado por um incêndio”.

O responsável não confirmou, contudo, as informações de que o exército ucraniano terá distraído a defesa do Moskva com um ‘drone’ de um lado do navio, enquanto os Neptune, mísseis de cruzeiro antinavio ucranianos, o atingiam do outro lado.
Rússia “vai retaliar”

As forças militares ucranianas estão “plenamente conscientes” de que a Rússia não vai perdoar o ataque ao cruzador Moskva, “símbolo das ambições imperialistas” russas, afirmou hoje uma porta-voz militar, adiantando que não foi possível resgatar a tripulação.

“Estamos plenamente conscientes de que não seremos perdoados” pelo ataque ao Moskva, afirmou, em conferência de imprensa, a porta-voz do comando militar da região sul da Ucrânia, Natalia Goumeniouk, citada pela AFP.

Goumeniouk referiu que o ataque ao Moskva, que se afundou na quinta-feira no Mar Negro depois de ter sido atacado pela Ucrânia com mísseis Neptuno, “não atingiu apenas o navio, atingiu as ambições imperiais do inimigo“.

“Vimos navios a tentar ajudar o Moskva, mas até as forças da natureza estavam do lado da Ucrânia, uma tempestade impediu que o navio fosse salvo e que a tripulação fosse resgatada”, explicou a militar.

A responsável disse contudo não estar em condições de dar pormenores sobre o que ocorreu com a tripulação por falta de “dados fiáveis”.

Na quinta-feira, o Ministério da Defesa russo afirmou que a tripulação, composta por mais de 500 pessoas, tinha sido “resgatada para outros navios da Frota do Mar Negro que estavam nas proximidades”, sem especificar se houve baixas.

O Moskva acabou por se afundar enquanto era rebocado para a base nava de Sevastopol, porto mais próximo e centro de operações da frota russa no Mar negro.

Do lado da Ucrânia, explicou Goumeniouk, espera-se retaliação por parte da Rússia, que ainda na quinta-feira atingiu uma fábrica de armas a sudoeste da capital ucraniana, onde estariam a ser produzidos mísseis Neptuno, e ameaçou intensificar os ataques contra Kiev.

“Estamos conscientes de que os ataques contra nós irão intensificar-se, que o inimigo se vingará, que haverá ataques de mísseis e bombardeamentos de artilharia. Estamos prontos, iremos ripostar”, garantiu.

Novos ataques em Kiev

As forças russas destruíram este sábado uma fábrica de armamento que produz tanques nos subúrbios de Kiev e oficinas de reparação de equipamento militar em Mykolaiv (sul), anunciou o Ministério da Defesa russo.

Os ataques ocorreram um dia depois de a Rússia ter avisado que iria intensificar os ataques contra Kiev, na sequência de incursões ucranianas no seu território.

“Armas de alta precisão de longo alcance ar-terra destruíram os edifícios de produção de uma fábrica de armas em Kiev e uma oficina de reparação de equipamento militar em Nikolaev [nome russo de Mykolaiv]”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, citado pela agência oficial russa TASS.

O porta-voz disse que as forças russas destruíram 16 alvos inimigos com mísseis de alta precisão, incluindo equipamento militar, armazéns e bases de armazenamento de armas.

Um grande número de militares e agentes da polícia estava presente no local pouco depois do ataque, impedindo o acesso ao complexo, de onde se erguia uma nuvem de fumo, segundo a agência AFP.

O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, escreveu na rede social Facebook que não dispunha ainda de qualquer informação sobre potenciais vítimas.

“Pela manhã, Kiev foi bombardeada. Explosões deflagraram no distrito de Darnytsky, nos arredores da cidade. Os socorristas e médicos estão atualmente a trabalhar no local”, escreveu o autarca.

Klitschko apelou novamente às pessoas que saíram de Kiev para que não regressassem e permanecessem num “lugar seguro”.

Os ataques na região de Kiev tinham-se tornado menos frequentes desde o final de março, quando a Rússia retirou as suas tropas da capital e anunciou que iria concentrar a sua ofensiva no leste da Ucrânia.

No entanto, na sexta-feira, Moscovo ameaçou intensificar os ataques a Kiev depois de ter acusado a Ucrânia de bombardear aldeias em território russo perto da fronteira ucraniana.

https://zap.aeiou.pt/comandante-do-moskva-morreu-a-bordo-do-navio-russia-vai-retaliar-473822


Não, não é uma ilusão óptica - No lago Berryessa, a água rodopia e cai num estranho buraco à superfície !

O “Buraco da Glória” foi criado nos anos 50 para escoar a água em excesso quando chove e desde então que se tornou uma atração turística.

Se o nível da água no lago Berryessa, na barragem Monticello, na Califórnia, subir demasiado, a água em excesso começa a criar um redemoinho num grande buraco, aparentemente talhado na superfície do lago.

Conhecido pela população local como o “Buraco da Glória“, este não é um portal para o Inferno, apesar do seu vórtice assim parecer. O buraco é, na verdade, um vertedouro criado pelos engenheiros nos anos 50, que nasceu como alternativa a uma típica calha lateral que controle o fluxo da barragem — que, no local apertado entre os precipícios onde a barragem está, não teria espaço.

Este tipo de estruturas já foi criado noutras barragens, mas o Glory Hole é um dos mais famosos em todo o mundo. Durante um ano particularmente chuvoso, em 2017, centenas de pessoas iam para o local para verem o aparente abismo, e o mesmo aconteceu em 2019, relata o Science Alert.

Nesse mesmo ano, um pequeno corvo-marinho foi filmado a nadar sem saber em direção ao buraco, com alguns relatos a afirmarem que o animal sobreviveu.

A probabilidade da mesma coisa acontecer com uma pessoa é bastante reduzida, já que o lago proíbe a natação. Mesmo que alguém lá caia, a corrente não é forte o suficiente para puxar quem nade no sentido oposto.

A cada segundo, o buraco com 22 metros de diâmetro engole 1360 metros cúbicos de água. Depois da queda inicial na entrada do buraco, a água entra num tubo mais fino com mais de meio quilómetro que a leva para o riacho Putah.

Apenas é conhecido um caso de um acidente em 1997, em que uma mulher acabou por morrer depois de cair ao lago. Hoje em dia, a segurança está ainda mais reforçada para se evitar mais situações destas.

Os engenheiros que criaram o buraco acreditavam que este só seria usado em cenários extremos, mas desde 2000 que este já teve de ajudar a escoar a água em excesso três vezes.

https://zap.aeiou.pt/lago-berryessa-agua-rodopia-buraco-473141


 

Peça de arte invisível vendida por mais de um milhão — O antepassado dos NFT’s !

Uma obra de arte invisível do artista francês Yves Klein foi vendida por mais de 1 milhão de dólares na Sotheby’s, em Paris.

A venda foi realizada através de um recibo de papel para uma “Zone de sensibilité picturale immatérielle”, ou uma “zonas de sensibilidade pictórica imaterial”, criação do artista, de 1959.

Entre 1959 e sua morte, em 1962, Yves Klein vendia essas “zonas de sensibilidade pictórica imaterial” em troca de barras ouro, de acordo com a Smithsonian.

Na conclusão das transações, o artista entregava um recibo ao comprador, que depois queimava o papel, enquanto Klein deitava metade do ouro no Rio Sena. Segundo o artista, o ato “reequilibra a ordem natural” entre comprador e vendedor.

Klein foi uma das figuras mais importantes do movimento do nouveau réalisme (Novo Realismo) — um pioneiro da arte conceptual.
 
Agora, seis décadas depois, um dos recibos anteriormente trocadas por barras de ouro foi vendida por mais de um milhão de dólares, em leilão.

Embora Klein tenha vendido bastantes recibos para “zonas de sensibilidade pictórica imaterial”, sobraram poucas até hoje, porque o artista encorajava os compradores a queimá-las — parte de um ritual em que os compradores se afirmavam como os “donos definitivos” da sua “zona” comprada.

Jacques Kugel era o proprietário original do recibo leiloado, e acredita-se ser um dos poucos que não queimou as provas da sua compra, segundo a Artnet.

O recibo foi exibido nas principais instituições culturais europeias, como a Hayward Gallery de Londres e o Centre Pompidou de Paris.

O antigo dono da galeria, Loïc Malle, acabou por comprar a peça, colocou-a depois em leilão, juntamente com mais de 100 artigos da sua coleção privada.

A CNN relata que o recibo, com menos de 20 centímetros de largura, foi criado para se assemelhar a um cheque bancário.

Assinado por Klein com a data de 7 de dezembro de 1959, o pedaço de papel dá ao destinatário a propriedade de uma “zona de sensibilidade pictórica imaterial” — quase como se fosse um NFT da antiguidade.

“Alguns comparam a transferência de uma zona de sensibilidade e a invenção de recibos como antepassado da NFT, que por sua vez permite a troca de obras imateriais”, escreveu a Sotheby’s no seu catálogo de leilões.

“Se virmos que Klein manteve um registo dos sucessivos proprietários das ‘zonas’, é fácil encontrar aqui outro conceito revolucionário — a blockchain“, acrescenta.

Para prestar homenagem a essa associação, a Sotheby’s aceitou, pela primeira vez, pagamentos em criptomoedas pela obra de arte.

A venda ultrapassou, de longe, o intervalo inicial, estimado entre 300 mil e 550 mil dólares. Incluindo os impostos, o comprador vai pagar 1,2 milhões de dólares.

Segundo a Sotheby’s, o comprador era um “colecionador europeu privado” e é “demasiado cedo para dizer” se pagará ou não em criptograma.

Yves Klein deu bom uso ao ouro que não foi atirado para o Sena, e utilizou algum na sua série Monogolds. Deu também uma parte proveniente das primeiras quatro vendas a um santuário dedicado a Santa Rita, a padroeira das causas perdidas.

Ofereceu a oferta às freiras de um convento italiano dedicado à santa. As freiras mantiveram a obra de arte anónima, até que um terramoto em 1979 destruiu os frescos históricos do convento. Quando mostraram o santuário e o ouro dentro dele a um pintor, ele identificou logo a obra como sendo de Klein.

O artista francês é também bastante famoso pelas suas pinturas monocromáticas azuis e pela sua obra “Anthropométries”, de 1958.

A obra foi pintada por modelos nuas que se pressionava contra a tela, consoante as orientações do artista. Membro do grupo Nouveaux Réalistes com Arman, Raysse, Spoerri, Tinguely, Pierre Restany e outros 1960, Klein morreu em Paris de ataque cardíaco, aos 34 anos de idade.

Klein é também conhecido pela sua fotografia de 1960, “Leap into the Void“, uma composição de duas imagens separadas, que mostravam o artista a cair de um muro alto, testando os limites de perceção de realidade.

Os seus recibos de “zonas imateriais” eram uma continuação de um trabalho anterior a que chamou “The Void” — uma sala branca e vazia, numa galeria parisiense.

“Desejava criar, estabelecer e apresentar ao público um estado pictórico sensato dentro dos limites de uma galeria de imagens”, afirmou o artista, em 1959.

“Por outras palavras, procurei criar um ambiente, um clima pictórico que é invisível mas presente”, sublinhou Klein.

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François Hollande apela ao voto em Macron: “Está em causa o questionamento dos nossos valores” !


Socialista destacou as ligações de Marine Le Pen ao regime de Vladimir Putin. Apelo junta-se ao de Sarkozy, feito na terça-feira.

O antigo presidente francês François Hollande apelou ao voto em Emmanuel Macron na segunda volta das eleições presidenciais, nas quais o incumbente vai defrontar Marine Le Pen, candidata da extrema-direita. Em entrevista ao canal de televisão TF1, o antigo chefe de Estado começou por ressalvar que não pretende “dar uma lição de moral e dizer aos franceses em quem devem votar”, mas afirmou que “é o voto em Macron que permite que Marine Le Pen não vença“.

“Sou um ex-presidente e sei que numa eleição como esta o importante é a França. E é por isso que peço aos franceses, diante do que está em jogo, que votem em Emmanuel Macron”, disse o antigo presidente socialista.

Hollande chamou a atenção para os desafios que o país enfrentaria caso Le Pen vencesse e se tornasse presidente. “O primeiro é o questionamento dos nossos princípios, dos nossos valores. Ela quer mudar um quarto da Constituição francesa em questões de imigração”, começou por enumerar. O segundo desafio, citado pelo Expresso, tem que ver com a “manutenção da França na União Europeia” e o terceiro é “o sistema de alianças” proposto por Le Pen, cujo partido recebeu financiamento do Kremlin e até há um mês e meio era visto como um aliado.

“Todos os presidentes mantiveram a França na NATO. Agora, se ela liderar o país, planeia deixar o comando integrado [da Aliança] e considera a Rússia de Vladimir Putin um possível aliado“, aponta Hollande. Quanto a Macron, o socialista espera “sentido de diálogo”.  

O apelo ao voto em Emmanuel Macron por parte de François Hollande segue-se a outro já feito por Nicolas Sarkozy, na terça-feira. “Votarei em Emmanuel Macron porque acredito que tem a experiência necessária diante de uma grave crise internacional mais complexa do que nunca, porque o seu projeto económico coloca a promoção do trabalho no centro de todas as suas prioridades e porque o seu compromisso europeu é claro e inequívoco”, escreveu na sua página de Facebook.

“A lealdade aos valores da direita republicana e à nossa cultura de Governo deve levar-nos a responder ao apelo de união de Emmanuel Macron com vista às eleições presidenciais. Ele é, no atual estado das coisas, o único em situação de agir. O interesse da França deve ser o nosso único guia”, pode ler-se na publicação.

https://zap.aeiou.pt/francois-hollande-apela-ao-voto-em-macron-esta-em-causa-o-questionamento-dos-nossos-valores-473776


Spray de fungos pode ajudar a capital mais poluída do mundo !


Nova Deli é uma cidade muito marcada pela poluição. Mas uma novidade pode tornar o ambiente um pouco mais suportável.

Irritação da pele e dos olhos, doenças neurológicas, cardiovasculares e respiratórias graves, asma, doença pulmonar obstrutiva crónica, bronquite, perda de capacidade pulmonar, cancro…

A lista poderia continuar.

Estas são as possíveis consequências para a saúde da poluição do ar. Uma poluição muito visível e muito sentida em Nova Deli, que há quatro anos consecutivos é considerada a capital mais poluída do mundo.

A névoa escura e constante que paira sobre a capital da Índia origina perturbações na sociedade, como encerramento de escolas (as máscaras já eram frequentes pelas ruas muito antes da COVID-19) e origina sobretudo muitas mortes. Estima-se que, todos os anos, morra mais de um milhão de pessoas na Índia por causa da poluição do ar.

Os relatórios sobre este panorama indicam que a poluição industrial e os carros são factores importantes mas, no início do Outono de cada ano, a poluição aumenta devido aos incêndios agrícolas – que, só em Nova Deli, originam quase metade da poluição do ar.

Há sete anos que as queimadas são proibidas na cidade, são mesmo consideradas crime. Mas, mesmo assim, essa rotina não foi travada substancialmente e a poluição mantém-se.

No entanto, a poluição poderá diminuir consideravelmente nas zonas agrícolas da capital da Índia. O responsável chama-se Dhruv Sawhney.

Dhruv apresentou no ano passado um novo método de limpeza de resíduos agrícolas que permite rentabilizar mais o trabalho agrícola e melhorar a qualidade do solo. A BBC relata que, no início, houve reacções negativas. “Tens a certeza de que isso funciona? Prefiro incendiar os meus campos e pronto”.

O “isso” é um novo spray microbiano orgânico, desenvolvido pelo Instituto Indiano de Pesquisa Agrícola de Nova Deli.

O spray chama-se Pusa Decomposer e é composto por sete espécies diferentes de fungos naturalmente presentes no solo. Essas sete espécies de fungos são muito eficazes na decomposição dos resíduos para obter energia e nutrientes.

Assim, o Pusa Decomposer consegue rapidamente decompor os resíduos dos campos após a colheita do arrozal. As experiências mostraram ainda que, três semanas depois, os resíduos integraram-se no solo e funcionaram como fertilizante para a época de cultivo seguinte.

A solução, baseada numa pulverização microbiana, enriquece o solo; enquanto queimar os resíduos da colheita faz com que a temperatura da camada superior do solo suba para 42 graus centígrados, matando todos os micróbios benéficos do solo. Por isso, o spray tenta melhorar a poluição e a saúde do solo.

Este spray baseado em fungos tenta ser uma solução, após tentativas frustradas. Em 2006, por exemplo, surgiu uma máquina projectada para semear e que também conseguia remover os resíduos, triturá-los e espalhá-los pelo campo. Mas é uma alternativa cara e poderia causar problemas de germinação.

Ainda é cedo para fazer uma análise ao impacto do spray nos níveis de poluição em Nova Deli; mas acredita-se que, se a pulverização do solo atingir uma escala grande, a diferença pode ser bastante significativa, especialmente no Outono.

https://zap.aeiou.pt/spray-fungos-poluicao-india-nova-deli-473660


sexta-feira, 15 de abril de 2022

Bósnia-Herzegovina pode ser o próximo local de conflito alimentado pela Rússia !


A Bósnia-Herzegovina pode tornar-se o próximo local de conflito alimentado pela Rússia. Os russos podem usar argumentos semelhantes aos usados na Ucrânia.

A política internacional é normalmente discutida em termos de períodos históricos associados a características específicas.

Para muitos, a invasão da Ucrânia pela Rússia marca o início de um novo período de confrontos de superpotências. Entramos num mundo onde grandes Estados militarmente poderosos lutarão por influência, reconhecimento e controlo sobre o que consideram elementos importantes do sistema internacional.

Pensar em categorias, no entanto, esconde o facto de que a política internacional se desdobra cumulativamente. Tensões latentes e acordos políticos desatualizados muitas vezes criam as condições para conflitos futuros. Inclusive hoje.

A invasão da Ucrânia pela Rússia está associada à história de ambos os Estados e ao conflito em curso que se seguiu à anexação da Crimeia em 2014. Para muitos, a guerra atual é uma continuação e uma escalada de um conflito existente.
 
Mas há outros lugares onde a Rússia poderia usar o poder político ou militar para expandir a sua influência.

Em vez de ver as ações russas na Ucrânia como únicas, é preciso lembrar que há um contexto mais amplo no qual a Rússia trabalhará para alcançar os seus objetivos. Independentemente do que vier da guerra na Ucrânia, há outros lugares que a Rússia pode estar de olho.
Bósnia-Herzegovina em risco?

A Bósnia-Herzegovina é de longe o exemplo mais importante. A Republika Srpska, uma província sérvia na Bósnia criada no final da Guerra da Bósnia, comemorou o seu 30.º aniversário no dia 9 de janeiro de 2022. A liderança da província pressionou por maior autonomia e talvez até independência.

A iminente crise na Ucrânia ofuscou isso, mas as tensões estão relacionadas. O embaixador da Rússia na Bósnia-Herzegovina, Igor Kalbukhov, e a primeira-ministra da Sérvia, Ana Brnabic, participaram em eventos para comemorar o aniversário juntos.

A Bósnia-Herzegovina e a Ucrânia estão conectadas porque ambas são lugares onde a Rússia acredita que pode realizar o seu desejo de ser reconhecida como uma força global.

Na Ucrânia e na Geórgia, a Rússia lutou ostensivamente. Na Bósnia-Herzegovina, os laços históricos da Rússia com os sérvios – devido à herança eslava e ortodoxa compartilhada e suas alianças durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais – fornecem uma justificativa semelhante.

Os acordos de Dayton, o tratado que encerrou a guerra na Bósnia-Herzegovina em 1995, está a mostrar a sua idade, e o resultado dessa guerra pode agora desempenhar um papel noutra competição entre a Rússia e o Ocidente.

A paz foi celebrada na altura, mas provou ser um fracasso. A guerra entre grupos étnicos terminou e um Governo federal frouxo foi criado, mas a reconciliação real entre sérvios, croatas e bósnios não aconteceu.

Isto significa que a Rússia pode alegar que deve usar o seu poder para proteger um grupo étnico subjugado. Como os falantes de russo na Ucrânia e na Geórgia, as exigências políticas sérvias podem tornar-se um pretexto para a ação russa.
Construção estatal inexistente

A etnia desempenha um papel importante na política bósnia porque as pessoas pensam nas suas necessidades, desafios e oportunidades em termos étnicos.

A construção do Estado – o processo pelo qual os Estados passam ao criar os sistemas e instituições que lhes permitem servir a sua população – tem sido limitada, deixando as pessoas a depender do apoio de grupos étnicos.

O fracasso da Bósnia significa duas coisas. O conflito civil que se espalha pelas fronteiras da Bósnia pode ressurgir se as tensões aumentarem, e a Rússia pode alinhar o seu objetivo de exercer mais influência na política europeia com os apelos sérvios por autodeterminação. Dada a posição da Bósnia no flanco da União Europeia, isso representa um risco de segurança para a UE.

Trocado por miúdos, a Rússia tem uma situação pronta que lhe permite usar o poder diplomático, político ou mesmo militar para promover os seus esforços para competir contra a influência ocidental.

Isso pode envolver maior apoio político ou económico aos sérvios bósnios, apoio às forças sérvias em caso de conflito ou até mesmo conduzir uma operação militar rotulada como “manutenção da paz”. Essa possibilidade final é, na verdade, o que a Rússia argumentou que estava a fazer quando invadiu a Geórgia em 2008.

https://zap.aeiou.pt/bosnia-herzegovina-pode-ser-o-proximo-local-de-conflito-alimentado-pela-russia-473749


Rússia estará a tentar recrutar moldavos para combater na Ucrânia !


A Rússia estará a tentar recrutar moldavos para combaterem pelo seu exército na Ucrânia, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros moldavo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Moldávia, Nicu Popescu, acusou, esta quinta-feira, as tropas russas de estarem a tentar recrutar moldavos para combater pelo seu exército na Ucrânia.

O objetivo seria que os moldavos lutassem no sul do território ucraniano, que faz precisamente fronteira com a Moldávia.

Popescu disse que o facto de a Rússia estar alegadamente a tentar recrutar moldavos para o seu exército é “muito perigoso” e que “deve ser parado”.

As acusações surgem depois de a vice-ministra da Defesa ucraniana, Hana Malyar, ter também acusado a Rússia de estar a concentrar tropas não apenas a longo da fronteira com a Ucrânia, mas também na região separatista da Transnístria da Bielorrússia e da Moldávia.
 
A Moldávia é um dos países que tem recebido mais refugiados ucranianos e, segundo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, poderá ser um dos próximos alvos de Vladimir Putin.

Em março, a Presidente da Moldávia, Maia Sandu, solicitou oficialmente a entrada do país na União Europeia, seguindo os exemplos da Ucrânia e da Geórgia, dois outros Estados europeus antigas repúblicas soviéticas.

A Moldávia tornou-se um país independente após o colapso da União Soviética no início da década de 1990.

As forças pró-russas presentes numa parte do seu território conhecida como Transnístria recusaram-se a cortar os seus laços com Moscovo e declararam, com o apoio do Kremlin, uma “república” própria na região.

Apesar de não ter o reconhecimento de nenhum país, a Transnístria continua a ser controlada pelas forças rebeldes, que estão protegidas por um contingente militar russo aí permanentemente destacado.

https://zap.aeiou.pt/russia-estara-a-tentar-recrutar-moldavos-para-combater-na-ucrania-473733


Detidos extremistas alemães que planeavam ataques e raptos - Ministro da Saúde era um dos alvos !


A justiça alemã anunciou hoje a detenção de quatro alegados membros de uma rede de extrema-direita contra as regras de contenção da covid-19, que planeavam “ataques violentos” no país e o rapto de “figuras públicas”.

De acordo com a agência noticiosa France-Presse (AFP), que cita uma fonte ministerial, entre os alvos do grupo estava o ministro da Saúde social-democrata, Karl Lauterbach.

A rede, denominada “Patriotas Unidos”, tinha como objetivo destruir “o sistema democrático alemão”, segundo a procuradoria de Coblença e a polícia da Renânia-Palatinado, refere uma declaração conjunta.

Os suspeitos, detidos na quarta-feira durante extensas buscas, tinham planeado atacar as redes elétricas para provocar “um apagão a longo prazo em todo o país”, que, segundo estes, provocaria as condições para uma “guerra civil”.

As autoridades estavam a investigar o grupo, os seus fundadores e apoiantes em várias partes do país desde outubro de 2021.

Na rusga realizada na quarta-feira, as autoridades apreenderam armas de fogo, barras de ouro, moedas de prata e dinheiro no valor de mais de 10.000 euros, assim como telemóveis, falsos certificados de vacinação contra a covid-19 e vários documentos que descreviam os planos para derrubar o Estado alemão.

As autoridades tinham em mira cinco suspeitos – todos alemães e com idades compreendidas entre os 41 e os 55 anos –, tendo detido quatro, de acordo com a declaração.

As operações policiais visam a franja mais radical do movimento contra as restrições, cuja expressão se multiplicou e que colocou a violência da extrema-direita no topo da lista de ameaças à ordem pública, à frente do extremismo islâmico.

Este movimento tem estado particularmente ativo na Alemanha desde o início da pandemia da covid-19 e utiliza canais da plataforma de troca de mensagens Telegram, onde fazem ameaças contra representantes eleitos ou durante manifestações.

O assassínio em junho de 2019 de Walter Lübcke – um político do partido conservador que defendia o conjunto de ações para o acolhimento de migrantes da ex-chanceler Angela Merkel –, cometido por um militante neonazi, abalou profundamente o país.

No início de abril, as autoridades alemãs realizaram uma grande operação nos meios terroristas de extrema-direita, no âmbito de uma investigação mais ampla envolvendo a polícia e os serviços de informações militares desde 2019.

Quatro suspeitos do grupo “Knockout 51” foram então detidos. As investigações em curso também visam o grupo de extrema-direita “Atomwaffen Division Deutschland”.

Na quarta-feira, o Ministério Público Federal da Alemanha anunciou a acusação de um alemão simpatizante de um grupo neonazi, suspeito de querer desencadear “uma guerra de raças” no país através de ataques com explosivos e armas de fogo.

https://zap.aeiou.pt/detidos-extremistas-alemaes-ataques-473644

Encontrados mais de mil animais embalsamados numa coleção privada em Valência !


A guarda civil espanhola confiscou um armazém com mais de 50 mil metros quadrados em Bétera, em Valência, com mais de mil animais embalsamados.

A coleção estima-se que ronde os 30 milhões de euros, e inclui ursos polares, crocodilos e até espécies já extintas, como o órix-de-cimitarra.

De acordo com o Público, o proprietário da coleção com mais de mil animais embalsamados pode ser acusado de contrabando ou crimes ambientais.

No armazém foram encontrados ursos polares, elefantes, crocodilos, mas também 405 outras espécies protegidas pela CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção).

Algumas espécies estavam extintas, como o órix-de-cimitarra, e outras quase extintas, como o adax (um tipo de bovídeo) ou o tigre-de-bengala.
 
A operação espanhola, Valcites, foi levada a cabo pela equipa de proteção da Natureza da Guarda Civil de valência, em conjunto com membros do Instituto Legal e de Ciências Forenses, em colaboração com a Europol.

A Valcites começou em novembro de 2021, na altura em que as autoridades tiveram conhecimento da existência de uma possível coleção privada de animais.

Este domingo, depois de entrar no armazém, a guarda civil encontrou 1.090 animais embalsamados, 198 dentes de elefante em marfim, um sofá em pele de crocodilo, 20 patas de elefante transformadas em bancos e peles de leopardo e chita.

A coleção privada em Valência, encontrada pela guarda civil, estima-se que ronde os 30 milhões de euros.

Um vídeo partilhado no Twitter da guarda civil mostra a coleção de animais dissecados, naquela que diz ser “a maior apreensão a nível nacional e uma das maiores da Europa”.

O proprietário, um empresário de Valência, está sob investigação por contrabando e potencial atentado ambiental.

A guarda civil espanhola deverá “proceder à análise de toda a documentação fornecida pelo proprietário, para justificar a posse das peças” na fase seguinte da investigação, segundo o comunicado dos responsáveis.

De acordo com o El País, o objetivo é que os animais encontrados no armazém sejam transferidos para um museu, tendo em conta o seu bom estado de conservação.

https://zap.aeiou.pt/encontrados-mais-de-mil-animais-embalsamados-numa-colecao-privada-em-valencia-473530


Musk oferece 43 mil milhões de dólares para comprar Twitter e “transformar” rede social !


O dono da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, fez uma proposta de 43 mil milhões de dólares para comprar o Twitter e “transformar” a rede social.

No início deste mês, Elon Musk comprou 9,2% das ações do Twitter, tornando-se no maior acionista da empresa. Ainda assim, o fundador da Tesla não se juntou ao conselho de administração.

“A nomeação de Elon para a direção devia ser oficialmente efetiva a 9 de abril, mas Elon partilhou nessa mesma manhã que já não se juntará à direção”, escreveu o presidente do conselho de administração do Twitter, Parag Agrawal.

O bilionário, que detém quase 73,5 milhões de ações da empresa, tinha-se tornado um crítico da rede social e tinha questionado se as regras “aderiam rigorosamente” ao princípio da liberdade de expressão.

Estas críticas tinham levantado dúvidas em alguns quadrantes, incluindo entre os próprios funcionários do Twitter, que estavam preocupados por Musk estar alegadamente a exercer um poder excessivo na empresa para alterar as regras de publicação, incluindo a proibição do antigo Presidente dos EUA, Donald Trump, cujas mensagens terão supostamente instigado o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio.
 
Agora, Elon Musk apresentou uma proposta para comprar as restantes ações da rede social por 43 mil milhões de dólares — cerca 37,6 mil milhões de euros.

“A minha oferta é a minha melhor e última oferta”, escreveu Musk ao chairman do Twitter, Bret Taylor, segundo o documento publicado esta quinta-feira, citado pelo Público.

“Investi no Twitter porque acredito no seu potencial de ser a plataforma para a liberdade de expressão em todo o mundo, e acredito que a liberdade de expressão é um imperativo social para uma democracia em funcionamento”, disse Musk, segundo o documento.

“No entanto, desde que fiz o meu investimento, agora percebo que a empresa não prosperará nem atenderá a esse imperativo social na sua forma atual. O Twitter precisa de ser transformado numa empresa privada”, lê-se ainda na proposta.

Após o anúncio, as ações do Twitter valorizaram 18% antes da abertura do mercado bolsista.

O presidente da Tesla e da SpaceX disse ainda que “se o negócio não resultar, teria de reconsiderar” a sua posição como acionista, por não confiar na gestão da empresa.

Todavia, Adam Crisafulli, da Vital Knowledge, disse à Bloomberg que a oferta é “demasiado baixa” para ser aceite pelos acionistas ou pela administração.

O Twitter vai “examinar com atenção” a oferta de Elon Musk para comprar a empresa por 54,2 dólares por ação, segundo anunciado esta quinta-feira.

Num comunicado, a rede social indica “ter recebido a oferta não solicitada e não vinculativa de Elon Musk para adquirir o conjunto das ações ordinárias em circulação da empresa ao preço de 54,2 dólares em numerário”.

“O Conselho de Administração da Twitter vai examinar com atenção a oferta para determinar a linha de conduta que considera melhor servir os interesses da empresa e de todos os acionistas”, adianta o grupo.

https://zap.aeiou.pt/musk-43-mil-milhoes-comprar-twitter-473632


quinta-feira, 14 de abril de 2022

Guterres fala da “tempestade perfeita” - Mais de 20% da população mundial pode ficar na miséria !


Apresentado o primeiro relatório sobre o impacto global da guerra na Ucrânia nos sistemas de alimentação, energia e finanças.

Esta quarta-feira foi apresentado o primeiro relatório do Grupo Global de Resposta a Crises sobre o impacto global da guerra na Ucrânia nos sistemas de alimentação, energia e finanças.

António Guterres esteve presente no evento, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), e sublinhou que estamos perante uma “tempestade perfeita”. Ou seja, juntando os factores crise sanitária (COVID-19) e clima de paz e segurança, as nações em desenvolvimento estão ameaçadas.

O secretário-geral das Nações Unidas compreende o foco dado aos ucranianos mas a guerra está a criar dificuldades a nível global. E a pobreza, a fome e a instabilidade já estavam a aumentar antes do conflito.

Guterres lembrou que a guerra agravou a situação que muitos países em desenvolvimento já atravessavam por causa da COVID-19. E estão a começar agora encargos históricos da dívida e uma inflação crescente.

O relatório apresentado em Nova Iorque deixa o alerta: a situação bélica na Ucrânia pode fazer com que a pobreza, a miséria e a fome atinjam 1,7 mil milhões de pessoas. Ou seja, mais de 20% da população mundial.

Esta possibilidade está fortemente relacionada com o facto de a Ucrânia e a Rússia serem exportadores importantes de trigo, cevada, milho e óleo de girassol – essenciais para populações de países mais pobres.

O cenário piora porque a crise de financiamento também afecta o Programa Mundial de Alimentos, que não tem recursos suficientes para alimentar pessoas em regiões vulneráveis, como Iémen, Chade e Níger.

“Há uma correlação direta entre o aumento dos preços dos alimentos e a instabilidade social e política. E o mundo não pode permitir isso, é necessário agir imediatamente”, avisou António Guterres, que acredita que esta situação vai deixar “cicatrizes profundas e duradouras”.

O relatório da ONU pede às instituições financeiras internacionais que libertem financiamento para os países mais vulneráveis e que ajudem os governos dos países em desenvolvimento a investir nos mais pobres e vulneráveis.

E há outro lado deste cenário: a ONU acredita que a crise pode ser uma oportunidade para o planeta, dando o exemplo de uma eventual implementação acelerada de energias renováveis (iria suavizar o aumento de preços da energia e iria tornar a Terra mais limpa).

https://zap.aeiou.pt/populacao-mundial-miseria-guterres-onu-473466


Rússia ameaça atacar centros de comando em Kiev !


O Exército russo ameaçou hoje atacar centros de comando na capital ucraniana, Kiev, que Moscovo tinha desistido de tomar até agora, se as tropas ucranianas continuarem a atacar o território russo.

“Estão a verificar-se tentativas de sabotagem e de ataques das forças ucranianas contra alvos em território da Federação da Rússia”, declarou Igor Konachenkov, porta-voz do Ministério da Defesa russo.

“Caso prossigam estas ações, o exército russo desencadeará ataques dirigidos a centros de tomada de decisão, incluindo em Kiev, o que o exército russo se absteve de fazer até agora”, prosseguiu.

No final de março as forças russas retiraram-se da região de Kiev. Durante um mês, tentaram cercar a capital e efetuaram diversos bombardeamentos que atingiram a periferia da capital.

Moscovo possui designadamente mísseis hipersónicos, considerados impossíveis de destruir durante o voo devido à sua velocidade, que indicou já ter utilizado na Ucrânia.  

O porta-voz do Ministério da Defesa também referiu que a zona comercial do porto de Mariupol, cidade estratégica do sudeste da Ucrânia, foi totalmente conquistada.

Na segunda-feira, o líder dos separatistas russófonos de Donetsk, que combatem ao lado do exército russo em Mariupol, tinha já reivindicado este avanço militar.

“O que resta das unidades ucranianas e dos nazis [do batalhão] Azov presentes na cidade estão bloqueados e privados da possibilidade de sair do cerco”, afirmou hoje Igor Konachenkov.

O responsável militar afirmou ainda que Moscovo destruiu 36 alvos militares ucranianos durante ataques no decurso das últimas 24 horas.

https://zap.aeiou.pt/russia-ameaca-atacar-centros-comando-473427


“Tinder para traficantes sexuais”: ONU e peritos criticam sistema de acolhimento de refugiados no Reino Unido !


A imprensa britânica relata casos de mulheres ucranianas que recebem mensagens nas redes sociais com ofertas de acolhimento no Reino Unido em troca de favores sexuais. A ONU já alertou para os perigos.

Esta semana, o Sunday Times deu o primeiro alerta ao noticiar que um jornalista que se fez passar por uma refugiada ucraniana de 22 anos e pediu ajuda no maior grupo do Facebook dedicado ao acolhimento no Reino Unido.

Em meros minutos, a “refugiada” recebeu imensas mensagens inapropriadas, com homens a contactá-la oferecendo-se para a acolher e sugerindo que esta oferecesse serviços sexuais em troca ou propondo que os dois dormissem na mesma cama.

O perigo de exploração sexual para mulheres e meninas em situações vulneráveis e a fugir de uma guerra não é novo e o alto comissário para os refugiados das Nações Unidas já emitiu um aviso a Londres, pedindo para as ucranianas não sejam acolhidas por homens solteiros dentro do esquema governamental Homes for Ukraine — que deixa nas mãos dos refugiados o contacto com britânicos dispostos a recebê-los e abre a porta ao surgimento de grupos sem regulação nas redes sociais.

O programa foi criado Michael Gove, secretário da Habitação, e foi criticado por especialistas, que acreditam que este pode funcionar como “Tinder para traficantes sexuais“.

16 organizações de apoio a refugiados e combate ao tráfico humano enviaram uma carta a Gove a alertar para estes riscos, numa altura em que a burocracia das candidaturas para asilo no Reino Unido tem sido muito criticada, já que os ucranianos têm de ter um patrocinador para poderem entrar no país.

Num comunicado, as Nações Unidas juntaram-se ao coro de críticas e afirmam que acreditam que “pode ser implementado” um processo de correspondência “mais apropriado” que “garanta que as mulheres e as mulheres com crianças sejam atribuídas a famílias ou casais em vez de a homens solteiros”.

“As correspondências feitas sem a vigilância apropriada podem levar a um aumento dos riscos que as mulheres enfrentam, em cima do trauma do deslocamento, separação da família e violência que já viveram”, sublinham.

Para além disto, a ONU avisa ainda que a duração mínima de seis meses do Homes for Ukraine pode trazer problemas para quem decide acolher refugiados, reforçando a importância de “treinos apropriados para garantir que o anfitrião faz uma decisão informada” visto que “ter um estranho em casa durante um período extenso não é sustentável” para muitas pessoas.

Um porta-voz do Governo enviou uma resposta ao The Guardian sobre as preocupações do alto comissariado da ONU e garante que o programa inclui “verificações de segurança e do passado” de todos os anfitriões e que são feitas visitas e acompanhamento depois da chegada dos refugiados.

“Também temos uma parceria com a caridade Reset Communities and Refugees para financiar e fornecer um serviço de correspondência entre patrocinadores e refugiados e para garantir que as combinações feitas são seguras e bem-sucedidas”, remata.

https://zap.aeiou.pt/tinder-traficantes-sexuais-onu-refugiados-473273


Detido homem suspeito da autoria do tiroteio no metro em Nova Iorque !


A polícia de Nova Iorque deteve, esta quarta-feira, o suspeito acusado de disparar sobre dez pessoas num vagão de metro em Brooklyn. O tiroteio feriu pelo menos 29 pessoas, que estão livres de perigo.

O suspeito em causa é Frank James, que já no final da noite passada tinha sido identificado como uma “pessoa de interesse” pelas autoridades nova-iorquinas.

Segundo a CNN, o suspeito foi detido por uma patrulha de três agentes na zona de East Village, em Manhattan, Nova Iorque.

A polícia de Nova Iorque prendeu o suspeito depois de receber uma dica por chamada telefónica, de acordo com fontes policiais. Os agentes responderam imediatamente, localizaram o suspeito e levaram-no sob custódia.

As autoridade de Nova Iorque já tinham revelado a identidade do suspeito e tinham pedido que quem tivesse informações sobre o seu paradeiro informasse a polícia. A polícia adiantou também, em comunicado, que estava a oferecer uma recompensa de cerca de 461 mil euros por informações sobre o suspeito.

O alerta foi dado às 8h30 horas locais (13h30 em Lisboa). Os agentes foram chamados para responder a um incidente na estação por onde passam as linhas D, N e R, cujos comboios foram travados para não passarem pelo local. Deram-se ainda conta de relatos de fumo no interior da estação.

A polícia de Nova Iorque encontrou explosivos inativos no local, corrigindo uma informação inicial dos bombeiros que indicava tratar-se de engenhos por detonar. As testemunhas foram incentivadas a ligar para as autoridades caso tenham informações sobre o incidente.

A ABC apurou também que o suspeito estava a murmurar para si mesmo antes de abrir fogo com uma pistola com calibre .380.

https://zap.aeiou.pt/detido-suspeito-tiroteio-nova-iorque-473419


“Fechem bem as portas à noite”: Aliado de Putin avisa Ucrânia após captura de Medvedchuk !


Depois da captura de Viktor Medvedchuk, esta terça-feira, o ex-Presidente russo Dmitry Medvedev avisou os ucranianos para que “fechem bem as portas à noite”.

Dmitry Medvedev, ex-Presidente russo e um dos braços direitos de Vladimir Putin, avisou esta quarta-feira os ucranianos depois de Zelenskyy ter anunciado a captura de Viktor Medvedchuk, político pró-Rússia e o principal aliado de Putin na Ucrânia.

Embora o Kremlin negue que Medvedchuk fosse um canal de comunicação com Moscovo, a notícia da sua captura não foi bem recebida. “Ele não tinha relações nos bastidores com a Rússia”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Reuters.

“Eles querem condená-lo e depois trocá-lo por prisioneiros”, disse Dmitry Medvedev, referindo-se às autoridades ucranianas como “aberrações”.

“Essas pessoas devem ter cuidado e fechar bem as portas à noite para garantir que não se tornam as pessoas que vão ser trocadas”, acrescentou.  

Alvo de sanções de Kiev, Medvedchuk estava fugido desde o início da invasão russa, após ter escapado de prisão domiciliária. O seu partido, Plataforma de Oposição pela Vida, foi suspenso um dos suspensos por Volodymyr Zelenskyy.

O político é considerado o principal representante dos interesses de Moscovo na Ucrânia, sendo que os seus laços com Vladimir Putin são incontornáveis. O Presidente russo é padrinho da sua filha.

Medvedchuk estava em prisão domiciliária devido às suspeitas de ele e a sua mulher, Oksana, terem financiado milícias separatistas em Donestk e Luhansk, em 2014. O Kremlin alega que o processo judicial contra Medvedchuk foi politicamente motivado.

https://zap.aeiou.pt/aliado-putin-avisa-ucrania-473415


terça-feira, 12 de abril de 2022

“À espera de um massacre": Elite russa não terá planos de paz com a Ucrânia !


A elite russa não terá planos de paz com a Ucrânia, pelo que as atuais negociações entre os dois países não deverão levar a nada em concreto.

A mais recente ronda de negociações na Turquia, entre responsáveis russos e ucranianos, sobre a guerra na Ucrânia, ficou marcada por um anúncio que poderia ser importante: a Rússia avisou que ia reduzir “radicalmente” a atividade militar perto de Kiev e de Chernihiv.

Foi um primeiro passo importante, mas outras regiões ucranianas continuam a lutar desesperadamente contra a invasão russa. Os especialistas mostraram-se apreensivos, temendo que as tropas fossem redistribuídas para o sul, onde o Kremlin expandiria a sua ação militar.

Muitos entendem que a recente ronda de negociações não deu em nada e terá sido em vão, com promessas vagas.

Recentemente, Medvedev publicou um texto sobre uma guerra impiedosa contra o “ucranianismo profundo”, que lembra o famoso discurso de “guerra total” de Goebbels, no dia 18 de fevereiro de 1943.
Medvedev fala do ataque a uma maternidade de Mariupol e do massacre em Bucha como casos “falsos” e produto “da cínica imaginação da propaganda ucraniana“.

Segundo o ex-presidente russo, há organizações não-governamentais e organizações governamentais geridas pelos “Governos ocidentais” a “cozinharem” estas alegadas mentiras por “grandes quantidades de dinheiro”. A sua intenção é “desumanizar a Rússia” e “denegrir” o país, defende.

Mas esta alegada desinformação também é uma prova de que o “ucranianismo profundo, alimentado pelo veneno anti-russo, é uma grande mentira”, refere Medvedev na publicação.

O portal The Insider realça uma teoria de que há neste momento uma “fação da paz” e uma “fação da guerra” na Rússia.

A primeira acredita que Zelenskyy é o devido Presidente do país e que devem ser perseguidas negociações de paz com a Ucrânia. A segunda fação, por sua vez, acredita na ‘desnazificação’ da Ucrânia e rejeita negociações.

Num artigo publicado no Nezavisimaya Gazeta, Dmitri Belousov, um dos chefes do Centro de Análise Macroeconómica e Previsão de Curto Prazo (CMASTF), defende que não há “fação da paz” na Rússia. Pelo contrário, há uma “fação de vítimas” que não tem qualquer influência sobre Putin ou sobre o Conselho de Segurança.

Belousov fala em dois cenários: um de “longo inverno”, caso as negociações de paz avancem, e outro de “conflito militar prolongado”.

Outra teoria sugere que a eventual existência de uma “fação da paz” não é mais do que uma “manobra estalinista” de Vladimir Putin.

Quando o Presidente russo identificar aqueles que estão demasiado felizes com o cessar-fogo que se aproxima, irá rapidamente enviar os serviços especiais e transformá-los em “traidores da nação”, explica o The Insider.

“O Kremlin vai invadir o leste da Ucrânia nos próximos dias. Um massacre está a chegar. A partir daí, o Kremlin reiterará as suas exigências através de negociações”, acrescenta o site russos de jornalismo de investigação.

https://zap.aeiou.pt/elite-russa-nao-tera-planos-paz-472721

“Ela, não !" A “ameaça” Le Pen é grande: “Desta vez, cheira mesmo mal” !


Reacções dos jornais franceses – e não só – à primeira volta das eleições presidenciais: “A surpresa é que não há surpresa”.

Na manhã seguinte à primeira volta das eleições presidenciais em França, que terminou com vitória de Emmanuel Macron, espreitámos algumas reacções interessantes ou curiosas, nos jornais franceses.

O actual presidente venceu com 27,8% dos votos, enquanto Marine Le Pen não ficou longe, tal como se previa: 23,1% dos votos.

“O perigo de ver a candidata de extrema-direita chegar ao poder nunca foi tão grande”, avisa a capa do jornal l’Humanité, que em letras grandes pede: “Ela, não”.

O jornal Libération, associado mais à esquerda do que à direita gaulesa, é mais forte na sua manchete desta segunda-feira: “Desta vez, cheira mesmo mal” – e a tradução poderia ser outra.  

O Le Figaro destaca que vem aí um “novo duelo” entre Macron e Le Pen, salientando que os dois candidatos na segunda volta melhoraram os seus números em relação à primeira volta das eleições anteriores, em 2017 (Macron com 24% e Le Pen com 21,3% na altura).

Aqui ao lado, o jornal espanhol El País dedica a maioria do texto da sua capa às eleições presidenciais em França: “Macron resiste e vai enfrentar Le Pen pela presidência francesa”.

No dia 24 de Abril, data da segunda volta, vai assistir-se a uma repetição da segunda volta das eleições de 2017 e, apesar de nova vantagem de Macron, “nada está garantido no caminho até ao Eliseu”.

“Le Pen suavizou a sua imagem ao longo destes últimos cinco anos e deixou de assustar a maioria dos franceses”, descreve o jornal diário de Espanha.

Em relação à esquerda francesa, “pouco há para celebrar”.

Numa análise geral, não houve resultados surpreendentes entre os candidatos principais. Voltando ao Le Figaro, lê-se: “Como costumávamos dizer às crianças, a surpresa é que não há surpresa!”.

https://zap.aeiou.pt/ameaca-le-pen-472749


Novo relatório aponta sabotagem no desastre aéreo que matou Presidente polaco !

O antigo Presidente polaco, Lech Kaczyński.
Um novo relatório elaborado pela subcomissão polaca que investiga o desastre aéreo de Smolensk, em 2010, no qual morreu o então Presidente Lech Kaczynski e outras 95 pessoas, concluiu que houve sabotagem e “duas explosões” no avião.

O responsável do grupo que investiga o caso, Antoni Macierewicz, apresentou hoje, coincidindo com o aniversário do desastre, um relatório que “invalida o de 2011” e sustenta a tese de sabotagem.

Em 10 de abril de 2010, um avião Tupolev Tu-154 da Força Aérea Polaca, que transportava o então Presidente Kaczynski, bem como 88 outras personalidades políticas e eclesiásticas e militares polacos, além da tripulação, despenhou-se na base aérea russa em Smolensk.

A delegação polaca estava a chegar ao local por ocasião do 70.º aniversário do massacre de Katyn, no qual elementos do exército soviético executaram cerca de 4.400 prisioneiros polacos.

Jaroslaw Kaczynski, atual vice-presidente do Governo e líder do partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), irmão gémeo do falecido Lech, tem insistido que foi sabotagem e acusou o Governo do primeiro-ministro da altura, Donald Tusk, de encobrir os acontecimentos em conluio com Moscovo.
 
Também o responsável pela investigação do desastre considera que a Rússia tem tentado “esconder, destruir e modificar” as provas do caso, nomeadamente ao impedir os investigadores polacos de aceder a todos os registos de voo e a análise laboratorial dos restos da aeronave.

Uma investigação anterior, publicada em 2011, apontava como causa do acidente a descida do avião durante a descolagem e uma colisão com árvores próximas.

Em declarações à rádio pública polaca, hoje, depois de divulgado o novo relatório, Jaroslaw Kaczynski insistiu que foi “um ato de agressão contra a Polónia”.

O Presidente polaco, Andrzej Duda, tinha já anunciado que a Polónia pretende apresentar a um tribunal internacional o massacre de Katyn, ocorrido em 1940, como parte de uma série de massacres de prisioneiros e oficiais polacos pelo exército soviético.

“O genocídio não prescreve”, sublinhou Duda, “é por isso que vou exigir que os tribunais internacionais elucidam esta questão.

https://zap.aeiou.pt/sabotagem-antigo-presidente-polaco-472768


Chanceler austríaco teve diálogo “direto e duro” com Putin !


O chanceler federal austríaco, Karl Nehammer, disse hoje que manteve em Moscovo um diálogo “muito direto, franco e duro” com o Presidente russo, Vladimir Putin, a quem confrontou com os “graves crimes de guerra” cometidos em Bucha.

“A conversa com o Presidente Putin foi muito direta, franca e dura”, assinalou o chefe de Governo austríaco, que também confrontou o líder do Kremlin com a determinação da União Europeia (UE) face à violação dos direitos humanos, indicou um comunicado do seu gabinete após o encontro, que se prolongou por 75 minutos.

“Abordei os graves crimes de guerra cometidos em Bucha [arredores de Kiev] e em outros locais e sublinhei que os responsáveis devem prestar contas”, acrescentou o líder conservador austríaco.

A reunião que decorreu em Novo-Ogariovo, uma residência presidencial nos arredores de Moscovo, foi o primeiro encontro pessoal de Putin com um líder da UE desde o início da invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro.

“Também disse ao Presidente Putin de forma muito clara que as sanções contra a Rússia vão permanecer e vão endurecer enquanto continuarem a morrer pessoas na Ucrânia”, disse Nehammer, ao assinalar que nesta situação a UE “está unida como nunca”.
 
O chanceler federal insistiu na necessidade de corredores humanitários para transportar água potável e alimentos às cidades sitiadas na Ucrânia, e proceder à retirada de mulheres, crianças e feridos.

“A minha principal mensagem para Putin foi que esta guerra deve terminar, porque numa guerra só existem perdedores nos dois lados”, adiantou o primeiro-ministro conservador, que irá relatar os resultados do encontro aos seus parceiros europeus.

Nehammer assegurou que esta deslocação “não foi uma visita amigável”, mas considerou “uma obrigação” tentar um encontro direto com Putin “apesar das enormes diferenças”, e após se ter deparado na Ucrânia com “o incomensurável sofrimento da população”.

O chefe do Governo de Viena esteve no sábado na Ucrânia, onde se reuniu em Kiev com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, e visitou diversas localidades perto da capital onde existem indícios de mortes de numerosos civis pelo exército russo.

A Áustria, Estado-membro da UE, aderiu às sanções europeias contra a Rússia, apesar de não ter enviado armamento para a Ucrânia devido ao seu estatuto de país neutral.

Em simultâneo, o país da Europa central nega-se, juntamente com a Alemanha e Hungria, a apoiar um embargo europeu contras as importações de gás russo, com o argumento de que essa medida será muito penalizadora para a sua economia.

https://zap.aeiou.pt/chanceler-dialogo-direto-duro-putin-472850


Mulher de Zelenskyy revela “erro fatal” de Putin e não sabe se a família está viva !


A mulher do Presidente ucraniano, Olena Zelenska, diz que não vê o marido desde o início da guerra no país e não sabe se os seus familiares estão vivos.

“Eu lembrar-me-ei para sempre dos meus familiares e dos meus amigos. Eu vou sempre lembrar-me do quão corajosas são as minhas amigas. O que essas mulheres — frágeis e elegantes em tempos de paz — são capazes de fazer quando há guerra”, disse Zelenska em entrevista à Vogue.

A esposa de Zelenskyy lembrou o primeiro dia da invasão russa, salientado que era um dia normal. “Mas até ao último minuto era impossível acreditar que isso fosse acontecer… No século XXI? Neste mundo moderno?”, atirou a primeira-dama.

Na madrugada de 24 de fevereiro, o primeiro dia da invasão, Zelenska reparou que o seu marido não estava na cama. Levantou-se e viu-o vestido de fato e gravata. “Começou”, disse apenas o Presidente ucraniano.

Zelensky pediu à mulher para “ir buscar bens essenciais e documentos”. Depois, saiu de casa, e o casal nunca mais se viu desde então. “A partir daí, temos comunicado somente por telefone”, conta Zelenska.

“Nesses primeiros dias, tinha esperança de que talvez pudéssemos estar com ele. Mas o seu gabinete tornou-se um quartel militar e eu e a minhas crianças estamos proibidas de lá estar”, acrescentou.

Zelenska chama “tirano” a Vladimir Putin e revela aquele que considera ser o seu “erro fatal”.

“Todos nós somos primeiro ucranianos, e depois o resto. Ele quis dividir-nos, destruir-nos, provocar confronto interno, mas é impossível de fazer isso com os ucranianos”, atirou. “É esta fúria e dor, que todos nós sentimos, que instantaneamente ativa a nossa vontade de agir, de resistir a agressão, de defender a nossa liberdade”.

A primeira-dama ucraniana deixou ainda um aviso ao resto do mundo: O que aconteceu na Ucrânia pode repetir-se “num país que a Rússia não gosta”.

https://zap.aeiou.pt/mulher-zelenskyy-revela-erro-fatal-putin-472818


segunda-feira, 11 de abril de 2022

China quer usar robôs controlados pelo pensamento na Estação Espacial chinesa Tiangong !


Cientistas chineses criaram um dispositivo que permite controlar o braço gigante da estação espacial chinesa através do pensamento, com uma precisão acima dos 99%.

Uma equipa de cientistas que trabalha com o programa espacial tripulado da China revelou que desenvolveu uma tecnologia que vai permitir aos astronautas controlar equipamentos robóticos através do pensamento, usando apenas as suas ondas cerebrais, escreve o South China Morning Post.

Esta descoberta pode revolucionar a forma como os astronautas operam o braço gigante da estação espacial chinesa Tiangong (que deve estar pronta no final do ano), que até agora tem sido controlado pelos astronautas com um teclado e um comando, algo que pode ser difícil num ambiente sem gravidade.

As tecnologias já existentes controlados pelo cérebro têm uma precisão que varia entre 40% e 80%, o que fica abaixo dos critérios exigidos no espaço. Uma simulação da nova tecnologia mostrou uma precisão acima dos 99%.

A China foi o primeiro país a introduzir as tecnologias baseadas no controlo cerebral no espaço, em 2016. Os detalhes da experiência continuam confidenciais, mas Huang Weifen, designer do sistema usado, revelou que acredita que há muito potencial nestas experiências e que “na exploração espacial do futuro, os humanos e as máquinas vão trabalhar juntos”.

Uma pessoa que use o novo aparelho tem de olhar para um braço robótico animado num escrã de computador. Cada parte do braço pisca a um ritmo único e quando os olhos se focam num componente que pisca, isso estimula a formação de ondas cerebrais com a mesma frequência, o que permite à máquina “ler a mente”.

Para melhorar a performance do equipamento, a equipa usou a inteligência artificial para descobrir ligações entre padrões de ondas cerebrais aparentemente sem relação e obter assim informações adicionais. 35 voluntários manobraram o braço através do pensamento e 11 destes completaram as tarefas sem percalços.

A precisão média foi 99,07% e foi marginalmente mais pequena para os 27 voluntários que não tinham experiência neste tipo de tarefas, ficando-se pelos 98,9%.

Ainda não se sabe ao certo quando é que a tecnologia vai ser usada em missões no espaço, mas a equipa acredita que o dispositivo será atualizado em breve para conseguir resolver tarefas mais complexas e oferecer uma maior precisão e velocidade.

Algumas fábricas chinesas já começaram a pedir aos trabalhadores que usem equipamentos com vigilância cerebral para melhorarem a concentração e prevenirem ferimentos no trabalho.

https://zap.aeiou.pt/possivel-controlar-robos-pensamento-471882


“Nada está decidido”: Macron vence primeira volta com 27,8% dos votos e vai disputar o Eliseu com Marine Le Pen !


Antecipa-se uma repetição do confronto de 2017, tendo Marine Le Pen conseguido 23,1%. Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, ficou em terceiro lugar, com 21,95%. Os resultados mostram ainda uma enorme quebra para os partidos históricos dos Socialistas e Republicanos.

As sondagens à boca das urnas já deram uma ideia dos resultados das eleições presidenciais em França, com os primeiros dados a serem conhecidos às 19 horas.

O actual chefe de Estado, Emmanuel Macron, do partido liberal La République En Marche!, venceu a primeira volta com 27,8% dos votos.

Em segundo lugar ficou a candidata de extrema-direita Marine Le Pen, do partido União Nacional (anteriomente Frente Nacional), com 23,1% dos votos, de acordo com os dados oficiais do Ministério do Interior de França.

Antecipa-se assim uma repetição do duelo de 2017 entre Macron e Le Pen na segunda volta das eleições, que está marcada para dia 24 de Abril.

Jean-Luc Mélenchon conseguiu o terceiro lugar, tal como as sondagens antecipavam. O candidato do França Insubmissa, partido de esquerda radical, conquistou 22% dos votos, ficando assim já fora da corrida ao Eliseu.

Já bem mais longe dos três mais votados, segue-se Eric Zemmour, candidato de extrema-direita que foi considerado o “Trump francês” no início da campanha eleitoral. Apesar do mediatismo inicial da campanha, Zemmour não foi além dos 7%.

A Republicana Valérie Pécresse ficou em quinto, com 4,8% — um resultado que mostra bem as reviravoltas que têm acontecido nos partidos de direita mainstream franceses nos últimos anos.

Yannick Jadot, dos Verdes, conseguiu 4,6% dos votos, seguindo-se Jean Lassalle dos centristas do Résistons!, em sétimo lugar, com 3,1%. O comunista Fabien Roussel recebeu ainda a confiança de 2,3% dos franceses.

Havia ainda um terceiro candidato de extrema-direita na corrida, Nicolas Dupont-Aignan, que teve 2,1% dos votos. Anne Hidalgo, candidata dos Socialistas e autarca de Paris, teve apenas 1,8% dos votos, um resultado que, tal como o de Pécresse, mostra que cada vez mais franceses preferem apostar em candidatos fora do sistema e não se identificam com os dois partidos históricos.

Os dois candidatos trokskistas fecham a lista, com Philippe Poutou a ter 0,8% dos votos e Nathalie Arthaud a ter 0,6%. A abstenção, que se esperava ser recorde e possivelmente decisiva, foi de 26,2%. Em 2017 foi mais baixa, com 22,2% dos franceses a não votarem na primeira volta.
Hidalgo e Pécresse apoiam Macron, Zemmour aposta em Le Pen

Entretanto, os candidatos começaram a reagir aos resultados e apelar ao voto em Macron, realçando os perigos de ter uma candidata de extrema-direita como Le Pen à frente do país.

“Estes resultados, como esta abstenção, retratam uma França dividida e confrontada com a extrema-direita às portas do poder. Peço-vos com seriedade que votem contra a extrema-direita de Marine Le Pen e que se sirvam do boletim de voto para eleger Emmanuel Macron”, apelou a socialista Anne Hidalgo.

A Republicana Valérie Pécresse deixou um pedido no mesmo tom. “Vou votar em consciência em Emmanuel Macron para impedir que Marine Le Pen chegue ao poder e o caos que isso iria trazer”, declarou aos eleitores. O comunista Fabien Roussel e o candidato ecologista Yannick Jadot também se juntaram ao coro de derrotados que não querem Le Pen no Eliseu.

Uma das respostas mais aguardadas da noite é a de Jean-Luc Mélenchon, candidato da esquerda cujo eleitorado pode decidir a segunda volta. Recorde-se que em 2017, Mélenchon recusou apoiar abertamente Macron, mantendo-se em silêncio nos primeiros dias e pedindo apenas mais tarde aos seus apoiantes que não votassem na extrema-direita, sem nunca falar directamente no candidato do En Marche!.

Desta vez, Mélenchon decidiu seguir o mesmo caminho, denunciando um sistema que “obriga as pessoas a escolher o mal menor” e apelando a que ninguém vote em Le Pen, novamente sem apoiar Macron.

Na última semana, as sondagens têm mostrado uma subida de Le Pen, com muitas a dar um empate técnico no confronto com Macron e algumas até a apontarem para uma vitória da candidata de extrema-direita. A candidata tem subido nas intenções de voto com um discurso focado em temas económicos e nas promessas da luta contra a inflação, abandonando as bandeiras típicas anti-imigração da extrema-direita

Para combater esta tendência, o chefe de Estado tem saído ao ataque e piscado o olho ao eleitorado de esquerda, pelo que um apoio desinibido de Mélenchon pode ajudar a causa do candidato liberal na segunda volta.

Eric Zemmour, por sua vez, já anunciou o seu apoio a Marine Le Pen, acusando Macron de ter deixado entrar 2 milhões de imigrantes em França. “Não me engano sobre quem é o meu adversário, por isso é que apelo ao voto em Marine Le Pen”, declarou. Nicolas Dupont-Aignan também apoia Le Pen.
“A minha ambição é unir os franceses”

A candidata da União Nacional discursou durante meia hora depois de serem conhecidas as projecções. “O povo francês falou e dá-me a honra de me qualificar para a segunda volta. No dia 24 de Abril, haverá uma escolha fundamental entre duas visões opostas do país: a divisão e desordem ou a mobilização do povo francês em torno da justiça social garantida por um quadro fraterno”, afirmou Le Pen.

“A minha ambição é unir os franceses num projeto que junte as gerações num destino invencível. Apelo a todos os franceses, de todas as sensibilidades, de direita ou esquerda, de todas as origens que se unam a nós para construirmos com convicção e entusiasmo uma grande vitória. A vossa confiança honra-me e compromete-me. Não vamos errar”, apelou.

Macron também reagiu aos resultados, começando por agradecer aos adversários que o apoiam e saudando a “clareza” de Mélenchon sobre os perigos da extrema-direita. “Nada está decidido“, lembrou o chefe de Estado, que considera as eleições decisivas “para a França e para a Europa”.

Falando directamente para os eleitores de Le Pen, Macron quer “convencê-los nos próximos dias de que nosso projecto responde muito mais solidamente do que o da extrema-direita aos seus medos e aos desafios dos tempos”.

https://zap.aeiou.pt/macron-vence-segunda-volta-le-pen-472579


Os EUA testaram secretamente o seu míssil hipersónico ! Conseguirão encurtar distâncias para a Rússia ?

Míssil Hipersónico norte-americano X-51A Waverider

Versão testada é equivalente à usada pelas forças russas na zona oeste da Ucrânia.

A Agência de Projetos de Defesa Avançada e a Força Aérea norte-americana anunciaram esta semana que levaram a cabo um teste versão Lockheed Martin do seu Hypersonic Air-breathing Weapon Concept (HAWC), ou seja, do seu míssil hipersónico. De acordo com a CNN, o teste aconteceu há duas semanas, mas a sua realização foi mantida em segredo para evitar uma escalada nas tensões com a Rússia.

O organismo do governo dos EUA especificou que o veículo manteve uma velocidade de cruzeiro cinco vezes mais rápida que a velocidade do som durante um longo período de tempo. No que respeita a altitude e distância, ficou-se pelos 19.812 quilómetros e 556 quilómetros, respetivamente.

De acordo com o Interesting Engineering, o teste é o segundo evento levado a cabo com sucesso no âmbito do referido programa desde setembro. “Este teste demonstrou com sucesso um segundo desenho de míssil que permitirá aos nossos militares selecionar, de forma competitiva, os melhores instrumentos para dominar o campo de trabalho”, descreveu Andrew Tippy Knoedler, responsável pelo programa HAWC no departamento HAWC no Gabinete de Tecnologia Tática da DARPA.

“Este feito aumenta o nível de maturidade técnica para a transição do HAWC para um programa de serviço de registo”, continuou a DARPA. Ainda de acordo com a estação de televisão norte-americana, a opção de manter o teste em segredo deveu-se à situação na Ucrânia, território invadido pela Rússia a 24 de fevereiro e onde o país já anunciou ter usado o seu próprio míssil hipersónico.

A arma usada pelos russos era a versão mais recente do míssil hipersónico Kinzhal, sendo que o seu lançamento teve como objetivo destruir um armazém com armamento na zona oeste do país. “O sistema de aviação míssil Kinzhal com mísseis aerobalísticos hipersónicos destruiu um grande armazém subterrâneo com mísseis e munições de aviação na aldeia de Deliatyn”, avançou Igor Konashenkov, o porta-voz do ministério da Defesa russo

https://zap.aeiou.pt/os-eua-testaram-secretamente-o-seu-missil-hipersonico-conseguirao-encurtar-distancias-para-a-russia-472152


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