sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Inflação na OCDE atinge máximo em 30 anos: Lagarde admite “surpresa” !


A inflação homóloga na OCDE aumentou para 6,6% em dezembro, contra 5,9% em novembro, e apenas 1,2% em dezembro de 2020.

De acordo com o Público, atingiu a taxa mais alta desde julho de 1991, segundo foi anunciado esta quinta feira.

Num comunicado divulgado esta quinta feira, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) afirma que este aumento foi impulsionado em parte por um aumento da inflação anual na Turquia, para 36,1% em dezembro, contra 21,3% em novembro.

Excluindo a Turquia, a inflação na OCDE aumentou mais moderadamente, para 5,6%, contra 5,3% em novembro.

Os preços da energia subiram 25,6% na OCDE em dezembro de 2021, menos dois pontos percentuais do que o acréscimo de 27,6% registado em novembro, mas elevados face ao acréscimo de 4,2% verificado em dezembro de 2020.

Os preços dos alimentos na OCDE aumentaram fortemente, até 6,8% em dezembro, contra 5,5% em novembro e 3,2% em dezembro de 2020.

Excluindo alimentos e energia, a inflação homóloga da OCDE também aumentou acentuadamente, para 4,6% em dezembro, contra 3,9% em novembro, e contribuiu significativamente para a inflação global em várias grandes economias.

Em 2021 como um todo, a inflação média anual na OCDE subiu para 4,0%, contra 1,4% em 2020, a taxa média anual mais alta desde 2000.

Os preços da energia aumentaram 15,4%, a taxa mais elevada desde 1981, contra uma diminuição de 6,5% em 2020. Excluindo alimentos e energia, a inflação média anual subiu para 2,9%, contra 1,8% em 2020.

Em dezembro, a inflação homóloga aumentou moderadamente na maioria dos países do G7 em relação a novembro.

Aumentou nos Estados Unidos (para 7,0%, contra 6,8% em novembro), Reino Unido (para 4,8%, contra 4,6%), Itália (para 3,9%, contra 3,7%), Japão (para 0,8%, contra 0,6%), na Alemanha (para 5,3%, contra 5,2%) e Canadá (para 4,8%, contra 4,7%). Em França, a inflação manteve-se em 2,8%.

A inflação, excluindo alimentos e energia, foi o principal fator para a inflação global nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Canadá, tendo contribuído com 4,7 pontos percentuais, 3,5 pontos, 3,0 pontos e 2,6 pontos, respetivamente.

No entanto, a energia teve uma contribuição significativa para a inflação global em todos os países do G7, variando de 1,2 pontos percentuais no Reino Unido a 1,8 pontos percentuais nos Estados Unidos, e foi o principal contributo para a inflação global em França.

Enquanto a inflação dos preços dos alimentos aumentou em todos os países do G7, as suas contribuições para a inflação global permaneceram limitadas, variando entre 0,2 pontos percentuais em França e 0,7 pontos percentuais no Canadá.
Lagarde admite “surpresa” com inflação

BCE mantém para já a mesma estratégia, mas Christine Lagarde mudou esta quinta-feira o seu discurso, mostrando surpresa em relação à inflação de 5,1% em janeiro e não fechando a porta a uma subida de taxas já em 2022.

Menos de duas horas depois de o Banco de Inglaterra ter anunciado uma subida das suas taxas de juro para conter a inflação, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, insistiu numa estratégia de resposta progressiva à recente escalada dos preços.

Mas mostrou maior preocupação em relação à evolução da inflação e recusou-se a pôr de lado a possibilidade de haver uma subida das taxas de juro na zona euro já no decorrer deste ano.

Na reunião do conselho de governadores realizada esta quinta-feira, os responsáveis do BCE optaram, como já era esperado, por manter as medidas que tinham anunciado em dezembro.

No comunicado publicado, quase idêntico ao saído da reunião anterior, é reiterado o plano de começar a reduzir progressivamente o programa de compras de dívida pública a partir do mês de março, deixando a subida de taxas de juro apenas para o momento em que a previsão de inflação para os próximos anos chegar aos 2%.

As expectativas dos mercados, contudo, estavam centradas naquilo que Lagarde poderia vir a dizer na conferência de imprensa a seguir à reunião. E com razão.

Na conferência de imprensa ficou evidente que bastou um mês e meio, e a divulgação de novos dados económicos, para que, dentro do conselho de governadores do BCE, o ambiente em relação à inflação tivesse já mudado substancialmente face ao que acontecia em dezembro.

Esta quinta-feira, a presidente da autoridade monetária europeia não só disse explicitamente que os números da inflação em janeiro, que na zona euro chegou aos 5,1%, foram “muito surpreendentes”, como se recusou, quando questionada pelos jornalistas, a comprometer-se com uma manutenção do atual nível das taxas de juro até ao final de 2022.

Christine Lagarde, que até aqui classificava a possibilidade de uma subida de taxas de juro este ano como “altamente improvável“, disse agora que não fazia “promessas sem condições”.

“As nossas decisões estão dependentes dos dados. Faremos esse trabalho em março e penso que isso nos irá levar a uma análise sobre quais são as causas da inflação no curto prazo e de como é que ficam as projeções de médio prazo”, afirmou.

Lagarde pôs de imediato os investidores nos mercados a admitir a possibilidade de, na reunião do próximo mês, o BCE anunciar uma estratégia de retirada das suas medidas expansionistas bastante mais rápida, para tentar conter a presente escalada da inflação.

Noutros pontos do globo, os bancos centrais têm vindo a optar por essa reação mais agressiva à subida de preços.

A Reserva Federal dos EUA anunciou em janeiro uma primeira subida das taxas de juro e, esta quinta-feira, o Banco de Inglaterra passou a sua taxa de juro diretora de 0,25% para 0,5%, havendo quatro dos 13 membros da instituição que eram mesmo favoráveis a uma subida dos juros mais rápida, para 0,75%.

Até agora, o BCE tem optado por uma estratégia mais progressiva, insistindo que a situação na zona euro é diferente da dos EUA e do Reino Unido e mostrando confiança que a taxa de inflação irá começar, brevemente, a cair, voltando a valores abaixo de 2% tanto em 2023 como em 2024.

No entanto, esta quinta-feira, Lagarde deu mais destaque ao facto de existir “um risco em alta nas previsões para a inflação para o curto prazo” e admitiu que, desde a reunião de dezembro até agora, “a situação, de facto, mudou“.

“[A inflação] pode ser significativamente mais alta do que esperávamos durante o decorrer deste ano e possivelmente mais alta do que tínhamos previsto para o final do ano”, acrescentou ainda.

Em relação às expectativas para a inflação no médio prazo, que são fulcrais para a decisão do BCE começar a subir taxas de juro, Lagarde disse ser importante esperar mais algum tempo.

Mesmo assim, afirmou que o BCE estava agora “mais perto do objetivo [de inflação de 2% no médio prazo]”, assinalando que há fatores a puxar a inflação para cima, como a maior pressão que existe no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego a cair para mínimos das últimas décadas na zona euro, ou o facto de a subida dos preços ser agora sentida numa maioria de bens e serviços, em vez de estar concentrada apenas nos bens energéticos.

Perante esta mudança significativa do discurso da máxima responsável do BCE, não surpreende a resposta imediata dos mercados.

O euro, que estava a registar uma quebra face ao dólar e à libra por causa do ritmo diferente de subidas de taxas dos bancos centrais, começou a valorizar-se.

E as taxas de juro da dívida pública dos países da zona euro, da Alemanha até aos países da chamada “periferia”, voltaram a subir.

No caso de Portugal, de acordo com os dados da agência Reuters, a taxa de juro da dívida a 10 anos aproximou-se ao início da tarde desta quinta-feira dos 0,8%, o valor mais alto desde maio de 2020, nos primeiros meses da pandemia.

Em Espanha, o mesmo indicador estava nos 0,86%, enquanto em Itália ultrapassou os 1,5%. No caso da Alemanha, as taxas também subiram, mas para 0,08%.

https://zap.aeiou.pt/inflacao-na-ocde-atinge-maximo-em-30-anos-subiu-para-66-em-dezembro-460907


Russos disseram a Trump que estavam “prontos para o eleger novamente” !


A resposta dos EUA à possível invasão russa na Ucrânia fez com que os especialistas do Kremlin insinuassem que vão ajudar a tornar Donald Trump presidente novamente.

Segundo o Daily Beast, os legisladores americanos preparam-se para desvendar a “mãe de todas as sanções” contra a elite do Kremlin, caso a Rússia decida invadir a Ucrânia, e não está a ser bem aceite pelos principais porta-vozes de Moscovo.

Face à crescente resistência dos Estados Unidos, a televisão estatal financiada pelo governo russo tornou-se mais descarada do que toca aos seus apelos para que o ex-Presidente Donald Trump regresse à Casa Branca.

“A cidade na colina está novamente a ser tomada pelos Trumpistas. Donald já declarou que se tornará o 47º presidente da América e que vai resolver as coisas com a Rússia e Putin”, disse a apresentadora Olga Skabeeva.

Segundo a RawStory, no segmento de segunda-feira do programa televisivo russo 60 Minutes a apresentadora ainda acrescentou “Donald, estamos à sua espera e estamos prontos para o eleger novamente”.  

Estas afirmações seguem-se após a afirmação de Trump no comício “Save America” em Conroe, no Texas.

O ex-presidente declarou que o apoio do atual Joe Biden à Ucrânia poderia causar a Terceira Guerra Mundial — uma tática comum de susto utilizada pela Rússia contra qualquer esforço para fazer recuar a sua política que remonta à era soviética.

Os comentários de Trump que encorajaram o abandono da Ucrânia foram também elogiados e repetidamente transmitidos na televisão estatal russa.

Trump estava pronto para dissolver a NATO, declarou este fim-de-semana Vladimir Soloviev, o apresentador do programa de televisão estatal The Evening.

Cobrindo as observações de Trump no seu recente comício no Texas, o canal estatal Vesti publicou uma peça intitulada “Trump discutiu a sua amizade com Putin e disse que Biden arruinou tudo“.

Ao que parece, a Rússia vê o regresso de Trump à presidência como uma solução para todos os seus problemas, em detrimento da NATO e do Ocidente.

No início deste mês, o repórter de televisão estatal russo Valentin Bogdanov, que está baseado em Nova Iorque, criou um novo programa chamado “Goodbye America” (Adeus América). Centra-se no declínio e na queda iminente dos Estados Unidos.

Os dois primeiros episódios previram que Trump será reeleito em 2024. Bogdanov também registou as contribuições de Tucker Carlson para convencer alguns republicanos de que os Estados Unidos não deveriam intervir na invasão russa em nome da Ucrânia.

https://zap.aeiou.pt/russos-disseram-a-trump-que-estavam-prontos-para-o-eleger-novamente-460688


Galinha posta sob custódia em zona de segurança do Pentágono !


Uma galinha foi apanhada a “esgueirar-se” por uma área de segurança no Pentágono, na segunda-feira.

Uma galinha foi apanhada a esgueirar-se por uma zona de segurança do Pentágono. O animal foi encontrado na segunda-feira, na sede do departamento de Defesa norte-americano, segundo conta a Liga de Bem-Estar Animal de Arlington, através das redes sociais.

“Aparentemente, a resposta para a pergunta ‘porque é que a galinha atravessou a estrada’ é para chegar ao Pentágono“, lê-se na publicação, citada pelo USA Today.

A galinha foi levada sob custódia por um dos funcionários da Liga. Chelsea Jones, porta-voz da organização, disse porém que não podia revelar o local exato onde a ave foi apanhada.

“Não nos é permitido revelar exatamente onde foi encontrada. Só podemos dizer que foi num ponto de controlo de segurança”, disse apenas. Da mesma forma, também não é claro de onde veio o animal ou como chegou ao Pentágono.

A galinha, uma Rhode Island Red, foi batizada de Henny Penny. Já é tão famosa nas redes sociais que até o apresentador Jimmy Fallon escreveu uma música sobre ela, no episódio do Tonight Show de terça-feira.

Ver aqui: www.facebook.com/watch/?v=948055502513041

https://zap.aeiou.pt/galinha-posta-sob-custodia-pentagono-460918

Líder do Daesh na Síria morto pelas forças especiais dos EUA: “Ele escolheu fazer-se explodir” !


Joe Biden anunciou a morte de Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, durante uma operação antiterrorismo na província de Idleb, no noroeste do país.

Segundo a LUSA, uma operação das forças especiais dos Estados Unidos no noroeste da Síria matou esta quinta-feira o líder máximo do Daesh, Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, anunciou o Presidente norte-americano, Joe Biden.

“Na noite passada e sob minhas ordens, as forças militares dos Estados Unidos no noroeste da Síria conduziram com sucesso uma operação de contraterrorismo para proteger o povo americano e os nossos aliados e tornar o mundo um lugar mais seguro”, afirmou Biden, num comunicado.

“Graças à capacidade e coragem das nossas Forças Armadas, removemos Abu Ibrahim al Hashimi al Quraishi, líder do Daesh, do campo de batalha”, acrescentou o Presidente norte-americano.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que o líder do Daesh tirou a própria vida. Numa conferência de imprensa realizada na Casa Branca, Joe Biden disse que Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi se fez explodir quando as tropas norte-americanas se aproximaram da sua casa na província de Idleb, no noroeste da Síria.

“Sabemos que enquanto as nossas tropas se aproximavam para capturar o terrorista, num ato final de cobardia desesperada, sem qualquer consideração pelas vidas da sua própria família ou de outros no edifício, ele escolheu fazer-se explodir“, relatou o presidente norte americano, em declarações aos jornalistas.

“Explodiu não apenas o colete, mas todo o terceiro andar, em vez de enfrentar a justiça pelos crimes que cometeu, levando consigo vários membros da sua família, tal como o seu predecessor tinha feito”, acrescentou.

Nas declarações, Joe Biden notou que al Qurayshi tinha assumido a liderança do Daesh após a morte do anterior líder, Abu Bakr al-Baghdadi, em 2019.

“Desde então, o Daesh dirigiu operações terroristas que tiveram como alvo americanos, aliados, os nossos parceiros e inúmeros civis no Médio Oriente, África e sul da Ásia”, explicou.

Na operação antiterrorismo dos Estados Unidos lançada na província de Idleb, morreram pelo menos 13 pessoas, entre os quais mulheres e crianças, segundo uma organização não-governamental.

“Na noite passada, as forças dos Estados Unidos atuaram com sucesso sob uma enorme ameaça terrorista para o mundo, o líder global da ISIS [autoproclamado Estado Islâmico]”, disse o presidente norte-americano.

Não existiram quaisquer baixas entre as forças dos EUA durante o confronto de duas horas num prédio na localidade de Atme, tendo sido “um sucesso”.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos​ (OSDH), os soldados desembarcaram de helicóptero perto de acampamentos para deslocados em Atme, na província de Idlib, em grande parte controlada por jihadistas e rebeldes.

“As Forças Especiais dos EUA conduziram uma missão de contraterrorismo durante a noite no Noroeste da Síria”, acrescentou o Pentágono, em comunicado à AFP.​

O OSDH não especificou as identidades dos jihadistas e referiu que “pelo menos 13 pessoas, incluindo quatro crianças e três mulheres, foram mortas na operação”.

De acordo com os correspondentes da AFP no local, a operação americana teve como alvo um prédio de dois andares numa área cercada por árvores, sendo que grande parte foi destruída e o chão dos quartos ficou coberto de sangue.

De acordo com moradores, líderes jihadistas do grupo Daesh foram alvejados durante a operação, à noite.

Os especialistas locais referiram à AFP que os campos sobrelotados na região de Atme, localizada no norte da província de Idlib, têm servido de base para líderes jihadistas se esconderem entre os deslocados.

Assim, os jihadistas acabam por aproveitar estes espaços como “células adormecidas”, prontas para organizar e realizar ataques.

Esta foi a maior operação das forças dos EUA na Síria desde a morte, em outubro de 2019, de Abu Bakr al-Baghdadi, líder do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), morto num ataque na região de Idleb, que escapa ao controlo do poder na Síria, informou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

A operação desta quinta-feira ocorreu poucos dias após o fim de um ataque do Daesh a uma prisão das Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos, na região de Hassaké, no nordeste.

O ataque à prisão e os combates que se seguiram deixaram 373 mortos, incluindo 268 jihadistas, 98 membros das forças curdas e sete civis, segundo o OSDH.

A complexa guerra na Síria, um país fragmentado onde intervêm diferentes protagonistas, já matou cerca de 500 mil pessoas desde 2011.

https://zap.aeiou.pt/lider-do-daesh-na-siria-morto-pelas-forcas-especiais-dos-eua-460883


Crianças que receberam vacina diluída em água em Espanha geraram anticorpos !


Cerca de uma centena de crianças foram vacinadas com uma vacina diluída em água num centro em Santander, Espanha. O caso aconteceu em dezembro e os testes provaram a eficácia da inoculação.

As crianças foram vacinadas no dia 18 de dezembro no centro de saúde El Alisal, em Santander. Na altura, um erro na preparação das doses da vacina contra a covid-19 levou a que cerca de uma centena de crianças fossem vacinadas com uma vacina diluída em água.

Quando o erro foi detetado, as crianças foram sujeitas a testes para apurar a eficácia da inoculação. Segundo o El Mundo, os resultados confirmara que a primeira dose da vacina gerou anticorpos nos jovens.

“Confirmou-se o que se estava à espera. Os testes mostraram que a vacina desenvolveu o estímulo antigénico e consequentemente a imunidade normal“, disse um responsável de saúde, depois de os resultados terem sido analisados pelo serviço de imunologia de um hospital.

As amostras foram processadas no hospital de Valdecilla e os resultados foram analisados pelos Cuidados Primários e pelo Serviço de Imunologia deste hospital.

A partir de sexta-feira, os pais das crianças serão chamados para lhes serem dadas todas as explicações sobre o sucedido e poderem agendar a segunda dose da vacina.

Desde o início da pandemia, já foram administradas em Espanha quase 16 milhões de terceiras doses da vacina e quase dois milhões de crianças entre os 5 e os 11 anos foram vacinadas com a primeira toma da vacina.

https://zap.aeiou.pt/criancas-vacina-diluida-agua-anticorpos-460811

 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Kiev anuncia formalmente a criação do bloco político-militar Grã-Bretanha-Polônia-Ucrânia !


Ucrânia, Grã-Bretanha e Polônia estão criando um novo formato de cooperação política na Europa.

Isso é de acordo com o presidente Volodymyr Zelensky , que se dirigiu ao Verkhovna Rada na abertura da sétima sessão parlamentar na terça-feira, 1º de fevereiro….

“Estamos criando um novo formato de cooperação política na Europa envolvendo Ucrânia, Grã-Bretanha e Polônia”, disse Zelensky.

A secretária de Relações Exteriores britânica , Liz Truss , disse anteriormente que uma aliança tripartida estava sendo considerada entre Grã-Bretanha, Polônia e Ucrânia.

O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba , também disse a repórteres sobre o trabalho ativo na criação de tal aliança.

Em 1º de fevereiro, o primeiro-ministro Mateusz Morawiecki da Polônia e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson farão uma visita à Ucrânia.

Um artigo de 112 Ucrânia intitulado PM anuncia assinatura de declaração entre Ucrânia, Reino Unido e Polônia relata:

Um novo formato regional de cooperação Ucrânia-Polônia-Reino Unido será criado em um futuro próximo. O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, anunciou isso durante um briefing.

“Espero que em um futuro próximo possamos criar oficialmente um novo formato regional de cooperação Ucrânia-Polônia-Reino Unido. Diante da contínua agressão russa, devemos assinar um documento trilateral sobre cooperação no fortalecimento da segurança regional”, disse Shmygal.

Na véspera, foi noticiado que o primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson e o primeiro-ministro da Polônia Mateusz Morawiecki planejam anunciar a criação de um novo formato de cooperação com a Ucrânia durante sua visita a Kiev.

Rick Rozoff , renomado autor e analista geopolítico, ativamente envolvido na oposição à guerra, ao militarismo e ao intervencionismo há mais de cinquenta anos. Ele administra o site Anti-Bellum e Pela paz, contra a guerra .

A fonte original deste artigo é Anti-bellum

Tensões alimentadas por Washington na Ucrânia prejudicam os mercados financeiros !


As tensões na Ucrânia têm efeitos colaterais em todos os setores da sociedade – e no mercado financeiro não é diferente. As bolsas de valores americanas e europeias vêm caindo nos últimos dias, com quedas em pontos percentuais relatadas em quase todos os centros financeiros. Investidores e analistas explicam que o resultado negativo nas bolsas se deve à crise ucraniana, que prejudicou a estabilidade do mercado mundial. Considerando que o próprio Ocidente está fomentando essa crise, caberá aos governos ocidentais decidir entre favorecer a estabilidade financeira ou os planos da OTAN.

Janeiro foi um mês difícil para os mercados de ações dos EUA e da Europa. Na segunda-feira passada, muitas quedas percentuais foram vistas em todo o Ocidente. O S&P 500, por exemplo, caiu de 4.397,94 pontos para 4.262,4, o que representa uma queda de 3 pontos percentuais (algo que não acontecia há mais de um ano). As principais vítimas da crise foram as empresas de tecnologia norte-americanas, segundo o Dow Jones Industrial Average, que registrou uma queda de 2,29% neste setor nos EUA.

Nas bolsas europeias, os sinais de crise também são claros. No mesmo dia citado, o DAX alemão caiu de 15.604 pontos para 15.130, fechando em queda de 3,02%. Algo semelhante aconteceu na França, com o índice CAC-40 apresentando queda de 3,03%. Na mesma linha, o índice pan-europeu Euronext 100 caiu 3,28%. Na Suíça, também houve queda gradual, com queda de 2,94% em apenas seis horas de funcionamento da bolsa. O FTSE100 de Londres apresentou dados melhores, mas ainda caindo, fechando o dia com queda de 2,27%.

Taxas semelhantes foram relatadas na Rússia. O índice RTS apontou queda de mais de 8% na bolsa de dólares. Em rublo, o indicador GMT registrou queda de 5,93%. Dados decrescentes também foram registrados na Ásia, embora com números melhores. O Nikkei (Japão) apresentou queda de 0,90% e o Kospi (Coreia do Sul) 0,99%, por exemplo.

Apesar do pico mundial de quedas na última segunda-feira, ao longo da semana, o mercado oscilou significativamente, com aumento e queda em pontos percentuais das bolsas de todo o mundo sendo relatados em diferentes momentos. No entanto, analisando os dados no total, fica clara a existência de uma queda global significativa no mercado de ações e investimentos.

Para entender esse tipo de situação, é preciso considerar o fato de que o mercado financeiro depende, sobretudo, de estabilidade e segurança. Um mundo marcado por tensões, possibilidades de guerra e constantes ameaças de conflitos armados jamais poderá servir aos interesses do mercado financeiro. Sem segurança e expectativas de situação estável no médio e longo prazo, os investimentos não são realizados e com isso o ciclo financeiro começa a cair.

Diante disso, é possível concluir que, se o mercado está caindo, certamente há algo obstruindo a estabilidade política, social e econômica, gerando medo entre os investidores. Como a queda é vista globalmente, podemos concluir que existe uma ameaça global, o que nos leva a acreditar que a Ucrânia é atualmente foco de medo e tensão para o mercado financeiro.

A questão ucraniana é, sem dúvida, o problema global mais preocupante da atualidade. O potencial nuclear de ambos os lados, EUA e Rússia, envolvidos na questão leva o mundo a vivenciar a pior crise de segurança desde a Guerra Fria. Isso é algo extremamente desconfortável para os investidores, que não querem apostar seu capital em nenhuma empresa com possibilidade de conflito em escala internacional. Isso explica por que o declínio do mercado de ações foi relatado em todo o mundo nos últimos dias – e também explica por que os EUA, Europa e Rússia experimentaram as maiores quedas, enquanto as ações asiáticas mostraram quedas mais atenuadas.

Com isso, não há escapatória: enquanto houver possibilidade de guerra, haverá crise financeira. O grande problema é que tal possibilidade só existe por parte do Ocidente. A OTAN insiste na narrativa da “invasão russa” e planeja ações militares para “responder” a tal “ameaça”, enquanto Moscou afirma repetidamente que não fará incursões contra a Ucrânia. Se o Ocidente parasse de insistir em tal narrativa, não haveria “ameaça de guerra” e o mercado estaria estabilizado. Por outro lado, as ações agressivas e ilegais da OTAN no Leste Europeu dependem fortemente da existência da narrativa sobre uma “invasão” para que sejam “justificadas”.

Então, a situação financeira do mundo inteiro é complicada agora, mas especialmente a do próprio Ocidente, que é onde o capitalismo financeiro é mais forte. Haverá conflito de interesses e polarização na sociedade ocidental e é provável que o mercado pressione para que a situação na Ucrânia seja resolvida o mais rápido possível para recuperar a estabilidade internacional. Caberá aos EUA e outros governos da OTAN decidir se priorizam seus planos de guerra ou segurança financeira.

A fonte original deste artigo é InfoBrics

Missão de contraterrorismo dos EUA no noroeste da Síria - Líder da Al Qaeda escapa !


Os EUA montaram na quinta-feira, 3 de fevereiro, na cidade de Atmeh, no noroeste da Síria, sua maior operação de contraterrorismo desde que derrubou Abu Bakar al Baghdadi em 2019. A missão foi bem-sucedida e não houve vítimas dos EUA, disse o porta-voz do Pentágono. Ele não revelou que o alvo era um alto agente da Al Qaeda, que parece ter escapado da captura, embora a casa onde morava com sua família tenha sido demolida. Moradores relataram que cerca de 12 corpos foram retirados dos escombros. A AP diz que a força dos EUA usou alto-falantes pedindo que mulheres e crianças deixassem a área.

Testemunhas disseram que o ataque que durou cerca de duas horas terminou quando os helicópteros deixaram o local com a força de ataque, mas os aviões de reconhecimento ainda pairavam na área. Eles também disseram que um dos helicópteros explodiu quando não conseguiu decolar devido a uma falha técnica.

O jihadista Hayat Tahrir al-Sham (antiga Frente Nusra, que já fez parte da Al Qaeda) é o principal grupo rebelde no controle da província de Idlib, no noroeste da Síria. As ex-forças da coalizão lideradas pelos EUA já lançaram principalmente ataques de drones contra fugitivos da Al Qaeda que usam a província rebelde como base. Em outubro, um ataque aéreo dos EUA no noroeste da Síria matou um líder sênior da Al Qaeda, Abdul Hamid al-Matar, o segundo ataque desse tipo em dois meses.

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A AMAZÔNIA E A COBIÇA INTERNACIONAL !


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Documentos secretos revelam detalhes das exigências e concessões dos EUA nas negociações com a Rússia


Os Estados Unidos estão dispostos a aliviar a tensão e a deixar de fornecer armamento a Kiev, mas em troca exigem que as forças russas saiam da fronteira com a Ucrânia. Está ainda em cima da mesa a criação de um mecanismo de transparência que verifique o cumprimento das regras de cada lado.

A subida de tensão entre os Estados Unidos e a Ucrânia nas últimas semanas parece não ter solução a vista. Por um lado, os EUA prometem retaliar caso Moscovo avance militarmente na Ucrânia e por outro, a Rússia garante que não tem qualquer intenção de invadir o país e exige que o Ocidente pare de tentar influenciar a Europa de Leste e que nenhum ex-membro da União Soviética entre na NATO.

Até agora, não foi assinado nenhum acordo sobre segurança perto das fronteiras russas e os EUA também não se comprometem a impedir a entrada da Ucrânia ou da Geórgia na aliança atlântica. No entanto, foram conhecidos os detalhes da resposta norte-americana às exigência russas, a que o El País teve acesso.

No documento, a NATO oferece a Vladimir Putin negociações sobre acordos de desarmamento e medidas de construção de confiança em diferentes fóruns, como a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) ou o Diálogo de Estabilidade Estratégica EUA-Rússia e o Conselho NATO-Rússia, nota o Expresso.

Em troca disso, os americanos exigem que a Rússia aceite retirar o exército e o armamento das fronteiras com a Ucrânia. Tanto a resposta da NATO como dos Estados Unidos não têm nada de novo, mas tornam claras as linhas vermelhas da negociação das forças ocidentais.

Os EUA oferecem novos “mecanismos de transparência recíprocos” que exigiriam um compromisso entre ambas as partes de se absterem de “implantar sistemas ofensivos de mísseis de solo e manter forças permanentes com uma missão de combate no território da Ucrânia”, com o aval de Kiev, visto que o país está a comprar armamento a Washingon já a antecipar uma invasão.

A reticência da Alemanha em tomar uma posição imediata também está a ser tida em conta, já que este estado-membro da NATO tem acordos de fornecimento de energia com a Rússia que não quer pôr em causa.

Washington propõe ainda novamente a criação de um “mecanismo de transparência” que se certificaria de que não existem mísseis de cruzeiro Tomahawk — que têm alcance suficiente para atingir a Rússia — nas bases militares da NATO na Bulgária e na Roménia.

Para que esta medida avance, a NATO quer que Moscovo “reduza imediatamente” e “de forma verificável e duradoura” do número de “forças armadas russas perto da Ucrânia e na Bielorrússia” cujo aumento “substancial” recentemente considera “não provocado, injustificado e contínuo”. Os EUA falam no mesmo tom, sublinhando que o progresso diplomático só acontecerá “se houver um alívio das ações ameaçadoras”.

Sobre uma eventual adesão ucraniana à aliança atlântica, os Estados Unidos sublinham que a Rússia também já reafirmou o “direito inerente de todo e qualquer Estado participante de ser livre para escolher”. Assim, Washington não promete bloquear uma entrada da Ucrânia, argumentando que isso é uma questão interna de cada país.

O Governo norte-americano abre a porta a uma discussão sobre o conceito de “indivisibilidade da segurança”, que têm interpretações diferentes dos dois lados. Para a Rússia, o princípio é posto em causa com uma possível entrada da Ucrânia na NATO, já que Moscovo considera que isso seria uma ameaça à sua segurança.

Já os Estados Unidos entendem a questão de outra forma, depois de, na chamada telefónica entre o Secretário de Estado de Biden e o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Putin, Antony Blinken ter lembrado que a “indivisibilidade da segurança é o princípio de que nenhum Estado possa fortalecer a sua segurança à custa de outros Estados”. Esta foi a definição usada num acordo assinado em 1999 pela Rússia e pela NATO.

Perante as diferentes interpretações que as várias definições suscitam, Washington estende a mão a Moscovo para que os países tentem encontrar um consenso. Resta-nos saber se a Rússia vai aceitar ou se o clima tenso actual vai continuar.

https://zap.aeiou.pt/documentos-secretos-eua-negociacoes-460781


Queda de cabo matou 26 pessoas no Congo - Pés estavam dentro de água !


Tempestade originou queda de um cabo de alta tensão, que caiu numa valeta inundada. 24 vítimas eram mulheres que estavam num mercado de Kinshasa.

Uma tempestade na capital do Congo provocou, entre outros estragos, a queda de um cabo de alta tensão; o incidente provocou a morte de, pelo menos, 26 pessoas.

A tragédia decorreu nesta quarta-feira. O cabo de alta tensão caiu numa valeta inundada e essa valeta atravessa um mercado em Kinshasa.

As autoridades confirmaram que morreram 26 pessoas. 24 das vítimas mortais eram mulheres que estavam num mercado daquela zona de Kinshasa; ou a trabalhar, ou eram clientes naquele momento.

O primeiro-ministro Jean-Michel Sama Lukonde lamentou o incidente e confirmou que todas as pessoas falecidas foram electrocutadas por causa do contacto do cabo de alta tensão com a água.

A questão é que, sempre que chovia, as pessoas que estavam naquele mercado ficavam com os pés dentro de água.

Uma vendedora daquele mercado, Christelle Zindo, descreveu: “Em cada pequena chuvada, a água, em vez de correr, inunda no mercado porque a valeta está bloqueada, obrigando os vendedores a permanecerem com os pés debaixo de água. E as autoridades ficam indiferentes“.

Outra vendedora local, Charlene Twa, escapou: “Estávamos numa igreja à espera que parasse de chover. De repente vimos uma chama e, quando saímos, só vimos as outras vendedoras já mortas, no chão”.

Já foi aberta uma investigação para apurar responsabilidades. E já está a decorrer o processo da mudança de localização do mercado.

https://zap.aeiou.pt/queda-de-cabo-matou-26-pessoas-no-congo-os-pes-estavam-dentro-de-agua-460792

 

Japão vai reformar lei que considera ex-marido pai de crianças nascidas até 300 dias depois do divórcio !


Algumas mulheres, especialmente vítimas de violência doméstica, optavam por não registar os filhos porque a lei assumia automaticamente que o agressor era o pai da criança.

A lei japonesa do século XIX que assume automaticamente que o pai de uma criança nascida no período de 300 dias após o divórcio de um casal é filho do ex-marido estão prestes a chegar ao fim. Vai também cair o impedimento às mulheres grávidas de casarem novamente nos primeiros 100 dias após o divórcio, nota o Observador.

Os especialistas que aconselharam o Governo sobre estas mudanças acrescentam ainda que deve ser dado o direito às mães e aos filhos de contestar as reivindicações de paternidade, visto que essa opção só está aberta aos pais.

A lei actual determina que o bebé nascido até 200 dias após o novo casamento é filho do novo marido, enquanto as crianças nascidas nos 300 dias a seguir ao divórcio são consideradas filhas do ex-marido.

Por causa disto, algumas mulheres chegaram até a não registar o nascimento dos bebés, especialmente em situações de violência doméstica, de forma a que o agressor não fosse assumido como o pai da criança. Esta foi a razão invocada por mais 70% das 825 pessoas sem registo no país  

A proposta de revisão altera este panorama e passa a assumir que o novo marido é o pai da criança. A legislação anterior estava em vigor desde 1898 e não foi alterada nos últimos 120 anos.

Mayumi Ichikawa, uma representante de uma ONG que se dedica a esta causa, sublinha que a mudança desta lei não é suficiente porque só se aplica às mulheres que voltam a casar. Caso o casal esteja separado mas o ex-marido não aceite divorciar-se, a mulher pode continuar a não documentar o nascimento do bebé.

Em 2019, Portugal adoptou uma lei semelhante e acabou com o prazo internupcial que impedia o segundo casamento para os homens até 180 dias após o divórcio ou a viuvez. O prazo estendia-se até 300 dias para as mulheres, mas podia ser reduzido para metade caso a mulher comprovasse que não estava grávida.

https://zap.aeiou.pt/japao-lei-ex-marido-pai-criancas-300-dias-460798


Um homem grávido: A polémica com um dos novos 37 emojis da Apple !

A Apple vai passar a representar o homem grávido. É um dos 37 novos emoji que vai lançar, e os republicanos nos Estados Unidos não gostaram nada.

Segundo o Observador, a Apple vai introduzir em breve, estima-se que em março ou em abril, 37 novos emojis, que serão lançados com a atualização iOS 15.4.

Mesmo sem ainda estarem a circular pelas mensagens entre os cibernautas ou nos comentários de publicações das redes sociais, já estão a provocar polémica por ter, por exemplo, um homem grávido e uma pessoa grávida sem revelar o seu género.

Na Emojipedia, a popular biblioteca digital de emojis, explica-se que as novas criações relacionados com a gravidez pretendem representar homens trans ou pessoas não binárias. Contudo, podem ter duplo significado, ao ilustrar uma pessoa com a barriga cheia depois de ter comido muito.

No fim de semana, os republicanos dos Estados Unidos da América insurgiram-se contra o novo boneco.

Sean Spicer, ex-assessor de imprensa de Donald Trump, que tem um programa no canal de notícias conservador Newsmax, começou por o ridicularizar.

“No liceu, satisfiz o requisito de ciência estudando geologia —vejo agora o que perdi — aquelas aulas de biologia ajudar-me-iam a explicar o novo emoji do homem grávido”, escreveu no Twitter.

Já Tucker Carlson, conhecido apresentador e analista político da Fox News utilizou o seu programa para dizer que o emoji era uma forma de “desinformação”.

“No mundo real, os homens podem facilmente ficar grávidos se não tomarem as devidas precauções. Tenham cuidado, malta. Pode acontecer-te a ti”, escreveu no Twitter, com sarcasmo.

Em nome da inclusão social, na lista dos 37 novos emojis surgem também diversas variações de tons de pele na figura dos apertos de mão — ao todo, este ícone conta com 25 combinações de cores de pele entre as duas mãos.

No conjunto de imagens que estarão disponíveis em breve, vê-se também um trol, uma cara que derrete e uns lábios sensuais. Entre os objetos, poder-se-á enviar aos amigos uma roda, um escorrega, muletas, entre outros.

A Emojipedia reuniu todos os novos emojis, mas a versão final que os utilizadores da Apple terão pode sofrer alterações, pois cada empresa está encarregue de os modificar e os retocar para combinar com o seu próprio estilo.

Os desenhos foram originalmente selecionados em setembro de 2021 pelo Unicode Consortium, uma organização sem fins lucrativos que supervisiona e aprova os padrões dos emojis para todos os dispositivos.

https://zap.aeiou.pt/um-homem-gravido-a-polemica-com-um-dos-novos-37-emojis-da-apple-460526


FBI teve acesso ao Pegasus, mas diz que não o usou


A agência norte-americana confirmou que obteve o programa de vigilância informática, mas apenas para “se manter a par das tecnologias emergentes”.

Segundo o Público, o FBI confirmou esta quarta-feira que teve acesso ao Pegasus, o programa de espionagem da empresa israelita NSO, que está no centro de uma série de casos de utilização indevida, por regimes pouco democráticos.

O programa já foi usado para vigiar opositores, jornalistas, ou ativistas de direitos humanos, quando foi desenhado, e devia ser usado apenas para contra-terrorismo e criminalidade organizada grave.

A agência de investigação federal norte-americana disse ao diário britânico The Guardian que teve uma “licença limitada” para aceder ao programa, considerado o mais poderoso spyware do mundo, que permitia apenas “teste do produto e avaliação”, dizendo que este software nunca foi usado numa investigação da força policial norte-americana.

O motivo do FBI foi também a preocupação de saber se o programa “caísse nas mãos erradas”, segundo a mensagem enviada ao Guardian.

O The New York Times, que tal como o Guardian faz parte de um consórcio internacional que investiga quem usou o Pegasus e como, revelou antes que o FBI tinha comprado o programa em 2019, durante a Administração Trump.

A empresa NSO disse sempre que o programa foi desenhado de modo a que fosse impossível usá-lo com números com o indicativo dos EUA – ou de Israel.

No entanto, nas últimas semanas percebeu-se que essa informação não é verdadeira, tendo sido provada a vigilância de vários números israelitas.

O uso do software para vigilância de israelitas, incluindo organizadores de protestos contra o então primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, por este ter sido acusado de corrupção, provocou polémica em Israel.

Esta semana, a polícia israelita admitiu que tinha usado o Pegasus de modo irregular, contra os cidadãos.

Na semana passada, uma investigação do The New York Times revelou que a agência de espionagem CIA, o FBI, a agência de combate ao tráfico de drogas DEA, o comando militar dos EUA em África, e várias outras agências e departamentos dos Estados Unidos tiveram conversações com a empresa para adquirir o programa.

O Pegasus permite fazer mais do que outros programas de vigilância, sem que a pessoa vigiada se aperceba ou tenha de clicar em qualquer link.

Tem capacidade de entrar no smartphone e aceder a todos os dados – conversas, vídeos, geolocalização, entre outros – e ainda ativar remotamente o microfone e a câmara e transmitir para quem estiver a levar a cabo a espionagem.

As negociações entre o FBI e a NSO terão esbarrado em vários obstáculos, sobretudo por preocupação da parte da agência norte-americana que a NSO pudesse ter acesso a informação sensível do FBI. Por isso o programa foi posto a funcionar num outro edifício e não estava ligado aos sistemas do FBI.

A admissão do FBI aconteceu um dia depois de o jornal The Washington Post, que também faz parte do consórcio de investigação, revelar que uma empresa de comunicações móveis dos EUA recebeu uma oferta de “sacos de dinheiro” da NSO em troca de acesso a redes de comunicação.

A informação tem base em revelações de uma fonte, o especialista em segurança de comunicações Gary Miller, que na altura trabalhava para uma empresa da Califórnia, Mobileum que vende serviços de segurança a empresas de comunicações moveis em todo o mundo, e que está a relatar o sucedido ao Departamento de Justiça. Miller diz que a oferta foi feita em 2017.

As alegações acontecem numa altura em que o Departamento de Justiça está a investigar a NSO por alegações de uso irregular do Pegasus. Não é claro se haverá alguma ligação entre a investigação e as alegações de Miller, segundo o jornal The Washington Post.

A administração Biden decidiu, em Novembro passado, pôr a NSO numa “lista negra” do Departamento do Comércio por ter tido ações “contrárias à política externa e ao interesse nacional dos EUA”.

A inclusão nesta lista restringe exportações de congéneres norte-americanas, dificultando, por exemplo, a venda de informação sobre vulnerabilidades de computadores, trazendo várias dificuldades de ordem prática à NSO, e dando ainda um duro golpe na imagem pública da empresa.

https://zap.aeiou.pt/fbi-teve-acesso-ao-pegasus-mas-diz-que-nao-o-usou-460721

 

Um homem está há 82 dias a comer apenas carne crua !


Todos conhecemos os perigos do frango mal cozido e as várias bactérias nocivas que todos os tipos de carne nos podem passar.

Segundo o Interesting Engineering, por outro lado, também existem muitos pratos tradicionais que são preparados com carne crua com origem na Europa, Sudeste Asiático e África, como por exemplo carpaccio, tartare, kitfo e Ossenworst.

Mas comer carne crua não é normalmente recomendado, pois pode conter bactérias nocivas tais como Salmonella, Listeria, Campylobacter, Yersinia, e E. coli, que podem ser erradicadas pela simples cozedura.

Apesar de tudo, um utilizador do Instagram está a comer carne crua há 82 dias, afirmando que está a ingerir todos os dias até morrer de bactérias, para tentar ver “se vive 5 dias ou 500 anos”.

Documenta o seu hábito alimentar na página de Instagram e filma vídeos enquanto come carne picada crua e cérebros de vaca crus, enquanto os acompanha com leite ou ovos crus, em frente à loja onde compra a carne crua.

Diz que as suas refeições preferidas são peito de frango, bife, e espadarte e de alguma forma conseguiu evitar intoxicações alimentares graves até agora.

O homem anónimo afirma que começou a experiência depois de se ter sentido doente enquanto comia uma dieta principalmente à base de plantas.

“Quando comecei a comer bife e ovos ao pequeno-almoço, em vez de bagels e batidos, senti-me cheio durante a maior parte do dia, e estável, em vez de ficar tonto por causa de quedas de tensão”, afirma na página.

Para além de arriscar a vida enquanto apenas come carne crua, se esta é realmente a sua única dieta alimentar, é provável que arrisque outros problemas de saúde, como escorbuto, hemorroidas, ou prisão de ventre.

A sua experiência é bem recebida por alguns dos seus 85,5 mil seguidores, enquanto muitas pessoas ficam enojadas com os seus hábitos alimentares.

Surpreendentemente, não é o único na Internet a comer comida crua. Há um homem de Weston Rowe que diz que come galinha crua há anos e nunca esteve sequer perto de estar doente.

O Liver King, também come carne crua, testículos, fígado e medula óssea, afirmando que a sua dieta é a chave para estar em forma.

Enquanto um novo estudo tenta desmistificar a teoria de a carne é aquilo que nos faz humanos, este homem está a tentar provar uma nova teoria: “comer carne não cozinhada pode matar-nos“.

https://zap.aeiou.pt/um-homem-esta-ha-82-dias-a-comer-apenas-carne-crua-460708


“Putin, cuidado”: Civis ucranianos estão a realizar exercícios militares !


Não houve invasão russa, até agora, mas muitos ucranianos (e ucranianas) já se preparam para ajudar num eventual conflito.

O ambiente tenso entre Rússia e Ucrânia prolonga-se há anos mas aumentou, ao longo das últimas semanas. A sensação de guerra iminente instalou-se mas os sinais provenientes da Rússia não são claros. Há dezenas de milhares de militares russos junto à fronteira com a Ucrânia (e novos helicópteros terão chegado a essa zona, nesta terça-feira), mas oficialmente não há qualquer “aviso de guerra”.

Mesmo sem o início de qualquer conflito, muitos ucranianos estão a preparar-se para a guerra. Se as autoridades russas alegam que os tais militares estão perto da fronteira para realizarem exercícios militares, há centenas ou milhares de ucranianos que também estão a realizar exercícios militares em Kiev, como preparação para conflitos.

O portal Business Insider salienta esta preparação ucraniana, que reúne arquitectos, banqueiros e dentistas, entre outras profissões. A Rússia tem um poder militar bem superior ao da Ucrânia – mas os ucranianos terão mais de 4 milhões de armas em casa (muitas delas não registadas).

“Vamos lutar, se algo acontecer. O nosso povo está pronto para lutar. Haverá tiros provenientes de todas as janelas, se os russos aparecerem”, avisou um oficial ucraniano, à CNN.

Um dos participantes nos «treinos», o arquitecto e sargento Denys Semyroh-Orlyk, deixou um aviso ao presidente da Rússia, Vladimir Putin: “Nós nunca nos iremos render. Estamos a aproveitar todas as oportunidades para treinar. Por isso, acho que Vladimir Putin deveria ter medo de nós”.

Nos treinos, os civis ucranianos aprendem a utilizar armas, a executar tácticas e manobras de combate e a dominar outras técnicas no terreno.

No entanto, a prioridade destes exercícios não é criar militares que respondam imediatamente a uma eventual invasão russa; o objectivo é aumentar o contingente militar ucraniano, para haver uma colaboração com os militares já existentes.

Noutra cidade, Kharkiv, há uma reunião semanal entre mulheres, que também se preparam para uma guerra, aprendendo a utilizar armas.

Uma das voluntárias é Viktoria Balesina. A professora de ténis de mesa justificou a sua presença, à agência Associated Press: “Esta cidade precisa de ser protegida. Precisamos de fazer alguma coisa. Precisamos de não entrar em pânico e não vamos cair de joelhos”.

https://zap.aeiou.pt/putin-civis-ucranianos-exercicios-militares-guerra-russia-ucrania-460709

 

A impressão do livro sobre quem denunciou Anne Frank foi suspensa !


Baseado numa investigação de seis anos, “A traição de Anne Frank” foi publicado em janeiro de 2022, mas está a gerar alguma polémica.

Segundo a Deutsche Welle, um e-mail enviado pela editora holandesa sugeriu que a autora e os investigadores deveriam ter maior “senso crítico”.

A editora holandesa Ambo Anthos, que publicou o livro “A traição de Anne Frank“ a 18 de janeiro, informou que suspendeu a impressão da obra devido a possíveis falhas na investigação

A editora aponta que o notário judeu Arnold van den Bergh teria sido o responsável por denunciar a família da adolescente alemã, em Amsterdão, em 1944.

Num e-mail enviado esta segunda-feira aos responsáveis pela pesquisa e pela produção do livro, a empresa sugere que a investigação que resultou na obra pode conter falhas. E destaca que eles deveriam ter maior “senso crítico”.

“Aguardamos respostas dos pesquisadores para as perguntas que surgiram e estão a atrasar a decisão de imprimir outra edição. Oferecemos as nossas sinceras desculpas a qualquer pessoa que se possa ter se sentido ofendida pelo livro“, escreveu a empresa, não divulgando mais detalhes.

Rosemary Sullivan, a escritora canadense e autora do livro, assim como a empresa que editou o livro em inglês, a HarperCollins, com sede em Nova York, também se recusaram a comentar a situação.

Um dos investigadores citados no livro, Pieter van Twisk, disse à agência de notícias Reuters que viu o e-mail e que a equipa da qual fez parte ficou “completamente surpresa” com a mensagem.

“Tivemos uma reunião na semana passada com os editores e conversamos sobre as críticas que sentimos que poderia haver. Concordamos que deveríamos apresentar uma resposta detalhada em alguns dias”, disse Twisk.

No fim de janeiro, as informações contidas no livro já tinham sofrido críticas por parte dos representantes da Fundação Anne Frank, com sede em Basileia, na Suíça, criada pelo pai da adolescente em 1963.

“A obra contribui não para desvendar a verdade, mas sim para confundir e, além disso, está cheia de erros. A prova não é conclusiva. Estão a disseminar uma afirmação que depois, para o público, se torna um tipo de facto, a fugir para teoria da conspiração”, comentou John Goldsmith, presidente da organização.

Além de Goldsmith, o historiador Erik Somers, do Instituto para Estudos sobre Guerra, Holocausto e Genocídio, na Holanda, também tem criticado a pesquisa e o livro.

Johannes Houwink ten Cate, professor de estudos sobre o Holocausto e genocídio em Amsterdão, disse ao jornal holandês NRC Handelsblad que não existiam evidências de que o Conselho Judaico tenha elaborado listas de moradas de esconderijos para judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

“Nunca vi nada disso em 35 anos de pesquisa. Grandes acusações exigem muitas provas, e não há nenhuma”, afirmou, acrescentando que o próprio Van den Bergh esteve escondido durante grande parte de 1944.

O livro é o resultado de uma investigação que envolveu um agente aposentado do FBI e cerca de 30 outros profissionais, entre historiadores, criminologistas e especialistas em dados. Eles identificaram o notário judeu Arnold van den Bergh como o principal suspeito de revelar o esconderijo da família de Anne Frank em Amsterdão.

Durante seis anos, os pesquisadores tentaram chegar a alguma conclusão sobre como os nazis conseguiram encontrar os Frank, após eles terem permanecido escondidos por pelo menos dois anos numa área anexa de um armazém, próximo a um canal da capital holandesa.

O livro relata justamente os detalhes da investigação, que não foi feita com a intenção específica de acusar alguém, mas sim de tentar resolver o mistério histórico de quem entregou a família à Gestapo.

O notário Van den Bergh era membro do Conselho Judaico, por isso tinha muitos contatos e foi inicialmente protegido de ser deportado.

No entanto, em 1944, a sua proteção foi removida. Por isso, num ato de desespero, ele alegadamente divulgou os esconderijos de várias famílias judaicas, com o objetivo de se salvar a si próprio.

A principal prova é a cópia de uma carta anónima que Otto Frank, pai da adolescente, recebeu em 1946.

Nela, era mencionado o nome do notário. Segundo a equipa de investigação, essa pista era conhecida, mas ainda não tinha sido analisada de forma mais aprofundada.

Anne Frank e outros sete judeus foram descobertos pelos nazis a 4 de agosto de 1944 e foram todos deportados.

Anne morreu no campo de Bergen-Belsen, no estado alemão da Baixa Saxónia, em 1945. Logo após ser detida, no entanto, ela foi levada com os restantes membros da família para Auschwitz, na Polónia.

Apenas o pai de Anne Frank sobreviveu à perseguição nazi. Miep Gies, secretária de Otto Frank, foi quem guardou o diário da adolescente e o repassou ao empresário alemão depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

Até morrer, em 1980, Otto Frank dedicou-se ao legado da filha e publicou a primeira edição do “Diário de Anne Frank” em holandês, sob o título Het Achterhuis (“A casa dos fundos”), em 1946.

A primeira tradução para o alemão foi publicada em 1950. Dez anos mais tarde, o livro já tinha alcançado circulação mundial de mais de 3,5 milhões de cópias.

O “Diário de Anne Frank”, que retrata principalmente o período em que a adolescente permaneceu escondida dos nazis, foi traduzido para 60 idiomas, sendo, até hoje, um dos livros mais lidos do mundo.

https://zap.aeiou.pt/impressao-do-livro-sobre-traicao-de-anne-frank-e-suspensa-460704


Retirem-se da Ucrânia se não a vão invadir, diz Blinken à Rússia !


Antony Blinken, Secretário de Estado norte-americano, disse ao seu homólogo russo Sergei Lavrov, que agora seria a altura de retirar as tropas russas.

Segundo o que um funcionário do Departamento de Estado americano afirmou à Reuters, Antony Blinken disse, numa chamada na terça feira com Sergei Lavrov, que o homólogo retirasse as tropas russas da fronteira com a Ucrânia, se Moscovo não a tencionasse invadir.

Num telefonema que durou cerca de 30 minutos, Blinken e Lavrov tiveram uma conversa “profissional e bastante franca” em inglês, explicou o funcionário, mas acrescentou que não houve qualquer avanço ou acordo e que Washington não tinha visto quaisquer sinais no terreno de uma potencial desaceleração.

“Continuamos a ouvir essas garantias de que a Rússia não está a planear invadir, mas certamente todas as ações que vemos dizem o contrário, com a contínua acumulação de tropas, armas pesadas, a deslocarem-se para a fronteira”, disse o funcionário, falando sob a condição de anonimato.

“O Secretário disse ao Ministro dos Negócios Estrangeiros Lavrov que se o Presidente Putin não pretende verdadeiramente mudar a guerra ou o regime, então este é o momento de retirar as tropas e o armamento pesado e iniciar uma discussão séria, que pode reforçar a segurança coletiva europeia”, sublinhou o funcionário.

A Rússia reuniu mais de 100.000 tropas perto das fronteiras da Ucrânia, enquanto negava os planos de invasão — uma ação que os Estados Unidos e os seus aliados advertiram que desencadearia sanções fortes.

O Ocidente rejeitou formalmente na semana passada as exigências russas de impedir a Ucrânia de aderir à NATO e de retirar as forças da NATO da Europa de Leste, ao mesmo tempo que manifestava vontade de falar sobre controlo de armas e medidas de aumento de confiança.

O funcionário também notou que Lavrov “esclareceu” na sua chamada com Blinken que uma carta que tinha enviado aos Estados Unidos e outros na segunda-feira “não era a sua resposta formal”.

“A resposta (formal) terá de vir do Presidente Putin, depois eles enviam-na para nós”, disse o funcionário.

“Depois de a termos recebido, o secretário e o ministro concordaram que deveriam falar novamente sobre as próximas etapas do processo“, concluiu.

https://zap.aeiou.pt/retirem-se-da-ucrania-se-nao-a-vao-invadir-diz-blinken-a-russia-460683

 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Biden o incendiário - A Presidência Biden e o Espectro de uma Terceira Guerra Mundial !


Ao contrário de Trump, que era um estranho na política americana e ridicularizado como “criança-chefe” pelo establishment de segurança nacional dos EUA, Biden é um democrata típico do establishment que joga descaradamente nas mãos do estado profundo ao longo de seu primeiro ano como presidente e escalando o conflito com a Rússia na Ucrânia e com a China no Mar da China Meridional que corre o risco de mergulhar os Estados Unidos em uma guerra catastrófica com qualquer uma das duas potências globais.

Depois de ser eleito presidente em uma eleição amargamente contestada supostamente manipulada pelo rival político, ele deu carta branca a seus patronos no estabelecimento de segurança nacional para aumentar substancialmente a presença militar dos EUA na Europa Oriental, implantar armamentos estratégicos voltados para a Rússia e exercer provocativamente a chamada “liberdade de navegação” no Mar Negro e no Mar da China Meridional, verdadeiras “águas territoriais” da Rússia e da China, respectivamente.

Durante sua carreira política de mais de quarenta anos, primeiro como senador de longa data de Delaware, depois como vice-presidente de Obama e, finalmente, como presidente da nação mais poderosa do mundo, Joe Biden provou consistentemente que é um fantoche sem remorso do estado profundo e um falcão russofóbico incorrigível.

Antes de ser eleito vice-presidente de Obama em 2008, como senador e posteriormente como membro e depois presidente do poderoso Comitê de Relações Exteriores do Senado, Joe Biden , ao lado de outro inveterado falcão neo-McCarthyite , o senador Joe Lieberman , foi um dos principais arquitetos da Guerra da Bósnia na administração Clinton nos anos noventa. Assim, ele não é estranho à política maquiavélica do establishment de segurança nacional dos EUA para desestabilizar a Europa Oriental após a dissolução da antiga União Soviética.

Refletindo sobre a memorável campanha presidencial de 2008 do primeiro presidente negro americano Barack Obama, com o senador pouco conhecido de Delaware, Joe Biden, como seu companheiro de chapa, Glenn Kessler escreveu para o Washington Post [1] em outubro de 2008:

“O momento em que o senador Joseph R. Biden Jr. olhou o líder sérvio Slobodan Milosevic nos olhos e o chamou de 'maldito criminoso de guerra' se tornou uma lenda de campanha.

“O candidato a vice-presidente democrata traz à tona o confronto de 1993 no julgamento de campanha para gritos de alegria dos apoiadores. O senador Barack Obama mencionou isso quando anunciou que havia escolhido Biden como seu companheiro de chapa.

“Durante o debate da vice-presidência com sua contraparte na chapa republicana, a governadora do Alasca Sarah Palin, Biden se deu crédito duas vezes por mudar a política dos EUA na Bósnia. O senador de Delaware declarou que 'foi o catalisador para mudar a situação na Bósnia liderada pelo presidente Clinton'. Em outro momento, ele observou: “Minhas recomendações sobre a Bósnia – admito que fui o primeiro a recomendá-la. Eles salvaram dezenas de milhares de vidas.'”

Em vez de “salvar dezenas de milhares de vidas”, as devastadoras Guerras Iugoslavas nos anos noventa, após o desmembramento da ex-União Soviética e depois da ex-Iugoslávia, causaram inúmeras mortes, criaram uma crise humanitária e desencadearam uma enxurrada de refugiados. pela qual ninguém tem culpa, a não ser a política militarista do governo Clinton de subjugar e integrar à força os estados do Leste Europeu no bloco capitalista ocidental.

Em relação ao modus operandi de Washington de travar guerras por procuração na Europa Oriental e no Oriente Médio, desde os tempos da jihad soviético-afegã durante os anos oitenta, tem sido o plano de jogo à prova de falhas dos mestres estrategistas da OTAN para levantar dinheiro do petróleo -estados ricos do Golfo; então compre armas no valor de bilhões de dólares nos mercados de armas da Europa Oriental; e, em seguida, fornecer essas armas e treinamento de guerrilha à população insatisfeita do país vítima, usando as agências de inteligência dos adversários regionais deste último. Seja no Afeganistão, Bósnia, Kosovo, Chechênia, Líbia ou Síria, a mesma cartilha foi executada ao pé da letra.

Arrecadar fundos para guerras por procuração das petromonarquias do Golfo permite ao estado profundo a liberdade de evitar o escrutínio do Congresso; o benefício de comprar armas de mercados de armas não regulamentados da Europa Oriental é que tais armas não podem ser rastreadas até as capitais ocidentais; e usar representantes jihadistas para atingir objetivos estratégicos tem a vantagem de aceitar o argumento de “negação plausível” se a estratégia sair pela culatra, o que muitas vezes acontece. Lembre-se de que a Al-Qaeda e o Talibã foram os subprodutos da jihad soviético-afegã, e o Estado Islâmico e sua rede global de terroristas foram o retrocesso da guerra por procuração na Síria.

Ingenuamente dando crédito ao ex-senador e vice-presidente Joe Biden por seu suposto “intervencionismo humanitário” e por criar uma catástrofe nos Bálcãs nos anos noventa, Paul Richter e Noam N. Levey, escrevendo para o LA Times [2] em agosto de 2008, observado:

“Biden frequentemente favorece intervenções humanitárias no exterior e foi um dos primeiros e influentes defensores da ação militar dos EUA nos Bálcãs na década de 1990.

“Biden considera que sua realização mais importante em política externa foi sua liderança nos Bálcãs em meados da década de 1990. Ele pressionou um governo Clinton relutante, primeiro para armar muçulmanos sérvios e depois usar o poder aéreo dos EUA para suprimir o conflito na Sérvia e em Kosovo.

“Em seu livro, 'Promises to Keep', Biden chama isso de um de seus dois 'momentos de maior orgulho na vida pública', junto com a Lei de Violência Contra as Mulheres que ele defendeu.

“Em 1998, ele trabalhou com o senador John McCain em uma resolução bipartidária para pressionar o governo Clinton a usar toda a força disponível para confrontar o líder sérvio Slobodan Milosevic, um movimento destinado a forçar o presidente a usar tropas terrestres, se necessário, contra as forças sérvias no ex-presidente. Iugoslávia, que foi assolada por combates e limpeza étnica”.

O militarismo beligerante de Biden, no entanto, não parou nos Bálcãs, como o presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, Biden disse em 2002 que Saddam Hussein era uma ameaça à segurança nacional dos EUA e não havia opção a não ser eliminar essa ameaça. Em outubro de 2002, ele votou a favor da “Autorização para Uso da Força Militar contra o Iraque”, aprovando a invasão do Iraque pelos Estados Unidos.

Mais significativamente, como presidente do comitê, ele reuniu uma série de testemunhas para depor a favor da autorização. Eles deram testemunhos deturpando grosseiramente a intenção, a história e o status de Saddam e seu governo baathista, que era um inimigo declarado abertamente da Al-Qaeda, e divulgando a posse fictícia de armas de destruição em massa pelo Iraque.

Escrevendo para o The Guardian em fevereiro de 2020, Mark Weisbrot observou [3] que Joe Biden estava na vanguarda de reunir apoio bipartidário para a Guerra do Iraque ilegal e voltaria para assombrá-lo nas eleições presidenciais como a cumplicidade criminosa de Hillary Clinton em emprestar legitimidade à invasão unilateral do Iraque pelo governo Bush frustrou suas ambições presidenciais também nas eleições presidenciais de 2016.

Weisbrot adicionou:

“Quando a guerra foi debatida e autorizada pelo Congresso dos EUA em 2002, os democratas controlavam o Senado e Biden era presidente do comitê de relações exteriores do Senado. O próprio Biden teve enorme influência como presidente e argumentou fortemente a favor da resolução de 2002 que concedeu ao presidente Bush autoridade para invadir o Iraque.

“'Não acredito que isso seja uma corrida para a guerra', disse Biden alguns dias antes da votação. “Acredito que é uma marcha para a paz e a segurança. Acredito que o fracasso em apoiar esmagadoramente esta resolução provavelmente aumentará as perspectivas de que a guerra ocorra...'

“Mas ele tinha um poder muito maior do que suas próprias palavras. Ele foi capaz de escolher todas as 18 testemunhas nas principais audiências do Senado sobre o Iraque. E ele escolheu principalmente pessoas que apoiavam uma posição pró-guerra. Eles argumentaram a favor da 'mudança de regime como a política declarada dos EUA' e alertaram para 'um Saddam com armas nucleares em algum momento desta década'. Que os iraquianos 'receberiam os Estados Unidos como libertadores' e que o Iraque 'permite que membros conhecidos da Al-Qaeda vivam e se movimentem livremente no Iraque' e que 'eles estão sendo apoiados'”.

Quando a mal concebida invasão e ocupação do Iraque não saiu como planejado e o país caiu em uma miríade de conflitos étnicos e sectários, em novembro de 2006, Biden e Leslie H. Gelb, presidente emérito do Conselho de Relações Exteriores, divulgaram um “ estratégia abrangente” para acabar com a violência sectária no Iraque. Em vez de continuar a abordagem anterior ou retirar as forças dos EUA, o plano pedia “uma terceira via”: federalizar o Iraque e dar aos curdos, xiitas e sunitas “espaço para respirar” em suas próprias regiões.

In September 2007, a non-binding resolution endorsing such a scheme passed the Senate, but the idea was unfamiliar, had no political legitimacy, and failed to gain traction. Iraq’s political leadership denounced the resolution as a de facto “Balkanization of Iraq,” and the US Embassy in Baghdad issued a statement distancing itself from it. Foreign policy “maven” Biden laughed it off as nothing more than one of his facetious gaffes.

Em relação à guerra por procuração de uma década na Síria orquestrada por Washington para garantir a segurança regional de Israel, discursando em um seminário em Harvard [4] em 2014, “Joe não tão sonolento” astuciosamente buscou refúgio em negação plausível e sustentou: “Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos transferiram centenas de milhões de dólares e grandes quantidades de armamento para uma variedade de milícias islâmicas dentro da Síria, incluindo pelo menos uma com laços com a Al Qaeda”.

“Os turcos eram grandes amigos e eu tenho um ótimo relacionamento com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, … os sauditas, os emirados etc. O que eles estavam fazendo? Eles estavam tão determinados a derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad e essencialmente ter uma guerra sunita-xiita por procuração. O que eles fizeram?" Biden perguntou, de acordo com uma gravação do discurso postada no site da Casa Branca.

“Eles despejaram centenas de milhões de dólares e dezenas de milhares de toneladas de armas em qualquer um que lutasse contra Assad, exceto que as pessoas que estavam sendo fornecidas eram al-Nusra e Al Qaeda, e os elementos extremistas dos jihadistas vindos de outros países. partes do mundo."

Para seu crédito, apesar de ser um belicista disfarçado de “pacífico”, o ex-presidente Obama era pelo menos inteligente. Tendo se formado como um dos alunos mais pobres da faculdade de direito, o então vice-presidente Biden não percebeu a ironia de seus comentários.

Os Estados do Golfo, Turquia e Jordânia não canalizaram dinheiro e armas para a guerra por procuração da Síria sem um aceno de Washington. A Operação Timber Sycamore da CIA para treinar e armar militantes sírios que lutaram contra o governo Bashar al-Assad de 2012 a 2017 nas regiões fronteiriças da Jordânia e da Turquia foi aprovada e supervisionada pelo governo Obama, do qual Biden foi vice-presidente e segundo em- comando.

De fato, Washington exerceu um controle tão absoluto sobre o teatro de guerra por procuração da Síria que, embora os EUA tenham fornecido abertamente as armas antitanque de fabricação americana (TOW) a grupos militantes sírios, proibiu estritamente seus clientes de fornecer armas antiaéreas (MANPADS) para os militantes, porque Israel freqüentemente pilota aviões de vigilância e drones e ocasionalmente realiza ataques aéreos no Líbano e na Síria, e se essas armas tivessem caído nas mãos de jihadistas, elas poderiam se tornar uma ameaça de segurança de longo prazo para a força aérea israelense.

Apesar de ostensivamente travar uma “guerra ao terror” nas últimas duas décadas, o estado profundo dos EUA nutriu clandestinamente jihadistas islâmicos e os usou como representantes em inúmeras zonas de conflito do Oriente Médio, Norte do Cáucaso e Balcãs para alcançar “objetivos estratégicos”. de desestabilizar adversários regionais e globais.

Se dermos uma olhada superficial na história das recentes administrações dos EUA, as administrações Carter e Reagan treinaram e armaram jihadistas afegãos contra a antiga União Soviética durante a Guerra Fria nos anos oitenta, esses mesmos “combatentes da liberdade” mais tarde se transformaram em al-Qaeda. e Talibã ;

a administração Clinton usou jihadistas islâmicos para desmantelar a ex-Iugoslávia nos anos noventa;

a administração Bush invadiu o Iraque em 2003 que deu origem à Al-Qaeda no Iraque;

e o governo Obama-Biden iniciou guerras por procuração na Líbia e na Síria em 2011 para derrubar os governos nacionalistas árabes do líder líbio Gaddafi e do presidente sírio Bashar al-Assad, que deram origem a grupos extremistas como Ansar al-Sharia na Líbia e Estado Islâmico e outros. -Frente Nusra na Síria.

Nauman Sadiq é um analista geopolítico e de segurança nacional baseado em Islamabad focado em assuntos geoestratégicos e guerra híbrida nas regiões Af-Pak e Oriente Médio. Seus domínios de especialização incluem neocolonialismo, complexo industrial militar e petroimperialismo.

Ele é um colaborador regular de relatórios investigativos meticulosamente pesquisados ​​e de fontes confiáveis ​​para a Global Research.

https://undhorizontenews2.blogspot.com/


ISIS é uma ameaça que ainda existe na Síria !


Após uma rodada de escalada marcada pelo ataque do ISIS à prisão de Geweran na cidade de al-Hasakah, no nordeste da Síria, a situação na Síria parece estar melhorando ligeiramente. A partir de 31 de janeiro, o nível de violência no país continua a diminuir.

Em 30 de janeiro, as Forças Democráticas Sírias (SDF) apoiadas pelos EUA anunciaram que um ataque do ISIS à prisão de Geweran, que começou há dez dias, terminou com seus combatentes no controle total da instalação.

Um dia antes, um grupo de cerca de 20 terroristas liderados por um comandante conhecido como “Abu Ubayda” cercaram as FDS

Embora a batalha dentro da prisão possa ter acabado, alguns dos terroristas que conseguiram escapar da prisão ainda podem estar escondidos em áreas próximas esperando uma chance de atacar ou fugir.

O destino de cerca de 2.000 terroristas que foram detidos na prisão de Geweran antes do ataque do ISIS permanece incerto. Um relatório de al-Quds al-Arabi revelou que cerca de 200 terroristas deixaram a prisão sob um acordo secreto com as FDS.

De acordo com um relatório divulgado pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos em 30 de janeiro, a batalha da prisão de Geweran custou a vida de 268 terroristas do ISIS, sete civis e 98 funcionários das FDS e suas forças de segurança.

O ataque do ISIS à prisão foi um golpe tanto para as FDS quanto para a coalizão liderada pelos EUA, que não parecem estar no controle da situação no nordeste da Síria.

Em um exemplo da confusão das forças de coalizão lideradas pelos EUA, em 28 de janeiro, os soldados do Exército Árabe Sírio (SAA) confrontaram uma unidade do Serviço Aéreo Especial (SAS) do Exército Britânico que tentou entrar na “zona de segurança” controlada pelo governo. no centro da cidade de al-Hasakah duas vezes. A unidade de elite, que foi implantada perto da prisão de Geweran, foi supostamente perdida.

Enquanto isso, a situação no centro da Síria, onde as células do ISIS estão travando uma insurgência, continua tensa.

Em 28 de janeiro, terroristas do ISIS atacaram várias posições da SAA e seus aliados perto da cidade de Se'alow, na margem ocidental do rio Eufrates, no interior do sul de Deir Ezzor. Quatro combatentes apoiados pelo Irã ficaram feridos.

O ataque pode ter sido apenas uma distração para facilitar a travessia de terroristas que haviam escapado recentemente da prisão de Geweran para a região central.

Em 29 de janeiro, os terroristas atacaram novamente, desta vez visando um ônibus que transportava um grupo de combatentes apoiados pelo Irã perto da cidade de al-Sawanah, no interior oriental de Homs. Vários combatentes ficaram feridos.

Na região noroeste da Síria, conhecida como Grande Idlib, a situação permanece calma, mas apenas graças às más condições climáticas.

Em 30 de janeiro, Jaysh al-Izza libertou cinco soldados sírios e entregou os restos mortais de um general iraniano Bridger, que foi morto no norte de Hama em 2016, sob um acordo com as autoridades sírias.

Em troca, as autoridades libertaram três militantes de Jaysh al-Izza que foram capturados pela SAA há menos de dois anos. A troca ocorreu na travessia de Tronba, no interior do sudeste de Idlib.

Enquanto isso, no sul da Síria, apenas dois ataques menores foram relatados na província de Daraa, em 31 de janeiro.

Em 29 de janeiro, o ex-rebelde Talib Moahamad foi baleado e morto por homens armados não identificados na cidade de Nahij, na zona rural de Daraa.

Em 29 de janeiro, homens armados não identificados incendiaram a sede do Conselho Local de Saida, na zona leste de Daraa.

A Síria pode experimentar uma nova rodada de escalada em breve. A situação de segurança no país continua vulnerável, epicamente nas regiões nordeste e central, onde a influência do ISIS continua forte.

South Front


Paciente com covid-19 e VIH desenvolveu 21 mutações do coronavírus !


A mulher não estava a receber tratamento para o VIH, o que permitiu as mutações e pode acelerar o aparecimento de novas variantes.

Uma mulher sul-africana com VIH que não estava a receber um tratamento adequado e que ficou infetada com covid-19 durante nove meses desenvolveu pelo menos 21 mutações do coronavírus dentro do seu corpo.

Estas são as conclusões de um novo estudo que ainda não foi revisto por pares e a notícia foi avançada pela Bloomberg. Quando a mulher de 22 anos começou a tomar a medicação retro-viral usada para tratar o VIH, conseguiu finalmente recuperar da covid-19 até entre seis e nove semanas.

O estudo vem novamente comprovar que a covid-19 se pode mutar muito rapidamente quando é contraída por pessoas imunodeprimidas, especialmente quando estas não estão a ser tratadas, o que pode acelerar o desenvolvimento de novas variantes. Tanto a variante Beta como a Ómicron foram detetadas pela primeira vez na África do Sul.

“Este caso, como outros anteriores, descreve um potencial caminho para o surgimento de novas variantes. A nossa experiência reforça investigações anteriores de que os tratamentos anti-retrovirais eficazes são a chave para controlar estas situações”, apontam os cientistas, que sublinham que isto é só uma hipótese.

A África do Sul tem a maior epidemia de VIH do mundo. Da sua população de cerca de 60 milhões de pessoas, 8.2 milhões foram infetadas com este vírus que ataca o sistema imunitário. O vírus do VIH é muito comum na África subsariana, que acolhe cerca de 70% das infeções a nível mundial.

O coronavírus abrigado pela paciente estudada na pesquisa desenvolveu pelo menos 10 mutações na proteína spike, o que lhe permitiu ligar-se às células e criar as outras 11 mutações detetadas.

Algumas das mudanças foram comuns às vistas nas variantes Ómicron e Lambda enquanto que outras foram consistentes com mutações que permitem ao vírus escapar aos anticorpos.

https://zap.aeiou.pt/covid-19-vih-21-mutacoes-460472

 

“Holocausto não teve nada a ver com raça”: Canal suspende Whoopi Goldberg após comentários polémicos !

A actriz Whoopi Goldberg foi suspensa pelo canal de televisão ABC News depois de ter dito que o Holocausto “não teve nada a ver com raça”. A declaração levantou muita polémica e o primeiro pedido de desculpas da personalidade só a agravou.

A ABC News suspendeu Whoopi Goldberg durante duas semanas do programa de televisão “The View”, onde é uma das comentadoras. Uma decisão tomada depois de a actriz de 66 anos ter dito que o “Holocausto não teve nada a ver com raça”.

Um comentário feito durante uma discussão em torno da decisão de uma escola norte-americana que baniu uma novela gráfica sobre o Holocausto, considerando que tinha excesso de nudez e palavrões, além de conteúdo “suicida”.

“O Holocausto não é sobre raça. É sobre a desumanidade do homem para com o homem” e envolveu “dois grupos de pessoas brancas”, afirmou Whoopi Goldberg no programa.

Após a polémica levantada pelas suas declarações, a actriz pediu desculpas, mas também isso não lhe saiu muito bem, pois afirmou, numa entrevista, que os nazis mentiram e que, na verdade, tinham problemas com a etnia e não com a raça.

Posteriormente, Whoopi Goldberg reforçou o pedido de desculpas, salientando que o Holocausto foi, “de facto, sobre raça porque o Hitler e os nazis consideravam os Judeus como uma raça inferior”.

A actriz também vincou, numa publicação no Twitter, que o Holocausto teve tanto a ver com “raça” como com “desumanidade”. “O povo judeu pelo mundo sempre teve o meu apoio e não o vou abandonar”, apontou ainda. “Lamento a dor que causei”, reforçou.

Mas, apesar dos mea culpas, a ABC News resolveu suspender Whoopi Goldberg devido aos “comentários errados e ofensivos” que fez. “Estará ausente durante um tempo para reflectir”, referiu a estação numa nota no Twitter que é assinada pelo próprio presidente da ABC News, Kim Godwin.

“Apesar de se ter desculpado, pedi-lhe que se afastasse por uns tempos para reflectir e perceber o impacto dos seus comentários”, argumentou Godwin.

“Toda a organização ABC News mantém solidariedade para com os nossos colegas Judeus, amigos, famílias e comunidades”, vincou ainda a ABC.

Entretanto, o jornal britânico Daily Mail assegura que os colegas de Whoopi Goldberg no The View, Sunny Hostin, Joy Behar e Ana Navarro, estão “furiosos com a decisão da emissora” depois do pedido de desculpas da actriz.

Não se sabe se a suspensão implica que Whoopi Goldberg fica sem receber o salário de 96 mil dólares por semana, de acordo com o mesmo jornal.

Nas redes sociais, várias pessoas se colocam ao lado da actriz e há quem note que o melhor é “cancelar” o programa se as pessoas não podem ter a sua opinião. Há ainda quem afirme que não vai assistir ao The View enquanto Whoopi Goldberg estiver suspensa.

Já Steve Greenberg nota que, “como homem judeu”, acredita que ela não falou “com malícia ou desrespeito”.

Mas, por outro lado, também há quem considere que a suspensão não é suficiente e que Whoopi Goldberg devia ser despedida.

E há quem se lembre do caso da comediante Roseanne Barr que foi despedida da ABC, em Maio de 2018, no seguimento de publicações racistas no Twitter, onde comparou uma conselheira afro-americana do então Presidente dos EUA, Barack Obama,a um macaco.

Ora, Whoopi Goldberg “não estava a brincar”, entendem os que pedem o mesmo tratamento para a actriz.

Não é a primeira vez que Whoopi Goldberg se envolve em polémicas. Em 2009, disse que o realizador Roman Polanksi que se declarou culpado de “sexo ilegal com menor” em 1997, não tinha cometido “violação-violação”.

Além disso, também defendeu Bill Cosby quando este estava a ser alvo de acusações de abuso sexual.

https://zap.aeiou.pt/holocausto-raca-whoopi-goldberg-460615


A misteriosa cidade de Cahokia foi abandonada, mas ninguém sabe porquê !

A cidade movimentada de Cahokia foi, em tempos, o lar de cerca de 15.000 pessoas, mas no final do século XIV ficou deserta, e não se sabe porquê.

Situada nas margens do rio Mississippi, a cidade de Cahokia, agora esquecida, já foi uma metrópole movimentada, lar da cultura indígena desta região.

Atualmente, ninguém sabe o que lhe aconteceu. Diz-se que as dezenas de milhares de habitantes simplesmente “desapareceram”.

Segundo a Science Alert, um estudo publicado o ano passado foi, pelo menos, capaz de descartar uma ideia anterior: a que a desflorestação e o uso excessivo da terra em redor a Cahokia causaram erosão excessiva e inundações locais na área, tornando-a menos habitável para os nativos americanos.

Foi realizada uma análise dos núcleos de sedimentos recolhidos perto de montes de terra, no local histórico do Estado de Cahokia Mounds.

Os investigadores compreenderam que o solo permaneceu estável desde o apogeu de Cahokia, até meados do século XVII,I e ao desenvolvimento industrial. Ou seja, não se verificou qualquer catástrofe ambiental.

“Há uma teoria sobre as práticas de uso do solo que levam à erosão e sedimentação e contribuem para todas estas consequências ambientais”, referiu Caitlin Rankin, arqueóloga da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign. “Quando revisitamos o local, não conseguimos ver provas da inundação“, acrescenta.

Os montes ao lado do o local de escavação encontram-se em zonas baixas e perto de um riacho — uma posição privilegiada para qualquer inundação local que pudesse ter acontecido. No entanto, não havia sinais de sedimentos deixados pelas inundações nas camadas de terra.

É evidente que as pessoas que viviam em Cahokia cortaram bastantes árvores, muito provavelmente para fazer fortificações defensivas.

Contudo, a investigação mostrou que a desflorestação não provocou o tipo de erosão e inundação que expulsaria as pessoas das suas casas.

“Neste caso, havia provas de utilização intensiva de madeira”, notou Rankin num comunicado de imprensa na altura. “Mas isso não tem em conta o facto de que as pessoas podem reutilizar materiais — tanto quanto se pode reciclar”.

“Não devemos assumir automaticamente que a desflorestação estava a acontecer, ou que a desflorestação causou este acontecimento”, acrescenta.

Cahokia continua a ser um tema fascinante para os especialistas, como é o exemplo um estudo publicado em 2020, que analisava as fezes humanas antigas.

O estudo sugeria que as pessoas começaram a regressar a Cahokia muito antes dos colonos europeus terem começado a chegar, no século XVI. É possível que a deserção da metrópole não tenha durado assim tanto tempo.

Os problemas que estamos a causar ao planeta neste momento tornam mais fácil imaginar que o “ecocídio” seja responsável por alguns dos mistérios inexplicáveis do passado, diz a equipa por detrás do estudo de 2021. Mas é importante continuar a escavar para encontrar as provas sobre o que realmente aconteceu.

“Ao eliminar esta possibilidade, seguimos para outras explicações que exigem que procuremos outras vias de investigação“, concluiu Tristram Kidder, antropólogo da Universidade de Washington, em St. Louis.

https://zap.aeiou.pt/a-cidade-cahokia-foi-misteriosamente-abandonada-e-ainda-nao-se-sabe-porque-460498

 

China acaba com aplicações de encontros entre homossexuais nas lojas de apps !


A medida surge depois de também ter sido banida a representação de casais homossexuais no cinema ou séries de televisão no país.

Segundo o Público, a aplicação móvel Grindr, que facilita encontros amorosos entre homossexuais, foi excluída das lojas de apps na China, numa altura em que as autoridades estão reforçar o controlo sobre a Internet.

Os dados da empresa de pesquisa Qimai indicam que o Grindr deixou de estar disponível para descarregar no país asiático.

De acordo com a norte-americana Apple, os gestores do Grindr removeram a aplicação da App Store na China. A Google Play não está disponível no país. A app também não foi encontrada em outras plataformas operadas por empresas chinesas.

Os reguladores da Internet na China lançaram uma campanha para erradicar conteúdo ilegal e sensível durante o feriado do Ano Novo Lunar e os Jogos Olímpicos de Inverno, que decorrem em fevereiro.

A campanha visa “criar um ambiente online civilizado, saudável, festivo e propício para a opinião pública durante o Ano Novo Lunar”, disse o governo, em comunicado.

Embora a homossexualidade não seja um crime desde 1997 na China, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é proibido e as questões LGBTI+ permanecem tabu.

No ano passado, as contas na rede social WeChat de proeminentes grupos académicos de direitos LGBTQ foram bloqueadas.

A censura de conteúdo na Internet surge depois de ter também sido banida a representação de casais homossexuais no cinema ou séries de televisão no país.

https://zap.aeiou.pt/china-acaba-com-aplicacoes-de-encontros-entre-homossexuais-das-lojas-de-apps-460517

 

Donald Trump acusado de se envolver diretamente na tentativa de confiscar máquinas de voto !


The New York Times diz que a participação do então Presidente no plano para se manter no poder é mais direta do que o que se sabia até agora.

O então Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá estado diretamente envolvido numa tentativa de usar agências de segurança nacional para confiscar máquinas de voto depois da sua derrota eleitoral em 2020, com uma participação maior do que o que era conhecido até agora.

Segundo o The New York Times, que cita três fontes anónimas, Trump instruiu o seu advogado pessoal, Rudolph Giuliani, a fazer um telefonema ao Departamento de Segurança Interna para pedir se poderia confiscar máquinas de voto em três estados.

O telefonema foi feito ainda antes da invasão do Capitólio, em que apoiantes de Trump tentaram impedir o processo de certificação dos resultados eleitorais e da vitória de Joe Biden.

A resposta que Giuliani recebeu foi que o Departamento não tinha autoridade para confiscar as máquinas.

Antes, Trump tinha perguntado a William Barr, procurador-geral, cargo equivalente ao de ministro da Justiça, se o Departamento de Justiça poderia confiscar as máquinas, mas Barr disse-lhe que não, e havia ainda um plano de ordenar ao Departamento de Defesa que levasse a cabo a ação.

Segundo o jornal diário americano, chegaram mesmo a ser redigidas duas ordens executivas para que o Pentágono e o Departamento de Segurança Interna confiscassem as máquinas.

Já era conhecida a existência de propostas para usar pelo menos três departamentos federais para interferir no processo dos estados para apoiar a tentativa de Trump se manter no poder, mas a pergunta de Trump a Barr e o telefonema ao Departamento de Segurança Interna são informações novas.

“Dão uma perspetiva nova sobre como o antigo Presidente considerou, e de algum modo tentou, que os planos fossem concretizados, o que levaria os EUA para uma situação totalmente nova de ter a autoridade federal a tomar o controlo de sistemas de voto geridos pelos estados devido a alegações sem qualquer base de fraude eleitoral generalizada”, lê-se na New York Times.

Trump continua a dizer que venceu as eleições, apesar de todas as provas em contrário e nada que apoie minimamente a sua alegação.

Nenhum dos 42 processos com supostos indícios de fraude foi dado como credível, incluindo pelo Supremo Tribunal dos EUA e por juízes nomeados pelo próprio Trump.

Ainda no fim de semana, o ex-Presidente declarou, num comício no Texas, que se fosse eleito de novo, poderia perdoar as pessoas acusadas por terem participado na ofensiva ao Capitólio de 6 de Janeiro.

Mais de 700 pessoas que participaram no motim estão a ser acusadas, entre elas 11 por conspiração para sedição.

Os esforços para reverter o resultado eleitoral e de se manter no poder estão a ser investigados pela comissão que analisa o ataque ao Capitólio e por uma procuradora na Georgia.

A procuradora “recebeu informação indicando uma probabilidade razoável de que a administração das eleições do estado da Georgia em 2020, incluindo a eleição do Presidente dos Estados Unidos no estado, tenha sido objeto de possíveis perturbações criminosas“.

https://zap.aeiou.pt/trump-tenta-confiscar-maquinas-de-voto-460511


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